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sábado, 3 de outubro de 2009

Arte - Mulher inspirada na obra de Gaudi




Descoberta de novos blogs - "En la diversidad está el gusto", decia el filósofo

Ontem, já muito tarde pelas tantas da madrugada, acessei o "Blog do Enriquez" para refletir por que o bafômetro da blitz, “familiar” não conseguiu detectar, nem a quantidade de cervejas ingeridas, nem menos ainda a marca. Claro elas pensaram que eram cervejas, quando na verdade era apenas uma meia dúzia de chopes, daqueles do Bar Brasília.

Lá estava eu com um dos autores de um blog muito interessante, que recomendo: o Blog do Flanar, assim mesmo Flanar. Ele, de entrada se define como diverso e vc confirma essa afinidade com o diverso, mas sempre com novas matérias e comentários inteligentes. Não podia ser de outra forma, Itajaí de albuquerque é quem alimenta o Flanar e nos oferece um momento de distração e um pouco de cultura, que nunca faz mal. Mas, o que significa Flanar? Veja o que outro blog o Blog Flanagem define esse verbo pouco aceito nos dicionários da língua da “Real Academia da língua Portuguesa” (se essa mesmo existe, como existe “La Real Academia de la Lengua Española”).

"Flanar! Aí está um verbo universal sem entrada nos dicionários, que não pertence a nenhuma língua! Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinhadas alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti de casaca aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja...
É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. Do alto de uma janela, como Paul Adam, admira o caleidoscópio da vida no epítome delirante que é a rua; à porta do café, como Poe no homem das multidões, dedica-se ao exercício de adivinhar as profissões, as preocupações e até os crimes dos transeuntes".

JOÃO DO RIO. A Alma encantadora das ruas. Crônicas. organização: Raúl Antelo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. pp. 31-32.

Na cultura chilena existe um princípio ético de reciprocidade entre os que se dedicam a esta absurda tarefa de alimentar um filho, chamado BLOG: "tu me lees, yo te leo".

Acesse o Blog Flanar aqui

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Música - Filho de Mercedes Sosa Filho confirma estado crítico de da cantora


A cantora argentina Mercedes Sosa continua em estado crítico, sedada e respirando com ajuda de aparelhos, confirmou hoje seu filho Fabián Matus, que disse que o momento é de "oração", mas sem "perder a esperança".

"Sentimos uma grande tristeza", assinalou Matus, que explicou que Sosa se mantém em estado crítico desde ontem, quando a família decidiu ligá-la a aparelhos que ajudassem na respiração.

Desde que, no começo da manhã, se conheceu a piora do estado de Mercedes Sosa, de 74 anos, milhares de seguidores começaram a postar mensagens de apoio em seu site oficial, que foi bloqueado depois das mais de 700 mil visitas.

"Ela viveu plenamente seus 74 anos, fez praticamente tudo o que quis, não teve nenhum tipo de barreira nem medo. Viveu uma vida muito plena, que foi dolorosa, pelo exílio", assinalou Fabián Matus.

Mercedes Sosa foi internada em meados de setembro em Buenos Aires vítima de um problema hepático que piorou com complicações pulmonares.

O hospital em que a cantora se encontra recebeu hoje a visita de artistas, políticos e amigos.

Empreendedorismo - As pequenas e micro empresas: desafios e oportunidades para Brasil (Parte III)



As vantagem de ser pequeno.

Hoje em dia, é difícil para uma empresa estar isolada e ser competitiva, as redes entre as PME’s permitem combinar as vantagens do grande e do pequeno e assim contribuir para superar as dificuldades e incorporar novas fortalezas.

Estas redes podem ser estabelecidas entre produtores e usuários, entre PME’s semelhantes, inclusive competidores locais, nacionais e, como característica da globalização, podem ser trans-fronteiras, tudo aquilo para alcançar formas de cooperação que possibilitem, tanto as economias de escala coletivas, bem como a união de ativos complementares (PEREZ, 2002).
Em 1973, Shumacher publicou seu livro Small is Beautiful que rapidamente se transformou em um dos ícones dos movimentos alternativos dos anos 1960 e 1970.

O grande sucesso alcançado por esse livro mostrou que o autor não estava sozinho. Sua tese central girava em torno do “problema da produção”, cujo argumento era de que a produção capitalista não tinha resolvido seu problema de produção, não por falta de capacidade intelectual ou tecnológica, mas porque o sistema industrial moderno, de grande escala, devorava sua própria base de sustentação, os recursos naturais e humanos. Entre as várias alternativas oferecidas pelo autor, estava aquela de que “o negócio era ser pequeno”, sobretudo em escala, produzindo com tecnologias alternativas e apropriadas, menos agressivas ao meio ambiente (AMARAL 199)
Amaral (1999), ressalta que embora, na época, o autor não tenha recebido maior atenção, nas últimas décadas o mundo assistiu a um forte ressurgimento da importância das pequenas, micro e médias empresas, a multiplicação de registro de abertura de empresas e de geração de empregos por parte dessas não pararam de crescer, enquanto do lado das grandes corporações os postos de trabalho declinaram continuamente e o processo de fusões e incorporações se aprofundou.

Segundo Amaral (1999), a certeza de que “ser grande é muito vantajoso”, mudou, principalmente por causa das vantagens proporcionadas pelas economias internas de escala das grandes companhias privadas. Foram as grandes transformações, especialmente da década de 90, as que levaram ao aparecimento das PME’s no cenário nacional e internacional. Ele menciona cinco fatores importantes que permitiram que as pequenas empresas ocupassem o cenário internacional. Entretanto, em vez de associá-los diretamente à desestabilização da grande empresa, Amaral (1999) associa esses fatores às oportunidades que abriram para os pequenos empreendimentos.

Nas duas últimas décadas assistiu-se, em nível mundial, ao ressurgimento da importância das micro, pequenas e médias empresas, tanto na sua multiplicação numérica quanto na geração de emprego por parte dessas empresas. Esse fenômeno está associado às transformações estruturais pelas quais passou o capitalismo contemporâneo, cujos eventos mais marcantes foram (i) a crise do planejamento e da intervenção regionais centralizados; (ii) a reestruturação do mercado; (iii) a megametropolização, seguida por megas problemas urbanos; (iv) a globalização e a abertura econômica e (v) o uso intensivo da tecnologia da informação e da telecomunicação Amaral (1999).

“Esses eventos, conhecidos como patrocinadores da passagem do regime de produção fordista para o regime de produção pós-fordista, exigiram das empresas novas formas de organização, comandadas pela necessidade de maior flexibilização das estruturas. A resposta das empresas resultou em dois processos: um, de desintegração vertical efetuado pelas grandes empresas e, outro, de integração horizontal, operado pelas PME’s. Ambos os processos passaram a valorizar as empresas e empreendimentos de pequeno porte, porque estas revelaram ser mecanismos de estabilização e de absorção de riscos dentro do novo ambiente econômico e institucional. No segundo processo, chamaram atenção as estratégias exitosas de organização das PMEs baseadas nos agrupamentos territorizalizados, funcionando com base na especialização flexível. Dessas estratégias, as mais conhecidas são os clusters americanos e os distritos industriais italianos”.

Pyke, Becattini & Sengenberger (1990), agregam que qualquer definição de “distrito industrial” não estará livre de controvérsia. No entanto, os autores definem esse conceito como sendo um sistema produtivo local, caracterizado por um grande número de firmas que são envolvidas em vários estágios, e em várias vias, na produção de um produto homogêneo.
Um forte traço desse sistema é que uma grande parcela das empresas envolvidas é de pequeno ou muito pequeno porte. Muitos desses “distritos” foram encontrados no Norte e no Nordeste da Itália, chamada Terceira Itália, especializados em diferentes produtos: Sassuolo, na Emilia Romagna, especializada em cerâmica; Prato na Toscana, em têxtil; Montegranaro na Marche em sapatos; móveis de madeira especialidade de Nogara, em Veneto; etc.

Uma outra forma de organização das PME’s são as clusters. Segundo ROSENFELD (1996) cluster é “uma aglomeração de empresas (cluster) é uma concentração sobre um território geográfico delimitado de empresas interdependentes, ligados entre elas por meios ativos de transações comerciais, de diálogo e de comunicações que se beneficiam das mesmas oportunidades e enfrentam os mesmos problemas”.

Outros sugerem que as diversas abordagens utilizadas pela literatura para analisar o fenômeno de aglomerações produtivas não apenas é diverso, mas é conceitualmente difuso, apresentando diferentes taxonomias que se relacionam.

Dessa forma, alguns autores sugerem tipologias específicas. Por exemplo, Amin (1993) propõe a distinção entre três tipos de aglomerações: Aglomerações industriais em setores tradicionais ou artesanais como aqueles produtores de sapatos, mobiliário, confecções, metalurgia. Os casos de sucesso nesta categoria ilustram a importância da cooperação, especialização da produção e arranjos sociais e institucionais informais; Complexos hi-tech (como o Vale do Silício). Neste caso, os exemplos sugerem a necessidade de altos orçamentos de P&D, importância de venture-capital e excelência na produção de bens sofisticados; aglomerações baseadas na presença de grandes empresas (como em Baden-Wurttenburg na Alemanha) mostrariam a importância de suporte institucional regional via treinamento de alta qualidade, educação, P&D e infraestrutura de telecomunicações.

Porter, (1998,1999).define Clusters como concentrações setoriais e/ ou geográficas de empresas interrelacionadas as quais competem e colaboram em ambientes de favorecimento de negócios. No que se refere a indústrias baseadas em conhecimento e tecnologia, tais ambientes possuem densidade tecnológica e de negócios, isto é, favorecem de modo especial à competitividade dinâmica pela existência de qualificações educacionais apropriadas, instituições de pesquisa e desenvolvimento, “infra-estruturas tecnológicas” (incubadoras e parques tecnológicos), associações comerciais e industriais, entidades de qualidade e padronização, investidores de risco e, enfim, organização e recursos capazes de fortalecer a interação, sinergia, colaboração e competição entre os diferentes atores em cena.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mineração - Setor estratégico discute o plano Duo-decenal (2010-2030)


As diretrisez do Plano Dua-decenal estão sendo discutidas e o setor mineral emerge como um dos setores estratégicos que contribuirá com maiores recursos para investimentos produtivos para o Brasil nos próximos anos.

O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia (MME), Cláudio Scliar, participou, nesta quinta-feira (1), da reunião do grupo de trabalho (GT) que discute as diretrizes que servirão de base para a elaboração do Plano Duo-decenal (2010-2030) de Mineração.

Para Cláudio Scliar, “essa discussão é de extrema importância, já que se trata da concretização de uma ferramenta estratégica de planejamento importante para o país”. O plano duo-decenal (2010-2030) de mineração é uma forma de planejamento, baseado em projetos que consolidam estudos de especialistas do setor.

O objetivo do encontro era debater as principais questões relacionadas à atividade mineral sustentável, priorizando a preservação e a proteção ambiental. No debate, também foram discutidas as necessidades e os desafios da mineração, levando em consideração os pontos positivos e negativos e as conseqüências em relação à mineração em áreas de preservação permanente (APPs), em unidades de conservação sustentável e de ordenamento territorial.

A reunião contou com a participação de representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e de empresas do setor. Esse foi o primeiro de um total de nove encontros que acontecerão no mês de outubro.

Para maiores informações sobre o plano duo-decenal (2010-2030) acesse o arquivo Aqui
Leia mais notícias sobre o tema no site da Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia (MME), Aqui

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Trabalho - Alei do simples e as melhorias para microempreendedores



A Lei Complementar nº 128 de 2008 inseriu na Lei do Simples uma nova categoria de microempresa, correspondente à figura do Microempreendedor Individual (MEI). Essa lei facilita a abertura da empresa pelos indivíduos que preencham os requisitos de qualificação, além de simplificar o recolhimento de tributos e contribuição previdenciária. A previsão é que, com isso, sejam formalizados dez milhões de trabalhadores brasileiros que atuam na informalidade como autônomos.

No entanto, esse imenso contingente ainda carece de proteções sociais complementares – principalmente seguro-desemprego e FGTS – como as garantidas aos trabalhadores submetidos ao Regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Para resolver isso, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) sugere a criação da Conta Especial para o Microempreendedor Individual (Cemei), que receberia contribuições compulsórias por parte de pessoas jurídicas contratantes de MEIs para a prestação de serviços ou fornecimento de bens. Assim, a pessoa jurídica que tomar serviço de um profissional autônomo deve fazer a contribuição previdenciária quando do pagamento de seus serviços.

Paralelamente, propõe-se também uma série de incentivos para que os microempreendedores organizem-se em torno de associações para a defesa coletiva de seus interesses. Entre eles, a isenção de impostos na compra dos instrumentos de trabalho do microempreendedor afiliado à associação de classe.

Outro incentivo à instrumentalização do MEI é a possibilidade de intermediação pela associação da celebração de contratos entre o MEI e pessoa física ou jurídica que deseje tomar seus serviços ou comprar bens por ele produzidos. A associação também poderá contratar, com instituições financeiras, a administração de planos de previdência complementar ou a administração de ativos financeiros de seus associados.

Leia mais no site da SAE Aqui

Honduras - O Mundo no Avesso


Assim estão as coisas em Honduras, o verdadeiro mundo no avesso.

Quem pode ser julgado é a vitima do golpe de estado e não os golpistas, quem pode ir para a cadeia é a vitima do golpista e não os torturadores e repressores da cidadania.

O golpe foi dado para respeitar a constituição e foram fechados todos os órgãos de imprensa (rádio, tv e jornais), só os da oposição, Foi estabelecido o toque de recolher e o exército está nas ruas, reprimindo ás manifestações da sociedade civil e protegendo as manifestações dos grupos que apoyan a ditadura.

Foram convocadas eleições sobe o toque de recolher e todas as liberdades democráticas eliminadas.

Como disse o cantor:

O mundo já está no avesso, no avesso eu dou embalo
carneiro comendo leão e o pinto matando galo
cavaleiro vai por baixo, por cima vai o cavalo
é sapo engolindo cobra e o côco quebrando ralo
é mulher virando homen é homen virando mulher
ta do jeito que o diabo gosta ta do jeito que o diabo quer


Veja a Matéria do UOL/NOTÍCIAS.

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, confirmou estar analisando uma proposta feita na terça-feira (29) por líderes empresariais que apoiaram sua deposição para que ele volte à Presidência, com poderes limitados e sob prisão domiciliar. Em entrevista ao Canal 11, Zelaya disse que a oferta é um "bom sinal" e que espera falar com os responsáveis por ela "nas próximas horas".

Para garantir o cumprimento do acordo, o plano prevê o envio de uma força de manutenção da paz das Nações Unidas, integrada por 3.000 militares do Canadá, México, Panamá e Colômbia. Um dos articuladores da proposta é o presidente da Associação Nacional das Industriais, Adolfo Facussé, cujo visto para entrar nos EUA foi cassado em represália pelo apoio dado ao golpe de Estado.

Na prática, o retorno de Zelaya ao poder seria apenas simbólico. Até o fim de seu mandato, em janeiro de 2010, Zelaya não teria comando sobre as Forças Aradas nem sobre o gabinete de ministros, de acordo com a proposta. Também ficaria impossibilitado de mexer no orçamento da nação ou despedir, contratar e transferir pessoal, entre outras ações, apontou o empresário.

"Basicamente, o que estamos propondo é ter um presidente de nome e um conselho de ministros mandando no período que falta para as eleições", programadas para 29 de novembro, disse Facussé a jornalistas. De acordo com o líder empresarial, Micheletti aceitaria a proposta com a condição de que Zelaya se submetesse ao julgamento.

Ao apresentar a proposta, Facussé disse desconhecer a opinião do presidente deposto sobre seu plano, que, segundo ele, põe "uma limitação precisa das faculdades que teria Zelaya" porque "o povo não confia que Zelaya vá a cumprir o que ele promete".
Que medidas o Brasil deveria adotar em relação ao presidente deposto?
Deixe aqui sua opinião

Leia a matéria na íntegra Aqui

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Empreendedorismo - As pequenas e micro empresas: desafios e oportunidades para Brasil (Parte II)



Referencial teórico e analítico -principais conceitos e modelos
Gonzalo ENRÍQUEZ

Diversos estudos comprovam que o brasileiro é um empreendedor nato. Dados apurados pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), instituição criada por três organismos mundiais de ensino: London Business School, Babson College de Boston e Fundação Kauffmanm, apontam o povo brasileiro como o mais empreendedor do mundo. Em 2001, Brasil se destacou como um dos cinco países mais empreendedores, com 14,2% de sua população adulta iniciando ou administrando uma nova empresa. Expresso de outra forma este resultado indica que 14 em cada 100 adultos estavam criando ou administrando uma nova empresa (GEM 2002).

Nos últimos cinco anos, 96% das novas ocupações foram geradas por pequenos negócios. Apesar do espírito empreendedor, a maior parte das iniciativas empreendedoras no Brasil acaba em quebra, por conta da PEM’s serem predominantemente formadas por empresas impulsivas e marcadas pela falta de planejamento.. De cada 10 empresas que abrem as portas, sete deixam de existir até o quinto ano de operação. A vida curta não faz jus ao espírito empreendedor tão característico do brasileiro.

Mas o fenômeno pode ser compreendido ao analisar o que leva um novo empreendimento a nascer neste País. O Brasil é campeão mundial de empreendedorismo "por necessidade", ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos, onde as pessoas abrem negócios próprios por vocação, sonho ou "oportunidade de mercado". No Brasil - assim como em outros países pobres - a decisão é motivada por fome, miséria ou falta de alternativa no mercado de trabalho. O que significa que o empreendedorismo, mesmo que de forma espontânea e um tanto estabanado, acaba sendo a saída para essas pessoas driblarem o desemprego e garantirem o sustento de suas famílias.
Nesse contexto as pequenas empresas tornam-se um dos mecanismos mais importantes na geração de empregos no Brasil, daí que o interesse pelo estudo e desenvolvimento das (PME’s) está sendo cada dia mais importante.

As (PME’s) no Brasil respondem por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto, 12% das exportações e 60% dos empregos gerados.
Em 2000, havia 2,2 milhões de empresas com até 99 empregados (micro e pequenas empresas), assim distribuídas: 0,3% no extrativismo mineral, 10,7% na indústria de transformação, 0,25% nos serviços industriais de utilidade pública, 4,3% na construção civil, 37,6% no comércio, 35% nos serviços, 0,34% na administração pública e 11,5% na agropecuária.

Entre 1995 e 2000, cerca de 96% dos novos empregos foram criados por PME’s com até 100 empregados, o que demonstra sua importância, enquanto mecanismo de efetiva inclusão social que o Brasil tanto necessita.

As análises sobre o papel e importância das PME’s no conduzem a um mundo paradoxal no qual, nos setores de ponta, a geração de emprego nem sempre acompanha aos aumentos da produção, criando uma estranha pobreza nascida no centro da prosperidade.

Outra cara dessa realidade é que a participação dos setores modernos aa economia debilita-se continuamente, isto provoca o crescimento explosivo do setor informal, formado por trabalhadores por conta própria, familiares não remunerados, domésticos por horas, dentre outros, etc. Setor que atrai quantidade crescente de pessoas que, quando expulsos do setor formal, são deslocados para a “economia popular”, dentro das quais ressaltam as pequenas unidades de produção ou de serviços, as microempresas. Mais estruturadas e formalmente organizadas encontram-se também as pequenas empresas.

Com o propósito de conhecer o comportamento das PME’s têm-se realizado inúmeros estudos demonstrando suas debilidades e fortalezas. A experiência revela que é fácil entrar no mundo das pequenas empresas. O capital requerido para gerar um emprego no setor informal é muito menor que o setor formal. Entretanto, também é difícil crescer nele, sua localização à margem dos circuitos financeiros faz com que seja mais difícil a obtenção de recursos necessários para expandir a capacidade produtiva e conseguir capital de trabalho, dentre outros inúmeros obstáculos.
Nesse sentido as PME’s têm se convertido na fonte principal de empregos insatisfatórios, entretanto, tanto quanto às condições de remuneração como quanto às condições de trabalho. Sua reduzida produtividade se reflete nos baixos salários e as poucas alentadoras expectativas de crescimento, são inferiores às taxas dos trabalhadores do setor formal, o que amplia o diferencial salarial, aumentando a desigualdade na distribuição da renda.

Entretanto, além desse reduzido horizonte, há também as inúmeras possibilidades e potencialidades do setor das PME’s. Existem outros indicadores para se avaliar as perspectivas dessas empresas já que, além de aumentar a taxa de ocupação e contribuir a aliviar a pobreza, como já foi dito, elas apresentam a potencialidade de integração estrutural em setores formais, em redes e agrupações locais - onde promovem negócios sustentáveis - dinamizando recursos e tecnologias nacionais, dentre outros aspectos que revelam seu importante papel na dinâmica social.
É conhecido o fato de que apesar da publicidade e marketing, acerca das corporações multinacionais e transnacionais e dos conglomerados que geram bilhões de dólares, mais pessoas estão localizadas nos pequenos negócios do que nos grandes.

Segundo Perez (2002), para serem competitivas as PEM’s precisam apropriar-se das práticas gerenciais disponíveis em forma de modelos, métodos, técnicas, ferramentas e estratégias que, conforme com a experiência internacional, são acessíveis e aplicáveis com sucesso no contexto das empresas PEM’s.

As PEMs “necessitam ser pequenas e competitivas, conciliar a rentabilidade com a produtividade, qualidade e bom serviço para competir com sucesso”, entendendo como competitividade a não agressividade e ferocidade para destruir adversários, mas sim sendo as melhores, respondendo às exigências dos mercados, locais, nacionais ou internacionais.

Perez (2002) destaca três elementos essenciais para que as pequenas empresas ganhem competitividade: o primeiro é o processo de melhoramento contínuo de todos seus membros, que contribui ao aprendizado organizacional da empresa, onde todos seus membros são parte do capital humano que se incrementa, através da capacitação, observação dos processos de forma que cada empregado identifica problemas a resolver, encontra soluções e gera inovações incrementais. Isto pressupõe a valorização e capacitação das pessoas, estimulando sua criatividade, o que vai promover nas pessoas um processo constate de absorção e domínio crescente, tanto das tecnologias que já utiliza, bem como das novas que adquire e produz.

Um segundo fator consiste na estratégia de especialização, que permite à empresa identificar suas fortalezas e debilidades, bem como analisar o leque de opções de segmentos de mercados onde poderia competir em cenários mundiais cada vez mais diferenciados*, para saber selecionar e definir bem o mercado aonde a empresa vai a concorrer, Isso deve ter em consideração que a economia em escala não é a única alternativa, hoje já existem nichos aonde para o usuário pode ser mais importante a qualidade, a oportunidade da entrega ou o serviço (PEREZ 2OO2) .

O terceiro elemento colocado por Perez (2002) é a participação em redes de cooperação com sócios que as complementem, tomando consciência de que a competitividade e cooperação não são dois conceitos opostos e aprendendo que as redes de apoio e cooperação são características das empresas mais bem sucedidas no mercado mundial.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Economia - Pequenas e micro empresas: os desafios do Brasil (Parte I)

As pequenas e micro empresas: desafios e oportunidades
do empreendedorismo no Brasil
Gonzalo Enríquez

No Brasil, as PME’s vêm assumindo um papel crescente. Em conseqüência desta reconhecida importância, esta categoria de empresas tem recebido grande atenção, por parte de especialistas, bem como ocupado maior espaço na agenda do governo e da iniciativa privada.
Contrastando com essa importância, verifica-se que apenas três, de cada dez novos empreendimentos classificados como PME’s, chegam ao quinto ano de criação. Considerando-se apenas o 1º ano de atividade, a taxa de mortalidade das PME’s chega a 40% do total de empresas (Sebrae).
Essa situação, em grande parte, reflete a falha da política industrial, especialmente focada para a problemática das PME’s, que prevaleceu no Brasil, no passado recente. Já é consensual a percepção de que as políticas do passado, anteriores à década de 90, premiaram a grande empresa e as políticas macro. Foram muito poucas as ações orientadas às PME’s e às políticas micro, no sentido de intervir diretamente nessas empresas. Nos anos 90, apenas os grandes oligopólios (como a indústria automotiva, por exemplo) conseguiram sobreviver ao processo de abertura. Poucas foram as políticas especialmente voltadas para o micro-produtor, que foram deixados à sua sorte.

As PME’s enfrentam diversas dificuldades, principalmente, no acesso às informações, aos sistemas de financiamento, ao mercado, à aquisição de competências de gestão e à adoção de práticas de cooperação. Alta carga tributária, dentre outros problemas, é um verdadeiro obstáculo ao desenvolvimento, gerando um clima de vulnerabilidade que pode levá-las ao desaparecimento, seja pelo elevado índice de mortalidade, por conta dos problemas já identificados, seja pelos processos de fusão ou aquisição por uma outra grande empresa.

Como alternativas a essa vulnerabilidade, estão emergindo novas formas de organização, de cooperação e de iniciativas, que contribuem para que as PME’s consigam consolidar-se e ganhar competitividade. Dentre estas, destacam-se os diferentes processos de integração que ganharam força em algumas regiões pouco desenvolvidas, como o caso dos distritos industrias do norte da Itália, definidos como sistemas produtivos locais, caracterizados por um grande número de empresas de pequeno, ou muito pequeno, porte, especializados em diferentes produtos.
No Brasil, os chamados arranjos produtivos locais (APLs), existentes e potenciais, procuram encontrar um caminho, a partir de experiências já difundidas, para organizar as competências e capacidades de empresas e empresários e ganhar competitividade.

Nesse contexto, no Brasil, os diversos estudos buscam de uma taxonomia, a partir das evidências empíricas. A questão principal de uma tipologia adequada à países em desenvolvimento e incorporar os mecanismos que podem afetar a transição de APLs em direção a sistemas produtivos dinâmicos. Uma outra refere-se à inadequação de uma visão estritamente setorial para tratar o problema. De uma maneira sintética, é necessário um entendimento sobre como ocorrem os processos de coordenação das atividades ao longo da cadeia produtiva e de que maneira se pode induzir a sua transformação.
O problema nesse ponto é que, por um lado, os estudos disponíveis com relação aos países desenvolvidos não se concentram muito nesta última questão (transição de aglomerados geográficos para arranjos e sistemas produtivos dinâmicos), limitando-se a analisar, ex-post, as diversas razões que levaram sistemas produtivos locais ao sucesso. Por outro lado, as análises disponíveis com relação aos países em desenvolvimento, apesar de incorporarem importantes elementos sobre a coordenação das atividades ao longo das cadeias, ainda são extremamente reducionistas, no sentido de que geralmente limitam as possibilidades de transformação dos aglomerados locais a uma quase inevitável integração à globalização via exportação de commodities.

No âmbito micro, destacam-se as sociedades de financiamento de inovações, os fundos de investimentos de risco, de capital-risco, entre outros, como por exemplo, as finanças de proximidade (ABRAMOVAY 2003).

As experiências de microfinanças examinadas recentemente pela OCDE (1998:14-15) mostram que o sucesso de empreendimentos econômicos em regiões pauperizadas depende da alquimia – o termo exprime bem o caráter ainda incipiente do conhecimento a respeito do assunto – de dois aspectos: por um lado, da mobilização das forças vivas do meio local, capazes de produzir e realizar coletivamente um projeto de desenvolvimento que inclua as preocupações ligadas à qualidade de vida e à inserção social; por outro lado, é fundamental encontrar os recursos técnicos e financeiros necessários a que os projetos sejam não só concebidos, mas executados plenamente, o que supõe um conjunto de instrumentos que permitam: a) produzir as condições de emergência de idéias inovadoras pela concertação dos atores locais e aproveitando os talentos dos empreendedores do próprio meio em que se está atuando; b) dispor dos recursos, dos contatos, para levar estas idéias adiante por meio de assessoria técnica consistente e c) terem acesso a financiamentos adequados.

Nesse sentido, é importante resgatar as experiências e trajetórias das pequenas empresas, cobrindo uma grande lacuna no debate sobre o tema, analisando as evidências empíricas, em detalhe e verificando como estas rebatem em termos de desenvolvimento regional e sustentável.
Estudos devem também avaliar os esforços públicos que tem sido feitos para a promoção da capacidade tecnológica nas PMEs brasileiras, enfocando, particularmente, as mudanças na lógica e operação dos programas de fomento, depois das reformas econômicas efetuadas nas décadas de 80 e 90. Por sua tarefa em identificar as dificuldades, enfrentadas pelas PME’s brasileiras, para absorver e adotar inovações tecnológicas e melhorar sua inserção no heterogêneo quadro macroeconômico, das últimas décadas, de forma a aumentar sua competitividade, ilustrando com o caso das empresas que atuam na área de produtos naturais e biotecnologia.

Política - No lugar certo no momento certo, competência e juventude o signo da época

Competência, sorte e até alguns constrangimentos marcam o caminho de jovens autoridades que chegaram rapidamente ao poder no funcionalismo

Flávia Foreque
Edson Luiz
Do Correio 27/09/2009

A indicação de Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal (STF) causou polêmica entre parlamentares do Congresso, responsáveis pela aprovação do nome para a corte. Além do histórico de advogado do Partido dos Trabalhadores, a pouca idade do advogado-geral da União também foi alvo de críticas. Toffoli tem 41 anos — três a mais que Alexandre Padilha, que assumirá a Secretaria de Relações Institucionais no lugar de José
Múcio Monteiro, agora ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
A pouca idade, na verdade, não é tão incomum em altos postos do Executivo. Um exemplo é o titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Daniel Barcelos Vargas, 30 anos, no cargo há cerca de três meses, após a saída de Roberto Mangabeira Unger. O perfil do novo ministro provocou certa mudança na rotina da pasta.

Quando Daniel participa de algum evento com colegas da Esplanada,toma o cuidado para que o cerimonial da secretaria se antecipe à sua chegada, para evitar constrangimentos. Desde que assumiu interinamente a pasta no lugar de Mangabeira Unger, o mineiro de Patos de Minas perdeu as contas de quantas vezes teve o acesso impedido, ainda que por poucos segundos, à área restrita às autoridades. Em viagens ao interior do Brasil, também já

Já perguntaram a Daniel Vargas até mesmo se ele tinha carteira de motorista
perguntaram, em tom de brincadeira, se o jovem ministro tinha
carteira de motorista.

Após concluir a faculdade de direito, Daniel aprofundou os estudos em mestrado na universidade e, depois, em Harvard, onde ingressou no doutorado. E foi na renomada instituição dos Estados Unidos que conheceu Mangabeira Unger, cujo convite o fez voltar ao Brasil e dar início à carreira que, em dois anos, o levaria ao posto de ministro.

“Para mim, foi uma sucessão de acasos. Um pouco de sorte, um pouco de mérito”, avalia. Quando Unger precisou voltar aos Estados Unidos para não perder a licença de professor, o então subchefe executivo imaginou que ficaria no máximo dois dias com o título de ministro. Mas a interinidade já dura três meses.

Política - Médicos confirmam que Dilma etá curada do Cancer


Sai hoje (28.set.2009) de manhã, por volta de 9h, uma nota oficial dos médicos responsáveis pelo tratamento a que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se submeteu desde abril contra um câncer linfático. No comunicado, ficará explicitado que o tramento está encerrado e que a pré-candidata do PT a presidente da República está sem a doença.

Devem assinar a nota os médicos Paulo Hoff, Yana Novis e Roberto Kalil Filho. Há uma expectativa sobre se os médicos dirão que Dilma “está curada”. Em geral, nesses casos, eles sempre preferem afirmar que o tratamento está encerrado e não há mais indícios da doença. Para todos os efeitos, o comunicado terá o efeito público de anunciar a cura da ministra.

O comunicado de hoje terá como base exames realizados na última quinta-feira (24.set.2009), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A assessoria do hospital deve divulgar o documento.

O anúncio do fim do tratamento é considerado vital para que a ministra possa se dedicar mais à sua pré-campanha a presidente. A partir de agora, ela deve intensificar sua agenda de compromissos pelo pais.

Durante o tratamento, Dilma sofreu com alguns dos efeitos colaterais das sessões de quimioterapia e radioterapia. A partir da agora, ela vai passar por avaliações trimestrais pelos próximos 12 meses.

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