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sábado, 19 de março de 2016

Agência de Inovação da UFPA - UNIVERSITEC arrecada mantimentos para crianças em tratamento de câncer


Ação arrecada doações para crianças em tratamento no Ophir Loyola.
Voluntários podem doar mantimentos até o dia 23 de março.


A Universidade Federal do Pará arrecada mantimentos para as crianças em tratamento de câncer hospedadas na Casa Ronald McDonald, em Belém. A campanha, realizada pela Agência de Inovação Tecnológica da UFPA, busca recolher o que de mais urgente as crianças em tratamento de câncer estão necessitando: copos descartáveis, vinagre, óleo de cozinha e ovos. As doações podem ser feitas até o dia 23 de março, na UFPA. O material será entregue no dia 24.

A Casa recebe dezenas de crianças vindas do interior do Pará para fazer o tratamento de câncer no Hospital Ophir Loyola. Atualmente, 35 famílias de baixa renda vivem no local. “O câncer é a segunda causa de morte em crianças e adolescentes, na faixa etária de 1 a 19 anos, perdendo apenas para causas externas, como acidentes e violência”, ressalta Rachel Gribel, presidente da Casa Ronald McDonald Belém.

“Precisamos destes materiais básicos, porque consumimos bastante para fazer bolos, pudins e outros doces que ajudam na recuperação das crianças, porque a radio e a quimioterapia queimam o esôfago das crianças, e esses alimentos contribuem para a recuperação”, explica.

Para Gonzalo Enríquez, diretor da Universitec, a parceria inaugura uma plataforma de apoio social. “Com estas parcerias como a do Instituto Ronald McDonald, a Universitec lança sua primeira plataforma de apoio a obras sociais no estado do Pará. De fato, a Universitec incorpora na sua agenda a responsabilidade social como parte das suas ações junto à comunidade”, declarou.

Acolhimento
A Casa é administrada pela Associação Colorindo a Vida, que desenvolve um trabalho psicossocial no acolhimento de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer, e de seus acompanhantes.

A casa possui 35 suítes e diversos espaços de convivência. Metade dos recursos do abrigo é proveniente do Instituto Ronald McDonald, e a outra metade vem de doações. O espaço é gratuito e atende diretamente as famílias encaminhadas pelo Hospital Ophir Loyola.

Atualmente, o Instituto mantém no Pará dois programas - a Casa Ronald McDonald, que abriga crianças e adolescentes de 0 a 19 anos vindos do interior do Estado - e o Programa Diagnóstico Precoce.

O Ajude Com Palavras, empresa incubada no PIEBT (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da UFPA) da Universitec, atua na Casa Ronald McDonald. As crianças e adolescentes em tratamento de saúde recebem, diariamente, mensagens motivacionais exibidas em telas distribuídas no local. São frases apoio de internautas de diversas partes do mundo.

“A força do projeto dentro de uma sala de tratamento é enorme. As frases de acolhimento ajudam no processo de tratamento, elevam a autoestima não só dos pacientes, como dos acompanhantes”, diz Alex Lobato, criador do projeto já implantado em Belém, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Serviço
As doações podem ser entregues no prédio da Agência de Inovação Tecnológica da UFPA – Universitec, no campus Guamá. Telefone : (91) 3201-8022. O material também pode ser entregue na Casa Ronald Mcdonald Belém, localizada na Rua Mariano, nº 123, esq. c/ Av. João Paulo II – Castanheira – CEP: 66.645-415. Telefone: (91) 3243-2881 / 3081-5130.


quinta-feira, 17 de março de 2016

Celular usado por Lula não estava em nome de seu segurança, mas de um laranja, segundo Lava Jato




POR PAINEL


O celular era do amigo O ex-presidente Lula de fato não tinha celular próprio. Seu segurança, Valmir Moraes da Silva, que o acompanha há mais de dez anos, é quem lhe cedia o aparelho toda vez que precisava contatar alguém. O celular, contudo, também não era oficialmente de seu auxiliar. Estava registrado no nome de um laranja. É por isso, segundo a Lava Jato, que o ex-presidente falava tão livremente ao telefone, mesmo sabendo que todos os seus passos estavam sendo monitorados.

Atentos A força-tarefa notou que, do número usado pelo segurança de Lula, partiam muitas ligações para alvos já grampeados pela Lava Jato. Foi questão de tempo até que se descobrisse que a linha servia ao petista.

Colecionador? O ex-presidente não tinha uma linha de celular em seu nome, mas a Lava Jato apreendeu seis aparelhos apenas em seu apartamento, em São Bernardo.

Inovou A aparição de Dilma nos grampos surpreendeu até investigadores mais experientes: “Presidente da República não liga para tratar de assunto delicado. Manda emissário”, disse um deles após ouvir conversas entre a petista e Lula.

Estrategista Aos olhos da Lava Jato, Sergio Moro foi meticuloso: se esperasse até amanhã, após Lula ter tomado posse, não poderia tornar público os grampos telefônicos e as evidências reunidas até agora.

Não se afobe, não E, depois de um dia apocalíptico, um general da Lava Jato sentencia: “E isso é só a cereja do Dry Martini”.

Alguém aí? No pior momento da crise, não havia ministro da Justiça. Somente às 19h30, com a publicação da edição extra do Diário Oficial, Eugênio Aragão foi nomeado para o cargo.

Estátua Assim que os áudios se tornaram públicos, o comando da Polícia Federal soltou uma ordem à corporação: policial nenhum deveria se manifestar. A avaliação é que a PF ficará sob forte ataque a partir de agora.

Ela não vê Em conversa com Vagner Freitas, da CUT, Lula mostrou seu esforço para tentar promover uma guinada à esquerda na política econômica. “O mercado que ela está pensando em agradar não quer a reforma da Previdência. Quer o fim dela.”

Atordoados O enfrentamento a Moro, postura adotada por petistas após a divulgação dos grampos, deixou parte do governo preocupada. “Ele é o herói. Vamos assumir o papel de vilões?”, questiona um auxiliar.

Atônitos Assessores de Dilma avistavam a multidão que cercava o Palácio do Planalto e não sabiam como reagir. Perguntavam-se como fariam a posse de Lula.

Conflito à vista Mais tarde, a cúpula do governo começou a repetir que “iria pra cima”. Militantes foram convocados para a ir à Praça dos Três Poderes na manhã seguinte. Oposicionistas também são esperados.

Corrão Peemedebistas tentavam acelerar o esforço de colher assinaturas para antecipar a reunião do diretório nacional. Querem romper com o governo o quanto antes. Os governistas da sigla ainda pediam calma, mas se diziam “desnorteados”.

Segura essa A PGR vai analisar os grampos para decidir se investiga Dilma por obstrução de Justiça. Mas a decisão só será tomada quando Rodrigo Janot retornar ao Brasil, na semana que vem.


terça-feira, 15 de março de 2016

Pensamento Anônimo


Dilma e Mercadante estão em apuros. Dilma será removida do cargo por impedimento ou por outro meio e irá responder judicialmente por vários crimes, a começar pela campanha eleitoral financiada parcialmente com dinheiro ilícito. Depois sobre o esquema de corrupção na Petrobrás, pelas refinarias de Pasadena e Abreu e Lima e mais outras duas refinarias. Dilma ainda enfrentará os tribunais americanos por prejuízos causados aos investidores em ações da Petrobrás. Passará o resto de seus dias nos tribunais.





Ex petistas de passeio no domingo




Mauro Bonna entrevista Luciana Centeno Empresa NAYAHA, de chocolates, incubada na UNIVERSITEC/UFPA,

Ministro do STF confirma delação de Delcídio que cita Dilma e Lula


O senador Delcídio do Amaral (PT-MS)


Delcídio delata
Ex-líder do governo no Senado quebra o silêncio e implica Dilma e Lula na Lava Jato, no mensalão e no fracasso de CPIs



Senador pelo PT-MS, era líder do governo na Casa até ser preso, em 25.nov, por interferir nas investigações da Operação Lava Jato




Interferência na Lava Jato


Os fatos

Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, ex-presidentes de Odebrecht e Andrade Gutierrez, respectivamente, foram presos em jun.15. Suas defesas apresentaram pedidos de liberdade. No julgamento do STJ, em dez.15, apenas o ministro Marcelo Navarro votou pela concessão de prisão domiciliar

O que diz Delcídio

Orientadas pelo tesoureiro José Filippi, empresas fizeram contratos falsos com empresas de Assad, que repassou recursos para a campanha de Dilma em 2010. O esquema seria descoberto se a CPI dos Bingos –provável confusão com a CPI do Cachoeira– pedisse a quebra de sigilo do operador e, por isso, o governo determinou o encerramento dos trabalhos

O que diz Dilma

A presidente e Cardozo sempre afirmaram que não interferem nas inves- tigações da Lava Jato


Petrobras

O caso

A aquisição da refinaria de Pasadena gerou prejuízo de US$ 792 mi à Petrobras. O negócio teve aval de Dilma, que era presidente do Conse- lho de Administração da estatal. O diretor da área Internacional era Nestor Cerveró, que, em 2008 passou ao cargo de dire- tor da BR Distribuidora

O que diz Delcídio

Dilma sabia que havia esquema de superfaturamento por trás da com- pra da refinaria. A alega- ção da petista de que ignorava informações sobre cláusulas do con- trato é questionável. Ela teve ainda participação na nomeação de Cerveró para a BR

O que diz Dilma

A compra de Pasadena foi feita com base em relatório falho da área Internacional, que não citava cláusulas que geraram a maior parte do prejuízo. A nomeação de Cerveró para a BR foi um entendimento do ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra e Lula

Adir Assad

O caso

O operador Adir Assad foi investigado, em 2012, pela CPI do Cachoeira. A base governista no Con- gresso conseguiu barrar diversos pedidos de quebra de sigilo, inviabi- lizando os trabalhos da comissão. Após 8 meses, a CPI entregou relatório final de duas páginas sem indiciar ninguém

O que diz Delcídio

Orientadas pelo tesoureiro José Filippi, empresas fizeram contratos falsos com empresas de Assad, que repassou recursos para a campanha de Dil- ma em 2010. O esquema seria descoberto se a CPI dos Bingos –provável confusão com a CPI do Cachoeira– pedisse a quebra de sigilo do operador e, por isso, o governo determinou o encerramento dos trabalhos

O que diz Dilma

Sempre afirmou que todas as doações a suas campanhas foram legais e declaradas




CPI do Carf

Os fatos

A Operação Zelotes investiga compras de decisões em conselho ligado ao Ministério da Fazenda, o Carf, e de medidas provisórias que beneficiaram o setor automotivo. A empresa de lobby Marcondes & Mautoni é suspeita de atuar nas duas frentes. A M&M pagou R$ 2,4 mi a uma empresa do filho caçula de Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, em 2014

O que diz Delcídio

Foi pressionado por Lula para que Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, donos da M&M, não depusessem à CPI do Carf. O ex-presidente estava preocupado com implicações à sua famí- lia, especialmente com os filhos Fábio Luis e Luis Cláudio. Delcídio mobili- zou a base do governo para derrubar os requerimentos de convocação do casal em reunião em nov.2015

O que diz Lula

Jamais participou de qualquer ilegalidade

Interferência na Lava Jato

O caso

Conforme gravação feita pelo filho de Cerveró, Delcídio, um assessor e o advogado Edson Ribeiro discutiram plano de fuga ao exterior e pagamento de mesada ao ex-diretor da Petrobras para que ele não fizesse delação. O senador, Ribeiro e o assessor foram presos, e Cerveró fechou o acordo


O que diz Delcídio

Lula ordenou o pagamento da mesada a Cerveró. O objetivo era que o ex-diretor não delatasse José Carlos Bumlai e seu papel na fraude de licita- ção da Petrobras para pagar empréstimo ao PT. Delcídio fez um paga- mento de R$ 50 mil ao advogado Edson Ribeiro. No total, os repasses somaram R$ 250 mil


O que diz Lula

Jamais participou de qualquer ilegalidade. Sobre o empréstimo acertado por Bumlai, diz que nunca tratou com ninguém sobre supostos empréstimos ao PT ou sobre o contrato da Petrobras

Mensalão

Os fatos

Denúncias feitas pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre a compra de parlamentares pelo PT passaram a ser investigadas em 2005 pela CPI dos Correios, presidida por Delcídio. Ao depor à CPI, o publicitário Marcos Valério, suspeito de ser o operador dos pagamentos, negou todos as acusações. Hoje, ele cumpre pena de 37 anos a que foi condenado no julgamento do mensalão


O que diz Delcídio

Lula pagou pelo silêncio de Valério. Delcídio e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, tentaram negociar o pagamento ao publicitário, mas o ex-ministro Antonio Palocci foi o responsável final pelo acerto. O publicitário queria R$ 220 milhões, mas recebeu menos


O que diz Lula

Jamais participou de qualquer ilegalidade

Márcio Falcão
Brasília.
Márcio Falcão 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Lula bem perto do ministério


CRISTIANA LÔBO



Depois da decisão da juíza Maria Priscilla Oliveira de remeter para Curitiba o processo relativo ao triplex no Guarujá, cresceram e "são de 90% ou mais", conforme assessores do Palácio do Planalto, as chances de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornar ministro do governo Dilma Rousseff. Se isso ocorrer, o processo sobe para o Supremo Tribunal Federal (STF), pois ele ganharia prerrogativa de foro privilegiado.



O presidente do PT, Rui Falcão, deve ir ainda nesta segunda ao Palácio do Planalto para ser o portador do "sinal verde" do ex-presidente ao convite que lhe fora feito na semana passada. Lula deve responder pessoalmente à presidente, em viagem a Brasília nesta terça (15) ou na quarta-feira (16).



Os inquilinos do Palácio do Planalto, ao confirmarem a informação, dão como argumento para a nomeação de Lula a necessidade de o governo ter um articulador político de peso, pois, na avaliação palaciana, o Supremo pode alterar a compreensão sobre o rito do processo de impeachment nesta quarta-feira e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia seguinte, instalaria o processo contra Dilma.



"Isso é coisa para 45 a 60 dias", disse um assessor.



A esta altura, no governo, não é feita para o público externo a avaliação sobre a prerrogativa de foro que Lula conquistaria sendo ministro. Mas, nas conversas internas, sim, esta é uma questão que pesa na decisão dele.



Na semana passada, Lula já havia dito que iria esperar a decisão da juíza Priscilla para tomar a decisão. Não queria fazer antes para não abrir a possibilidade de interpretação de que isso estaria induzindo a presidente à acusação de "tentativa de obstrução da Justiça". A decisão da magistrada de São Paulo de remeter todo o processo para Curitiba surpreendeu o governo.