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sábado, 30 de maio de 2015

Em Belém, na mão dos bandidos






quinta-feira, 28 de maio de 2015

PIADA PRONTA: PF tentará identificar possíveis crimes cometidos no Brasil, diz Cardozo


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (28) que a Polícia Federal analisa os fatos investigados pela Procuradoria americana sobre o esquema de corrupção na Fifa para identificar onde há indícios de crimes cometidos por dirigentes esportivos que possam ser tipificados na legislação brasileira.

"Só podemos investigar delitos que sejam tipificados pela legislação brasileira. Se neste caso houver, a Polícia Federal abrirá um inquérito e fará uma investigação rigorosa em relação a isso", afirmou.

Segundo Cardozo, o Brasil já recebeu uma solicitação de cooperação internacional para que o país auxiliasse nas investigações. O caso está a cargo da PF.




AINDA SOLTO, NO BRASIL NUNCA SERIA PRESO!


O Departamento de Justiça americano já havia afirmado na quarta quepediria a colaboração das autoridades brasileiras. O procurador Kelly Currie afirmou que a Justiça americana também vai compartilhar informações com os brasileiros para que possam, caso desejem, iniciar suas próprias investigações.

Nesta quarta (27), a polícia suíça, em colaboração com autoridades dos EUA,prendeu o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira do Futebol) José Maria Marin e outros seis dirigentes da Fifa por suspeita de fazerem parte do esquema. Um oitavo suspeito, o ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner, se entregou em Trinidad e Tobago.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a maior parte do esquema envolvia subornos e propinas entre dirigentes da Fifa e executivos do setor na comercialização de jogos e direitos de marketing de campeonatos como eliminatórias da Copa do Mundo na América do Norte, a Concacaf, a Copa América, a Libertadores e a Copa do Brasil -esta última, organizada pela CBF.

As investigações indicam que Marin dividiu propinas recebidas pela exploração comercial da Copa do Brasil (torneio disputado desde 1989 e disputado pelos principais clubes do país) com Ricardo Teixeira (também ex-vice da CBF) e Marco Polo Del Nero (atual presidente da CBF). A confederação não se pronunciou.

O ministro do Esporte, George Hilton, disse que o governo brasileiro vai "acompanhar cada passo" de investigação.

Cardozo disse ainda que irá procurar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal analisem juntos o caso.

"A cooperação do Brasil será feita, e em havendo indício de práticas ilícitas perante a legislação brasileira e de órbita federal, agiremos com rigor. É interesse do Brasil que tudo se esclareça", disse.



AGUARDO

O titular do Esporte, no entanto, ponderou que é preciso "aguardar" o desenrolar da apuração e afirmou que não é possível iniciar, por conta própria, uma investigação sobre as denúncias.

"A nossa legislação não nos permite isso [investigação], são entidades privadas. O que o governo vai fazer é, a partir dos esclarecimentos, se posicionar e exigir que se faça o cumprimento do que determina nossa Justiça", afirmou após participar de comissão geral no plenário da Câmara dos Deputados.

O ministro aproveitou para pedir o apoio dos congressistas na aprovação de medida provisória que refinancia as dívidas fiscais dos clubes e impõe contrapartidas a eles.

"Entendemos que é bom neste momento [a investigação na Fifa], não pelo fato em si, mas porque temos aqui na Casa uma proposta - e peço o apoio a todos os nobres colegas - que busca justamente modernizar o nosso futebol, para que a gente possa ter práticas de boa gestão no nosso futebol", disse.

Questionado por jornalistas se o governo apoia a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a CBF, Hilton se limitou a dizer que o Congresso "tem essa prerrogativa". Na quarta, o senador Romário (PSB-RJ) protocolou requerimento solicitando a criação do grupo.

"O que a gente quer é que as coisas se esclareçam. O governo respeita a independência dos Poderes e se o Parlamento assim entender, temos que respeitar", afirmou.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

"No Ceará, qualquer bodega tem um projeto, mas o Brasil não tem projeto"

Não há razão para a Selic ser tão alta no país, afirma Ciro Gomes





O ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (Pros), fez duras críticas ao momento político e econômico do país durante evento da revista CartaCapital, na sexta-feira (22), em São Paulo. Candidato ao Planalto em 1998 e 2002, ele comentou seu afastamento das disputas eleitorais, afirmando que Brasília "está dominada por uma coalizão de gatunos e incompetentes". Sobre o Congresso Nacional, disse que há "ladrões convocando CPIs e bandidos acusando gente séria de ser bandido".


Atualmente executivo na Transnordestina, subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Ciro participou de um painel sobre as exportações no Brasil junto com o ex-ministro da Defesa e das Relações Internacionais Celso Amorim e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni Neto.

A falta de planejamento do governo foi um dos alvos de suas críticas. "O Brasil não tem agenda", disse. "No Ceará, qualquer bodega tem um projeto, mas o Brasil não tem projeto", declarou.

Ele ainda criticou os atuais níveis da taxa de juros básica do Brasil. "A rentabilidade dos papéis do governo é mais alta que a rentabilidade média dos negócios e é por isso que os investimentos no Brasil estão parados", disse. "Alguém fure meu olho com uma razão técnica para a taxa de juros ser dessa altura, não há razão", assinalou.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Grandes compositores

Johann Sebastian Bach (The Best of Bach) 


“Bach (riacho, em alemão) deveria se chamar Ozean (oceano) e não Bach!” Esta frase atribui-se a ninguém menos que Ludwig Van Beethoven referindo-se a Johann Sebastian Bach. Ele nasceu em 21 de março de 1685, em Eisenach na Alemanha em uma família tradicional que gerou músicos por várias gerações. Seu pai o ensinou a tocar, violino, viola e o alfabetizou musicalmente. Aos dezoito anos trabalhou na igreja de Arnstadt e já demonstrava ter uma técnica muito apurada ao órgão. Teve aulas também com Dietrich Buxtehude aprimorando sua técnica e interpretação.

Foi trabalhar em Weimar onde ganhou maior prestígio profissional. Lá ele sofreu dificuldades devido a desavenças com o duque Wilhelm Ernst.

Bach foi para Köthen trabalhar para o príncipe Leopold d’Anhalt-Köthen. Lá obteve bastante liberdade e atuou compondo em sua maioria músicas não-litúrgicas tais como os famosos e belos “concertos de Brandemburgo” e o “Cravo Bem Temperado”.

Em maio de 1723, Bach foi trabalhar como “kantor” (diretor musical e professor) na igreja de São Tomás, em Leipzig. Lá ele ensaiava coros às segundas, terças, quartas e sextas. Aos sábados, ele agregava os cantores com os instrumentistas para ensaiar e por conseguinte, apresentar aos domingos. Foi um período de muito trabalho, chegando a compor quase que uma cantata por semana. Teve algumas dificuldades e conflitos em Leipzig até que em 1729 ele ocupou o cargo de diretor doCollegium Musicum, uma orquestra de estudantes e músicos profissionais fundada por Telemann que fazia apresentações constantes na cidade.



Bach não foi tão reconhecido em sua época, sendo suas obras esquecidas até 1829, quando, segundo algumas narrativas, foram encontradas suas partituras sendo usadas para embrulhar carnes de um açougue. Assim, possivelmente muitas de suas obras foram perdidas. Porém, com o que temos, podemos ter a dimensão da genialidade deste compositor que influenciou grandes mestres da música e influencia até hoje os músicos de nosso tempo.


fff

domingo, 24 de maio de 2015

Sai o trem-bala, entra o trem chinês




A máquina de propaganda do governo e a doutora Dilma têm um especial carinho por trens. Em 2004 Nosso Guia perfilhou um projeto de ligação ferroviária entre o Rio e São Paulo. Era o trem-bala. Faria percurso de 500 quilômetros em 90 minutos, cobraria o equivalente a R$ 120 e nada custaria à Viúva. Ficaria pronto para a Copa de 2014. Atrasando, era certo que rodasse em 2016 para a Olimpíada. Deu em nada. Ou melhor, deu em parolagem e pariu uma empresa estatal, a EPL.

Quando o projeto naufragou, surgiu a palavra mágica ouvida por Machado de Assis em 1883: "lingu". Ele não esclareceu o que isso queria dizer, mas talvez significasse "investimento": os chineses bancariam o projeto do trem-bala. Pouco depois um mandarim explicou: "Pedir que uma empresa chinesa assuma um risco tipicamente governamental é uma grande piada".

Antes do desembarque do primeiro-ministro chinês Li Keqiang saiu da caixa de mágicas do Planalto o projeto de uma ferrovia transoceânica ligando o Atlântico brasileiro ao Pacífico peruano. Teria 4.400 quilômetros. Nas palavras da doutora Dilma, "ela atravessará os Andes". Custaria entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.

As dúvidas foram desfeitas quando o companheiro Li assinou 53 acordos com a doutora. Na mesa havia apenas o interesse mútuo de começar os estudos básicos da viabilidade do projeto. A ferrovia que iria do litoral brasileiro ao peruano era um exagero. O memorando assinado cuidava apenas da conexão da linha Norte-Sul, que iria de Campionorte, em Goiás, à costa peruana. A linha para o litoral atlântico é uma tarefa brasileira. Se tudo der certo, esse estudo deve ficar pronto em maio de 2016. O que era um estudo básico para analisar a viabilidade do projeto virou uma ferrovia que "atravessará os Andes".

Cuidando dos seus interesses, os chineses assinaram diversos compromissos, compraram aviões, alugaram navios e arremataram um banco. Todos esses negócios são bons para eles e para o Brasil. Não havia porque botar o "lingu" de Machado de Assis numa ferrovia transoceânica.

A agenda chinesa é sempre precisa. Em geral eles querem recursos naturais e proteínas. Além disso, vendem serviços, bens e máquinas. Jogo jogado. A isso junta-se um interesse do Império do Meio de fornecer sua mão de obra para os projetos onde põe dinheiro. São mais qualificados, conhecem a empresa e às vezes custam menos. Há cinco anos eram 740 mil, de Angola ao Uzbequistão. Obras chinesas no Brasil já tentaram importar operários, mas foram barradas. Esse pode vir a ser um bom debate, pois o que é preferível, um pasto goiano com 50 vaqueiros ou a obra de uma ferrovia com 500 chineses e 500 brasileiros?

Esse item da agenda chinesa chamou a atenção de Machado de Assis. Em 1883, quando o andar de cima queria imigrantes para substituir a mão de obra escrava, chegou ao Rio o mandarim Tong King-sing. Veio acompanhado de um secretário negro, fez o maior sucesso com suas roupas e foi recebido por D. Pedro 2º. O imperador disse-lhe que não tinha simpatia por seu projeto e, no melhor estilo chinês, ele foi-se embora.

À época, comentando a visita do mandarim, Machado de Assis escreveu uma crônica, transcrevendo uma carta que teria recebido dele. Esclareceu que preferiu manter a grafia do autor.

A certa altura, como se fosse hoje, Machado/Tong escreveu:

"Xulica Brasil pará; aba lingu retórica, palração, tempo perdido, pari mamma."

ANDAR DE CIMA

Não se conhece uma só voz saída da banca para condenar o ajuste fiscal enquanto ele avançou sobre despesas que beneficiavam desempregados, pensionistas e aposentados.

Agora que a doutora acrescentou ao ajuste a pimenta da taxação dos lucros bancários, será interessante entender a reação dessa tão fiel torcida.

A Lava Jato já custou a Renato Duque uma coleção de arte de novo rico e o equivalente a R$ 68 milhões depositados em Mônaco. Sua defesa diz que esse dinheiro não é dele. Amanhã, Eremildo, o Idiota, pretende se habilitar à sua titularidade.

CHOQUE À VISTA

O senador Renan Calheiros e o deputado Eduardo Cunha, ilustres figuras da lista de parlamentares investigados pelo Ministério Público, decidiram jogar pesado contra a possível recondução de Rodrigo Janot ao comando da Procuradoria-Geral da República.

Rejeitá-lo, caso seja indicado pelo Planalto, além de ser uma imensa carapuça, poderá levar a uma inédita mobilização do Ministério Público, refletindo-se em setores do Judiciário, inclusive em seus gaveteiros.

RENATO DUQUE

A entrada do filho de Renato Duque na roda do dinheiro e das investigações da Lava Jato assustou o comissariado.

O ex-diretor de Serviços da Petrobras seria o arquivo que guarda as conexões do PT e de alguns de seus comissários com as petrorroubalheiras.

O "amigo Paulinho" só concordou em colaborar com o governo quando os investigadores mostraram-lhe que envolvera familiares em práticas criminosas. Até então o PT considerava "satisfatórias" as patranhas que ele contava.

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UMA AULA SOBRE O FALECIDO TREM-BALA

Ainda não se conhecem as fantasias que acompanham a Ferrovia Transoceânica, mas está na rede uma detalhada narrativa do que foi a maluquice do trem-bala de Lula e Dilma. É a reportagem "Um Trem para Bangladânia", de Leandro Demori. (A mistura de Bangladesh com Albânia é um neologismo criado pelo professor Mario Henrique Simonsen.)

Ele foi das raízes do sonho do trem de alta velocidade até a morte do projeto da empresa italiana que vendeu a novidade ao governo. Nela havia planilhas mágicas e um roteiro inexplicável, pois o trem não parava ao longo do percurso. O primeiro administrador do projeto, José Francisco das Neves, o "doutor Juquinha" dormiu umas noites na cadeia por malfeitos cometidos na Ferrovia Norte-Sul, aquela que cruzará com a Transoceânica.

O repórter Leandro Demori trabalhou onze meses no assunto, conversou com trinta pessoas e colheu documentos brasileiros e italianos. Conseguiu o apoio do Contributoria, uma plataforma independente ligada ao jornal inglês "The Guardian" e seus leitores. Quem quiser pode inscrever seus temas. Os leitores do "Guardian" votam e quem não for assinante do jornal deve pagar US$ 3 por mês para participar das escolhas.

A ajuda é dada relacionando-se o número de votos que o tema recebeu e a quantia que o jornalista pede. Aprovado o financiamento, o beneficiado vai à luta e fica livre para colocar o texto onde quiser. Demori preferiu hospedar seu texto na plataforma Medium, de Ev Williams, o criador do Twitter.

Os repórteres, como o Fantasma das Selvas, são imortais.