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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Pensamento Estratégico - Carlos Matus ainda vive

Apesar de que Carlos Matus(*), um dos mais importantes especialistas em plenejamento governamental da América Latina, tenha deixado de existir no fim da década de 1990, ainda seu pensamento continua vivo.

Do seu pensamento sobre a falta de uma política ampla de governabilidade, a falta de melhores práticas e em geral, a escassa competência para governar que xiste em muitos países da América Latina, resulta interessante extrair algumas idéias que podem abrir um caminho para governos que procuram dar dar resposta às demandas da população e não conseguem alcançar os objetivos de um bom governo.

A lembrança da obra de Carlos Matus veio a tona a partir de experiência recente do fracasso da gestão do Governo do Distrito Federal, que terminou com o governador na cadeia. Entretanto pode ser um alerta para muitos governos estaduais e municipais.

Veja aqui algumas idéias do Carlos Matus.

É interessante destacar que, em geral, os dirigentes políticos têm uma especial cegueira para compreender como é importante enfrentar o problema da baixa capacidade de governo e atribuem suas deficiências a outros, à oposição implacável, aos meios de comunicação, a alguma conspiração imaginária, ao segundo ou terceiro escalão do seu governo ou às condicionantes externas. Dessa forma qualquer autocrítica se torna impossível. Essa espécie de cegueira se manifesta na prática em:

1. O descrédito da política. A política está fora de foco e não atinge os problemas da gente, a política gera seus próprios problemas e os políticos se dedicam a resolver os problemas da política não os problemas das pessoas.

2. Os dirigentes políticos acreditam que a política e o governo são atividades que dependem de dotes naturais, que exigem inteligência, arte, sentido comum, improvisação, experiência e uma graduação, se possível. Pensam que um bom médico pode ser um bom ministro de saúde, um bom economista pode ser bom ministro da fazenda. Isso é uma meia verdade. Existem ciências e técnicas de governo que têm sido desenvolvidas ao longo dos anos e que em geral muitos políticos desconhecem ou não estão interessados em apreender.

Essa idéia se explica melhor na realidade de alguns governos estaduais. Aqui se da uma segunda disfunção:

Não sabem que não sabem, e ao quadrado: não sabem que não sabem e não podem apreender. Daí que estão meios anestesiados e não atendem aos problemas da população.

Se os governos colocassem os recursos onde colocam os discursos, a realidade seria diferente.

3. sistema de baixa responsabilidade. Ninguém cobra constas pelo desempenho a ninguém, portanto, da no mesmo fazer-lo bem do que mal. Isso facilita a estagnação, a mediocridade, a falta de ética e a corrupção. A corrupção não seria um problema absoluto e sim um subproduto da mediocridade do sistema político.

4. Os partidos políticos são clubes eleitorais, não contam com centros de formação política e não estudam ou não pensam o futuro dos países.

5. Sistemas altamente centralizados e ainda não se conseguiu uma verdadeira descentralização e democratização da vida política na maioria dos países da América Latina.

(*)Carlos Matus

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Projeto de Desenvolvimento - Mais Estado ou menos Estado ou o Estado necessário

Planalto manda PT tirar viés estatizante do programa de Dilma


Ordem é para deixar claro no texto que ela manterá política econômica, com câmbio flutuante e metas de inflação

Vera Rosa, BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, não gostaram do tom do documento intitulado A Grande Transformação, que contém as diretrizes do programa de governo petista. Lula e Dilma avaliaram que o texto passa a imagem errônea de que um governo chefiado pela ministra representará uma guinada à esquerda e terá caráter estatizante. Não foi só: querem agora que o PT deixe claro no programa que Dilma manterá os fundamentos da política econômica, como câmbio flutuante, metas de inflação e ajuste fiscal.

O incômodo do presidente e da pré-candidata do PT em relação ao conteúdo do documento - que será apresentado no 4.º Congresso Nacional do partido, de 18 a 20 deste mês, em Brasília - foi transmitido ontem pelo Planalto aos integrantes da Executiva Nacional petista. Dilma reclamou que nem mesmo viu o texto, obtido pelo Estado e publicado na edição do último dia 5, e ficou surpresa com a repercussão negativa da proposta.

Ancorada pelo mote de um novo "projeto nacional de desenvolvimento", a plataforma do PT prega maior presença do Estado na economia, com fortalecimento das empresas estatais e das políticas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) para o setor produtivo.

Em reunião da coordenação de governo, na segunda-feira, Lula observou, porém, que já está fazendo isso. Para ele, a referência ao fortalecimento de estatais, do jeito que está no texto, pode criar confusão. Tanto o presidente como Dilma sempre dizem que o Brasil só conseguiu sair da crise mundial antes dos outros países por ter reforçado o papel dos bancos públicos.

"Se não tivéssemos esses bancos, não sei o que seria de nós", tem afirmado a ministra. Na avaliação do Planalto, no entanto, o documento petista pode dar a impressão equivocada de que a pré-candidata do PT defende a reestatização de empresas. A principal recomendação de Lula é para o PT "evitar marolas" no debate.

O temor do governo é que a oposição carimbe em Dilma, uma ex-guerrilheira, a pecha de esquerdista e autoritária. Além disso, a ministra considerou excessivamente genérico o eixo do documento que trata da saúde ("O SUS pode garantir um sistema universal de qualidade") e o tópico que diz ser necessário "aprofundar a transversalidade da política de direitos humanos". Para ela, faltou, ainda, abordar com mais consistência o tema da política industrial.

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), admitiu que haverá mudanças na "forma" do texto, mas negou cobranças do governo. "Não temos essa interpretação de que estamos olhando pelo retrovisor", disse Berzoini, após discurso, no plenário da Câmara, em homenagem aos 30 anos do PT, completados ontem. "Gostamos do Estado aparelhado, mas isso não significa inchaço da máquina. E ninguém duvida que vamos preservar a gestão fiscal responsável. Quem quer mudar isso é o PSDB", rebateu.

Berzoini lembrou que a plataforma de Dilma passará pelo crivo dos aliados. Cotado para vice na chapa, o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), comentou, em conversa reservada, que o PMDB não aceitará "prato feito" do PT.

O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia - coordenador do programa - afirmou que o rascunho da plataforma de Dilma, "bastante preliminar", não provocou descontentamento. "Não deve haver confusão entre o debate do conteúdo substantivo e as interpretações que analistas podem fazer", insistiu Garcia. "As proveitosas observações ao texto preliminar foram levadas em conta na elaboração das versões subsequentes das diretrizes do programa, como é hábito no PT."

Estadão

Jornais - Manchetes e resumos

12 de fevereiro de 2010


O Globo

Manchete: Arruda é preso, perde cargo e DF pode sofrer intervenção

Lula manda PF dar tratamento especial a governador para evitar sua exposição pública
Dois meses e meio após a descoberta do mensalão do DEM, a PF recolheu ontem à sua carceragem, em Brasília, o governador do DF, José Roberto Arruda. Na História do país, foi a primeira prisão de um governador no exercício do cargo, por corrupção. Arruda teve prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça, por 12 votos a 2, após ser acusado de tentar subornar uma testemunha. Seu advogado recorreu ao STF com pedido de habeas corpus. O presidente Lula, segundo um assessor, ficou abatido e lamentou que “o escândalo tenha chegado a esse ponto” - desfecho que, em sua avaliação, não contribui para a “consciência política nacional”. Lula mandou a PF agir com cautela para evitar a exposição de Arruda. Para o Planalto, é ruim o fato de a prisão ter ocorrido perto dos 50 anos de Brasília. Sem Arruda no cargo, o vice, Paulo Octávio, também suspeito de envolvimento no esquema, assumiu, por ora, o governo. O procurador-geral Roberto Gurgel pediu intervenção federal no DF. (págs. 1 e 3 a 10)

Quem vai preso no Rio por crimes de roubo e morte fica numa cela como a da foto, na Polinter, em São Gonçalo - onde os termômetros marcavam ontem 56,7 graus. A cadeia tem 690 presos em situação insalubre. (págs. 1 e 15)

Nós do Morro: assassino fez encenação
Investigações da nova Divisão de Homicídios revelam que o assassino do diretor José Frederico Pinheiro, o Fred, do Nós do Morro, tentou fazer o crime parecer suicídio. (págs. 1 e 14)

Apagão, agora, foi causado por um galho
O apagão que atingiu parte de Norte e Nordeste anteontem foi causado por um galho de árvore que atraiu um raio e provocou um curto-circuito, derrubando a transmissão. (págs. 1 e 23)


UE socorrerá Grécia, mas só com ajuste
Temendo perdas para seus grandes bancos, a União Europeia decidiu socorrer a Grécia. Mas exige que o déficit do país seja reduzido de 12,7% para 4%. O euro caiu 1%. (págs. 1 e 25)

O presidente Ahmadinejad disse que o Irã é “um Estado Nuclear” que pode enriquecer urânio a 80%. O governo sufocou protestos da oposição.
Há 52 anos decorando a sede da ONU, em Nova York,o painel “Guerra e paz”, de Portinari, pode vir ao Rio para ser restaurado, além de ir ao Grand Palais, em Paris.
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Folha de S. Paulo

Manchete: Governador do DF é preso, acusado de tentar suborno

Arruda afirma ser vítima de ‘campanha difamatória’; Procuradoria pede intervenção federal
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), foi preso e afastado de suas funções por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Após a redemocratização do país, é a primeira vez que um governador no exercício do cargo é preso por crimes relacionados à corrupção.


Ao mesmo tempo, a Procuradoria Geral da República requisitou a intervenção da União no Distrito Federal. A prisão foi decorrência das investigações do chamado mensalão do DEM, o antigo partido do governador.

Arruda nega e cita mensalão do PT
Em carta, José Roberto Arruda afirmou ser vítima de uma campanha difamatória que “atinge níveis jamais vistos na vida pública brasileira”, com “denúncias torpemente preparadas”.


Para Arruda, nem na crise do mensalão do PT houve “medidas coercitivas dessa gravidade”. Seu advogado, Nélio Machado, classificou a prisão como “abusiva, ilegal e desnecessária”.

ENTENDA O CASO:
Operação foi deflagrada há mais de dois meses
O começo: Ministério Público Federal e PF deflagram, em novembro, a Operação Caixa de Pandora para apurar suposto caixa dois.

Os vídeos: O ex-secretário Durval Barbosa grava Arruda recebendo R$ 50 mil; dinheiro era para distribuir panetones, diz Arruda.

O mensalão do DEM: Propina serviria para bancar gastos de campanha e comprar votos de aliados na Câmara do DF e para uso pessoal dos envolvidos.

O flagrante: O conselheiro do Metrô do DF Antonio Bento da Silva é preso no dia 4 ao entregar R$ 200 mil para Edson Sombra, testemunha do mensalão.

A acusação: Antonio Bento diz que foi procurado pelo sobrinho e então assessor de Arruda, Rodrigo Arantes, para convencer Sombra a depor em favor do governador.

Ontem: O STJ, onde corre o inquérito da Operação Caixa de Pandora, pede a prisão de Arruda e outras quatro pessoas.

Melchiades Filho: Silêncio impera, e ninguém tenta tirar vantagem

O mensalão devastou o cenário em Brasília, mas curiosamente ninguém tentou tirar proveito. O motivo? Não se sabe até onde o Panetonegate pode crescer nem o que há no arsenal não divulgado por Durval Barbosa, o delator-chefe.
Descaso pela ética destruiu imagem de bom administrador
Arruda jogou fora a imagem de bom administrador por ganância, arrogância e descaso pela ética. Que sirva de exemplo para os políticos em geral e de troféu para uma população exausta com arbitrariedades e desvio do dinheiro público. (págs. 1 e A2)


Ahmadinejad diz que o Irã é Estado nuclear; Brasil critica
No 31º aniversário da Revolução Islâmica, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país é um “Estado nuclear” capaz de enriquecer urânio para fabricar bombas atômicas.



Ahmadinejad afirmou, porém, não estar interessado em ter a bomba. O chanceler Celso Amorim criticou a posição do Irã. Ontem, sites relataram repressão a protestos contra o regime. (págs. 1 e A11)


Advogada obrigada a deixar prédio na Barra Funda (SP) depois de fenda de 4 cm se abrir entre ele e o edifício contíguo; prédios foram interditados, e obra em terreno ao lado é suspeita.

Liminar muda escala, e aulas no Estado de SP podem atrasar
A Justiça decidiu, de forma provisória, alterar a distribuição de aulas dos professores temporários da rede estadual. O governo deu a prioridade da escolha aos melhores de exame adotado para 2010. A Justiça privilegiou tempo de serviço.

Há risco de atraso no início das aulas. O secretário Paulo Renato Souza orientou dirigentes de ensino a manter a escala.

Bill Clinton é hospitalizado e submetido a cirurgia cardíaca
Após sentir dores no peito, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, 63, foi hospitalizado e submetido a uma cirurgia cardíaca em Nova York. Os médicos colocaram dois “stents” (tipo de mola usada para desobstruir as artérias) em uma coronária.

Clinton, que atua como enviado da ONU ao Haiti, já recebera pontes mamárias e de safena em 2004.

Ex-ministro da Justiça Armando Falcão morre aos 90 anos no Rio
Armando Falcão, ministro da Justiça nos governos Juscelino Kubitschek (1956-61) e Ernesto Geisel (1974-79), morreu anteontem no Rio, de pneumonia, aos 90 anos.

Criador da lei que limitava a propaganda eleitoral na TV a exibição de foto e narração do currículo do candidato, Falcão se notabilizou na ditadura pela expressão “nada a declarar”.

Editoriais

Leia “Paranoia amazônica”, sobre economia sustentável; e “Leitura dinâmica”, acerca de biblioteca paulistana.
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Arruda é preso e procurador pede intervenção federal no DF

Em carta à Câmara local, governador pede afastamento do cargo e diz ser vítima de 'armações'
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi preso ontem, sob acusação de tentar obstruir a investigação do esquema de pagamento de propinas conhecido como “mensalão do DEM”, partido ao qual ele era filiado. O vice Paulo Octávio (DEM), também suspeito de integrar o esquema, assumiu o governo. Ao mesmo tempo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal intervenção no governo do DF, com o impedimento de Arruda, de Octávio e do presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR). Se a intervenção for acatada, caberá ao presidente Lula nomear o interventor. Arruda se entregou à Polícia Federal após ter sua prisão decretada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Antes, ele pediu afastamento do cargo, em carta à Câmara Legislativa na qual se disse vítima de “armações”. O afastamento já constava da decisão judicial, que ocorreu quatro meses e meio após a deflagração da operação Caixa de Pandora, da PF. A Corte também determinou a prisão de cinco aliados do governador. Para o autor do despacho que orientou a decisão, ministro Fernando Gonçalves, Arruda e seus aliados poderiam tentar coagir testemunhas se ficassem soltos. Na PF, o governador foi acomodado num espaço com cama, banheiro privativo, sem grades, apelidada de “sala de Estado-Maior”. Segundo a polícia, ele ficaria isolado. (págs. 1 e A4 a A7)


'Teremos de pagar esse pecado', diz senador do DEM
O vice-presidente do DEM, senador Heráclito Fortes (PI), afirmou que seu partido terá de pagar pelo “pecado” do governador José Roberto Arruda. “Não tem outro jeito”, disse. Para ele, porém, o DEM não pode ser visto como omisso, porque “não protege acusados de corrupção”, em referência ao PT. Já o presidente Lula, segundo auxiliares, lamentou as circunstâncias que levaram à decisão de mandar prender Arruda e pediu cautela à Polícia Federal, para não expor a figura do governador. (págs. 1 e A7)


Manifestante contra Arruda acende velas ao lado de foto do governador diante do prédio do STF

Ahmadinejad diz que Irã agora é 'Estado nuclear'
O presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que o Irã se tornou um Estado nuclear, capaz de enriquecer urânio a 80% - perto do ideal para produzir uma bomba atômica. Para o chanceler Celso Amorim, que defende o diálogo com Teerã, se a informação for procedente estará configurada uma violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Ahmadinejad negou a intenção de produzir uma bomba atômica. (págs. 1 e A10 a A12)

Reserva de petróleo em Tupi é maior que a prevista
Testes realizados na área de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, mostram que a estimativa inicial de 5 bilhões a 8 bilhões de barris no reservatório pode ser conservadora. Técnicos afirmam que, por ora, a preocupação não é ampliar a produção, mas conhecer melhor a área. (págs. 1 e B4)

Brasil define regras para retaliação aos EUA
O governo brasileiro editou medida provisória estabelecendo procedimentos que poderão ser adotados na aplicação de retaliação comercial contra os EUA na área de propriedade intelectual. As sanções, de acordo com a MP, poderão ir de bloqueio de remessa de royalties a quebra de patentes. (págs. 1 e B1)



Visto de viagem voltará a ter validade de 10 anos
A validade do visto americano deve ser ampliada de 5 para 10 anos, conforme acordo entre Brasil e EUA. A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a ampliação para visitantes americanos. Quando o plenário confirmar a medida, os EUA farão o mesmo para os brasileiros. (págs. 1. e C5)

Viagem pela Régis vira aventura
O motorista que antecipou a viagem de carnaval pela Régis Bittencourt em direção ao Sul, ontem, enfrentou longo congestionamento. Na terça-feira, as chuvas provocaram queda de barreira no km 552 da pista sentido Curitiba, em Barra do Turvo (SP). Todo o tráfego da estrada ficou restrito a uma pista. A concessionária que administra a rodovia informou que não há previsão de desbloqueio total da estrada.


Número: 40 km foi o congestionamento registrado ontem na Régis.

Notas e informações: A ameaça americana
Ao rejeitar o fim dos subsídios ao algodão, os EUA desprezaram normas da OMC. Ao lançar a ameaça de contrarretaliação ao Brasil, esse país declara preferir a força à lei. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Do palácio à prisão

Por 12 a 2, STJ acolhe pedido e governador José Roberto Arruda se entrega à PF
Em uma decisão histórica, o Superior Tribunal de Justiça acolheu pedido da Procuradoria da República e determinou a prisão do governador de Brasília, José Roberto Arruda, e de outros cinco acusados de corrupção no escândalo revelado pela Operação Caixa de Pandora. Depois de pedir licença do cargo, Arruda se entregou à Polícia Federal, enquanto seus advogados protocolavam pedido de habeas corpus ao STF contra o que ele chamou de “agressão”. Informado da decisão judicial, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teria lamentado, dizendo que o fato “não era bom para o Brasil e para a política”. (pág. 1 e País, págs. A6 e A8)



Editorial
O julgamento da história já foi dado.
Se o Brasil descobriu o pré-sal, o Rio tem uma animada turma que curte cada vez mais o pré-sol. São aqueles que fogem do calor infernal da cidade e fazem atividades físicas quando o dia ainda está amanhecendo. (pág. 1 e Cidade, págs. A12 e A13)

TAM muda sistema e embarques atrasam
Centenas de passageiros que compraram bilhetes da TAM enfrentaram grandes dificuldades para embarcar nos últimos dias. A troca do sistema levou à suspensão do check-in pela internet e nos totens de autoatendimento, além de atrasar a operação nos balcões. O problema, restrito apenas à companhia, é mais grave nos aeroportos do Galeão, no Rio, e de Congonhas, em São Paulo, e pode piorar com o aumento de fluxo decorrente do Carnaval. (pág. 1 e Economia, pág. A17)

Só o governo pode falar na festa do Irã
Pela primeira vez desde 1979, data da revolução dos aiatolás, no Irã, jornalistas estrangeiros não puderam acompanhar as comemorações ou testemunhar protestos da oposição na capital. O governo restringiu o acesso à internet e só autorizou a cobertura do discurso do presidente Mahmoud Ahmadinejad. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 e A3)

O lado mais gelado da Olimpíada
O mundo olímpico se reúne hoje em Vancouver, Canadá, na abertura da 21ª Olimpíada de Inverno. A cerimônia no BC Place Stadium, à meia-noite (de Brasília), terá 5.500 atletas, incluindo os cinco que integram a delegação brasileira - nossa bandeira será carregada pela snowboarder carioca Isabel Clark. (pág. 1 e Esportes, págs. D4 e D5)

Sob o sufoco da sensação térmica
O fenômeno da sensação térmica, que pode transformar 40 graus em um calor de mais de 50, nunca foi tão comentado na cidade. Os dias abafados e sem vento e o suor que teima em não secar, aumentando o desconforto, são velhos conhecidos dos meteorologistas, que também destacam o calor emitido pelo solo. (pág. 1 e Vida, Saúde & Ciência, pág. A24)

Coisas da política
Intervenção no DF e o fim de de um desatino.

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Correio Braziliense

Manchete: Arruda é preso. DF sob ameaça de intervenção

Afastado do cargo, governador fica detido em sala da PF. Supremo analisa pedido do procurador-geral da República
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, está preso em uma sala com apenas um sofá e um banheiro na Superintendência da Polícia Federal. Ele se apresentou às 17h40, após a decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Os ministros acompanharam o voto do relator, Fernando Gonçalves, que acolheu o pedido do Ministério Público Federal e decretou a prisão preventiva e o afastamento de Arruda. Além do governador, cinco pessoas envolvidas na suposta tentativa de suborno de uma testemunha na Operação Pandora tiveram a prisão autorizada. Antes de sair de Águas Claras (foto) em um comboio de seis carros, Arruda redigiu duas cartas de próprio punho. Na primeira, dirigida à Câmara Legislativa, anunciou a licença do cargo. Na segunda (reprodução acima), endereçada aos “amigos do GDF”, disse ser vítima de uma “campanha difamatória”. O procurador-geral da República pediu no STF uma intervenção no Distrito Federal. O presidente do tribunal, Gilmar Mendes, solicitou informações ao governo local a fim de reunir elementos para se pronunciar.


“A organização criminosa instalada no GDF continua valendo-se do poder econômico e político para atrapalhar as investigações e, assim, garantir a impunidade.” (Trecho do voto do ministro-relator Fernando Gonçalves, do STJ, que decidiu pela prisão de Arruda)



A prisão do governador Arruda levou dezenas de pessoas à PF e ao STJ. Com bom humor, elas comemoraram o episódio. Nas ruas, muitos brasilienses se surpreenderam com a decisão.

Em menos de duas horas, 12 ministros votaram a favor da prisão preventiva de Arruda para, segundo o relator, impedir a destruição de provas contra organização criminosa.

Lula vê falência: Presidente lamenta omissão da Câmara local.

Pela legalidade: OAB diz que posição do STJ repõe a ordem e a lei.

Vice assume: Paulo Octávio pede união pelo Distrito Federal. (págs. 1 e 19 a 25)

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Valor Econômico

Manchete: Retorno de compulsórios trará pressão sobre juros
Os bancos esperam uma elevação das taxas de juros no crédito a partir de abril, quando termina a flexibilização dos depósitos compulsórios promovida pelo Banco Central durante a crise. Cerca de R$ 120 bilhões foram liberados para dar liquidez ao sistema financeiro doméstico, travado em meio ao pânico dos mercados internacionais. Boa parte desse dinheiro foi dirigida aos grandes bancos para que adquirissem as carteiras de crédito das pequenas e médias instituições em dificuldades.

A expectativa é que a devolução dos compulsórios seja feita gradativamente, mas mesmo assim “o efeito no custo do crédito será imediato”, disse um executivo de uma instituição de médio porte. Haverá algum impacto na rentabilidade das instituições, já que parte do dinheiro hoje aplicado em operações de crédito terá de voltar em espécie ao BC, sem remuneração. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixou claro em entrevista recente que “não existirá uma volta automática ao nível anterior”. (págs. 1 e C1)


PAC 2 prevê R$ 21 bi para ferrovias
A segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, com planos de investimento até 2020, prevê a expansão da malha ferroviária dos atuais 29 mil para 40 mil quilômetros. Essa projeção inclui projetos não realizados no primeiro PAC.

O orçamento total para ferrovias no PAC 2 não está fechado, mas estima-se o preço médio de US$ 1 milhão por quilômetro, ou quase R$ 21 bilhões. Estão previstas interligações entre os principais ramais do país e destes com os portos - além de Pecém (CE) e Suape (PE), onde chegará a Nova Transnordestina até 2012, haveria também ligações entre a Norte-Sul e o porto de Barcarena (PA) e da Ferrosul até Rio Grande (RS). (págs. 1 e A5)

Aos 91 anos, Nelson Mandela assistiu ontem às comemorações nacionais dos 20 anos de sua libertação da prisão, um dos marcos do fim do regime racista da África do Sul. O primeiro presidente negro do país, mesmo afastado da vida pública, ainda é a figura política mais reverenciada da nação. (págs. 1 e A11)

Pilgrim’s, da JBS, volta a investir
Depois de ter seu controle adquirido pela JBS em setembro e de ter saído da “recuperação judicial” em dezembro, a Pilgrim's Pride faz planos para reabrir unidades fechadas, informou ao Valor o presidente da empresa, Don Jackson. Nos 18 meses anteriores à venda foram fechadas 10 das 37 unidades da companhia localizadas nos EUA e no México. “Ainda não está decidido quais serão reabertas”, disse. Segundo Jackson, já estão sendo feitos alguns “pequenos investimentos” associados ao recente aumento de 2% na produção. A empresa também tem feito mudanças nas plantas para melhorar o

“4mix”, com produtos de margem maior, e ganhar eficiência. “Queremos vender mais produtos com maior valor agregado, como pratos prontos e pré-prontos, e menos itens in natura”. (págs. 1 e B12)

Alta da carne agita a Argentina
Os argentinos convivem há mais de cinco anos com inflação de dois dígitos, mas só agora ela começou a doer na carne. Do bife de chorizo à paleta, o principal alimento da Argentina já subiu cerca de 35% só nas primeiras semanas do ano, de acordo com os cálculos de consultorias privadas.

Para tentar impedir uma onda de protestos - os argentinos são os maiores consumidores de carne do mundo, com 73 quilos anuais por pessoa - o governo avalia medidas como novos “acordos” de preços com o setor privado e a proibição de exportações. Mais uma vez, a presidente Cristina Kirchner culpou os pecuaristas pelos aumentos. As suas declarações reacenderam a ira das entidades rurais, que já vinham demonstrando crescente descontentamento com os problemas na comercialização do trigo. (págs. 1 e A8)


Europa debate subsídio, mas não vai cortá-lo
A agenda da União Europeia deste ano será dominada pela reforma da Política Agrícola Comum e pelo debate sobre como financiar o sistema de subsídios após 2013. São temas extremamente relevantes já que a EU dá € 50 bilhões por ano para o setor agrícola, ou seja, metade do orçamento europeu é para a agricultura.

O resultado do debate definirá o futuro da agricultura europeia pelas próximas décadas. Em Bruxelas, todos afirmam que a reforma é necessária, mas a resistência em cortar os subsídios é cada vez maior. E o Tratado de Lisboa colocou mais um ator em cena: o Parlamento Europeu - antes um simples observador na discussão, agora terá o mesmo poder que os governos nacionais na decisão final. (págs. 1 e B11)

BNDES define novo projeto do laptop escolar
O governo federal definiu as regras que vão orientar a nova fase do programa Um Computador por Aluno, iniciativa que passa a contar com uma linha de financiamento de R$ 650 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com os recursos, operados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, a expectativa é financiar mais de 1 milhão de laptops escolares, que serão entregues a estudantes das redes públicas de ensino de Estados e municípios. (págs. 1 e B3)

Prisão de Arruda agrava crise no DEM
Pela primeira vez em sua história, o Superior Tribunal de Justiça mandou um governador de Estado para a prisão. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), entregou-se ontem à Polícia Federal depois que o STJ, por 12 votos a 2, decidiu pela prisão preventiva. O Ministério Público Federal pediu intervenção no DF, às vésperas das festividades de seus 50 anos. “Se for posto em liberdade e continuar no governo, continuaremos tendo a máquina pública do DF a serviço dessa organização criminosa”, disse o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Um dos empecilhos a esta decisão é que, com qualquer das unidades da Federação sob intervenção, o país não pode realizar eleições. A prisão aprofunda a crise no DEM e afeta o peso do partido na sucessão presidencial. (págs. 1 e A6)

Emprego recua na indústria
O nível de emprego na indústria paulista caiu 2,68% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2009, com o fechamento de 60 mil postos de trabalho. Em relação a dezembro, houve alta de 0,42%.

Consórcio para Belo Monte
A construtora Andrade Gutierrez, a Neoenergia, a Vale e a Votorantim formaram ontem o primeiro consórcio oficial para disputar o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Posteriormente, a Eletrobrás integrará a sociedade. (págs. 1 e A4)

Compasso de espera
Na contramão de outras montadoras que aceleram planos de expansão nos mercados emergentes, a Honda suspende as obras da nova fábrica argentina e descarta o segmento dos populares. (págs. 1 e B1)


Iguatemi mira Villa Daslu
O grupo Iguatemi, da família Jereissati, está perto de assumir a administração da Villa Daslu. Segundo fontes do setor, a loja de artigos de luxo pode deixar o imóvel. (págs. 1 e B4)

Programação própria
Insatisfeitos com a programação da TV americana, o Walmart e a Procter & Gamble se unem para produzir seu próprio filme, segundo eles mais adequado às famílias e a receber os anúncios dos dois gigantes. (págs. 1 e B4)

'Trator' da exportação
A Air Tractor, fabricante de aviões agrícolas do Texas, cresce com a exportação para grandes produtores de grãos, como o Brasil, e se torna modelo de sucesso para o governo de Barack Obama. (págs. 1 e B6)

Syngenta aposta em sementes
Uma das maiores companhias de defensivos agrícolas do mundo, a Syngenta - que obtém 80% de sua receita nesse segmento - quer crescer na área de sementes, que deverá responder por 40% dos negócios em 15 anos. (págs. 1 e Bl2)

Roma e Berlim disputam o BCE
Os presidentes dos bancos centrais da Alemanha e da Itália disputam a vaga de Jean-Claude Trichet no BCE. Ele deixa o cargo em 2011, mas seu sucessor será praticamente decidido na próxima semana. (págs. 1 e Cl8)


Ideias
Claudia Safatle: Pressões de custo começam a surgir, após longo período de estabilidade de preços industriais. (págs. 1 e A2)

Ideias
Márcio Garcia: A posição patrimonial do governo, medida pela dívida líquida, piora significativamente. (págs. 1 e A13)

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Jornal do Commercio

Manchete: Arruda se entrega ao ter prisão decretada

Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi detido por decisão do STJ, acusado de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora. Defesa pediu habeas corpus, que só será julgado hoje pelo Supremo. (pág. 1)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Aqui em Brasília - STJ se reúne para decidir sobre prisão preventiva de Arruda e se confirma o afastamento do Governo

Procuradoria pediu prisão do governador do Distrito Federal.
Motivo da prisão seria o suborno a testemunha do mensalão do DEM.

Nathalia Passarinho e Fausto Carneiro Do G1, em Brasília

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está reunido na tarde desta quinta-feira (11) para decidir sobre pedido de prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). O motivo é a tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra. A reunião da corte especial do STJ começou por volta de 15h40. A prisão só é decretada depois de ser referendada pelos ministros integrantes da corte.

Mais três personeiros do Governo também estão sendo indiciados no decreto de prisão  que se publicou agora.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aqui em Brasília - O Jader define na Assembleia Legislativa do Pará se vai ou não vai

Prestem atenção: 
SE NA ASSEMBLEI LEGISLATIVA O PMDB APOIA O EMPRÉSTIMO DE 360 MILHÕES, QUE A GOVERNADORA PRECISA PARA CONCLUIR OBRAS DE FIM DE MANDATO, AÍ É QUE TEREMOS CHAPA PT-PMDB. NÃO SOBRARÁ PARA NINGUÉM. 

CASO CONTRÁRIO, SE O TAL EMPRÉSTIMO É REJEITADO, A CASA PEGA FOGO E A CAMPANHA SERÁ DURA, UM VALE TUDO PARAENSE.

UNS VÃO FALAR QUE FOI UM TIRO NO PÉ E QUE NEGARAM SAL E ÁGUA E OUTROS VÃO FALAR QUE ERA DINHEIRO PARA A CAMPANHA, E POR AÍ VAI.

Assim se fala por aqui, espere para ver.

Eleições - Marina Silva solta o verbo e proclama discurso de unidade tucana e petista.



Eu achei o maior barato essa conversa da Marina, em certa medida, se a gente faz uma análise superficial, até que cola.


Ela sugere uma falta de visão política dos partidos PT e PSDB ao não entrarem em um acordo. Parece que até é válida essa crítica, finalmente nem o PT é tão socialista como ela disse muitas vezes, nem os tucanos são tão neoliberais como o PT diz. E ambos são meio socialdemócratas, sõ que o PT um pouco mais à esquerda e o PSDB um pouco mais à direita. Eu acredito que o grande diferencial do Governo Lulatem sido seu programa social.


Veja aqui a estrevista da Marina no Estadão e mande seu comentário.

SÃO PAULO - A senadora e pré-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva (AC), disse nesta terça-feira, 9, durante entrevista à TV Estadão, que PT e PSDB erraram nos últimos 16 anos ao não entrarem em um acordo para garantir a governabilidade do País. "Um erro que cometemos, e digo nós porque fiz parte do PT durante 30 anos, foi o de não estabelecer um ponto de contato com o PSDB no período em que ele foi governo. E a mesma coisa aconteceu no período em que o presidente Lula é governo."

Leia mais e assista a entrevista completa  da Senadora no Estado de São Paulo

Marina defendeu o entendimento entre os grandes partidos e diz que o PV tem "vontade de conversar". "Ninguém governa sozinho", disse, mas reconheceu que esse acordo suprapartidário, no Brasil, ainda está no campo da utopia. "A grande utopia deste País é que se possa conseguir uma governabilidade baseada em princípios e não apenas no cálculo pragmático de maioria, que muitas vezes é fisiológica."

A pré-candidata criticou o que chamou de disputa entre dois passados, referindo-se às comparações entre os governos Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). "Por mais relevantes que esses governos sejam, não podemos engessar o País em um plebiscito para ver quem fez mais no passado."

Aqui em Brasília - Crianças desaparecidas en Luziânia (GO)

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi o primeiro parlamentar a visitar as mães dos jovens desaparecidos de Luziânia (GO), em 29 de janeiro, e o primeiro a exigir a presença da Polícia Federal nas investigações. Mas somente nesta terça (9), o ministro da Justiça, Tarso Genro, aceitou o pleito das mães e do senador.

Veja mais no Blog do Cristovam

Belém - àguas de março

Em Belém, Água e lixo invadem ruas

Amazônia Jornal,Edição de 10/02/2010
YÁSKARA CAVALCANTE
Da Redação
(Foto de arquivo)

Com a chuva que caiu ontem à tarde, entre 16h e 18h, a população de Belém enfrentou novamente problemas com os alagamentos. O trânsito ficou congestionado nos bairros de Nazaré, Cremação, Jurunas, Guamá e Cidade Velha, obrigando motoristas a procurarem áreas mais seguras, longe dos canais cheios, que além de transbordarem e invadir residências, deixando moradores 'ilhados', carregava junto outro vilão: o lixo depositado pela própria população, que se espalhava no meio da rua. Veículos e pedestres eram obrigados a desviar caminho em cenas de mostravam a total carência de um projeto rápido e eficaz para drenar e sanear as áreas mais necessitadas de atenção.

Entre os pontos considerados mais perigosos e críticos por técnicos da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) estão os canais da Quintino, da 14 de Março e Caripunas, que fazem parte da bacia da Estrada Nova. Todos completamente cheios ontem, durante a chuva de quase duas horas que caiu sobre a cidade. E tudo não se transformou num caos ainda maior porque, segundo o técnico em saneamento Marcus Carvalho, da Sesan, a maré alta só aconteceu às 20h15, quando a chuva já tinha parado.

Na travessa 14 de Março com a rua dos Pariquis, o canal parecia invisível, pois transbordou e alagou toda a área. Para sair de casa, moradores tiveram de enfrentar o 'rio' que se formou e motoristas se arriscaram com os veículos dentro d’água.

Outro ponto crítico, o canal da Quintino também transbordou. A equipe de reportagem presenciou a situação do trecho que obrigou Carlos Pinheiro, vendedor de picolé, a tirar a sandália e arriscar o carrinho de trabalho na água que invadiu a travessa Padre Eutíquio próximo à Quintino, onde uma adutora da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) dá sinais de que ali há uma obra, ainda que aparentemente paralisada.

A situação nesse trecho é tão precária, que além da dor de cabeça que moradores e motoristas têm, os assaltos parecem fazer parte da rotina de quem vive às proximidades do canal da Quintino. Por volta das 17h, a reportagem presenciou um assalto, onde três adolescentes roubaram a bolsa de uma mulher e saíram correndo, armados, pelo meio da área alagada.

Passarelas construídas em frente a shopping podem submergir

Os canais da Doca e da Tamandaré não chegaram a alagar com a chuva de ontem. Porém, afirma o técnico em saneamento Marcus Carvalho, podem, sim, chegar ao nível máximo, o que deve acontecer se as chuvas coincidirem com a alta da maré, que segundo a meteorologia vai atingir o limite no próximo dia 28, devendo chegar a 4,2 metros.

O técnico explica que se na hora da chuva de ontem a maré estivesse cheia, a situação do belenense seria caótica, assim como previu anteriormente o engenheiro sanitarista Luis Otávio Mota Carvalho. 'Se a chuva coincidir com a maré alta seria um caos, pois o volume de água é muito maior. Até mesmo para baixar o nível da água dos canais demora', observa Marcus Carvalho, que já atua há 24 anos como técnico em saneamento, tendo vasta experiência quanto à manutenção realizada pela Sesan nos canais de Belém.

Marcus não descarta a possibilidade das pontes, ou vigas, que foram construídas sobre o canal da Doca, na área de frente ao Boulevard Shopping, na avenida Doca de Souza Franco, desaparecerem caso o nível da água da chuva junto com a influência da maré alta ultrapasse os limites previstos por técnicos e especialistas em saneamento. 'Se chover muito e a maré chegar a mais de quatro metros, como está previsto na tábua de marés, essas pontes de frente ao shopping podem, sim, fica embaixo d’água', prevê o técnico.

Para o especialista, bastam duas horas de chuva e a cheia da maré para que a cidade seja castigada pelos alagamentos. Por isso, ele orienta a população para que fique atenta ao tempo e, se possível, evite sair de casa se a chuva ameaçar cair.

O QUE DEVE SER EVITADO

Pontos críticos que mais alagam quando chove e que com a maré alta tendem criar sérios problemas à população.

 Travessa 14 de Março com Caripunas, Conselheiro Furtado e entorno;
 Travessa Quintino Bocaiúva com Conselheiro Furtado;
 Rua dos Mundurucus com Rui Barbosa, Quintino Bocaiúva, Alcindo Cacela e 14 de Março;
 Travessa Quintino Bocaiúva, entre Fernando Guilhon e Timbiras;
 Rua 28 de Setembro com avenida Visconde de Souza Franco ;
 Travessa 9 de Janeiro com avenida Governador José Malcher;
 Avenida Alcindo Cacela, entre avenida Padre Eutíquio e rua São Miguel;
 Rua Fernando Guilhon, entre Quintino Bocaiuva e 14 de Março;
 Rua dos Pariquis, entre Alcindo Cacela e 14 de Março;
 Avenida Bernardo Sayão

Dicas para pedestres e motoristas fugirem dos alagamentos
 Evitar trafegar pelas áreas baixas (Pariquis, 14 de Março, Mundurucus, Fernando Guilhon, Quintino Bocaiúva, Padre Eutíquio, Rui Barbosa, Alcinco Cacela, Timbiras e Caripunas);
 Esperar a chuva passar para se locomover de carro ou outro meio de transporte;
Quando estiver na rua e chover forte, procurar abrigo em estacionamentos de supermercados ou locais seguros até que a chuva passe;
 Não trafegar ou caminhar ao lado de canais quando eles estiverem cheios ou ainda quando estiver chovendo

Pé na Estrada

Amazônia JornalEdição de 07/02/2010
Manolo Alves (Coluna)

Reunião do conselho administrativo do Senar movimentou Capanema

O Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) realizou na última sexta-feira, na cidade de Capanema, a primeira reunião do seu Conselho Administrativo, fora da capital, com as presenças do secretário executivo nacional do Senar, Omar Henemann; do superintendente do Senar no Pará, Walter Cardoso; do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier; do superintendente do Sebrae no Pará, Tião Miranda; Sílvio, assessor e representante do governo do Estado; do prefeito de Capanema, Eslon Martins; do secretário de agricultura do município, Nelson Araújo; do presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Capanema, Josenildo Mano, entre outros.

Na ocasião, foram entregues certificados para 300 concluintes de cursos realizados pelo Senar no município de Capanema. Também houve o lançamento do programa 'Secretaria eficiente' e a entrega de uma sala de inclusão digital rural com 10 computadores para os trabalhadores rurais local.

O secretário Omar Henemann proferiu uma extrovertida palestra motivadora aos produtores rurais, com a qual homenageou a presidente da Pastoral da Criança na América do Sul, Zilda Arns, que morreu durante os recentes terremotos no Haiti.

Cursos profissionalizantes em Castanhal

Um grupo de 13 alunos, todos filhos de pequenos produtores rurais de diversas localidades do município de São João de Pirabas, começam amanhã seus cursos profissionalizantes no Instituto de Ensino do Estado do Pará, em Castanhal. Os cursos são de agropecuária, agroindústria, agrofloresta e computação, com duração entre um e dois anos. A iniciativa dos cursos partiu da Associação de Produtores Rurais de Santa Luzia de Pirabas, na pessoa do seu presidente, Carlito, com apoio da Casa Civil do governo do Estado.

Câmara Municipal de Salinópolis

A Câmara Municipal de Salinópolis viveu clima de tensão na noite da última segunda-feira. O presidente Machadinho, do DEM, havia convocado uma sessão extraordinária para votar um projeto alterando a Lei Orgânica do município, acrescentando um dispositivo que desse poderes para o próprio presidente cassar o prefeito e o vice-prefeito sem a autorização do plenário da Câmara. Apesar de o presidente ter cinco dos nove vereadores na Câmara, nenhum deles compareceu à sessão. Machadinho mandou dizer apenas que estava doente e por isso a sessão tinha que ser cancelada. A decisão foi motivo de muitas vaias por parte do grande número de pessoas que foram à Câmara assistir à sessão.

Inaugurada a rodovia do Carapajó

A governadora Ana Júlia inaugurou, ontem, a rodovia do Carapajó, que liga a PA-151 ao município de Cametá, e toda margem esquerda do rio Tocantins. A rodovia tem 15 quilômetros de extensão e vai até o porto do Carapajó, onde vivem centenas de famílias, e onde é feita a travessia de balsa para Cametá. Na cidade de Cametá, Ana Júlia entregou equipamentos de segurança e inspecionou as obras de contenção que serão executadas nas margens do rio Tocantins.

Ponte quebrada em Boa Vista

É ruim o estado de conservação da estrada que dá acesso à vila de Boa Vista, no município de Quatipuru. Uma das pontes está quebrada e coloca em risco a vida de quem passa sobre ela. Moradores dizem que a estrutura da ponte está profundamente comprometida e pode desabar a qualquer momento.

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VIAJANDO

 Morador da cidade de Bonito manda dizer à coluna que o asfalto da PA-242 está feito apenas no trecho Peixe-Boi/Nova Timboteua. De Peixe-Boi até Capanema, nada foi feito.
 A Setran informa que está esperando o tempo melhorar para reiniciar a imprimação e depois a capa selante no trecho.
 Conforme apalavrado na audiência pública em Peixe-Boi, a PA-242 será concluída em final de fevereiro, quando todo o trecho de Capanema/Nova Timboteua estará com capa selante dupla.
 Solidariedade à colega jornalista Shirley Castilho, assessora de imprensa do Coimp (Consórcio Integrado de Municípios Paraenses), que foi assaltada dias atrás, em Belém. Perdeu celular, dinheiro e outros pertences substituíveis.

Belém - Saúde em garrafas, as plantas e a esperança para a cura

Amazônia Jornal, Edição de 10/02/2010

Um fruto misturado a suco de uva e conservantes naturais com poder de curar ou combater mais de 100 problemas de saúde. Essa é a promessa da 'Garrafada de Noni', amplamente comercializada pelas erveiras do mercado do Ver-o-Peso, em Belém, por R$ 20. O noni, que tem origem asiática e passou a ser consumido no Brasil principalmente por suas supostas propriedades farmacológicas, é só um exemplo entre os muitos frutos, raízes e ervas oferecidos como remédios na feira. Há garrafadas para combater problemas respiratórios, inflamações, infecções, pressão alta, diabetes e misturas secretas que prometem até para curar mais de uma doença.

O consumidor, porém, deve ficar atento. Para preservar o segredo da fórmula, algumas erveiras admitem não colocar no rótulo da garrafa todos os ingredientes. Em alguns casos podem ser até 20 folhas ou raízes diferentes. No 'Viagra Natural', por exemplo, são 13 ingredientes, entre eles a catuaba, o marapuama, o guaraná e o ginseng. 'Geralmente são só os principais', disse uma delas, apontando para o termo 'etc.' no final de um dos rótulos. 'Quando a pessoa vem comprar a gente explica direitinho', disse. As garrafadas também não trazem muita orientação sobre o consumo, geralmente a informação se restringe ao número de doses diárias, ao preparo e à duração do produto. Segundo as erveiras, os preparados podem ser consumidos com segurança em até três meses, mas a data de fabricação não está estampada na embalagem.

Vendedora de ervas há seis anos, Patrícia está aprendendo com a mãe, Iracilda, a 'Loira', os segredos da manipulação das plantas medicinais. Todos os compostos vendidos na feira são de fabricação caseira.

Restrições - Farmacêuticos vêm com restrição os chamados remédios naturais. 'Em primeiro lugar esses produtos não podem ser chamados de medicamentos, já que não têm registro do Ministério da Saúde ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária', esclareceu o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Pará e Amapá (CRF PA/AP), Daniel Costa. Ele chama atenção para outro risco. 'Por não ter o controle, a gente não sabe ao certo de que maneira essas garrafadas são preparadas, de que forma essas ervas estão sendo manipuladas', alerta.

Para o farmacêutico, porém, a falta de uma fiscalização mais rigorosa compromete a utilização das ervas, mesmo aquelas com comprovado valor terapêutico. 'O boldo, por exemplo, nós sabemos que proporciona benefícios para o sistema digestivo, mas você deve utilizar apenas a folha do boldo. Se utilizar o talo, já não terá o mesmo efeito', explicou. O farmacêutico vai além. Segundo ele, o consumo combinado dessas plantas, cascas e raízes pode acarretar de alergias a intoxicações.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Chile - Designado Gabinete do novo presidente. Todos são doutores em Harvard, Chigago, MIT, NY, Texas, Minessota. A "crema e nata" dos chicagos.

Designado Gabinete do Presidente eleito do chile,  Sebastian Piñera. Dos 22 ministros, apenas 3 são ex deputados o políticos, os demais são ex professores, técnicos ou administradores que atuavam no setor privado. Poucos dos ministros superam os 45 anos de idade. Apenas dos ministros com sobrenomes de origem chileno.

Veja os curriculos. Vamos a ver o que da com este novo experimento neoliberal que vêm do Sul do continente.

Rodrigo Hinzpeter, futuro ministro del Interior, fue el coordinador general de la campaña presidencial de Sebastián Piñera. El abogado de la Pontificia Universidad Católica es uno de los más cercanos al Presidente electo, y trabajó desde la segunda vuelta electoral del 2006 en la campaña presidencial que llevó a Piñera a La Moneda. Hinzpeter tiene un posgrado en Derecho en la Universidad de Harvard y uno en Economía en la Universidad de Chile.

Alfredo Moreno, el nuevo canciller, es ingeniero civil industrial de la Pontificia Universidad Católica, se desempaña como director de Falabella en la actualidad y presidió en 2005 y 2006 el Instituto Chileno de Administración Racional de las Empresas (Icare). Moreno posee un MBA de la Universidad de Chicago.

Una de las sorpresas del gabinete es Jaime Ravinet, miembro de la Democracia Cristiana y que asume como ministro de Defensa, donde ya estuvo en el gobierno de Ricardo Lagos, cuando reemplazó a Michelle Bachelet en dicha cartera. En el mismo gobierno, Ravinet también fue biministro de Vivienda y Urbanismo y de Bienes Nacionales. En la década del 90, el abogado de la Universidad de Chile fue alcalde de Santiago.

Quien asumirá en Hacienda, Felipe Larraín, economista de la Pontificia Universidad Católica, quien ha sido consultor del Banco Mundial, del FMI, del BID entre otros. Tiene un PhD en Economía de la Universidad de Harvard y es profesor en la Pontificia Universidad Católica de Chile.

En la vocería de Gobierno estará Ena von Baer, periodista con un doctorado en Ciencia Política, se hizo conocida tras ser panelista del programa “Estado Nacional” de TVN, y luego por ser candidata a senadora por la Región de la Araucanía, carrera que perdió estrechamente.

Cristián Larroulet, quién será el ministro secretario general de la Presidencia, es ingeniero comercial de la Pontificia Universidad Católica, y dirige el Instituto Libertad y Desarrollo. Cercano a la UDI, Larroulet posee estudios en la Universidad de Chicago.

En Economía asumirá Juan Andrés Fontaine, también ingeniero comercial de la Pontificia Universidad Católica, que posee un Master en economía y también realizó estudios en la Universidad de Chicago.

Para el Mideplan, Piñera eligió a Felipe Kast, economista de la Pontificia Universidad Católica y doctor en Políticas Públicas de la Universidad de Harvard. El nuevo ministro de Planificación es hijo de Miguel Kast, quien fuera ex ministro del gobierno de Augusto Pinochet.

Joaquín Lavín Infante, 2 veces candidato presidencial y ex alcalde de Santiago y Las Condes, es el elegido para Educación. Lavín es ingeniero comercial de la Pontificia Universidad Católica, y tiene un master en economía en la Universidad de Chicago.

En Justicia asumirá Felipe Bulnes. Él es abogado y Master en Derecho de la Universidad de Harvard, y fue coordinador del grupo de Justicia Civil de los Grupos Tantauco.

Camila Merino será quien asuma como ministra del Trabajo y Previsión Social. Merino es ingeniera civil industrial de la Pontificia Universidad Católica, y posee un MBA en el MIT, Estados Unidos. Actualmente es gerente general del Metro S.A.

Para Obras Públicas, Piñera eligió como ministro a Hernán de Solminihac, quien es ingeniero civil de la Pontificia Universidad Católica, y posee un doctorado en la Universidad de Texas. Actualmente es decano de la Facultad de Ingeniería de la Universidad Católica.

Jaime Mañalich, médico de la Universidad de Chile y director médico de la Clínica Las Condes, será el futuro ministro de Salud. Recordemos que Piñera hasta hace poco tiempo estuvo en el directorio de dicha clínica privada.

La señora del ex presidente de la UDI, Hernán Larraín, asume en la cartera de Vivienda y Urbanismo. Magdalena Matte es ingeniera civil de la Pontificia Universidad Católica, y actualmente es directora ejecutiva y accionista de la Papelera Dimar.

Para la cartera de Agricultura el elegido es José Antonio Galilea, ex diputado de Renovación Nacional en La Araucanía, y técnico agrícola con especialidad en ganadería.

En Minería fue elegido Laurence Golborne, ingeniero civil industrial de la Pontificia Universidad Católica y ex gerente general de Cencosud.

Felipe Morandé, ex panelista de Tolerancia Cero de Chilevisión, asumirá en el Ministerio de Transportes y Telecomunicaciones. Morandé es ingeniero comercial y Master en Economía de la Pontificia Universidad Católica, con un PhD en Economía en la Universidad de Minessotta. Actualmente es decano de la Facultad de Economía y Negocios de la Universidad de Chile.

Para Bienes Nacionales, Piñera escogió a Catalina Parot, abogada de la Pontificia Universidad Católica y candidata a diputada en la última elección por su partido (RN).

En Energía asumirá Ricardo Rainieri, quien es ingeniero comercial y Master en Economía de la Pontificia Universidad Católica, con un Doctorado y un Master en Economía en la Universidad de Minessotta. Fue coordinador de la comisión de Energía de los Grupos Tantauco.

Carolina Schmidt será la ministra del Servicio Nacional de la Mujer (Sernam). Ella es ingeniera comercial de la Pontificia Universidad Católica y diplomada en Marketing en la Universidad de Nueva York.

El actor Luciano Cruz-Coke será el ministro del Consejo Nacional de la Cultura y las Artes. Cruz-Coke, actor de televisión, teatro y cine, se ha desempañado como gestor cultural del Teatro Lastarria 90, y participó activamente en la campaña de Sebastián Piñera.

Por último, María Ignacia Benítez, ingeniera civil químico de la Universidad de Chile, asumirá como ministra de Medio Ambiente. Desde el año 1992 trabaja en Gestión Ambiental Consultores.

Política - Ainda falta musculatura para contestar o discurso do ex-Presidente

Os coordenadores da campanha da Ministra Dilma Rousseff, ficam acuados quando fala o “Marques”, um dos teóricos (que são muitos) do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ressalto aqui algumas das críticas, que em nada contestam ao FHC:
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que as críticas de FHC tornam mais fácil a disputa eleitoral porque o partido poderá vincular o governo do ex-presidente com o candidato tucano: "No desespero dos tucanos, ele resolveu aparecer. Quanto mais ele fala, mais fácil é fazer o vínculo do Serra com o Fernando Henrique e com o governo Fernando Henrique."

O líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT), disse que FHC faz um discurso isolado porque nem os candidatos tucanos querem destacar a gestão do ex-presidente. "Ele vai atrapalhar ainda mais os candidatos dele, que querem escondê-lo. Ele precisa ter cuidado, senão vai se desmoralizar e aumentar a sua rejeição, maior do que já está."

Veja como não há conteúdo, só conversa geral, nada que toque no centro do artigo.
Está faltando ir aos detalhes do artigo do FHC. Vamos por partes.
Apenas um só exemplo que ilustra como o Ex-Presidente defende a privatização da Vale, mostra uma verdade só pela metade, já que a Vale pode até pagar mais imposto hoje, que dividendos, quando era estatal. Entretanto não tem sido revelado o grande impacto de recursos naturais exauríveis que a Vale está provocando no Brasil. Paga mais porque o buraco está indo a fundo, já que a especialidade da empresa é retirar o minério e enviar apenas commodities para o exterior, matéria prima que serve para produzir bens com valor agregado.

A Vale não investe em tecnologia nem tem como objetivo agregar valor aos produtos.
Em comparação veja o caso de Petrobrás, investe em pesquisa e desenvolvimento, em tecnologia e agrega valor aos produtos, aqui no Brasil.

E a educação, não falou no artigo do terror imposto na universidades federais, com a falta de recursos. Lembrem-se que para contratar um professor era necessário a aposentadoria de dois! A privatização da educação era fortemente apoiada pelo ex-Ministro Paulo Renato, muito diferente da postura do atual ministro de educação.

Outra marca do ex-Ministro era o horror que se tinha contra os CEFET´s, que hoje estão sendo transformados em Institutos Tecnológicos, o que cria uma nova janela de oportunidade que se torna extraordinária para realizar as inovações tecnológicas que a indústria brasileira precisa.

Na área social, não existe comparação, me desculpem, mas não da nem para falar do imenso avanço experimentado no governo Lula. Não é apenas prolongação do que já tinha sido feito. É uma visão diferente, uma postura estratégica de cerca de 180º se comparada com a política social do FHC.

Claro que também, aquela era outra época, uma fase da economia internacional muito diferente, o mercado não estava tão desacreditado e hoje, diga de passagem, os bancos estão felices com a política monetária do Banco Central.

Como pode ser observado, tudo depende do ponto de vista. vamos a esperar aí uma resposta mais ou menos convincente, ao ex-Presidente.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Plano Brasil 2022 - Mais e melhores recursos para superar a pobreza, Ministro Samuel Pinheiro (SAE)

“O benefício não pode ser só para aqueles que estão abaixo da linha da pobreza”

Cláudio Dantas Sequeira, ISTOÉ.
(entrevista completa)

Elaborar uma agenda de trabalho que sirva como atalho para o Brasil se tornar uma potência global em apenas duas décadas. Essa é a tarefa delegada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Há três meses, desde que assumiu o posto, ele divide sua rotina entre reuniões técnicas e viagens pelo País. O resultado de horas de estudos e negociações é um calhamaço de aproximadamente 200 páginas, batizado de Plano
Brasil 2020, a cuja sexta e última versão ISTOÉ teve acesso.

"Na área da saúde, temos que depender menos de medicamentos importados.
É uma questão de soberania, de segurança"

O documento, de caráter reservado, lista 150 metas e ações, inclusive mudanças de parâmetros do Bolsa Família, a expansão do número de salas de cinema e até a criação de uma “entidade estatal do esporte”. “É preciso ampliar o Bolsa Família. Não se pode contemplar apenas aqueles que estão abaixo da linha da pobreza”, diz. Essas e outras ideias demandam pesado investimento público, mas o ministro não está
preocupado. “Vamos financiar todas essas ações com a exploração do pré-sal”,
afirma.

Ex-secretário-geral do Itamaraty, onde travou algumas polêmicas batalhas por sua militância de esquerda, Guimarães, 70 anos, avisa que o “Plano” não tem cor partidária, mas pode ser usado pela ministra e pré-candidata Dilma Rousseff na campanha presidencial: “Mantenho a Casa Civil permanentemente informada.”

Istoé - O que é o Plano Brasil 2022?
Samuel Pinheiro Guimarães - Trata-se de um projeto de metas e ações estratégicas para guiar o  desenvolvimento do País. A data-limite é o aniversário de 200 anos da independência. Basicamente, pegamos os planos setoriais dos ministérios, identificamos os aspectos mais importantes e nos debruçamos sobre eles para consolidá-los. Todos os ministérios participam através de grupos de trabalho e a coordenação é feita pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com apoio da Casa Civil e do Ipea. Já fizemos as reuniões técnicas e agora vou a cada ministro para debater as metas.

Istoé - E quais são as prioridades? De que metas estamos falando?
Samuel Pinheiro Guimarães - Os temas são variados, desde violência urbana e defesa até agricultura, cultura, comércio e política externa. No total, são cerca de 150 metas. Dentre as prioridades estão a diversificação e a ampliação substancial da produção nacional para conseguirmos cumprir uma previsão de crescimento anual entre 6% e 7% do PIB. Com esse ritmo, poderemos tornar o Brasil a 5ª potência mundial. Outra meta importante é promover firmemente a redistribuição de renda.

Istoé - Isso significa a ampliação de programas como o Bolsa Família?
Samuel Pinheiro Guimarães - Estamos criando um novo parâmetro. Consideramos que o rendimento-limite é muito baixo. Hoje, recebem o auxílio aquelas famílias com renda mensal de até R$ 140. Trata-se de um critério absoluto. Estamos examinando com o ministro Patrus Ananias a possibilidade de que o patamar seja relativo e contemple não só aqueles que estão abaixo da linha da pobreza. Quero dizer que vamos considerar a relação que existe entre os 10% mais ricos, que detêm 44% da renda nacional, e os 10% mais pobres, que têm só 1% da riqueza. Temos que reduzir essa desigualdade. Ainda estamos definindo a meta, mas certamente poderia significar um aumento de 30% a 40% do número de beneficiados pelo Bolsa Família. A isso se somará a garantia da regularidade do reajuste dos benefícios.

Istoé - Mas como financiar essa meta? A carga tributária atual já não é pesada demais?
Samuel Pinheiro Guimarães - Haverá uma nova fonte de receita com a exploração do pré-sal. Esses recursos abastecerão o fundo social do pré-sal. Também há um volume de despesas com a dívida pública que pode ser reduzido com a queda das taxas de juros, que hoje estão muito acima dos juros reais praticados em outros países. À medida que se reduzir isso com segurança, é possível liberar recursos para uma série de programas importantes.

Istoé - Alguns ministros defendem a criação de outros auxílios, como o “bolsa celular”. O sr. é a favor?
Samuel Pinheiro Guimarães - Não. Pessoalmente, acho que é preciso criar projetos que capacitem a população, que deem acesso ao cidadão que não tem banda larga, por exemplo. Como há uma disparidade de renda muito grande e a iniciativa privada só se dedica aos segmentos mais rentáveis, o Estado tem que assumir o papel de provedor de certos serviços. Isso passa por políticas de investimento, não só na indústria, mas na cultura, na saúde, na educação e no esporte. Uma das metas é incluir o Brasil entre as dez maiores potências esportivas do mundo, a partir dos Jogos Olímpicos de 2016.

Istoé - É uma meta ousada. Como pretende fazer isso?
Samuel Pinheiro Guimarães - Há várias medidas, como incentivar os investimentos no setor com políticas de renúncia fiscal. Mas, além disso, vamos criar uma entidade estatal de excelência no esporte, com a construção e modernização da infraestrutura esportiva. Também vamos instituir uma rede nacional de treinamento e um sistema nacional de avaliação do esporte, baseado nos dados do diagnóstico desportivo nacional. O esporte no Brasil será dividido em três níveis: o de base, nas escolas; o de atletas federados; e o de atletas de elite, com a criação de centros regionais de treinamento.

Istoé - Essa entidade estatal do esporte será uma "Esportebras"?
Samuel Pinheiro Guimarães - Acho que não. Será mais um organismo de coordenação e definição desses programas.

Istoé - Qual a meta para a cultura?
Samuel Pinheiro Guimarães - Queremos ampliar em 30% o número de salas de cinema no País. Hoje, os cinemas estão concentrados em apenas 9% dos municípios. Significa que em 4.500 municípios do País não há cinema.

Istoé - Podem dizer que é para passar o filme do Lula.
Samuel Pinheiro Guimarães - Naturalmente. O fato é que qualquer produtor pode fazer um filme sobre qualquer político, desde que a pessoa tenha uma vida interessante. Também vamos elevar em 50% o número de teatros e em 70% o de salas de espetáculo. Essas metas para o esporte e para a cultura sintetizam bem o papel que o Estado deve ter, seja como indutor da iniciativa privada, seja investindo diretamente. Um dia desses, tive a informação de que 500 municípios brasileiros não têm médicos. Então vamos pôr uma equipe médica em cada município, reduzir em 50% o déficit comercial do complexo industrial de saúde.

Istoé - Isso tem relação com a meta de diversificar a produção nacional?
Samuel Pinheiro Guimarães - Exatamente. Na área de saúde, temos que depender menos de medicamentos importados. É uma questão de soberania, de segurança. Vamos fazer isso com parcerias e transferência de tecnologia. Há todo um esforço na área da indústria de base, na metalurgia. Temos que parar de exportar commodities e agregar valor ao que exportamos. No campo, por exemplo, queremos dobrar a produção de grãos, e fazer o mesmo na pecuária, sem precisar entrar na Amazônia. Isso se faz com melhoramento genético dos rebanhos e das sementes. Em grande medida, torna necessária a ampliação da Embrapa, com a contratação de pesquisadores, melhoria da remuneração.

Istoé - A indústria de defesa está sendo contemplada no plano?
Samuel Pinheiro Guimarães - Estive em São José dos Campos, recentemente, tratando disso. Dentro da Estratégia Nacional de Defesa, vamos priorizar algumas metas como a de aumentar em 20% o efetivo das Forças Armadas, reposicionar 25% do contingente na Amazônia e no Centro-Oeste e elevar em 40% a capacidade operativa da FAB. Nesse ponto, estamos considerando, além da aquisição do primeiro lote de caças, a construção de 12 unidades de cargueiro KC-390. Também é prioridade a criação de duas esquadras da Marinha, uma no Norte/Nordeste e outra no Sudeste, com capacidade de propulsão
nuclear. Queremos instalar mais uma brigada de infantaria de selva e 28 batalhões de fronteira, transferir a brigada de paraquedistas para o centro do País e criar um sistema de defesa antiaérea.

Istoé - Na defesa, qual sua opinião sobre as parcerias tecnológicas?
Samuel Pinheiro Guimarães - Acho que a indústria de defesa tem um impacto muito grande no desenvolvimento tecnológico. Então é necessário dar condições de produção e estimular programas de transferência de tecnologia de produção. Não ir apenas ao mercado. Nesse sentido, os projetos que têm sido desenvolvidos, a compra dos helicópteros, do submarino e dos caças, são importantes.

Istoé - A política externa não precisa mudar?
Samuel Pinheiro Guimarães - Queremos manter o que foi conquistado durante o atual governo e ir além. Assegurar a participação do Brasil na tomada de decisões que afetem diretamente os interesses nacionais, especificamente o Conselho de Segurança. Queremos alcançá-lo antes de 2022. E dentre as ações previstas está a consolidação da presença brasileira em missões de paz e o aprofundamento do papel do País nas discussões de temas globais, como energia, mudança climática, comércio internacional e desarmamento.

Istoé - Mas o Itamaraty não cometeu uma série de erros?
Samuel Pinheiro Guimarães - Não é bem assim. Não acho que houve escorregões. Perdemos muitas disputas, e outros países também. Mas isso não afetou nossa capacidade de participação nesses organismos. Perder a eleição para diretor-geral da OMC não reduziu nossa influência nas discussões sobre comércio internacional. Um país que não compete, não ganha.

Istoé - Mas lançamos candidaturas sem o apoio necessário.
Samuel Pinheiro Guimarães - Essas divisões existem em todas as regiões. Na Ásia, o Paquistão e a Indonésia não aceitam a candidatura da Índia. A China também tem restrições sobre a participação do Japão. Na Europa, a Itália e a Espanha são contra a candidatura da Alemanha. Não há necessidade de unanimidade regional. O debate é permanente.

Istoé - Em Honduras, o sr. autorizou a entrada de Manuel Zelaya na embaixada e o Brasil saiu desgastado.
Samuel Pinheiro Guimarães - Nem sempre se consegue o que se quer. Não acredito que houve desgaste. No caso do Zelaya, tínhamos uma resolução unânime da ONU e outra da OEA condenando o golpe de Estado. Sairia desgastado quem apoiasse o golpe, e nós fomos contra. Eu pergunto: como Lula ganharia o título de estadista do ano, se tantas ações fossem tão equivocadas como se diz?

Istoé - O plano para 2022 vai inspirar o programa de governo da ministra Dilma
Rousseff?
Samuel Pinheiro Guimarães - Nós estamos trabalhando de forma a manter a Casa Civil permanentemente informada. Há plena interação. Pode ser que esses trabalhos sejam úteis na medida em que identificam metas prioritárias para quem estiver preparando o programa. Afinal, para que alguma coisa se realize em 2022, é preciso que algo seja feito entre 2011 e 2014. Mas ressalto que não se trata de um plano de um partido político. Trata-se de um plano para o Brasil. É por isso que, antes de entregá-lo no final de junho, vamos submetê-lo à consulta de ex-ministros, deputados e senadores, independentemente da cor partidária.

Pará - Esqueceram de mim?


E o Edimilson?. Ninguém contava com que ele pode ser candidato.

O PT se tinha esquecido dele. Quanto foi sua força eleitoral em 2006?. Primeiro Turno:



ALMIR GABRIEL
1.370.272

41,10

ANA JULIA
1.173.079

35,19

JOSÉ PRIANTE
438.071

13,14

EDMILSON RODRIGUES
131.088

3,93


E Quanto estrago poderá causar uma nova candidatura do Edimilson?.
Vamos ver.....

Aqui em Brasília - Arruda o Idiota imperfeito (no Blog do Noblat)

A essa altura, por tudo que se sabe, é quase irresistível a tentação de chamar de corrupto o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal (foto acima).

Ele foi apontado pela Polícia Federal como “chefe de uma organização criminosa” responsável pelo mensalão do DEM. Mas a polícia diz o que quer, escreve o que quer e não vai presa. No meu caso...

Nunca fui preso pelo que escrevi. Muito do que escrevi foi censurado na época da ditadura militar de 64. Quanto a ser processado, o depoente reconhece que foi mais de uma dezena de vezes.

Condenado? Só uma – e por negligência do meu advogado. Paguei R$ 20 mil como forma de reparar a honra de um ex-deputado distrital de Brasília preso mais tarde por grilagem de terra.

Outro dia, Arruda distribuiu nota afirmando que me processará por que eu o acusara de oferecer R$ 4 milhões para cada deputado disposto a votar contra seu impeachment.

Leu errado.

Publiquei no blog que a oferta partiu do “esquema interessado” em mantê-lo no cargo. Fazem parte do “esquema” empresários de Brasília que lucraram milhões com obras superfaturadas.

Acho até que Arruda não sabia...

Se cedesse à tentação de taxá-lo de corrupto seria processado na hora. Como só cabe à Justiça resolver essa parada - se quiser e quando quiser -, por ora prefiro me referir a Arruda como um idiota.

Um rematado idiota. Ou melhor: um idiota imperfeito.

Idiota é quem comete uma burrice por descuido ou ignorância. O imperfeito idiota comete a burrice porque se julga inteligente demais, esperto demais.

Logo depois de se eleger governador em 2006, Arruda soube que havia sido filmado recebendo dinheiro vivo durante a campanha.

Quem lhe contou?

Leia o comentário completo aqui no Blog do Noblat

Manchetes de Jornais desta segunda feira 8 de fevereiro

- Globo: TRE abre guerra a milícia, tráfico e bicho na eleição

- Folha: Tarifa de celular é a 2ª maior do mundo

- Estadão: Governo sai em bloco para responder a FHC

- JB: Bota classificado: Dia de El Loco

- Correio: Brasília só recicla 8% do lixo coletado

- Valor: TCU aponta má gestão e irregularidades na Conab

- Jornal do Commercio: Foliões sem descanso

Leia as manchetes e resumos das notícias de alguns dos mais importantes jornais do país.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Jornais do Domingo - Mancheste e resumo de notícias - Reportagem SAÚDE: Cómo cuidar do seu coração


07 de fevereiro de 2010

O Globo (boca maldita)

Manchete: Classe C do Brasil já detém 46% da renda

Ganho é maior do que a soma dos rendimentos das classes A e B

Pela primeira vez na história, a classe C do Brasil, cujos lares recebem de R$ 1.115 a R$ 4.807 por mês, passou a representar a maior fatia da renda nacional. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o segmento detém 46% dos rendimentos das pessoas físicas. Já as classes A e B correspondem a 44%. Entre 2003, quando a classe C tinha 37% da renda, e 2008, 26,9 milhões chegaram a este grupo, que soma 91 milhões de brasileiros. O novo público está mudando o conceito de classe média, padrões de consumo e investimentos das empresas. (págs. 1 e 25)

Na crise, Chávez divide ainda mais

Vivendo a pior crise de seus 11 anos de governo, o presidente Hugo Chávez aprofundou a divisão da sociedade venezuelana. A enviada Mariana Timóteo da Costa mostra um amplo painel das opiniões de cidadãos desse país dividido a respeito de temas como inflação, desenvolvimento e censura. (págs. 1 e 32)

Creches são desafio para o governo

Apenas 18% das crianças até 3 anos têm acesso a creches no país, segundo os dados oficiais mais recentes, o que representa 1,9 milhão de matrículas. Há no Brasil 10,7 milhões de crianças nessa faixa etária. Para melhorar essa situação, o governo federal prevê a construção de seis mil creches no PAC-2. (págs. 1 e 10)
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Folha de S. Paulo (a natureza é boa, mas o governo ruim)


Manchete: Nordeste não consegue escoar safra recorde

Apagão portuário impede o país de ganhar US$ 1 bi a mais com soja
A safra recorde de 65,1 milhões de toneladas de soja vai agravar a situação do já caótico sistema logístico nacional, relata Agnaldo Brito, enviado especial ao Maranhão. O Estado limita a produção por falta de porto. O Ministério da Agricultura e a CNA, confederação dos agricultores, calculam que a fronteira agrícola deixa de produzir 3 milhões de toneladas devido ao apagão portuário. O país perde o equivalente a US$ 1 bilhão. Terminal do porto de Itaqui, chave para o escoamento da produção, está atrasado há três anos e fica pronto apenas em 2012. Despesas crescem porque as safras são embarcadas a 3.000 quilômetros de distância. A Folha percorreu 2.000 quilômetros no Maranhão. De acordo com Pedro Brito, ministro da Secretaria Especial de Portos, no Brasil não existe apagão. Os custos, segundo ele, se assemelham aos da Europa. (págs. 1 e Dinheiro)

BC vai acabar sendo obrigado a vender dólar, diz ex-ministro
Embora tenha deixado o dólar subir nas últimas semanas, o Banco Central vai ser obrigado a intervir no câmbio vendendo a moeda americana, avalia o economista e ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros. Para Mendonça, haverá um momento em que a alta da moeda pesará na inflação e prejudicará empresas e investidores. "Não tenha dúvida de que o BC vai vender dólar. Vai fazer atrasado, como sempre, mas ai." (págs. 1 e B4)

Mina de urânio provoca medo em cidade baiana
Em três meses, nove poços próximos à unidade da estatal Indústrias Nucleares do Brasil em Caetité (BA), local da única mina de urânio em atividade no país, foram fechados por causa do alto índice de radioatividade, até 47 vezes o limite legal, ressalta Marta Salomon. O fechamento dos poços atemoriza a população, de 46 mil habitantes. Se o urânio tiver vazado da mina, o que não foi confirmado, a atividade da fábrica poderá ser suspensa. A estatal contesta o laudo sobre radioatividade, feito por órgão do governo estadual. (págs. 1 e C1)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Gestão Lula chegará ao fim com 100 mil servidores a mais

Governo elevou gasto com folha em 40% e reverteu política de enxugamento
Quando chegar ao fim do segundo mandato, em dezembro, o presidente Lula terá contratado cerca de 100 mil pessoa apenas para o Poder Executivo. O número equivale aos 110 mil empregos gerados por todas as montadoras de carros instaladas no Brasil. Dados do Ministério do Planejamento mostram que, entre dezembro de 2002 e outubro de 2009, aumentou em 63.270 o número de servidores públicos civis, chegando a 549 mil. E o Orçamento já autoriza mais 46.151 vagas neste ano. A despesa com pessoal e encargos sociais no Executivo subiu 41%, descontada a inflação. As contratações de Lula praticamente compensaram o enxugamento feito no governo anterior e reverteram uma política de corte de funcionários públicos iniciada em 1990. (págs. 1 e B1)

Temer tem maioria na convenção do PMDB
O deputado Michel Temer (SP) venceu as resistências do grupo liderado pelo ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia e conseguiu apoio majoritário para a convenção nacional do PMDB, ontem em Brasília. Em jogo, a recondução de Temer à presidência do partido, solidificando seu nome como vice na chapa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a corrida presidencial. (págs. 1 e A4)

Lula e o fantasma da intolerância
Lula passa por momentos de euforia que o levam a enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas estão o personalismo e o fantasma da intolerância. Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil

Manchete: 'Proibição digital' toma conta da rede

Vídeos com a alusão a gangues e bandidos são febre na internet
A era da propaganda boca a boca está ficando para trás. Facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC de São Paulo já descobriram o potencial da internet para divulgar suas ações. O 'Proibidão digital' é um sucesso no You Tube, com centenas de vídeos musicais, com 5 a 6 minutos em média, no qual os bandidos destacam o assassinato de policiais, exibem o armamento, expõem alianças e demonstram o controle ferrenho de determinadas áreas. (pág. 1, País e A8)

Empresas na guerra do ICMS
Mudanças no recolhimento do ICMS sobre ferramentas, eletrodomésticos, eletrônicos, celulares, colchões, brinquedos e artigos de papelaria trouxeram elevação da alíquota, que passou de 1,25% a 3,95% - no Simples Nacional - para 19%. Os empresários pagam o imposto a partir de uma margem de lucro estipulada pelo governo. (pág. 1 e Economia, págs. E4 e E5)

A direita que desafia Chávez
Protestos contra o governo de Hugo Chávez vêm sendo liderados, em Caracas, por grupos ainda incapazes de se unirem em torno de uma estratégia comum. A oposição sabe que é preciso ir além das palavras de ordem e oferecer aos venezuelanos um projeto político que sirva, de alternativa viável ao chavismo. (pág. 1, internacional e págs. A26 e A27)
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Correio Braziliense

Manchete: DF já é o 2º mercado imobiliário do país

Só em 2009, foram comercializados 14 mil imóveis no Distrito Federal, de acordo com levantamento realizado pelo Creci-DF, com base em informações de 10 grandes empresas. O faturamento de R$ 4,3 bilhões no ano fez com que o setor atingisse a segunda posição no ranking nacional, ultrapassando o Rio de Janeiro, onde a crise econômica causou suspensão de investimentos. Agora, apenas São Paulo tem uma performance superior em vendas, mantendo-se em primeiro lugar. Especialistas alertam para o perigo de uma bolha, mas empresários locais descartam essa possibilidade. (págs. 1 e 32)

Secretário deixa cargo
Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário de Arruda, diz que seu nome foi usado indevidamente na suposta tentativa de suborno a jornalista e pede afastamento do governo. (págs. 1 e 35)

PMDB faz festa na reeleição de temer
Partido reconduz presidente e aproveita a convenção para turbinar a pré-candidatura do deputado como vice na chapa de Dilma ao Planalto. Meirelles e Hélio Costa ainda cobiçam a vaga. (págs. 1, 3 a 5)
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Veja

Por que chove tanto
Uma rara combinação de fatores atmosféricos é a causa do dilúvio que há mais de 40 dias castiga o Sul e o Sudeste do Brasil

Omelete sem quebrar ovos - É o equivalente culinário de fazer campanha eleitoral sem parecer que está pedindo votos. Orientada pelo chef Lula, Dilma vai cozinhando o TSE e subindo nas pesquisas. (págs. 48 a 51)

Bandeiras ideológicas - A análise das notas oficiais do Itamaraty durante o governo lula mostra subserviência aos interesses de Chávez e desrespeito a princípios universais. (págs. 52 e 53)

Sem o dedo do Estado - O anúncio da União entre Cosan e Shell foge ao figurino das últimas grandes fusões no país - todas com a influência do governo. (págs. 54 e 55)

A campanha das enchentes - Em meio ao caos provocado pelas chuvas, dirigentes do PT tentam converter a tragédia dos paulistas em trunfo eleitoral da ministra Dilma Rousseff. (pág. 72)

prestígio zero - Pesquisa mostra que os bons alunos não querem mais seguir o magistério - um desastre para o ensino. (pág. 87)
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Época

O corpo biônico
As novas tecnologias que são capazes de substituir - e às vezes até melhorar - braços, pernas, olhos, ouvidos, coração...

O general e os gays
Um militar reacende o debate sobre homossexuais no Exército

A encruzilhada está em Minas - Todos os caminhos para o Palácio do Planalto passam pelo segundo maior colégio eleitoral do país. As definições dos políticos mineiros podem ditar os rumos de Dilma e de Serra. (págs. 28 a 30)

Do aliado para a escolhida - Dilma Rousseff recolhe os dividendos de uma pré-campanha em ritmo acelerado e sobe nas pesquisas ao tirar votos de Ciro Gomes. (págs. 32 e 33)

Um tiro no pé? - A PF investiga a participação de Arruda em suborno de testemunha do escândalo do panetone. (pág. 34)

Mais uma praga ataca o emprego - A pretexto de garantir a segurança no trabalho, o governo adota uma péssima - e tradicional - solução: aumentar os impostos. (págs. 52 a 54)
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ISTOÉ

Santo Daime liberado
O governo autoriza o uso do chá alucinógeno em rituais religiosos, mesmo com casos de morte após o seu consumo. A medida abre um novo e perigoso precedente na discussão sobre a legalização das drogas.

Eleição
Pesquisa mostra crescimento de Dilma e aumenta a pressão de aliados sobre Serra

Especial
Por que passageiros levam até 24 horas para embarcar no maior aeroporto do País

Até quando Serra aguenta? - Crescimento da candidatura de Dilma Rousseff faz com que PSDB e partidos aliados aumentem a pressão para que o governador paulista defina seu futuro político. (págs. 36 a 39)

Em busca de um candidato - Pela primeira vez os movimentos sociais vão divididos para uma eleição e alguns até defendem voto nulo. (págs. 40 e 41)

Racha tucano - Antigos aliados, Beto Richa e Álvaro Dias disputam quem será o candidato do PSDB ao governo do Paraná. (pág. 42)

Togas em chamas - O futuro presidente do STF abre guerra contra o Conselho Nacional de Justiça e ameaça a campanha de moralização do Judiciário. (págs. 48 e 49)
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ISTOÉ Dinheiro


O maior acionista do Itaú
Quem é e o que pensa Alfredo Egydio Villela Filho, o discreto dono de R$ 3,7 bilhões em ações do segundo maior grupo privado do País e que hoje senta na cadeira que já foi de Olavo Setubal

Shell e Cosan:
Os bastidores do negócio que deu a gigante do petróleo a liderança mundial no etanol e o que o Brasil ganha com isso

De olho no bolso dos banqueiros - Os ministros Guido Mantega e Henrique Meirelles querem obrigar os bancos a reduzir os ganhos de seus executivos - só que o remédio foi prescrito para uma doença que o País não tem. (págs. 28 a 30)

A Itaipu da selva - O governo quer construir uma das maiores usinas do mundo em plena Amazônia e a concessão da licença ambiental foi apenas o primeiro obstáculo vencido. (págs. 32 e 33)

Uma saída à la Ometto - Maior produtor de etanol do mundo, Rubens Ometto construiu uma trajetória à base de ousadia e alto endividamento. Com a parceria com a Shell, a ousadia fica tolhida e o endividamento, resolvido. (págs. 51 a 53)
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CartaCapital

Vai ou não vai?
- Serra diz esperar o momento “certo” para se candidatar, mas corre o risco de decidir na hora errada

- Dilma cresce e pode liderar as pesquisas em breve

Ciro Bate o pé
- O deputado está cada vez mais disposto a ficar no páreo

A batalha das compras – Atingidos pelas inundações, moradores interferem no fluxo de uma barragem em Atibaia. (págs. 10 e 11)

Nosso destino é a fazenda? – Economia – O real valorizado, a dependência da China e outros riscos à indústria nacional. (págs. 32 e 33)
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EXAME

Onde investir 2010

- Bolsa 12 ações para um ano de crescimento

- Estratégica – O aplicador que recuperou 1 bilhão na Bovespa

- Renda Fixa – Juro maior, ganho em alta

- Imóveis – Um dos maiores investidores do mundo diz: “Eu compraria o Brasil”

Eleições no Brasil

- Vem mais estado por aí?

Um país que se renova – consumidor vão às compras. Empresas produzem e contratam. Grandes negócios são fechados – eis um retrato do Brasil neste início de 2010. Embora os analistas esperem um ano de volatilidade no mercado. O fato é que há décadas e expectativa em relação à economia brasileira não era tão grande. (págs. 22 a 27)

Com a palavra, Meirelles – Em ano eleitoral, os olhos do mercado se voltam para o presidente do Banco Central – A expectativa é de aumento nos juros no curto prazo e alívio a partir do próximo ano. (págs. 56 e 57)

O sossego (ainda bem) acabou – Após décadas de letargia, Santos deixa para trás a aura da cidade de aposentados e pode ganhar quase 60000 empregos com o impulso de uma nova expansão do porto e os investimentos no pré-sal. (págs. 64 a 67)

Verde e pragmática – Enquanto parte do governo continua às turras com o agronegócio – a última investida veio do ministro Paulo Vannuchi, dos Direitos Humanos -, a ONG americana TNC mostra que a parceria com os produtores é o melhor caminho para preservar a natureza. (págs. 68 a 69)


Reportagem Saúde: Como você tem cuidado de seu coração?


Um coração saudável é fundamental para ter um corpo saudável. Como fazer para cuidar dele? Primeiro, é preciso detectar se há casos na família de problemas cardíacos. Se a resposta for sim, a atenção tem de ser redobrada e os exames periódicos são fundamentais. Além disso, você pode cuidar dele por meio de atividade física, alimentação equilibrada e bem-estar emocional. Com esse “pacote pró-coração”, você pode controlar outros fatores de risco, que são:

Hipertensão arterial: é uma doença silenciosa que não apresenta sintomas. A única maneira de descobri-la é medindo a pressão. Sem tratamento, pode levar ao infarto e ao derrame, entre outras doenças cardíacas.

Tabagismo: aumenta a chance de derrame, infarto, insuficiência pulmonar, câncer e outras doenças. Não existe negociação: para ter saúde, é fundamental parar de fumar.

Diabetes: aumenta a chance de desenvolver doenças cardíacas, além de facilitar o processo de aterosclerose e o risco de infarto. Excesso de peso, sedentarismo e obesidade aumentam o risco da doença, que pode ser facilmente diagnosticada com exame de sangue.

Obesidade: a gordura abdominal é um perigo para a saúde do coração. Ter circunferência da cintura maior que 102 centímetros, para os homens, e maior que 88 centímetros, para as mulheres, é um importante fator de risco de doenças cardiovasculares.

Colesterol: o colesterol ruim (LDL) se deposita em nossas artérias sem que possamos perceber. Com o tempo, as artérias ficam entupidas, levando ao infarto, derrame ou outras complicações cardíacas. O limite considerado saudável é 130 mg/dl. Por outro lado, o bom colesterol (HDL) protege o coração, pois ajuda a “limpar” a circulação e “desentupir” as artérias.

Estresse: ele interfere diretamente no metabolismo, aumentando o risco de hipertensão, infarto e arritmia.

Sedentarismo: a ausência de atividade física regular aumenta o estresse, contribui para o aumento de peso, hipertensão, diabetes e colesterol. Existem várias maneiras de se exercitar. Encontre uma que você goste. Com o tempo você vai agradecer.

A Organização Mundial de Saúde diz que é necessário
exercitar-se cinco vezes na semana, por 40 minutos
Qual a atividade física mais indicada para manter o coração saudável? – José Carlos Araújo, Recife
Segundo as últimas recomendações da Organização Mundial de Saúde, é necessário se exercitar cinco vezes na semana durante 40 minutos. Assim é possível obter ótimos benefícios. O importante é que se descubra, entre as atividades físicas, uma ou mais que proporcionem prazer, que lhe sejam estimulantes, porque dessa forma é maior a chance de você dar continuidade a seu treino.

Tenho pressão alta. Qualquer atividade física é liberada no meu caso? – Carlos Andreotti, 53 anos, São Paulo
Em seu caso, atividades físicas intensas devem ser evitadas. As melhores opções são as aeróbicas: caminhar, correr, nadar, pedalar... A sensação de esforço deve ser moderada e a duração deve ultrapassar 30 minutos e, se possível, quatro vezes ou mais por semana. Como toda atividade física, é importante que seja feita regularmente.

Fiz a dieta da proteína e perdi 5 quilos. Mas meu colesterol aumentou. O que fazer? Confesso que não me exercito muito. – Sandra Tavares, 45 anos, Belo Horizonte
As dietas da proteína normalmente restringem o consumo de carboidrato, como se ele fosse o responsável pelo excesso de peso, e liberam o consumo de proteína e gordura. Esse consumo de gordura provavelmente foi o grande responsável pelo aumento de seu colesterol. Sem falar que você perdeu 5 quilos, mas não necessariamente emagreceu, porque emagrecer significa diminuir de maneira absoluta a quantidade de gordura do corpo, o que provavelmente não aconteceu. Procure um nutricionista, faça uma dieta equilibrada que inclua o consumo de carboidrato (é nosso combustível) e faça atividade física regular. Esse é o melhor caminho para controlar o colesterol. Verifique com seu médico se há necessidade de usar algum medicamento.

Revista Época