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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

La suma de algunos miedos - PAUL KRUGMAN




La última crisis económica mundial, con todas sus complejidades, tuvo una  causa única y enorme: surgió una burbuja inmensa de vivienda y deuda, tanto en Europa como en Estados Unidos, y cuando ésta se desinfló, la economía mundial le siguió.

La mejor hipótesis es que la próxima recesión también se derivará de una mezcla de problemas, en lugar de tener una sola causa importante. Además,

en el transcurso de unos cuantos meses hemos comenzado a ver cómo podría suceder. No hay ninguna certeza de que una recesión sea inminente, pero algunos de nuestros miedos están comenzando a materializarse.

En este momento, identifico cuatro marcadas amenazas para la economía mundial. China: muchas personas, incluido quien escribe, han venido prediciendo una crisis china desde hace mucho tiempo, pero sigue sin suceder. La economía china tiene un profundo desequilibrio, hay demasiada inversión y muy poco gasto del consumidor, pero el gobierno ha podido alejarse del precipicio una y otra vez impulsando la construcción y ordenando a los bancos que faciliten los créditos al máximo.

Pero, ¿ha llegado finalmente el día del juicio final? Dada la resiliencia pasada de China, es difícil estar seguro. A pesar de ello, los datos recientes sobre la manufactura china parecen  funestos.

Europa: durante varios años tras la recuperación de la crisis del euro, Europa ocultó su debilidad económica subyacente, originada por una población que envejece y la obsesión  de Alemania con los superávits presupuestales. No obstante, su racha de buena suerte  parece estar llegando a su fin, debido a la incertidumbre en torno al Brexit y la crisis en cámara lenta de Italia que debilita la confianza. Como sucede con China, los datos recientes no son halagüeños. Y al igual que China, Europa es un gran actor en la economía mundial, así que sus tropiezos se harán sentir en todos, incluido Estados Unidos, por supuesto.

La guerra comercial: en las últimas décadas las empresas mundiales invirtieron enormes  sumas con base en la creencia de que el proteccionismo de la vieja guardia era una cosa del  pasado. No obstante, Donald Trump no sólo ha impuesto aranceles altos, ha mostrado estar  dispuesto a violar el espíritu, si bien no el texto, de los tratados comerciales existentes. No  hay que ser un doctrinario del libre comercio para creer que esto debe tener un efecto  económico recesivo.

El cierre del gobierno estadounidense: no sólo no se estaba pagando a los trabajadores federales, tampoco a los contratistas, a quienes nunca se les reembolsarán sus pérdidas. Es  muy probable que los cálculos convencionales del costo del cierre sean demasiado bajos,

porque no consideran la afectación que un gobierno que no funciona impondrá en todos los aspectos de la vida.

La buena noticia es que, incluso teniendo en cuenta todas estas negativas en conjunto, no se acercan a reproducir el golpe que la economía mundial recibió con la crisis financiera de  2008. La mala noticia es que no está claro qué puedan hacer o harán los legisladores para responder cuando las cosas salgan mal.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

ACONTECEU HOJE: Confira as principais notícias publicadas nesta 5ª-feira





MERCADO O Ibovespa encerrou em alta de 1,15%, aos 97.677,19 pontos, renovando seu recorde de fechamento pelo segundo dia seguido, com o otimismo diante de declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, prevalecendo no mercado. Investidores seguem confiantes de que o governo fará a reforma da Previdência, o que fez o Ibovespa ter um desempenho melhor do que outros mercados acionário no exterior. Após oscilarem entre perdas e ganhos, os principais índices de ações norte-americanos terminaram o dia mistos em meio aos resultados corporativos e ao temor dos investidores com as negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos. Com isso, o Dow Jones caiu 0,09%, 24.553,24 pontos Composto avançou 0,68%, 7.073,46 pontos e o S&P 500 recuou 0,13%, 2.642,33 pontos. 

O dólar comercial fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 3,7710 para venda, em dia de sessão volátil renovando mínimas e máximas sucessivas em movimento de correção, seguindo o mercado externo, onde o dólar operou em terreno positivo durante todo o pregão e ainda, com a postura de cautela dos investidores à véspera do feriado em São Paulo. Na semana marcada por feriado doméstico e nos Estados Unidos, o dólar subiu 0,34%. As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) encerraram a sessão em alta, em um movimento de ajuste após as quedas recentes e também sob a influência do leilão de títulos públicos, antes do feriado na cidade de São Paulo. Os investidores monitoraram o comportamento do dólar e do exterior, enquanto aguardam novidades sobre as propostas do governo Bolsonaro. Ao final da sessão regular, o DI para janeiro de 2020 ficou com taxa de 6,465%, de 6,445% no ajuste de ontem 7,20%, de 7,18% 8,29% comparação. BRASIL 

GOVERNO: Decreto/Lei de Acesso à Informação diminuirá burocracia - Mourão O decreto assinado hoje pelo presidente em exercício Hamilton Mourão, que altera a Lei de Acesso à Informação (LAI) e permite a classificação de dados do governo como ultrassecretos por servidores comissionados, não atentam contra a liberdade. "O decreto única e exclusivamente diminui a burocracia na hora de desqualificar alguns documentos sigilosos", afirmou Mourão. Documentos classificados como ultrassecretos tornam a informação sigilosa por até 25 anos. 

INFRAESTRUTURA: Governo fará leilão da BR-101/SC até final junho - ministro O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que o edital para concessão da BR-101 em Santa Catarina será lançado nos próximos dias, e que o leilão está previsto para acontecer até o final do primeiro semestre. 

AGRICULTURA: Tabela de frete nunca será justa, diz ministra A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que a tabela de frete rodoviário é um instrumento dispensável no livre mercado e nunca será completamente justa. ELETROBRAS: Após falha em equipamento, Angra 2 é desligada do SIN A Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, desconectou, ontem, a usina nuclear Angra 2 do Sistema Interligado Nacional (SIN), devido a uma falha em um dos transformadores principais do circuito de 500 megawatts (MW) da parte não-nuclear da usina. 

MUNDO EUA: Trump adia discurso do Estado da União após troca de cartas com Pelosi O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vai fazer o discurso do Estados da União no dia 29, como previsto, e que espera realizar o discurso "quando a paralisação parcial do governo acabar". 

RÚSSIA: Governo condena decisão dos EUA sobre Venezuela O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que os acontecimentos na Venezuela "chegaram a um ponto perigoso", que os opositores do presidente Nicolás Maduro escolheram um cenário de "confronto" e que qualquer ação estrangeira no país é "completamente inaceitável". 

DAVOS: Ritmo da desaceleração da China preocupa, diz Lagarde A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a desaceleração da economia da China não preocupa, mas sim seu ritmo, que pode não ser controlado pelas autoridades do país. 

EUA: Senado barra duas propostas para financiar gastos do governo - DJ News Duas propostas rivais para acabar com a paralisação parcial do governo norte-americano fracassaram no Senado, dando continuidade ao impasse sobre a construção de um muro na fronteira sul dos Estados Unidos com o México. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Copyright 2019 - Grupo CMA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

FMI: PIB mundial deve crescer 3,5% este ano ante projeção de 3,7% (amplia)

São Paulo, 21 de janeiro de 2019 - O Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 3,5% neste ano, 0,2 ponto percentual (pp) a menos do que a projeção feita em outubro, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2018, a projeção foi mantida em 3,7% e para 2020 a estimativa foi reduzida de 3,7% para 3,6%. 

"A revisão é modesta, porém acreditamos que os riscos de mais correções para baixo estão aumentando", afirma o FMI, acrescentando que enquanto os mercados financeiros das economias avançadas pareciam estar dissociados das tensões comerciais durante grande parte de 2018, entraram em conflito mais recentemente, tornando as condições financeiras mais difíceis e aumentando os riscos para o crescimento global.

O crescimento dos países desenvolvidos foi ligeiramente revisado para baixo em 2018 e 2019. Para 2018, a passou de 2,4% para 2,3%, enquanto para 2019 saiu de 2,1% para 2,0%. Para 2020, a estimativa é de 1,7%. No caso da eurozona, a projeção para 2018 passou de 2,0% para 1,8%. Para este ano passou de 1,9% para 1,6% e para 2020 é 1,7%. No caso do Japão, caiu de 1,1% para 0,9% em 2018, enquanto para este ano houve uma inversão, subindo de 0,9% para 1,1%. Em 2020 a economia japonesa deve crescer 0,5%. Segundo o FMI, a projeção do PIB para países emergentes este ano passou de 4,7% para 4,6% em 2018 e de 4,7% para 4,5% em 2019. Para 2020, a previsão é de 4,9%. A redução na projeção foi causada principalmente pela contração na Turquia, com o aumento das restrições nas condições financeiras do país. O relatório ainda destaca a desaceleração do crescimento do México entre 2019 e 2020, refletindo uma queda dos investimentos privados.
Copyright 2019 - Grupo CMA As perspectivas para os mercados emergentes e para as economias em desenvolvimento, de acordo com o FMI, refletem a continuidade dos fluxos de capital mais fracos dia de taxa de juros mais elevadas dos Estados Unidos e as depreciações cambiais, embora tenham se tornado menos extremas. "No geral, as forças cíclicas que impulsionaram o crescimento global desde meados de 2017 perderam força desde outubro. O comércio e o investimento diminuíram", diz o FMI.
Carolina Pulice / Agência CMA

segunda-feira, 16 de julho de 2018

MANCHETES: Veja as principais notícias divulgadas até o momento

CMA

São Paulo, 16 de julho de 2018 - Veja as principais notícias divulgadas até o início da tarde: FMI: Projeção de alta do PIB do Brasil em 2018 cai de 2,3% a 1,8% O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,8% este ano, segundo o relatório trimestral de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma forte revisão para baixo ante a expectativa divulgada em abril, que mostrava alta de 2,3%. Para o ano que vem, a projeção ficou inalterada em 2,5%. 

FMI: Projeção de alta do PIB da China fica em 6,6% p/ 2018 e 6,4% p/ 2019 A economia da China deve crescer 6,6% este ano e em 6,4% no ano que vem, segundo relatório trimestral do Fundo Monetário Internacional (FMI) com projeções econômicas mundiais. Os dados não sofreram alteração em relação ao relatório anterior, publicado em abril. 

EUA: Estoques de empresas sobem 0,4% em maio ante abril Os estoques das empresas dos Estados Unidos subiram 0,4% em maio ante abril, para US$ 1,936 trilhão, segundo dados ajustados para efeitos sazonais e divulgados pelo Departamento do Comércio. O dado veio em linha com a previsão dos analistas. Na comparação com maio de 2017, houve aumento de 4,4%. 

FMI: Projeção de alta do PIB mundial fica em 3,9% para 2018 e 2019 O Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 3,9% tanto em 2018 quanto em 2019, após o crescimento de 3,7% registrado em 2017, segundo o relatório trimestral de previsões econômicas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os dados não sofreram alteração na comparação com o relatório anterior, publicado em abril. 

EMBRAER: United Airlines fecha pedido de 25 jatos E175 por US$ 1,1 bilhão A Embraer fechou acordo com a United Airlines para fornecer 25 jatos E175, configurados com 70 assentos, em um contrato avaliado em US$ 1,1 bilhão, com base no preço atual de lista. 

VALE: Produção de minério sobe 5,3% no 2T18 a 96,755 mi t, com novo recorde A produção de minério de ferro da Vale somou 96,755 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano, com alta de 5,3% na comparação com os 91,849 milhões de toneladas verificados um ano antes, e novo recorde. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a produção da commodity subiu 18,1%. 

CHINA: PIB do 2T18 cresce 6,7% ante 2T17 O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,7% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando a meta do governo, que é de manter a expansão perto de 6,5% este ano. Os dados são da agência oficial de estatísticas do país. 

CHINA: Produção industrial cresce 6,0% em junho em base anual A produção industrial da China cresceu 6,0% em junho na comparação com igual período do ano anterior, após a alta de 6,8% registrada em maio, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Copyright 2018 - Grupo CMA

domingo, 20 de setembro de 2015

Ela é simplesmente uma trapalhona.Delfim Neto

Admitiu ter votado nela. Mas disse que não repetiria o gesto




Em entrevista à repórter Eliane Cantanhêde, veiculada no Estadão, o ex-ministro e ex-deputado federal Delfim Netto, 87, emitiu opiniões corrosivas sobre Dilma Rousseff. Admitiu ter votado nela. Mas disse que não repetiria o gesto. Considera a presidente “absolutamente honesta''. Mas fulmina o mito da gerentona: “…Ela é simplesmente uma trapalhona.”

Delfim referiu-se à decisão do governo de enviar ao Congresso um orçamento deficitário para 2016 como “a maior barbeiragem política e econômica da história recente do Brasil”. Vão abaixo algumas das declarações do economista:



— Dilma X Ex-Dilma: […] As pessoas sabem que a presidente é uma mulher com espírito muito forte, com vontades muito duras, e ela nunca explicou porque ela deu aquela conversão na estrada de Damasco. Ela deveria ter ido à televisão, já no primeiro momento, e dizer: “Errei. Achei que o modelo que nós tínhamos ia dar certo e não deu”. Mas, não. Ela mudou sem avisar e sem explicar nada para ninguém. Como confiar?

— Direção do vento: Ela mudou um programa econômico extremamente defeituoso, que foi usado para se reeleger. Em 2011, a Dilma fez um ajuste importante, aprovou a previdência do funcionalismo público, o PIB cresceu praticamente no nível do Lula. Mas o vento que era de cauda e que ajudou muito o Lula tinha mudado e virado um vento de frente. […] Então, ela foi confrontada em 2012 com essa mudança e com a expectativa de que a inflação ia aumentar e o crescimento ia diminuir e ela alterou tudo. Passou para uma política voluntarista, intervencionista, foi pondo a mão numa coisa, noutra, noutra, noutra… Aquilo tudo foi minando a confiança do mundo empresarial e, de 2012 a 2014, o crescimento vai diminuindo, murchando.

— Efeito urna: A tragédia, na verdade, foi 2014, porque ela [Dilma] usou um axioma da política, que diz que ‘o primeiro dever do poder é continuar poder’. No momento em que ela assumiu isso, ela passou a insistir nos seus equívocos. Aliás, contra o seu ministro da Fazenda, o Guido Mantega, que tinha preparado a mudança, tanto que as primeiras medidas anunciadas pelo Joaquim Levy já estavam prontas, tinham sido feitas pelo Guido. […] O Guido não tem culpa nenhuma. E, para falar a verdade, nenhum ministro da Fazenda da Dilma tem culpa nenhuma, porque o ministro da Fazenda é a Dilma, é ela. E o custo da eleição é o grande desequilíbrio de 2014.

— Déficit de credibilidade: Como a credibilidade do governo é muito baixa, o ajuste que ele [Joaquim Levy] fez encontrou muitas dificuldades, não teve sucesso porque não foi possível dizer que o ajuste era simplesmente uma ponte.

— Barbeiragem histórica: O primeiro equívoco mortal foi encaminhar para o Congresso uma proposta de Orçamento com déficit. Foi a maior barbeiragem política e econômica da história recente do Brasil. A interpretação do mercado foi a seguinte: o governo jogou a toalha, abriu mão de sua responsabilidade, é impotente, então, seja o que Deus quiser, o Congresso que se vire aí.

— Governo Frankenstein: A briga interna ocorre em qualquer governo, mas o presidente tem de ter uma coisa muito clara: ele opta por um e manda o outro embora. Um governo não pode ter dentro de si essas contradições, senão vira um Frankenstein. […] Quem tem de sair [Levy, Nelson Barbosa ou Aloizio Mercadante?] é problema da Dilma, mas quem assessorou isso do Orçamento com déficit levou o governo a uma decisão extremamente perigosa e desmoralizadora. E isso produziu um efeito devastador.

— Corte na carne dos outros: O aumento da Cide seria infinitamente melhor. CPMF é um imposto cumulativo, regressivo, inflacionário, tem efeito negativo sobre o crescimento e quem paga é o pobre mesmo. Ele está sendo usado porque o programa do governo é uma fraude, um truque, uma decepção – não tem corte nenhum, só substituição de uma despesa por outra e o que parece corte é verba cortada do outro. Dizem que vão usar a verba do sistema S. Ora, meu Deus do céu! R$ 1 do sistema S produz infinitamente mais do que R$ 1 na mão do governo. Alguém duvida de que o governo é ineficiente?

— Cobra mordendo o rabo: Eles vão ter de negociar [o pacote fiscal] com a CUT e com o PT, que é o verdadeiro sindicato do funcionalismo público. Então, é quase inconcebível e vai ter uma greve geral que vai reduzir ainda mais a receita. É uma cobra que mordeu o rabo. O aumento de imposto é 55% do programa; o corte, se você acreditar que há corte, é de 19%; e a substituição interna representa 26%. Ou seja, para cada real que o governo finge que vai economizar com salários, ele quer receber R$ 3 com as transferências e o aumento de imposto. No fundo, o esforço é nulo.

— Em quem votou? Na Dilma. Mas acho que o Aécio era perfeitamente ‘servível’. Teria as mesmas dificuldades que a Dilma enfrenta, porque consertar esse negócio que está aí não é uma coisa simples para ninguém, mas ele entraria com uma outra concepção de mundo, faria um ajuste com muito menos custo e a recuperação do crescimento teria sido muito mais rápida.

— Votaria de novo? Não, primeiro porque ela não pode ser candidata. É preciso dizer que eu acho a Dilma absolutamente honesta, com absoluta honestidade de propósito, e que ela é simplesmente uma trapalhona.

— Michel Temer seguraria o rojão? Acho que sim. Nós somos muito amigos. O Temer tem qualidades, é uma pessoa extraordinária, um gentleman e um sujeito ponderado, tem tudo, mas eu refugo essa hipótese enquanto não houver provas [contra Dilma], e vou te dizer: ele também.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"No Ceará, qualquer bodega tem um projeto, mas o Brasil não tem projeto"

Não há razão para a Selic ser tão alta no país, afirma Ciro Gomes





O ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (Pros), fez duras críticas ao momento político e econômico do país durante evento da revista CartaCapital, na sexta-feira (22), em São Paulo. Candidato ao Planalto em 1998 e 2002, ele comentou seu afastamento das disputas eleitorais, afirmando que Brasília "está dominada por uma coalizão de gatunos e incompetentes". Sobre o Congresso Nacional, disse que há "ladrões convocando CPIs e bandidos acusando gente séria de ser bandido".


Atualmente executivo na Transnordestina, subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Ciro participou de um painel sobre as exportações no Brasil junto com o ex-ministro da Defesa e das Relações Internacionais Celso Amorim e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni Neto.

A falta de planejamento do governo foi um dos alvos de suas críticas. "O Brasil não tem agenda", disse. "No Ceará, qualquer bodega tem um projeto, mas o Brasil não tem projeto", declarou.

Ele ainda criticou os atuais níveis da taxa de juros básica do Brasil. "A rentabilidade dos papéis do governo é mais alta que a rentabilidade média dos negócios e é por isso que os investimentos no Brasil estão parados", disse. "Alguém fure meu olho com uma razão técnica para a taxa de juros ser dessa altura, não há razão", assinalou.

domingo, 3 de agosto de 2014

Fogo amigo




"O que o banco [Santander] escreveu é bobagem, mas suas consequências, não. A partir da politização do caso pelo governo e da demissão pelo banco do analista que produziu o relatório, ninguém mais vai acreditar em qualquer informe de banco sobre a economia brasileira".



Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, em entrevista ao programa Canal Livre, da BAND.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Brasil tem reservas elevadas, mas posição macro complicada, diz IIF



WASHINGTON - A piora das condições financeiras globais encontra o Brasil com um balanço externo forte e reservas internacionais significativas, mas também com uma posição macroeconômica complicada, diz o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em relatório divulgado nesta quinta-feira.
Segundo o IIF, a inflação elevada limitou a perspectiva de o país confiar na desvalorização do câmbio para absorver choques, levando a um aperto pró-cíclico da política monetária. 

Mesmo com o ciclo de aumento da taxa Selic, que ontem foi elevada de 10,75% para 11% ao ano, a inflação continua teimosamente alta, podendo subir mais nos próximos meses, devido aos riscos de escassez derivados de uma seca prolongada, diz o IIF. 

Para a instituição, o ciclo de aperto monetário deve terminar com a elevação feita ontem, devido à expectativa de que os aumentos já promovidos vão afetar a dinâmica da inflação com defasagem. “Nós acreditamos, porém, que o aperto monetário terá que ser retomado no quarto trimestre, levando a Selic para pelo menos 12,25% no fim de 2015”, afirma o IIF.

Ao comentar a política monetária nos países emergentes, o IIF coloca o Brasil entre os países que começaram o processo de elevação dos juros mais cedo, ao lado de Índia e Indonésia. Para a instituição, isso os ajudou a manter a creibilidade da política e estabilizar o câmbio, apesar das condições mais difíceis de financiamento para esses países.

Outras economias adiaram o processo, mas tiveram que aumentar os juros com força em janeiro, depois de fortes depreciações do câmbio, como a Turquia. As reservas brasileiras elevadas são um trunfo importante, por permitir que o país forneça liquidez em dólar, caso seja necessário. 

Segundo a instituição, o mix de políticas desequilibrado e as reformas limitadas têm pesado no cres cimento brasileiro. Ao divulgar novas previsões para a economia global, o IIF elevou ligeiramente as projeções para a expan são do Brasil. Em 2014, a previsão subiu de 1,4% para 1,6% e para 2015, de 2,1% para 2,2%.




Por Sergio Lamucci | Valor

sábado, 29 de março de 2014

Tombini: Brasil está comprovadamente resistente a choques externos


SAUÍPE - A volatilidade “é do jogo e não deve ser confundida com vulnerabilidade”, observou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. Segundo ele, os bancos centrais devem estar atentos e os governos devem trabalhar em conjunto no sentido de adotar reformas e criar estímulos aos investimentos, principalmente, privados.

Em discurso do Fórum Econômico da América Latina, realizado pelo Institute of International Finance (IIF) na Costa do Sauípe, na Bahia, Tombini fez questão de mostrar aos participantes que o Brasil “comprovadamente” está mais resistente aos choques externos.

Além disso, ressaltou que a normalização das condições monetárias gera um realinhamento dos ativos financeiros, como por exemplo, o câmbio. “O ajuste não deve ser confundido com vulnerabilidade”, afirmou. “O Brasil é um país robusto e resistente a choque externos e tem sistema financeiro sólido”, acrescentou.

Para mostrar que a economia brasileira é sólida, Tombini destacou as elevadas reservas internacionais do país, que uma parcela pequena da dívida pública (17%) está nas mãos de não residentes e que o sistema financeiro está capitalizado.

O presidente do BC disse ainda que o Brasil tem respondido aos efeitos da crise e vai continuar respondendo de forma clássica, com austeridade na política macroeconômica e utilização de “colchão” para suavizar os preços dos ativos.

Tombini afirmou ainda que grande parte das regras de Basileia 3 estão definidas e muitos países, como é o caso do Brasil, já adotam as medidas. “A agenda regulatória do sistema financeiro global é simples, mas tem pendências a serem resolvidas.”
Por Edna Simão e Luciano Máximo | Valor


segunda-feira, 10 de março de 2014

Esclarecimento necessário

Lula fala na Itália e repercute no Brasil,  e mal. 


A Fala do ex-presidente Lula não foi recebida com alegria nos meios jornalistico que gostam encontrar os pontos fracos das intervenções pouco brilhantes do Lula. Ele já disse que o que realmente gosta é falar (não escrever, claro). 

Não adianta termos pleno emprego se a inflação se dispara a 100% ao dia. Não esqueçamos que os três fundamentos básicos ou mais importantes do modelo econômico sustentado pelo Petismo de Estado, tem sido:  taxa de crescimento econômica  alta e sustentada, Inflação baixa e,  alto superavit comercial. 
A Presidenta Dilma, precisamente tem invertido a ordem dos fundamentos. 

O Brasil vive uma fase pouco feliz de inflação em alta, taxas de crescimento baixas e uma queda brutal do superavit comercial, de mais de 85%, sustentado, apenas e unicamente, pelas exportações dos commodities. 


Ninguém está feliz por isso, entretanto, o que estamos percebendo tem sido uma crônica de uma crise já anunciada e que o governo pouco fez para resguardar os fundamentos econômicos do período áureo da economia brasileira.  
   





sábado, 8 de março de 2014

Inversão dos fundamentos econômicos no Governo Dilma


A característica da economia brasileira, nos anos que antecederam o governo Dilma, economia crescendo, inflação baixa e alto superavit comercial.

Hoje ao contrário, A taxa de crescimento econômico se encontra em queda,  a inflação em alta e o superávit também em queda de mais de 85%, não alcança nem a 2,5 bilhões.

domingo, 2 de março de 2014

Desoneração chega a R$ 1 bi

Impostos

Objetivo é atrair ao Pará investimentos privados de até R$ 3 bi em 2014





O Pará deverá abrir mão de R$ 1,13 bilhão em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) neste ano, para tentar atrair cerca de R$ 3 bilhões em investimentos. A expectativa é da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), que estima o retorno de R$ 3, para cada R$ 1 em incentivo fiscal. Essa política de renúncia fiscal, apontada pela secretaria como agressiva para vencer a guerra fiscal, visa deslanchar a economia do Estado com a atração de um grande volume de indústrias e empresas.

"Todos os Estados brasileiros têm incentivo fiscal. Se o Pará não tivesse incentivo, ninguém viria para cá. Tem que haver esse incentivo, que é previamente avaliado por uma comissão, formada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e outros órgãos, com critérios bastante técnicos, para que a gente chegue a conclusão que, apesar da aparente perda de receita, a gente vai ganhar muito lá na frente. Não estamos só falando do retorno financeiro, mas do grande efeito que uma empresa dessa traz, como a geração de empregos, renda, o aumento do poder de compra e, fora isso, a empresa melhora a questão da contratação do fornecedor local, entre outros pontos", explica o titular da Seicom, David Leal.

Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com base nas Leis de Diretrizes Orçamentárias, 23 das 27 unidades federativas têm política de renúncia fiscal. No total, esses Estados somam R$ 66,1 bilhões em desoneração tributária. O valor da renúncia do ICMS corresponde a 16% da arrecadação do ICMS prevista para 2014, que deve ficar entre R$ 390 bilhões e R$ 400 bilhões. Do montante que não será arrecadado, R$ 15,9 bilhões – 25% do total isentado – seriam repassados aos municípios, que reclamam da perda da receita e cobram uma reforma tributária.

Brasília
THIAGO VILARINS
Da Sucursal
*Colaborou RAFAEL QUERRER

sábado, 1 de março de 2014

Governo central tem menor superávit primário para janeiro desde 2009


BRASÍLIA - O governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC), registrou superávit primário de R$ 12,954 bilhões em janeiro, o que representa uma queda de 50,7% ante janeiro de 2012, quando esse saldo positivo foi de R$ 26,287 bilhões, segundo informou o Tesouro Nacional, na manhã desta sexta-feira, 28. 

O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2009, quando houve superávit de R$ 3,977 bilhões, e é reflexo de um superávit do Tesouro Nacional de R$ 17,462 bilhões, déficit da Previdência Social de R$ 4,595 bilhões e resultado positivo do Banco Central de R$ 87,4 milhões.

A queda 50,7% no superávit primário do governo central em janeiro ante mesmo período de 2012 decorre da redução na antecipação de pagamentos do ajuste anual do IRPJ/CSLL, referente a lucro obtido no ano anterior.

Além disso, disso houve incremento nas transferências para Estados e municípios em função do Refis, entre outros. Também foi verificado um aumento das despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), abono salarial e seguro-desemprego.

Nos 12 meses até janeiro, o superávit primário do governo central somou R$ 63,7 bilhões. Esse resultado representa 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo nota do Tesouro Nacional, a meta do governo central para o primeiro quadrimestre é de R$ 28 bilhões, sendo que, em janeiro, foi feito R$ 12,954 bilhões, ou seja, 46,3% da meta prevista para o quadrimestre.

No início deste ano, as despesas cresceram em ritmo mais forte do que as receitas. Foi uma alta de 19,5%, indo de R$ 75,405 bilhões em janeiro de 2013 para R$ 90,112 bilhões no primeiro mês deste ano.

Enquanto isso, a receita líquida total do governo central — que reúne Tesouro, Previdência e Banco Central (BC) — registrou crescimento de 1,4%, somando R$ 103,066 bilhões. No mesmo período do ano passado, a arrecadação líquida foi de R$ 101,693 bilhões.

Por Edna Simão e Lucas Marchesini | Valor