Google+ Badge

sábado, 14 de agosto de 2010

Eleições no Pará - Dilma se divide entre PT e PMDB no Pará

A campanha da candidata petista à presidência da república, Dilma Rouseff será coordenada, no Pará, por representantes de três partidos.

Inaugurado ontem à noite, com a presença do ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padillha, o comitê central ficará sob comando dos prefeitos de Ananindeua, Helder Barbalho, de Santarém, Maria do Carmo Martins, e de Belém, Duciomar Costa.

A principal tarefa dos três será buscar apoio de líderes políticos do Estado para a campanha de Dilma. “Vamos buscar aliados entre os que apoiam Ana Júlia, Domingos Juvenil e até Simão Jatene”, explicou Maria do Carmo, referindo-se aos candidatos ao governo pelo PT, PMDB e PSDB, respectivamente.

Helder vai centrar esforços no sul, sudeste e nordeste do Estado. Maria do Carmo ficará com o oeste e Duciomar se encarregará da estratégia na Região Metropolitana.

A missão do trio é garantir a vitória de Dilma no Estado. Além do comitê central, haverá comitês em Marabá, Altamira, Santarém, Tucuruí, Barcarena e Castanhal. Durante a inauguração, os petistas comemoram a pesquisa divulgada minutos antes pelo instituto Datafolha, que indica Dilma com 43% das intenções de voto, oito pontos à frente dos segundo colocado, o tucano José Serra. Padilha disse que o bom desempenho se estende. “Estamos na frente no Pará e Amazonas, Não tenho dúvida de que Dilma vencerá na região Norte.”

Padilha disse que a direção da campanha ainda analisa qual a estratégia para que a candidata petista esteja no palanque dos dois candidatos ao governo que a apoiam no Pará. Além da petista Ana Júlia, a candidata deve ajudar na campanha do peemedebista Domingos Juvenil. “A Dilma vai apoiar todos os que fizerem campanha para ela”, explicou.

O caso curioso é o de Duciomar Costa. Nacionalmente, o partido dele, o PTB, trabalha para eleger José Serra, mas o prefeito de Belém tem a missão de impor ao candidato tucano uma derrota na capital paraense. Ana Júlia diz não haver problemas na coordenação multipartidária do comitê. Para ela, o fato demonstra a “amplitude da campanha. “Mostra o quanto respeitamos toda a sociedade”. Ainda não há previsão de uma vinda da candidata ao Estado, mas a coordenação trabalha para que ela esteja no Estado pelo menos duas vezes até outubro. (Diário do Pará)

Eleições no Pará - Agenda dos candidatos

Confira a agenda dos candidatos ao Governo do Pará


Domingos Juvenil (PMDB)
Pela manhã o candidato se reúne com lideranças políticas e comunitárias em Marituba, às 9hs no Mangueirão do Samba. Durante a tarde o candidato participa em Santa Izabel de uma carreata às 16hs e logo depois se reúne com lideranças políticas e comunitárias.


Simão Jatene - Coligação “Juntos com o Povo” (PSDB, PPS, PMN, PRP, PSDC e PRTB)
O candidato passa o dia em Castanhal participando de mobilizações. A partir das 8 horas faz caminhada pelo centro comercial; às 16 horas participa de carreata e, às 18 horas, faz reunião ampliada no Ginásio do Sesi.


Ana Júlia Carepa - “Coligação Acelera Pará” (PT, PTB, PR, PP, PSC, PHS, PTN, PT do B e PTC, por PDT, PSB, PC do B, PRB e PV)
Neste sábado, às 8 horas, a candidata visita a feira de Santa Izabel e inaugura Comitê no município, partindo logo após em carreata pelas principais ruas da cidade. Às 14h a carreata acontece nas ruas de Terra Alta, e às 15h, a candidata lidera um ato em apoio à reeleição no Trevo de São João da Ponta. Às 16h chega a Marapanim, onde participa de caminhada e inaugura o comitê de apoio à candidatura. Às 19h, Ana Júlia comanda em Igarapé-Açuuma uma carreata e um comício da coligação.


Fernando Carneiro (PSOL)
Às 9hs o candidato faz caminhada na comunidade Riacho Doce, no bairro do Guamá, em Belém. Às 20 horas, o candidato do PSOL participa do lançamento do comitê do candidato à deputado estadual, Edmilson Rodrigues, em Belém.


Cleber Rabelo (PSTU)
O candidato participa às 9hs da abertura do campeonato de futebol da construção civil, em Benfica e logo após, faz caminhada e panfletagem no bairro.

Desmatamento - Sem dinheiro em caixa os dados não fluem

Imazon aponta alta de 8% no desmatamento


Em contrapartida, Inpe aponta uma queda de 49%

O desmatamento na Amazônia em 2010 deve ser, pelo segundo ano consecutivo, um dos menores da história, indicam dados de monitoramento por satélite. A questão é se a cifra será a menor ou a segunda menor.

O governo federal prevê uma queda recorde, com base em dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A ONG Imazon fala em um aumento discreto em relação a 2009. No ano passado, a taxa foi a mais baixa da história: 7.400 km2, o equivalente a "apenas" cinco vezes a área da cidade de São Paulo.

Nesta segunda-feira(9), os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia) divulgaram dados que indicam uma queda de 49% entre agosto de 2009 e junho deste ano. Segundo o sistema Deter, que detecta o desmate com maior velocidade, mas menor precisão, foram 1.808 km2 desmatados nesse período, contra 3.537 km2 nos 11 meses anteriores.

Rezende chegou a arriscar que o Prodes, sistema que dá a taxa oficial do ano, mostrará uma devastação "em torno de 5.500 km2". Já o SAD, sistema desenvolvido pelo Imazon e que usa o mesmo tipo de imagem de satélite que o Deter, aponta um aumento de 8% no acumulado agosto-junho. Adalberto Veríssimo, do Imazon, aposta que o número final ficará em torno de 8.000 km2.

"É um ano muito quente e muito seco na Amazônia, além de ser ano de eleição", diz. "Vamos torcer para 5.000 km2, mas não bate com nada do que estamos vendo aqui", continua. Se a previsão do governo se confirmar, será a primeira vez na história que o desmatamento amazônico cai em um ano de eleição. Um dos fatores que podem explicar a divergência grande entre o SAD e o Deter é a mudança no perfil do desmate amazônico. Em vez de grandes derrubadas, concentradas no sul, sudeste e leste (o chamado "arco do desmatamento"), o que se vê hoje são derrubadas pequenas.

Elas estão concentradas sobretudo no eixo da BR-163 e na Terra do Meio, no Pará e no sul do Amazonas (único Estado que teve aumento no desmate no período). Segundo Gilberto Câmara, diretor do Inpe, o número de desmatamentos menores de 50 hectares (limite de detecção do Deter) subiu de 30% do total na Amazônia em 2002 para 75% em 2009. "O Inpe reafirma que não dá para afirmar que o desmatamento caiu 50% por causa do problema dos pequenos desmatamentos", declarou. Celulose Online

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eleições 2010 - Debates e pesquisas na maioria dos Estados, menos no Pará

Sem pesquisas válidas nem debates, pará segue sendo a dúvida.

No DF, principal tema é o mensalão
Com participação do ex-senador Joaquim Roriz (PSC), impugnado pelo TRE com base na Lei da Ficha Limpa, o debate no Distrito Federal foi marcado por menções ao mensalão do DEM e do PT. Antes do debate, claques de Roriz e Agnelo Queiroz (PT), vestidas de azul e vermelho respectivamente, trocaram vaias e palavras de ordem.

Na BA, ataque duplo a Wagner
Os candidatos Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) se uniram nas críticas ao governador Jaques Wagner (PT), que lidera as intenções de voto, com 46%, segundo o Ibope. Apenas nos três primeiros blocos, os candidatos trocaram três perguntas entre si. Geddel e Souto atacaram gastos de Wagner com propaganda.

Copa e saúde em pauta no RN
Críticas à atual administração, projetos para a Copa de 2014 e saúde dominaram o debate potiguar. Sandro Pimentel (PSOL) e Roberto Ronconi (PTC) lembraram que o governador e candidato do PSB, Iberê Ferreira, se tratou de câncer em São Paulo. Ferreira se defendeu e assumiu o bônus da Copa no Estado.

Colombo e Ideli brigam em SC
Saúde, segurança e educação polarizaram os discursos dos seis candidatos em Santa Catarina. O melhor momento foi a briga entre Raimundo Colombo (DEM) e Ideli Salvatti (PT), sobre a ação do DEM na justiça contra o ProUni e a banda larga. “Muitas pessoas acham que o Brasil foi descoberto pelo PT”, ironizou C0lombo.

Goiás debate reforma pública
Uma polêmica sobre a reforma do Estado , entre Íris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB) marcou o debate em Goiás. Rezende disse que elas tiraram muitos empregos e Perillo sustentou tudo o que havia feito, dizendo que, se eleito, fará um choque de gestão visando transformar a economia do Estado.

Tom ameno na disputa no AM
O debate no Amazonas foi ameno. Os dois principais candidatos, o governador Omar Aziz (PMN) e o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR), trocaram farpas apenas uma vez. Aziz focou em segurança e educação. Ambos falaram em investimentos no interior e reforço na segurança, em especial nas cidades fronteiriças.

Banestado gera polêmica no PR
Os candidatos Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), não perderam a oportunidade de se atacar. A privatização do Banestado, que gerou dívida já paga de R$ 8 bilhões e tem o mesmo valor a ser pago, foi levantada por Dias para atingir o Richa que, como deputado estadual, votou a favor da privatização do banco.

Debate não empolga no ES
Em debate morno, Renato Casagrande (PSB) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) tentaram convencer o eleitor de que vão manter projetos do governador Paulo Hartung (PMDB). Casagrande elogiou a estrutura para atrair investimentos. Luiz Paulo frisou suas qualidades de administrador (foi prefeito de Vitória duas vezes).

Lula é a arma de Campos em PE
Candidato à reeleição, o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) foi o principal alvo do debate e usou seu maior aliado, o presidente Lula, para reverter as críticas dos adversários. Durante o embate, seu principal oponente, Jarbas Vasconcelos (PMDB), aliado de Serra, acusou Campos de “dramatizar as coisas”.

Em Tocantins, PSDB no ataque
O candidato tucano Siqueira Campos(PSDB) passou o debate trocando acusações com o rival Carlos Gaguim(PMDB). Cada um usou seu tempo para destacar suas propostas e enfatizar ações do rival. Gaguim prometeu criar clínicas de saúde para mulheres e Siqueira Campos criticou a atual política de incentivos fiscais.

Rivais miram passado em MT
O debate em Mato Grosso foi marcado em trocas de farpas entre os postulantes ao governo do Estado. Silval Barbosa (PMDB) lembrou que Mauro Mendes (PSB), quando candidato do ex-governador Blairo Maggi (PR), considerava a saúde a melhor e agora a critica. “Isso é muito estranho”, concordou Wilson Santos (PSDB).

Yeda é alvo de estocadas no RS
Em sua primeira participação em debates na campanha eleitoral, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), candidata ao segundo mandato, foi alvo de estocadas de seus adversários no debate de ontem. Eles criticaram a busca do déficit zero e citaram as denúncias de corrupção enfrentadas pelo governo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eleições 2010 - No Acre Candidato e jornalista vão às tapas

Alto papo no horário eleitoral No Acre, o candidato ao Senado do Acre, João Correia Lima Sobrinho (PMDB), e o apresentador da TV5, afiliada da Band no Acre, Demóstenes Nascimento brigaram ontem (10) durante a gravação de uma entrevista. A gravação do programa, que iria ao ar ainda ontem, foi cancelada. Os dois prestaram queixa na delegacia por agressão.

Segundo Jota Guimarães, repórter do programa, que acompanhava a entrevista, o candidato tinha dois minutos para responder a uma pergunta sobre como ajudaria o estado, caso fosse eleito para o cargo. Quando faltava um minuto para que o tempo se esgotasse, o apresentador teria feito uma intervenção, pedindo que João Correia não perdesse o foco e respondesse ao questionamento até o fim do tempo a que tinha direito. De acordo com o repórter, João Correia não gostou da atitude do apresentador e começou a xingá-lo.
Veja aqui a gravação da TV5, cancelada.
 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eleições 2010 - Pará - Agenda dos candiatos 11 de agosto

Confira a agenda dos candidatos ao Governo do Pará

Simão Jatene - Coligação “Juntos com o Povo” (PSDB, PPS, PMN, PRP, PSDC e PRTB)
O candidato ao governo Simão Jatene reúne-se, às 10 horas, no Hotel Crowne Plaza, com a coordenação nacional do programa de governo de José Serra. Às 15 horas dá entrevista para o programa "Pensando Bem", na TV Nazaré e, às 19 horas, faz reunião ampliada em Santo Antônio do Tauá.

Ana Júlia Carepa - “Coligação Acelera Pará” (PT, PTB, PR, PP, PSC, PHS, PTN, PT do B e PTC, por PDT, PSB, PC do B, PRB e PV)
A candidata Ana Júlia Carepa terá pela manhã um compromisso de governo. À tarde , fará reuniões com os prefeitos de Nova Timboteua e Curuçá, no comitê. À noite, foi confirmado o encontro de Ana Júlia com lideranças da Assembleia de Deus, às 20 horas, no PAAR, Rua Tapajós, número 2, próximo à Seccional.

Fernando Carneiro (PSOL)
O candidato acompanhado pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues,realizará caminhada no Conjunto Eduardo Angelim, em Belém, às 8h30. À tarde, o candidato do PSOL participará de reunião com lideranças da educação pública na sede de seu comitê de campanha, na Travessa Vileta, 1957. No final da tarde, às 18h, participará de reunião com representantes do movimento dos grafiteiros, para recolher contribuições para seu programa de juventude, esporte e lazer.

Cleber Rabelo (PSTU)
Às 12h, o candidato fará panfletagem em canteiro de obra na Curuzú entre Almirante e 25. Às 18h, participa de reunião com o diretório estadual na sede do PSTU (Duque de Caxias, 931 - Altos - próx. à Humaitá).

Domingos Juvenil (PMDB)
Durante a manhã o candidato fará caminhada no Complexo do Jurunas (Feira) - (Fernando Guilhon com Estrada Nova), às 08h. De tarde, participa de reunião com lideres comunitários e de noite faz reunião com lideranças políticas no Jurunas. O local será o Rancho Não Posso Me Amofiná às 19h. (Diário Online com assessorias)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Meio ambiente - Pará tem metade das 10 cidades com maior desmatamento

Pará tem metade das 10 cidades com maior desmatamento

O estado do Pará tem metade das 10 cidades com maior desmatamento detectado para o mês de junho na Amazônia Legal, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo monitoramento da mata, por meio do Sistema de Deteção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

O município com maior desmatamento registrado na Amazônia para o período, Altamira (PA) também foi o que mais desmatou em maio, de acordo com números do Inpe. A cidade, que devastou 62,3 km² em junho, é a que tem o maior território no Brasil, com cerca de 160 mil km², área maior que a Grécia.

Itaituba, com 42 km² de desmatamento detectado, e Paragominas, com 18,95 km², aparecem como segunda e terceira que mais devastaram a Amazônia em junho. Ambas ficam no Pará.

O estado de Mato Grosso, que no mês de maio tinha 50% das 10 cidades mais desmatadas da Amazônia Legal, tem dois representantes entre os que mais devastaram em junho de 2010. Um deles é Sinop, que desmatou 9,72 km² de floresta, e o outro é Juina, com 6,21 km³ devastados.

Veja abaixo os dez municípios que tiveram maior desmatamento em junho, segundo o Inpe:


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Eleições 2010 - Pará - Candidatos reforçam campanhas no interior

Apesar das comemorações de ontem pelo Dia dos Pais, que significaram uma breve pausa na campanha política, o final de semana foi marcado por grande movimentação nas agendas dos cinco candidatos ao governo do Estado.

De olho nas eleições de outubro, mais uma vez a campanha correu ao interior do Pará em busca de votos e fortalecimento de bases de apoio.

COMÍCIO

O primeiro comício da “Frente Popular Acelera Pará” (PT), no último sábado, aconteceu na esquina da avenida José Bonifácio, com a Barão de Igarapé-Miri, no Guamá, um dos bairros mais populosos de Belém, com cerca de 100 mil eleitores. O evento estava marcado para iniciar às 19h, mas a governadora Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição, chegou com mais de uma hora de atraso. Antes, candidatos dos 14 partidos da coligação se revezaram no microfone para pedir votos aos presentes.

Ana Júlia chegou ao comício pelo meio do povo e subiu ao trio elétrico já abarrotado de candidatos da coligação, além do candidato ao Senado, Paulo Rocha (PT).

 O primeiro comício da Acelera Pará foi marcado pelas ausências de aliados importantes, como o vice-governador, Anivaldo Vale (PR) - que teve que ir a Belo Horizonte assistir à sua mãe, que estaria doente - e o prefeito Duciomar Costa (PTB), que teria viajado às pressas à Brasília. A estreia em comícios de rua de Ana Júlia se deu justamente num reduto eleitoral do prefeito. Apesar do atraso da governadora, simpatizantes lotavam a avenida com bandeiras de candidatos de todas as cores e formatos. Antes da governadora, o candidato a senador Paulo Rocha ressaltou a reunião dos 14 partidos da coligação: “A nossa tática é da comparação, da disputa de projetos políticos”, disse. Ana Júlia falou perto das 22h10, quase uma hora depois de ter chegado. Ao lado dos filhos e dos candidatos da coligação, fez um balanço de seu governo e relacionou sua gestão à do presidente Lula.

NO INTERIOR

No mesmo sábado, o candidato a governo do Estado pelo PMDB, Domingos Juvenil, deu continuidade no sábado à campanha pelos municípios da região Sul do Pará. Pela parte da manhã, acompanhado do seu candidato a vice, Hildegardo Nunes, e do candidato ao Senado, Jader Barbalho, Juvenil esteve com a comunidade em Canaã dos Carajás. À tardinha fechou a programação do final de semana em Parauapebas, comício, com a presença de grande público.

COCAR

Já o candidato da coligação “Juntos com o Povo” (PSDB), Simão Jatene, aproveitou também o sábado antes da pausa do Dia dos Pais para visitar a cidade de Tucuruí. Jatene foi recebido por militantes e simpatizantes no aeroporto do município, por volta de 10h30, acompanhado pelo candidato a vice Helenilson Pontes e pelo candidato ao Senado Flexa Ribeiro, além dos candidatos a deputado federal Nilson Pinto Ex-Reitor da Universidade Federal do Pará) e Arnaldo Jordy, da candidata à deputada estadual Tetê Santos e do senador Mário Couto.

O cacique Purakê Assurini, líder da aldeia Trokará - que soma mais de 520 índios -, presenteou Jatene com um cocar. Em companhia do prefeito de Tucuruí, Sancler Ferreira, Jatene e os demais candidatos saíram em uma carreata percorrendo as ruas do município. A carreata seguiu até o centro da cidade, onde encontrou um grupo de cavaleiros. Junto com Jatene, o grupo saiu em cavalgada até a exposição agropecuária de Tucuruí. No Parque de Exposições, Jatene reuniu com pecuaristas e produtores rurais do município, para discutir propostas para o setor. Em seguida, o candidato também conversou com líderes políticos de Breu Branco.

(Diário do Pará)

domingo, 8 de agosto de 2010

Economia - As mais queridas do Governo: Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht e a Vale

Doze grupos ficam com 57% de repasses do BNDES

Maior financiador a longo prazo do país favorece Petrobras, Eletrobras e dez grupos privados, que concentram crédito de R$ 95 bilhões desde 2008

Juro do BNDES é inferior ao do mercado; banco argumenta que grandes empresas concentram maiores investimentos


As chaves do cofre bilionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão nas mãos de dois gigantes estatais e um punhado de grupos privados que nos últimos anos se associaram a projetos de interesse do governo. Levantamento feito pela Folha com base nas operações divulgadas pelo banco revela que a Petrobras, a Eletrobras e dez grupos privados ficaram com 57% dos R$ 168 bilhões destinados a transações contratadas de 2008 até junho deste ano.


Entre os mais favorecidos pela instituição estão as três maiores construtoras do país, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht, que controlam investimentos em diversos outros setores da economia, a mineradora Vale, o grupo Votorantim e o frigorífico JBS.

Além dos repasses que receberam diretamente do banco, alguns grupos foram beneficiados também como sócios de empreendimentos na área de infraestrutura e de companhias de outros grupos que conseguiram empréstimos da instituição. Na avaliação do BNDES, a elevada concentração de sua carteira reflete o que se vê fora do banco: a taxa de investimentos do país é relativamente baixa e grandes empresas como a Petrobras são responsáveis pelos principais projetos em andamento.

Mas os críticos que se incomodam com o favorecimento de grandes grupos acusam o BNDES de usar seu poderio para fortalecer empresas com amigos em Brasília em detrimento de concorrentes e dos consumidores. Principal fonte de financiamento de longo prazo disponível no país, o BNDES virou objeto de controvérsia por causa da expansão acelerada que sua carteira sofreu com a crise financeira internacional, quando o governo decidiu reforçar os cofres dos bancos públicos para combater a recessão. O BNDES recebeu R$ 180 bilhões.

Como o Tesouro pagou juros elevados para levantar esses recursos e o banco cobra de seus clientes taxas inferiores às praticadas no mercado, a operação tem custo alto para a sociedade, hoje difícil de calcular. LIMITE Ao turbinar o BNDES, o governo também permitiu que ele ampliasse sua exposição a grandes grupos. De acordo com as normas do sistema financeiro, o banco pode emprestar até R$ 13 bilhões para empresas de um mesmo conglomerado. Há um ano, o limite era de R$ 10 bilhões.

Em 2008, o governo autorizou o banco a ignorar esse limite no caso da Petrobras, que desde então recebeu R$ 29 bilhões do BNDES. A operadora de telefonia Oi, controlada pela Andrade Gutierrez e pelo grupo La Fonte, conseguiu R$ 7,6 bilhões. Empresas como a Petrobras e a Vale têm ações negociadas em Bolsa e acesso a outras fontes de financiamento. Os críticos do BNDES dizem que elas teriam condições de obter capital em condições razoáveis mesmo se o banco fechasse as portas.


"O BNDES trava o desenvolvimento do mercado de capitais no país", diz a economista Ana Novaes, da consultoria Galanto e conselheira de duas empresas com acesso ao cofre da instituição. "Ninguém pode competir com as taxas oferecidas pelo banco e por isso ele fica com os melhores clientes."

Leia a matéria completa do jornalista RICARDO BALTHAZAR, na Folha Aqui

Eleições 2010 - Briga com Jader ameaça reeleição de Ana Júlia no Pará


Matéria reproduzida pela jornalista Ana Paula Grabois do Jornal Valor Econômico, a partir de fontes diversas, - dentre elas "O Jornal Pessoal" do Editor e Jornalista Lúcio Flavio Pinto.


No Pará, tudo começa e termina no deputado Jader Barbalho (PMDB), ex-governador do Estado por dois mandatos e ex-senador.

A frase, repetida pela população paraense, parece não ter sido ouvida pela governadora Ana Júlia Carepa, que tenta a reeleição pelo PT no Estado. Ana Júlia começou a afastar-se de Jader há um ano e a briga acirrou-se há cerca de seis meses.

O PMDB, antes um aliado, não tem mais secretarias e está fora do governo Ana Júlia, cuja desaprovação bateu os 53% em pesquisa do Ibope realizada no fim de maio. Para reeleger-se, a governadora estimou um dos maiores gastos de campanha destas eleições, de R$ 47 milhões, montante superior ao estimado pelo candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, de R$ 46 milhões. Em 2006, Ana Júlia tinha estimado gasto de R$ 10 milhões. "Ocorreu um erro em nossa estimativa", diz Maurílio Monteiro, secretário de Desenvolvimento do Pará e um dos comandantes da campanha do PT no Estado. Candidato ao Senado, Jader deve definir o resultado da eleição ao governo estadual.

Um dos mentores da candidatura da petista em 2006, Jader lançou de última hora Domingos Juvenil como concorrente pelo PMDB e faz mistério sobre quem vai apoiar no segundo turno. Ana Júlia deve ir ao segundo turno com Simão Jatene, ex-governador do PSDB e ex-secretário do governo Jader. Tanto o tucano quanto a petista esperam um acordo em um eventual segundo turno. "Ele falou a algumas pessoas que sim, mas precisamos dialogar, não sabemos", afirma a governadora. "Pelo grau de tensão que se criou entre PT e PMDB, acredito que ele vai nos apoiar", diz o candidato do PSDB.

Leia a matéria completa no Valor Econômico do fim de semana Aqui