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segunda-feira, 17 de março de 2014

Criação de emprego dobra em fevereiro


FLORIANÓPOLIS - (Atualizada às 17h27) O mercado de trabalho brasileiro registrou criação líquida de 260.823 vagas em fevereiro, mais do que o dobro dos 123 mil postos de trabalho criados em fevereiro de 2013. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho.

O resultado de fevereiro é o melhor para o mês desde 2011, quando foram criadas 280,7 mil vagas. Também ficou acima da projeção média de dez instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data (120,1 mil). A criação de vagas em fevereiro também superou o teto das estimativas, de 158 mil novas vagas.
O saldo de fevereiro é oriundo de 1.989.181 contratações com carteira assinada e 1.728.358 demissões. No ano, foram abertas 302.190 vagas de emprego. De acordo com o ministério, de janeiro de 2011 a fevereiro de 2014 foram criadas 4.792.529 vagas de trabalho.

Acumulado em 12 meses
Nos 12 meses terminados em fevereiro, de acordo com os dados do Caged, foram gerados 1,157 milhão de empregos no país. O resultado é 10,7% melhor do que o dos 12 meses terminados em janeiro, que indicavam a criação de 1,045 milhão de empregos. 

Ambos os dados utilizam a série histórica ajustada — com informações enviadas fora do prazo referentes ao período de março a janeiro, e números enviados apenas dentro do prazo referentes a fevereiro.
Esse avanço foi possível porque os 260.823 postos gerados no mês passado, na série sem ajuste, é superior tanto ao resultado de fevereiro de 2013 sem ajuste (criação de 123.446 postos de trabalho), quanto na com ajuste (168.013 novas vagas de trabalho).




(Evandro Baron | Para o Valor)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Boom" mineral". Mais uma ilusão...

Mineradoras planejam investir US$ 41,3 bilhões no Pará até 2018

Para cada um dos 230 mil empregos diretos previstos haverá 12 indiretos


EVANDRO FLEXA JR.

Da Redação

Nos próximos seis anos, o Pará deve se tornar a maior província mineral brasileira e uma das maiores do mundo. Os investimentos previstos para os projetos minerais em território paraense, até 2018, baterão a casa dos US$ 41,3 bilhões. Pelo menos 13 grandes projetos já começaram a sair do papel no Estado, sendo que, ao alcançar a fase de exploração, devem gerar aproximadamente 230 mil empregos diretos. Este número é 53% maior do que o total de vagas hoje ocupadas pela mão de obra do setor, que não passa de 150 mil oportunidades de trabalho. E para cada emprego direto, pelo menos mais doze indiretos são criados, estes nas áreas de comércio e serviços, atendendo a crescente demanda gerada no entorno destes grandes projetos minerais. Segundo apontam especialistas, a mineração vai permanecer sustentando a economia paraense, no mínimo, pelos próximos 60 anos. A preocupação, entretanto, é com o depois que a fonte secar.

De acordo com o geólogo paraense Alberto Rogério Benedito da Silva, autor do livro "A Indústria Mineral no Pará", quando se pensa em projeto de mineração a primeira coisa a ser idealizada é como ficará o local da exploração após a mina fechar. "O minério é uma obra da natureza. Cabe ao geólogo e à empresa mineradora chegar até ele. Porém, o projeto é de responsabilidade de um conjunto de entes, que jamais pode esquecer-se de garantir um retorno à sociedade", afirma, enfatizando que esta é a premissa de número 1 das exploradoras. Em sua obra, Rogério mostra como as empresas de mineração se comportaram ante a globalização e suas principais fusões no mercado, investimentos, PIB mineral e carga tributária. Segundo ele, no prazo máximo de três anos, a indústria mineral do Pará deve competir igualitariamente com as da Indonésia, da África do Sul, da Austrália, da China e da Índia, países experientes na produção e exploração de minérios.

Entre os principais projetos de exploração mineral no Pará está o S11D, da Vale, no município de Canaã dos Carajás, que deve produzir 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A Vale também vai implantar em Canaã dos Carajás o projeto Níquel Vermelho, com produção de 45 mil toneladas/ano de níquel. Ao todo, o investimento chegará a US$ 14 milhões. A Anglo American vai investir US$ 4,3 milhões em São Félix do Xingu, para produzir 90 mil toneladas de níquel ao ano. Os projetos Cristalino, em Curionópolis; Salobo, em Marabá; 118, em Canaã dos Carajás; e Alemão, em Parauapebas, deverão produzir 550 mil toneladas/ano de cobre. A produção de 50 mil toneladas de cobre ao ano em Tucumã, a partir do projeto da empresa Caraíba, deve investir no município US$ 275 milhões. Já em Juruti deverão ser produzidos de quatro a seis milhões de toneladas de bauxita ao ano, com um investimento de US$ 300 milhões. A produção de ouro também será intensificada no Pará, nos próximos seis anos.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Baixo desemprego melhora avaliação popular sobre a economia, diz CNI


BRASÍLIA – A pesquisa CNI/Ibope sobre a avaliação do governo Dilma Rousseff apresenta melhora na avaliação dos indicadores relacionados à política de juros (aprovação de 29% em julho ante 32% em setembro) e  à política tributária (25% a favor em julho e 27% neste mês) e estabilidade em relação à condução do governo no combate à inflação (38% nas duas sondagens).

Segundo o gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, a população não avalia as ações de corte de juros ou desoneração, mas os impactos dessas medidas. “Vai depender muito do efeito na economia. O eleitor sente muito mais a questão do desemprego e do crescimento da economia”, disse. Segundo Fonseca, as taxas de desemprego neste ano estão entre as menores da série histórica e muitas pessoas tem entrado no mercado. “O índice de satisfação da população é muito alto”, disse.
(Daniela Martins / Valor)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Empresário industrial está menos otimista em abril, diz CNI

SÃO PAULO - Diante do aumento da inflação e da queda nas expectativas de crescimento, os empresários industriais estão menos otimistas. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que em abril recuou pelo terceiro mês consecutivo. O indicador somou 59,7 pontos, uma queda de 0,8 ponto em relação a março. Foi a primeira vez desde julho de 2009 que o índice ficou abaixo dos 60 pontos.
Depois de perder 7,2 pontos desde abril de 2010, o ICEI fechou abril no mesmo patamar de sua média histórica. O indicador varia de zero a cem, e valores acima de 50 pontos sinalizam otimismo.

De acordo com o gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, após o pico de janeiro de 2010, quando o índice da confiança do empresário industrial atingiu 68,7 pontos, a tendência era de acomodação entre 60 e 65 pontos. “Nós não esperávamos que a queda continuasse neste ano”, explicou.  “A inflação está corroendo o poder de compra e as medidas do Banco Central visam reduzir a demanda”, afirmou, explicando que, como consequência, os empresários tendem a conter investimentos e acreditar menos no crescimento econômico.

O índice da confiança do empresário relativo às condições atuais de seus negócios e da economia nacional caiu de 52,1 pontos em março para 50,5 em abril, no limite do pessimismo. Em relação às expectativas futuras, a confiança permanece alta, com indicador em 64,3 pontos. Porém, houve queda significativa frente às expectativas de abril de 2010, quando a medição foi de 69,7 pontos. Para Fonseca, se as condições continuarem piorando, a tendência é que a confiança nas expectativas futuras diminua ainda mais.

O setor da indústria extrativa foi o único que obteve alta no índice de confiança (de 61,9 para 63,1 na variação mensal). De acordo com Fonseca, a causa disso é a elevada demanda internacional por commodities, especialmente petróleo e minério de ferro. “O preço alto compensa a valorização cambial”, afirmou.

Já a confiança do empresário da indústria de transformação teve queda significativa em abril, chegando a 58,1 pontos. Em março o índice marcava 59,0 e, em abril do ano passado, 65,7. Os industriais do couro e da madeira são os menos otimistas, com índices de 49,6 e 50,3 respectivamente. “Esse é um setor que compete muito com as exportações e tem dificuldades por causa disso”, disse Fonseca.

A pesquisa foi feita entre 31 de março e 14 de abril, com 1957 empresas (1072 pequenas, 601 médias e 284 grandes).

terça-feira, 5 de abril de 2011

Audiência pública sobre Belo Monte será no dia 07, em Belém




No próximo dia 07, quinta-feira, integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara Federal, estarão em Belém para participar da audiência pública que vai discutir a situação das famílias residentes na área de abrangência onde será instalada a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

A audiência foi solicitada pelo deputado federal, Arnaldo Jordy (PPS/Pa), vice-presidente da Comissão. O evento será realizado no auditório da Assembléia Legislativa, a partir das 14 horas. Estão sendo convidados senadores, deputados, prefeitos, vereadores, Ministério das Minas e Energia, Eletrobrás, Associações Municipais, Instituto do Meio Ambiente da Amazônia, Associação Comercial, Consórcio de Municípios, Tribunal de Justiça do Estado, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Universidades, Organizações Não Governamentais e outros órgãos e entidades interessados no debate da questão. A organização tem o apoio do Conselho Regional de Economia e do Ministério Público Federal. "A realização da audiência foi aprovada por unamidade entre os membros da Comissão, porque entendem que as famílias não podem ser prejudicadas pela construção da hidrelétrica", disse Jordy.


Para solicitar a vinda da Comissão de Direitos Humanos, o parlamentar se baseou em relatórios que apontam a violação de uma série de direitos humanos no licenciamento da usina.O relatório da ONG Missão Xingu, por exemplo, teria demonstrado a preocupação dos movimentos sociais e das lideranças índigenas da região com os impactos sócios ambientais que não estariam suficientemente dimensionados. "Além de desalojar a população ribeirinha, a usina poderá, ainda, acelerar o aquecimento global, pois vai provocar a inundação da vegetação nativa e gerar gás metano, 20 vezes mais danoso do que o gás carbônico", justificou o deputado.

Segundo ele, a instalação de Belo Monte promoverá a redução de até 80% da vazão de um trecho de mais de 100 quilômetros do rio denominado de Volta Grande do Xingu e, também, atrairá à região uma população estimada em 100 mil pessoas, além de descolamento compulsório de outras 40 mil. Na área vivem ainda alguns grupos indígenas, como os Arara, Xikrin,Juruna, Parakanã, Assurini, Kararaô, Araweté, Xipais, Kuruaia e centenas de famílias que habitam as Unidades de Conservação que formam o corredor ecológico do Xingu e que podem ser penalizadas com o projeto. "Todas essas questões precisam que ser debatidas", ressalta Arnaldo Jordy, que aguarda ampla participação da sociedade na discussão do tema. "Essa será a maior audiência pública até então realizada para debater Belo Monte", reforça o parlamentar.

Do Blog do Jordy

terça-feira, 1 de março de 2011

O mercado, inovações tecnológicas e competitividade - Delfim Neto



Nunca foi tão importante para o desenvolvimento social e econômico do Brasil fazer as pazes com o conhecimento econômico (que chamamos de economia política). É preciso reconhecer que, não importa qual o "modelo" que organiza nossa compreensão da realidade e orienta a nossa ação, o nome do jogo é "competição". Os agentes econômicos (gostemos ou não) movem-se por incentivos e usam o mercado para fazerem livremente suas escolhas.

O desenvolvimento é basicamente alimentado pelas "inovações" e todos devem poder apropriar-se dos benefícios resultantes do seu trabalho. As regras dentro das quais o "jogo" se realiza são definidas pela Constituição do Estado onde ele ocorre. Elas devem propiciar um ambiente institucionalmente amigável para atender às condições anteriores.

O primeiro problema é que, como inúmeros exemplos históricos comprovam, as decisões tomadas pelo setor privado apenas olhando as condições presentes tendem, frequentemente, quando não estimuladas por um Estado-indutor adequado, a ignorar os benefícios futuros de atividades que não parecem eficientes no curto prazo.
É difícil coordenar com eficácia decisões de longo prazo
No fundo, os mercados e os agentes, deixados a si mesmos, tendem a ser míopes e oportunistas, por conta da própria opacidade do futuro. No que respeita às "inovações", é claro que elas não podem ser antecipadas, nem por eles, nem pelo Estado-indutor. Essa incerteza explica por que é difícil para o mercado coordenar com eficácia as decisões de longo prazo.

Talvez o exemplo mais marcante dessa "falha", seja dado pelo que aconteceu à produção do elemento chamado "terras raras", hoje um insumo fundamental das novas tecnologias de comunicação, geração de energia alternativa ao petróleo etc. Há pouco mais de 30 anos, os EUA eram o maior produtor do mundo. Os chineses usando mão de obra barata, métodos primitivos e "incentivos" apropriados aproveitaram a oportunidade. Aumentaram a sua oferta a preços que eliminaram a produção americana.

O mercado revelou sua miopia e oportunismo: transferiu toda a sua demanda para a China! Os chineses aperfeiçoaram a tecnologia da sua produção, organizaram-na e mantiveram seus "incentivos". Hoje, representam 97% da oferta mundial. Controlam a sua exportação (com cotas que vêm diminuindo) para reservá-lo para uso doméstico, o que lhes dá vantagem competitiva nas tecnologias de última geração.

Olhado superficialmente, o fato parece sugerir que os dois (os agentes competitivos nos EUA e o Estado chinês) agiram "racionalmente". Os primeiros reduziram seus custos. O segundo deu emprego à sua mão de obra excedente. Logo, tudo parece ter terminado no melhor dos mundos. A não ser que, entre seus inegáveis talentos, Deng Xiao Ping tivesse, também, o de conhecer o futuro, é difícil explicar por que ele disse, em plena crise do petróleo nos anos 80, que "os senhores têm o petróleo, mas a China tem as terras raras"...


O segundo problema é que não há dúvida sobre as virtudes da competição e dos mercados (a história mostra que elas existem e são imensas) nas economias fechadas. Quando se trata de economias abertas (em que a competição não é entre países, mas entre empresas privadas ou públicas instaladas em cada um deles), o mínimo que se exige para a sobrevivência daquelas virtudes é que o comércio se faça em condições "isonômicas": 1) taxas de câmbio estabelecidas de forma a equilibrar o fluxo do valor das exportações com o das importações; 2) taxas de juros reais equivalentes; 3) completa desoneração fiscal das exportações; e 4) condições equivalentes no crédito e no financiamento às exportações etc.


É absolutamente legítimo, e economicamente correto, estimular atividades onde a dimensão do mercado interno, presente ou futuro, permite, ou permitirá, a absorção de tecnologia capaz de, usando na margem o mercado externo, construir num prazo razoável vantagens comparativas para que seus produtos possam competir no exterior sem a ajuda do Estado-indutor. O fundamental é a existência da capacidade para absorver a tecnologia, ambientá-la no "estado da arte" e, principalmente, ter a perspectiva de segura demanda interna futura.

Sem essa última, o incentivo necessário para o início do processo tem pouca probabilidade de sobreviver. Deveria ser óbvio que os estímulos chineses (taxa de câmbio desvalorizada, taxa de juros muito baixa e amplo crédito para exportação), oferecidas a quem investir localmente e transferir tecnologia, têm funcionado com sucesso porque ela é o mais apetitoso mercado interno do mundo. E o mesmo vai repetir-se com a Índia...
Diante do mundo como ele é (e não como supõem os fundamentalistas da Teoria do Equilíbrio Geral), qual é o sentido do misterioso movimento (que a Petrobras nega ser dela) que pretende reduzir o índice de nacionalização no setor petrolífero? Os 30% anunciados de redução de preços são menores do que a desvalorização administrada do yuan!


A taxa de juros mais baixa e os prazos maiores são oferecidos pelo Estado-indutor chinês para tentar apropriar-se do maior mercado de equipamentos petrolíferos dos próximos 20 anos, que é o do Brasil. Se quiserem aproveitá-lo, que se instalem aqui. Como a Petrobras é uma empresa público-privada, talvez seja necessário uma compensação, mas seria um crime de lesa-pátria entregar esse promissor mercado à indústria instalada no exterior por conta da falta de isonomia competitiva.

Não se trata, entretanto, de licença para arbitrárias políticas industriais ou comerciais. É bom não esquecer o velho teorema: todo imposto sobre as importações é, também, um imposto sobre as exportações!

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento
E-mail contatodelfimnetto@terra.com.br

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mínimo de R$ 580 eleva gasto federal em R$ 10,5 bi, diz Barbosa


BRASÍLIA – O salário mínimo de R$ 580, como querem as centrais sindicais, aumentaria as despesas do governo federal em 2011 em R$ 10,5 bilhões. Segundo explicou o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, no Congresso, “isso implicaria um corte adicional de gastos”, além dos R$ 50 bilhões já anunciados.
Em segunda investida como parte da força-tarefa do governo para convencer os parlamentares a aprovarem o salário mínimo de R$ 545, em votação prevista para amanhã, Barbosa falou há pouco para a bancada do PSB na Câmara dos Deputados.
Pela política atual, o mínimo de R$ 545 subiria a R$ 616 em 1º de janeiro de 2012, prevendo-se a correção por uma inflação ao redor de 5% e variação do PIB de 2010 em 7,5%.
Ele explicou que cada R$ 1 adicional no mínimo, aumenta a despesa líquida anual do governo federal em cerca de R$ 300 milhões.
Barbosa disse aos parlamentares que, nas negociações em torno do mínimo, os sindicalistas alegam que o aumento deve ser maior este ano, porque os trabalhadores teriam sido “desfavorecidos” durante a crise iniciada ao fim de 2008, enquanto os empresários ganharam desonerações tributárias.
“Essa interpretação é um equívoco”, disse Barbosa. Na defesa do governo, ele disse que os trabalhadores foram beneficiados, direta e indiretamente, com aumento do emprego e da renda, por exemplo.
Barbosa mostrou números apontando que o salário mínimo teve ganho real de 7,2% em 2009 e 5,3% em 2010. Em 2011, continuou, o governo está apenas repondo a inflação porque o PIB de dois anos anteriores (2009) foi negativo.
Ele apelou à bancada do PSB, aliada ao governo, que aprove a proposta do governo de continuidade da política atual, que prevê ajuste do mínimo pela variação do PIB dos últimos dois anos e a inflação do ano anterior. Tal regra valeria, inclusive, para a correção do mínimo em 1º de janeiro de 2015. “A cada início do governo se discutiria, de novo”, explicou.

(Azelma Rodrigues | Valor)

domingo, 23 de janeiro de 2011

País rico oferece mão de obra ao Brasil. Urgente, capacitação para já, educação para o futuro

Governos e entidades de classe do exterior contatam empresários no país para tentar enviar trabalhadores qualificados

Desenvolvimento faz intermediação de alguns encontros; vinda de profissionais esbarra em custo e burocracia


 Com a falta de mão de obra qualificada no Brasil e o excesso de profissionais sem emprego nos países ricos em razão da crise, governos e entidades de classe do exterior têm contatado empresários e associações de engenheiros e arquitetos nacionais para oferecer trabalhadores.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) faz a intermediação de alguns desses encontros, como aconteceu em novembro, com representantes dos Estados Unidos. Outros estão sendo feitos diretamente. Reunidos na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, a convite do MDIC, empresários assistiram a uma exposição por videoconferência sobre o perfil e a qualificação das empresas americanas na área de arquitetura e engenharia.

"Eles mostraram que têm ociosidade e capacidade para trazer profissionais e empresas para trabalhar aqui", disse José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que participou do encontro. CRISE "Em razão da crise lá fora, há interesse brutal desses profissionais em vir para cá", afirmou Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), também presente ao encontro. Dos brasileiros os estrangeiros ouviram detalhamento dos investimentos previstos nas áreas de energia, transporte, habitação e saneamento, além do passo a passo de um longo e caro processo para validar diplomas e obter autorização para trabalhar no país.

O tempo pode chegar a oitos meses, e o custo, passar de R$ 15 mil. A fila de espera para entrada no país inclui engenheiros e arquitetos americanos, espanhóis, italianos, portugueses e ingleses, além de chilenos e argentinos. CONTRAPARTIDAS Para o Brasil, encurtar esse processo depende de contrapartidas. Representantes dos trabalhadores querem aproveitar o interesse e abrir oportunidades para brasileiros nesses países ricos.

"Eles tiveram seu momento de expansão e não flexibilizaram [regras] para a gente. Pode ser feito um acordo bilateral de longo prazo. Hoje, a gente não consegue entrar no mercado europeu", disse Melo, que já se reuniu com representantes dos EUA, da Espanha, do Chile e de Portugal e aguarda um encontro formal com o Reino Unido.

"Queremos contrapartidas e aguardamos manifestação deles", disse. Segundo ele, o número de pedidos de registro de estrangeiros triplicou em 2010. Procurado por representantes da Itália, da Espanha e da Argentina, o presidente do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) do Paraná, Álvaro Cabrini, disse que todos ficaram de formalizar os pedidos, "mas até agora não chegou nada".


Folha de São Paulo. SHEILA D'AMORIM DE BRASÍLIA

sábado, 12 de dezembro de 2009