Google+ Badge

sábado, 27 de novembro de 2010

Mega operação no morro da penha. Esse era o momento de pegar os delinquentes, mas só a globo viu toda a fuga.


O momento era esse aí. Hoje já apareceu o coordenador do Afroreggae e começou a atuar na negociação, mas parece que protege traficantes do que ajuda a policiais.

De óculos escuros, sem mostrar a mirada, com brinquinhos, quere aparecer como herói. Mas parece mocinho de novela do que dirigente de ONG que luta pelos direitos das comunidades marginalizadas. 


31 bandidos se entregam do complexo da Penha e do Alemão. 


Nada, isso não é nada, são mais de 500 que fugiram para o Complexo do Alemão. 


Veja aqui a fuga dos traficantes. 

A polícia não viu ?


Mega operação no morro da penha 25/11/10 Video - WittySparks

Que ninguém se engane, nesta guerra quem pode se entregar é a polícia não os criminosos. É a prova do fogo do Estado.


Do blog de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública:


"(...) O tráfico que ora perde poder e capacidade de reprodução só se impôs, no Rio, no modelo territorializado e sedentário em que se estabeleceu, porque sempre contou com a sociedade da polícia, vale reiterar. Quando o tráfico de drogas no modelo territorializado atinge seu ponto histórico de inflexão e começa, gradualmente, a bater em retirada, seus sócios - as bandas podres das polícias -  prosseguem fortes, firmes, empreendedores, politicamente ambiciosos, economicamente vorazes, prontos a fixar as bandeiras milicianas de sua hegemonia...".

".......Discutindo a crise, a mídia reproduz o mito da polaridade polícia versus tráfico, perdendo o foco, ignorando o decisivo: como, quem, em que termos e por que meios se fará a reforma radical das polícias, no Rio, para que estas deixem de ser incubadoras de milícias, máfias, tráfico de armas e drogas, crime violento, brutalidade, corrupção...."?


Rendição de traficantes segue em negociação no Rio

SÃO  500 a 600  OS CRIMINOSOS QUE SE ENCONTRAM NO COMPLEXO DO ALEMÃO. VAMOS CONFERIR QUANTOS SERÃO RENDIDOS PELA POLÍCIA. 


 




Pará - A UFPA já cumpriu a maior parte das determinações do MEC.

A Universidade apresentará novo relatório de gestão, informou o Reitor, Carlos Maneschy.

A Universidade Federal do Pará (UFPA) garante que já cumpriu a maior parte das determinações do Ministério da Educação (MEC) em relação ao curso de medicina e que apresentará um relatório de gestão ao Conselho Nacional de Educação mostrando as melhorias no curso. 

A afirmação de Maneschy é uma resposta à publicação, pelo Diário Oficial da União (DOU), na última quinta-feira, de determinações do MEC para o corte de vagas em cursos superiores de medicina no país. Com relação ao Pará, O MEC determinou que a UFPA apresente, em 90 dias, o resultado sobre os procedimentos adotados para sanear os problemas detectados na avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) realizado em 2007.

EXTINÇÃO

A UFPA pedirá ao MEC nova vistoria no semestre que vem. “Não há razão para o curso ser extinto. Nunca se cogitou isso”, completou o gestor. A UFPA pretende encaminhar um novo relatório para o Conselho Nacional de Educação, mostrando as mudanças.

A recomendação do MEC se baseia em uma inspeção feita na UFPA, após o Enade de 2007. Caso não solucione os problemas, o curso pode perder vaga ou até mesmo ser extinto.
Mas o reitor garante que as inspeções foram feitas antes das mudanças e que, desde 2009, foi feito um termo de saneamento das deficiências para resolver os problemas. “Nós respondemos boa parte deles, na infra-estrutura, projeto pedagógico e do corpo docente. Está claro que os avanços foram obtidos, apesar de ainda haver problemas”.

Maneschy diz que o novo projeto de ensino já foi implementado e que um novo prédio da Faculdade de Medicina está sendo construído no Campus do Guamá. “Acredito que boa parte das soluções nós já conseguimos apresentar. O que falta já está encaminhado como contratar mais profissionais e equipar laboratórios, que demandam tempo administrativo”.
Já Tânia Costa garante que 14 professores efetivos foram contratados este ano e mais dois serão chamados no início de 2011. “Vamos qualificar os professores com cursos de mestrado e doutorado nas áreas de Ciências Médicas e Oncologia”.

Para Wilson Machado, diretor do Sindicato dos Médicos, o ensino superior no Pará há tempos já vem tendo problemas de investimentos do governo federal. “O investimento é bem aquém do necessário. Os hospitais universitários vinham sofrendo problemas na sua estrutura e na tecnologia da medicina. Com os problemas de ensino, acaba se refletindo na qualidade. Os profissionais médicos trazem para a residência médica a ansiedade e a esperança de ali aprender e se qualificarem”. 

(Diário do Pará)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Carlos Lessa - Acabou a euforia sucessória e a crise mundial se impõe

 Os debates sucessórios não mencionaram sequer a crise mundial. Antes da posse da nova presidente, a crise mundial se impõe na mídia brasileira. A virulenta manifestação de crise mundial em 2008, a partir da implosão da bolha financeiro-imobiliária nos EUA se propagou urbi et orbi e está solidamente instalada.

Economia é história, no sentido de transformação. A dimensão monetário-financeira da crise mundial é fruto do padrão-dólar instalado em 1971, quando foi decidido, por aquela nação, o cancelamento da cláusula ouro. Um dólar, baseado em confiança, passou a valer... um dólar! Objeto de desejo universal pois, ao dominar as transações de comércio internacional, passou a ser o item principal das reservas externas de toda e qualquer moeda nacional. Isso é mais importante para a geopolítica americana do que a bomba atômica. Representa a hegemonia de uma nação que emite (e é solicitada a emitir) dívida disputada por todas as outras nações.

O Produto Interno Bruto (PIB) americano é um quarto do mundial, porém sua dívida desejada é lastro mundial. As emissões sucessivas de títulos do Tesouro americano confirmaram a inexistência de um ativo monetário de risco.

Quando explodiu a bolha, em 2008, quebraram bancos e houve a desvalorização substancial do patrimônio das famílias americanas, endividadas com lastro hipotecário de suas residências e imóveis de negócios. Apesar do imenso socorro do Federal Reserve (o Fed, banco central americano), os bancos americanos sobreviventes têm nos seus ativos mais de US$ 1 trilhão em papéis duvidosos.
A crise de demanda vai atingir o Brasil. Nós não fazemos o controle dos investimentos estrangeiros no país
Isso produziu duas mudanças de comportamento: as famílias americanas querem poupar e restringir o consumo, e os bancos não querem emprestar às famílias e aos pequenos e médios negócios. Dada a prevalência do dólar no monumental movimento cambial internacional, os bancos americanos estão se deslocando para ganhos em operações cambiais. A conduta poupadora das famílias americanas é o fundamento de uma crise de demanda mundial. Na zona do euro, os baixos juros, inspirados na Alemanha, levaram os bancos europeus a facilitar o crédito em euros em todas as dimensões.

Porém, a dívida soberana denominada em euros das nações europeias enfrenta também dois problemas: o Banco Central Europeu (BCE) não é o Fed e não absorve esses papéis. Com a crise de demanda, as economias europeias foram afetadas e os elos nacionais mais fracos começam a quebrar (Grécia, Irlanda, Portugal e outros), o que reduz a confiabilidade nos bancos europeus. Toda a zona do euro está em crise.
A economia japonesa está soldada à chinesa (mais de 50% do comércio exterior japonês é com a China). A China está monetariamente soldada aos EUA - tem a maior parcela de títulos do Tesouro americano. As filiais americanas atuantes na China (mais de 3 mil) completam o elo do G-2.

Os US$ 600 bilhões do presidente Obama, bem intencionado em reativar a economia, irão alimentar um processo monetário internacional doente e cada vez mais consciente dos riscos dos ativos em dólar, porém sem saber o que colocar no lugar.
A crise de demanda mundial irá atingir o Brasil. Nós não fazemos o controle dos investimentos estrangeiros no Brasil. Foi nossa política atrair capital cigano com a oferta de juros elevados; acumulamos grandes reservas de dólares e não fizemos investimento público na escala necessária para elevar a pífia taxa de 18% de investimento em relação ao PIB. Estimulamos o rentismo empresarial e um endividamento familiar maciço.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem o mérito de repor em discussão a questão do investimento em infraestrutura como chave para a sustentação da economia. Porém é quantitativamente insuficiente e tem tido uma implantação administrativamente difícil e financeiramente curta. No momento, informa a imprensa, os restos a pagar superam em muito os investimentos do PAC em 2010. Somente 22% do autorizado a ser dispendido em projetos em 2010 foram gastos. Dos R$ 32 bilhões autorizados para o corrente ano, dos restos a pagar de 2009 (R$ 26 bilhões), foram pagos 11,6%. Entretanto, ainda faltam ser pagos cerca de R$ 14 bilhões de gastos do PAC em 2009.

É fácil compreender porque a presidente eleita já sinalizou a reinstalação da CPMF. Além do mais, é visível que a inflação tem crescido, apesar da política paralisante de juros altos: entre 1995 e 2008, a inflação no Brasil superou a média mundial.
O retorno dos grandes bancos sobre o patrimônio líquido está na faixa de 25% ao ano. Esse desempenho bancário não é pró-crescimento de emprego e renda, o que condena, a longo prazo, a política de endividamento familiar. Uma elevação robusta do salário mínimo real ajudaria a sobrevida da bolha brasileira, porém o atual governo vê com preocupação fiscal a elevação salarial implícita no debate sucessório.

O Brasil tem que adotar controles de entrada de capital estrangeiro especulativo. E tem que estimular o investimento privado por uma ampliação significativa do investimento em infraestrutura. É necessário colocar um freio em um endividamento familiar perigoso, que deveria ficar circunscrito à compra da casa própria e de matérias para a construção em mutirão.


A nova presidente tem que ter coragem de alterar a receita dos anos Lula. Façamos votos para que as emanações da crise mundial não tornem a vida da nova presidente e a dos brasileiros um inferno.

Carlos  Lessa é professor emérito de economia brasileira e ex-reitor da UFRJ. Foi presidente do BNDES. E-mail: carlos-lessa@oi.com.br

Mais do Brasil Real - Cerca de 30% dos domicílios brasileiros sofrem com algum grau de restrição alimentar

Aproximadamente 30% dos domicílios brasileiros não têm acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. É o que mostra levantamento suplementar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado nesta sexta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


A pesquisa, relativa a 2009, analisou 58,6 milhões de domicílios particulares no país. Desse total, 17,7 milhões (30,2%) apresentam algum grau de insegurança alimentar, o que representa um total de 65,6 milhões de pessoas. Em 2004, a proporção era de 34,9%.

Entre esses domicílios mencionados acima, 18,7% (ou 11 milhões de lares) apresentam situação de insegurança alimentar leve; 6,5% (3,8 milhões) moderada, e 5% (2,9 milhões) grave. Ao todo, 11,2 milhões de pessoas relataram ter passado fome no período investigado.

Em 2004, as prevalências de domicílios com moradores em situação de insegurança alimentar leve, moderada e grave eram, respectivamente, 18%, 9,9% e 7%. Ou seja, houve redução dos percentuais de restrição moderada e grave.

A pesquisa mostra que a prevalência de insegurança alimentar é maios na área rural do que na urbana. Enquanto 6,2% e 4,6% dos domicílios em área urbana apresentavam níveis moderado e grave, respectivamente, na área rural as proporções foram de 8,6% e 7%.

Situação de segurança alimentar em domicílios particulares segundo as unidadade da Federação (Fonte: IBGE)


Veja o Pará, o nível da sua segurança alimentar está em apenas pouco mais de 50%.




O Brasil real, aquele que os marqueteiros não registram




quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quando os vestibulares e Enem não enganavam crianças

Pará - UFPA pode avaliar desvinculação do Enem

 
A Universidade Federal do Pará recebeu ontem um grupo de estudantes que solicitam a desvinculação do processo seletivo da instituição ao Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), adotado como primeira fase do vestibular 2011.

Membros do movimento estudantil “Vamos à Luta” reuniram cerca de 200 estudantes para protestar e cobrar da universidade um posicionamento mais firme sobre a polêmica prova do Enem.

Representantes de grêmios estudantis e coletivos secundaristas de Belém, Marituba e Ananindeua reuniram com Horácio Schneider, reitor em exercício. Ele explicou que a UFPA não pode suspender a nota do Enem como forma de avaliação até que uma decisão oficial anule o certame.

“Como o Inep já tornou público que um novo exame será aplicado aos estudantes que fizeram a prova amarela, a UFPA mantém o Enem como primeira fase de seu vestibular, e o cronograma que prevê a prova da segunda fase, elaborada pela própria Universidade, para o dia 19 de dezembro”.

Segundo Schneider, a decisão foi tomada após consulta ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e só o mesmo conselho pode decidir ou não pela desvinculação.
Os estudantes argumentam que a aplicação de uma nova prova apenas a uma parcela dos que fizeram o Enem prejudica o princípio de isonomia e que o Exame é um método de avaliação inseguro.

A pedido do grupo, alguns conselheiros se dispuseram a marcar uma reunião extraordinária do Consepe, ainda sem data marcada, para a semana que vem.
Segundo informou ao DIÁRIO a assessoria da UFPA, alguns conselheiros que já eram contra a veiculação do Enem disseram que vão subscrever as propostas dos estudantes, para que estas sejam debatidas pelo conselho. 

(Diário do Pará)

UFPA sedia evento sobre medicamentos fitoterápicos

Até esta sexta-feira, 26, a capital paraense sedia o II Workshop de desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos, promovido pela Universidade Federal do Pará (UFPA). O evento acontece no Hotel Beira Rio, em Belém. Segundo o professor doutor José Otávio Carréra Jr, da Faculdade de Farmácia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFPA, a intenção é “promover o aprimoramento e a discussão sobre o assunto, pois se torna relevante debater a investigação de espécies vegetais, de uso corrente na região amazônica, com elevado potencial mercadológico e excelente viabilidade tecnológica, com finalidades objetivas de desenvolver medicamentos fitoterápicos”, ressalta.

O professor destaca, ainda, que, com a realização do worshop, baseado nas discussões sugeridas, espera-se estabelecer uma proposta de aproveitamento de forma racional de espécies vegetais de uso corrente na região amazônica. “Sem falar do elevado potencial mercadológico e da viabilidade tecnológica, com o desenvolvimento racional de medicamentos fitoterápicos”, complementa.

No dia a dia - Babosa, copaíba, ginseng, capim marinho, quantos de nós já nos deparamos com esses nomes em nosso cotidiano? Essas plantas, principalmente os seus extratos, fazem parte do rico universo da fitoterapia, palavra que vem do grego therapeia (tratamento) + phyton (vegetal). Porém, a definição de medicamento fitoterápico é diferente da de fitoterapia, pois não engloba o uso popular das plantas em si, mas sim seus extratos.  Logo, medicamentos fitoterápicos são preparações técnicas elaboradas por técnicos de farmácia, além de serem produtos industrializados.
Mercado promissor
Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria Fitoterápica (Abifito), o mercado mundial de fitoterápicos gira em torno de US$ 40 bilhões, enquanto, no Brasil, se calcula que o faturamento esteja em torno de US$ 1 bilhão.

Não são considerados medicamentos fitoterápicos: partes de plantas, como folhas, pós, macerados, chás, garrafadas, florais, manipulados e homeopáticos. 

(As informações são da UFPA)

(Diário do Pará)

Como será o vestibular 2011 da UFPA?.

Entenda como será o Vestibular 2011 da UFPA

1) Como será o Vestibular da UFPA este ano?

O vestibular 2011 da UFPA terá duas fases. A primeira será a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), cujas notas serão enviadas pelo Ministério da Educação à UFPA, e a segunda fase será elaborada e aplicada pela própria Universidade, por meio do Centro de Processos Seletivos (CEPS). As duas fases terão o mesmo peso na nota final dos candidatos aprovados e, consequentemente, no resultado.

2) Para se candidatar a uma vaga na UFPA será necessário fazer o ENEM?

Sim, como o ENEM é uma das fases do processo seletivo todos os candidatos precisarão realizar o Exame.

3) Como será a primeira fase do vestibular, ou seja, a prova do ENEM?

A prova do ENEM é formada por 180 questões, sendo 45 de cada disciplina, contemplando quatro grandes áreas do conhecimento: Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e sua Tecnologias, mais uma redação.

4) Como será a segunda fase do vestibular, ou seja, a prova elaborada pela UFPA?

A 2ª fase do Vestibular da UFPA terá, a priori, 55 questões objetivas de múltipla escolha. Sendo, cinco questões de cada disciplina, a saber: língua portuguesa, língua estrangeira, literatura, matemática, biologia, física, química, história, geografia, sociologia e filosofia. Esta fase não terá redação.

5) Haverá pontos de corte no Vestibular?

Na primeira fase, as notas obtidas nas questões objetivas do Exame não eliminam candidatos, mas haverá uma
pontuação mínima a ser obtida na prova de redação. Na segunda fase, haverá pontuação mínima ou percentual de acertos a serem obtidos nas questões objetivas, mas este ponto de corte também ainda será definido pela Comissão Permanente de Processos Seletivos da UFPA
(COPERPS).

6) Como será a prova de redação este ano?

Os candidatos as vagas da UFPA farão uma única redação que será aplicada na prova do ENEM. Eles terão de obter uma pontuação mínima para continuar aptos a permanecer no concurso. Porém, esta nota mínima ainda será definida pela Comissão Permanente de Processos Seletivos da UFPA (COPERPS).

7) Já há previsão de datas e prazos para lançamento de edital e realização das provas?

As regras e datas do concurso ainda serão estabelecidas pela Comissão Permanente de Processos Seletivos da UFPA (COPERPS). O edital do concurso deve ser divulgado até o final de junho. A 1ª fase do Vestibular 2011 da UFPA (prova do ENEM) deve acontecer no mês de novembro e a 2ª fase em dezembro, antes das festas do final de ano. O resultado final será divulgado nos primeiros meses do ano.

8) Como saberei se fui ou não aprovado para a segunda fase do vestibular da UFPA?

A única possibilidade de não ser aprovado para a segunda fase é se o candidato não obter a nota mínima na redação do ENEM.

9) Como será a seleção para ingresso nos Cursos de Artes?

Os exames de habilidades para os cursos de Artes como Teatro, Dança, Música e Artes Visuais, continuarão a serem realizados pela UFPA.

10) Qual é o conteúdo programático para o Vestibular 2011 da UFPA?

Os conteúdos programáticos abordados em ambas as fases são os definidos pelas matrizes curriculares do ENEM que possui quatro eixos temáticos: Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática e sua Tecnologias. As diferenças entre o conteúdo do Exame Nacional e o da UFPA se concentram nas provas de literatura, e suas respectivas leituras obrigatórias, e nas provas de línguas estrangeiras que não são cobradas no Exame Nacional.

11) Como ficam as provas de literatura e suas leituras obrigatórias que não são cobradas no ENEM?

O Enem não possui leituras obrigatórias ou prova de literatura, mas estes temas estarão na 2ª fase do vestibular realizada pela UFPA. Neste caso, o conteúdo programático é o mesmo do ano passado. “Se houver alguma alteração nas leituras, será pontual e anunciada o mais cedo possível, quando do lançamento do edital do concurso”, assegura o reitor Carlos Maneschy.

12) Como ficam as provas de línguas estrangeiras que não são cobradas no ENEM?

As provas de línguas estrangeiras na 2ª fase do vestibular da UFPA, ofertadas tradicionalmente, continuarão com cinco opções aos seus candidatos: Inglês, Espanhol, Alemão, Francês e Italiano.

13) Como ficam as cotas da Universidade com a adoção do ENEM?

Em relação ao sistema de cotas, não haverá alterações em relação aos percentuais de vagas reservadas. Como a seleção ficará totalmente sob responsabilidade da UFPA, apenas preservaremos os percentuais. Atualmente, 50% da vagas da Universidade são reservadas a estudantes de escolas públicas, destas 40% são destinadas aos cotistas que se auto-declaram negros ou pardos. Também temos oferta de duas vagas a mais em
cada curso de graduação destinadas a candidatos de origem indígena. No próximo vestibular, haverá, também, reserva de vagas para portadores de necessidades educativas especiais.

14) Porque a UFPA está adotando parcialmente o ENEM?

O reitor Carlos Maneschy explica que o ENEM é um importante instrumento de avaliação do Ensino Médio e do ingresso no ensino superior no país.

15) Se vamos adotar o ENEM, então porque ter uma segunda fase?

A segunda fase do concurso elaborada e aplicada pela UFPA busca manter espaço para abordagens mais regionais dos conteúdos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pará - Ainda não caiu a ficha

Jatene afirma que falta transparência na transição


Em sua primeira visita oficial a Brasília, o governador eleito Simão Jatene deixou claro que não há sintonia entre as equipes que estão fazendo o processo de transição de governo. Segundo ele, faltam informações e dados que ainda não foram repassados pela equipe de transição. Em entrevista à imprensa, Jatene não poupou críticas à falta de transparência e disse que o orçamento encaminhado pela governadora Ana Júlia à Assembleia Legislativa “é uma peça fictícia”.

O governador enfatizou que a sociedade precisa saber qual é a linha de base do seu governo e, para isso, propôs que o Ministério Público do Estado acompanhe o processo de transição.

“Eu espero que a governadora me explique, já que temos apenas parte do relatório. Espero que a governadora e sua equipe nos digam o que existe de fato de obra em andamento para que possamos saber o que é necessário para concluí-las”, ressaltou. Simão Jatene desembarcou em Brasília para participar da reunião da bancada federal do Estado, que vai definir os recursos das emendas de bancada do Orçamento Geral da União.

PRIORIDADES

As prioridades do governador eleito para as emendas coletivas são, em primeiro lugar, para a conclusão de obras iniciadas e que estão paralisadas no Estado. “Sou pragmático. Minha sugestão é que o ponto de partida seja a continuidade das obras para não termos mais obras inacabadas”, sugeriu o governador aos deputados presentes.

O problema é que o próprio governador desconhece quais são as obras que estão em andamento no Estado e a ausência da governadora Ana Júlia e de sua equipe de secretários à reunião frustrou a expectativa de Jatene. O secretário de Orçamento, Planejamento e Finanças, José Júlio Ferreira foi quem representou o governo do Pará na reunião. Em apenas três minutos ele fez um balanço, falando genericamente sobre as obras.

Mas Jatene já definiu que em primeiro lugar vai concluir a Santa Casa, “para que ela não vire um esqueleto, e isso não posso admitir”. Outra ação ligada à saúde será a conclusão do anexo do Hospital Ophir Loyola.


Ainda com relação aos recursos da bancada federal, o governador eleito destacou que pretende priorizar ações emergenciais em cerca de 70 hospitais nos municípios. Segundo Jatene, será feito um processo de requalificação dos hospitais com melhoria de equipamentos e de mão de obra.

Ele informou que vai reeditar o programa “Telemedicina”, que funcionou durante seu governo, visando dar apoio aos médicos no interior do Estado. Jatene acredita que, com o projeto de requalificação, será possível desafogar os hospitais de média e alta complexidade.

O novo governador lembrou que, a médio prazo, com recursos futuros, dará continuidade a um de seus principais compromissos de governo que é construir dois hospitais regionais no Estado, um próximo a Belém e outro na região da BR 163.
Preocupação com o orçamento


Simão Jatene ressaltou que uma das maiores preocupações para seu primeiro ano de governo é o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2011, que já está na Assembleia Legislativa. Ele destacou, por exemplo, a questão das despesas relacionadas à manutenção da ação governamental das secretarias estaduais e dos diversos órgãos que compõem o Poder Executivo do Pará. A proposta elaborada pela equipe econômica da governadora propõe recursos para o custeio 50% inferiores ao que foi praticado em 2009. Jatene destacou ainda o baixo nível de investimento previsto na peça orçamentária.


“No orçamento você tem algumas questões preocupantes, por exemplo, esta questão de custeio, que é muito grave. Quero entender a lógica que pautou o orçamento do próximo ano. Como é possível você governar o mesmo Estado com a metade do orçamento de custeio?”, questionou.



GOVERNABILIDADE


Jatene viajou para Brasília acompanhado pelo coordenador da equipe de transição, Sérgio Leão. Receoso de que o processo de transição possa ocultar outras informações fundamentais à governabilidade no primeiro ano, Jatene está sugerindo que o Ministério Público do Estado acompanhe as equipes que estão debruçadas no trabalho transitório. “Eu sugeri que isso fosse feito há quatro anos. A Ana Júlia não aceitou. Novamente faço a mesma sugestão. Espero que, desta vez, ela acate para que não tenhamos problemas mais tarde”, advertiu.

A crítica, mais uma vez, foi dirigida à governadora Ana Júlia Carepa que, em diversas ocasiões foi criticada pelos deputados por receber emendas da bancada e não creditar aos parlamentares as obras feitas com estes recursos.


O DIÁRIO não conseguiu falar com o coordenador da transição pela atual administração, o secretário de Governo Edilson Rodrigues para comentar as declarações de Simão Jatene.


Leia a matéria completa no diariodopara.com 

infraestrutura - Não vai ser tão ruim assim, não

Portos podem ser privatizados na mão grande 

Utilizando-se de uma brecha malandra, empresas poderosas tentam privatizar os portos públicos no Brasil. 

A brecha foi aberta pelo governo, ao permitir portos privativos de grandes empresas, mas elas passaram a burlar a norma que limita a operação, preponderantemente, aos próprios produtos. 

E agora tentam, na mão grande, atuar como portos comuns, sem licitação, nem pagar pela concessão de terminais. Uma delas é a Odebrecht, sócia do governo de Dubai na Embraport.

Blog do Cláudio Humberto

UFPA - Reitor aos 17 meses de gestão mostra avanços

UFPA: Maneschy, gestão e ação


(Do Blog do Bilhetim)


Maneschy completa em dezembro 17 meses de gestão. Além das obras do REUNI que estão em curso, Maneschy está licitando 60 obras para a UFPA que devem iniciar em 2011. Por outro lado, o novo reitor está substituindo o fracassado SIE, ultimando as propostas para o PDI 2011-2015, ampliando a pós graduação e batendo a cabeças para começar uma cruzada pela melhoria do ensino de graduação.



Outra grande iniciativa da gestão Maneschy é a sensibilização dos mestrados para que ofereçam pelo menos 6 vagas (cada) para os servidores de nível superior da UFPA.

História dos mineiros chilenos já está perto de virar filme


MADRI (Reuters) - Um mês depois de um dos resgates mais espetaculares da história da mineração, uma produtora espanhola anunciou nesta quarta-feira que está próxima de concluir a montagem do que seria o primeiro filme sobre a experiência dos 33 trabalhadores que passaram 69 dias presos na mina San José, no deserto de Atacama, no norte do Chile.

O filme estreará na televisão espanhola, mas sua carreira no resto do mundo ainda não está definida, e pode ser que seja exibido em cinemas. A obra está sendo concluída em um prazo recorde -- tanto que começou a ser rodada antes mesmo de os mineiros serem resgatados, em 13 de outubro, segundo seu diretor.

"Principalmente, o que é preciso dizer desse filme é que se baseia em fatos reais. Não procurem em momento algum que haja um personagem que seja cópia exata de uma pessoa que esteve lá embaixo, não", afirmou o cineasta Antonio Recio à TV Reuters.

"O que há são estereótipos de pessoas que têm as mesmas emoções que podem ter os protagonistas", disse ele na sede da Dynamo Factory, que produz o longa metragem junto com a Antena 3 Films.

Recio e os roteiristas J.J. Barrios e Jacobo Bergareche começaram a criar o enredo durante um voo entre Espanha e Chile, poucos dias depois da descoberta de que os 33 mineiros estavam vivos a quase 700 metros de profundidade, e deveriam passar várias semanas à espera do resgate.

"Para mim o mais importante, e acho que para todos os que formávamos parte da equipe, era o lado emocional. Havia 33 pessoas que estavam presas lá embaixo, que no princípio sabiam que estavam vivas, mas em cima ninguém sabia se estavam vivas ou mortas, não sabiam nada de nada."


"E o que isso gera é um monte de sentimentos e emoções, a desesperança e a esperança ao mesmo tempo, a angústia. São emoções tão fortes que acho que mereciam ser contadas", afirmou.

Ele buscou uma equipe fundamentalmente chilena e filmou durante 18 dias numa mina próxima a Santiago, a cerca de 100 metros de profundidade.

"Rodei cronologicamente a história, e já estava gravando fazia cinco dias (quando foram resgatados). Eu havia chegado ao princípio da história, ao desabamento."


Um dos mineiros até se interessou pelo projeto, mas a produção não contou com nenhuma assessoria -- baseou-se nas notícias da imprensa. Um suposto motim entre os mineiros, por exemplo, "nos deu muitas ideias", afirmou Recio, mesmo que o caso não tenha sido confirmado.

O drama dos mineiros chilenos é um prato cheio para o cinema, e este será o primeiro de vários filmes sobre o tema -- inclusive em Hollywood.

"Gosto de dizer que fui o primeiro a contar esta história, e acho que de uma forma diferente de como Hollywood teria contado", disse Recio.

(Por Emma Pinedo e Reuters TV)

Reuters

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Depois da Guerra todos querem ser generais...., ou também soldados rasos.


Comentário do Blog: Fiquei assistindo de camarote o bate e rebate dos marqueteiros das campanhas para as eleições de 2010, no Estado do Pará, Edson Barbosa, da campanha do PT; Orly Bezerra, do Simão Jatene (Governador Eleito) e o Chico Cavalcante, ex-marqueteiro do PT e Ana Julia em 2006.

Agora é a vez do chamado "Segundo  Escalão" dos marqueteiros que entraram na discussão, para "redefinir" suas responsabilidades na campanha.

Um dos primeiro, não será o único em pegar o ventilador é o Glauco Lima, Diretor de Criação da campanha da Ana Julia, (por enquanto não seja desmentido pelo próprio Edson Barbosa). O Glauco aproveitou para levar nesse desabafo outros membros da equipe da empresa Link que já estavam conformados com sua discreta participação. Agora eles também vão colocar a Boca no Trombone. Vamos esperar.

Não devemos esquecer que Glauco já foi mencionado como o responsável de repasse de  recursos da campanha para a Link. Por isso teria renunciado à DC3, para assumir um compromisso direto na campanha da Ana Julia ou para tentar outros desafios na vida, como ele mesmo já disse. Outros falaram até de um "Glaucoduto". Conheço ao Glauco e não acredito nessa história sobre sua participação na transferência de recursos do Governo Ana Julia para a Link. Mas quando se trata de dinheiro, todo cuidado é pouco.

Concluindo: vamos aguardar o que falam os outros membros do Segundo escalão da Link, Porque o Glauco já disse que ele teve uma participação insignificante. como ele mesmo disse, e aí sem que eu não acredito:

"fui um produtor mais qualificado, um interlocutor com alguns setores locais, um papel com limitadíssimo espaço de influência, que foi gradativamente sendo encurtado, ao ponto de nas semanas finais eu já quase nem ir na produtora".

Eu não acredito porque sei que o Glauco é extremamente bem relacionado com todos os setores locais. Foi um dos responsáveis da campanha do Jader em 2006, já teve uma conta importante no Banco da Amazônia e no próprio governo da Ana Julia. Até renunciou à DC3, para se dedicar por inteiro à campanha do PT. 

Duvido também que o Marcelino Monteiro vai disser alguma coisa ao respeito. Ele ainda não acorda da ressaca da enorme derrota e não deve estar querendo saber de ninguém da Link, da DC3 e de ninguém. 

Ainda nem encontra resposta para a derrota, imaginem que vai entrar em uma discussão de bastidores de uma empresa que foi contratada pelo seu partido, que foi muito bem paga e que não consiguiu tirar sua ex-cunhada da rejeição em que se encontrava , desde fazia mais de 2 anos. Se o Marcílio abre a boca, aparecem muitos querendo sua cabeça. Ele e o PT ainda nem conseguem explicar, aos militantes do PT,  as razões desse duro golpe recebido. 


As coisas não estão encaixando direitinho, meus caros amigos. 



VEJA AQUI A CARTA DO GLAUCO LIMA AO EDSON BARBOSA. 

Deu no Blog da reporter. 

À Link o que é da Link: Glauco Lima responde a Edson Barbosa


Interrompo, de novo, meu recesso para postar uma carta que recebi, via e-mail, do publicitário Glauco Lima sobre sua participação na campanha de Ana Júlia Carepa

Publico na íntegra

"Eu tinha decidido não falar nada sobre a campanha de comunicação de Ana Júlia em 2010. Tinha deixado isso para bem depois, para quem sabe quando, distanciado do calor eleitoral e da fogueira de emoções, talvez eu fizesse um relato do que eu vi, ouvi e vivi, nesta que foi uma das experiências mais angustiantes dos meus 25 anos de atuação em propaganda e marketing.


Mas a referência feita pelo senhor. Edson Barbosa em entrevista ao jornal Diário do Pará, no dia 15 de novembro de 2010, me obriga a fazer um esclarecimento. Na entrevista, o presidente da Link Propaganda sugere ou deixa entender que eu atuei como Diretor de Criação na campanha, o que é uma inverdade absurda e, no mínino, um desrespeito ao verdadeiro diretor e coordenador de criação, o senhor. Theo Crus Neto, que tinha todos os amplos e totais poderes de dirigir a criação e atuar como estrategista, redator, criador de jingles, interagir com a governadora e seus principais assessores.


Se a campanha da Link foi tão boa, ele deveria destacar o nome de Theo Neto e o próprio nome dele, Edson Barbosa, já que Theo não cansava de repetir quase como um mantra, “ nessa campanha o marqueteiro, quem dá a palavra final, quem decide o que sai e o que não sai, é o Edson Barbosa”.

Quero deixar bem claro que não estou me isentado, me excluindo ou me eximindo de envolvimento nesta campanha. Assumo e confirmo que atuei, que procurei colaborar em tudo o que esteve ao meu alcance. Mas é inaceitável que só agora, depois da derrota eleitoral, os nomes dos profissionais locais sejam lembrados assim, para dar um verniz de integração com os nativos, quando o que se viu na campanha foi um comando centrado na Link, com seus executivos ocupando todas as posições decisórias e definindo os rumos tanto na pré-campanha, de março a junho de 2010, como na campanha em si, de julho a outubro.

A declaração de Edson Barbosa me obriga a fazer um relato da minha atuação neste trabalho que tentou reeleger Ana Júlia para o Governo do Pará. Para mim, a campanha começou em outubro de 2009, quando fui chamado pelo consultor Paulo Heinneck e pelo secretário de comunicação Paulo Roberto Ferreira, para influenciar mais diretamente na comunicação institucional, já que, embora minha então agência, a DC3 Comunicação, tivesse contrato com o governo, eu nunca tinha participado da definição da propaganda conceitual e informativa do governo.

Atendendo ao pedido de extrema urgência, coloquei no ar uma campanha, que foi de novembro de 2009 a março de 2010. Esta sim eu assumo e assino como Diretor de Criação. Neste período, embora as pesquisas quantitativas feitas por instituto local, já acusassem um pequena melhora na avaliação do Governo, sugeri que era preciso algum reforço, eram necessários estudos qualitativos para avaliar se o rumo estava certo, para fazer ajustes e refinar cada vez mais a campanha.

Mas, para minha surpresa, em março de 2010, fui comunicado da contratação da Link Propaganda, para ser uma espécie de consultora para orientar e definir toda a comunicação do Governo. Eu poderia ter rompido, me desligado do cliente, me afastado diante desta intervenção. Mas acreditei que com o aparato que a Link tinha, com as possibilidades de trazer profissionais experientes, promover pesquisas no Estado todo, investigar mais, com toda a expertise que alardeava, o reforço poderia ser positivo e ajudar no complexo esforço de levar o governo a um bom desempenho eleitoral.

Entendi que pular do barco naquela hora, de um governo já cheio de fragilidades, seria até desleal e continuei, mesmo num papel secundário e muitas vezes terciário, contribuindo para que a comunicação fosse cada vez mais eficiente.

A Link tinha o respaldo das pesquisas, de seus profissionais seniors, teve verba para fazer estudos que eles diziam serem inquestionáveis, que orientaram a escolha da linha “É a vez do Pará, pra você”. A campanha “A grande obra é melhorar a vida das pessoas” foi erradicada, a Link fez questão de não deixar nenhum vestígio do trabalho, mudou tudo e se deu ao requinte de pedir para que fossem tiradas até placas, como as colocadas perto de obras como o Ação Metrópole, que diziam “A obra é grande, mas a maior é melhorar a vida das pessoas”. Tudo foi apagado e só prevaleceu o conceito e as idéias da Link.


Já na campanha eleitoral, em julho, a Link tinha ocupado todos os espaços possíveis e imagináveis e estabeleceu o tema, que depois veio se confirmar desastroso até por eles mesmos, o “Acelera Pará”. Quando eu vi esta campanha, em encontro feito em num hotel em Belém, a linha estava determinada, o caminho era aquele e foi vendido como o grande mote para alavancar a candidatura de Ana Júlia.

Quero reafirmar aqui que propaganda tem que ter unidade, que acredito que é preciso ter uma cabeça que estabelece a linha, a defenda e se responsabilize por ela. Uma vez que o comando político definiu que o comandante era Edson Barbosa e sua Link, ou você concorda e tenta ajudar no que está definido ou vai cantar noutra freguesia.

Eu resolvi ficar, colaborar humildemente, fazer minhas críticas dentro, discordar, sem deixar vazar as discordâncias, alertar, muitas vezes banquei o chato, o advogado do diabo. Mas tudo o que eu dizia não era acatado, nada era aproveitado e parecia que eu não conseguia captar tanta inteligência, sabedoria, criatividade e acertos geniais.

Mas a Link era a agência da campanha, o Edson Barbosa foi o engenheiro responsável pela obra. Quero ressaltar aqui que a campanha, boa ou má, fraca ou forte, tem que ser assumida pelos seus autores. O Fernando Pena de Carvalho, Presidente da Digital foi citado e nunca foi chamado sequer para opinar sobre a cor de um cenário. Fazia apenas o que a Link determinava. A Ruth Vieira, paraense, contratada da Link, tinha funções operativas, nunca vi a Ruth numa reunião de comando dando opiniões. Essa coisa de citar as pessoas daqui, só agora, é muito injusto e até revoltante, diante do que passamos nestes meses.

O próprio Maurílio Monteiro pode confirmar tudo isso. Só quem mandava era o Theo, o João Lucas, a Ângela, os altos executivos da Link. Não estou aqui questionando a capacidade destas pessoas, só quero o Edson Barbosa assuma claramente os papéis de cada um e reconheça que tinha em mim e em outros profissionais locais, uma equipe de suporte, chamada para ajudar em assuntos locais, em tarefas obreiras, tanto que a Link me deu um insólito crachá de “Assistente de Coordenação” e agora no jornal vem me chamar de Diretor de Criação.

Outro ponto que quero deixar bem claro é que não sou contra a presença de empresas de outros Estados. Assim como quero que a empresas de comunicação do Pará busquem mercados pelo Brasil e pelo Mundo. Eu mesmo cheguei a sugerir a contratação, em janeiro de 2010, de uma consultoria para nos ajudar no trabalho.

Apesar de tudo isso, fiquei sim na campanha, atendi a pedidos de altos dirigentes do partido, até mesmo da própria governadora Ana Júlia, pessoa a quem respeito muito. Essa campanha, boa ou ruim, faz parte do meu currículo, nunca vou negar, mas não aceito que ocultem ou distorçam a verdade. Se eu tivesse que definir meu papel nesta campanha, diria que fui um produtor mais qualificado, um interlocutor com alguns setores locais, um papel com limitadíssimo espaço de influência, que foi gradativamente sendo encurtado, ao ponto de nas semanas finais eu já quase nem ir na produtora.

Mas fiz meu trabalho, evitei atrapalhar, gerar ainda mais crises, talvez tenha falhado em não brigar mais por meus pontos de vista, mas tenho a consciência tranquila que honrei a unidade, o grupo, o cliente que me contratou, mesmo correndo o risco dos desgastes graves que sofri.

Para concluir quero lembrar que sempre falei que a comunicação não pode ser apontada nem como a santa salvadora, nem como a vilã destruidora. Comunicação faz parte de um grande mix e conforme a maneira como é feita, pode ajudar ou atrapalhar. No caso desta campanha, o próprio Edson Barbosa me falou entre o primeiro e o segundo turno, que aqui na campanha de Ana Júlia isso não era bem verdade, porque a comunicação feita pela Link tinha sido mais que comunicação, tinha sido decisiva na gestão, na condução política, nas sugestões para a administração e que por isso teria uma responsabilidade muito maior do que geralmente se atribui ao marketing.

Portanto está aí, independente de julgamentos do que foi feito, a Link e Edson Barbosa que assumam suas responsabilidades técnicas e não fiquem querendo repartir a derrota com ninguém, porque eu tenho certeza que não repartiriam a vitória com ninguém que não fosse do seu seleto time".

Glauco Lima

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

MDS - Pobreza “custa” R$ 12,78

O Pará, que contribuiu com cerca de 1,8 milhão de votos para eleger Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil, tem 45% da sua população vivendo com uma renda familiar per capita inferior a R$ 140. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), com base nos números dos beneficiários do Bolsa Família, 630.303 famílias paraenses possuem renda de até R$ 70,00, o que os caracteriza extremamente pobres, indigentes, e 44.378 famílias possuem renda entre R$ 70,01 e R$ 140,00 (pobres). É a esse pedaço do País que mais interessa a promessa ambiciosa da sucessora de Lula de erradicar a miséria nos próximos quatro anos. E o desafio já tem conta calculada. O preço de um investimento real no combate à pobreza no País é de R$ 21,3 bilhões anuais, de acordo com cálculos do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS/FGV).

De acordo com o levantamento, para financiar essa meta o custo médio a ser rateado entre todos os paraenses é de R$ 12,78 ao mês. A cifra é R$ 3,45 superior ao cálculo médio da população brasileira (R$ 9,33). Já em comparação com Santa Catarina, Estado com o menor quadro de indigentes e pobres do País, essa diferença é de exatamente R$ 10,00 a menos. Com o 9º maior desafio de erradicar a miséria entre todas as unidades federativas, o Pará está praticamente pela mesma diferença dos catarinenses em relação a Alagoas, Estado que está no topo do montante a ser desembolsado.

Eliminar a pobreza no Estado nordestino custará em média R$ 22,21 a cada alagoano. Os valores mostram que a promessa da nova presidente não é tão custosa quanto indicavam as primeiras avaliações. Mas o estudo ressalta que essa conquista depende de duas premissas: o mercado de trabalho continuar se expandindo na velocidade dos últimos anos (algo considerado pelos especialistas como muito difícil) e o novo governo ampliar o gasto com o Bolsa-Família (onerando ainda mais o Orçamento).

O programa consome R$ 13,4 bilhões ao ano e atende 12,7 milhões de famílias. Isso equivale a 0,4% do PIB, o que é considerado pouco. No Pará, o valor estimado de benefícios do programa é na casa dos R$ 150 milhões.

O Liberal Digital.

domingo, 21 de novembro de 2010

O governo tem 2 presidentes, mas não tem rumo; depois da reinvenção da CPMF, veio o incentivo à tavolagem

ELIO GASPARI 

Os dois cocheiros soltaram as rédeas 

NOSSO GUIA e a doutora Dilma estão como os cocheiros de uma diligência que soltaram as rédeas dos cavalos. 

Durante a campanha eleitoral prometeram rios de mel. Vitoriosos, presidem um país onde a agenda perdeu o rumo. Quiseram ressuscitar a CPMF. 

Mudaram de assunto, reuniram o Conselho Político do governo e apareceu o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), propondo a legalização dos bingos para custear aumentos salariais de servidores. Teve o apoio do deputado Sandro Mabel (PR), interessado no que chamou de "um presente" para a saúde. 

Durante a última legislatura, ambos foram glorificados por seus pares, que os absolveram em processos de cassação de seus mandatos. Mabel foi salvo no plenário, por 304 votos contra 108. Paulo Pereira, por 10 a 4, na Comissão de Ética. Afora o incentivo à tavolagem, abriu-se um debate em torno da participação do PMDB no governo. 

Ganha uma viagem a Cuba quem souber de uma só proposta que não envolva a ocupação (ou manutenção) de cargos e controle de verbas. Mabel habilitou-se ao prêmio Maria Antonieta ao justificar sua simpatia pelo aumento do salário mínimo: "O pessoal come mais biscoito". (O doutor é dono da marca do mesmo nome.) 

A única coisa que funcionou nas últimas semanas foi a operação-abafa para manter Erenice Guerra longe dos refletores. Em tempo: Maria Antonieta nunca disse que, sem pão, o povo deveria comer brioches, mas ficou com a fama.

‘Não me arrependo de nada’ . Pinochet também não se arrependeu de nada


 O economista Antônio Delfim Netto tinha 42 anos e já era ministro da Fazenda do governo Emílio Garrastazu Médici quando o general decidiu construir a rodovia Transamazônica. Ele foi o “cérebro” que conseguiu rearranjar o orçamento para conseguir o dinheiro que Médici queria. Aos 82 anos, ele admite que não houve o planejamento necessário para a obra e que o projeto de colonização da Amazônia foi conduzido com erros, mas se defende dizendo que a obra foi feita em caráter emergencial para acudir as vítimas da seca do Nordeste. De seu escritório em São Paulo, Delfim Netto concedeu esta entrevista.




Como é que o governo decidiu construir a Transamazônica?


 Foi decidido num vôo. Era uma época em que tinha uma seca pavorosa no Nordeste e o presidente Médici (general Emílio Garrastazú Médici) chegou naquela região nesse momento mais grave da seca e ficou muito preocupado. Tinha umas frentes de trabalho lá, mas as pessoas estavam morrendo de fome. A ideia foi: será que não era possível abrir um espaço onde a seca não fosse tão dura? Foi aí que surgiu a ideia da Transamazônica.


Há muitas críticas sobre a maneira como os projetos de colonização foram conduzidos e sobre o sonho de transformar a Amazônia num ‘celeiro agrícola’. Como o senhor avalia essas críticas?


Era uma aventura e a gente não conhecia aquilo direito. Era uma medida de emergência. A obra nunca terminou de fato. O processo de colonização não foi aquele que deveria ter sido feito pelo desconhecimento do terreno, mas é evidente que se poderia ter mudado o rumo do processo. Era possível fazer um foguete espacial e chegar à Lua que o nosso retorno junto aos críticos seria melhor. O povo estava passando fome. Não podíamos dar trela para a oposição. Eles diziam que a rodovia ligava nada a coisa nenhuma.


E por que a Transamazônica deixou de ser prioridade no governo?


Na verdade, o que aconteceu foi que com a crise de 1979, quando preço do petróleo subiu dramaticamente, o governo começou a se endividar. Até 1974, por exemplo, nossa situação fiscal era ótima. Isso coincidiu com o fim dos créditos externos. Tivemos que fazer um ajuste fiscal terrível. A Transamazônica, por exemplo, foi feita com recursos próprios. A gente não tinha déficit nenhum.


Mas o senhor não acha que um investimento deste porte deveria ter sido feito com mais cuidado?


Não faltou planejamento? Fala-se em US$ 1 bilhão de dólares em gastos...


Não sei de onde saiu esse valor. Nós não tinhamos nenhuma experiência na ocupação da Amazônia, mas isso era uma falha que poderia ter sido corrigida. O problema é que a estrada deixou de ser prioridade para os governos militares e para os civis que os sucederam. Havia problemas, sim, mas se preferiu abandonar o projeto a corrigí-lo.


Na sua avaliação, valeu a pena construir a Transamazônica?


Acho que sim. Na verdade, ela produziu uma alternativa para aquela gente que foi a ocupação da Amazônia. Foi uma obra de emergência num instante em que o Brasil estava vivendo uma crise de seca dramática. Hoje, quando você olha para trás, você pensa que é claro que tudo poderia ter sido feito melhor se tivéssemos o conhecimento da Amazônia que temos hoje. O problema é que a crítica sempre se faz depois que a coisa aconteceu. A verdade é a seguinte: quem não começa não termina.


Em relação à Transamazônica, o senhor não sente algum tipo de arrependimento?


Eu sinto que cumpri minha missão e não tenho nenhuma dificuldade em defender aquilo que foi feito. Não me arrependo de nada.


O senhor é a favor da abertura de novas estradas na Amazônia?


Claro que sou. Hoje temos mecanismos de defender a Amazônia e usar seus recursos naturais minimizando os prejuízos ambientais. Essa ideia de que temos de construir um santuário, um museu antropológico, não pode ser encarada como uma verdade. Principalmente porque hoje encontramos formas e mecanismos muito eficientes para proteger o meio ambiente.


Entrevista completa
 
aqui

Mineração tem déficit de mão de obra - Exposibram Amazônia 2010 e 2º Congresso de Mineração da Amazônia,

Procuram-se profissionais na área de mineração.

A demanda por trabalhadores especializados no setor mineral é grande e, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a tendência é aumentar diante de um cenário que aponta para um horizonte promissor, sobretudo no Pará. Até 2014, o Brasil receberá uma soma de investimentos superior a US$ 62 bilhões feitos pelo setor. Tamanho volume de recursos, empregados em sua maioria pela iniciativa privada (cerca de 90%), gerará um crescimento econômico de proporções ainda desconhecidas na história paraense.

NOVAS VAGAS

Os mais de US$ 62 bilhões a serem injetados na economia brasileira por grandes empreendimentos deverão criar cerca de 120 mil novas vagas de emprego, até 2014. O polo Carajás (sul e sudeste do Estado) será a região que mais vai empregar nos próximos anos. Serão 64.144 novos postos de trabalho. Se por um lado a implantação de novos projetos minerários no Pará gera expectativas, a preocupação também se dá na mesma medida quando o assunto é mão de obra especializada. Na área de mineração, a lei da oferta e da procura pesa cada vez mais para o lado das empresas: “O problema da mão de obra talvez seja, hoje, o grande calcanhar de Aquiles do setor”, destaca Paulo Camillo, presidente do Ibram, acrescentando ainda que o déficit de pessoal qualificado para atuar na mineração chega a 90%.

SOLUÇÕES

Para tentar resolver o gargalo, as empresas têm buscado soluções que vão desde o resgate de profissionais já aposentados até o investimento em capacitação e formação da mão de obra local. É a corrida para cumprir o cronograma de implantação dos empreendimentos. “As empresas já começaram a buscar pessoas de especialidades diferentes.

Os engenheiros civis, por exemplo, estão passando a trabalhar na área de mineração”, afirma Camillo. E a alternativa encontrada pelas empresas de especializar os profissionais da engenharia civil na área da mineração também enfrenta outra conjuntura nacional: o déficit brasileiro por profissionais de Engenharia já é um motivo de alerta, de acordo com o presidente do Ibram: “Até 2014, o Brasil deveria ter formado 50 mil engenheiros por ano e estamos formando 30 mil. A Coreia forma cinco vezes”, calcula.

EXPOSIBRAM

A geração de emprego e renda na mineração, assim como o desenvolvimento local e regional proporcionado pelos empreendimentos do setor, serão discutidos na Exposibram Amazônia 2010 e 2º Congresso de Mineração da Amazônia, que acontecerão de 22 a 25 de novembro, no Hangar Centro de Feiras e Convenções da Amazônia. O evento é uma iniciativa do Ibram e contará com mais de 100 expositores, confirmados.


QUERE SABER MAIS SOBRE MINERAÇÃO?.


CONSULTE O PLANO NACIONAL DE MINERAÇÃO PNM-2030