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sábado, 12 de dezembro de 2009

China - Industria do mundo e política de pleno emprego



Uso intensivo da mão-de-obra: Desempregados realizando trabalhos de limpeza em praças do Município de Beijing

Saúde - Veterinários alertam riscos de "beijar rãs" como nos últimos filmes da Disney


a Associação de Veterinários do Estados Unidos alertou à população americana a não bejiar as rãs, em momentos em que se estreia a última produção de Disney “a princesa y a rã”, já que se suspeita que os batracios são portadores de salmonela.
Cuidado com as rãs e sapos.

Brasil 2022 - Jovens discutem no Orkut o futuro do Brasil

Lonise Gerstner*

Mais de 600 jovens vêm colocando no Orkut suas idéias e propostas para Transformar o Brasil que Temos no Brasil que Queremos até 2022, quando o país completa 200 anos da Independência: Projeto 2022 do PNBE - Pensamento Nacional das Bases Empresariais, que visa mobilizar a sociedade para superar as deficiências e problemas atuais, de modo a criar um país socialmente justo, economicamente forte, ambientalmente sustentável, politicamente democrático e eticamente respeitável.
Recebi um e-mail de aviso e imediatamente me "joiniei" ou aderi ao grupo. Caso você tenha se interessado, a comunidade no Orkut leva o nome "Brasil 2022". O simples fato de poder entrar ali e achar outras 1080 pessoas cadastradas e interessadas em discutir o assunto, já me deixou feliz.

A descrição:

Como transformar o Brasil que Temos para o Brasil que Queremos em 2022, quando se completarão 200 anos da independência política do Brasil?

Queremos um Brasil

economicamente forte,
socialmente justo,
eticamente respeitável,
politicamente democrático e -ambientalmente sustentável.

Acho que me bateu tanto porque no mesmo dia mais um colega havia sido assaltado... Não dá para seguir vivendo sem pensar numa forma de contribuir para uma reformulação do nosso país.

* Lonise Gerstner é autora dos livros:
Paralelo 30 - crônicas do cotidiano digital

China - Mundo cheio e mundo vazio


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Copenhage (COP-15) - Debate não se encerrará na Dinamarca: Suzana Kahn - Secretária MMA


A secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Kahn, fala sobre as expectativas em relação às negociações em Copenhague.
Ela, que também é cientista da área de transportes e prêmio Nobel 2007 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), destaca as ações previstas no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
O Brasil vai a Copenhague com compromissos voluntários ousados. É uma situação favorável para defender com mais ênfase um acordo climático forte e cobrar aportes significativos de recursos e de tecnologia. Trata-se da consolidação do protagonismo brasileiro?

Quando os países em vias de desenvolvimento assumem compromissos numéricos com a mudança das suas trajetórias de emissão, estão demonstrando que de fato querem crescer em um novo modelo, rumo a uma economia verde. No entanto, para que possamos sair da trajetória business as usual [crescimento tendencial das emissões], e seguir um modelo inovador, criativo, com tecnologias limpas, é preciso investimento.

Não se trata de doação. É cooperação internacional. É respeito ao princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Quando as nações ricas ajudam os países em desenvolvimento a mudar seu padrão de crescimento estão ajudando a si mesmas. A atmosfera não tem nacionalidade e o mundo é um só.

Infelizmente o eixo sobre financiamento nas negociações do clima ainda está muito aquém do necessário. A arquitetura financeira é um ponto nevrálgico e com certeza a delegação brasileira vai discutir firmemente esse ponto.

Com a redução expressiva do desmatamento, matriz energética limpa e compromissos numéricos com a redução de emissões futuras, temos um excelente portfólio de ações que nos colocam em uma forte posição de negociação, reforçando nosso protagonismo.

Quais são suas expectativas para a COP 15?

São otimistas, mas realistas. O debate não se encerrará na Dinamarca. Esse é na verdade ao ponto de partida, pois na sequência temos a fase de detalhamento e implementação desse redirecionamento da economia mundial.

No plano doméstico, quais os principais objetivos já expressos no Plano Nacional sobre Mudanças do Clima?

Podemos citar metas de eficiência energética, as medidas nessa área podem gerar uma economia de 106 mil GWh em 2030, o que representa a não emissão de cerca de 30 milhões de toneladas de CO2.

O governo também quer manter elevada a participação de energia renovável na matriz elétrica, com o aumento da oferta de energia elétrica de co-geração, principalmente do bagaço da cana-de-açúcar, para 11,4% da oferta total de eletricidade no País em 2030.

A hidroeletricidade deverá agregar ao sistema 34 GW e o estímulo à utilização de sistemas de aquecimento solar de água, que pode gerar a redução do consumo de energia em 2015 de 2,2 mil GWh/ano.

No que se refere à ampliação de termelétricas, o Ministério do Meio Ambiente está trabalhando para que sejam adotadas pelos empreendedores medidas que visem à mitigação das emissões de dióxido de carbono (CO2) oriundas da operação de usinas termelétricas movidas a óleo combustível e a carvão mineral. O empreendedor deverá mitigar parte das emissões geradas ao longo da vida útil do empreendimento, por meio de atividades de recuperação florestal, utilizando-se tanto espécies exóticas quanto nativas.

Já para a siderurgia, queremos adotar o aço verde e estimular a utilização de carvão oriundo de reflorestamento, melhoria da eficiência energética e utilização de selos verdes.

As metas apontadas no Plano terão alguma interferência no crescimento do País?

O Plano não deve interferir no crescimento do País justamente porque os mecanismos de redução dos gases do efeito estufa estão baseados em eficiência energética, com a adoção dos biocombustíveis e fontes alternativas, como a eólica. Os investidores precisam sentir segurança.

O Ministério do Meio Ambiente está incentivando a participação de estados e município para a execução do Plano Nacional. Os governos locais estão engajados nesse processo?

A participação de estados e municípios na consolidação do Plano Nacional é fundamental, pois ele está entrando em uma fase que vai exigir extrema capilaridade. Nossa abordagem agora é sobre o que está sendo feito nos estados para que essas ações de enfrentamento se ajustem ao PNMC. Melhorar a comunicação de informações entre as esferas de poder se tornou um aspecto indispensável para a efetivação das metas propostas pelo o Brasil

"Quando as nações ricas ajudam os países em desenvolvimento a mudar seu padrão de crescimento estão ajudando a si mesmas"

Como exemplos de ações dos estados para a redução de emissões e cumprimento das metas do PNMC, podemos listar as concessões de licenciamento ambientais que devem prever critérios relacionado à emissão de gases de efeito estufa, a criação de fóruns estaduais de mudanças climáticas, que já vêm elaborando seus inventários de emissão, considerados um importante instrumento de política ambiental.

Em qual estágio está o monitoramento das ações do Plano Nacional? Já existe alguma previsão de quando esses dados estarão disponíveis?

O monitoramento do plano se dá através das estimativas de emissão vis a vis o cenário tendencial de emissões, que também será divulgado na COP15. Na medida em que as emissões estão abaixo do esperado no cenário tendecial, fica comprovado o sucesso das ações de mitigação descritas no Plano. O que muda com a aprovação pelo Congresso do Fundo Clima e da Política Nacional para as ações que estão previstas no Plano?

O Fundo Clima é essencial para a implementação das ações elencadas no Plano, sobretudo as relativas a medidas de adaptação. A ideia é que o Plano seja uma forma de orientar o uso do Fundo.

Quais são os principais resultados dos pactos setoriais que estão sendo negociados como ações de combate ao desmatamento?

Os pactos setoriais têm enorme importância na medida em que promovem a participação de outros agentes da sociedade e não apenas governo. De forma a podermos atingir nossos objetivos é fundamental o engajamento de toda a sociedade. No momento em que o consumidor deixa de comprar carne cuja procedência é suspeita os supermercados reavaliam os seus fornecedores e em uma reação em cadeia, só permanecem os produtores que possuem boas práticas. Da mesma maneira, a indústria automobilística ao tornar público o nível de emissão de seus veículos faz com que os consumidores tenham a possibilidade de optar pelos que causam menor impacto ambiental, estimulando a competição saudável para a produção de veículos mais eficientes e menos poluidores.

Copenhage (COP 15) - Primeiro esboço para um acordo climático


O mundo deveria reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 50% até 2050, diz o documento do grupo de trabalho da ONU
Um grupo de trabalho da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) surgiu com um texto de seis páginas nesta sexta-feira.
O esboço pode constituir o núcleo de um novo acordo global de combate às mudanças climáticas após 2012, quando o atual acordo, o Protocolo de Quioto expira. No entanto, a maioria das cifras no texto são mostrados entre parênteses – o que significa que ainda não há acordo sobre esse ponto. Mais importante, o esboço afirma que as emissões devem ser reduzidos pela metade em todo o mundo até 2050, relativamente aos níveis de 1990, mas sugere também 80% e 95%, de redução em relação aquele ano como possíveis alternativas.

O esboço foi produzido por Michael Zammit Cutajar, Presidente do Grupo Ad Hoc sobre Long-Term Cooperative Action (AWG-LCA).

Mesmo que o objetivo principal do acordo esteja entre parênteses. Ao longo de 2009, uma série de conferências científicas e políticas apelaram para que o aquecimento global seja mantido abaixo de dois graus Celsius. Ainda assim, o novo esboço de 1,5 graus Celsius menciona como um objetivo possível alternativa.

Além da meta final de reduzir as emissões em 50 por cento (ou 80 por cento, ou 95 por cento, respectivamente), em 2050, o documento também aponta uma meta intermédia em 2020 a ser definida. Para as emissões geradas pelos países desenvolvidos, uma meta de 75 por cento na redução (ou mais – que vai até 95 por cento) é sugerido. Quanto aos países em desenvolvimento, o texto chama de “desvios substanciais” de taxas de crescimento presentes nas emissões.

Comentários dos grupos climáticas variam: “Há muitos furos. Ainda assim ele (o esboço) mostra claramente que é possível chegar a um acordo. Os furos devem ser preenchidos através de vontade política e de compromissos políticos. Ainda não se sabe quanto dinheiro será pago e por quem “, disse Kim Carstensen, diretor da campanha global da organização conservacionista WWF climáticas, segundo o diário dinamarquês Berlingske.

Mais crítico é Erwin Jackson do Clima Australian Institute: “Seria um enorme retrocesso se isto for aprovado. Não existe um instrumento juridicamente vinculativo que cobrariam os EUA ou os grandes países em desenvolvimento, como China e Índia “, Erwin Jackson fala ao The Sydney Morning Herald.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Assuntos Estratégicos - Brasil 2022

O Projeto Brasil 2022 foi definido pelo Presidente Lula como uma das ações prioritárias a serem desenvolvidas pelo Governo Federal.

Os avanços já registrados no desenvolvimento devem continuar, aproveitando de forma planejada as externalidades positivas do crescimento econômico, para que daqui até a próxima década o desenvolvimento brasileiro registre, não apenas um índice físico e, sim, sobretudo, a ampliação do capital social, como parte integrante do novo ciclo do desenvolvimento do País.

Conforme aponta o Ministro Samuel Pinheiro o Brasil precisa analisar a situação atual de seu desenvolvimento e, sobretudo, definir seus objetivos para 2022. Isso implica também projetar a trajetória de outros países, para avaliar se reduziremos ou não a distância que nos separa dos países mais desenvolvidos.

Aliais, essa foi uma das mais importantes missões que o Presidente da República delegou ao novo Ministro Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães.

A importância do “Brasil 2022” não reside apenas nas possibilidades de crescimento econômico dos próximos anos, mas principalmente na consolidação dos resultados positivos já alcançados.

Recentemente até a Revista The Economist mostrou o que muitos sectores políticos brasileiros não queriam acreditar ou simplesmente ocultavam, que o Brasil já está conseguindo sair da crise criada pela especulação financeira do mundo desenvolvido, a exemplo dos países mais dinâmicos da Ásia (China, principalmente), e deve pensar de forma estratégica as ações dos próximos anos.

A mesma revista aponto, que o País deve estar preparado para não desperdiçar seus recursos naturais apenas como matéria prima; deve também estar preparado para agregar valor à produção de produtos agrícolas e minerais e, assim, tornar realidade algumas previsões que indicam a possibilidade de economia brasileira se tornar a quinta maior do mundo, superando a Grã-Bretanha e a França.

Ainda do ponto de vista internacional, o Brasil deve, daqui a 2022, realizar suas potencialidades nas relações com outros países emergentes, como os demais BRICs. O Brasil leva vantagem na comparação com os demais integrantes do grupo, pois tem uma democracia estável, não tem conflitos étnicos e religiosos internos, nem com seus vizinhos, atrai investimento estrangeiro e vem reduzindo as desigualdades profundas que há muito caracterizavam o País.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Copenhage (Cop 15) - O gato subiu no telhado.

Copenhage Mudanças Climáticos – realidade ou ficção?
Para quem pensava que todo estava dito e escrito, segue o artigo do

N.Fenzl
UFPA, Dezembro, 2009


A humanidade está assistindo a um intenso debate sobre Câmbios Climáticos e as discussões que giram em torno da redução de CO2 – o suposto responsável – junto com outros chamados gases de estufa.

Todo o debate foi desencadeado basicamente pelo fato de que as variações climáticas e os eventos climáticos extremos causam crescentes catástrofes e sofrimento humano. Milhões de pessoas são atingidas por enchentes, secas, tsunamis e ciclones, causando terríveis perdas de vidas e impactos ambientais e econômicos.
Assim a discussão gira em torno de dois assuntos principais:

1. Estamos ou não numa fase de esquentamento do planeta?
2. Este aumento é ou não causado pelas atividades humanas?
3. O aumento da temperatura global se deve ou não ás emissões de CO2 e as gases estufas?

A opinião aparentemente dominante é que o aumento geral da temperatura global é de fato causado pelas atividades humanas e que a resposta para mitigar os efeitos catastróficos destas mudanças climáticas devem ser a redução de emissões de CO2.

Neste contexto, assistimos as brigas intermináveis entre os governos para negociar taxas de redução do CO2, debates sobre o tal de “mercado do Carbono” e até ameaças de inventar um imposto para financiar a redução de emissões de CO2, para arcar com os custos de uma eventual mudança no uso de energias fósseis para energias chamadas limpas.

Para o público em geral é muito difícil de formar uma opinião, porque o debate é fundamentalmente travado por cientistas num contexto de intensas brigas por interesses econômicos e políticos, não sempre muito transparentes.

Vamos tentar desvendar alguns pontos que parecem importantes de serem discutidos:
1. A primeira questão é: há Câmbios Climáticos e aumento global da temperatura?
Câmbios climáticos são fenômenos naturais que ocorreram permanentemente durante a história do nosso planeta, e certamente ocorrerão no futuro. O que está em discussão é, se as atividades humanas têm alguma coisa a ver com isso e caso positivo como estamos influenciando o clima e que podemos fazer.

Precisamos, portanto, primeiro verificar como se medem os câmbios climáticos.
Medições diretas de temperatura somente existem de fato desde o século 18. Mas é possível reconstituir o clima do passado através de dados históricos (relatos, publicações, relatórios de viajantes, etc.), análise de testemunhos de perfurações em geleiras, anéis de crescimento de árvores antigas, análises de sedimentos e evolução de corais, fósseis, etc.

Por outro lado, se quisermos saber se o clima muda globalmente, é necessário medir temperaturas em várias partes do mundo, tanto em regiões montanhosas como: nas planícies, desertos, oceanos, em tempos e intervalos diferentes. Isto porque, câmbios ou variações climáticas podem ocorrer de maneira diferente em partes diferentes do planeta.

Essas pesquisas foram feitas por um grande número de pesquisadores e demonstram resultados surpreendentes: entre os anos 1000 e 1350 D.C houve uma época de altas temperaturas na Europa, o chamado período quente medieval, seguido por uma época de temperaturas baixas entre 1400 e 1900, um tipo de período interglacial. Estas duas épocas de mudanças climáticas foram registradas em outras partes do mundo, com intensidades e variações regionais. A próxima figura mostra as temperaturas mais elevadas em vermelho. E de fato constata-se que vivemos aparentemente o início de uma época semelhante aos tempos medievais.





Comparando a temperatura média global de 1968-98 com as temperaturas desta época quente medieval, verificamos que elas eram aproximadamente 2.5°C mais elevadas na África, 0.5°C na Ásia e de 3.4°C na Europa.

2. Outro dado interessante é que os câmbios climáticos na história geológica, não foram diretamente relacionados com a concentração de CO2 na atmosfera. Houve épocas geológicas com elevadas concentrações de CO2 e temperaturas relativamente baixas, e vice versa como mostra a próxima figura. A figura mostra a concentração atmosférica de CO2 (linha preta) em relação à temperatura média do planeta (em azul), desde a época geológica do Cambriano.





3. Considerando estes dados, é lógico que a discussão em torno da responsabilidade do CO2 e dos gases de efeito estufa nos processos de câmbios climáticos está esquentando, com intensos debates e brigas em relação ao assunto. Existem pesquisadores que defendem o aumento da temperatura global, outros até afirmam que há um resfriamento e outros ainda dizem que, o aumento de temperatura não tem nada ver com as emissões de CO2 e gases de estufa.

Vejamos o que pode ser deduzido dos prós e contras deste debate:
a) Tudo parece indicar que de fato vivemos numa época de mudanças climáticas e de certo aumento global de temperatura. Na história geológica certamente a atividade solar, o balanço hídrico global (ligado a cobertura vegetal), modificações da posição dos continentes (continental drift), do eixo de rotação da terra e da órbita do nosso planeta, jogaram e muito provavelmente continuam jogando um papel importante nas mudanças climáticas do nosso planeta.

b) Entretanto, o clima planetário é resultado de uma conjunção de fatores poderosos e complexos dos quais a emissão dos gases por atividades humanas pode ter algum papel. É possível que a emissão dos gases estufa seja a famosa batida de asas da borboleta na Patagônia. Mas devemos ser humildes e lembrar que grandes mudanças climáticas ocorreram sem a existência de impactos antrópicos, e é muito provável que o sol e as mudanças da posição da Terra na sua órbita, foram os fatores determinantes dos câmbios climáticos globais na história do planeta.

c) Por outro lado precisamos reconhecer o fato que desde o início da revolução industrial aumentamos drasticamente não somente a poluição atmosférica, como a poluição do planeta em geral. A utilização dos energéticos fósseis como o carvão e petróleo empestou nossas cidades e causou doenças endêmicas em milhões de pessoas no mundo. Portanto é absoltamente fundamental que discutimos a redução das emissões de gases que poluem a atmosfera, inclusive de toda a poluição de água, dos solos, etc.

d) Finalmente precisamos considerar que a população mundial aumentou praticamente seis vezes desde o início da revolução industrial, ocupando massivamente espaços tanto geológico como climaticamente instáveis. O resultado é que milhões de pessoas são hoje atingidos por inundações e secas, ciclones, tsunamis, deslizamentos de terra, que em épocas passadas também ocorreram, causaram nenhum ou menos danos á humanidade. Além do mais, a crescente freqüência das inundações nos grandes centros urbanos se deve fundamentalmente a duas causas: (i) a impermeabilização dos solos de imensas áreas urbanas pela cobertura de asfalto e cimento, impede a infiltração das águas da chuva e transforma rapidamente ruas e avenidas em verdadeiros rios, e, (ii) os grandes centros urbanos criam micro-climas com temperaturas médias de 3ºC superiores ao seus ambientes, tornando-se estufas gigantes, capazes de causar mudanças locais do regime de precipitação. São Paulo e outras mega-cidades que o digam.

4. Considerando todos esses fatores precisamos perguntar:

a) Por que todo o debate se concentra com tanta veemência e exclusividade sobre o CO2 e os gases de estufa?

b) Quem garante que uma redução das emissões de fato, é capaz de reduzir a temperatura global ou modificar a atual tendência do câmbio climático?

c) E mesmo admitindo que, o CO2 seja um fator importante, como podemos pretender reduzir a temperatura global, se nem somos capazes de encontrar um acordo minimamente satisfatório sobre as taxas de redução das emissões? Curiosamente os expertos (ou espertos?) foram muito mais rápidos na criação do mercado de Carbono, porque é mais fácil continuar poluindo e pagar o povo da Amazônia para virar guardas florestais.

d) Como os governos podem pretender influenciar o clima se nem conseguem influenciar os “humores” do tal de mercado ou pelo menos resolver o drama da fome, que são conseqüências da atividade humana par excellence?

e) Se o motivo da discussão sobre o aumento das temperaturas é a preocupação com o sofrimento de milhões de humanos com os eventos climáticos extremos, precisamos perguntar por que a reunião de Copenhague não discute o sofrimento humano em conseqüência das guerras, das crises econômicas, desemprego e fome, do crescimento caótico dos centros urbanos com suas periferias miseráveis, que geralmente também são sempre os mais atingidos pelos eventos climáticos extremos?

f) E se os governos estão preocupados com os custos da redução das emissões atmosféricas, eles deveriam começar a discutir o fato porque eles torraram (somente este ano de 2009) um total de 1,46 trilhões de U$ em guerras e armas! No entanto, somente estão dispostos a financiar a ONU com 1,8% desta quantia, para financiar todos os programas de combate à fome e seus projetos de desenvolvimento para atingir os objetivos do Milênio(1).

5. Concluindo, a redução das emissões atmosféricas e a mudança das nossas matrizes energéticas para energias mais limpas e renováveis, são absolutamente necessárias, independentemente se há ou não mudanças climáticas. Há motivos realmente de sobra para fazer isto, mesmo se alguns acreditam firmemente que a redução do CO2 vai resolver o problema e advogam a redução das emissões por esta razão.
Si estas reduções de fato terão um efeito positivo sobre o clima, que seja bem vindo e certamente será um louvável e desejável efeito colateral. Mas querer convencer-nos que primeiro precisamos resolver o problema do clima e depois os problemas da humanidade é a mesma coisa que o famoso conto de fadas dos economistas que nos dizem que primeiro o bolo precisa crescer para poder dividir-lo em seguida.
E que não venham logo os eternos defensores do capitalismo selvagem para usar as controvérsias como argumentos para continuar poluindo o planeta e que o mercado livre vai resolver as mazelas da humanidade.
Entretanto querer focalizar o debate sobre a redução de CO2 com o argumento que isto vai modificar o clima global, e assim vamos salvar a humanidade ou mitigar seu sofrimento, é simplesmente absurdo. Enquanto os governos brigam e barganham por ridículas taxas de redução de CO2 e não estão dispostos em tocar no problema dos gastos astronômicos em guerras e outras atividades destrutivas, todo este debate cheira demais ao famoso ditado: Fazer de conta para inglês ver. No caso os ingleses somos nós mesmos.

(1)www.globalissues.org/article/75/world-military-spending

Conferência de Copenhage (COP -15) - Brasil faz dever de casa, entretanto pode ser punido


O secretário-executivo das Nações Unidas para o clima, Yvo de Boer, defendeu nesta terça-feira (8) que Brasil, China e Índia - os países mais ricos do do grupo de nações em, desenvolvimento- também devem ter acesso ao financiamento de ações contra mudanças climáticas.

A questão é polêmica e existe uma corrente entre negociadores das nações ricas que defende a exclusão destes países do grupo dos em desenvolvimento, por terem saído "fortalecidos" da crise econômica mundial.

"O dinheiro deve ser concentrado em projetos em todos os países pobres e em desenvolvimento. Os grandes países (em desenvolvimento) também devem ter acesso, mas isso vai depender de cada projeto apresentado", afirmou Boer.

O negociador da União Europeia, Arthur Runge-Metzger, porém, confirmou que a primeira opção da União Europeia é repassar recursos públicos aos países mais pobres, já que economias emergentes como Brasil e China já estariam recebendo a maior parte dos recursos levantados com créditos de carbono.

"Por que deveríamos dar mais dinheiro a estes países se eles já recebem grande parte dos projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo)? Talvez seja melhor você perguntar o que os países mais pobres acham disso", respondeu o negociador a uma jornalista brasileira na entrevista coletiva do bloco.

Posição brasileira - Na segunda-feira, o negociador-chefe do Brasil, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou que o país não deixará de investir recursos próprios em ações de mitigação e adaptação - como projetos de Redd (redução de emissões por desmatamento e degradação).

"O financiamento tem que ser para todos os países, mas nós faremos mais e melhor se tivermos acesso a recursos internacionais", afirmou o diplomata.

Uma proposta ganhou força nos últimos encontros preparatórios antes da reunião de Copenhague é a criação de um fast start fund, ou seja, um fundo de acesso rápido no valor de US$ 10 bilhões por ano nos próximos três anos, para auxiliar os países mais pobres a lidar com os efeitos do aquecimento global.

Para o Brasil, este tipo de mecanismo também não seria aceitável sem que seja acompanhado de uma contrapartida de longo prazo. "Não é possível sairmos daqui com um financiamento de curto prazo", afirmou Figueiredo.

'Acordo dinamarquês' - O clima de desconfiança entre países ricos e em desenvolvimento se aprofundou no segundo dia da conferência sobre o clima nesta terça-feira com a publicação pelo jornal britânico "The Guardian" de um documento que teria sido elaborado por líderes dinamarqueses, americanos e britânicos, entre outros.

Neste rascunho de uma declaração a ser assinada ao fim do encontro, fica clara a intenção de separar Brasil, China e Índia dos países mais pobres, além de introduzir metas de emissões obrigatórias para estes países.

Várias das propostas incluídas no documento indicam um afastamento dos princípios que norteiam o Protocolo de Kyoto, cujo primeiro período de validade vai até 2012.

A delegação brasileira considera "inadmissível" o abandono dos princípios e mecanismos consagrados no Protocolo de Kyoto.

De acordo com reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo", publicada nesta terça-feira (8), o Brasil pode ficar de fora do fundo para mudanças climáticas. Os países industrializados, com a União Europeia à frente, estariam se articulando para retirar o país, além de Índia e China da negociação. (Fonte: G1)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pedofilia atinge uma em cada cinco crianças na web, diz agência da ONU


A União Internacional de TelecomunicaçõesUIT defende criação de rede de proteção especializada na web.
Maior parte do público infantil aceita compartilhar dados pessoais on-line.

Uma em cada cinco crianças que navegam pela internet é alvo de pedófilos a cada ano, denunciou nesta sexta-feira (15) o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré. O órgão é ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).

"Três de cada quatro crianças estão dispostas a compartilhar informação pessoal on-line sobre elas mesmas e sua família, em troca de bens e serviços", alertou Touré em comunicado divulgado nesta sexta, por ocasião da celebração antecipada do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, em 17 de maio.

Com mais de 600 milhões de usuários na Ásia, 130 milhões na América Latina e no Caribe e 50 milhões na África, "a internet se transformou em um meio de comunicação em constante expansão", avaliou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ressantando que as crianças e os jovens estão entre os usuários mais atuantes de internet e celulares. "Sem a devida proteção, suas valiosas vidas correm graves riscos no perverso mundo dos 'ciberdeliquentes' e dos pedófilos, que sempre estão em busca de presas fáceis".

Para acabar com essa ameaça, Touré defendeu a criação de uma rede mundial de proteção das crianças no ciberespaço, com a aplicação de legislações nacionais, para aumentar a sensibilização do público e melhorar a capacidade de reação dos países em crimes do gênero.

"O mundo virtual oferece grandes possibilidades para educar a infância e ajudar as crianças a se tornarem seres adultos criativos e produtivos. Porém, temos que ficar atentos aos perigos que podem deixar cicatrizes para sempre em suas vidas", completou o secretário-geral da ONU.

EDUCAÇÃO - UFPA anula primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010


A Comissão Permanente de Processos Seletivos da Universidade Federal do Pará (COPERPS) decidiu, nesta segunda-feira, 07 de dezembro, anular a primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS), realizada no último dia 22 de novembro. O novo calendário de provas ainda não foi definido, mas a segunda fase, que seria neste domingo, dia 13 de dezembro, foi adiada. A COPERPS informa, ainda, que as inscrições para o concurso não serão reabertas.

O reitor da Universidade, Carlos Maneschy, explicou que o posicionamento da UFPA sobre a primeira fase do PSS 2010 seria alterado apenas diante de uma decisão judicial ou do surgimento de um fato novo. Os dois motivos que levaram a esta decisão foram uma liminar da Justiça Federal e o resultado de investigações da Polícia Federal.

A investigação da Polícia Federal sobre os problemas relacionados com a primeira fase do PSS 2010 iniciou a pedido do reitor da Instituição e revelou que um integrante do Centro de Processos Seletivos (CEPS), o qual tinha acesso à prova, possui um sobrinho inscrito no concurso, indo de encontro às regras da Instituição. Como o servidor da Universidade tinha acesso ao conteúdo de toda a prova, a comissão decidiu refazer totalmente a primeira etapa do concurso, em vez de refazer apenas a avaliação de Geografia, conforme determinação da Justiça Federal.

“Para evitar que situações como esta voltem a acontecer, a COPERPS irá elaborar novas regras sobre a realização de concursos na Universidade a serem adotadas, ainda, no PSS 2010 e vamos contar com a colaboração da Polícia Federal neste sentido”, garantiu Carlos Maneschy.

A COPERPS irá discutir os detalhes operacionais da decisão, como as datas e os locais de prova, mas adianta que todos os candidatos inscritos no concurso realizarão as provas do certame 2010 de acordo com as inscrições já efetuadas e tão logo o novo calendário de provas seja definido, haverá ampla divulgação.

Do total de 50.436 candidatos inscritos no Processo, 47.707 estão inscritos para participar da primeira fase do concurso. A Coordenadora da COPERPS e pró-reitora de Ensino de Graduação da Universidade, Marlene Freitas, assegura que o adiamento do concurso não interferirá no início das aulas, marcado para o dia 1º de março.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFPA

Mudança Climática - ONU pede "bolo de Natal em três camadas" para definir sucesso em Copenhague

O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, disse na segunda-feira (7), na cerimônia de inauguração da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), que só será possível falar de êxito se forem definidas "ações significativas e imediatas que entrem em vigor no dia seguinte do encerramento".

De Boer lembrou que a contagem regressiva começou e que é hora de dar respostas, por isso pediu aos delegados dos 192 países reunidos na cúpula de Copenhague, que será realizada até o dia 18, um "bolo de Natal" formado por três camadas.

Em primeiro lugar, será preciso pactuar a implementação de ações imediatas de mitigação, adaptação, financiamento e tecnologia; depois, garantir o financiamento a longo prazo e, por último, uma visão compartilhada sobre um futuro de baixas emissões de CO2 para todos.

O acordo deve ser construído "tijolo a tijolo" e "de baixo para cima", afirmou De Boer, já que essa é a única maneira de garantir o êxito em Copenhague.

Hora da ação - "Acabou o tempo de reiterar posições e de declarações, é preciso ação real", disse.

A presidente da cúpula, Connie Hedegaard, disse que é "o momento de atuar".

"Sei que há muitos obstáculos. Mas depende de nós, dos que estão nesta sala. E é factível", afirmou.

"Nem a ciência foi nunca tão clara, nem as soluções tão abundantes, nem a vontade política tão forte", disse Hedegaard, que acrescentou que "passarão anos" até que se volte a dar uma conjunção de fatores como essa, se é que chegará a ocorrer.

"Chegou o momento de dar ao mundo o rumo correto, enquanto ainda estamos a tempo", afirmou.

Críticas a abusos de teimosos - O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês), Rajendra Pachauri criticou hoje, em Copenhague, os que "recorrem a ações ilegais" para desacreditar os "trabalhos contrastados" dos cientistas que expõem as consequências da mudança climática.

Pachauri se referiu, assim, à demissão de um cientista da Universidade de East Anglia (Reino Unido), investigado pela suposta manipulação de dados sobre a mudança climática, depois que um "hacker" teve acesso a seu e-mail.

"Alguns têm inconvenientes em aceitar a inevitabilidade da mudança climática", afirmou Pachauri, que insistiu na "conduta impecável" dos organismos "independentes" que reúnem dados para os relatórios do IPCC. (Fonte: Folha Online)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Belém, Pará - O fascínio e agonia pelo poder


Desde que o Brasil é Brasil e desde antes, a maioria dos políticos de todos os colores e sabores amam o poder, idolatram o poder, sentem um fascínio quase erótico por esse objeto do desejo. A seqüência é esta: primeiro por ser eleitos pelo povo (sem importar o preço que devam pagar), segundo, querem se manter no poder, se for possível de forma indefinida, isso se chama reeleição, terceiro, em caso de não ser eleitos e ficar em segundo lugar, entram com recursos para ver se podem cassar o mandato do seu adversário a quem chamam de inimigo político, embora depois em outro pleito, sejam colegas da mesmíssima chapa, irmãos. O sistema "democrático" é que permite essas  vantagens para os políticos, sem criar nenhuma regra que permita limitar essas práticas de corrupção tão espalhadas pelo Brasil.

No Brasil da democracia, quem abriu essa “janela de oportunidade” espúria Foi o Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o FHC, assim chamado pelos que nem querem pronunciar esse nome por extenso.

O fascínio do FHC era tão grande, que até perdeu uma eleição por querer “despachar” simbolicamente, na cadeira de Prefeito, antes do pleito. O ruim dessa reeleição é que FHC, no seu segundo mandato, foi terrível, pior ainda que no primeiro, aí é que se acabou com grande parte do patrimônio da economia brasileira, com verdadeiras doações para o setor privado de empresas que eram estratégicas para o crescimento do Brasil. Diferente do Lula que suas melhores ações são deste segundo mandato e por isso ele passará à historia do Brasil contemporâneo.

Voltando ao nosso tema do fascínio pelo poder. Em Belém do Pará, temos um prefeito cassado. Quem pense que foi cassado por corrupto, mentiroso, falsário ou incompetente, estará redondamente enganado. Ele está sendo cassado por uso indevido da máquina administrativa da prefeitura para “reeleger-se” (só seria corrupto, e não incompetente).
Veja bem, apesar de ter sido eleito senador da república, em pleno exercício do mandato deixou o cargo de senador e concorreu ao de prefeito da capital paraense e foi também eleito. Isso é fascínio pelo poder, quis acumular mais poder, ainda. São os predeterminados, isso parece que está escrito. Será que o povo gosta de mentirosos, médicos que não são médicos, advogados que não concluíram o curso de graduação com o exame da ordem?

Pois bem ele está sendo cassado e se aferra com unha e carne ao poder. E o outro o que ficou em segundo lugar (Priante-PMDB). Segundo a legislação eleitoral deveria assumir nesta segunda feira, ele já está sentado na cadeira da prefeitura, despachando, claro virtualmente, e na expectativa de ser prefeito e concorrer à reeleição. O fascínio do poder meus caros amigos, até cargo de síndico é um fascínio.

Confira o significado das palavras fascínio e agonia, a seguir, segundo o nosso Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, Michaelis:

E mais embaixo, confira se estou errado ou não, lendo a notícia sobre os próximos passos do Priante, segundo colocado nas eleições do ano passado, que segundo as informações da imprensa, que será empossado na próxima segunda feira. 

fascinação

fas.ci.na.ção
sf (lat fascinatione) 1 Ato ou efeito de fascinar. 2 Atração pela beleza. 3 Encanto, enlevo, arroubamento. 4 Embeleco, feitiço.


agonia
a.go.ni.a
sf (gr agonía) 1 Estado em que o moribundo luta contra a morte. 2 Fase de decadência que prenuncia o fim. 3 Aflição, angústia; estertor, inquietação, sofrimentos morais intensos. 4 Dor severa. 5 Náusea. 6 Desejo veemente de conseguir alguma coisa; ânsia. 7 Toque especial de sino para comunicar aos fiéis o transe de morte de uma pessoa. 8 Reg (Nordeste) Pressa. 9 Reg (Centro e Sul) Amolação, incômodo.

Uma grande devassa nas contas da prefeitura será a primeira ação de José Priante à frente do município de Belém, caso venha mesmo a assumir o cargo de prefeito. Ele promete fazer um levantamento dos gastos de cada centavo dos recursos recebidos pelo prefeito cassado Duciomar Costa. “A ideia é fazer uma auditoria completa e para isso quero contar com a ajuda dos ministérios públicos federal e estadual, além de outras entidades”, diz Priante, afirmando que a palavra de ordem da gestão será “transparência”. “Não me conformo, por exemplo, com o que aconteceu com os recursos da saúde”, explica, lembrando que em cinco anos a prefeitura de Belém recebeu em torno de R$ 1,5 bilhão para a área, que se tornou uma das mais problemáticas da administração Duciomar Costa. “A título de comparação, um hospital como o metropolitano (em Ananindeua), com equipamentos, custou cerca de R$ 80 milhões. É possível ver o que poderia ter sido feito com esse dinheiro todo”.

Além de investigar os caminhos seguidos pelos recursos nos cofres da PMB - que visivelmente não foram investidos na melhoria da qualidade de vida dos belenenses -, o provável novo prefeito da capital diz que, em caso de constatadas irregularidades, vai tomar providências legais contra o atual gestor. “Nos últimos meses temos assistido a uma avalanche de denúncias e é preciso apurar” justifica.

PLANOS PARA A PMB

Nem só de auditorias, contudo, viverá a nova gestão. Entusiasmado com a possibilidade de assumir seu primeiro cargo executivo, Priante promete atenção especial para as áreas de saúde, organização do trânsito e assistência social.

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