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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Brasil tem reservas elevadas, mas posição macro complicada, diz IIF



WASHINGTON - A piora das condições financeiras globais encontra o Brasil com um balanço externo forte e reservas internacionais significativas, mas também com uma posição macroeconômica complicada, diz o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em relatório divulgado nesta quinta-feira.
Segundo o IIF, a inflação elevada limitou a perspectiva de o país confiar na desvalorização do câmbio para absorver choques, levando a um aperto pró-cíclico da política monetária. 

Mesmo com o ciclo de aumento da taxa Selic, que ontem foi elevada de 10,75% para 11% ao ano, a inflação continua teimosamente alta, podendo subir mais nos próximos meses, devido aos riscos de escassez derivados de uma seca prolongada, diz o IIF. 

Para a instituição, o ciclo de aperto monetário deve terminar com a elevação feita ontem, devido à expectativa de que os aumentos já promovidos vão afetar a dinâmica da inflação com defasagem. “Nós acreditamos, porém, que o aperto monetário terá que ser retomado no quarto trimestre, levando a Selic para pelo menos 12,25% no fim de 2015”, afirma o IIF.

Ao comentar a política monetária nos países emergentes, o IIF coloca o Brasil entre os países que começaram o processo de elevação dos juros mais cedo, ao lado de Índia e Indonésia. Para a instituição, isso os ajudou a manter a creibilidade da política e estabilizar o câmbio, apesar das condições mais difíceis de financiamento para esses países.

Outras economias adiaram o processo, mas tiveram que aumentar os juros com força em janeiro, depois de fortes depreciações do câmbio, como a Turquia. As reservas brasileiras elevadas são um trunfo importante, por permitir que o país forneça liquidez em dólar, caso seja necessário. 

Segundo a instituição, o mix de políticas desequilibrado e as reformas limitadas têm pesado no cres cimento brasileiro. Ao divulgar novas previsões para a economia global, o IIF elevou ligeiramente as projeções para a expan são do Brasil. Em 2014, a previsão subiu de 1,4% para 1,6% e para 2015, de 2,1% para 2,2%.




Por Sergio Lamucci | Valor

domingo, 6 de janeiro de 2013

Torturadora moderna

Se existisse uma verdadeira lei de imprensa, essa mulher estaria presa....

Ela é um obstáculo ao Pensamento Único....

"A bagunça da atual administração da política econômica".


Por Miriam Leitão


Pode levar anos para consertar o que a bagunça da atual administração da política econômica do Brasil tem feito. Aos poucos, está sendo dilapidado o patrimônio de solidez fiscal do país. Com truques contábeis, jeitinhos, mudanças de regras, invenções, o ministro Guido Mantega está minando o que o Brasil levou duas décadas para construir: a base da estabilização.

De todos os erros do ministro, esse é o pior. Mantega está tirando a credibilidade dos números das contas públicas. Mesmo quem acompanha o assunto já não sabe mais o valor de cada número que é divulgado.

O governo autorizou o resgate antecipado de R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano. Isso é 81% de um dos fundos do FSB. Além disso, o BNDES pagou R$ 2,3 bilhões e a Caixa R$ 4,7 bilhões, definindo esse dinheiro como dividendo antecipado para o Tesouro.

Está fabricando dinheiro. O Tesouro se endivida, manda o dinheiro para os bancos públicos, depois extrai deles recursos antecipados, alegando serem dividendos de balanços ainda nem fechados. Os recursos são registrados como arrecadação no fechamento das contas do ano. É estelionato fiscal.

Foram tantos truques em que dívida do Tesouro virou receita do governo para fingir o cumprimento de metas fiscais que hoje ninguém sabe dizer qual parte é confiável dos números que o governo divulga. Só com truques, diferimentos, transformismos e abracadabras, o Ministério da Fazenda conseguiu chegar à meta do ano.

A Caixa recebeu dinheiro público recentemente, e agora está antecipando dividendos ao Tesouro. A capitalização foi feita para fortalecer a instituição centenária da fragilidade financeira em que ficou após operações como a compra de 49% de um banco falido, no qual teve depois que despejar mais dinheiro.

As transferências para o BNDES aproximam-se de R$ 300 bi. Nascem como dívida, viram empréstimo subsidiado, e depois dividendo antecipado para o Tesouro. Com manobras circulares assim que se montou o mais nefasto e inflacionário dos mecanismos do passado, a conta movimento.

O Fundo Soberano era para ser um fundo de longo prazo onde fosse feito um esforço extra de poupança para momentos de crise. Em 2012 o país não cresceu, mas não foi ano exatamente de crise.

A mudança da Lei de Responsabilidade Fiscal é um atentado à viga mestra do edifício que os brasileiros construíram para ter uma moeda estável. Se a Fazenda considera que o custo da dívida dos entes federados ficou incompatível com a atual taxa de juros no Brasil, precisa abrir um debate amplo, sério e transparente para se encontrar a saída sem fazer rachaduras na sustentação da estabilidade.

Na época da renegociação, foram oferecidas duas taxas de juros aos devedores: quem fizesse um ajuste prévio pagaria 6%, quem não quisesse fazer pagaria 9%. A prefeitura de São Paulo escolheu não se ajustar e pagar mais. Agora, o governo está oferecendo a todos os juros de 4%.

A conta dos desatinos fiscais da atual equipe econômica chegará, mas quando os autores das artimanhas contábeis não estiverem mais lá para responder. Como sempre, a conta cairá sobre a população. O governo militar inventou artefatos de fabricação de dinheiro que produziram inflação. A democracia consumiu uma década para desarmar essas bombas. Os riscos a que o governo tem exposto o país são enormes.

Era preferível o governo ter simplesmente admitido que em 2012 arrecadou menos do que previa e, por isso, não pôde cumprir a meta. Ao mesmo tempo, se comprometeria a fazer esforço extra em ano de maior crescimento.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Industria automotriz - Complexo brasileiro de país desenvolvido


 

BNDES aprova R$ 307,4 milhões para a Hyundai

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 307,4 milhões à Hyundai Motor Brasil para a implantação de uma unidade industrial em Piracicaba (SP) destinada à produção de veículos de passeio.

Esta será a primeira fábrica da sul-coreana Hyundai no país, com produção estimada de cerca de 150 mil unidades por ano. O prazo previsto para a conclusão das obras da fábrica, instalação e teste de equipamentos é março próximo.

A produção será de veículos batizados provisoriamente de “Projeto HB”, especialmente desenvolvidos para atender às necessidades dos consumidores brasileiros. Os veículos da família HB serão distribuídos em três modelos: Hatchback (5 portas), Sedan (4 portas) e Mini SUV (utilitário com 5 portas), equipados com motorização 1.0L e 1.6L flex e câmbio manual ou automático.

O início da produção de veículos está previsto para o final deste ano, com o modelo Hatchback. Os modelos Sedan e Mini SUV têm lançamento previsto para 2013. Todos os modelos terão, desde o início de sua produção, o índice de nacionalização mínimo exigido na legislação brasileira.

(Valor

Lucro da General Motors sobe para US$ 7,6 bilhões em 2011

Por Eduardo Laguna | Valor
SÃO PAULO – A General Motors (GM) informou hoje nos Estados Unidos que alcançou lucro líquido de R$ 7,6 bilhões no ano passado, resultado que superou em 61,7% os ganhos do exercício anterior, de US$ 4,7 bilhões.

Puxado pelo bom desempenho na América do Norte, o resultado veio na esteira de um crescimento de 11% da receita, que chegou a US$ 150,3 bilhões, enquanto o resultado operacional medido pelo Ebit (o lucro antes dos resultados financeiros e impostos) subiu para US$ 8,3 bilhões, em valores ajustados, ante US$ 7 bilhões de um ano antes.

“Em nosso primeiro ano como empresa aberta, nós crescemos nas linhas de cima e de baixo (do balanço), avançamos nosso market share global e fizemos investimentos estratégicos em nossas marcas pelo mundo”, comemora o presidente da montadora, Dan Akerson. Só no quarto trimestre, o lucro líquido somou US$ 500 milhões, em linha com o desempenho do mesmo trimestre de 2010.

No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, a montadora detalha que o lucro operacional medido pelo Ebit ficou em US$ 7,2 bilhões na América do Norte, acima dos US$ 5,7 bilhões de 2010. O resultado compensou as perdas de US$ 700 milhões e US$ 100 milhões na Europa e na América do Sul, respectivamente.

A empresa diz que espera um aumento de receita neste ano, como resultado do crescimento da indústria automobilística global. Além disso, prevê melhora de preços, com uma inflação de custos moderada. Por outro lado, a expectativa é que o mix de produtos e gastos de pensão sejam desfavoráveis.

Os investimentos da GM previstos para este ano são da ordem de US$ 8 bilhões. A montadora promete manter uma estratégia agressiva no desenvolvimento de produtos e tecnologia.
(Eduardo Laguna | Valor)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A inflação se combate com política pública....

A alta da taxa de juros e a política cambial também.


Quem assiste as declarações oficiais se leva a impressão que o brasileiro é o verdadeiro culpado pela alta da inflação. Parece que quem paga a passagem do ônibus, a escola das crianças a conta do supermercado, a saúde da família etc. devem fazer um esforço adicional para que a inflação não siga crescendo.

Não faz seis meses que o governo pedia que os brasileiros fossem às compras, comprassem carros, geladeiras, fogões, que levassem à família de férias e, que quanto mais gastassem o Brasil mais cresceria e os brasileiros mais dinheiro teríamos no bolso. 

Hoje parece que essa festança está para acabar, existe, é verdade uma onda de inflação no mundo e Brasil não escapa a esse processo. Entretanto, longe de ser válida a explicação do mal menos do Ministro Mantega. 

O Ministro disse que o Brasil "não está mal na foto" da inflação mundial. Ele apresentou dados que mostram que diversos países emergentes também lutam contra a alta dos preços. Enquanto o Brasil tem hoje uma inflação estimada em 6,3% para 2011 (faltam ainda 8 meses para fim do ano), na Rússia, essa projeção é de 9,4% e na Índia, de 8,8%.
É só esses dois países emergentes que superam Brasil, o resto está abaixo em projeções de inflação.

Se compararmos com países da América Latina, só a inflação da Argentina e Venezuela, supera a inflação do Brasil, os demais países como Chile, Peru, Colômbia, Equador, etc. estão com inflação e projeções de inflação mais baixa que Brasil. 

Isso sem considerar as taxas de juros que nesses países é como máximo de 2%, além de que contam com uma política cambial que matem a taxa de câmbio equilibrada. 

A inflação não pode ser considerada isolada das outras variáveis monetárias e, ainda mais, não pode ser desligada da política industrial e de exportações. 

Consideradas essas variáveis todas, o Brasil deve prontamente repensar sua política econômica.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Guerra cambial pode abrir guerra no comércio

Os Estados Unidos abriram o placar, e o Brasil decide, em breve, se participará também do jogo de salvaguardas contra as importações chinesas. Em dezembro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) deu ganho de causa, por goleada, aos EUA, no primeiro caso de aplicação de salvaguardas especiais (aumento de tarifas extraordinário) contra importações da China. No Brasil, as indústrias de máquinas e equipamentos acabam de pedir barreiras semelhantes, ao Ministério do Desenvolvimento. A reação dos chineses a essas medidas ainda é uma incógnita.

 Ao ingressar na OMC, em 2001, a China aceitou medidas excepcionais para acalmar outros países, temerosos de uma enxurrada de mercadorias fabricadas pela barata mão de obra chinesa. Uma dessas medidas, a possibilidade de salvaguardas contra produtos têxteis, já teve expirado seu prazo de aplicação. A outra, a possibilidade de aplicar salvaguardas especiais contra surtos de importação danosa de outros produtos da China, vence só em 2013. Essa arma foi inaugurada contra a China, com êxito, pelos EUA, para barrar a entrada de pneus fabricados no Oriente.

A salvaguarda - sob a forma de tarifas de até 35%, decretadas em 2009 pelo presidente Barack Obama - foi questionada pela China na própria OMC, sob o argumento de que seria indevida. Ironias da globalização: os pneus são fabricados na China pelos próprios americanos, que decidiram trasladar fábricas para lá.
Adoção de salvaguardas é vista pela China como medida de agressão
Quem se queixou e pediu a salvaguarda foi o sindicato dos metalúrgicos, fato lembrado pela China para contestar, sem sucesso, a decisão dos EUA. Afinal, a OMC aceitou uma medida para proteger uma indústria que não queria proteção. É um fato interessante, mas outros pontos chamam maior atenção.

A decisão da OMC, primeira sobre um caso de salvaguarda anti-China, saiu em dezembro. Neste mês de abril, os chineses apenas insinuaram que poderão retaliar. Em um movimento que analistas na China classificaram como reação às salvaguardas, mas de baixo potencial de dano aos EUA, os chineses anunciaram que devem concluir em breve investigações que provam a venda por preços abaixo do normal, de automóveis de cinco fabricantes americanos, entre eles General Motors e Chrysler. Ainda não se fala, porém, de medidas antidumping ou outras barreiras punitivas.

É apenas um alerta chinês de que o país cavará toda possibilidade dentro das regras internacionais para responder a ataques a suas vendas. Os chineses têm reagido com indignação à ameaça de se usar as salvaguardas, que foram obrigados a aceitar para entrar na OMC.

O governo brasileiro sabe dos riscos, tanto que evitou, até agora, a medida. Até usou essa cautela como argumento para que os chineses aceitassem, como aceitaram, uma escalada de medidas antidumping no Brasil contra mercadorias da China, além do adiamento para data indefinida do reconhecimento formal da China como economia de mercado - o que dificultaria os processos contra mercadorias chinesas por dumping.

Ainda na China, há duas semanas, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, revelou ao Valor a decisão concretizada na semana passada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos para a Indústria, a Abimaq, de abrir processos pedindo salvaguardas contra diversos produtos chineses. As salvaguardas são de aplicação mais fácil e rápida que qualquer outro instrumento de defesa comercial.

No seminário para empresários promovido em Pequim, o vice-presidente da Abimaq José Velloso Dias Cardoso, acusou os chineses de venderem produtos, como válvulas e chaves de fenda, a preços capazes de fechar indústrias no Brasil. A Abimaq fez um estudo apontando preços médios para alguns desses produtos abaixo até do preço médio internacional da matéria-prima.

"É a nossa Bíblia", comentou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, ao ouvir de Velloso, no seminário, que o governo já recebeu o levantamento da associação com a comparação entre os preços chineses e os internacionais. De fato, impressionado, o ministro Pimentel exibe o estudo em uma mesa do gabinete, e orientou técnicos do ministério a estudar ações possíveis contra importações da China. Ele não pareceu interessado em deixar que considerações políticas sobre o "aliado estratégico" impeçam medidas para conter os chineses.

A adoção de salvaguardas é vista pela China, porém, como medida de agressão, e ameaças veladas de retaliação já foram feitas antes. O Brasil terá de lidar com o dilema de usar todos os instrumentos legais de que dispõe para proteger empresas nacionais e arriscar-se a despertar má vontade do principal parceiro comercial que, timidamente, começou há poucos dias a acenar com medidas para aumentar o valor agregado das compras de produtos brasileiros.

A China já vem fazendo uma transição de seu modelo exportador para um mais voltado ao mercado externo, mas os chineses sabem que não podem abrir mão rapidamente dos mercados que se alimentam de sua produção - e sustentam a geração de emprego no mercado chinês. A ação americana, seguida da brasileira, pode ser prenúncio de um ataque generalizado às invencíveis exportações chinesas, e o governo comandado por Hu Jintao não se dispõe a sancionar precedentes.

A ação aberta pela Abimaq será um teste duplo: para as relações entre Brasil e China e para a atuação chinesa em um mercado cada vez mais tentado pela saída protecionista. Acossados por custos absurdos no Brasil e pela valorização desenfreada do real, segmentos da indústria brasileira podem aproveitar a porta aberta pelos fabricantes de máquinas para impor ao governo uma sucessão de testes semelhantes, no futuro próximo.

Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras
E-mail sergio.leo@valor.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Governo amplia controle de agências

Novos cargos para o comando dos órgãos reguladores serão entregues a profissionais mais alinhados com a presidente Dilma Rousseff

BRASÍLIA - As agências reguladoras vão começar a ganhar um perfil mais alinhado com a presidente Dilma Rousseff ainda neste ano. As indicações para os cargos em aberto já foram iniciadas pelo Palácio do Planalto. Até o fim do ano, o comando de órgãos reguladores importantes, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estarão sob nova gestão.

As indicações políticas não estão completamente vetadas pelo novo governo, mas os partidos alinhados terão de encontrar, entre seus apadrinhados, pessoas com conhecimento técnico efetivo para entrarem na disputa pelos cargos. A orientação foi repassada por Dilma a todos os ministros nos primeiros dias do seu governo.
A ANP sofrerá as maiores mudanças. O órgão vem operando com quórum mínimo, já que dois dos quatro assentos da diretoria estão vagos há alguns meses. No início do mês, o governo encaminhou ao Senado as indicações de Florival Carvalho e Helder Queiroz para ocupar os cargos em aberto.

Carvalho já trabalha na ANP como superintendente de Planejamento e Pesquisa e é filiado ao PCdoB de Pernambuco. Queiroz é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integrante do núcleo de Energia do Instituto de Economia. Em dezembro, será a vez de trocar a direção-geral da ANP, com o fim do segundo mandato de Haroldo Lima, também ligado ao PCdoB.

Racha. Na Anatel, a escolha do indicado à quinta vaga no Conselho Diretor do órgão já gerou um racha no PT. De um lado, o ex-ministro José Dirceu tenta emplacar o nome de Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, irmão do líder do partido na Câmara, Paulo Teixeira. Do outro, o deputado Arlindo Chinaglia (SP) luta para colocar no órgão regulador Luiz Prado, ex-integrante do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O comando-geral da Anatel deve ser trocado em novembro, quando se encerra o mandato do ex-ministro Ronaldo Sardenberg. Na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a presidência está sendo exercida interinamente pelo diretor Carlos Eduardo Peregrino desde que Solange Vieira deixou o cargo, no mês passado.
As agências reguladoras têm como finalidade regular e fiscalizar as atividades de setores como energia elétrica, telecomunicações, petróleo, recursos hídricos, mercado de comunicação, planos e seguros de saúde suplementar, mercado de fármacos e vigilância sanitária, aviação civil e transportes terrestres.

Foram criadas na década passada para regular e fiscalizar a atuação de empresas privadas que assumiram funções antes exercidas pelo Estado. Embora vinculadas aos ministérios do respectivo setor, as agências reguladoras devem ser independentes.

Herança bendita: Capacidade de oferecer milagres


Pimentel acredita que Foxconn investirá R$ 12 bilhões e criará 100 mil empregos no Brasil  

O ministro da Indústria e do Comércio, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira, 20/04, durante entrevista ao programa "Bom Dia Ministro", da NBR TV, que se criou uma "certa seleuma" com relação aos números anunciados pela Foxconn de investimentos no Brasil, durante a visita da presidenta Dilma Rousseff à China. "Isso é um processo longo, a empresa não vai chegar aqui do dia para a noite e contratar 100 mil pessoas", disse Pimentel, lembrando que os chineses projetam esse investimento para um período de cinco anos.
 
Mas deixou claro que acredita ser "perfeitamente possível que a Foxconn complete seu programa de investimentos ( R$ 12 bilhões) e chegue aos números que anunciou" não entrando, porém, no mérito de que oficialmente a empresa não confirmou nem desmentiu essas informações. Na realidade, elas partiram do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que também viajou com a presidenta Dilma à China.

Pìmentel também jogou no dúbio com relação aos locais ondes esses investimentos serão feitos. Lembrou que os contatos do governo não se restringiram à Foxconn. Disse ser possível que pelo menos uma delas (Foxconn, Huawei e ZTE)  resolva se instalar no Pólo Industrial de Manaus, assunto que não foi até agora cogitado por nenhuma das companhias.

Mudando de tema, defendeu as Lan Houses, que acabaram de ter um projeto de Lei de regulmentação aprovado pela Câmara, mas que ainda falta passar pela análise no senado. A entrevista do ministro Fernando Pimentel foi concedida a uma cadeia nacional de rádio formada pelo programa de rádio "Bom Dia, Ministro", produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
CDTV do portal Convergência Digital reproduz os principais trechos da entrevista referentes ao setor de Tecnologia.

 
Comentário do Blog que conhece a máquina por dentro. 

Percebe-se falta de foco na política econômica do governo da presidenta Dilma. Lula terminou seu governo prometendo grandes investimentos (cerca de 2 trilhões de reais eram os investimentos pactuados pelos órgãos de financiamento, no PAC1 e PAC2), alguns compromissos seriam assumidos pela iniciativa privada. Caso concreto Belo Monte, mas agora, o Governo será o principal investidor da obra. Igual panorama no Trem Bala. 

Essa obra sairá extremamente cara, se comparados os preços internacionais. Já foi postado neste mesmo Blog um cálculo que mostra que o custo por km do trem chinês está sendo de $ 2.250.000 (dólares) o km e o nosso vai ficar em $ 43.750.000 (dólares) o km.
A realidade de hoje é uma diminuição enorme de investimentos produtivos e grande parte da política pública está voltada, não para dar um novo impulso à economia e sim para frear o sobreaquecimento da economia.

Não está claro o discurso desenvolvimentista da presidenta e o discurso dos responsáveis pela política monetária, industrial e de inovação. Esses setores não dialogam, não conversam. Mais ainda, eles têm posturas diferentes em quanto aos principais eixos da política econômica. Resultado Zero avanço. 
Quais os mecanismos de política econômica e financeira utilizados?
  • Basicamente a política monetária. Resultado, alta de juros, encarecimento do crédito, ruim para quem quer investir.
  • Taxa de cambio, valorização do Real. Já dizia um economista que a inflação aleija, mas o câmbio mata. Resultado, golpe mortal na indústria nacional, perda total de competitividade, desindustrialização, que, unida a uma tendência global de “reprimarização” das economias emergentes, nós colocam novamente no século em que éramos simples exportadores de matérias primas.
Há um problema na condução da política econômica, industrial, de inovação e sua relação com a política monetária. 
Falta musculatura aos líderes do governo nesse item. Fora do Tombini, Mantega (e sua equipe técnica), além do Luciano Coutinho (excelente), o resto é fraco. Pimentel foi um prefeito é só. Com falta de visão de conjunto da política econômica não tem um discurso afinado com os outros setores. Pimentel cometeu um dos erros mais graves de uma liderança, se rodeou de pessoas também fracas e só alguns estão dando um bom retorno, o resto, desprezível. 
Meu pai sempre me disse, " te rodeis de pessoas mais competentes do que tu, assim tu terás para onde correr". Isso não foi feito por alguns ministros que estão aí. Depois de serem derrotados em eleições, receberam como prêmio de consolação um presente e foi o melhor presente. Isso a Presidenta esqueceu, prêmio de consolação é aquele que sobra dos presentes e não os melhores. 
Outro ministro fraco é o Mercadante. Também recebeu o melhor premio de consolação e deu no que deu.Esse será tema de outra postagem.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Empresário industrial está menos otimista em abril, diz CNI

SÃO PAULO - Diante do aumento da inflação e da queda nas expectativas de crescimento, os empresários industriais estão menos otimistas. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que em abril recuou pelo terceiro mês consecutivo. O indicador somou 59,7 pontos, uma queda de 0,8 ponto em relação a março. Foi a primeira vez desde julho de 2009 que o índice ficou abaixo dos 60 pontos.
Depois de perder 7,2 pontos desde abril de 2010, o ICEI fechou abril no mesmo patamar de sua média histórica. O indicador varia de zero a cem, e valores acima de 50 pontos sinalizam otimismo.

De acordo com o gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, após o pico de janeiro de 2010, quando o índice da confiança do empresário industrial atingiu 68,7 pontos, a tendência era de acomodação entre 60 e 65 pontos. “Nós não esperávamos que a queda continuasse neste ano”, explicou.  “A inflação está corroendo o poder de compra e as medidas do Banco Central visam reduzir a demanda”, afirmou, explicando que, como consequência, os empresários tendem a conter investimentos e acreditar menos no crescimento econômico.

O índice da confiança do empresário relativo às condições atuais de seus negócios e da economia nacional caiu de 52,1 pontos em março para 50,5 em abril, no limite do pessimismo. Em relação às expectativas futuras, a confiança permanece alta, com indicador em 64,3 pontos. Porém, houve queda significativa frente às expectativas de abril de 2010, quando a medição foi de 69,7 pontos. Para Fonseca, se as condições continuarem piorando, a tendência é que a confiança nas expectativas futuras diminua ainda mais.

O setor da indústria extrativa foi o único que obteve alta no índice de confiança (de 61,9 para 63,1 na variação mensal). De acordo com Fonseca, a causa disso é a elevada demanda internacional por commodities, especialmente petróleo e minério de ferro. “O preço alto compensa a valorização cambial”, afirmou.

Já a confiança do empresário da indústria de transformação teve queda significativa em abril, chegando a 58,1 pontos. Em março o índice marcava 59,0 e, em abril do ano passado, 65,7. Os industriais do couro e da madeira são os menos otimistas, com índices de 49,6 e 50,3 respectivamente. “Esse é um setor que compete muito com as exportações e tem dificuldades por causa disso”, disse Fonseca.

A pesquisa foi feita entre 31 de março e 14 de abril, com 1957 empresas (1072 pequenas, 601 médias e 284 grandes).