Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
domingo, 1 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Secretária da SEICOM, Pará entrevistada na CNN
Nesta sexta-feira (30), a Secretária Maria Amélia Enríquez (Seicom) concedeu entrevista à CNN/Chile, falando sobre a importância do Estado do Pará conhecer com mais detalhes a experiência do Chile sobre a formalização de pequenas empresas da mineração. O estabelecimento de uma parceria entre Chile e Pará para um intercâmbio técnico, visando o desenvolvimento de territórios com mineração também foi pauta do diálogo.
Na viagem, a Secretária foi recebida pelo Vice-Ministro de Minas do Chile, Ignácio Moreno Fernando, que propôs a realização de um Termo de Cooperação Técnica visando parceria para temas de interesse comum.
Leia mais detalhes em breve acompanhando o site e a fan-page da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração - Seicom.
Matéria de Andréa Lia (SEICOM)
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| Maria Amélia junto com o Vice-Ministro de Minas do Chile, Ignácio Moreno Fernando |
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Pedro Simon
Cortesia com o chapéu alheio
O tema é sempre atual e ninguém mais desconhece que é cada vez mais urgente e necessária a construção de um novo pacto federativo no país. Uma nova relação entre União, Estados e Municípios fundada na cooperação e na solidariedade entre os entes federados. A realidade é de dificuldades crescentes para os municípios. A crônica escassez de recursos contrasta com a ampliação do repasse de serviços e obrigações por parte da União, sem a correspondente transferência de verbas.
Outro problema é a política do governo federal de desonerar do pagamento de impostos e tributos alguns produtos, com a intenção de facilitar a venda e o consumo. O socorro à indústria automobilística, por exemplo, salva empregos. Mas o custo dessa política para a sociedade é alto, cerca de US$ 1 milhão em média para cada emprego mantido. Boa parte desses recursos é apropriada pelas empresas e enviada às suas matrizes no exterior, classificada como lucro. Uma parcela desse dinheiro deveria retornar às prefeituras. É como diz o ditado popular, a União está simplesmente fazendo cortesia com o chapéu alheio.
Para protestar contra essa situação e sensibilizar a sociedade para demandas que são coletivas e dizem respeito ao cotidiano das pessoas, a Confederação Nacional dos Municípios organizou esta semana a sua 17ª. Marcha à Brasília. A iniciativa tem o objetivo de apresentar reivindicações ao governo e ao Congresso Nacional, a exemplo da compensação por perdas financeiras provocadas pela desoneração do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e o aumento de 2% no Fundo de Participação dos Municípios, entre outros pontos.
Sou testemunha dessas manifestações ao longo desses anos, em Brasília. Houve ocasião em que os prefeitos sequer foram recebidos pelo governo. Dessa vez, a presidenta da República não foi ao encontro, ao contrário do que acontecia nas Marchas anteriores, uma rotina inaugurada por Lula. Mas, ainda há tempo, a Marcha termina hoje. Participar seria um sinal de compreensão diante do problema dos municípios. Afinal, são eles que acabam pagando a conta.
*Pedro Simon é senador pelo PMDB-RS.
'Folha': Dilma diz ao PT que fará a regulação da mídia
De acordo com assessores do PT, a presidente Dilma Rousseff teria cedido ao partido e decidido encampar, caso seja reeleita, a proposta de regulação econômica da mídia. A informação é divulgada na edição desta quarta-feira (28) da Folha de S. Paulo.
De acordo com o jornal, durante seu mandato Dilma engavetou a proposta, elaborada pelo governo Lula. A proposta defendia a criação de um Conselho de Comunicação para regular o conteúdo de rádios e TVs, e foi recebida com críticas por representantes do setor, que argumentavam que a medida seria uma espécie de censura.
Agora, assessores de Dilma afirmam, de acordo com a Folha de S. Paulo, que ela vai apoiar um projeto que regulamente e trate dos artigos 220 e 221 da Constituição. Os artigos determinam que os meios de comunicação não podem ser objeto de monopólio ou oligopólio e que a produção e a programação de rádios e TVs devem atender os princípios de produção regional e independente. Trata ainda da definição de como deve ser a publicidade.
De acordo com a Folha de S. Paulo, em recente reunião no Palácio da Alvorada, Dilma teria deixado claro a petistas não ter a intenção de regular conteúdo, mas sinalizou que concordava em tratar da parte econômica: "Não há quem me faça aceitar discutir controle de conteúdo. Já a regulação econômica não só é possível discutir, como desejável", disse.
O jornal informa que na segunda-feira (26), a Executiva do PT decidiu incluir a regulação dos meios de comunicação no programa do partido para a campanha presidencial. "A democratização da sociedade brasileira exige que todas e todos possam exercer plenamente a mais ampla e irrestrita liberdade de expressão, o que passa pela regulação dos meios de comunicação - impedindo práticas monopolistas - sem que isso implique qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdos", afirma.
De acordo com a Folha de S. Paulo, a inclusão do tema no programa petista foi acertada com Dilma, desde que ficasse bem claro que não haveria nenhuma proposta de controle de conteúdo. O jornal acrescenta ainda que historicamente, o PT e setores da esquerda miram o domínio da Rede Globo que, como líder de audiência, abocanha a maior fatia do mercadopublicitário do setor.
A Folha de S. Paulo acrescenta ainda que a forma de tratar o assunto foi definida durante reunião da cúpula de campanha com a presidente há cerca de um mês, no Alvorada. Neste encontro, líderes petistas teriam comemorado a fala do ex-presidente Lula no encontro nacional do partido, quando ele defendeu a regulação da mídia num tom interpretado como senha para debater também um controle de conteúdo da imprensa.
De acordo com apuração da Folha, defensores do projeto de regulação da imprensa disseram na reunião: "Que bom que o Lula falou explicitamente que tem de regular a mídia." Ainda segundo o jornal, Dilma, sem criticar Lula, fez questão de definir até onde aceitava ir na discussão. Ela teria afirmado que muita gente "confunde regulação com controle de conteúdo, isso não posso aceitar", acrescentando que "temos de qualificar esse discurso" e que o "presidente Lula está discutindo regulação".
A Folha conclui afirmando que na reunião, estava presente o comando da campanha pela reeielção, Dilma, Aloizio Mercadante (ministro da Casa Civil), o presidente do PT, Rui Falcão, e o ex-ministro Franklin Martins.
Padilha, candidato do PT ao Governo de SP já vende ilusões
Padilha: PT deve ser “implacável” ao apurar denúncias contra Moura, também do PT
Segundo investigações da Polícia Civil, o parlamentar participou em março de uma reunião em que estavam presentes integrantes da facção criminosa PCC, realizada na sede da cooperativa de transportes da qual ele faz parte.
"O PT já tomou a decisão de cobrar esclarecimentos em relação a isso. E eu, particularmente, sou implacável. Defendo que o partido seja implacável contra qualquer filiado que tenha cometido qualquer tipo de irregularidade", disse Padilha em Ribeirão Preto, onde participou de evento que discutiu planejamento municipal.
Durante entrevista à imprensa, ele voltou a dizer que o Estado de São Paulo "se transformou no escritório administrativo” do PCC. "O PCC e as facções criminosas se organizam a partir dali [dos presídios]. Planejam suas ações dali. Os líderes se reúnem e planejam ações dentro do sistema prisional". O petista afirmou também que para combater facções criminosas é necessário "sufocar o fluxo de recursos".
"Para isso é preciso muita parceria. Com a Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, governo federal e com outros Estados. A droga é produzida no Peru, na Bolívia, Colômbia, e para chegar aqui precisa passar por nossas divisas. E devemos proteger nossas fronteiras, havendo uma cooperação".
PT e alianças
Sobre as alianças no Estado, importantes para conseguir mais tempo na propaganda política veiculada nos meios de comunicação, Alexandre Padilha disse que o PT sai na frente de outros partidos.
"O PT é o partido que está construindo a coligação mais ampla até aqui. Que tem apoio de partidos com perfis diferentes, inclusive aqueles que estavam com o atual governador [Geraldo Alckmin, do PSDB] que acreditaram nas promessas do atual governador e viram que nenhuma delas foi cumprida."
O PP, de Paulo Maluf, anuncia apoio ao PT em São Paulo nesta sexta-feira.
Valor Econômico
terça-feira, 27 de maio de 2014
USP deixa posto de melhor universidade da América Latina, diz ranking britânico
Mesmo com a queda da universidade paulista, Brasil conta com 10 instituições de ensino entres as 20 melhores da região
A Universidade de São Paulo (USP), a mais importante do País, já não é mais a melhor universidade da América Latina. De acordo com o ranking britânico do grupo Quacquarelli Symonds (QS), que avalia as melhores instituições da região desde 2011, a melhor colocada neste ano é a Pontifícia Universidada Católica do Chile. Desde a criação do ranking há 3 anos, a USP sempre figurava como a primeira colocada no levantamento.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou na 3ª posição, logo à frente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Universidade Estadual Paulista (Unesp) ficou na 9ª posição. Logo abaixo estão, empatadas, as federais de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS). Confira outras o desempenho de outras universidades:
Brasil bate recorde histórico de homicídios
O Brasil quebrou um triste recorde: teve o maior número de pessoas mortas em um ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) no Mapa da Violência 2014, que compila dados de 2012. Ao todo, foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996.
É o dado mais atualizado de violência pelo Brasil e tem como base o Sistema de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que registra as ocorrências desde 1980.
A taxa de homicídios também alcançou o patamar mais elevado, com 29 casos por 100 mil habitantes. O índice considerado "não epidêmico" pela Organização Mundial da Saúde é de 10 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.
"As ações conjuntas entre Estados e a União para reduzir os homicídios são pontuais. Não existe um enfrentamento nacional, que abranja todas as esferas – municipal, estadual e federal", afirma Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do estudo.
Para ele, a redução na violência no país passa pela realização de reformas na estrutura da segurança pública, "inclusive com mudanças na policia, no código penal e no sistema penitenciário".
A média nacional no número absoluto de homicídios cresceu 7% de 2011 a 2012. Roraima, Ceará e Acre foram as unidades da federação com maior aumento: 71,3%, 36,5% e 22,4%, respectivamente.
Apesar de ter reduzido sua taxa de homicídios por 100 mil habitantes, Alagoas ainda lidera o ranking no país com 64,6 casos por 100 mil habitantes, número semelhante ao registrado durante a Guerra do Iraque, de 2004 a 2007. A média nacional é de 29 casos por 100 mil.
Apenas cinco Estados tiveram queda nas taxas de homicídio: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Santa Catarina e São Paulo possuem as menores taxas de homicídios por 100 mil habitantes: 12,8 e 15,1, respectivamente.
Gil Alessi
Do UOL, em São Paulo
domingo, 25 de maio de 2014
A última entrevista da jornalista Barbara Walters
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| Barbara Walters posa na festa dos 100 mais influentes da revista "Time" de 2013, em Nova York |
Talvez ela seja a jornalista mais famosa do mundo.
E com razão. Há mais de cinco décadas vem entrevistando os personagens que fazem história e as celebridades que fazem notícia. Por isso é tão estranho escutá-la dizer que se aposenta do jornalismo.
Mas na verdade um jornalista nunca deixa de sê-lo. "Não vou mais fazer uma entrevista a cada semana", disse-me nos escritórios de "The View", o programa que criou em 1997. "Mas se o papa me der uma entrevista, claro que volto." O mesmo faria se pudesse conversar com a rainha Elizabeth 2ª, e possivelmente também se Monica Lewinsky decidisse falar com ela mais uma vez.A entrevista televisiva que Barbara Walters fez com Monica Lewinsky em março de 1999, sobre o caso que teve com o presidente Bill Clinton, foi vista por cerca de 50 milhões de pessoas. Nenhuma outra entrevista teve maior audiência na história da televisão dos EUA. "Ainda estou em contato com Monica", confiou-me, e depois, sem temor, me deu sua opinião sobre essa mulher de 40 anos: "É inteligente, e uma boa mulher".
Walters não só cobriu eventos históricos como fez história. Foi a primeira mulher "âncora" de um programa matutino em nível nacional e a primeira a apresentar um noticiário noturno. Assim abriu caminho para outras mulheres, dentro e fora dos EUA.
"Esse é o meu legado", disse durante nossa conversa, "todas essas mulheres jovens nas notícias. Não havia tantas quando eu comecei; eram muito poucas. Então, se eu tenho algum legado são essas mulheres."
Mas aos 84 anos Walters não tem tudo. "Não creio que as mulheres possam ter tudo", disse-me, refutando a teoria do livro "Lean In", de Sheryl Sandberg. "Nem os homens podem ter tudo. É muito difícil equilibrar sua vida profissional com a vida privada, e cada vez mais as mulheres têm que enfrentar isso."
Ela entrevistou todos os presidentes americanos desde Richard Nixon, e líderes mundiais como Vladimir Putin, Saddam Hussein e Fidel Castro, e quase todos os atores do momento. Suas perguntas são curtas e maravilhosamente claras, como facas. Não há dúvida sobre o que ela quer saber. Seu mantra: não há pergunta proibida.
Qual é seu segredo? "Faço muita lição de casa", disse-me, como se tivesse acabado de começar a carreira. "Creio que é muito importante. Algumas vezes eu sei mais sobre a pessoa do que ela mesma." E se vê. Fez chorar a muitos e tremer a mais de um.
Há mil anedotas. Passou dez dias com Fidel Castro, mas "não me aproximo muito de ninguém", contou-me. E até poderia ter sido "a senhora Clint Eastwood", confessou. "Eu gostava muito do ator, e depois da entrevista ele me convidou para jantar. Mas eu lhe disse não, não, não."
Terminei a entrevista com duas perguntas que ela frequentemente faz a seus entrevistados:
1. "Há alguma ideia falsa sobre a senhora?", perguntei. "Creio que a ideia mais equivocada é que sou muito séria e autoritária", respondeu. "Porque esse é o tipo de entrevista que eu fazia. Mas creio que desde "The View" as pessoas sabem que tenho senso de humor e que sou uma pessoa igual às outras."
2. Como quer ser lembrada? "Como uma boa jornalista, uma boa mãe e uma boa pessoa."
Meu tempo com ela terminava, e a honra de fazer perguntas à campeã das perguntas. Era meio-dia, mas ainda tinha um monte de coisas pendentes. Walters não dava sinais de que estava prestes a ir embora.
O que vai fazer no dia seguinte à sua aposentadoria?, consegui lhe perguntar no final. "Dormir. Vou dormir. E no dia seguinte também."
Mas tenho a suspeita de que, quando acordar, Barbara Walters voltará a fazer perguntas. Muitas perguntas.
Jorge RamosEm Nova York (EUA)
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
sábado, 24 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Indústria e saúde pública
Briga contra o campeão
Faltando dez meses para o término da patente do Cialis é grande a movimentação de laboratórios interessados em fabricar um genérico feito à base da tadalafila. Algumas empresas já estão com pedidos de registros prontos para submeter à Anvisa. Eis o tamanho do negócio: o Cialis, lançado pela Eli Lilly no Brasil em 2003, lidera (22%) o mercado de produtos para a disfunção, da ordem de R$ 1,2 bilhão por ano.Check-up do SUS
Um aumento no preço do cigarro para baixar as doenças decorrentes do tabagismo foi consenso entre os participantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, na terça-feira 10, em Brasília. No “Conass Debate”, plenária que discute o presente e o futuro do SUS, destacou-se que uma alta de 70% no valor do maço diminuirá – de 10% a 26% – as mortes decorrentes do fumo no País. Aliás, pesquisa da OMS que acaba de ser divulgada vai nessa linha: menos consumo de tabaco aumenta os anos de vida das pessoas.quinta-feira, 22 de maio de 2014
Alguém discorda?
Paulo Coelho se diz decepcionado com Copa e detona Ronaldo: 'imbecil'
Presente na delegação oficial do Brasil no dia da escolha do país como sede do Mundial de 2014 (evento realizado em 2007), o escritor Paulo Coelho disse estar decepcionado com a Copa. Em entrevista ao Le Journal du Dimanche, ele atacou até o ex-jogador Ronaldo.
"Fora de questão (participar do evento)! Eu assistirei aos jogos na TV, mas eu não vou (ao estádio). Eu tenho dois ingressos para jogos, e eu estava na delegação oficial com Lula, Dunga e Romário, quando a Fifa escolheu o Brasil. Estou muito decepcionado com tudo o que aconteceu desde então. Nós poderíamos usar o dinheiro para construir algo diferente de estádios em um país que precisa de tudo: hospitais, escolas, transportes. Ronaldo é um imbecil por dizer que não é o papel da Copa do Mundo para construir esta infraestrutura. Ele deveria fechar a boca", disse o escritor.
"A seleção ganhando ou não, eu tenho certeza que haverá uma explosão social. Haverá pessoas nos estádios e ainda mais pessoas que estarão nas ruas, quando o mundo terá os olhos no Brasil. O contexto é muito tenso. A violência voltou. A Copa do Mundo pode ser uma bênção e um momento de comunhão para nós como foi para a França ou a Alemanha. Mas é um desastre. O país quer mostrar uma face que não é a verdade. Há uma divisão entre o governo e o povo", completou.
Apesar de se recusar a acompanhar o Brasil do estádio, Paulo Coelho disse ser um torcedor fanático por futebol, elegeu o time de Felipão favorito e relembrou o nervosismo que passou no Mundial de 1994.
"Brasil, eu espero (favorito)! Eu gosto muito do Marcelo e do Neymar. Eu sou um espectador apaixonado, eu posso desligar a TV com raiva se as coisas não saem do jeito que eu quero. Em 1994, eu preferi ir à praia do que ver a disputa de pênaltis da final Brasil e Itália. Meu coração não poderia suportar aquilo", afirmou.
Do UOL, em São Paulo
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Para Marina, propaganda do PT sobre medo é um 'desserviço' ao país
BRASÍLIA - Pré-candidata à vice-presidência na chapa PSB-Rede, a ex-senadora Marina Silva classificou as recentes propagandas do PT como um “desserviço” ao país.
Nesta semana, o partido levou às emissoras de televisão vídeos com a mensagem de que é preciso temer uma volta ao passado, com a perda de avanços conquistados nos últimos anos e um possível retrocesso nas investigações de casos de corrupção.
“As pessoas vivem com insatisfação devido aos vários escândalos de corrupção. Acho um desserviço querer trazer algo ainda mais negativo que é o medo”, afirmou Marina nesta sexta-feira (16), durante encontro com representantes da juventude da Rede em Brasília.
Marina comparou o discurso do medo do PT à campanha do PSDB de 2002 feita contra o ex-presidente Lula.
“Quando as pessoas tentaram fazer com que a sociedade tivesse medo do Lula, o PT fez a campanha da esperança vencer o medo.”
Para Marina, as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos não podem ser “fulanizadas”, e sim entendidas como conquistas do povo brasileiro, que devem ser preservadas.
(Folhapress)
quinta-feira, 15 de maio de 2014
SP: professores em greve rejeitam proposta de Haddad
SÃO PAULO - Acabou na noite desta quinta-feira, 15, o ato de professores da rede municipal de São Paulo, que estão em greve desde o dia 23 de abril. Os manifestantes se reuniram na sede da secretaria da Educação, às 15h, onde ouviram proposta – rejeitada posteriormente – do prefeito Fernando Haddad. Agora, o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) marcou um novo protesto, para as 14h da terça, 20, no vão livre do Masp.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 8 mil pessoas participaram do ato, e marcharam pela avenida 23 de Maio até a sede da prefeitura, no centro da capital. O sindicato também estimou em 8 mil o número de manifestantes.
A principal reivindicação dos professores municipais é a inclusão de 18% no aumento salarial, a partir do ano que vem, anunciado por Haddad para funcionários que recebem o piso da categoria. A reclamação do sindicato é que, hoje, apenas uma pequena parte do quadro de empregados se enquadra nessa categoria.
Na reunião de hoje, a prefeitura ofereceu um aumento, que foi considerado insuficiente pelos professores. O Sinpeem estima que cerca de 60% dos funcionários da educação municipal estão em greve.
Por Rodrigo Pedroso | Valor
terça-feira, 13 de maio de 2014
Hoje começa estilo petista de campanha eleitoral. A conferir!
Esta vez FHC come crianças
PT copia FHC de 1998 e usa discurso do medo para alavancar Dilma
O PT divulga na noite desta 3ª feira (13.mai.2014) comercial de televisão de 1 minuto no qual explora o discurso do medo para tentar alavancar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. As imagens mostram pessoas empregadas, com acesso a remédios, estudo e lazer, em contraposição com pessoas desempregadas, passando fome e pedindo dinheiro em semáforos, que seriam "fantasmas do passado", o título do comercial petista.
domingo, 11 de maio de 2014
Agenda Positiva para o desenvolvimento do Estado do Pará
Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Secretaria de Indústria Comércio e Mineração e UFPA/UNIVERSITEC - Agenda positiva para o desenvolvimento do Estado do Pará
Depois de Lançar o Plano de Mineração a SEICOM intensifica suas parcerias com diversos órgãos de desenvolvimento do Estado para promover ações de capacitação de melhoramento da qualidade de vida e promover um avanço na gestão dos recursos minerais do Estado, bem como promover a diversificação da exploração dos recursos naturais, intensificando as cadeias produtivas.
Uma última ação tem sido a realização de cursos nos municípios que compõem o Consórcio Tapajós. Integrada pelos municípios de Novo Progresso, Prefeitura de Itaituba, Prefeitura de Jacareacanga, Prefeitura de Trairão,
O começo de tudo.
Nesse contexto a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), motivada pelo Consórcio Tapajós, iniciou um ciclo de Diálogos para Elaboração da Agenda de Desenvolvimento Territorial para o Tapajós. O objetivo é contribuir com o processo de desenvolvimento dos municípios dessa Região, tendo em vista o intenso dinamismo econômico que os principais eixos produtivos - logístico, minerário, energético e do agronegócio – provocarão naquele território. Esses eixos, além de impactar a região, trazem a possibilidade de promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental, desde que haja um adequado preparo nos municípios, tanto para propor ações que minimizem as externalidades, quando para maximizar as oportunidades e melhor orientar as prioridades de atuação.
Foi assim que se iniciou a realização de cursos em diferentes áreas, que promovam o desenvolvimento da região. Dentre eles a capacitação para captação de recursos, prestação de contas e os cursos de Planejamento Estratégico para gestores e secretários municipais da região de TAPAJÓS.| DIÁLOGO PARA CONSTRUÇÃO DE UMA AGENDA PRÓ-DESENVOLVIMENTO |
O sucesso dos cursos de Planejamento Estratégico para gestores e secretários municipais, realizados em parceria do Governo do Estado com Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio da Agência de Inovação Tecnológica da UFPA/UNIVERSITEC, se reflete na ativa participação da SEICOM/UNIVERSITEC, nos diverso cursos realizados em todas as regiões de integração do Estado, Abrangendo municípios do Sul, Sudeste e Oeste do Pará.
São diversos os cursos que ser realizam, conforme programação do TCM, entretanto o mais recente e de grande importância foi o curso que teve foco no Consórcio Tapajós, realizado em Itaituba, Pará.
Curso de Planejamento Estratégico Operacional para gestores e secretários de municípios.
Veja alguns tópicos das disciplinas de Planejamento Estratégico para gestores e secretários municipais.
Ementa da Disciplina.
- Análise das principais tendências
internacionais sobre economia, população, educação, meio ambiente e
tecnologia.
- Análise e Visão Estratégicas da econômica
paraense, com ênfase em municípios.
- Planejamento estratégico. Histórico,
importância, principais conceitos.
- Gestão Estratégica – Planejamento
estratégico, cenários prospectivos.
- Metodologias e etapas do planejamento
estratégico, Grumbach, BSC Balance Scorecard, Planejamento Situacional, etc.
6. Formulação de um plano estratégico. Análise de
cenários, modelo SWOT.
O consorcio Tapajós está integrado por municípios que são principalmente de base mineral. Novo
Progresso, Prefeitura de Itaituba, Prefeitura de Jacareacanga, Prefeitura de Trairão
Nessa região o Governo do Estado está focando diversas ações, além de capacitação, está prevista a construção de escolas, um hospital de média complexidade
Fotos de alunos e professores
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| Fotos de alunos e professores nas aulas de planejamento no consórcio Tapajós, Itaituba, Pará. |
sábado, 10 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Alexandre o Grande
Alexandre Padilha candidato ao Governo de São Paulo em visita a obras?
A presidente Dilma Rousseff visitou nesta quinta-feira (8) o estádio do Corinthians, na Zona Leste de São Paulo. A arena será palco da abertura da Copa do Mundo.
Dilma andou pelo gramado, cumprimentou operários e usou um capacete dourado que ganhou de presente.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que a presidente fez um balanço positivo ao visitar o entorno do estádio. “Ela classificou como um dos maiores legados do Brasil para a Copa.”
Mais cedo, logo após chegar a São Paulo, a presidente recebeu representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no Clube dos Metroviários. Ela recebeu pedidos de mais moradias populares do grupo, que tinha realizado ato na cidade contra o lucro de construtoras que realizaram obras para a Copa.
Haddad
O prefeito elogiou a construtora responsável pela obra, a Odebrecht, e o Corinthians pelo estádio. “A Prefeitura e o estado cumpriram todas as suas obrigações. Não temos dúvida de que vai ser uma grande abertura.”
Haddad disse que a IBM o procurou semana passada e anunciou uma planta da empresa em Itaquera com geração de 3 mil postos de trabalho. Ele também acrescentou que o dono de uma pedreira pretende ingressar com projeto de 50 mil empregos na região.
Ele acrescentou que parte das obras não pôde ser liberada nesta semana por conta do término do acesso ao estacionamento. “Na semana que vem todo o viário será liberado, como nós liberamos os túneis, governador Alckmin e eu. A partir da semana todo o viário do entorno liberado, iluminado, ajardinado, Estamos prontos para 12 de junho, com certeza."
G1
Mais cedo, logo após chegar a São Paulo, a presidente recebeu representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no Clube dos Metroviários. Ela recebeu pedidos de mais moradias populares do grupo, que tinha realizado ato na cidade contra o lucro de construtoras que realizaram obras para a Copa.
Haddad
O prefeito elogiou a construtora responsável pela obra, a Odebrecht, e o Corinthians pelo estádio. “A Prefeitura e o estado cumpriram todas as suas obrigações. Não temos dúvida de que vai ser uma grande abertura.”
Haddad disse que a IBM o procurou semana passada e anunciou uma planta da empresa em Itaquera com geração de 3 mil postos de trabalho. Ele também acrescentou que o dono de uma pedreira pretende ingressar com projeto de 50 mil empregos na região.
Ele acrescentou que parte das obras não pôde ser liberada nesta semana por conta do término do acesso ao estacionamento. “Na semana que vem todo o viário será liberado, como nós liberamos os túneis, governador Alckmin e eu. A partir da semana todo o viário do entorno liberado, iluminado, ajardinado, Estamos prontos para 12 de junho, com certeza."
G1
domingo, 4 de maio de 2014
‘Temos bases política e social distintas’, diz Eduardo Campos sobre Aécio Neves
Pré-candidato do PSB à presidência da República participou de seminário sobre educação na manhã deste domingo no Rio
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-Candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos tira foto durante reunião dos
jovens do partido Patria Livre, na Ilha do Fundão, no Rio.
Domingos Peixoto / Agência O Globo-
RIO - O pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), fez questão de apontar as diferenças entre seu projeto político para o país e de seu adversário na corrida eleitoral, o tucano Aécio Neves. Há dois dias, o pré-candidado do PSDB havia dito que os dois estarão juntos em 2015.
— Temos projetos que são distintos, bases política e social distintas. Isso não impede que nós tenhamos a capacidade de ver o que nos une do ponto de vista dos interesses do país. Mas estamos oferecendo caminhos que não são a mesma coisa. Temos compromisso com valor democrático, mas temos diferenças. Tanto que somos de partidos políticos diferentes. A última vez em que estivemos juntos, num mesmo palanque nacionalmente, foi ainda na eleição do colégio eleitoral, após as Diretas Já — disse Campos, após participar de seminário sobre a educação que reuniu a juventude do Partido da Pátria Livre, na manhã deste domingo, no Rio.
Entre as diferenças, o candidato apontou, quando questionado por jornalistas, questões como os direitos do trabalhador e a redução da maioridade penal:
— Assumi um compromisso que não se vai fazer mudança no país tirando direito dos trabalhadores. Hoje, o Ministro Mantega fala nisso e o candidato Aécio também já se posicionou em relação a isso. A questão da maioridade penal é outro exemplo. Eu já deixei muito claro que a questão da segurança é muito mais séria que isso. A maioridade penal é uma cláusula pétrea da constituição. O supremo já se posicionou sobre isso, não tem como mudar. Quem está falando que vai mudar isso, não conhece a decisão da suprema corte do país — disse ele, aproveitando para alfinetar o candidato do PSDB que afirmou recentemente apoiar, em casos especiais, a redução da maioridade penal.
Questionado sobre a possibilidade de uma aliança entre os dois no segundo turno, Campos preferiu não fazer previsões:
— Eu não vou tratar de segundo turno ainda no primeiro turno, até por respeito a nossa pré-candidatura e aos outros. Dizer que fulano pode estar comigo no segundo turno seria uma agressão aos outros candidatos e pode até parecer arrogante da minha parte.
Durante o evento, o candidato aproveitou ainda para criticar o governo que, segundo ele, faz terrorismo eleitoral ao sugerir que o programa Bolsa Família correria o risco de ser extinto caso a presidente Dilma Roussef não seja reeleita. Os escândalos envolvendo a Petrobras e a situação da companhia, alvos de palavras de ordem proferidas pelos cerca de 150 jovens que participavam do seminário realizado na UFRJ, também foram lembrados pelo candidato.
— Acho completamente equivocada a posição de não ter uma regra para o preço dos combustíveis, que leve em consideração o preço internacional e também o custo de produção no nosso país. Estamos diante de uma commodity. Quando o governo toma essa posição, o que isso gera? Tira a Petrobras do trilho em que estava porque precisava de gente comprometida que pudesse fazer a blindagem da interferência política. Quando se desrespeita o planejamento estratégico da companhia e deixa a companhia submetida a interesses politiqueiros, tira dela a possibilidade de saber qual é a receita dela e está condenando a empresa a viver o que ela está vivendo.
KARINE TAVARES
sábado, 3 de maio de 2014
Dilma faz ofensiva contra o 'Volta Lula'
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| Dilma, na definição de um aliado, parte para garantir candidatura e ganhar a disputa: "Ela incorporou a guerrilheira" |
Em queda nas pesquisas e acuada pelo coro de "volta, Lula", a presidente Dilma Rousseff deflagrou nesta semana uma ofensiva para mostrar que será a candidata do PT à Presidência, nem que para isso tenha de enfrentar o seu partido, seus aliados e seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos últimos dias, Dilma fez gestos ostensivos para consolidar sua candidatura. Elegeu um terreno estratégico, a Bahia, governada por Jaques Wagner (PT), de quem se tornou amiga próxima, como dique de contenção à avalanche pró-Lula. De lá, mandou recados duros aos aliados, e nas entrelinhas, ao próprio Lula.
Por sua vez, o ex-presidente adiou o projeto de percorrer o país com candidatos do PT para não alimentar as demandas para que se candidate no lugar de Dilma.
"O "volta, Lula" ganhou uma dimensão maior do que se esperava", atesta o senador Jorge Viana (AC), um quadro histórico do PT e amigo de longa data de Lula. Para ele, é preciso buscar com urgência uma solução para o problema. "Lula e Dilma juntos têm de achar a melhor saída para isso", defendeu.
Na primeira declaração pública sobre o coro pró-Lula a rádios da Bahia, Dilma minimizou o movimento. "É um ano eleitoral, é uma situação normal". Questionada sobre o manifesto do PR, que pediu Lula como candidato, ela ressaltou que prefere marchar com o apoio de sua base. Mas seguirá em frente, mesmo sem os aliados. "Não vou me importar com isso", atirou.
Simultaneamente, Wagner fez uma defesa enfática da pré-candidata a uma plateia de 6 mil beneficiários do programa "Minha Casa, Minha Vida", vitrine dilmista.
"Aquilo que era bom nos oito anos do Lula ficou ainda melhor nesses quatro anos da presidente Dilma", exaltou, chamando a presidente de "rainha dos pobres".
Dilma ainda aproveitou as rádios baianas para avisar que "gosta" de ser presidente e, nas reticências, sugeriu que pretende continuar fazendo isso. Detalhou números e ações governistas para justificar o apreço ao cargo. "Um milhão de cisternas é algo que faz eu gostar muito de exercer a Presidência", exemplificou.
Um aliado, que mantém reuniões frequentes com Dilma para analisar cenários e contabilizar votos, avalia que, finalmente, ela "incorporou a guerrilheira". Argumenta que uma mulher que viveu clandestina, foi presa e torturada não vai se entregar sem luta.
Foi essa disposição para a guerra que Dilma deixou transparecer em alguns trechos do pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na última quarta-feira, em que alfinetou adversários e fez uma defesa contundente da Petrobras. "Se hoje encontramos um obstáculo, recomeçamos mais fortes amanhã, porque para mim as dificuldades são fonte de energia e não de desânimo", avisou. E como quem marcha em um front, avisou que vencerá. "Quem está ao lado do povo pode até perder algumas batalhas, mas sabe que no final colherá a vitória", concluiu. Nas conversas reservadas, tem sido veemente, afirmando a aliados que vencerá no primeiro turno, embora as pesquisas não apontem nessa direção.
A escalada do "volta, Lula" atormenta a cúpula petista. O assunto foi debatido na última terça-feira na sede do Instituto Lula em São Paulo. A incerteza sobre a candidatura fragiliza Dilma, que despenca nas pesquisas, afeta o partido, enerva a militância e espanta eleitores e financiadores.
A crise se refletiu nas campanhas estaduais. O comando da campanha dilmista rachou sobre a participação de Lula nas caravanas de pré-candidatos, como Alexandre Padilha em São Paulo, Fernando Pimentel em Minas Gerais e Gleisi Hoffmann no Paraná. Lula começaria a percorrer os Estados ao lado dos petistas, mas adiou os planos. Dilmistas avaliaram que incursões do ex-presidente país afora dariam fôlego ao "volta, Lula" e disseminariam esse sentimento no eleitorado.
Uma primeira ação para sufocar o "volta, Lula" ocorre hoje em São Paulo, quando Lula e Dilma abrem juntos o encontro nacional do PT, que vai discutir estratégias eleitorais e delinear o programa do próximo governo.
Pela enésima vez, Lula vai apresentar Dilma como candidata do PT à sucessão presidencial. Vai tentar convencer uma plateia de 800 delegados e milhares de militantes. Dilma se reuniu com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, que integra o comando de sua campanha, na última segunda-feira, em Brasília, para afinar o discurso que fará para uma militância reticente e apreensiva.
Em outra frente, lideranças petistas multiplicam declarações de apoio a Dilma. "Lula é o nosso maior cabo eleitoral. A quem pede o retorno dele, eu mando votar na Dilma, porque aí ele volta em 2018", diz o líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP).
"Dilma tem o direito à reeleição e vai exercer esse direito com o apoio do PT e de outros partidos", enfatizou o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini.
Quem fatura com o embate interno no PT e a insatisfação dos aliados com Dilma são os seus adversários. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz a interlocutores não cobiçar o apoio formal do PMDB, desde que os dissidentes estejam com ele nos Estados. "O PMDB está com Aécio no Rio", lembra uma liderança peemedebista, que rejeita a reedição da aliança com o PT se a candidata for Dilma. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) computa o apoio informal do PMDB no Rio Grande do Sul, onde tem o senador Pedro Simon como cabo eleitoral.
Por Andrea Jubé e Bruno Peres | De Brasília e Camaçari (BA)
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Pesquisa Sensus mostra eleição presidencial indo para o 2° turno
SÃO PAULO - Pesquisa feita pelo Instituto Sensus em parceria com a revista “Isto É” mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) com 35% das intenções de voto na disputa pela reeleição. O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) possui 23,7% das preferências, enquanto o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aparece com 11%. A margem de erro é de 2,2%.
O levantamento foi realizado com dois mil eleitores de 136 municípios em 24 Estados, entre os dias 22 e 25 de abril.
Juntos, Aécio e Campos possuem 34,7% dos votos, praticamente a mesma votação de Dilma, o que levaria a disputa para segundo turno. Se o segundo turno fosse hoje, Dilma teria 38,6% do votos, contra 31,9% de Aécio. Se a disputa fosse contra Campos, Dilma levaria 39,1% dos votos, frente a 24,8% do ex-governador pernambucano.
A pesquisa Isto É/Sensus mostrou ainda o nível de rejeição dos candidatos: 42% dos eleitores não votariam em Dilma, enquanto Campos é rejeitado por 35,1% e Aécio Neves, por 31,1%. Dilma é a candidata mais conhecida dos eleitores (95,4%), seguida por Marina Silva (80,5%), Aécio (76,2%) e Campos (63,2%).
Em relação à avaliação do governo Dilma, 66,1% dos eleitores o avaliam como regular ou negativo e 49,1% desaprovam o desempenho pessoal da presidente. E metade dos eleitores (50,2%) acredita que o Brasil não está no rumo certo.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Reforço no Bolsa Família é medida “populista” de Dilma, diz FT

SÃO PAULO - A decisão da presidente Dilma Rousseff de aumentar em 10% o pagamento às famílias cadastradas no programa Bolsa Família do governo federal é uma medida “populista” e o “mais agressivo contra-ataque” da presidente até agora contra seus adversários das eleições de outubro, disse o jornal britânico “Financial Times” sobre o pronunciamento de Dilma ontem em rede nacional.
O FT lembra que o percentual de aumento no volume repassado ao programa social do governo supera a inflação, que, pelo IPCA, oscila em torno de 6% em 12 meses. Para o jornal britânico, a medida reforça a política de transferência de recursos às pessoas mais pobres, que tem marcado os 12 anos de governo do PT.
O jornal britânico afirma que o valor atual destinado ao Bolsa Família soma R$ 24 bilhões e cita a opinião de analistas de que os 36 milhões de beneficiários do programa formam um eleitorado “leal” ao PT, especialmente na região Nordeste.
O FT reporta ainda que o “contra-ataque” de Dilma ocorre conforme aumenta a pressão dentro da coalizão de governo para que seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, concorra às eleições deste ano caso a popularidade da presidente continue caindo.
Valor Econômico
Comportamento dos ex-presidentes. Lula não para de falar e FHC fica mudo
Quem pedia para FHC fosse ético e ficasse calado como Ex-Presidente.
Lula diz não temer movimento contra Copa do Mundo
SANTO ANDRÉ - Durante pronunciamento de uma hora, após receber o título de cidadão honorário de Santo André (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez crítica nesta quarta-feira aos movimentos mobilizados contra a realização da Copa do Mundo. “Como não vai ter Copa? Não importa se vai ter passeata, protesto. Imagine se aos 68 anos vou ter medo de protesto”, afirmou.
“Se eu ficar dizendo que não pode ter Copa porque tem criança na rua, porque não pode ter escola pra todo mundo, nós não vamos fazer nada”, criticou.
Segundo Lula, “a Copa não é dinheiro, é o encontro de civilizações, é o agora. É a hora de o brasileiro mostrar a sua cara”, disse.
Lula mencionou torturas sofridas pela presidente Dilma Rousseff durante a ditadura para assinalar que o governo não teme atos anticopa: “A Dilma, com 20 anos, estava presa tomando choques em todo lugar, porque protestava”, disse.
O ex-presidente também criticou os jovens que participam de protestos: “Precisamos discutir política com essas pessoas. A meninada não tem noção do que os pais passaram para ter o que têm hoje”, afirmou.
Lula usou o exemplo da criança mimada para ilustrar sua opinião: “Parece aquela criança que pergunta pra mãe por que fez tal comida e não aquela que ela gosta”, comparou.
(André Guilherme Vieira | Valor)
terça-feira, 29 de abril de 2014
Bolsa sobe mais de 1% após divulgação de pesquisa eleitoral; dólar volta a cair a R$ 2,21
Ações da Oi apresentam a maior baixa do pregão após precificação
Units do Santander disparam com oferta de compra de papéis do Santander Brasil
SÃO PAULO - O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, sobe mais de 1% influenciado pelo resultado da pesquisa de avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff, divulgada nesta manhã pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A pesquisa mostrou queda na popularidade da presidente e aumento no percentual dos que desaprovam o governo atual. Mesmo assim, ela lidera as intenções de voto, ficando com 37% das intenções frente aos 43,7% do levantamento anterior.
- A pesquisa confirmou a expectativa do mercado, que é o enfraquecimento de Dilma. A novidade deste levantamento foi o crescimento do pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, de 17% para 21,6% e do pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, de 9,9% para 11,8%. Por isso, os investidores reagem positivamente, já que uma troca de governo, com um candidato mais pró-mercado, é bem vista - diz Pedro Galdi, estrategista da SLW corretora.
Após a divulgação da pesquisa, às 10h30m, o Ibovespa ampliou a alta e chegou a se valorizar 2%. Às 13h15m, o índice ganhava 1,41% aos 52.107 pontos e volume negociado de R$ 3,4 bilhões. A alta é puxada por ações de estatais. O mercado avalia que uma troca de governo seria benéfica à gestão dessas empresas. Os papeis preferenciais (sem direito a voto) da Eletrobras avançam 3,35% a R$ 12,65, enquanto as ordinárias (com direito a voto) sobem 3,27% a R$ 7,95.
Os papéis preferenciais da Petrobras se valorizam 2,65% a R$ 17,01, enquanto as ações ordinárias da petrolífera avançam 2,30% a R$ 16,01. As ações ordinárias do Banco do Brasil sobem 2,30% a R$ 24,00.
Entre as demais blue chips, Vale PN tem alta de 0,48% a R$ 26,89 e Bradesco PN tem ganho de 2,61% a R$ 34,16.
Os papéis preferenciais do Itaú Unibanco sobem 0,02% a R$ 36,79 depois de ter avançado mais de 1% pela manhã, após o banco divulgar uma alta de 27,3% no lucro do primeiro trimestre na comparação anual. O lucro líquido do primeiro trimestre somou R$ 4,19 bilhões, resultado próximo da média das projeções, que indicavam lucro de R$ 4,262 bilhões.
domingo, 27 de abril de 2014
Leia as manchetes dos principais jornais brasileiros
Valor
BNDES libera R$ 2,6 bi para projeto da Anglo American
Novartis-GSK mexe pouco com o Brasil
Lucro dos grandes bancos aumenta 8,8% no 1º trimestre
Campos promete autonomia legal ao BC
Folha de S. Paulo
Promotoria vai processar SP por 'indigentes com RG'
Itaquerão ficará pronto 'no último minuto', diz Valcke
Após morte de dançarino, protesto para Copacabana
Senado aprova lei da internet, que segue para sanção de Dilma
O Globo
Pânico em Copacabana
Mercado já prevê inflação acima do teto
PSDB lança candidatura de Aécio a presidente
Lei da internet só depende de sanção
O Estado de S.Paulo
MP da Itália é favorável à extradição de Pizzolato
Marco Civil da Internet é aprovado e vai a sanção
Comissão da Petrobras amplia investigação
PT ameaça expulsar Vargas caso não renuncie
PT do Pará Protege Vargas, pede vistas do processo, PT Nacional pressiona para renuncia
Pressionado pelo PT, Vargas pede sua desfiliação do partido
BRASÍLIA - Pressionado pelo PT, o deputado licenciado André Vargas (PT-PR) encaminhou carta, nesta sexta-feira, 25, ao diretório municipal de Londrina pedindo sua desfiliação do partido."Informo, ainda, que na data de hoje também realizarei a devida comunicação do meu desligamento do PT perante o Juiz Eleitoral da 146ª Zona Eleitoral de Londrina, por ser este meu local de inscrição, onde possuo domicílio eleitoral", diz a carta, encaminha à Folha de S. Paulo pelo deputado.
O pedido para Vargas deixar o partido surgiu após o parlamentar desistir de renunciar ao mandato, alegando necessidade de se defender no cargo contra o processo de cassação por ligações com o doleiro Alberto Youssef, preso pela “Operação Lava-Jato” da Polícia Federal.
(Folhapress)
domingo, 20 de abril de 2014
Eike diz que ‘é excelente que tudo seja esclarecido’
Em entrevita ao ‘Wall Street Journal’, empresário nega irregularidades, afirma que sempre informou tudo ao mercado e se diz tranquilo em relação à investigação da PF
Polícia Federal investiga três crimes que teriam sido cometidos por Eike, enquanto controlador da ex-OGX, entre eles o de ‘insider trading’
O empresário Eike Batista em seu escritório no Rio de Janeiro Marco Antônio
Teixeira/18-3-2010 / O Globo
SÃO PAULO - O empresário Eike Batista não está preocupado com a investigação anunciada na última quinta-feira pela Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro, para apurar crimes financeiros que ele teria cometido envolvendo a venda de ações da petroleira OGPar (ex-OGX), da qual é controlador. Em entrevista ao jornal americano “Wall Street Journal”, Eike disse que será “excelente que tudo seja esclarecido".
Foi a primeira entrevista concedida a um veículo de imprensa desde que a petroleira entrou em recuperação judicial, em novembro de 2013. Desde que seu império começou a cair, o empresário tem evitado a mídia nacional.
SÃO PAULO - O empresário Eike Batista não está preocupado com a investigação anunciada na última quinta-feira pela Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro, para apurar crimes financeiros que ele teria cometido envolvendo a venda de ações da petroleira OGPar (ex-OGX), da qual é controlador. Em entrevista ao jornal americano “Wall Street Journal”, Eike disse que será “excelente que tudo seja esclarecido".
Foi a primeira entrevista concedida a um veículo de imprensa desde que a petroleira entrou em recuperação judicial, em novembro de 2013. Desde que seu império começou a cair, o empresário tem evitado a mídia nacional.
— É excelente que tudo seja esclarecido. Estou muito calmo. Deixemos que eles investiguem — disse Eike em entrevista por telefone.
O GLOBO (EMAIL)
Ibope: preferência por Dilma cai de 40% para 37%
SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff caiu de 40% para 37% nas preferências do eleitorado, de acordo com pesquisa Ibope divulgada no início da noite desta quinta-feira, 17. O pré-candidato do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves, subiu de 13% para 14%, em relação ao último levantamento do instituto, feito em meados do mês passado. O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato pelo PSB, Eduardo Campos, manteve-se com os mesmos 6%, no cenário que também inclui pré-candidatos de partidos pequenos. Pastor Everaldo (PSC) caiu de 3% para 2%.
Os demais seis pré-candidatos — Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB), Eduardo Jorge (PV) e Denise Abreu (PEN) — tiveram, juntos, 3% das preferências.
O percentual dos entrevistados que disseram que votarão em branco ou nulo não se alterou e totalizou 24%. A fatia daqueles que não sabem ou não responderam subiu de 12% para 13%.
O levantamento foi feito entre os dias 10 e 14 de abril, em 140 municípios, e entrevistou 2.002 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR 00078/2014.
Por Valor
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Jornal O Liberal aponta conhecimento como fator fundamental para exploração da biodiversidade
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| Serge Letchimy, presidente do Conselho Regional da Martinica, Com Reitor Carlos Maneschy, Gonzalo Enríquez e pesquisadores da Martinica. |
O Liberal.
Presidente do Conselho da Martinica participa de debate na UFPA sobre biodiversidade
Aliar o desenvolvimento econômico à sustentabilidade é um dos maiores desafios contemporâneos, sobretudo dentro da maior floresta tropical do planeta, a Amazônia. A questão é o centro da palestra “Biodiversidade e Desenvolvimento”, ministrada por Serge Letchimy, presidente do Conselho Regional da Martinica, nesta quinta-feira, 17, no auditório da Universitec, a partir das 9h30.O encontro, promovido pela Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), traz, ainda, a participação dos pesquisadores Emmanuel Nossin, farmacêutico e etnofarmacólogo, e Philippe Joseph, professor de Botânica, Ecologia e Biogeografia na Universidade das Antilhas e Guiana.
O encontro integra a agenda de Letchimy, no Pará, onde estará em visita entre os dias 15 e 18 de abril, a fim de formalizar um desejo comum de fortalecer as relações existentes com o Estado. Letchimy estará em Belém para assinar uma convenção de cooperação descentralizada entre o Pará e a Região da Martinica.
A cooperação entre as regiões tem um caráter múltiplo e abarca setores como o desenvolvimento de energias renováveis, biodiversidade e nutrição animal; a transferência de tecnologia no campo da agroindústria e pecuária; a busca de sinergia em produtos farmacêuticos e na área da farmacopeia e o setor do turismo e da cultura.
Com a UFPA, um dos interesses é estabelecer intercâmbio de conhecimento e parceria científica por meio do PARM - Polo Agroalimentar Regional da Martinica. Trata-se de um polo deexpertise que desenvolve, há 10 anos, atividades de pesquisa, orientação e assessoria junto aos setores e às empresas da área agroalimentar. O PARM é o parceiro do desenvolvimento e da inovação dessa área na Martinica, beneficiado pelo apoio da Autoridade Regional em termos de financiamento e de orientação na estratégia de implantação das suas atividades na Martinica.
Interesses comuns - Referência no desenvolvimento de tecnologia e conhecimento na área de biodiversidade na Amazônia, a Universitec tem interesses em comum com a Martinica, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologias capazes de agregar valor a matérias-primas da floresta e estimular o desenvolvimento econômico sustentável. “Essa parceria é fundamental porque integra interesses comuns. São dois focos primordiais: o uso da biodiversidade em programas que agreguem valor a produtos oriundos do patrimônio genético da Amazônia, tornando-os competitivos para o mercado nacional e estrangeiro. Em segundo lugar, trata-se de uma parceira importante em atividades conjuntas na área do desenvolvimento científico, tão fundamental quanto a própria inovação tecnológica”, analisa o diretor da Universitec, Gonzalo Enriquez.
Ao final do encontro, o presidente da Martinica e os pesquisadores expuseram o interesse de retomar um projeto de rede junto a estudiosos e empresários do Pará. "O interesse é mútuo. Em breve, enviaremos uma comitiva de pesquisadores da UFPA que, por meio da Universitec, irão realizar uma visita a universidades da Martinica, para que essa proximidade entre as regiões se efetive", anunciou o reitor da UFPA, Carlos Maneschy.
Texto: Gil Sóter - Assessoria de Comunicação da Universitec
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| Serge Letchimy, presidente do Conselho Regional da Martinica e Gonzalo ENRÍQUEZ Diretor da UNIVERSITEC. |
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domingo, 13 de abril de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
O empresário mais querido do Governo Federal, o acidente histórico segundo o BNDES.
OGX levou dez meses para divulgar inviabilidade de campos, diz CVM
Investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que Eike Batista e os administradores da OGX sabiam da inviabilidade comercial de campos da empresa pelo menos 10 meses antes de a petroleira declarar essa condição, em 1 de julho de 2013. Em processo ao qual o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, teve acesso, a CVM aponta que os administradores falharam ao não divulgar ao mercado informações relevantes e que Eike negociou ações de OGX e OSX com informações não públicas e potencialmente negativas para ambas. Ao mesmo tempo, deu declarações otimistas via Twitter.
O ponto central da investigação foi a declaração de inviabilidade econômica dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, em 1º de julho de 2013 e que marcou a derrocada da petroleira OGX, culminando com a recuperação judicial.
A CVM diz que, entre 2009 e 2011, a OGX fez uma série de divulgações a respeito do potencial desses campos, sempre com perspectivas positivas. Depois de um comunicado de julho de 2011, a próxima divulgação só ocorreu em março de 2013, quando a petroleira declarou a comercialidade das acumulações Pipeline, Fuji e Illimani, que receberam conjuntamente o nome de Tubarão Areia. Quase três meses depois, fez a já citada declaração de inviabilidade comercial dos quatro campos.
O termo de acusação, elaborado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM, destaca que essas foram as informações divulgadas pela OGX ao mercado. No entanto ao solicitar esclarecimentos adicionais da petroleira, a autarquia reuniu informações internas da companhia, que não chegaram ao público.
Conforme relatório da área de reservatórios da OGX, de junho de 2013, desde 2011 a empresa já havia analisado as áreas desses campos e concluído preliminarmente que os volumes e a compartimentação eram muito diferentes da interpretação inicial, indicando que a exploração das áreas seria mais complicada que o imaginado inicialmente. Em meados de 2012, a OGX criou um grupo de trabalho, que atuou de 24 de julho até 24 de setembro daquele ano.
A tarefa do grupo era buscar soluções mais baratas para os campos de Tubarão Tigre, Azul, Gato e Areia "em vista da aparente inviabilidade econômica dos campos". Uma segunda missão era investigar a viabilidade do "projeto de desenvolvimento de uma unidade", chamado de WCPP, relacionado à redução de custos e exposição de trabalhadores a riscos operacionais. Em face dessa questão envolvendo a unidade WCPP, a OGX desenvolveu projeto interno e contratou a empresa de engenharia Rameshni & Associates Tecnology Engineering (Rate) para validação e detalhamento do projeto. A Rate concluiu que o projeto resultou em "equipamentos de grandes dimensões e consequentemente elevados custos" e sugeriu que fossem avaliadas outras tecnologias para viabilizá-lo.
O grupo de trabalho fez uma apresentação para a diretoria da OGX em 24 de setembro de 2012. Sobre a apresentação, a autarquia destaca que o grupo apresentou estudo da Schlumberger Serviços de Petróleo. Pelos dados que foram destacados da reunião, a CVM observa que novas estimativas foram mostradas para as a acumulações Pipeline, Fuji e Illimani, referentes ao volume total de óleo na área e o que seria recuperável. Em todos os cenários traçados, o valor presente líquido (VPL) para o projeto era negativo.
Seis meses depois dessa apresentação, em março de 2013, a OGX comunicou que recebeu o reprocessamento da sísmica dos reservatórios localizados nos quatro campos, feito pela empresa CGG Brasil, com dados mais precisos sobre as características da área, "para permitir à OGX uma melhor avaliação do modelo geológico dos campos, tendo em vista comportamentos distintos dos poços perfurados e concluídos para produção". Logo, a CVM avalia que de posse dos estudos de reprocessamento sísmico; do grupo de trabalho; da Schlumberger e da Rate, a gerência executiva de reservatórios da OGX realizou um estudo final que, aparentemente, compilou todos os citados estudos, e apresentou à diretoria da OGX em junho de 2013. A diretoria levou o assunto ao conselho de administração em 28 de junho de 2013 e em 1º de julho foi declarada a inviabilidade econômica.
A área técnica da CVM destaca que, em março de 2013, a OGX divulgou apenas informações sobre o volume total dos campos, sem mencionar o volume recuperável, presente em outros comunicados: "Frise-se, era informação disponível para a companhia, com a consultoria da Schlumberger" no ano anterior. A empresa omitiu a estimativa de volume de óleo recuperável, utilizada para estimar as receitas do projeto, bem como as informações sobre valor presente líquido negativo do projeto - o que já mostrava a inviabilidade econômica dos campos. Ainda que a OGX alegue que as informações seguiam com estudos sobre as áreas "é fato que os resultados trazidos pela Schlumberger e apresentados pelo grupo de trabalho mudavam radicalmente a situação até então divulgada ao mercado e se tratavam de fato relevante".
VALOR - Por Ana Paula Ragazzi | Do Rio
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