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sábado, 9 de março de 2013

O PT vai ficando na lama do "Pensamento Único"

O que o PT esqueceu pelo poder e a grana, os tucanos e o PSB 

podem recuperar, os fundamentos históricos do socialismo 





José Serra ainda não conversou com Eduardo, 
o que pode ocorrer em breve


A ala do PSDB ligada ao ex-governador de São Paulo José Serra intensificou nos últimos dias conversas com interlocutores do PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sobre o cenário presidencial de 2014.

O movimento foi impulsionado por uma divisão crescente na bancada federal do PSDB paulista. Parte dela está incomodada com o papel secundário que tem sido dispensado a Serra no debate sobre os rumos do partido e o consequente protagonismo assumido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Outra parte se sente desprestigiada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Acusam-no de contemplar com espaços no governo e no partido apenas os mais próximos a ele. Diante disso, há receio quanto às condições eleitorais que esses parlamentares vão enfrentar em 2014.

As contas apontam dificuldades. A coligação proporcional em 2010 juntou PSDB, DEM e PPS e elegeu 22 deputados, mas é ameaçada por uma série de fatores. Alckmin corre riscos. O PSD pegou metade da bancada do DEM paulista e puxadores de votos ou estão no círculo de Alckmin com reeleição garantida, ou se elegeram prefeitos, ou estão de saída, como Walter Feldmann, com o pé na Rede de Marina Silva.

Com todo esse cenário posto, a convenção nacional do PSDB agendada para maio é vista como um possível ponto de chegada dessas insatisfações e, consequentemente, um ponto de partida para outras articulações. Basta que Serra não concorde com o arranjo que lhe for oferecido. Aí pode ganhar corpo a hipótese Serra-Eduardo.

O PSB espera que a confirmação da candidatura de Eduardo Campos atraia ao partido parlamentares de diversos partidos, inclusive os descontentes serristas. Esses, por sua vez, contemplam outra possibilidade: a criação de um novo partido. Isso se daria a partir da fusão entre PPS e PMN, ou mesmo incorporação do PMN pelo PPS. A vantagem é que, nesse caso, seria evitada a perda de mandatos dos que quisessem para ele migrar.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), confirma a discussão: "Isso foi pensado há muito tempo e agora voltou por conta da especulação de ter Eduardo candidato. Temos que trabalhar para derrotar esse bloco político liderado pelo PT e a ideia é formar um bloco para derrotá-lo." Mas a candidatura de Eduardo é uma condição para que esse novo partido saia? "Estamos abertos a discutir a hipótese Eduardo Campos. Mas enquanto ele não se definir também não podemos nos definir." Serra estaria nesse projeto? "Se pudesse juntar essas duas forças, seria interessante", concluiu Freire.

Eduardo e Freire se reuniram na semana passada e trataram do assunto. O presidente do PPS revelou a intenção de atrair tucanos descontentes - inclusive José Serra - para reforçar a candidatura do pernambucano ao Planalto.

Eduardo ainda não conversou diretamente com Serra, mas interlocutores dos dois lados não descartam a possibilidade de uma reunião acontecer nas próximas semanas. Também estão previstas novas rodadas de negociações com Freire. No entanto, o PSB não pretende embarcar no discurso de "tudo pra derrotar o PT", entoado pelo presidente do PPS.

Um elo entre Eduardo e Serra é o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB). Além de ser amigo de Eduardo - os dois estudaram juntos na Universidade Federal de Pernambuco -, Firmino é serrista ferrenho. Trabalhou com Serra na Prefeitura de São Paulo e tem dito a pessoas próximas que poderá contrariar o partido e pedir votos para Eduardo em 2014. Firmino e Eduardo se reuniram anteontem em Brasília. Firmino também tem se aproximado muito do governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), um dos principais entusiastas da candidatura de Eduardo.

Nome certo para a presidência do partido e para a disputa contra Dilma Rousseff em 2014, o senador Aécio Neves está de olho nesse movimento, até porque um PSDB rachado não lhe interessa. Sua expectativa é atrair Serra para sua campanha. Deseja tê-lo na formulação do programa de governo e sonha com sua candidatura ao Senado ou até mesmo a deputado federal, para alavancar a bancada paulista.

A tarefa é difícil. No domingo, ambos conversaram. Aécio telefonou para Serra convidando-o para ir até Goiânia, onde ocorreu um seminário do partido. Serra não foi. No dia 25 de março, Aécio quer conversar com ele pessoalmente em São Paulo, onde o PSDB paulista planeja um encontro partidário com a presença de prefeitos tucanos. "Se os malucos de Minas quiserem excluir o Serra ele pode sim turbinar a campanha do Eduardo Campos", disse, sob reserva, um parlamentar tucano.
Por Caio Junqueira e Murillo Camarotto | De Brasília e do Recife

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Brasil vai pegar gripe, nada de pneumonia.....


Indústria chinesa desacelera 

Indústria da China produz menos que o previsto no primeiro bimestre





PEQUIM - A produção industrial da China cresceu 9,9% entre janeiro e fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2012. O resultado representa uma desaceleração ante o crescimento anualizado de 10,3% em dezembro e também ficou abaixo da previsão de 10,5% feita por economistas.

Os números foram divulgados neste sábado pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O órgão somente apresenta nesta época o dado do primeiro bimestre, para evitar as distorções causadas pelo feriado do Ano Novo Lunar, que às vezes cai em janeiro e outras em fevereiro.

A China divulgou outros dados importantes neste sábado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC, ou CPI na sigla em inglês) avançou 3,2% em fevereiro ante o mesmo mês do ano passado, menos que a alta de 2% de janeiro e a maior alta desde abril do ano passado. Os preços, porém, foram impulsionados pelo feriado do Ano Novo Lunar, onde geralmente acontecem reajustes de alimentos e outros produtos.

“O governo chinês está diante de um dilema de lidar com uma desaceleração do crescimento e ainda com uma inflação de novo mais alta”, disse o economista Xianfang Ren, da IHS.

O investimento em ativos fixos subiu 21,2% no país em janeiro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao longo de 2012, a alta nesse indicador foi de 20,6% ante o ano anterior. Alguns analistas argumentam, porém, que Pequim deveria fazer alterações em seu modelo de crescimento através do investimento, a fim de manter a inflação sob controle.

As vendas no varejo chinês tiveram alta de 12,3% em janeiro e fevereiro, também na comparação com igual período de 2012. Em dezembro, a alta anual havia sido de 15,2%. A produção de eletricidade, um dado bastante monitorado na China pelo temor em relação à precisão de outros dados, subiu 3,4% no ano, após registrar crescimento de entre 6% e 8% nos últimos meses do ano na comparação anual.

“Nós acreditamos que Pequim pode reduzir a demanda por investimento e a inflação deve ficar sob controle”, afirmou em nota Lu Ting, economista do Bank of America Merrill Lynch, prevendo uma inflação abaixo de 3% até meados do ano. Até o fim do ano, porém, o IPC pode voltar a subir para até 4%, segundo a previsão.




(Dow Jones Newswires)





quinta-feira, 7 de março de 2013

O Pará que fornece energia para o Brasil, está sem energia, acredite


Apagão deixa nordeste do Pará sem energia elétrica


Segundo Celpa, falha ocorreu entre estações de Castanhal e Santa Maria.
Não há previsão para normalização do fornecimento


Parte do nordeste do Pará está sem eletricidade desde as 10h45 desta quinta-feira (7). Segundo a Celpa, concessionária de energia responsável pelo fornecimento de eletricidade para o estado do Pará, o apagão aconteceu após uma falha do sistema de transmissão administrado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) entre as subestações de Castanhal e Santa Maria.

A Celpa informou em nota que aguarda relatório sobre as causas do desligamento, e que, embora a maior parte da cidade de Castanhal já tenha tido fornecimento de energia normalizado, não há previsão para o reestabelecimento da eletricidade nas demais regiões.

G1

Não é bem assim, mas interessante ler


Para onde vamos?


- Nicias Ribeiro
- Engenheiro eletrônico
-nicias@uol.com.br

No inicio do ano passado o Ministro Guido Mantega, da Fazenda, anunciou que a economia brasileira teria, em 2012, um crescimento entre 4% e 4,5%. Passados alguns meses, S. Exa. mudou o discurso e disse que o crescimento da nossa economia ficaria entre 3% e 4%. Em meados de 2.012, novamente mudou o discurso e anunciou que, devido a crise na União Européia, o Brasil teria um crescimento em torno de 2,5%. Em setembro, reduziu o seu prognostico para mais ou menos 2%. Agora, na ultima quinta-feira, o IBGE anunciou que, em 2012, o crescimento da nossa economia foi de apenas 0,9%.

Como o Ministro da Fazenda poderá explicar à nossa “Presidenta” e à Nação esse pífio desempenho da nossa economia, considerando, principalmente, a diminuição dos juros pelo Banco Central e a redução do IPI na compra de veículos, fogões, geladeiras e outros produtos, como formula de estimular, mais ainda, o consumo? Como justificar esse baixo crescimento do PIB (produto interno bruto) e uma inflação de quase 6%, portanto, acima da meta?

Sinceramente espero que o Ministro Mantega não diga que esse “pibinho”, como disse a presidente Dilma, seja em razão da crise europeia, uma vez que será difícil explicar o fato do PIB do México, cuja economia é industrializada e não ser grande exportador de commodities, ter crescido 3,9% com uma inflação de 3,2%. E o Perú, cujo PIB cresceu 6,5% com uma inflação de 2,7%? O Chile que cresceu 5,6% com uma inflação de 1,8%? E a Colômbia, que cresceu 3,4% com uma inflação de 2%? Isto sem falar na Venezuela que teve um crescimento maior que o Brasil, apesar de estar com uma altíssima inflação e até sem governo.

O que houve com o Brasil em 2012? Será que a revista inglesa The Economist estava certa em sugerir a demissão do ministro Mantega? Ou será que a culpa é do conjunto do governo que, em vez de investir maciçamente na produção, optou erroneamente em incentivar, mais uma vez, o aumento do consumo da população?

Não sou economista. Contudo, acredito que a maior lição para o enfrentamento de crises foi dada pelo saudoso presidente Franklin Delano Roosevelt, dos EUA, quando enfrentou a grande depressão econômica de 1929. E o caminho trilhado por aquele estadista, foi investir maciçamente com recursos públicos na produção, obviamente, que em projetos de alta rotatividade e de rápido retorno.

Infelizmente o Brasil seguiu o caminho inverso. Em vez de apressar, por exemplo, a conclusão das obras de pavimentação de rodovias como a Cuiabá - Santarém (BR – 163) e Transamazônica (BR-230) que, aliás, integram o PAC I, estimulou novamente o consumo, como se as necessidades básicas de consumo da população não tivesse sido exauridas em 2008/2009, quando se utilizou dessa estratégia para enfrentar aquela crise de liquidez, que teve origem nos EUA.

Hoje, o Brasil convive com juros relativamente baixos, baixos índices de desemprego, reduziu-se os tributos de determinados bens de consumo e a nossa economia não deslanchou, o que prova o erro de estratégia. Agora a presidente Dilma anuncia, em Paris, a construção de 800 aeroportos, o que por si só é um absurdo e que bem demonstra o desespero do governo. Privatiza-se os aeroportos de Guarulhos, Campinas, Brasília, Galeão, Confins e outros. Edita-se Medida Provisória visando a modernização dos nossos portos, via privatização ou concessão. Anuncia-se novas regras de concessão ou de privatização de rodovias e ferrovias e assim por diante. Enquanto isso, apesar das Eclusas de Tucuruí terem sido inauguradas, ainda, no governo Lula, a hidrovia do Tocantins é subutilizada, porque, até agora, não foi feita a derrocagem do pedral do Lourenço, no município de Itupiranga. Isso tudo, sem falarmos na transposição das águas do rio S. Francisco para irrigar o semi-árido nordestino, cujas obras, aliás, se arrastam desde o ínicio do primeiro governo Lula. E a siderúrgica de Marabá. Vai ou não vai? E as refinarias de petróleo de Pernambuco e do Maranhão, que estão em obras desde o governo Lula e cuja demora obriga a Petrobrás a importar mais e mais óleo diesel, caríssimo, para alimentar as termoelétricas que geram energia elétrica no Brasil? Ai, perguntamos: O que queremos? Para onde vamos?...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Política de cotas


Editorial da Folha de São Paulo



Como era previsível, são acalorados os debates acerca da adoção de uma política de cotas pela USP.



O modelo foi proposto pelas reitorias das três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unicamp e Unesp) e tem o aval do governo do Estado, mas precisa ser aprovado até junho pelos respectivos conselhos universitários para ser posto em prática já a partir de 2014.



Tendo em vista as críticas que o projeto passou a sofrer, não é improvável que o debate se prolongue para além do prazo estipulado.



A proposta paulista de cotas tem, sobre a versão federal, a vantagem de não se limitar à simples reserva de vagas. Preocupa-se, também, em assegurar o preparo do aluno para acompanhar os cursos.



Até 2016, 20% das vagas seriam preenchidas por egressos de escolas públicas, que passariam antes por uma espécie de "college", um curso intermediário semipresencial de dois anos (ainda a ser criado). Outros 30% entrariam pelo vestibular, mas com bonificação para alunos da rede oficial; e 50% seguiriam o método clássico.



Lamentavelmente, no caso dos postos destinados a jovens vindos do ensino público, incluiu-se uma subcota racial de 35% (discriminação desnecessária, ainda que positiva, pois o critério social já permite a inclusão de não brancos).



Capacitar alunos desfavorecidos é importante, mas o modelo paulista termina por discriminar o jovem mais pobre. Afinal, determina que apenas ele passe pelo curso intermediário. Além disso, a reciclagem seria semipresencial -o estudante iria pouco ao campus, o que nada contribui para a inclusão.



Há críticas pertinentes, mas a janela é curta. Já tramitam na Assembleia Legislativa projetos de lei determinando que as universidades estaduais paulistas reservem 50% das vagas para cotistas, como nas congêneres federais.



Se as academias não alcançarem uma solução de consenso, são grandes as chances de que a controvérsia se encerre por força dos legisladores -a despeito do que pense a comunidade universitária.