Google+ Badge

sábado, 29 de setembro de 2012

Duas músicas de Joaquin Sabinas, recomendo. Feliz domingo.

Noches de Boda, Y Nos Dieron Las Diez

Para morrer basta estar vivo.

Descansa em Paz



Meus lindos, nem acredito!!! Estou de volta ao SBT, meu coração está disparado! Feliz feliz feliz feliz!!! 

Russomanno se compara a Lula após cair em pesquisa


Após registrar pela primeira vez queda nas intenções de voto no Datafolha, Celso Russomanno (PRB) se comparou ontem a Lula, maior fiador da candidatura de Fernando Haddad.

Russomanno lidera com 30% das intenções de voto, mas perdeu cinco pontos em uma semana. Haddad (PT) tem 18% e está tecnicamente empatado com José Serra (PSDB), que tem 22%.

Em uma palestra na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação, em Santa Cecília (centro), Russomanno rebateu as críticas de que não teria experiência, mote de inserções veiculadas pelo PT e de discursos de Haddad.

Ele listou os cargos que ocupou no Detran, no Juizado de Menores e na Casa Civil no governo de Paulo Maluf. Russomanno disse que Lula, ao assumir o Planalto, tinha no currículo um mandato na Câmara e a experiência como líder sindical.

"Será que eu não estou preparado, não tenho currículo? Mas, se a gente voltar uns anos atrás, todo mundo tinha medo do Lula. Ele tinha um mandato de deputado federal e tinha sido presidente de sindicato. E foi um bom presidente."

Ele disse ainda que, como Lula, gostaria de "trabalhar pelo social". O discurso de Russomanno segue uma nova estratégia da campanha: neutralizar o ataque petista usando o exemplo de Lula.

 DIÓGENES CAMPANHA
DE SÃO PAULO

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Mensalão, a cara mais feia do Reformismo





Ao citar mensalão, Lula diz que governos do PT julgaram e condenaram envolvidos no escândalo. 

O "Pensamento Único" supõe que o Governos do PT eram também juízes.

Me aplica! 

E os juízes do STF fazem o que?. 

Lewandowski e Joaquim Barbosa voltam a bater boca durante julgamento do mensalão

 

Então tá

 Ao citar mensalão, Lula diz que governos do PT julgaram e condenaram envolvidos no escândalo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em evento de campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (27), que o PT tem de ter orgulho por ter julgado e condenado pessoas envolvidas em escândalos de corrupção, ao fazer referência ao escândalo do mensalão. Foi a primeira vez que Lula se referiu ao mensalão desde o início da campanha.

"Aquele mesmo senhor que ofendeu a Dilma [Rousseff] até onde ninguém jamais tentou ofender, agora está ofendendo o companheiro Fernando Haddad. Ou seja, tentando baixar o nível da campanha, tentando vincular Haddad ao julgamento do processo que está na Suprema Corte. Tem que ter orgulho, não tem que ficar com vergonha, no nosso governo as pessoas são julgadas e apuradas. No deles, tripudiam ", afirmou Lula ao fazer referência a uma declaração do candidato tucano José Serra, que afirmou que a presidente "não deveria meter o bico" na eleição de São Paulo.

De acordo com Lula, "no tempo deles, o procurador-geral da República [Geraldo Brindeiro] era chamado de engavetador".

"É importante lembrar da compra de voto em 1996 para aprovar a reeleição neste país", disse Lula, dessa vez em referência ao escândalo que envolveu a aprovação da emenda à Constituição que permitiu a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2001).

"Se juntarem todos os presidentes da história do Brasil, vocês vão ver que eles não criaram instituições para combater a corrupção como nós criamos em oito anos. Sintam orgulho porque, se tem uma coisa que fizemos, foi criar instrumentos para combater a corrupção", afirmou Lula.

Sem citar nomes, o ex-presidente afirmou que, em 2006, a imprensa tentou inflar a candidatura de uma ex-militante do PT --a ex-senadora Heloisa Helena-- e pediu a Haddad que não responda ao "jogo rasteiro" de quem tenta ligá-lo ao mensalão.

Logo após a entrada de Lula e Haddad no anfiteatro onde foi realizado o evento, a manifestação de um estudante causou constrangimento no início da cerimônia. Em frente ao palco, ele levantou uma faixa com a inscrição "Renovação com Mensalão? PT do Lula, PT do Haddad, tem o mensalão".

O manifestante foi hostilizado, teve a faixa arrancada de suas mãos e foi retirado do local.
 Julianna Granjeia
Do UOL, em São Paulo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mulheres uruguaias protestam contra projeto que descriminaliza aborto

Um grupo de mulheres se manifestou na frente do Parlamento uruguaio, algumas delas completamente nuas e com seu corpo coberto apenas com uma pintura laranja, em protesto contra partes do projeto de descriminalização do aborto que está sendo debatido nesta terça-feira pelo Legislativo.


As mulheres do movimento Mulher e Saúde no Uruguai (MYSU, na sigla em espanhol) desceram de um ônibus e protestaram perante o olhar atento dos transeuntes e dos meios de comunicação que se aglomeraram diante da cena, e permaneceram ali durante vários minutos apesar das baixas temperaturas em Montevidéu.

Segundo explicou Marta Aguñín, uma das porta-vozes da organização, o protesto se justifica porque a norma debatida pelos deputados não recolhe nenhum dos pedidos das organizações pró-aborto e "nem contempla nem defende muitos direitos das mulheres".

Galeria

"Os deputados estão debatendo o que acontece com o corpo das mulheres, e nós mulheres defendemos nossos direitos e queremos ser nós as que decidimos sobre o que acontece com nossos corpos", disse Aguñín.

A ativista lamentou que o projeto, que deve ser aprovado por uma pequena margem na Câmara dos Deputados e precisará ainda ser confirmado pelo Senado para entrar em vigor, obrigue as mulheres que queiram abortar a comparecer perante uma comissão médica.

"Além disso, a norma não descriminaliza o aborto inteiramente, já que se não forem cumpridos os prazos dentro do sistema, a mulher terá que recorrer ao circuito clandestino e ali seria punível", destacou.

Se for aprovada, a norma descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação, com um prazo maior e sem limite caso haja riscos para a saúde da mãe. O aborto deverá ser sempre feito em centros de saúde e sob a supervisão das autoridades.




 HUMILHAÇÃO

Desde que o conteúdo do projeto ficou conhecido, organizações que defendem o aborto mostraram seu profundo descontentamento. Entre outros adjetivos, elas definiram como "humilhante" que as mulheres tenham que submeter-se "a um tribunal" para explicar por que querem abortar, sem que, além disso, se legalize a prática em sua totalidade.

Na sexta-feira passada, uma enquete realizada pela empresa de consultoria Numero mostrou que 52% da população do Uruguai é a favor da descriminalização do aborto, 34% contra e 14% não se pronuncia.

Apesar de estar penalizado pela lei, no Uruguai acontecem 30 mil abortos por ano segundo números oficiais. Esse número chega a duplicar nas estimativas de organizações defensoras dos direitos das mulheres.

 DA AGENCIA EFE, EM MONTEVIDÉU

Haddad empata com Serra em SP, segundo pesquisa Vox Populi



Pesquisa Vox Populi divulgada pelo "Jornal da Band" nesta segunda-feira (24) aponta o petista Fernando Haddad empatado em segundo lugar com o tucano José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Na pesquisa feita entre 19 e 21 de setembro, Haddad subiu de 14% no levantamento em agosto para 17% das intenções de voto. Já o candidato do PSDB passou de 22% para 17%.

A liderança continua com Celso Russomanno (PRB), que passou de 31% para 34% das intenções de voto.

Russomanno segue à frente e Serra se descola de Haddad

Segundo o Vox Populi, o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, aparece em quarto lugar, com 5% das intenções de voto, mesmo número do levantamento anterior.

Soninha Francine (PPS) passou de 4% para 2%, Paulinho da Força (PDT) foi de 2% para 1% e Levy Fidelix (PRTB) passou de 0% para 1%.

Carlos Giannazi (PSOL), Ana Luiza (PSTU), Anaí Caproni (PCO), Eymael (PSDC) e Miguel Manso (PPL) não alcançaram 1% dos votos.

O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 13%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas e foi registrada na Justiça Eleitoral com o número SP-01066/2012. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, Russomanno aparece com 30%, seguido por Haddad e Serra, com 15% das intenções de voto cada.

Chalita tem 4%, Soninha, 2% e Levy Fidelix, 1%. Os demais candidatos somam juntos 1% das intenções de voto.

O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 22%.

Sobre a rejeição, Serra passou de 32% na pesquisa de agosto para 39% neste levantamento.

Haddad aparece em segundo lugar, com 12% --antes ele tinha 11%. Russomanno oscilou dois pontos e agora tem 7% de rejeição.

Soninha e Levy Fidelix aparecem com 5% de rejeição. Paulinho da Força tem 3%. Eymael e Chalita somam 2%. Miguel Manso registra 1%. Anaí Caproni, Ana Luiza e Carlos Giannazi não pontuaram.

Os eleitores que disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos somam 9%. Os que não votariam em nenhum deles são 7%. Não sabe ou não responderam somam 8%.

SERRA

Questionado sobre a queda na pesquisa, Serra minimizou a pesquisa. "O Vox Populi não é sério, é brincadeira", disse o tucano ao chegar ao debate da TV Gazeta nesta segunda-feira.

UOL 

PT/PMDB Aliança estratégica, cada vez mais parecidos

Debate tem dobradinha entre Haddad e Chalita para atacar Serra


O debate desta segunda-feira (24) na "TV Gazeta" registrou uma dobradinha involuntária entre os candidatos Gabriel Chalita (PMDB) e Fernando Haddad (PT) --que atacaram o tucano José Serra.

No primeiro bloco do encontro, Haddad perguntou a Chalita sobre o transporte público --na pergunta ele disse que o setor tem uma "avaliação ruim", "ao contrário do que disse Serra" --o tucano havia respondido antes uma pergunta feita por Paulinho da Força (PDT) sobre o tema.

Na resposta, Chalita atacou a administração "Serra/Kassab" e disse que os recursos no setor são insuficientes. Haddad, em sua tréplica, afirmou que as obras feitas no metrô são insuficientes.

PMDB e PT são aliados no governo federal. Antes do processo eleitoral, Chalita e Haddad trocaram elogios. Haddad e Serra brigam pelo segundo lugar nas pesquisas.

Celso Russomanno --até agora líder nas sondagens-- sofreu um ataque de Carlos Giannazi (PSOL), em pergunta endereçada a Haddad.

Giannazi questionou o motivo dos ataques a Russomanno, "[cujo partido] é da base do governo federal" --nos últimos dias o petista aumentou o tom contra o candidato do PRB.

"O Russomanno é um subproduto da política", disse Giannazi, que, segundo ele, foi criado pelo PT, "que prioriza o consumo". "O PT reduziu a cidadania ao consumo."

Haddad respondeu que não fez ataques a Russomanno, mas questiona sua "falta de plano de governo". Disse ainda que sua "boa educação" o permite discordar da forma como Giannazi "faz política" sem atacá-lo.

Giannazi respondeu: "Você é mal agradecido com ele", disse ao lembrar que o partido de Russomanno vota junto com o governo na Câmara dos Deputados.

Do UOL, em São Paulo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Por que criar futuros desejáveis?


Sobre Crie Futuros

“O futuro é fruto dos sonhos do passado e escolhas do presente”.


Olhando o futuro do passado, fica claro que muito do que existe hoje foi antes sonhado. Desde o fim do século XIX, encontramos imagens de videoconferência; notebooks; tecnologia wireless; demasiados carros; cidades em escala inumana; drive through; fast food, cirurgia remota; aquecimento solar. Foram imagens que orientaram escolhas de modos de viver, prioridades de políticas e investimento, inovação tecnológica. O recado fica claro: a maneira como enxergamos o futuro influencia sua criação. As escolhas de hoje desenham o mundo de amanhã. Mudando as escolhas, podemos mudá-lo. E como escolher? Será que temos visões de futuro desejáveis para orientar nossas escolhas e inspirar inovação? Peter Drucker diz: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”.

O que norteia nosso trabalho é a busca de sustentabilidade num sentido mais amplo. Existem mudanças que acontecem por ajustes, como uma fruta que amadurece, e outras que acontecem por mudança de estado, como a lagarta que se transforma em borboleta. Este é o tipo de transformação que necessitamos. Mas como? Se a Terra é uma só e seus recursos são finitos, escassos e se consomem com o uso?


Soluções possíveis surgem quando lidamos com quatro eixos onde há abundância, cujos recursos são infinitos e se multiplicam com o uso: (1) A Economia Criativa e seus recursos intangíveis: cultura, conhecimento, criatividade, experiência (2) As tecnologias de informação e comunicação: bits são infinitos, assim como os universos virtuais que eles criam (3) Uma vez em rede, a sociedade pode se organizar em infinitas formas de colaboração e interação. E finalmente a chave para que tudo isso seja possível: ampliar a noção de “riqueza” para uma visão multidimensional, com patrimônios e resultados não apenas na dimensão financeira, mas também nas dimensões ambiental, social e cultural.


A partir destes eixos construímos uma ficção, Desejável Mundo Novo, na qual é possível “sentir” o que seriam estilos de vida sustentáveis, diversos e criativos, em capítulos
organizados em temas da vida cotidiana que “re-inventam” a economia, a política, as cidades,o cuidar, a educação, as relações. A hipótese que defendemos em Crie Futuros é que nossos sonhos fertilizam o futuro – por isso nos dedicamos a criar e semear futuros positivos, que possam inspirar o desejo de concretizá-los. Fred Polack, um dos pioneiros de estudos de futuro, em seu livro “Imagens do Futuro”, de 1961, faz um estudo da história das civilizações relacionando com suas visões de futuro. Conclui que visões positivas de futuro estão presentes no florescimento das culturas e as visões negativas são um fator determinante em sua decadência e também que a força de uma cultura pode ser medida pela intensidade de suas imagens de futuro. Hoje, infelizmente os futuros difundidos pela grande mídia, games e ficção científica são tenebrosos. Por isso fizemos este livro inspiracional, que mostra o futuro que está nos desejos de pessoas de diversas idades, origens e formações. Nosso futuro desejável é que ele possa motivar mais e mais gente a criar seu futuro, inspirar lideranças na tomada de decisão e apontar oportunidades.E,sobretudo,suscite a pergunta: “Por que não?”

Lula pede que se ponha fim a eventuais divergências entre petistas e democratas (DEM).

Em comício para militância Lula pede não atacar aliados


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou na noite deste sábado (22), em São Bernardo do Campo (SP) o primeiro dos quatro comícios que fará até segunda-feira em redutos petistas na Grande São Paulo. Ao lado de seu afiliado político, o prefeito e candidato à reeleição Luiz Marinho (PT), Lula evitou nacionalizar o discurso e cobrou a militância local para que não faça ataques a partidos que são aliados na cidade e rivais do PT nacionalmente - o DEM integra as 17 legendas da base de apoio de Marinho. Ele ainda defendeu que "o bom momento que vive o País deve ser usado para eleger mais companheiros" nessas eleições de 2012.

"O prefeito tem que fazer as alianças necessárias para que ele possa ter um conjunto de partidos políticos, um conjunto de candidatos a vereadores que possam garantir a vitória", disse Lula. "Por isso quero agradecer aos partidos que estão apoiando o Marinho, independentemente da divergência no âmbito estadual e federal."

Ao final do discurso, ele voltou a mandar um recado, sem citar nomes, para que se ponha fim a eventuais divergências entre petistas e democratas. "Quem está apoiando o Marinho é aliado e quem não está é adversário", afirmou Lula.

O ex-presidente contou no discurso que recebeu da presidente Dilma Rousseff os resultados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE, deste ano e afirmou que os número positivos eram motivo de orgulho e felicidade porque melhoraram as condições de vida do povo brasileiro.

"A tendência é melhorar ainda mais, porque o Brasil aprendeu a gostar de si. O Brasil aprendeu a eleger gente que gosta de gente, aprendeu a eleger pela primeira vez uma mulher presidente da República", disse Lula.

Segundo o ex-presidente, que faz neste domingo mais dois comícios, em Santo André, para o candidato Carlos Grana (PT), e, em Diadema, para a reeleição do prefeito Mário Reali (PT), é preciso aproveitar o bom momento que vive o País. "Vamos ter que aproveitar o bom momento para eleger mais companheiros nossos." Lula estará ainda na segunda-feira em Mauá, apoiando Donisete Braga (PT), e disse que foi convidado para ir a Guarulhos e a Osasco.

 RICARDO BRANDT - Agência Estado

domingo, 23 de setembro de 2012

Criador & criatura


O escolhido para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PT conta como estreitou sua relação com Lula entre gafes e conversas no avião presidencial

Lula discursa durante lançamento da candidatura de Haddad em SP


BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO


 O momento não era o mais apropriado para deslizes.

Numa sexta-feira tumultuada pelo escândalo do mensalão, o governo tentava evitar a abertura do processo de cassação do mandato de José Dirceu na Câmara enquanto parlamentares da esquerda do PT convocavam a imprensa para um ato contra "a política econômica, as alianças espúrias e a corrupção".

Foi nesse clima que Fernando Haddad entrou no gabinete do presidente Lula em 5 de agosto de 2005, uma semana após tomar posse, para a sua primeira audiência como ministro da Educação.

Os dois ainda buscavam quebrar o gelo quando uma ligação do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, trouxe outra má notícia: a descoberta de um foco de aftosa em Mato Grosso do Sul.

"Eu tinha que minimizar o problema para conseguir despachar", lembra Haddad, sete anos depois. "Então eu disse: 'Presidente, o gado brasileiro é vacinado'. E ele: 'Você não entende nada de febre aftosa, né? A vacina não é garantia da não contaminação'. Aí já começou a complicar a minha audiência..."

O caçula do governo tentou consertar a gafe. Argumentou que o gado infectado teria sido transportado em caminhões fechados, sem contato com o resto do rebanho. Lula levou as mãos à cabeça: "Mas você não entende nada mesmo de febre aftosa, né? O vírus viaja até 90 quilômetros com o vento!"

O ministro dobrou o papel com o roteiro da reunião e sugeriu voltar outro dia, mas o presidente exigiu que ele ficasse até encerrar a lista de pendências da pasta.

Assim começou a se estreitar a relação que levaria o primeiro operário a governar o país a escolher um professor da USP sem traquejo eleitoral como seu candidato a prefeito de São Paulo em 2012.

SEM INTIMIDADE

Antes da primeira eleição de Lula, Haddad foi convidado para debates no Instituto Cidadania, onde o petista remontava seu "gabinete paralelo" depois de cada derrota em eleições presidenciais. "Mas nós tínhamos uma relação muito superficial. Nenhuma intimidade", afirma.

A sensação de distância era tão grande que um dia, já na Presidência, Lula disse acreditar que seu ministro nunca havia votado nele.

"Com exceção de 1982, quando votei no Rogê Ferreira [do PDT] para governador, eu sempre votei no senhor. Mas reconheço que sem convicção...", respondeu Haddad. A primeira-dama Marisa Letícia, que ouvia a conversa, se desesperou: "Fernando, como é que você diz uma coisa dessa?"

Aos poucos, os dois foram ficando mais próximos. Suas mulheres fizeram amizade, o ministro levou os filhos para festas na Granja do Torto e passou a ser convidado para trocar ideias até na sauna do Palácio da Alvorada. Quando o presidente viajava para São Paulo, ele se apressava em pedir carona no Aerolula.

"Isso ajuda muito. Ele me chamava sempre para conversar na cabine presidencial", conta Haddad, orgulhoso. "Lá não toca telefone, os problemas não entram no avião. É um momento bom."

POR TELEPATIA

Satisfeito com o desempenho do pupilo no MEC, Lula começou a lhe pedir palpites sobre economia -ele diz que só opinava ao ser consultado, num esforço para não melindrar os ministros da área.

A transformação do auxiliar em candidato foi uma consequência natural. E só não se precipitou em 2010, quando Lula sondou Haddad para concorrer ao governo do Estado, porque ele já havia escolhido outra ilustre desconhecida, Dilma Rousseff, para disputar a Presidência.

"Ele sabia que um projeto de renovação tem munição limitada", diz o ex-ministro.

Nas palavras dele, o convite para se candidatar neste ano, contrariando a desconfiança do partido e as pretensões da ex-prefeita Marta Suplicy, foi o "coroamento" da aproximação. Os dois se encontram ao menos uma vez por semana e conversam por telefone dia sim, dia não.

O ex-presidente driblou o tratamento do câncer para articular a campanha e chegou a posar com o ex-inimigo Paulo Maluf para ampliar o tempo do candidato na TV.

"Eu não sei nem como caracterizar a relação que nós temos hoje. É meio fraternal, meio paternal", arrisca Haddad. "Eu o entendo, ele me entende, está tudo sempre super-resolvido entre nós. Tem hora que é telepático."

Há alguns anos, não era bem assim. Em conversas com Tarso Genro, que antecedeu Haddad no MEC, Lula chamava o afilhado de "mauricinho" e "almofadinha que deu certo", num misto de reconhecimento e deboche.

Entre amigos, o candidato costuma se vingar imitando a voz rouca e os tropeços do ex-presidente no português.

"Já contaram para ele, mas eu neguei", conta, com o sorriso do aluno que espera o professor deixar a sala de aula para lhe pregar uma peça.