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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Secretária da SEICOM, Pará entrevistada na CNN



Nesta sexta-feira (30), a Secretária Maria Amélia Enríquez (Seicom) concedeu entrevista à CNN/Chile, falando sobre a importância do Estado do Pará conhecer com mais detalhes a experiência do Chile sobre a formalização de pequenas empresas da mineração. O estabelecimento de uma parceria entre Chile e Pará para um intercâmbio técnico, visando o desenvolvimento de territórios com mineração também foi pauta do diálogo.

Na viagem, a Secretária foi recebida pelo Vice-Ministro de Minas do Chile, Ignácio Moreno Fernando, que propôs a realização de um Termo de Cooperação Técnica visando parceria para temas de interesse comum.

Leia mais detalhes em breve acompanhando o site e a fan-page da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração - Seicom.
Matéria de Andréa Lia (SEICOM)

Maria Amélia junto com o Vice-Ministro de Minas do Chile, Ignácio Moreno Fernando


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pedro Simon

Cortesia com o chapéu alheio


O tema é sempre atual e ninguém mais desconhece que é cada vez mais urgente e necessária a construção de um novo pacto federativo no país. Uma nova relação entre União, Estados e Municípios fundada na cooperação e na solidariedade entre os entes federados. A realidade é de dificuldades crescentes para os municípios. A crônica escassez de recursos contrasta com a ampliação do repasse de serviços e obrigações por parte da União, sem a correspondente transferência de verbas.

Outro problema é a política do governo federal de desonerar do pagamento de impostos e tributos alguns produtos, com a intenção de facilitar a venda e o consumo. O socorro à indústria automobilística, por exemplo, salva empregos. Mas o custo dessa política para a sociedade é alto, cerca de US$ 1 milhão em média para cada emprego mantido. Boa parte desses recursos é apropriada pelas empresas e enviada às suas matrizes no exterior, classificada como lucro. Uma parcela desse dinheiro deveria retornar às prefeituras. É como diz o ditado popular, a União está simplesmente fazendo cortesia com o chapéu alheio.

Para protestar contra essa situação e sensibilizar a sociedade para demandas que são coletivas e dizem respeito ao cotidiano das pessoas, a Confederação Nacional dos Municípios organizou esta semana a sua 17ª. Marcha à Brasília. A iniciativa tem o objetivo de apresentar reivindicações ao governo e ao Congresso Nacional, a exemplo da compensação por perdas financeiras provocadas pela desoneração do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e o aumento de 2% no Fundo de Participação dos Municípios, entre outros pontos.

Sou testemunha dessas manifestações ao longo desses anos, em Brasília. Houve ocasião em que os prefeitos sequer foram recebidos pelo governo. Dessa vez, a presidenta da República não foi ao encontro, ao contrário do que acontecia nas Marchas anteriores, uma rotina inaugurada por Lula. Mas, ainda há tempo, a Marcha termina hoje. Participar seria um sinal de compreensão diante do problema dos municípios. Afinal, são eles que acabam pagando a conta.

*Pedro Simon é senador pelo PMDB-RS.

'Folha': Dilma diz ao PT que fará a regulação da mídia




De acordo com assessores do PT, a presidente Dilma Rousseff teria cedido ao partido e decidido encampar, caso seja reeleita, a proposta de regulação econômica da mídia. A informação é divulgada na edição desta quarta-feira (28) da Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, durante seu mandato Dilma engavetou a proposta, elaborada pelo governo Lula. A proposta defendia a criação de um Conselho de Comunicação para regular o conteúdo de rádios e TVs, e foi recebida com críticas por representantes do setor, que argumentavam que a medida seria uma espécie de censura.

Agora, assessores de Dilma afirmam, de acordo com a Folha de S. Paulo, que ela vai apoiar um projeto que regulamente e trate dos artigos 220 e 221 da Constituição. Os artigos determinam que os meios de comunicação não podem ser objeto de monopólio ou oligopólio e que a produção e a programação de rádios e TVs devem atender os princípios de produção regional e independente. Trata ainda da definição de como deve ser a publicidade.

De acordo com a Folha de S. Paulo, em recente reunião no Palácio da Alvorada, Dilma teria deixado claro a petistas não ter a intenção de regular conteúdo, mas sinalizou que concordava em tratar da parte econômica: "Não há quem me faça aceitar discutir controle de conteúdo. Já a regulação econômica não só é possível discutir, como desejável", disse.

O jornal informa que na segunda-feira (26), a Executiva do PT decidiu incluir a regulação dos meios de comunicação no programa do partido para a campanha presidencial. "A democratização da sociedade brasileira exige que todas e todos possam exercer plenamente a mais ampla e irrestrita liberdade de expressão, o que passa pela regulação dos meios de comunicação - impedindo práticas monopolistas - sem que isso implique qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdos", afirma.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a inclusão do tema no programa petista foi acertada com Dilma, desde que ficasse bem claro que não haveria nenhuma proposta de controle de conteúdo. O jornal acrescenta ainda que historicamente, o PT e setores da esquerda miram o domínio da Rede Globo que, como líder de audiência, abocanha a maior fatia do mercadopublicitário do setor.

A Folha de S. Paulo acrescenta ainda que a forma de tratar o assunto foi definida durante reunião da cúpula de campanha com a presidente há cerca de um mês, no Alvorada. Neste encontro, líderes petistas teriam comemorado a fala do ex-presidente Lula no encontro nacional do partido, quando ele defendeu a regulação da mídia num tom interpretado como senha para debater também um controle de conteúdo da imprensa.

De acordo com apuração da Folha, defensores do projeto de regulação da imprensa disseram na reunião: "Que bom que o Lula falou explicitamente que tem de regular a mídia." Ainda segundo o jornal, Dilma, sem criticar Lula, fez questão de definir até onde aceitava ir na discussão. Ela teria afirmado que muita gente "confunde regulação com controle de conteúdo, isso não posso aceitar", acrescentando que "temos de qualificar esse discurso" e que o "presidente Lula está discutindo regulação".

A Folha conclui afirmando que na reunião, estava presente o comando da campanha pela reeielção, Dilma, Aloizio Mercadante (ministro da Casa Civil), o presidente do PT, Rui Falcão, e o ex-ministro Franklin Martins.

Padilha, candidato do PT ao Governo de SP já vende ilusões


Padilha: PT deve ser “implacável” ao apurar denúncias contra Moura, também do PT


RIBEIRÃO PRETO (SP) - O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha afirmou nesta quarta-feira que a direção do partido deve ser "implacável" na apuração sobre as supostas irregularidades cometidas pelo deputado estadual Luiz Moura (PT-SP).

Segundo investigações da Polícia Civil, o parlamentar participou em março de uma reunião em que estavam presentes integrantes da facção criminosa PCC, realizada na sede da cooperativa de transportes da qual ele faz parte.

"O PT já tomou a decisão de cobrar esclarecimentos em relação a isso. E eu, particularmente, sou implacável. Defendo que o partido seja implacável contra qualquer filiado que tenha cometido qualquer tipo de irregularidade", disse Padilha em Ribeirão Preto, onde participou de evento que discutiu planejamento municipal.

Durante entrevista à imprensa, ele voltou a dizer que o Estado de São Paulo "se transformou no escritório administrativo” do PCC. "O PCC e as facções criminosas se organizam a partir dali [dos presídios]. Planejam suas ações dali. Os líderes se reúnem e planejam ações dentro do sistema prisional". O petista afirmou também que para combater facções criminosas é necessário "sufocar o fluxo de recursos".

"Para isso é preciso muita parceria. Com a Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, governo federal e com outros Estados. A droga é produzida no Peru, na Bolívia, Colômbia, e para chegar aqui precisa passar por nossas divisas. E devemos proteger nossas fronteiras, havendo uma cooperação".

PT e alianças

Sobre as alianças no Estado, importantes para conseguir mais tempo na propaganda política veiculada nos meios de comunicação, Alexandre Padilha disse que o PT sai na frente de outros partidos.

"O PT é o partido que está construindo a coligação mais ampla até aqui. Que tem apoio de partidos com perfis diferentes, inclusive aqueles que estavam com o atual governador [Geraldo Alckmin, do PSDB] que acreditaram nas promessas do atual governador e viram que nenhuma delas foi cumprida."

O PP, de Paulo Maluf, anuncia apoio ao PT em São Paulo nesta sexta-feira.


Valor Econômico

terça-feira, 27 de maio de 2014

USP deixa posto de melhor universidade da América Latina, diz ranking britânico


Mesmo com a queda da universidade paulista, Brasil conta com 10 instituições de ensino entres as 20 melhores da região


A Universidade de São Paulo (USP), a mais importante do País, já não é mais a melhor universidade da América Latina. De acordo com o ranking britânico do grupo Quacquarelli Symonds (QS), que avalia as melhores instituições da região desde 2011, a melhor colocada neste ano é a Pontifícia Universidada Católica do Chile. Desde a criação do ranking há 3 anos, a USP sempre figurava como a primeira colocada no levantamento. 



Agora, na edição 2014 do ranking, a USP ficou na segunda posição. Publicado nesta terça-feria (27), o levantamento destaca a presença de dez instituições brasileiras entre as 20 melhores da América Latina.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou na 3ª posição, logo à frente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Universidade Estadual Paulista (Unesp) ficou na 9ª posição. Logo abaixo estão, empatadas, as federais de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS). Confira outras o desempenho de outras universidades:

Por iG São Paulo

Brasil bate recorde histórico de homicídios



O Brasil quebrou um triste recorde: teve o maior número de pessoas mortas em um ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) no Mapa da Violência 2014, que compila dados de 2012. Ao todo, foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996.

É o dado mais atualizado de violência pelo Brasil e tem como base o Sistema de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que registra as ocorrências desde 1980.

A taxa de homicídios também alcançou o patamar mais elevado, com 29 casos por 100 mil habitantes. O índice considerado "não epidêmico" pela Organização Mundial da Saúde é de 10 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.

"As ações conjuntas entre Estados e a União para reduzir os homicídios são pontuais. Não existe um enfrentamento nacional, que abranja todas as esferas – municipal, estadual e federal", afirma Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do estudo.

Para ele, a redução na violência no país passa pela realização de reformas na estrutura da segurança pública, "inclusive com mudanças na policia, no código penal e no sistema penitenciário".

A média nacional no número absoluto de homicídios cresceu 7% de 2011 a 2012. Roraima, Ceará e Acre foram as unidades da federação com maior aumento: 71,3%, 36,5% e 22,4%, respectivamente.

Apesar de ter reduzido sua taxa de homicídios por 100 mil habitantes, Alagoas ainda lidera o ranking no país com 64,6 casos por 100 mil habitantes, número semelhante ao registrado durante a Guerra do Iraque, de 2004 a 2007. A média nacional é de 29 casos por 100 mil.

Apenas cinco Estados tiveram queda nas taxas de homicídio: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Santa Catarina e São Paulo possuem as menores taxas de homicídios por 100 mil habitantes: 12,8 e 15,1, respectivamente.



Gil Alessi
Do UOL, em São Paulo

domingo, 25 de maio de 2014

A última entrevista da jornalista Barbara Walters

Barbara Walters posa na festa dos 100
 mais influentes da revista "Time" de 2013, em Nova York

Talvez ela seja a jornalista mais famosa do mundo. 

E com razão. Há mais de cinco décadas vem entrevistando os personagens que fazem história e as celebridades que fazem notícia. Por isso é tão estranho escutá-la dizer que se aposenta do jornalismo.
Mas na verdade um jornalista nunca deixa de sê-lo. "Não vou mais fazer uma entrevista a cada semana", disse-me nos escritórios de "The View", o programa que criou em 1997. "Mas se o papa me der uma entrevista, claro que volto." O mesmo faria se pudesse conversar com a rainha Elizabeth 2ª, e possivelmente também se Monica Lewinsky decidisse falar com ela mais uma vez.

A entrevista televisiva que Barbara Walters fez com Monica Lewinsky em março de 1999, sobre o caso que teve com o presidente Bill Clinton, foi vista por cerca de 50 milhões de pessoas. Nenhuma outra entrevista teve maior audiência na história da televisão dos EUA. "Ainda estou em contato com Monica", confiou-me, e depois, sem temor, me deu sua opinião sobre essa mulher de 40 anos: "É inteligente, e uma boa mulher".

Walters não só cobriu eventos históricos como fez história. Foi a primeira mulher "âncora" de um programa matutino em nível nacional e a primeira a apresentar um noticiário noturno. Assim abriu caminho para outras mulheres, dentro e fora dos EUA.

"Esse é o meu legado", disse durante nossa conversa, "todas essas mulheres jovens nas notícias. Não havia tantas quando eu comecei; eram muito poucas. Então, se eu tenho algum legado são essas mulheres."

Mas aos 84 anos Walters não tem tudo. "Não creio que as mulheres possam ter tudo", disse-me, refutando a teoria do livro "Lean In", de Sheryl Sandberg. "Nem os homens podem ter tudo. É muito difícil equilibrar sua vida profissional com a vida privada, e cada vez mais as mulheres têm que enfrentar isso."

Ela entrevistou todos os presidentes americanos desde Richard Nixon, e líderes mundiais como Vladimir Putin, Saddam Hussein e Fidel Castro, e quase todos os atores do momento. Suas perguntas são curtas e maravilhosamente claras, como facas. Não há dúvida sobre o que ela quer saber. Seu mantra: não há pergunta proibida.

Qual é seu segredo? "Faço muita lição de casa", disse-me, como se tivesse acabado de começar a carreira. "Creio que é muito importante. Algumas vezes eu sei mais sobre a pessoa do que ela mesma." E se vê. Fez chorar a muitos e tremer a mais de um.

Há mil anedotas. Passou dez dias com Fidel Castro, mas "não me aproximo muito de ninguém", contou-me. E até poderia ter sido "a senhora Clint Eastwood", confessou. "Eu gostava muito do ator, e depois da entrevista ele me convidou para jantar. Mas eu lhe disse não, não, não."

Terminei a entrevista com duas perguntas que ela frequentemente faz a seus entrevistados:

1. "Há alguma ideia falsa sobre a senhora?", perguntei. "Creio que a ideia mais equivocada é que sou muito séria e autoritária", respondeu. "Porque esse é o tipo de entrevista que eu fazia. Mas creio que desde "The View" as pessoas sabem que tenho senso de humor e que sou uma pessoa igual às outras."

2. Como quer ser lembrada? "Como uma boa jornalista, uma boa mãe e uma boa pessoa."

Meu tempo com ela terminava, e a honra de fazer perguntas à campeã das perguntas. Era meio-dia, mas ainda tinha um monte de coisas pendentes. Walters não dava sinais de que estava prestes a ir embora.

O que vai fazer no dia seguinte à sua aposentadoria?, consegui lhe perguntar no final. "Dormir. Vou dormir. E no dia seguinte também."

Mas tenho a suspeita de que, quando acordar, Barbara Walters voltará a fazer perguntas. Muitas perguntas.

Jorge RamosEm Nova York (EUA)
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Até tu Ronaldo?









Coberta de razão