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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Herança bendita: Capacidade de oferecer milagres


Pimentel acredita que Foxconn investirá R$ 12 bilhões e criará 100 mil empregos no Brasil  

O ministro da Indústria e do Comércio, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira, 20/04, durante entrevista ao programa "Bom Dia Ministro", da NBR TV, que se criou uma "certa seleuma" com relação aos números anunciados pela Foxconn de investimentos no Brasil, durante a visita da presidenta Dilma Rousseff à China. "Isso é um processo longo, a empresa não vai chegar aqui do dia para a noite e contratar 100 mil pessoas", disse Pimentel, lembrando que os chineses projetam esse investimento para um período de cinco anos.
 
Mas deixou claro que acredita ser "perfeitamente possível que a Foxconn complete seu programa de investimentos ( R$ 12 bilhões) e chegue aos números que anunciou" não entrando, porém, no mérito de que oficialmente a empresa não confirmou nem desmentiu essas informações. Na realidade, elas partiram do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que também viajou com a presidenta Dilma à China.

Pìmentel também jogou no dúbio com relação aos locais ondes esses investimentos serão feitos. Lembrou que os contatos do governo não se restringiram à Foxconn. Disse ser possível que pelo menos uma delas (Foxconn, Huawei e ZTE)  resolva se instalar no Pólo Industrial de Manaus, assunto que não foi até agora cogitado por nenhuma das companhias.

Mudando de tema, defendeu as Lan Houses, que acabaram de ter um projeto de Lei de regulmentação aprovado pela Câmara, mas que ainda falta passar pela análise no senado. A entrevista do ministro Fernando Pimentel foi concedida a uma cadeia nacional de rádio formada pelo programa de rádio "Bom Dia, Ministro", produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
CDTV do portal Convergência Digital reproduz os principais trechos da entrevista referentes ao setor de Tecnologia.

 
Comentário do Blog que conhece a máquina por dentro. 

Percebe-se falta de foco na política econômica do governo da presidenta Dilma. Lula terminou seu governo prometendo grandes investimentos (cerca de 2 trilhões de reais eram os investimentos pactuados pelos órgãos de financiamento, no PAC1 e PAC2), alguns compromissos seriam assumidos pela iniciativa privada. Caso concreto Belo Monte, mas agora, o Governo será o principal investidor da obra. Igual panorama no Trem Bala. 

Essa obra sairá extremamente cara, se comparados os preços internacionais. Já foi postado neste mesmo Blog um cálculo que mostra que o custo por km do trem chinês está sendo de $ 2.250.000 (dólares) o km e o nosso vai ficar em $ 43.750.000 (dólares) o km.
A realidade de hoje é uma diminuição enorme de investimentos produtivos e grande parte da política pública está voltada, não para dar um novo impulso à economia e sim para frear o sobreaquecimento da economia.

Não está claro o discurso desenvolvimentista da presidenta e o discurso dos responsáveis pela política monetária, industrial e de inovação. Esses setores não dialogam, não conversam. Mais ainda, eles têm posturas diferentes em quanto aos principais eixos da política econômica. Resultado Zero avanço. 
Quais os mecanismos de política econômica e financeira utilizados?
  • Basicamente a política monetária. Resultado, alta de juros, encarecimento do crédito, ruim para quem quer investir.
  • Taxa de cambio, valorização do Real. Já dizia um economista que a inflação aleija, mas o câmbio mata. Resultado, golpe mortal na indústria nacional, perda total de competitividade, desindustrialização, que, unida a uma tendência global de “reprimarização” das economias emergentes, nós colocam novamente no século em que éramos simples exportadores de matérias primas.
Há um problema na condução da política econômica, industrial, de inovação e sua relação com a política monetária. 
Falta musculatura aos líderes do governo nesse item. Fora do Tombini, Mantega (e sua equipe técnica), além do Luciano Coutinho (excelente), o resto é fraco. Pimentel foi um prefeito é só. Com falta de visão de conjunto da política econômica não tem um discurso afinado com os outros setores. Pimentel cometeu um dos erros mais graves de uma liderança, se rodeou de pessoas também fracas e só alguns estão dando um bom retorno, o resto, desprezível. 
Meu pai sempre me disse, " te rodeis de pessoas mais competentes do que tu, assim tu terás para onde correr". Isso não foi feito por alguns ministros que estão aí. Depois de serem derrotados em eleições, receberam como prêmio de consolação um presente e foi o melhor presente. Isso a Presidenta esqueceu, prêmio de consolação é aquele que sobra dos presentes e não os melhores. 
Outro ministro fraco é o Mercadante. Também recebeu o melhor premio de consolação e deu no que deu.Esse será tema de outra postagem.

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