Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
Mostrando postagens com marcador crise financeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise financeira. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
terça-feira, 28 de abril de 2015
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Avaliação positiva do governo cai de 55% para 31% após aumento da inflação e manifestações
BRASÍLIA - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff - ou seja, a parcela da população que o considera ótimo ou bom - caiu de 55% para 31% de junho para julho, após as manifestações de rua, segundo mostra edição especial de pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira.
sábado, 16 de junho de 2012
Dilma Rousseff se prepara para o pior com agravamento da crise na Europa
Publicação: 16/06/2012 10:04 Atualização: O otimismo com que tenta convencer o eleitorado de que o Brasil está superando os estragos provocados pela crise global desapareceu ontem das palavras da presidente Dilma Rousseff, durante encontro com governadores e vice-governadores de 26 estados e do Distrito Federal. Ela traçou um quadro sombrio para o mundo, diante da gravidade da situação na Europa. “Com o aproximar da eleição na Grécia, eu diria aos senhores que a luz no fim do túnel não está acesa. Estamos todos de olho naquilo que pode ser o pior: o período pós-eleitoral da Grécia”, disse. Em meio a um silêncio perturbador, ouviu-se a voz do ministro da Fazenda, Guido Mantega: “Se me permite, presidente, há, sim, luz no fim do túnel. Só que é uma locomotiva vindo em sentido contrário”.
Leia mais notícias em Economia
O diálogo deixou claro o quanto o governo está preocupado com os impactos da crise sobre as economias emergentes, grupo que inclui o Brasil. O país praticamente parou nos primeiros quatro meses deste ano e são pequenas as chances de uma retomada forte no segundo semestre. O crescimento anual deve ficar próximo de 2%. Ciente desse quadro, a presidente pediu união aos presentes no Palácio do Planalto. E, para convencê-los de que o momento é de agir, anunciou uma linha de R$ 20 bilhões para os estados, dinheiro que será liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). A meta é ampliar os investimentos em infraestrutura e dar um sinal à arredia iniciativa privada de que não há riscos para se tirar projetos da gaveta. O aumento da produção é vital para a atividade sair do atoleiro. O prazo para a contratação da linha de financiamento termina em 31 de janeiro de 2013, prazo considerado curto pelos governadores.
Correio Braziliense.
Rosana Hessel, Vera Batista, Denise Rothenburg
segunda-feira, 11 de junho de 2012
ARGENTINA / BRASIL
Com isso, o índice de desemprego caiu para 6,6%, um dos mais baixos da América Latina. Puxado pela demanda interna, o nível de investimentos subiu para 25% do PIB, performance nada brilhante, mas muito distante dos míseros 10% dos tempos do "inferno".
Sem pagar dívidas externas e ajudada pelo boom dos preços das commodities, mas também por conta de seus avanços na produção agrícola, o país conseguiu seguidos superávits no balanço de pagamentos que somaram cerca de U$ 30 bilhões em dez anos.
Mas os problemas voltaram e se agravaram com os reflexos da crise europeia e a queda das commodities. Em 2011, pela primeira vez em quase uma década, o balanço de pagamentos apresentou déficit (de US$ 2,2 bilhões), tendência que se mantém em 2012. Sem poder contar com crédito internacional para financiar seus déficits, o país começa a fazer estripulias cambiais e comerciais, sem poupar seu grande parceiro, o Brasil. Na verdade, nunca deixou de fazê-las nesses anos todos, embora como menos assiduidade.
Nesse ponto, porém, convém observar no gráfico abaixo como se inverteram as linhas que mostram os saldos comerciais no relacionamento entre Brasil e Argentina. Desde o início do Mercosul, em 1995, até 2003, o Brasil teve déficits que, acumulados, atingiram quase US$ 10 bilhões. A partir de então, a tendência se inverteu e o Brasil passou contabilizar superávits que já somam US$ 30 bilhões.
A Argentina não é um parceiro qualquer. É especial, porque compra do Brasil quase exclusivamente produtos manufaturados. No ano passado, comprou US$ 20 bilhões, enquanto os Estados Unidos compraram apenas US$ 11 bilhões. Em dez anos, as vendas brasileiras de manufaturados para o mercado argentino somaram impressionantes US$ 111,6 bilhões.
Fica difícil, ao examinar esses números, sustentar a tese de que a Argentina deve ficar quietinha em seu canto, sem pedir mudanças nas estruturas que regulam o comércio com o Brasil. Seria muita arrogância, defeito que os brasileiros normalmente atribuem aos vizinhos do sul.
Até os empresários exportadores brasileiros já se movimentaram para tentar alterar essa situação. A Fiesp, em colaboração com industriais de Buenos Aires, fez recentemente um estudo envolvendo 38 produtos manufaturados que o governo argentino considera estratégicos para suas exportações. E constatou que o Brasil importa US$ 12 bilhões por ano desses produtos, mas apenas US$ 2 bilhões da Argentina. Ou seja, seria possível aumentar as compras brasileiras desses itens sem nenhum ônus para o superávit da balança comercial.
Há inúmeras críticas que podem ser feitas aos governos argentinos nas últimas décadas, ora pelo neoliberalismo exacerbado ora pelo peronismo que loteia o poder público. Nenhuma delas, entretanto, autoriza conclusões que subestimem a parceria do Mercosul.
Pedro Cafardo é editor-executivo do Valor. Sergio Leo, que escreve às segundas-feiras, está em férias.
E-mail: pedro.cafardo@valor.com.br
domingo, 20 de maio de 2012
Lula gastou e a Dilma tem que arrumar a casa, e quem paga a conta?
O governo Lula surfou uma década na economia da abundância. Quando todos queriam poupar para o futuro Lula recomendou gastar muito, ir às compras. Cada ano repetia o anterior. Contra toda recomendação monetarista o governo gastava sem limites. Os bancos com as melhores taxas de juros para enriquecer banqueiros e industriais.
Benditas commodities, só isso nos encheu de divisas, aplicadas, principalmente em investimentos sociais.
O resto da América Latina crescia menos e poupava muito. Ruim porque não desfrutaram da onda de bonança da economia mundial, que gerou um estoque de dólares que aí estão. Podemos viver uma estagnação com inflação.
A previsão de crescimento para o Brasil diminui cada dia, já está nos 2,5% e pode ainda crescer menos, além do mais, existe uma tendência de reprimarização da economia, da qual Brasil não escapa e, especificamente no Brasil, a falta de planejamento do passado, tem feito com que a economia tenha perdido competitividade.
Os planos se sucedem, mudam de nome, mas tudo continua muito parecido. A Política Industrial, Tecnológica e de Comercio Exterior (PITCE), depois a Política de Desenvolvimento Produtivo e hoje temos a Política Industrial Brasil Maior. Vamos ver qual será o próximo Plano, já que terá que haver outro para dar resposta a crise da Europa, que terá seus efeitos nos países emergentes.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Dilma e a crise global
O Brasil está vacinado contra o neoliberalismo, ela nos disse; Dilma
teme, porém, que a crise mundial torne agências de risco mais
importantes do que o povo
"A senhora, presidenta Dilma, foi corajosa ao escolher participar do Fórum Social Temático de Porto Alegre e não do Fórum Econômico de Davos", disse João Pedro Stédile, do MST, no encontro da presidente com os organizadores do fórum, na capital gaúcha, no fim de janeiro.
Pouco antes, Dilma Rousseff recebeu Leonardo Boff, sua mulher, Márcia Miranda, e a mim.
Boff manifestou ceticismo diante do texto da ONU para a Rio+20, que reunirá na capital carioca, em junho, chefes de Estado e a Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil.
O "esboço zero", o texto da ONU, é inconsistente. Ele fala em pobreza, mas evita abordar a desigualdade social. Ele alardeia também a "economia verde". Trata-se de mera falácia para evitar atacar a principal causa da devastação ambiental: o atual modelo predatório de desenvolvimento, baseado na prevalência da riqueza privada sobre os direitos humanos e os direitos da mãe terra.
Às vésperas da viagem da presidente a Cuba -além disso, o papa irá em março ao país-, aproveitei para fazer uma breve análise da conjuntura cubana, que passa por mudanças substanciais.
No encontro da presidente com 70 líderes de movimentos sociais, enfatizou-se o repúdio às mudanças no Código Florestal, aprovadas no Senado. Reivindicaram-se o veto à anistia aos produtores rurais responsáveis por crimes ambientais, a não redução da reserva legal e a exigência de desmatamento zero. Ao responder, Dilma disse que o Código Florestal "não será o dos sonhos dos ruralistas".
Dilma frisou que representa um projeto de governo, iniciado pelo ex-presidente Lula, cujo objetivo é reduzir a desigualdade social e imprimir qualidade aos serviços públicos, em especial à saúde, à educação e à habitação.
Acrescentou que, após o fracasso de governos anteriores e tendo em vista a crise europeia, "o Brasil está vacinado contra o neoliberalismo".
Para a presidente, só foi possível tirar da pobreza 40 milhões de brasileiros nos últimos nove anos graças ao modelo de desenvolvimento sustentável que combina crescimento econômico com distribuição de renda.
Neste momento, enquanto na Europa acontece uma "perda de direitos sociais" e a adoção de ajustes fiscais, declarou Dilma, o Brasil (país para o qual Davos olhou com uma ponta de inveja) adota uma política de subsídios a direitos fundamentais, como o acesso à moradia, e combina transferência de renda com qualificação dos serviços públicos.
Dilma considerou "uma barbárie" a desocupação das 1.700 famílias de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), e manifestou a esperança de que a Rio+20, sobretudo através da Cúpula dos Povos, apresente à crise global um novo paradigma, "um outro mundo possível".
Alertou ainda que o pós-neoliberalismo não pode coincidir com a pós-democracia.
Manifestou, assim, o temor de que medidas tomadas para superar a crise financeira mundial "torne as agências de risco econômico mais importantes do que os povos que elegeram seus governantes".
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, 67, o Frei Betto, frade dominicano, é escritor, assessor de movimentos sociais e autor de "A Arte de Semear Estrelas" (Rocco)
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Faz sentido o Brasil ajudar a Europa?
A
China teria cogitado comprar toda a dívida da Grécia e, assim, evitar a
debacle daquele país europeu. O propósito seria abortar, no nascedouro,
o recrudescimento da crise financeira internacional. O crescimento da
economia chinesa, graças ao modelo exportador, depende muito da economia
mundial.
Segundo dados do FMI, a renda per capita da China é hoje de US$ 8,1 mil, menos da metade da brasileira (US$ 16,5 mil). No conceito de Paridade do Poder de Compra (PPP, na sigla em inglês), sobe para US$ 13,7 mil (ainda menor que a do Brasil, que é de US$ 15,1 mil). Os países avançados têm, respectivamente, renda per capita média de US$ 50,5 mil e US$ 46,5 mil. A Grécia, de US$ 30,9 mil e US$ 33,3 mil.
Do ponto de vista geopolítico, a compra da dívida grega
deslocaria de Washington para Pequim o centro das grandes decisões
políticas internacionais. Os chineses, evidentemente, querem chegar lá,
mas possivelmente avaliaram que isso também traria consequências
imprevisíveis para o seu já delicado equilíbrio político interno. Ser
uma potência mundial acarreta custos, e é o caso de se pensar: o povo
chinês já está em condições de arcar com esses custos?
Soa estranho o entusiamo de autoridades brasileiras com uma possível operação de ajuda financeira do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a economias europeias. A ideia, no caso brasileiro, seria diversificar a aplicação de reservas cambiais, comprando títulos de governos europeus.
O principal critério de aplicação de reservas é segurança e, por essa razão, o Brasil aplica a maior parte das suas em títulos to Tesouro americano, mesmo amargando uma situação insólita — o Tesouro capta recursos, grosso modo, à taxa Selic (12% ao ano) e compra papéis americanos de rentabilidade baixíssima (2% ao ano, no caso de títulos de dez anos).
O quesito segurança não é, neste momento, algo que se possa dar como certo no caso dos papéis emitidos por governos europeus, guardadas as honrosas exceções (Alemanha à frente). É verdade que a rentabilidade, por essa razão, vem tornando esses títulos mais atrativos — a Itália aceitou há pouco pagar 5,6% de juros ao ano em papéis de cinco anos.
Ao contrário do Brasil, a China acumula reservas a partir de excedentes fiscais. O governo gasta menos do que arrecada e usa a diferença para comprar divisas. Na experiência brasileira, o governo se endivida a um preço altíssimo para fazer o mesmo. Embora nove entre cada dez analistas reconheçam que, ao acumular reservas, o país criou um seguro anticrise, é forçoso admitir que isso é feito a um custo elevado.
Não faz muito sentido, portanto, o Brasil elevar o risco de aplicação de suas reservas para ajudar países europeus. Já é estranho o país subsidiar, com o suor dos brasileiros, o endividamento dos americanos, um povo 3,5 vezes mais rico.
Soa estranho o entusiamo de autoridades brasileiras com uma possível operação de ajuda financeira do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a economias europeias. A ideia, no caso brasileiro, seria diversificar a aplicação de reservas cambiais, comprando títulos de governos europeus.
O principal critério de aplicação de reservas é segurança e, por essa razão, o Brasil aplica a maior parte das suas em títulos to Tesouro americano, mesmo amargando uma situação insólita — o Tesouro capta recursos, grosso modo, à taxa Selic (12% ao ano) e compra papéis americanos de rentabilidade baixíssima (2% ao ano, no caso de títulos de dez anos).
O quesito segurança não é, neste momento, algo que se possa dar como certo no caso dos papéis emitidos por governos europeus, guardadas as honrosas exceções (Alemanha à frente). É verdade que a rentabilidade, por essa razão, vem tornando esses títulos mais atrativos — a Itália aceitou há pouco pagar 5,6% de juros ao ano em papéis de cinco anos.
Ao contrário do Brasil, a China acumula reservas a partir de excedentes fiscais. O governo gasta menos do que arrecada e usa a diferença para comprar divisas. Na experiência brasileira, o governo se endivida a um preço altíssimo para fazer o mesmo. Embora nove entre cada dez analistas reconheçam que, ao acumular reservas, o país criou um seguro anticrise, é forçoso admitir que isso é feito a um custo elevado.
Não faz muito sentido, portanto, o Brasil elevar o risco de aplicação de suas reservas para ajudar países europeus. Já é estranho o país subsidiar, com o suor dos brasileiros, o endividamento dos americanos, um povo 3,5 vezes mais rico.
Casa das Caldeiras
De olho na China
Vítima
da recessão global e da desaceleração brusca no setor imobiliário no
curto prazo, a economia chinesa será freada em 2012 – ano em que os
investimentos serão menores e as exportações também. A avaliação é do
Departamento Econômico do Itaú Unibanco, que compilou uma série de
respostas a questões levantadas por investidores ao longo do tempo. O
economista-chefe da instituição, Ilan Goldfajn, divulgou no fim de
dezembro um documento reunindo projeções sobre atividade, inflação,
sistema financeiro e estatísticas econômicas do país.
O consumo, que está avançando a uma taxa de 9,3% neste ano, deve manter o mesmo ritmo em 2012, enquanto os investimentos em setores controlados pelo governo já mostram desaceleração.
Nos demais setores, esclarece o economista, os investimentos são compatíveis com a expansão da renda e da competitividade. Especificamente sobre o setor imobiliário, o Itaú Unibanco prevê desaceleração, em movimento induzido pelo governo.
Em 2012, a inflação chinesa deve preocupar menos, em função da estagnação das commodities e da desaceleração da atividade doméstica.
Ao esclarecer dúvidas sobre o sistema financeiro na China, o Itaú Unibanco lembra que a última reforma que aconteceu por lá (1998-2008) envolveu compra de carteiras de crédito inadimplentes, capitalização dos bancos pelo governo e abertura de capital das instituições que devem enfrentar aumento de inadimplência nos próximos anos. Esse aumento decorrerá de empréstimos aos governos locais. Mas os bancos comerciais têm capacidade de absorver as perdas.
Quanto às estatísticas chinesas, o Itaú Unibanco comenta
que são confiáveis, mas alerta que possuem falhas. “Permitem avaliar a
evolução da atividade e da inflação”, conclui Passos.
Valor Econômico.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Análise: Qualquer ajuda da China sairá a um custo alto para a Europa
Por Tom Orlik | Dow Jones Newswires
PEQUIM – As histórias
de dois encontros de cúpula revelam o provável preço do apoio da China à
Europa. Em 2008, uma raivosa China cancelou sua cúpula anual com a
União Europeia por causa de um insulto político: o encontro do
presidente da França, Nicolas Sarkozy, com o Dalai Lama. Desta vez,
foram os europeus que pularam fora do compromisso – originalmente
agendado para terça-feira – porque eles estavam muito ocupados em
enfrentar sua crise da dívida.
O que não era tão claro há três anos, mas que hoje é bastante evidente, é que o equilíbrio de poder está mudando. As pesadas dívidas da UE e os fundos bolsos da China ajudaram a acelerar essa mudança no cenário.
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e outros líderes chineses fizeram um tour pelo velho continente prometendo apoio à Grécia, Espanha e Itália nessa hora de necessidade. Mas fora alguns poucos dados inconclusivos e sugestões de autoridades europeias, que têm todo o interesse em alardear uma demanda por seus ativos, não está claro se a China realmente aumentou suas compras de títulos da dívida de países europeus.
A Administração Estatal de Câmbio – que administra as reservas internacionais da China – está focada em segurança em vez de retorno. Portanto, parece improvável que o país mergulhe de cabeça na dívida emitida por países europeus em dificuldade financeira.
Se a Europa quer receber uma verdadeira injeção de capital da China vai ter de colocar ativos reais, ou concessões políticas, à mesa.
Esse processo já está em andamento. Em julho de 2010, a chinesa Cosco, uma gigante estatal de navegação, assinou um contrato de arrendamento de 35 anos de um porto grego por US$ 4,2 bilhões. Para uma importante nação comercial, nada mais estratégico do que um porto.
Além de tijolos e argamassa, a China tem outros interesses. A designação como uma economia de mercado sob as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) pode estar no topo de sua lista, mas isto limitaria a capacidade da Europa de adotar ações contra a China em questões comerciais.
Wen já deixou escapar que o apoio da China para uma endividada Europa estaria atrelada a uma mudança da posição da UE nesta questão chave.
O fim do embrago europeu sobre vendas de armas à China, imposta desde o massacre de Tiananmem de 2989, pode parecer uma possibilidade mais distante. Mas as críticas da Europa ao histórico de violações aos direitos humanos da China estão mais amenas do que já foram. E no final de 2010 até mesmo circularam informes na imprensa europeia de que a chefe da diplomacia da EU Catherine Ashton teria estimulado os Estados membros a reverem esse embargo.
À medida que a desenrola a crise da dívida e a posição da China continua a se fortalecer, mesmo o que era impensável antes pode vir a entrar na mesa de negociação.
(Tom Orlik, da Dow Jones Newswires)
O que não era tão claro há três anos, mas que hoje é bastante evidente, é que o equilíbrio de poder está mudando. As pesadas dívidas da UE e os fundos bolsos da China ajudaram a acelerar essa mudança no cenário.
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e outros líderes chineses fizeram um tour pelo velho continente prometendo apoio à Grécia, Espanha e Itália nessa hora de necessidade. Mas fora alguns poucos dados inconclusivos e sugestões de autoridades europeias, que têm todo o interesse em alardear uma demanda por seus ativos, não está claro se a China realmente aumentou suas compras de títulos da dívida de países europeus.
A Administração Estatal de Câmbio – que administra as reservas internacionais da China – está focada em segurança em vez de retorno. Portanto, parece improvável que o país mergulhe de cabeça na dívida emitida por países europeus em dificuldade financeira.
Se a Europa quer receber uma verdadeira injeção de capital da China vai ter de colocar ativos reais, ou concessões políticas, à mesa.
Esse processo já está em andamento. Em julho de 2010, a chinesa Cosco, uma gigante estatal de navegação, assinou um contrato de arrendamento de 35 anos de um porto grego por US$ 4,2 bilhões. Para uma importante nação comercial, nada mais estratégico do que um porto.
Além de tijolos e argamassa, a China tem outros interesses. A designação como uma economia de mercado sob as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) pode estar no topo de sua lista, mas isto limitaria a capacidade da Europa de adotar ações contra a China em questões comerciais.
Wen já deixou escapar que o apoio da China para uma endividada Europa estaria atrelada a uma mudança da posição da UE nesta questão chave.
O fim do embrago europeu sobre vendas de armas à China, imposta desde o massacre de Tiananmem de 2989, pode parecer uma possibilidade mais distante. Mas as críticas da Europa ao histórico de violações aos direitos humanos da China estão mais amenas do que já foram. E no final de 2010 até mesmo circularam informes na imprensa europeia de que a chefe da diplomacia da EU Catherine Ashton teria estimulado os Estados membros a reverem esse embargo.
À medida que a desenrola a crise da dívida e a posição da China continua a se fortalecer, mesmo o que era impensável antes pode vir a entrar na mesa de negociação.
(Tom Orlik, da Dow Jones Newswires)
domingo, 9 de outubro de 2011
Presidente do BC prevê recuo da inflação em outubro
Num instante em que o IBGE acaba de anunciar que a inflação bateu em 7,31% no acumulado de 12 meses, Alexandre Tombini prevê dias menos piores:
“Nosso horizonte é dezembro de 2012, mas em outubro [de 2011] a inflação em 12 meses vai começar a recuar em 0,30 ponto.”
Antes, o presidente do Banco Central previra que o pior momento da inflação de 2011 seria vivido em agosto.
Vencido pelo índice de setembro (0,53%), Tombini reposicionou-se numa entrevista aos repórteres Valdo Cruz e Sheila D'Amorim.
Prefere realçar o itinerário, não os desvios conjunturais de rota:
“Desde o início do ano, nosso plano de voo, junto com outras políticas, era moderar o crescimento da economia brasileira…”
“…Há sinais cada vez mais nítidos de que essa moderação veio. Mas dissemos também que a política monetária atua com defasagem…”
“…E que, no segundo semestre [de 2011], a ação dessas políticas seria mais fortemente sentida. Isso vem ocorrendo.”
No comando de uma equipe que pisou no freio dos juros em meio à turbulência, Tombini ganhou um apelido molesto: “Pombini”.
No
jargão do mercado, autoridades monetárias que suavizam o combate à
inflação são chamadas de “pombos”. Adeptos do receituário conservador
clássico, são os “falcões”.
‘Pombini’ dá de ombros: “Se é essa a avaliação, estou muito bem acompanhado no mundo hoje em dia.”
O governo opera com meta anual de inflação de 4,5%. O modelo prevê tolerância de dois pontos percentuais.
Significa dizer que, fechando em até 6,5%, a inflação de 2011 ainda estaria dentro da meta.
“A
expectativa do mercado está em 6,52%, ligeiramente acima do teto de
6,5%”, diz Tombini. “O regime [de metas] está preparado para essas
questões….”
”…Dos
países que seguem o sistema de metas, várias economias –Inglaterra,
Nova Zelândia e outras— estão com inflação acima da banda ou acima da
meta.”
Alheio à qualificação da plumagem, Tombini mantém a expectativa de promover novos tombos na taxa de juros.
“[…]
Comunicamos na decisão de agosto, quando reduzimos a taxa básica de
12,5% para 12% ao ano, que ajustes moderados seriam consistentes com a
convergência da inflação para a meta de 2012. Essa visão continua
válida.”
Ele repisa o discurso segundo o qual o BC não deixou de operar com “autonomia” administrativa.
Já
se sentiu pressionado por Dilma Rousseff a puxar os juros para baixo?
“Não, absolutamente não”, declarou Tombini, em timbre de Falcão.
“Há certa pressão em relação a qual é a visão do Banco Central em relação ao que está acontecendo…”
Há “uma cobrança de como o Banco Central está vendo o cenário internacional, o brasileiro.” Nada além disso.
De resto, o mandarim do BC disse que espera concluir o mandato, em 2014, com uma “inflação girando em torno da meta [4,5%] e uma economia crescendo de forma sustentável.” Algo “entre 4,5% e 5%.”
Josias de Souza/UOL
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Crise mundial ameaça Fundo Verde para clima
Na última reunião antes da COP-17, EUA endurecem discussões e bloqueiam acordo para combater o aquecimento global.
A crise econômica mundial é o principal fantasma das negociações climáticas e ameaça
os recursos para o Fundo Verde - criado em 2010 durante a Conferência do Clima da
ONU em Cancun (COP-16), para permitir que países em desenvolvimento recebam recursos de nações industrializadas para reduzir emissões de gases-estufa. Agora, no Panamá, onde ocorre a última reunião preparatória para a COP-17, os Estados Unidos
endureceram as discussões e têm bloqueado os avanços.
No fim de 2010, os quase 200 países que participam das negociações decidiram que haveria um financiamento de curto prazo - os países desenvolvidos deverão desembolsar US$ 30 bilhões até 2012. Também ficou definido o financiamento de longo prazo - os países ricos deveriam mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 para atender as necessidades dos países em desenvolvimento. Como os Estados Unidos não
fazem parte do Protocolo de Kyoto - portanto, não têm metas de corte de emissões gases-estufa como outros países industrializados -, a avaliação de negociadores é que o país, se continuar sem confirmar recursos para o Fundo Verde, não terá nada a oferecer
em Durban, na África do Sul, onde será feita a COP-17.
"A crise tem refletido fortemente nas negociações", afirmou ao Estado André Correado
Lago, chefe da delegação brasileira no Panamá. Ele disse que a principal bandeira do País e seu grupo (chamado de G77+China) é obter o segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto - já que o primeiro se encerra em 2012 e não está definida sua continuação. "Uma coisa muito positiva é o fortalecimento do G77+China. Isso é muito
importante para enfrentar a negociação, que, como se sabe, só terminará no último minuto da conferência de Durban."
Para Morrow Gaines Campbell e Rafael Poço, integrantes do Instituto Vitae Civilis que
estão acompanhando a reunião no Panamá, os obstáculos e resistências são muito grandes. "Alguns países, como Japão, Rússia e Canadá, já anunciaram que vão abandonar Kyoto", afirma Poço. Sobre a possibilidade de Kyoto morrer em Durban, ele diz que "a ameaça é real, mas os países em desenvolvimento estão firmemente comprometidos em evitar que isso aconteça".
Proposta - A Noruega e a Austrália têm uma proposta para que, além dos países industrializados, as nações emergentes como China, Índia, Brasil e África do Sul terem compromissos obrigatórios de reduzir as emissões de gases-estufa. Apenas os países mais pobres ficariam isentos da obrigação. A ideia dos noruegueses e australianos é deixar esse tratado para o ano de 2015; até lá, os países teriam tempo de preparar seus
compromissos. Os países em desenvolvimento, porém, não aprovam a sugestão nem querem debatê-la.
Na opinião de Denise Hamú, coordenadora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil, a situação poderia ser definida como: "Ruim com
Kyoto, pior sem ele". O problema de Kyoto é não incluir os maiores emissores de gases-estufa do mundo, Estados Unidos e China. Mas ele traz segurança jurídica ao cenário.
A União Europeia parece simpática à proposta da Noruega e da Austrália. Mas,também,
diz aceitar continuarem Kyoto - desde que haja um compromisso claro por parte dos EUA e dos países emergentes em aceitar metas no futuro.
Entrevista - Hugo G. von Meijenfeldt, embaixador holandês e enviado especial dos Países Baixos para clima.
Há pessimismo sobre a COP-17. Qual é sua expectativa?
Copenhague é vista como um fracasso, mas os governos ao menos concordaram de que deve haver metas de corte de emissões de gases de efeito estufa e financiamento. Ano passado, em Cancún, o acordo foi traduzido e desenvolvido em decisões. Se não mirarmos num acordo global, mas nos próximos passos para implementar o que foi decidido em Cancún, podemos ficar otimistas sobre Durban.
Em 2012 teremos a Rio+20. O que espera da reunião?
Espero resultados de parcerias público-privadas. Meu país está trabalhando com o Rio para termos uma linha aérea direta com Amsterdã, com os primeiros aviões do mundo usando o bio-querosene brasileiro e um plano de ciclovia para a cidade.
Qual é a importância de trazer os empresários para as negociações climáticas?
Há três grupos envolvidos: os emissores de CO2; as vítimas, donos de imóveis perto de áreas alagáveis, por exemplo; e quem pode lucrar com a situação, pois trabalham com inovação. Eles foram convidados para reuniões ou conferências paralelas, mas penso que esses grupos devam estar no centro das negociações em Durban.
(O Estado de São Paulo)
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Brasil não deve mais a ninguem la fora, mas os brasileiros sim devem aqui no Brasil
Leiam a análise, muito bem explicada,
didática do Economista Waldir Serafim.
SAIBA TUDO QUE LULA FEZ DE 2002 A
2010
Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV
e não entende direito vamos explicar a seguir:
DÍVIDA EXTERNA = é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...
Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV
e não entende direito vamos explicar a seguir:
DÍVIDA EXTERNA = é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...
DÍVIDA INTERNA = é como uma dívida que você deve para sua mãe, pai ou parente...
Quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, os montantes eram:
* dívida externa 212 Bilhões
* dívida interna 640 Bilhões
* Total de dívidas: 852 Bilhões
Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade.
Só que ele não explicou que, para
pagar a externa, ele aumentou a interna:
Em 2007, no governo Lula:
* Dívida Externa = 0
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 400 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 400 Bilhões
Em 2007, no governo Lula:
* Dívida Externa = 0
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 400 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 400 Bilhões
Ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna mais do que dobrou.
Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.
Sabe por quê?
Porque ela voltou.
Em 2010:
* Dívida Externa= 240 Bilhões
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 650 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 890 Bilhões
Em 2010:
* Dívida Externa= 240 Bilhões
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 650 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 890 Bilhões
Ou seja, a dívida do Brasil aumentou
em 1 Trilhão no governo LULA.
Daí é que vem o dinheiro que o Lula
está gastando no PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa
cultura, bolsa para presos, dentre outras bolsas...
Não é com dinheiro de
crescimento; é com dinheiro de ENDIVIDAMENTO.
Compreenderam?
Compreenderam?
Ou ainda acham que
Lula é mágico? Ou que FHC deixou um caminhão de dólares pro Lula
gastar?
Quer mais detalhes sobre dívida interna e externa do Brasil?
http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista
sábado, 17 de setembro de 2011
Diminui a pobreza no Brasil. Efeito do Bolsa Família, que sai do orçamento. Mas o lucro dos bancos continua crescendo.
São R$ 12 bilhões os que anualmente o Governo destina ao Programa Bolsa Família (PBF) para diminuir a pobreza no Brasil. Entretanto ainda existe um segmento da população que vive embaixo da linha da pobreza, de mais de 28 milhões de pesssoas.
Estudo de pesquisadpores do IPEA revela que se dobrar o orçamento da bolsa familia, passando de R$ 12 bilhões para R$ 26 bilhões. o Brasil acabaria com a pobreza extrema. O Problema é de onde sairiam esses R$ 14 bilhões a mais. Foi a mesma pergunta que a Presidenta fez para aumentar o orçamento dos programas de saúde. A solução poderia estar no lucro dos bancos. Somente o BRADESCO lucrou, neste primeir trimestre, R$ 100 trilhões e 800 bilhões de reais. Ainda o governo estuda perdoar a dívida dos bancos com o tesouro nacional. Não acredita?, veja aqui a materia.
Jornalista é demitida por difundir a notícia.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Para Dilma, cortar juro "não é assim tão fácil". Quando era possível não fez, agora é que está mais difícil.

Agora meu estimado leitor você entenderá porque a Presidente Dilma, não concluiú a dissertação de mestrado em economia da UNICAMP. Quando sai do básico ela é ruim. Agora acha difícil baixar os juros. E quando era mais fácil, quando não tinhamos nem marilhinha, Por que não fez?.
Agora é jogar a água quente com o bebé dentro.
Será uma política monetarista que teremos pela frente, aumento de juros, um freio na economia. Receita tradicional. Essa festa de gastança que Lula promoveu só uns meses atras, a chefe da Casa Civil, hoje presidente do Brasil, assinou embaixo. Agora começaremos a pagar a conta.
Veja a Matéria do Valor Econômico aqui abaixo.
Apesar de diversos economistas recomendarem que a resposta do governo a eventual agravamento das condições internacionais deve ser a redução da taxa de juros, a presidente Dilma Rousseff tem visão comedida sobre o assunto.
Para ela, não se trata de escolher como reação mais esforço fiscal ou menos juros. "Não é uma coisa ou outra. São ambas", disse a presidente a um assessor, semana passada. "Ninguém mais do que eu quer baixar a taxa de juros, mas não é assim tão fácil. Não é uma questão de vontade", completou, segundo relato desse interlocutor.
Dilma convocou a reunião do Conselho Político na quarta-feira para deixar uma mensagem cristalina: o governo está muito atento à evolução da crise externa para saber seu tamanho e duração, e o diferencial que o Brasil tem hoje é a solidez fiscal.
"O governo está conduzindo os gastos públicos com mão-de-ferro a ponto de criar uma greve branca no Congresso. Não se vota mais nada lá até que o governo anuncie um cronograma de liberação dos restos a pagar de 2010", contou um funcionário do Planalto. O clima no Congresso é beligerante e os parlamentares ameaçam não aprovar sequer a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que vence no fim do ano, acrescentou a fonte.
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), deu o tom da insatisfação, após reunião com Dilma: "Não é uma rebelião, é uma contrariedade. O governo agora só quer falar de crise mundial, não quer administrar o país. Nossos prefeitos não vivem em Nova York ".
As recomendações da presidente, porém, arrancaram um compromisso do ministro da Fazenda, Guido Mantega: "Prometo a cada mês uma surpresa no fiscal. Cada vez um resultado melhor, como já tivemos no mês passado, melhor do que todos esperavam", disse em entrevista terça-feira, após reunião de coordenação com a presidente.
"Temos que confirmar nosso diferencial. O diferencial do Brasil, hoje, é ter uma condição fiscal bem arrumada", reforçou o presidente do BC, Alexandre Tombini, na quarta-feira. Tombini sabe que o Copom só poderá reduzir a Selic se Mantega cumprir sua missão.
Armínio Fraga, ex-presidente do BC e sócio da Gávea Investimentos, aplaudiu essas declarações. Ele avalia que o maior problema na reação do governo em 2008 não foi ter adiado por um mês o corte dos juros, mas sim ter operado um desequilíbrio no mix da política econômica. "Expandiram demais o crédito e os estímulos fiscais, limitando o espaço para a queda mais permanente da taxa de juros", disse.
"O ideal, agora, seria fazer o que o governo sinalizou: não expandir o fiscal. Além disso cabe sempre prudência no crédito, especialmente dos bancos públicos, que atuam com objetivos não meramente econômicos", afirmou Armínio. Cumprir a meta de superávit primário para este ano, de 2,9% do PIB, para ele, é suficiente. E, simultaneamente, cuidar dos temas de longo prazo (aumento dos investimentos, educação) "para realmente diferenciar o Brasil da maioria!"
Um ministro, perguntado sobre a razão pela qual hoje a presidente Dilma é mais "fiscalista" do que quando era chefe da Casa Civil, respondeu: "Antes era não era presidente da República. Era gerente do PAC e, como tal, queria gastar".
Assinar:
Postagens (Atom)