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sábado, 20 de dezembro de 2014

UFPA aprova a criação da Política de Inovação Tecnológica


A Criação da Política de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará foi aprovada pela Comissão Especial do Conselho Universitário (Consun), em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira, 17. Assim, a Agência de Inovação Tecnológica (Universitec) da UFPA, criada em 2009, tem oficializada a sua função de estar à frente das ações da Universidade ligadas ao Empreendedorismo, à Propriedade Intelectual e à Transferência de Tecnologia.

"A Universitec, há tempo, já realiza sua atividade dedicada a tais questões, sobretudo a partir de 2013, diante da missão encarregada à Agência pelo reitor Carlos Maneschy, a qual diz respeito a fomentar o empreendedorismo e a aproximação da academia com a indústria. Agora, diante da aprovação da Política de Inovação, nossas ações se legitimam e se fortalecem", destaca Gonzalo Enríquez, diretor da Universitec. "A UFPA consolida seu esforço de tornar a academia um polo de tecnologia e inovação com capacidade para chegar ao mercado, e contribuir, via ciência inovadora, com o desenvolvimento econômico e social da Região Amazônica", celebra o gestor.

Sobre a Universitec - A Universitec é uma iniciativa voltada para a difusão dos múltiplos aspectos da Inovação e de suas aplicações no âmbito da UFPA. A Lei de Inovação, de 2004, determina que toda Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) deve dispor de um Núcleo de Inovação Tecnológica para gerenciar sua política de Inovação.

Instituída pela Resolução Nº 662, Anexo 1.7, de 31 de março de 2009, a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA é um órgão suplementar na estrutura da Administração Superior da UFPA e tem por objetivos: propor uma política de inovação tecnológica para a UFPA; fomentar, no âmbito da Universidade, projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, voltados para os diversos setores da sociedade; promover a disseminação da inovação tecnológica, da cultura empreendedora e da propriedade intelectual, nos diferentes níveis de ensino, pesquisa e extensão; estimular a cooperação com entidades representativas da sociedade civil, empresas e órgãos públicos, dar apoio técnico na preparação de projetos cooperativos e em acordos entre a Universidade e seus parceiros; articular, incentivar e coordenar as ações das incubadoras de base tecnológica e aquelas referentes ao Parque de Ciência e Tecnologia da UFPA e de outros ambientes de apoio à inovação.

Atribuições - Além disso, a agência tem como atribuições zelar pela Propriedade Intelectual, incentivando a proteção do conhecimento por meio de uma equipe técnica especializada, responsável pelos depósitos de patentes e outros tipos de proteção intelectual; pela Transferência de Tecnologia, estabelecendo diálogos com os agentes do desenvolvimento social e econômico, em busca de oportunidades de transferência de tecnologia, com a finalidade de aplicação do que é produzido na Universidade; e pelo Empreendedorismo, articulando a cooperação entre grupos interessados no assunto e investindo na incubação da empresas, por meio do Programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica (PIEBT).

Texto: Gil Sóter – Ascom/Universitec
Foto: Reprodução / Google


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

No DF, na Equipe de Governo predomina a competência


CONHEÇA OS NOVOS SECRETÁRIOS DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


CHEFE DA CASA CIVIL: HÉLIO DOYLE.

64 anos, nascido no Rio de Janeiro, morador de Brasília desde 1961. É o coordenador geral da transição e coordenou a campanha eleitoral. Jornalista, é mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília, onde foi professor (1985-2013). Foi secretário de Governo (1995-1996) e secretário-chefe do Gabinete de Articulação Institucional (2003-2004) do Distrito Federal. Foi também diretor (1977-1980) e presidente (1980-1986) do Sindicato dos Jornalistas do DF, chefe de redação da TV Globo e do Jornal do Brasil, editor-chefe do Jornal de Brasília, editor do Correio Braziliense e da Zero Hora, editor assistente da revista Veja, coordenador em O Estado de S. Paulo e diretor de redação da revista meiaum e do Brasília247, além de repórter em várias publicações e assessor e consultor de comunicação em empresas privadas, universidades e entidades de classe.


CHEFE DA CASA MILITAR: CLÁUDIO RIBAS.

43 anos, nascido no Rio de Janeiro. É tenente-coronel, secretário-geral do Comando Geral da Polícia Militar e conselheiro do Conselho de Meio Ambiente do Distrito Federal. Bacharel em Ciências Policiais, com especialização em Gestão em Segurança Pública e Gestão Estratégica em Segurança Pública, todos pelo Instituto Superior de Ciências Policiais. Foi comandante do Batalhão da Polícia Militar Ambiental do DF (2011-2014), comandante da Rotam (2004 a 2006), coordenador operacional na Secretaria de Segurança Pública (2009-2011) e comandante do Corpo de Alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (2006 e 2008).


SECRETÁRIO DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E SOCIAIS: MARCOS DANTAS.

56 anos, nascido em Nova Iguaçu (RJ). É o coordenador de Relações Políticas e com a Sociedade da equipe de transição e participou da coordenação da campanha eleitoral. É bacharel em Administração, com pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É o presidente do PSB-DF e administrador de carreira do FNDE/MEC desde 2002, cedido para o Senado, onde foi assessor técnico da Liderança do PSB. Foi coordenador de projetos especiais do Ministério de Reforma Agrária em 1987.


SECRETÁRIA DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO: LEANY LEMOS.

44 anos, nascida em Brasília. É a coordenadora executiva da transição. É formada em Letras, mestre em Ciência Política, doutora pela UnB em Estudos Comparados das Américas e pós-doutora em Ciência Política pelas Universidades de Oxford e de Princeton. É servidora do Senado desde 1993, tendo sido secretária das comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle e chefe de gabinete da Liderança do PSB. Hoje é consultora legislativa do Senado. Foi também pesquisadora-colaboradora da UnB (2008-2013) e é a coordenadora adjunta para o mestrado profissional na Capes, na área de Ciência Política e Relações Internacionais.


SECRETÁRIO DA FAZENDA: LEONARDO COLOMBINI.

68 anos, nascido em Ressaquinha (MG). Servidor aposentado do Banco Central, é formado em Ciências Contábeis com especialização em Administração Financeira e Economia e em Auditoria, Administração, Economia e Finanças. Desempenhou a função de assessor especial do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República (1999 a 2002). Desde 2003, trabalha no governo de Minas Gerais, no qual já exerceu os cargos de assessor especial da Secretaria de Fazenda; subsecretário do Tesouro Estadual e secretário-adjunto de Fazenda. É secretário da Fazenda do Estado desde 2010.



SECRETÁRIO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA E DESBUROCRATIZAÇÃO: ANTÔNIO PAULO VOGEL.

41 anos, nascido no Rio de Janeiro. É secretário-adjunto de Finanças e Desenvolvimento Econômico do Município de São Paulo desde 2013 e servidor público federal desde 1998, integrante da carreira de Analista de Finanças e Controle do Tesouro Nacional. Formou-se em Economia pela UFRJ e em Direito pela UnB. Ocupou diversos cargos de direção na Secretaria do Tesouro Nacional até 2006 e foi diretor do Rioprevidência – Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (2007-2012).


SECRETÁRIO DE JUSTIÇA E CIDADANIA: JOÃO CARLOS SOUTO.

51 anos, nascido em Camamu (BA). Formou-se em Direito na Universidade Federal da Bahia e é mestre em Direito Público com especialização na Harvard Law School, nos Estados Unidos. É procurador da Fazenda Nacional desde 1993, tendo atuado na Coordenação de Assuntos Internacionais em Washington. É também professor de Direito Constitucional desde 1996, atualmente no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). Foi assessor legislativo durante a Constituinte do Estado da Bahia, em 1989, e publicou o livro “Suprema Corte dos Estados Unidos – principais decisões”.


SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: JÚLIO GREGÓRIO.

60 anos, nascido em Catanduva (SP). É coordenador de Educação da equipe de transição e membro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da Capes. Formado em Química pela Universidade de Brasília e pós-graduado em Administração da Educação e em Avaliação Institucional. Foi professor da rede pública de ensino do DF durante 24 anos, em escolas como o Centro de Ensino Fundamental 4 de Taguatinga e o Elefante Branco. Dirigiu o Centro de Ensino Médio Setor Oeste, o Colégio da Asa Norte (atual Paulo Freire), o Galois e o Inei. Na Secretaria de Educação, foi ainda diretor do Departamento de Inspeção de Ensino e do Departamento de Planejamento Educacional e integrou o Conselho de Educação do Distrito Federal.


SECRETÁRIO DE SAÚDE: IVAN CASTELLI.
56 anos, nascido em São Paulo. É médico especialista em Clínica Médica e Cardiologia, funcionário da Secretaria de Saúde do Distrito Federal há 29 anos. Assumiu funções importantes na iniciativa privada, tanto em direção de hospitais quanto na saúde suplementar. De 1985 a 2010 trabalhou no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Foi diretor da Regional de Saúde de Taguatinga e de Samambaia (1997), diretor-geral do HRT (1996-1998) e subsecretário de Atenção à Saúde (janeiro de 2011 a abril de 2012). Atualmente trabalha como médico da Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos do DF.


SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA E PAZ SOCIAL: ARTHUR TRINDADE.

46 anos, nasceu em Alegrete (RS). Graduado na Academia Militar das Agulhas Negras, mestre em Ciência Política e doutor em Sociologia pela UnB. É coordenador do grupo de segurança na equipe de transição e professor associado do Departamento de Sociologia da UnB desde 2003, onde coordenou o Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança. Integra o Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Tem mais de 18 anos de pesquisa na área de Segurança Pública.
SECRETÁRIO DE GESTÃO DO TERRITÓRIO E HABITAÇÃO: THIAGO DE ANDRADE.


34 anos, nascido em Brasília. É arquiteto e urbanista formado pela UnB, com especialização em Docência Superior. Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-DF) e sócio de um escritório de arquitetura e urbanismo, foi consultor do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2013. Trabalhou como monitor e assistente na área de Geografia no Ensino Médio no Galois e foi voluntário do American Fields Service (AFS). Ganhou o prêmio Nauro Esteves no concurso Nova Arquitetura de Brasília (2007) e teve trabalhos expostos na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e no Brazilian Design Perspective, em Singapura.


SECRETÁRIO DE ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: ARTHUR BERNARDES.

33 anos, nascido em Brasília. É advogado tributarista, com especialização em Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional. Trabalhou na Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico do Ministério da Educação (2001) nas áreas de capacitação, desenvolvimento e ensino tecnológico. Foi consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD – 2001-2002) e integrou o Conselho Deliberativo do Sebrae-DF (2007). Na Administração Regional de Ceilândia, foi diretor de Administração (2004-2005), chefe de Gabinete (2007) e administrador regional (2007). Na Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), assumiu os cargos de secretário-geral (2008) e diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (2009-2010). Chefiou a Assessoria Especial da Governadoria do DF (2010). É fundador e vice-presidente do Partido Social Democrático (PSD-DF).


SECRETÁRIO DE CULTURA: GUILHERME REIS.

60 anos, nascido em Goiânia. É ator, diretor teatral e gestor cultural. Iniciou sua carreira em 1972, desenvolvendo inúmeros projetos em teatro, cinema, música e dança. Como produtor cultural, realiza, desde 1995, o Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília. Também trabalhou como assessor especial na Secretaria de Cultura (1999) e na reitoria da Universidade de Brasília (1986 a 1989).


SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS PÚBLICOS: JÚLIO PERES.


59 anos, nascido em São Paulo. Formado em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília. De 1977 a 1978, foi professor de Matemática no UniCeub. Foi vice-presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco – 1995-1997) e conselheiro do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai -2001-2003). Também foi o primeiro coordenador do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) do Ministério das Cidades (2000-2003). Desde 2013, integra o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan) e faz parte do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF. No Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon), presidiu a Comissão de Material e Tecnologia (Comat -1999-2003) e a Comissão Imobiliária (2003-2007). De 2008 a 2011, atuou como 1º vice-presidente. É o atual presidente licenciado do Sindicato (2011-2014).


SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL: MARCOS PACCO.


40 anos, nascido em Brasília (DF). Professor, escritor e revisor. É licenciado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB) e ministra aulas de língua portuguesa em diversos cursos preparatórios, órgãos públicos e empresas, em Brasília (DF) e em Goiânia (GO). Trabalhou na Secretaria de Educação, como professor (1996) e coordenador da Área de Língua Portuguesa (1997). Também faz trabalhos na área social, com cursos beneficentes, em organizações não governamentais (ONG’s). Autor dos livros “Novíssima Gramática Aplicada ao Texto”, “Tópicos Especiais de Gramática Aplicada ao Texto”, “Português Básico” e “550 Questões de Língua Portuguesa”.


SECRETÁRIO DE TRABALHO E EMPREENDEDORISMO: GEORGES MICHEL SOBRINHO.


71 anos, nascido em Goiânia. Juntamente com Leonel Brizola e outras lideranças políticas, é signatário da Carta de Lisboa, documento base de fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na época da ditadura, viveu exilado no Chile (1970-1973), na Colômbia (1973-1974), na Alemanha Oriental (1974-1977) e em Portugal (1977-1979). Com a Lei da Anistia, voltou para o Brasil em 1979. Chefiou a Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília durante os dois governos de Brizola (1983-1987 e 1991-1994). É jornalista e exerce a função de chefe de gabinete da Liderança do PDT no Senado (1994-2014). Já presidiu o PDT-DF quatro vezes e é o atual presidente da legenda no DF.


SECRETÁRIA DA MULHER, DA IGUALDADE RACIAL E DOS DIREITOS HUMANOS: MARISE GUEBEL.


50 anos, nascida em Niterói (RJ). Médica e diplomata, graduada em Medicina pela Unirio, fez residência no Instituto Nacional de Câncer (Inca). É mestre em Radiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e médica Associada (“medecinattachee”) dos Hospitais de Paris. Atuou como radiologista no setor público e privado de 1988 a 2003, quando ingressou no Instituto Rio Branco. Como diplomata, foi cônsul do Brasil em Lima, no Peru (2011-2013), e chefe do Setor de Direitos Humanos e Temas Sociais na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, na Argentina (2007-2010). É assessora internacional da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.


SECRETÁRIO DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: JOSÉ GUILHERME LEAL.


45 anos, nascido no Rio de Janeiro. É engenheiro agrônomo, com especialização em Fruticultura Comercial e Tecnologia de Produção de Fertilizantes. Foi técnico extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás (1993) e do Distrito Federal (1993-2002). É servidor de carreira do Ministério da Agricultura desde 2002, onde assumiu a coordenação nacional de Fiscalização de Fertilizantes (2003-2009) e a diretoria de Programa da Secretaria de Defesa Agropecuária (2009-2010). Por quatro meses, foi o secretário-adjunto de Agricultura (2011) do Distrito Federal e presidente da Emater-DF (2011-2012). É diretor do departamento de Sistema de Produção e Sustentabilidade do Ministério da Agricultura.


SECRETÁRIO DE MOBILIDADE: CARLOS TOMÉ.


42 anos, nascido no Rio de Janeiro. É o coordenador técnico da equipe de transição. É engenheiro civil, bacharel em Direito, mestre em Relações Internacionais e consultor legislativo do Senado para as áreas de Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia desde 2002. Foi subchefe de gabinete da Liderança do PSB no Senado (2013-2014), professor do curso de Relações Internacionais do Iesb (2012-2014), oficial de Inteligência da Abin (1999-2002), analista legislativo no Controle Interno da Câmara dos Deputados (2002) e chefe da Divisão de Tecnologia da Novacap (1996).


SECRETÁRIA DE POLÍTICAS PARA CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS: JANE KLEBIA REIS.


51 anos, nascida em Brasília. É bacharel em Geografia e em Direito, com pós-graduação em Polícia Judiciária e em Administração Escolar. Desde 2013 é chefe da Procuradoria Jurídica da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. Foi delegada de polícia de Planaltina, Lago Norte e Sobradinho e delegada-chefe adjunta da 6ª DP do Paranoá (2011-2013). Trabalhou como agente de polícia por oito anos na Delegacia da Criança e do Adolescente e professora de Geografia do Ensino Médio na rede pública.


SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE: ANDRÉ LIMA.


43 anos, nascido em Araraquara (SP). Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB). Foi coordenador de Políticas Públicas do Instituto Socioambiental (1996-2007); diretor de Políticas para Amazônia do Ministério do Meio Ambiente (2007-2008); e consultor jurídico da SOS Mata Atlântica (2010-2014). É o coordenador de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam – 2008-2014). É ainda autor do livro “Zoneamento ecológico-econômico à Luz dos Direitos Socioambientais”, membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama – 2009-2014), fundador e membro do diretório nacional e do Distrito Federal da Rede Sustentabilidade.


SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: PAULO SALLES.


62 anos, nascido em Garça (SP). É o coordenador de objetivos estratégicos da equipe de transição e coordenou a elaboração do programa de governo de Rollemberg. É biólogo e PhD em Ecologia pela Universidade de Edimburgo (Escócia), e fez pós-doutorado na Universidade de Amsterdam (Holanda). Atuou em cursos de graduação e pós-graduação em Ciências Biológicas, como orientador de alunos de mestrado e doutorado e, em 2014, aposentou-se como professor associado da Universidade de Brasília (UnB). Em 2011 foi diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e diretor-secretário da Fundação para Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Atuou também na gestão de recursos hídricos como vice-presidente (2008-2010) e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (2010-2013), e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá (2010-2014). Atualmente é vice-presidente deste comitê.


SECRETÁRIA DE ESPORTE E LAZER: LEILA BARROS.


43 anos, nascida em Brasília (DF). Atleta olímpica, foi jogadora da seleção brasileira de vôlei (1988-2008) e coordenadora de projetos sociais em Brasília. Fundou uma instituição no DF voltada à inclusão social e ao desenvolvimento socioeducacional, que já atendeu mais de 50 mil jovens, crianças e adultos. Foi comentarista da TV Globo por três ciclos olímpicos. Atualmente, faz faculdade de Gestão Pública no Centro Universitário IESB.


SECRETÁRIO DE TURISMO: JAIME RECENA.


34 anos, nascido em Brasília (DF). Empresário e jornalista. Começou a vida profissional na Gazeta Mercantil (1999). Aos 20 anos, participou do grupo que assumiu a revista Roteiro. Comandou a Administração Regional do Lago Norte em 2012, onde permaneceu por seis meses. Foi presidente do conselho do Brasília Convention Bureau (2012-2013) e é o atual presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel-DF).


CHEFE DE GABINETE DO GOVERNADOR: RÔMULO NEVES.


37 anos, nascido em Anápolis (GO). É o coordenador de relações com o governo da equipe de transição e coordenou a agenda na campanha eleitoral. É diplomata, bacharel em Ciências Sociais, mestre em Sociologia e em Diplomacia e especialista em Economia e Relações Internacionais. Foi ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Etiópia e junto à União Africana (2012-2014), analista de mercado do Ibope (2005) e repórter da Folha de S. Paulo (2002-2004) e do jornal Gazeta Mercantil (2004-2005).

Mulher do Ano


Marina Silva é uma das mulheres do ano, aponta o Financial Times

Ela está ao lado de outras 14 personalidades tão diferentes como a presidente do Banco Santander, Ana Botín; a presidente da ONG Médicos Sem Fronteiras, Joanne Liu; a nigeriana Hazida Bala Usman, que defende as mulheres contra fundamentalistas; a indiana Arundhati Bhattacharya, a primeira mulher a comandar o State Bank of India, o maior do país; Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa; além de Kim Kardashian, a celebridade americana cujo talento o jornal admite que ainda está para ser descoberto.

A brasileira Marina Silva é a única que aparece na primeira página do jornal britânico, com o anúncio das escolhidas. E é também quem recebe maior espaço, quase dois terços de página interna, sobre sua vida.

Na reportagem, Marina Silva comenta a artilharia de ataques que sofreu do PT durante a campanha eleitoral, quando foi taxada desde de representante dos bancos a alguém que acabaria com o programa Bolsa Família.

'Foi um processo de desconstrução, não apenas para ganhar a eleição, mas para destruir a pessoa, para aniquilar ele ou ela', disse.

Marina poderá repetir hoje, em todo caso, que 'perdeu ganhando' a eleição presidencial, e 'ganhou ganhando' em termos de imagem internacional.

Por Assis Moreira | Valor

Do PIB da campanha Dilma ao PIB da realidade do Brasil


Mercado reduz novamente previsão para o PIB, aponta Focus


SÃO PAULO - Os analistas de mercado reduziram, pela quarta semana consecutiva, a estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Eles também cortaram, pela terceira vez seguida, a projeção para 2015. As apostas para juros e inflação deste e do próximo ano ficaram inalteradas.
A mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 caiu de 0,18% para 0,16%. Também nesta segunda-feira, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,26% em outubro ante setembro, feito o ajuste sazonal e, com isso, o acumulado no ano marca recuo de 0,12% na atividade. O IBC-Br serve como um indicador antecedente do PIB. Para 2015, o Focus mostra que a mediana das projeções caiu de 0,73% para 0,69%.

Quanto à produção industrial, a estimativa seguiu em queda de 2,50% neste ano, mas para 2015 houve ajuste para baixo, de alta de 1,23% para crescimento de apenas 1,13%.

Inflação e juros

Os analistas consultados pelo Focus mantiveram a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,38% em 2014 e em 6,50% em 2015 e não alteraram a projeção para a Selic ao fim de 2015, que ficou em 12,50%.

Os analistas Top 5, os que mais acertam as previsões, que estimavam o juro em 12% no fim do ano que vem elevaram a projeção para 12,50%. Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 11,75%. Para a inflação, as apostas do Top 5 foram mantidas em 6,28% e em 6,20% em 2014 e 2015, respectivamente.

A projeção do mercado para a inflação em 12 meses teve leve desaceleração, de 6,63% para 6,62% e, para este mês de dezembro, seguiram em 0,75%. Embora não tenham alterado a projeção do IPCA no ano, os analistas ajustaram suas estimativas para os preços administrados e o dólar, duas importantes fontes de pressão inflacionária.

A mediana dos administrados neste ano subiu de 5,30% para 5,40% e no próximo saiu de 7,20% para 7,48%. Também o dólar saiu de R$ 2,55 para R$ 2,60 ao fim de 2014 e de R$ 2,70 para R$ 2,72 em 2015.

(Ana Conceição | Valor)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A herança dos Sarney na era Lula Dilma, aliados no fracasso do desenvolvimento



A 'herança' de Roseana

Estado com mais miseráveisAssim como todo o país, o Maranhão reduziu o número de pessoas miseráveis desde 2004. Mesmo assim, segundo o Ipea, em 2013 eram 1.174.693 pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza no Estado, ou 17,3% da população. A média é a maior entre os Estados e três vezes a nacional, de 5,2%


Violência explodeNos últimos anos, o Maranhão viveu uma explosão de violência. Entre 2002 e 2012, a taxa de homicídios cresceu 162%, chegando a 26 por cada 100 mil habitantes --ainda menor que a média nacional, que é de 29 por 100 mil--, segundo dados do Mapa da Violência 2014. Nessa década, o Maranhão foi o terceiro Estado com maior crescimento período, atrás apenas de Rio Grande do Norte e Bahia


Caos prisionalNo inicio de 2014, o mundo conheceu a barbárie no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Em 2013, foram 60 mortes, algumas com decapitações. Nenhum Estado teve tantas mortes como somente registrou Pedrinhas. Neste ano, já foram 19 assassinatos dentro do complexo


Líder em mortalidade infantilNa última década, o Maranhão ultrapassou Alagoas na "disputa" pela lanterna em relação à mortalidade infantil. O Estado, segundo o estudo Tábua da Vida do IBGE, teve a maior taxa em 2013: 24,7 por mil nascidos vivos. A mortalidade na infância também é maior no Maranhão: 28,2 por mil

Maior deficit habitacionalO Maranhão tem o maior deficit habitacional do país entre todos os Estados. Em 2008, quando Roseana assumiu pela segunda vez o mandato de governadora, após a cassação de Jackson Lago (1934-2011), taxa de pessoas sem moradia era de 25,2% em relação a todos os domicílios. Em 2012?dado mais recente-- essa taxa caiu para 21,2%

Pior acesso à JustiçaOs moradores do Maranhão têm o pior acesso do país à Justiça, de acordo com estudo divulgado pelo Ministério da Justiça no final do ano passado. O índice leva em conta o número de profissionais, como advogados, defesa pública e juízes. Também se leva em conta o IDH. Boa parte disso se deve à falta de defensores públicos, que só atuam em uma a cada quatro municípios do Estado


Menor expectativa de vidaO Maranhão também é o local onde se vive menos no Brasil. O Estado é o único em que a expectativa de vida não chega aos 70 anos e ficou, em 2013, em 69,7 anos. No Brasil, essa taxa, em 2013, era de 74,9 anos. Entre os homens, a expectativa era ainda menor no Maranhão: 66 anos. Já entre as mulheres, essa esperança chega a 73,7 anos

Renda é menos de 40% da média brasileiraOs maranhenses têm a pior rendimento entre os Estados, conforme indica o IDH Renda. O Estado também é o segundo pior PIB (Produto Interno Bruto) per capita do país, segundo dados das Contas Regionais, do IBGE. Os maranhenses, em 2012, tinham PIB per capita de R$ 8.760,34, à frente apenas do Piauí (R$ 8.137,51). No Brasil, a renda per capita é quase três vezes maior que a maranhense: R$ 22.645,86

Menos médicos no paísSem conseguir atrair ou forma mais profissionais, dados do CFM (Conselho Federal de Medicina) mostram que o Maranhão é o Estado brasileiro com o maior índice de habitantes por médico - com 5.390 profissionais para 6.794.301 habitantes. A média é de um médico para cada 1.260 pessoas --mínimo recomendado pela ONU é de pelo menos um para cada 1.000 pessoas


Educação ainda engatinhaA PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013, do IBGE, apontou que o Maranhão é o segundo Estado com o maior número proporcional de analfabetos, com 19,9% do total da população sem saber ler ou escrever. O Estado estava à frente apenas de Alagoas (que teve taxa de 21,7%)
UOL

Enrique Iglesias, Juan Luis Guerra - Cuando Me Enamoro

Enrique Iglesias - Bailando (Lyric Video) ft. Mickael Carreira

Enrique Iglesias - Bailando ft. Mickael Carreira

domingo, 7 de dezembro de 2014

Quem é quem na corrupção da Petrobrás



Tese do ‘eu não sabia’ perdeu prazo de validade



Entre as várias más notícias que o Datafolha traz para Dilma Rousseff, uma é especialmente devastadora: 68% dos brasileiros responsabilizam a presidente pela corrupção. Sete de cada dez brasileiros acham que ela tem alguma responsabilidade na petrorroubalheira.

A doutora ainda não se deu conta, mas o lero-lero do ‘eu não sabia’ é pomada vencida. Perdeu o prazo de validade. Ou Dilma muda a prescrição ou logo passará a ser vista como uma criança ingênua e inconsequente. Dessas que brincam no barro depois de tomar banho. O papel de gestora incapaz talvez seja menos pior que o de cúmplice.

Quando assumiu a Presidência pela primeira vez, em janeiro de 2011, Dilma infundia confiança na alma nacional. Questionados pelo Datafolha na ocasião, 73% dos brasileiros manifestaram a crença de que a pupila de Lula, vendida por ele como uma supergerente, faria um bom governo.

De volta às ruas na semana passada, o Datafolha repetiu a pergunta. Descobriu que Dilma prejudicou muito a imagem de sua sucessora. Hoje, 50% dos entrevistados apostam no êxito de Dilma 2ª. Decorridos quatro anos, o índice de otimismo emagreceu 23 pontos percentuais.

A 24 dias do fim, o primeiro reinado de Dilma é considerado ótimo ou bom por 42% dos brasileiros. É a mesma taxa de aprovação captada numa pesquisa feita em 21 de outubro, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. A novidade está na taxa de desaprovação, que subiu quatro pontos, de 20% para 24%. A conjuntura indica que o ruim pode ficar bem pior.

Maus dias estão por vir. Farão de 2015 um ano duro de roer. Na economia, o arrocho de Joaquim Levy, o ortodoxo que Dilma 2ª colocou na pasta da Fazenda para tentar consertar os erros que Dilma 1ª cometeu.

Na política, o escândalo do petrolão. Já está claro que a Petrobras virou a maior produtora de lama do país. E logo se verificará que o Congresso ganhou contornos de uma delegacia de polícia hipertrofiada. Quando seus aliados forem acomodados na fila da degola, Dilma terá de explicar por que ajudou a privatizar a Petrobras na bacia das almas dos partidos.


Josias de Souza



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Novembro Azul, de olho no câncer de próstata

Dr Ronaldo Hueb Baroni
Para contribuir com as informações sobre os cuidados e tratamento de possíveis doenças da próstata, o Blog traz uma entrevista sobre o processo e a importância do diagnóstico e estadiamento do câncer de próstata por meio de exames de imagem. 

 Para falar sobre o assunto, reproduzimos entrevista com o Dr Ronaldo Hueb Baroni, médico radiologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com doutorado na mesma instituição, e especialização em Ressonância Magnética abdominal no Beth Israel Deaconess Hospital da Harvard Medical School.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2014 teremos 68.800 novos casos de câncer de próstata. No Brasil, este é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. No entanto, o aumento nas taxas de incidência pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos de diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação e pelo aumento na expectativa de vida.

Segundo o Baroni, “O exame de Ressonância Magnética (RM) é atualmente uma importante ferramenta para o diagnóstico do câncer de próstata, porém não substitui os métodos tradicionais empregados no rastreamento do câncer de próstata (dosagem de PSA- Antígeno Prostático Específico no sangue e toque retal) nem na sua confirmação diagnóstica (biópsia guiada por ultrassonografia transretal).

O papel da RM no rastreamento tumoral é o de identificar nos pacientes com suspeita clínica baseada em alteração do PSA e/ou do toque retal, as áreas de maior suspeita para tumores clinicamente significantes. Elas poderão ser submetidas a biópsias dirigidas com obtenção de fragmentos adicionais, aumentando a eficácia da biópsia na confirmação diagnóstica”.

A RM, assim como outros métodos não invasivos, tem dificuldade em diagnosticar tumores pequenos e bem diferenciados (não significantes), e apresenta melhores resultados nos casos com maior significância clínica. Isso é benéfico na decisão do tratamento mais apropriado para cada caso, principalmente quando houver indicação de Vigilância Ativa. Em resumo, quanto mais avançado o tumor, mais facilmente ele é identificado e caracterizado pela RM.

O exame tem duração aproximada de 30 minutos e durante esse tempo o paciente deve permanecer imóvel. “Atualmente dispomos de aparelhos de RM com ´túnel´ mais amplo e curto, o que proporciona maior conforto e reduz a ocorrência de claustrofobia. O paciente é orientado a tomar um laxante oral na véspera e no dia do exame, Além disso, duas medicações endovenosas são administradas no momento do estudo: um antiespasmódico para reduzir o peristaltismo intestinal e o contraste a base de gadolínio para aumentar a eficácia do diagnóstico de tumores”, explica Baroni.

RM multiparamétrica

A identificação de áreas suspeitas para tumores na RM é feita com base nas suas características de imagem nos diversos parâmetros da RM (baixo sinal em T2, restrição à difusao das moléculas de água e hipervascularização pós-contraste), daí o nome de RM multiparamétrica da próstata. “Quando elaboramos o laudo, usamos uma escala de suspeição para tumores que vai de 1 a 5, sendo 1 muito baixa suspeita para tumores clinicamente significantes, e 5 muito alta suspeita para tumores clinicamente significantes”, complementa o médico.

Segundo Baroni, o exame de RM multiparamétrica da próstata só deve ser feito quando solicitado pelo urologista, que é capaz de determinar se o paciente irá se beneficiar do método ou não. Uma vez realizada a RM e com base no seu resultado, o urologista irá avaliar a necessidade ou não de dar continuidade à investigação por meio de biópsia. Se houver a necessidade de biópsia, a mesma deve ser feita idealmente através da fusão das imagens da RM com as imagens da ultrassonografia transretal realizada durante o procedimento.

Estadiamento do câncer de próstata

Segundo Baroni, o estadiamento define a extensão de um tumor, tanto local quanto à distancia. A RM é considerada o método de escolha para estadiamento local de tumores prostáticos (pesquisa de extensão extracapsular e invasão de vesículas seminais), especialmente quando combinada aos chamados nomogramas clínicos, em casos selecionados. Porém, cada vez mais a RM vem ganhando destaque como método complementar no rastreamento de tumores iniciais sem perder o seu papel no estadiamento local.

Finalizando a entrevista, o médico alerta que “a RM multiparamétrica é um método complementar no diagnóstico e estadiamento dos tumores prostáticos, devendo sua utilização ser feita de forma criteriosa e sob recomendação do urologista ou médico responsável pelo paciente. Muitos trabalhos estão em curso no momento, inclusive no nosso serviço, para aprimorar ainda mais o método e aumentar o seu papel na avaliação das neoplasias e outras patologias da próstata”.

Ronaldo Hueb Baroni: Médico radiologista formado pela FMUSP, com doutorado na mesma instituição, e especialização em Ressonância Magnética abdominal no Beth Israel Deaconess Hospital da Harvard Medical School. Atualmente ocupa o cargo de chefe do Grupo de Radiologia Geniturinária do HC-FMUSP, e coordena o Setor de Ressonância Magnética e o Grupo de Imagem Abdominal do Hospital Israelita Albert Einstein.

Contato:

Telefones: (11) 21512452 / 21512487

Email: ronaldo.baroni@einstein.br

Equipe Urologia Vida

Tags:câncer de próstata, Ressonância Magnética, urologia, urologia vida

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quem pariu Matheus que o embale

Abaixo-assinado vê retrocesso em indicações


Movimentos sociais, militantes e intelectuais que apoiaram a reeleição da presidente Dilma Rousseff intensificaram a pressão contra a provável nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para a Agricultura. No manifesto "Em defesa do programa vitorioso nas urnas", apoiadores de Dilma classificam a indicação de Levy e Kátia como "regressão" e criticam a mudança nos rumos do governo depois da eleição.

"Ambos ]Levy e Kátia] são conhecidos pela solução conservadora e excludente do problema fiscal e pela defesa sistemática dos latifundiários contra o meio ambiente e os direitos de trabalhadores e comunidades indígenas", afirma o manifesto, divulgado na internet. Levy é presidente da Bradesco Asset Management e Kátia é presidente da Confederação Nacional da Agricultura.

Entre os 61 signatários do manifesto, até a noite de ontem, estão o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o teólogo Leonardo Boff, o coordenador do MST, João Pedro Stédile, o ex-porta-voz da Presidência André Singer, o militante do PT Valter Pomar; grupos como o Mídia Ninja, Fora do Eixo e Levante Popular da Juventude e intelectuais da USP, Unicamp, UNB, Uerj, UFRJ, PUC, entre outros.

No manifesto, o grupo reclama que depois das eleições Dilma "parece levar mais em conta as forças cujo representante derrotou do que dialogar com as forças que a elegeram", em referência ao rival na disputa, senador Aécio Neves (PSDB-MG).

"As propostas de governo foram anunciadas claramente na campanha presidencial e apontaram para a ampliação dos direitos dos trabalhadores e não para a regressão social. A sociedade civil não pode ser surpreendida depois das eleições e tem o direito de participar ativamente na definição dos rumos do governo que elegeu".

No manifesto, os signatários afirmam ainda que Dilma foi vitoriosa "não porque cortejou as forças do rentismo e do atraso", mas sim porque movimentos sociais, sindicatos e militantes mostraram "a ameaça de regressão com a vitória da oposição de direita". "Não queremos apenas eleger nossos representantes políticos por medo da alternativa".

Em meio a pressão da sociedade civil e de partidos em relação à nova composição dos ministérios, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou ontem que as indicações do PMDB deverão ser concretizadas em dezembro, apesar de as negociações políticas terem sido tratadas durante reunião com Dilma na quinta-feira.

Temer disse ter a expectativa de que a indicação da equipe econômica ocorra nesta semana. Questionado sobre a indicação de Kátia Abreu para a Agricultura, o pemedebista minimizou as críticas dirigidas à senadora, motivadas por sua ligação com o agronegócio, e sinalizou que é uma indicação de caráter pessoal de Dilma, não do PMDB. (Colaborou Bruno Peres, de Brasília)

Por Cristiane Agostine | De São Paulo

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Encarar os fatos




Estamos num momento muito importante. Ele definirá qual será nosso futuro nos próximos quatro anos e deixará marcas na nossa história até o fim dos tempos. As próximas gerações vão continuar a "ler" na evolução gráfica do nosso PIB os seus instantes de "avanços" e de "retrocessos". Todo o resto que hoje parece sólido, o tempo dissolverá: os erros e os acertos das políticas sociais e econômicas voluntaristas, os bônus ou os ônus externos, os exageros monetários, fiscais, salariais e cambiais, os argumentos falaciosos, a contabilidade "criativa", as tentativas de violações das identidades da contabilidade nacional e os desmandos administrativos praticados em gigantescas empresas estatais. Até os bons resultados e as críticas impertinentes serão esquecidos.

A grande certeza - comprovada por nosso passado - é que tudo será corrigido, com custos maiores ou menores, dependendo da inteligência e da aceitação da realidade por parte do renovado poder incumbente. No eletrocardiograma dos períodos de FHC, de Lula e de Dilma, só restará o crescimento do PIB e, talvez (apenas talvez), um registro mais leve dos avanços nas políticas que incentivaram o aumento da igualdade de oportunidade. O fato é que nem estas, nem o Brasil foram descobertos em 1994! A crueldade estatística é que as escaras produzidas no indicador do PIB, não importa se por má sorte ou pelas contradições entre a política social e a econômica, não desaparecerão. São perdas definitivas que atrasaram nosso avanço relativo na construção da sociedade civilizada. O governo Dilma Rousseff terá registro por muitos motivos, mas será lembrado, de 2018 em diante, pela marca que deixar no PIB. No período FHC, o PIB cresceu pouco: 2,3% ao ano. No período Lula, melhorou: 4,1% ao ano. No período 2011-2014, apenas 1,6% ao ano. A herança do primeiro mandato é pesada. Para repetir a pobre performance do PIB total de FHC, será preciso crescer pelo menos 12% no período 2015-2018, ou seja, 3% ao ano, em média, o que não parece tarefa trivial.

É tempo, portanto, de enfrentar fatos elementares incontornáveis:

Governo Dilma será lembrado pela marca que deixar no PIB


1) Que para a sociedade não existe nada que não consuma recursos. A passagem grátis de ônibus do Paulo nem é seu "direito", nem é "dever" do Estado: ela será, necessariamente, paga pelo Pedro. O Estado, que tem o monopólio da força, pode obrigar a transferência do custo cobrando imposto do Pedro e registrando o subsídio do Paulo no orçamento. Mas isso tem um limite na paciência do Pedro!

2) A sociedade não pode distribuir o que ainda não foi produzido, a não ser recebendo um presente externo (uma melhoria das relações de troca, que é sempre transitória como aconteceu em 2003-2010) ou tomando emprestado no exterior (que a nossa experiência mostra que sempre termina muito mal). Logo vamos ter de nos acomodar com nossos próprios recursos.

3) Que essas duas restrições não são "ideológicas". São "físicas". Elas abrigam neoclássicos, marxianos, keynesianos, kaleckianos e até marcianos e impõem cuidadosa harmonia entre as políticas redistributivas e o nível de investimento que determina a taxa de crescimento do PIB. Sem crescimento, por motivo interno (investimento e exportação) ou externo ("bônus" ou "dívida"), a redistribuição continuada levará ao desastre. Isso nada tem a ver com a defesa do "capitalismo", considerado como um fenômeno "quase natural" e o "horizonte intransponível da sociedade civilizada", como querem alguns ingênuos "cientistas" que esquecem a história. Ele é um mero instante naquela construção, como mostraram Karl Marx (1818-1883), Max Weber (1864-1920), John Maynard Keynes (1883-1946), Joseph Schumpeter (1883-1850), Karl Polanyi (1886-1964), Fernand Braudel (1902-1985) e Albert Hirschman (1915-2012).

4) Que a política fiscal bem conduzida é a mãe de todas as políticas. É ela que: a) permite uma política de "meta de inflação" crível que quando; b) apoiada por uma política salarial que "acredita" na "meta", permite o aumento relativo do salário real e o controle da taxa de inflação com pequenas manobras sobre a taxa de juro real de longo prazo e c) deixa espaço para uma política cambial que estimula o nível interno de atividade.

5) A situação interna e a externa hoje não são nada favoráveis. Um programa crível, mas apoiado apenas num duro ajuste fiscal pontual e no aumento da taxa de juros real, poderá nos levar a uma recessão da qual não nos livraremos sem graves custos sociais, econômicos e políticos. Por outro lado, um programa de "pouco mais do mesmo" aprofundará o desânimo e continuará a piorar os indicadores sociais e econômicos até que ocorra uma crise.

Salta aos olhos que, em parte por conta da própria estagnação do PIB, a situação fiscal não é sustentável. Sua correção, entretanto, exige um programa transparente que a corrija em dois ou três anos, mas cuja credibilidade antecipe expectativas favoráveis aos investimentos e dê conforto aos trabalhadores no inevitável processo de ajuste. Não resta ao governo outra alternativa que não seja a de cooptar a confiança do setor privado para ajudar a realizá-lo.

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

E-mail: ideias.consult@uol.com.br

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ex-ministro do Lula Márcio Thomaz Bastos morre aos 79 anos em SP



O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos morreu aos 79 anos na manhã desta quinta. A informação foi confirmada pela família.

Ele estava internado há alguns dias no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratamento de problemas no pulmão.

Desde o mês passado, o ex-ministro apresentava tosse e um pouco de fraqueza. Na semana passada, ele fez uma viagem de trabalho aos Estados Unidos e na volta apresentou um quadro de embolia, que chegou a afetar seu coração.

Thomaz Bastos é considerado um dos principais advogados criminalistas do país. Foi presidente da OAB-SP entre 1983 e 1985 e do Conselho Federal da OAB (1987 a 1989) antes de virar ministro da Justiça (2003 a 2007) no governo Lula.

No julgamento do mensalão, ele fez a defesa do ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado, condenado a uma pena de 14 anos e 4 meses de prisão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas.
No Pará, um dos principais clientes do advogado, foi o Deputado Seffer, envolvido no caso de pedofilia. Em São Paulo Defendeu o responsável da morte do aluno de medicina advogado em uma piscina, durante uma festa de calouros.

BOLETIM
Bastos foi internado há alguns dias por causa de uma embolia, definida no boletim médico como "descompensação de fibrose pulmonar".

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM) e Secretaria de Economia da Prefeitura lideram projeto Belém 400


A Secretaria de Estado de Indústria, Comercio e Mineração, Maria Amélia Enríquez, ressaltou e importância do empreendedorismo e da qualificação empresarial,  para que Belém Avance na sua economia. 


O Liberal.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Empresário da mineração cumprimenta à SEICOM pelo trabalho em bem do desenvolvimento


Minha cara Secretaria Profª Maria Amélia,
É uma honra para mim participar do processo de desenvolvimento do Estado do Para
Acredito nos seus governantes!
Meus respeitos a todos os Paraenses de Bem!
Parabéns à SEICOM!!




A SEICOM fez a diferença na vitoria do Simão Jatene Izabela Jatene Ana Jatene em diversos municípios mineradores do Estado. Dentre os mais importantes Itaituba e São Miguel do Guamá foram exemplos, em outros, mesmo perdendo, no segundo turno recuperou importantes votos, em Parauapebas, Canaã dos Carajás e outros. Veja aqui a equipe da SEICOM no Bairro de Jurunas dia sábado 25/10/14, um dia antes da eleição, uma grande virada que amarelou, depois da caminhada da SEICOM.
Dado curioso, nessa mesma manhã do sábado, candidato Jatene realizou a caminhada no bairro de Jurunas e encontrou o Governador e as duas equipes se somaram na caminhada.

Aí estão a Secretária da SEICOM, A Chefe do Gabinete da Secretária, Verônica, o Fernando, técnico, o japonês mais paraense que conheci, o Ambrósio, que não sabe comer com  pauzinhos japoneses (Hashi). Atrás da Secretária Maria Amelia Enríquez a sua ex-secretária de casa, Rosa Maria, mora no Jurunas e que a raiz da campanha virou líder comunitária do Bairro. Rosa Maria coordenou uma equipe de mais de 20 pessoas que todo dia fez campanha no bairro.
Esses detalhes da virada do Jatene poucos conhecem, mas já estão no Blog do  Enríquez Gonzalo V. Enríquez 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O PT, 25 anos depois

Algumas das  razões de uma não escola



“Eu não levo desaforo para casa. Se alguém mente, eu tenho que responder”, diz Aécio Neves










Nesta quarta-feira (22), o senador e candidato a Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, conversou com o comunicador da Rádio Jornal, Geraldo Freire, sobre a reta final da campanha eleitoral. O tucano reforçou a importância da parceria com o PSB e afirmou que faria o mesmo se Eduardo Campos estivesse vivo e fosse o candidato a disputar o segundo turno com a petista Dilma Rousseff.


Aécio Neves afirmou que a campanha que realiza é propositiva e que não realiza ataques à campanha adversária, apenas responde às críticas feitas a ele.



Esta semana, a campanha do tucano em Pernambuco se mobiliza em busca dos votos de indecisos. Nesta quarta-feira (22), haverá uma caminhada das mulheres, seguida do ato “vem pra rua”, organizado pela militância. Na quinta, caminhada “muda Brasil” é feita por partidários da Praça Maciel Pinheiro com destino à Praça Da Independência, no Centro do Recife. Já na sexta-feira, o comitê da Juventude pró-Aécio realiza um adesivaço, na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, nos Aflitos.


Veja algumas das frases destacadas na entrevista de Aécio a Geraldo Freire.


CAMPANHA POLÍTICA


“Estamos na reta final, confiantes. Agora é com eleitor, temos que aguardar a decisão dele.”


“Lula não está fazendo uma campanha de quem está tranquilo, quem está vitorioso. Respeito o Lula, mas faço campanha olhando para frente”


“Sou candidato para falar do futuro e quero ser lembrado como o presidente da república que mais fez pelo Nordeste”


REPASSE DE RECURSOS FEDERAIS


“O dinheiro das verbas não é deles (PT), é de todos e tem que ser liberado. Era o que dizia o Eduardo Campos”


PARCERIA COM O PSB


“Sem dúvida, se Eduardo estivesse vivo, estaríamos juntos. O Eduardo foi muito agredido pelo PT”


“Quero levar as experiências de Eduardo Campos para a área da segurança”


RELAÇÃO COM ADVERSÁRIOS


“Esses ataques do PT são típicos de quem não quer deixar o poder”


“A minha campanha é a campanha propositiva. De cada 22 comerciais do PT, 19 eram me atacando”


“Eu não levo desaforo para casa. Se alguém mente, fala da minha família, eu respondo. Eu tenho 30 anos de vida pública”


“A presidente Dilma dizia anos atrás que eu era um dos melhores governadores do país. Depois muda o discurso”


PROPOSTAS


“Vamos investir em infra-estrutura. No meu governo as obras serão concluídas”


“Nós vamos manter o Bolsa Família e fazer o Brasil crescer controlando a inflação”


FIAT EM GOIANA (PE)


“Sempre fui a favor da descentralização do polo industrial. Mas eu era governador de Minas Gerais. Essa discussão fica pequena porque parece que foi um favor”


>> Debate da Super Manhã


Em 18 de junho, Aécio Neves esteve em Pernambuco e convsersou com Geraldo Freire e os jornalistas Fernando Castilho e Gilvandro Filho. Foi a primeira entrevista após a oficialização da candidatura. Relembre clicando aqui.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Nordestino: PESQUISAS mente e +1 voto AÉCIO irá VENCER

A ex-candidata Marina Silva defende sua campanha. The Wall Street Journal





SÃO PAULO – A ex-candidata Marina Silva defendeu em entrevista sua decisão de não retaliar a enxurrada de ataques da propaganda eleitoral que, de acordo com muitos observadores, destruiu suas chances de se tornar presidente da República e implantar uma plataforma de reformas políticas e ambientais.

“Eu nunca lutaria com as mesmas armas porque, uma vez que você faz isso, se torna exatamente aquilo com o qual está lutando”, afirma, em sua primeira grande entrevista depois da eleição de 5 de outubro, na qual ficou em terceiro lugar e saiu da corrida presidencial.

O que “nós temos hoje é um país onde todas as conquistas estão sob ameaça em razão da degradação da política e das instituições políticas, em razão da corrupção, em razão da falta de credibilidade, em razão da lógica de que ‘vale tudo’ para ter o poder”.

Marina ingressou de forma extraordinária em uma das eleições mais acirradas desde que o país retomou o caminho democrático em 1985. Ela entrou tardiamente na disputa a presidente ao substituir o candidato do Partido Socialista, Eduardo Campos, que morreu em um acidente de avião. Em certo momento, as pesquisas a colocaram dez pontos à frente da atual presidente, Dilma Rousseff.

Mas sua campanha retrocedeu de forma quase tão dramática sob uma avalanche de propagandas com ataques agressivos. O então terceiro candidato, Aécio Neves, se beneficiou de sua queda em meio à percepção de que ele iria enfrentar com mais força do que Marina a campanha de Dilma Rousseff.

Aécio Neves subiu e ficou em segundo lugar na eleição de 5 de outubro. Uma pesquisa publicada pelo Datafolha na quarta-feira (15) deu a ele uma vantagem de dois pontos percentuais sobre Dilma Rousseff –empate técnico— no segundo turno.

Na entrevista, Marina Silva disse que o péssimo estado da política brasileira a motivou a apoiar Aécio Neves, apesar de o partido social-democrata ter se colocado no lado oposto de negociações sobre questões fundamentais, como o desmatamento.

Para conquistar o apoio de Marina, que obteve 21% dos votos no primeiro turno, Aécio Neves prometeu proteger o meio ambiente e promover reformas políticas, como o fim da reeleição. Ele também vai incluir um pronunciamento de Marina em sua propaganda eleitoral que vai ao ar durante a noite. Ela admite que nem todos os seus apoiadores vão votar no conservador Aécio Neves. Mas seu apoio pode dar a ele uma vantagem em uma eleição apertada.

Marina é uma figura rara no cenário político do Brasil. Nascida em uma família pobre da Amazônia, ela entrou na política ao lado de Chico Mendes, ativista que defendia a floresta e foi assassinado, e se tornou senadora e ministra do Meio Ambiente no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, antes de romper com a legenda por conta das diferenças em relação à política para a Amazônia.

Sobrevivente da malária e de outras doenças potencialmente fatais durante a infância, Marina Silva se tornou a primeira mulher negra a se candidatar para a Presidência da República.

“Nascida pobre, negra, mulher, eu superei todos os tipos de preconceito que podem ser lançados contra você, às vezes de forma cruel”, disse ela, revelando um sentido apurado do que precisa mudar no Brasil.

Entre suas atuais preocupações estão as investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de desvio de recursos envolvendo aliados do esquerdista Partido dos Trabalhadores de Dilma Rousseff na estatal de petróleo. “A Petrobras, que antes estava em reportagens de negócio, de economia e de ciências, está agora nos registros policiais.”

O porta-voz de Dilma Rousseff não quis comentar.

Mas Marina afirma que a campanha teve um impacto também pessoal. Disse que a campanha de Dilma empenhou-se em “mentiras” deslavadas para “aniquilá-la” como pessoa.

Um exemplo citado por Marina Silva: ela foi acusada de estar em uma trama com banqueiros para prejudicar os pobres. Em uma das propagandas, os banqueiros riam diabolicamente enquanto uma família via a comida evaporando de seus pratos ao se sentar para jantar.

Embora anúncios assim sejam usados em algumas eleições americanas, eles são incomuns no Brasil.

Marina ficou visivelmente emocionada ao descrever um discurso de campanha no mês passado feito por seu antigo mentor político Luiz Inácio Lula da Silva, o fundador do Partido dos Trabalhadores, que, segundo ela, a acusou falsamente de querer cessar a exploração de petróleo em águas profundas. Na década de 80, Marina Silva chegou a percorrer, mesmo grávida, estradas de terra para fazer campanha para Lula.

“A única coisa que eu posso dizer é que pretendo continuar lutando pelos mesmos ideais pelos quais lutávamos no passado”, disse Marina.

No rescaldo de uma campanha dura, afirmou estar comprometida com a tentativa de mudar o Brasil, mas disse que não precisa ser presidente para fazê-lo.

“Meu objetivo não é ser presidente da República, o meu objetivo de vida é que o mundo seja um lugar melhor, que o Brasil melhore”, disse.

Publicado em 15/10/2014
- Por John Lyons e Luciana Magalhães - The Wall Street Journal



ERROS RECURRENTES DA PESQUISA DATA FOLHA.

PESQUISA DATA FOLHA



DETALHES DA PESQUISA 




Analisando os números da própria pesquisa divulgada hoje ( 20/10) por região tem-se o seguinte :


Região Sul :

Aécio 61%

Dilma 39%

Região Sudeste :

Aécio 59%

Dilma 41%

Região Centro-Oeste :

Aécio 63%

Dilma 37%

Região Nordeste :

Aécio : 32%

Dilma : 68%

Região Norte

Aécio : 44%

Dilma : 56%

Segundo o TSE o número de eleitores por região é :

Região sul : 20.825.700

Aécio 61% : 12.703.677

Dilma 30% : 8.122.023

Sudeste : 60.968.400

Aécio 59% : 35.971.356

Dilma 41% : 24.997.044

Centro-Oeste : 10.081.500

Aécio 63% : 6.351.345

Dilma 37% : 3.730.155

Nordeste : 38.225.100

Aécio 32%: 12.233.032

Dilma 68% : 25.993.068

Norte : 10.659.600

Aécio 44% : 4.690.224

Dilma 56% : 5.969.376

TOTAL

AÉCIO : 71.948.634

51,2 %

DILMA : 68.811.666

48,8%

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

The New York Times: escândalo da Petrobras influenciará eleições brasileiras

Matéria do jornal norte-americano analisa a repercussão dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras na corrida presidencial


O escândalo da Petrobras ganhou espaço no jornal norte-americano The New York Times. As consequências do depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, na disputa presidencial do segundo turno foram discutidas pelo periódico. A matéria de Simon Romero, veiculada neste domingo (19/10), destacou que as investigações podem prejudicar a presidente Dilma Rousseff (PT) durante a campanha. Aécio Neves (PSDB), adversário da petista, estaria se aproveitando da situação para angariar votos. O texto afirma que o caso irá complicar uma eleição já tumultuada.

A matéria classifica o episódio como um "esquema de suborno de escala épica". Costa é o personagem principal da reportagem, já que confessou os repasses de verba da companhia petroleira para três partidos (PT, PMDB e PP). O ex-diretor foi preso pela Operação Lava Jato e fez um acordo de delação premiada com os procuradores, visando a redução da pena. Um especialista em justiça brasileira declarou ao jornal que empresas estatais são mecanismos de financiamento da corrupção. O estudante da Universidade Americana diz que o processo oferece conclusões corrosivas sobre a democracia no Brasil.

De acordo com o New York Times, Dilma é questionada sobre o seu conhecimento do caso à época. A presidente é acusada de negligência por manter Paulo Roberto Costa na Petrobras até 2012. Em debate realizado neste domingo (19/10), Aécio Neves perguntou a presidente se ela pretende manter João Vaccari Neto como tesoreiro do PT. O petista está envolvido no pagamento de propinas para a base aliada do governo com dinheiro da estatal. Dilma rebateu a acusação citando o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que supostamente se beneficiou do esquema. A notícia do jornal americano trata do assunto ao explicar que Guerra pode ter aceitado suborno e arquivado o inquérito sobre irregularidades na Petrobras, em 2009


Leia mais em Eleições 2014

O artigo de Romero sugere que se os depoimentos sobre o escândalo forem verdadeiros, o fato da Petrobras superaria o mensalão na esfera da corrupção. O texto questiona como uma empresa da importância da Petrobras deve ser gerenciada, pois Dilma havia integrado o Conselho Administrativo da petroleira. Analistas afirmam que assim como a maior empresa brasileira, outras estatais correm o risco de serem instrumentos dos interesses de coligações partidárias. O texto cita Costa: "Ninguémnasce para se tornar um general nas forças armadas sem ser recomendado, é óbvio que nenhum partido escolhe alguém com base apenas na sua capacidade técnica."
Correio Braziliense - Eleições 2014

3º Debate na Record




Ciro Gomes fala sobre Dilma

EU MANDO, EU DECIDO...., na sua casa



DILMA ROUSSEFF: "Eu mando investigar. Eu faço questão que a Polícia Federal investigue"







Este é o terceiro debate presidencial em que a candidata do PT repete a mesma incorreção. 

Na realidade, quem confere autonomia de investigação à Polícia Federal --inclusive sobre instituições e pessoas ligadas a órgãos governamentais-- é a Constituição Federal, conforme se lê em seu artigo 144, que descreve as atribuições do departamento:

"Apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme" (Parágrafo 1º).

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Nova força política socialista no Congresso



PSB e PPS negociam fusão para somar forças e ganhar peso no Congresso



Casamento à vista Aliados na campanha de Marina Silva, PSB e PPS negociam uma fusão para somar forças e ganhar peso no Congresso. Dirigentes dos dois partidos vão se reunir hoje e esperam concretizar a união em novembro, logo após o segundo turno. A nova sigla manteria o nome do PSB e teria uma bancada de 44 deputados em 2015 —a quarta maior da Câmara, atrás de PT, PMDB e PSDB. A promessa é criar uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos, seja qual for o presidente eleito.

Vinde a mim O PSB também tentará incorporar ou formar um bloco com siglas nanicas. Estão na mira o PEN, que elegeu dois deputados federais, e o PHS, que apoiou Marina e terá cinco cadeiras.

Longa data O presidente do PPS, Roberto Freire, diz que as conversas pela fusão começaram no ano passado, ainda com Eduardo Campos.

Meus camaradas “Será um reencontro ideológico e histórico das forças da esquerda”, diz Freire. “O novo Congresso precisará passar por uma reorganização, em um processo virtuoso.”

Ele tentou Com discrição, o ex-presidente Lula procurou três dirigentes do PSB de Pernambuco no dia seguinte ao primeiro turno. Eles contam que o petista se disse disposto a “desfazer arestas” criadas na campanha.

Só que não deu Segundo os pernambucanos, Lula pretendia articular pessoalmente um eventual apoio do PSB a Dilma Rousseff. As conversas duraram três dias, até que o ex-presidente foi informado de que a sigla preferia apoiar Aécio Neves (PSDB).

Melhor não A amigos, Lula disse que não procurou Marina ou Renata Campos em busca de apoio. Argumentou que não considerava o movimento adequado.

Chama que eu vou Até o fim da tarde de ontem, aliados de Marina ainda esperavam convite da equipe de Aécio para que organizar um encontro público dos dois.

Reencontro de clãs O pai de Neca Setubal, que coordenou o programa de governo de Marina, foi ministro a convite do avô de Aécio. Olavo Setubal assumiu o Itamaraty em 1985, indicado pelo presidente Tancredo Neves.

Mãos à obra No fim de semana, Lula fez mais um diagnóstico da eleição. Disse a aliados que a vitória de Dilma é difícil, mas não impossível. Acrescentou que o PT “se encolheu muito” no primeiro turno e precisa ir às ruas.

Diz que fui por aí Pressionado a se engajar mais na campanha de Dilma, o ex-presidente disse que também precisa se dedicar a disputas estaduais de Acre, Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Porta de fábrica A campanha de Dilma vai reunir dirigentes de centrais sindicais amanhã para gravar declarações de apoio. A meta é reforçar o laço da presidente com os trabalhadores para acusar Aécio de defender os patrões.

Ame-o… O comando do PMDB espera que Paulo Skaf faça uma declaração pública de apoio a Dilma. Dirigentes da sigla dizem ter ouvido a promessa do candidato derrotado ao governo paulista em reunião na quinta-feira.

‌… ou deixe-o Essa seria a única maneira de Skaf permanecer na sigla caso a presidente se reeleja. Ele irritou Michel Temer ao se recusar a fazer campanha para a presidente no primeiro turno.

Agora vai A redução do número de votos válidos para deputado foi celebrada por marineiros encarregados de registrar a Rede. Com isso, a quantidade de assinaturas exigidas para fundar uma sigla caiu em quase 8.000.

TIROTEIO


A derrota será muito boa para o PT. Eles precisam de tratamento para curar a doença grave da intoxicação pelo poder.

DE WALTER FELDMAN, coordenador da campanha de Marina Silva, sobre a possibilidade de derrota de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela reeleição.

CONTRAPONTO

Um estranho no ninho

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, resistiu muito a romper a aliança com o PSDB de Aécio Neves na disputa pelo governo de Minas Gerais. A atitude irritou Eduardo Campos no início da campanha presidencial.

Ontem, em Brasília, Lacerda foi recebido com ironia no encontro que elegeu a nova direção de seu partido.

—Prefeito, o sr. por aqui? —brincou uma dirigente, assim que o mineiro apareceu no local do evento.

—Eu ainda sou do PSB, ué! —rebateu Lacerda.

—É que eu estou tão acostumada a ver o sr. do outro lado… — respondeu a aliada.


PAINEL DA FOLHLA

domingo, 12 de outubro de 2014

Em carta lida pelo filho, viúva de Campos oficializa apoio a Aécio

Não habituada a discursos, Renata Campos, 47, viúva do ex-governador Eduardo Campos, oficializou o apoio da família à candidatura de Aécio Neves (PSDB), por meio de uma carta lida pelo filho mais velho do casal, João, 20, no início da tarde deste sábado (11).


"Somos nordestinos, pernambucanos, e queremos juntos construir a nação brasileira. Siga em frente, Aécio, e que Deus nos proteja", diz a carta de Renata, que perdeu o marido em um acidente aéreo no dia 13 de agosto.



"Você vai levar a garra e energia do nosso povo, que serão fundamentais e essenciais para a construção de um novo Brasil", afirmou a viúva na carta lida pelo filho. No texto, Renata disse estar sofrendo pela morte do marido e que o acidente interrompeu seus planos políticos




LEIA ABAIXO A ÍNTEGRA DA CARTA DE RENATA CAMPOS

Bom dia a todos

Nossas primeiras palavras são de gratidão ao povo pernambucano, pela confiança, pela bela vitória no dia 5 de outubro. Expressamos nossos sentimentos nas urnas e reconhecemos um caminho. Não desistimos do Brasil. Nosso muito obrigado ao povo Pernambucano!

Para nós, esse foi um ano muito duro. Perdemos nosso Eduardo, nosso Dudu, nosso pai, nosso líder, nosso guia. Ele tinha um grande sonho: tornar o Brasil um pais mais justo, mais humano, mais equilibrado, onde as pessoas estivessem em primeiro lugar. Dedicou sua vida à construção desse sonho. Ele sabia que, para chegar nesse novo Brasil, era preciso um novo caminho.

Infelizmente, quis o destino que o caminho que sonhávamos não se tornasse possível.

Hoje, temos duas possibilidades: continuar como estamos ou trilhar um caminho de mudança. O Brasil pede mudanças. O governo que ai está tornou-se incapaz de realizá-las. Continuamos acreditando nos mesmos valores, continuamos com os mesmos sonhos. Só será possível mudar o Brasil se tivermos capacidade de unir e dialogar, respeitando as diferenças. É preciso reconhecer os avanços que tivemos, as contribuições de todos, mas é fundamental organizar a casa, arejar.

Aécio, acredito na sua capacidade de dialogo e gestão. Sei que não é a primeira vez que seu caminho cruza com o de Eduardo. Lembro que, lá trás, em momentos importantes da história, o caminho do seu avô Tancredo cruzou com o de Dr. Arraes. Sei que também eram diferentes, mas souberam se unir pelo bem do Brasil. Em vários momentos, quando era necessário, você e Eduardo sabiam sentar e dialogar, encontrar caminhos.

Eduardo tinha bandeiras muito claras, e se quisermos mudar o Brasil é preciso levar adiante seus ideais: as reformas pelas quais ele tanto lutou, o pacto federativo, saúde mais 10, o Pacto pela Vida, uma educação de qualidade com escolas em tempo integral, passe livre, um desenvolvimento com sustentabilidade, entre outras.

Penso, Aécio, que hoje é um dia muito importante na sua caminhada, aqui no Nordeste, em Pernambuco, estado que sempre foi palco de lutas libertárias, que tem um povo generoso, com força e coragem. Estado que tem a cara de Eduardo e Arraes. Daqui você vai levar a garra e a energia desse povo, que serão fundamentais e essenciais para construção de um novo Brasil. Um Brasil que se respeite, reconheça suas diferenças, que saiba combater as desigualdades, criando oportunidades para todos. Só assim seremos capazes de construir uma nação justa, soberana, livre, fraterna e equilibrada, como Eduardo tanto sonhou.

Somos nordestinos, pernambucanos, e queremos juntos, construir a nação brasileira!

Siga em frente, Aécio! Boa sorte! Que Deus nos proteja! Obrigada."

sábado, 11 de outubro de 2014

"O governo tucano esconde pra baixo do tapete. O da Dilma investiga.....


Por 4 anos o Paulo Roberto Costa e só agora demitiu da Petrobras, com elogios rasgados, assim não dá. 


Gabrielli, Dilma, Paulo Roberto "na" Costa e Graça (ainda Presidente? da Petrobras) 


A Demagogia do PT

São Paulo - Em vídeo postado nesta sexta-feira, 10, em sua página oficial no Facebook, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso diz que o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva mentiu quando o acusou de criticar os nordestinos. "O PT fica querendo fazer demagogia, querendo nos jogar contra o povo, dizendo que o PSDB fez isso ou aquilo, que eu disse isso ou aquilo, o Lula mentiu, eu não falei de Nordeste ou de nordestinos, nada disso", disse.

Na postagem, Fernando Henrique disse lamentar que a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, "tenha embarcado nessa, não é verdade". E disse: "O povo não é bobo, o povo sabe que quem fez o Plano Real fomos nós, quando fui ministro da Fazenda, que melhorou a vida de todo mundo, dos pobres, do trabalhador."

Veja aqui a íntegra do vídeo.

Nas críticas à gestão petista, o ex-presidente tucano disse que é com o receituário do PSDB que se combate a pobreza "e não deixando a inflação voltar e depois aconselhando o povo a não comer carne, a comer tomate, a comer frango, ovo". E continuou: "Não é deste jeito que se resolve a pobreza. Nós, do PSDB, sim, fizemos o que dissemos e deu certo."

O vídeo é mais um capítulo do embate que os dois ex-presidentes da República estão travando com mais frequência neste segundo turno, em prol de seus candidatos, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pesquisa interna do PT





Territórios com Mineração



Participação de alunos, gestores municipais e empresários da mineração no curso sobre Planejamento Estratégico realizado em Parauapebas. Os depoimentos de alunos que parabenizam à SEICOM e a UFPA mostram a presença do Estado nos municípios do Sul e Sudeste do Estado do Pará, onde a mineração é o foco da atividade econômica do município. Assim também é no município do Canaã dos Carajás, Itaituba (consorcio Tapajós), Santarém, São Miguel do Guamá e outros municípios, onde os diverso cursos estão acontecendo.



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

É só uma pesquisa


Dilma questiona no TSE pesquisa que mostra vitória de Aécio



BRASÍLIA - A coligação da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, entrou com um questionamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pesquisa divulgada na quarta-feira pela revista “Época” que apontou vitória de Aécio Neves, candidato do PSDB, no segundo turno das eleições.

O levantamento foi feito pelo Instituto Paraná, e mostrou que Aécio tem 54% das intenções de voto no segundo turno. Dilma conseguiu 46%. Ao todo, 2.080 eleitores responderam o questionário em 152 municípios.

A petição, protocolada nesta quinta-feira pela coligação petista, é contra o instituto de pesquisa — e não contra a revista. O relator do caso é o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. O PT quer ter acesso à metodologia e abrangência da pesquisa, pedindo mais informações ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados do Instituto Paraná.


Por Thiago Resende | Valor

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dilma vence em 15 Estados, três a menos do que em 2010, e Aécio ganha em dez



Pela sexta vez consecutiva, desde 1994, a polarização entre PT e PSDB decidirá o vencedor da eleição à Presidência da República. A virada de Aécio Neves (PSDB) na reta final, indicada por pesquisas Ibope e Datafolha, no sábado, foi confirmada ontem nas urnas com a ultrapassagem do tucano, com 33,55% dos votos válidos, sobre a ex-senadora Marina Silva (PSB), que obteve 21,32%. O tucano enfrentará, no segundo turno, dia 26, a presidente Dilma Rousseff (PT), que amealhou 41,59% dos votos - cinco pontos a menos do que os 46,91% que conseguiu na primeira etapa em 2010.

Com a virada, Aécio superou em um ponto percentual o desempenho de quatro anos atrás do correligionário José Serra (32,61%) e pôs fim à maior ameaça em duas décadas à polarização entre petistas e tucanos. Marina Silva chegou a liderar as pesquisas ao lado de Dilma no início do mês passado. Mas desidratou com os ataques dos dois principais adversários. Juntos, Dilma e Aécio tiveram oito vezes mais tempo de propaganda no rádio e TV do que a candidata do PSB. No segundo turno, os dois terão espaços iguais.



O mapa da geografia do voto presidencial ficou menos vermelho. Dilma conquistou 15 Estados, três a menos do que os 18 de 2010. Os tucanos tiveram um avanço: enquanto Serra foi o mais votado em oito Estados, Aécio foi o preferido em dez. O refluxo de Marina na reta final de campanha foi grande: em meados de setembro, a pessebista liderava quatro unidades da Federação e empatava, na margem de erro, em mais sete. Ganhou apenas em Pernambuco e no Acre, sua terra natal. E perdeu no Distrito Federal, que lhe deu a única vitória há quatro anos, quando concorreu pelo PV e conquistou nacionalmente 19,33% dos votos. O pior desempenho foi em Rondônia (10,4%).

No caso do PT, foi o Distrito Federal (23%). Mas o Nordeste mantém-se como a grande mancha vermelha, no maior reduto eleitoral do partido. Dilma teve seu recorde de votação no Piauí (70,6%) - patamar semelhante ao apoio máximo de 2010 no Maranhão (70,65%). Na região, a presidente venceu em todos os Estados, exceto em Pernambuco, onde travou uma disputa acirrada com Marina, herdeira dos votos do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto.

A ascensão de Marina à cabeça de chapa levou a candidatura do PSB a ultrapassar Aécio e empatar com Dilma, numa reviravolta inédita em eleições presidenciais. Em Pernambuco, a pessebista venceu por 48% contra 44,2% da petista. Muito longe, Aécio Neves registrou 5,92% - seu pior resultado estadual - num reflexo do mau desempenho histórico do PSDB na região. O Nordeste foi onde Aécio colheu suas piores votações. Ficou em terceiro lugar em cinco dos nove Estados, ainda que por pequena diferença em dois: Bahia e Piauí. Mas no Rio de Janeiro também terminou atrás de Marina, por quatro pontos (31,06% a 26,93%).

Por outro lado, a ida de Aécio ao segundo turno dá ânimo aos tucanos, que durante todo o último mês estavam num distante terceiro lugar. Aécio recuperou terreno principalmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. De acordo com pesquisa Ibope realizada entre os dias 6 e 8, o tucano tinha apenas 15% das preferências no Estado, contra 38% de Marina e 25% de Dilma. Nas urnas, fechou em primeiro, com 44,2%, à frente da petista (25,82%) e da pessebista (25,09%).

A melhor votação proporcional de Aécio foi em Santa Catarina, com 52,89%, mas perdeu para Dilma em Minas Gerais, seu Estado, por 43,48% a 39,75%.

Por Cristian Klein | De São Paulo

Aécio busca Marina e homenageia Campos


Otimismo de Aécio: o candidato à Presidência pelo PSDB acena logo depois de votar, ontem, em Belo Horizonte; agora sua prioridade é buscar o apoio de Marina Silva para o segundo turno





O senador e candidato presidencial pelo PSDB, Aécio Neves, confirmou a virada sobre Marina Silva (PSB), que as pesquisas já vinham apontando, e disputará com a presidente Dilma Rousseff (PT) o segundo turno das eleições. Ele surpreendeu na votação ontem e ficou apenas oito pontos percentuais atrás de Dilma.

Aécio teve uma vantagem de 4 milhões de votos sobre a presidente Dilma em São Paulo, no maior colégio eleitoral do país.

O tucano terá como tarefa imediata tentar atrair o apoio de Marina Silva, o que tornaria mais fácil a migração de eleitores marinistas para ele no segundo turno. O PT também brigará por uma costura eleitoral com Marina.

Ontem à noite, ao comentar os resultados da eleição, ele lembrou Eduardo Campos, candidato do PSB morto no início da campanha num acidente aéreo. Foi uma reverência a um amigo, mas também um claro aceno para cativar Marina e alas do partido ligadas ao antigo líder.

"Quero aqui, desde já, deixar uma palavra de homenagem muito pessoal a um amigo, a um homem público honrado, digno, que foi abatido por uma tragédia no meio dessa campanha: o governador Eduardo Campos. A ele, aos seus ideais e aos seus sonhos também, a minha reverência. Nós saberemos juntos transformá-los em realidade", disse Aécio.

"É hora de unirmos as forças. A minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político ou de um conjunto de alianças", afirmou, em entrevista coletiva no comitê da campanha tucana em Belo Horizonte.

Um interlocutor de Aécio disse ao Valor, no sábado, já ter tido duas conversas por telefone na semana passada com um dos políticos próximos a Marina. "Foi o começo de um ensaio de diálogo."

O grupo de Aécio dá um senso de urgência a essa aproximação. O ideal, segundo duas pessoas do círculo de Aécio, é que a abordagem seja rápida e que no máximo até o fim da semana a união entre os candidatos esteja sacramentada. O segundo turno está marcados para o dia 26.

Aécio disse ontem que não havia tido ainda nenhum contato com o campo de Marina e afirmou ter "enorme respeito pessoal" por ela.

O tucano, no entanto, fez um convite: "Nosso projeto é um projeto generoso. Não é o projeto de um partido é um projeto da sociedade brasileira e todos aqueles que quiserem se somar a ele e tiverem contribuições a dar a essas mudanças serão muito bem vindos".

Ex-integrante do PT por mais de 20 anos e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina será também cortejada pelos petistas - se não para aderir a Dilma, ao menos para se manter neutra, como fez em 2010. O presidente do PSB, Roberto Amaral, é próximo de Lula. Lideranças petistas afirmam que uma fatia importante dos eleitores de Marina tende a apoiar mais facilmente a candidata do PT.

No caso do PSDB, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é visto pelo grupo de Marina como a pessoa com quem ela fará a ponte para um início de conversa com Aécio Neves.

Na corte de Aécio a Marina, além do ex-presidente, outra pessoa terá importância: a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos. "Sem dúvida ela será uma conselheira importante. Marina ouve a Renata e tem uma ligação pessoal e política muito sólida", disse o interlocutor da candidata ouvido pela reportagem

Aécio disse que não tinha ainda nenhuma conversa agendada com ela e que é "muito cauteloso com relação a essas questões".

No lado dos tucanos, a avaliação é que, além de FHC, outros nomes serão importantes na tentativa de costura com Marina. Entre eles, estão Márcio França (PSB), que se elegeu vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB); o candidato a vice de Marina, Beto Albuquerque (PSB), o presidente do PPS, Roberto Freire.

Mas a conversa com a Marina terá de ser com o Aécio, acrescenta um parlamentar tucano, dizendo que essa não é uma discussão que possa ser "terceirizada".

Marina chegou a ter 34% das intenções de voto, encostando em Dilma, que tinha 35%, na pesquisa do Datafolha feita entre 1 e 3 de setembro. Aécio apareceu com 14%. Para recuperar o segundo lugar nas pesquisas, a campanha tucana começou a criticar Marina, dizendo que ela não tinha experiência de gestão, que suas opiniões oscilavam em função de conveniências e que não era, de fato, oposição ao governo atual, já que esteve por mais de 20 anos no PT.

Aécio procurou, no entanto, misturar as críticas palavras positivas e de respeito sobre a adversária.

No sábado, o interlocutor de Aécio disse à reportagem que, na semana passada, teve duas conversas longas com uma pessoa da confiança de Marina e que os contatos serviram de "sinalização", de "abertura das conversas" sobre um apoio de Marina a Aécio - ou de Aécio a Marina.

As últimas pesquisas mostraram uma ascensão de Aécio proporcional à contínua queda de Marina. O tucano recuperou votos em Minas, sua base eleitoral e Estado que ele governou entre 2003 e 2010. Mas, ainda assim, teve menos votos do que Dilma entre os mineiros.

Sua campanha na TV foi marcada por exemplos de políticas bem sucedidas que ele adotou quando governador e que ganhariam escala caso fosse eleito presidente.

Mas Aécio terá dificuldades de continuar a exibir Minas como sua vitrine no segundo turno. Não apenas ele teve menos votos do que Dilma no Estado, como o candidato a governador apoiado por ele, o tucano Pimenta da Veiga, foi batido no primeiro turno por Fernando Pimentel, do PT, depois de três gestões seguidas do PSDB.

Aécio disse ontem que a oposição a Dilma já foi vitoriosa porque teve a maioria dos votos no primeiro turno. "Eu me sinto extremamente honrado em ser o representante desse sentimento."

Ele prometeu intensificar as ações de campanha já a partir de amanhã. O tucano estará em São Paulo hoje para definir com coordenadores da campanha suas próximas viagens pelo país.

Ainda sobre as futuras conversas entre tucanos e marinistas, os dois lados usam o mesmo termo quando se referem à forma a conversa entre Marina e Aécio terá de se dar: em bases programáticas. Quem convive com Marina acredita que ela começará a conversa com base nos compromissos que a candidatura de Aécio assumirá e no interesse dele em absorver algumas bandeiras que ela considere mais importantes.

É a mesma postura que ela teve em 2010, quando ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais, atrás de José Serra (PSDB) e Dilma. Naquele ano, ela acabou não apoiando nenhum dos dois no segundo turno.

Para o parlamentar tucano, a "discussão programática" não será dificuldade. Ele lembra que conselheiros econômicos de Marina, Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Resende, defendem posições muito semelhantes à da campanha do PSDB.

Uma das poucas diferenças que apareceram na campanha diz respeito ao Banco Central. Marina passou a defender que é necessário que instituição seja independente do Poder Executivo. Aécio, não.

Nas políticas sociais, ainda conforme o parlamentar tucano, não há diferenças entre os dois lados. As únicas arestas seriam quanto à questão ambiental e ao agronegócio, temas em que Marina já defendeu posições mais restritivas e críticas do que Aécio.

Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte