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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SECTET e UNIVERSITEC lançam Edital para promover Desafio INOVATUR 2018




O Desafio INOVATur 2018 é um programa da Secretaria de Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), a Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará (Universitec) e Fundação Guamá. O edital para a seleção de ideias e talentos voltados para área de turismo no Pará foi divulgado nesta quinta-feira, dia 30, e as inscrições podem ser feitas até o dia 20 de janeiro.

O INOVATur tem por objetivo buscar soluções inovadoras para o desenvolvimento de projetos direcionados à promoção do Estado, enquanto destino turístico, tendo por base as diretrizes do Sistema Estadual de Gestão do Turismo, descritas no Plano Estratégico de Turismo do Pará – Ver-o-Pará. Vale lembrar que este programa faz parte de um planejamento de trabalho maior, o Inova Pará, que também é do governo estadual.

Processo

Os projetos serão escolhidos após o processo de inscrição. Os competidores terão acesso ao espaço físico coworking, onde eles terão direito ao uso de uma estação de trabalho com mobília e equipamentos de uso compartilhado, mentoria com especialistas da área, além de também fazer parte do quadro de relacionamentos da Universitec.

Premiação

O primeiro, o segundo e o terceiro lugar geral da classificação receberão R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil respectivamente. A cerimônia de encerramento do Desafio INOVATur 2018 será realizada no dia 18 de maio.

Serviço

Divulgação do Edital do Desafio INOVATur 2018

Período: de 30 de novembro de 2017 a 20 de janeiro de 2018

Inscrições:

SECTET: http://www.sectet.pa.gov.br/

SETUR http://www.setur.pa.gov.br/

UNIVERSITEC http://www.universitec.ufpa.br

FUNDAÇAO GUAMÁ http://pctguama.org.br

Baixe a chamada pública aquiFaça sua inscrição através do formulário aqui

Para mais informações envie e-mail para

desafioinovatur@gmail.com


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Brasil ocupa penúltima posição em ranking de patentes válidas

O número de pedidos de patentes cresceu 5,1% no Brasil em 2012.
Na China, o aumento foi de 24%


O último relatório anual da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que o número de patentes válidas no Brasil está muito atrás de países considerados referência em inovação. O levantamento, feito entre os 20 maiores escritórios de concessão de patentes no mundo, traz dados de 2012 e aponta os Estados Unidos em primeiro lugar, com 2,2 milhões de patentes, seguido do Japão, que tem 1,6 milhão. Depois estão China (875 mil), Coreia do Sul (738 mil), Alemanha (549 mil), França (490 mil), Reino Unido (459 mil) e até o principado de Mônaco (42.838). O Brasil está na 19ª posição, com 41.453 patentes válidas. São 211 a mais que o último lugar, ocupado pela Polônia. No bloco dos BRICS, todos estão na frente: seguidos pela China aparecem Rússia (181 mil), África do Sul (112 mil) e Índia (42.991).

“Patente é requerida e concedida para tecnologia, seja de produto inédito ou para aprimorar alguma invenção. O número de patentes é um dos fatores que refletem o grau de inovação de um país. O Brasil precisa estar mais bem equipado para dar agilidade ao exame desses pedidos”, alerta o gerente executivo de Política Industrial daConfederação Nacional da Indústria (CNI), João Emílio Padovani Gonçalves.

De acordo com a WIPO, o número de pedidos de patentes cresceu 9,2% em 2012 – um recorde nos últimos 18 anos. Dos 20 países pesquisados, 16 registraram crescimento. Os maiores foram na China (24%), Nova Zelândia (14,3%), México (9%), Estados Unidos (7,8%) e Rússia (6,8%). No Brasil, também houve aumento de 5,1%.

LONGA ESPERA – No Brasil, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é responsável por receber os pedidos, examinar e conceder, ou não, o direito de patente. Entre 2003 e 2013, foram concedidas 34.189 patentes. Em média, 3.108 por ano. Além de o volume ser baixo em relação a outros países, o tempo médio de espera por uma resposta do INPI quase dobrou no mesmo período. Em 2003, no caso de invenção, a demora era de pouco mais de seis anos. Em 2008, passou a ser de nove anos. Em 2013, chegou a onze anos.

Dependendo da área em que o direito de patente é requerido, a demora pode ser maior. No ano passado, os registros que mais esperaram pela concessão foram os de Telecomunicações (14,2 anos). Em seguida, vieram Alimentos e Plantas (13,6 anos); Biologia Molecular (13,4 anos); Física e Eletricidade (13 anos); Bioquímica (12,9 anos); Computação e Eletrônica (12,6 anos); Farmácia (12,3 anos); Agroquímicos (12,2 anos).

Uma das causas dessa longa espera aparece quando analisada a relação entre o número de examinadores do INPI e a quantidade de pedidos que estão na fila – o chamado backlog. Em 2012, havia 225 profissionais para avaliar 166.181 pedidos de patentes. Eram 738 pedidos por examinador. No ano passado, caiu o número de examinadores e aumentaram os pedidos: eram 192 para 184.224. A relação passou para 980 pedidos de patente por examinador.

Na Europa, em 2012, eram 363.521 pedidos para 3.987 examinadores. Cada um com 91,2 pedidos para analisar. Enquanto isso, nos Estados Unidos, no mesmo ano, a situação era bem mais confortável: 603.898 pedidos para 7.831 examinadores, ou 77 pedidos por examinador.

De acordo com a Lei de Propriedade Industrial (9.279/1996), a partir da data de depósito no INPI, a patente de invenção tem prazo de validade de 20 anos e a de modelo de utilidade, 15 anos. Essa última se refere a um objeto, ou parte dele, com nova forma que resulte em melhoria funcional ou de sua fabricação. A demora é compensada pela mesma lei que assegura que o prazo de vigência não seja inferior a dez anos para a patente de invenção e a sete anos para a patente de modelo de utilidade, a contar da data de concessão. Assim, uma patente de invenção de Telecomunicações, por exemplo, depositada em 1999 e concedida em 2013, terá prazo de validade até 2023. Mas, por se tratar de tecnologia, a longa espera prejudica.




terça-feira, 28 de junho de 2016

El negocio de compartir: Lanzan en Santiago el primer sistema de "carsharing"

Desde el 1 de julio comenzará a operar Awto, un modelo de arriendo de vehículos por tiempo reducido que busca ser una complemento al sistema público de transporte.




SANTIAGO.- Negocios, tecnología y colaboración parecen ser la combinación perfecta para los modelos de empresas que están creciendo con fuerza en Chile. La idea ya no es sólo acumular, sino que compartir. Y a eso es lo que apuntan compañías como Awto, el primer sistema de "carsharing" (uso temporal de automóviles) del país que comenzará a funcionar el 1 de julio en seis comunas de la Región Metropolitana.

Si ya existe Uber -en donde las personas utilizan sus autos particulares como taxis- o aplicaciones de "carpooling" -que comparten su auto cuando realizan un viaje y así se reparten los gastos de bencina o peaje-, Awto se convierte en la primera compañía en tener una flota propia de arriendo de automóviles por tiempos reducidos. "La idea es crear un sistema complementario a los sistemas de transporte.

Ya existe el Metro, ya existe el Transantiago, los taxis, rent a car, las bicicletas compartidas y ahora Awtos es una solución más a ese transporte intermodal. No es una competencia al taxi, sí al automóvil privado y a en cierta forma al rent a car", explica Francisco Loehnert, CEO de la compañía. Funciona igual que las ya conocidas bicicletas naranjas "Bike Santiago" –con la que también pretenden llegar a una alianza estratégica-.

El usuario se inscribe en el sitio web de Awto y paga una membrecía mensual, además de un costo por minuto del tiempo en que esté en funcionamiento o estacionado el auto. Cuando quiera utilizar uno, lo busca en los estacionamientos establecidos –y cuya disponibilidad se puede ver en la app-, y lo deja en el estacionamiento más cercano a su destino.

La primera etapa de Awtos -que es un proyecto de Kaufmann, el presentante de Mercedes Benz en Chile, creado con ayuda de SocialLab- tendrá a disposición 41 city cars Suzyky Swift y 5 híbridos Toyota Prius en Providencia, Ñuñoa, Las Condes, La Reina, Vitacura y Lo Barnechea . Para el segundo año de funcionamiento esperan aumentar la flota a 100 autos para después expandir sus servicios a otras grandes ciudades del país. Y las positivas proyecciones están en la experiencia internacional: el sistema existe en más de 20 países –desarrollados y emergentes, como México- y desde hace más de tres décadas, como es el caso de Alemania. "Lo que hace este modelo es que las personas ocupen de manera más concientizada el vehículo por menores periodos de tiempo.

Los estudios demuestran que las personas que forman parte del carsharing, aproximadamente un 30% decide renunciar al automóvil propio o decide vender el segundo automóvil", explica Loehnert. "El club de la confianza" Para las personas que hagan un buen uso del sistema, que los dejen limpios y con más de un cuarto de gasolina –financiado con una tarjeta Copec que estará junto a los documentos del auto-, serán premiados por Awtos con media hora de uso gratis.


 Lo contrario, tendrá sus penalidades que incluyen multas o eliminar la membrecía. Porque la idea, dice Loehnert, es formar un "club" en base a la economía colaborativa. "Cuando partió los de las bici (del Banco Itaú) en 2012 la gente estaba un poco escéptica de qué tan buen uso se le daría. Además del deterioro típico, el estado en general es bastante bueno. La gente se ha estado acostumbrado a compartir espacios y momentos. Y eso pasa con restaurantes, taxis y hoteles, y los resultados avalan que la economía colaborativa funciona y optimiza el bolsillo", afirma.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

NAYAH, na lista internacional de chocolates do bem


sexta-feira, 27 de março de 2015

Agência de Inovação Tecnológica da UFPA - UNIVERSITEC comemora 6 anos

domingo, 23 de março de 2014

Sucesso de evento sobre empreendedorismo na Universitec


Liderança, foco em solução, curiosidade e autoestima são algumas das características de um empreendedor de sucesso segundo Ladmir Carvalho, Diretor Executivo da Empresa Alterdata Software que ministrou ontem, no auditório do Projeto Newton a palestra "Os novos desafios do empreendedorismo para instituições de ensino superior do Brasil".

O evento contou com a presença de autoridades como a do Pró-Reitor da Universidade Federal do Pará, Prof. Dr. Emmanuel Tourinho, do Diretor Superintendente do Sebrae, Vilson João Schuber, da Diretora do ITEC/UFPA Maria Emília Tostes, do Diretor da FIEPA, Antônio Djalma Vasconcelos e do assessor, José do Agypto Soares, da Secretária Adjunda de Industria, Comércio e Mineração do Estado, Maria Amélia Enríquez, entre outros representantes do setor produtivo, além de alunos de diversos cursos da Universidade.

Ladmir iniciou a palestra falando de sua formação e a trajetória da Empresa Alterdata Software que tem recebido diversos prêmios de reconhecimento ao longo dos anos. Com uma abordagem bastante dinâmica e utilizando vídeos relacionados ao tema, falou sobre a capacidade que o empresário deve ter de encontrar soluções no mercado, que na maioria dos casos passam despercebidas e incentivou os alunos presentes a não desperdiçarem a capacidade de sonhar “A gente não consegue nada se não acreditar tudo parte do sonho aliado ao planejamento”. Afirmou.


A estudante de Engenharia Civil Larissa Araújo, que assistia atentamente à palestra, constatou que o sucesso não é uma questão de sorte, como muitos acreditam ser. “Ao conhecermos a trajetória de Ladmir, percebemos que o sucesso depende muito da persistência, determinação e da busca em aperfeiçoar seus conhecimentos.”

Segundo o pró-reitor Emmanuel Tourinho, o profissional melhor qualificado é aquele que, ao deixar a universidade, se mantém atualizado, expandindo seus conhecimentos. Falou, ainda, da importância desse profissional ter competência altamente específica em sua área de atuação e também adquirir outras habilidades, já que o mercado atual exige isso. Por esse motivo, a UFPA busca, por meio de eventos culturais e científicos que abordem diversos assuntos, despertar isso no aluno.

Na ocasião, o diretor da Universitec, o professor Gonzalo Enríquez, fez a entrega da Proposta de parceria ao diretor superintendente do Sebrae, Vilson João Schuler. A proposta prevê intensificar as ações do Projeto de Empreendedorismo na UFPA.

Oportunidade - Schuber destacou a importância de os discentes da UFPA aproveitarem a oportunidade que a Universidade oferece, a exemplo da palestra para aperfeiçoamento da formação acadêmica, e incentivou-os a participar dos Desafios Universitários que o Sebrae realiza, como uma forma de testarem sua capacidade empreendedora. Ele apontou interesse na parceria com a Universidade, por meio da Universitec.


Texto e foto: Hellen Lobato - Ascom / Universitec






quinta-feira, 20 de março de 2014

Hoje na UFPA - Palestra sobre desafios do empreendedorismo nas instituições de ensino superior



Repórter Diário


Com o objetivo de disseminar a cultura empreendedora a Universidade Federal do Pará - (UFPA) por meio de sua Agência de Inovação Tecnológica - UNIVERSITEC realizará na próxima quinta-feira, 20, as 18:00, no auditório do Projeto Newton deUFPA (do lado da Agência de Inovação Tecnológica) a palestra "Os novos desafios do empreendedorismo para instituições de ensino superior do Brasil". A Palestra será ministrada pelo Sr. Ladmir Carvalho, Diretor Executivo da Empresa Alterdata Software.

Também estarão presentes o Reitor da Universidade Federal do Pará, Prof. Dr. Carlos Edilson de Almeida Maneschy e o Diretor Superintendente do Sebrae, Vilson João Schuber. Como debatedores do evento.


A Programação faz parte das ações desenvolvidas pelo Projeto de empreendedorismo da Universitec com objetivo de promover uma transformação na comunidade acadêmica, no que se refere a semear o empreendedorismo na cultura regional e difundí-lo ainda mais na UFPA. Além de fazer com os alunos das diversas áreas do conhecimento possam compreender que, por meio de ideias empreendedoras, podem ser gerados grandes negócios.

Sobre a Alterdata : A empresa Alterdata Software está no ranking da Revista Exame PME das empresas que mais cresce no Brasil de todos os segmentos de mercado. Considerando o segmento de Tecnologia da Informação e levando em consideração o faturamento das empresas, a Alterdata está em TERCEIRO lugar no país, apenas existem duas empresas de TI com faturamento maior e que cresceram mais, porém estas duas empresas tiveram esta performance com aquisições de concorrentes, enquanto a Alterdata tem crescido organicamente, com a sua própria excelência operacional.

domingo, 22 de setembro de 2013

Desindustrialização, reprimarização da economia e queda na inovação, quer mais?

Políticas equivocadas para a inovação


Nos últimos anos, o crescimento do Brasil tem se dado com base no aumento do emprego, ao contrário de outros países emergentes, que cresceram aumentando sua produtividade. Dados da Conference Board mostram que entre 2006 e 2011 a produtividade do trabalhador brasileiro cresceu apenas 2% ao ano, enquanto na média das maiores economias emergentes ela cresceu 6,5%. Além disso, em 2011 a produtividade cresceu 0,7% e as estimativas para 2012 apontam para um crescimento negativo. O que está acontecendo com o Brasil?

Existem duas maneiras para aumentar a produtividade dos trabalhadores de uma economia. A primeira é aumentar a produtividade das firmas existentes, sem alterar suas parcelas de mercado. A outra é deslocar produção e trabalhadores das firmas menos produtivas para as mais produtivas. Surpreendentemente, a segunda tende a ser mais importante na maioria dos casos. Nos EUA, por exemplo, a realocação do emprego para firmas mais produtivas foi responsável por 50% do crescimento recente da produtividade no setor industrial e por 90% no comércio. Mais ainda, a entrada de novas firmas (mais produtivas do que as existentes) tem sido responsável por quase todo o aumento da produtividade no comércio. Assim, o processo de destruição criativa é o que move a economia americana.

Além disso, para aumentar a produtividade de cada firma, é necessário que ela invista em máquinas e equipamentos e inove. A inovação pode ocorrer por conta própria ou pela absorção de novos produtos ou processos desenvolvidos em outras firmas ou países. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) facilitam essa absorção de conhecimento. Assim, os retornos sociais dos investimentos em P&D são maiores do que os privados, pois novos processos descobertos por uma firma podem ser imitados pelas demais. Logo, subsídios do governo aos gastos com P&D são em geral socialmente justificados.

A proporção de empresas inovadoras que realizam gastos com P&D está diminuindo no Brasil

Nos últimos 10 anos, o governo tem lançado várias políticas de incentivo à inovação, como: Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior; Plano de Desenvolvimento Produtivo; Plano Brasil Maior e Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Apesar disso, o número de patentes obtidas por firmas brasileiras é mínimo e o gasto empresarial com P&D muito pequeno. As empresas brasileiras empregam um pesquisador a cada mil trabalhadores; as coreanas empregam dez. Ou seja, apesar de todo o incentivo, as firmas brasileiras privadas investem pouco em P&D e quase não inovam. O que está acontecendo?

A resposta está num artigo publicado recentemente por um dos maiores economistas da atualidade, Daron Acemoglu, em conjunto com outros autores*. Segundo esse artigo, em qualquer mercado existem empresas novas e antigas, inovadoras ou acomodadas. As menos inovadoras tendem a desaparecer; as mais inovadoras tendem a ganhar mercado e crescer. O problema é que mesmo as mais inovadoras envelhecem e podem ser tornar menos inovadoras, acomodando-se. Nos dados americanos, grande parte do crescimento das vendas, do emprego e dos gastos em P&D ocorre nas novas empresas. No Brasil, a maior parte do emprego também é gerado pelas pequenas empresas.

Para aumentar a produtividade da economia, a política industrial deveria incentivar o crescimento das firmas inovadoras e tirar do mercado as firmas que já se acomodaram. Por exemplo, os autores mostram que gastar 5% do PIB para proteger as firmas existentes reduz o crescimento do país em 5% e diminui o bem-estar da sociedade em 0,8% do PIB. Além disso, como parte das empresas já se acomodou, subsidiar o P&D dessas empresas tem efeitos pequenos sobre o crescimento e bem-estar. A política industrial ideal seria taxar as empresas existentes, ao mesmo tempo em que se incentivam os gastos com P&D.

Corta para o caso brasileiro. Nossas políticas dos últimos anos foram exatamente na direção oposta às preconizadas pelos autores. Nossa política industrial, ao proteger o setor industrial estabelecido e a escolha de campeões nacionais pelo BNDES, é exatamente a que se mostra equivocada no artigo. Ao proteger as grandes firmas existentes, o governo está diminuindo a realocação da produção para as firmas novas e mais eficientes, que é o grande motor do crescimento da produtividade e do bem-estar.

Os dados da Pintec coletados pelo IBGE mostram isso claramente. As empresas inovadoras que mais recebem incentivos do governo para gastos em P&D são as grandes empresas (com mais de 500 empregados). Esta proporção dobrou ao longo do tempo (de 8% em 2001/03 para 16% em 2005/08). Como parte dessas empresas já se acomodou, a produtividade dos gastos em P&D é baixa e essa alocação equivocada diminui o crescimento da economia. O resultado é que a proporção de empresas inovadoras que realizam gastos em P&D está diminuindo no Brasil e a produtividade industrial está declinando.

A política industrial correta seria aumentar a abertura da economia, baixando as tarifas de importação e aumentando a concorrência para eliminar as firmas ineficientes. Além disso, seria necessário desburocratizar o processo de criação de novas empresas e simplificar a estrutura tributária para que as pequenas empresas inovadoras possam crescer. Exatamente o contrário do que o governo está fazendo. Os resultados estão aí para todos verem.

* Innovation, Reallocation and Growth, NBER working paper número 18993

Naercio Menezes Filho, professor titular - Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, é professor associado da FEA-USP e escreve mensalmente às sextas-feiras. naercioamf@insper.edu.br

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cachorro que tem muito dono morre de fome

Cinco ministros formam Comitê Gestor do Inova Empresa


Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), nesta sexta-feira (9), os nomes dos membros do Comitê Gestor do Plano Inova Empresa. Compõem o grupo os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; da Fazenda, Guido Mantega; da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos; e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O Comitê irá se reunir a cada seis meses com o objetivo de elaborar as diretrizes para a execução do programa, coordenar o monitoramento e avaliar os resultados da ação. Qualquer um dos membros poderá solicitar encontros extraordinários quando necessário.

Haverá ainda uma Secretaria Técnica para produzir relatórios, além de transmitir as diretrizes e acompanhar a implantação do Plano Inova Empresa junto às agências operadoras. A secretaria terá representantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Financiadora de Estudos e Projetos (FInep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Inova Empresa é um plano de apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e do financiamento a instituições de pesquisa. Até 2014 serão aplicados mais de R$ 30 bilhões em inovação. Os recursos são destinados a empresas brasileiras de todos os portes que tenham projetos inovadores. O plano apoia setores considerados prioritários pelo governo federal, como saúde, aeroespacial, energia, petróleo e gás, tecnologia assistiva e tecnologias da informação e comunicação (TICs).

sábado, 18 de maio de 2013

O Pará prefere dinheiro fácil e rápido, mesmo que signifique pobreza do paraense


 Se o Pará tiver a inteligência de implantar  cinco projetos desta natureza em parques tecnológicos, não seriamos um Estado pobre e subdesenvolvido, criaríamos altas externalidades econômicas para gerar um verdadeiro desenvolvimento e não essa pobreza que não conseguimos superar. 



PCTGuamá terá unidade do CEABIO


A equipe do Centro de Estudos Avançados em Biodiversidade da UFPA (CEABio) teve o projeto aprovado pelo Conselho Curador do Parque de Ciência e Tecnologia - PCTGuamá . O CEABio representa um dos mais importantes centros de Pesquisa Básica em biodiversidade, com o qual conta a UFPA, e reúne uma equipe de pesquisadores, a maioria dos quais com formação acadêmica em áreas estratégicas para pesquisa em biodiversidade, como biotecnologia, química e biologia.

A apresentação feita pela equipe do CEABio mostrou, passo-a-passo, o processo de implantação do centro e ressaltou a importância dos produtos que serão gerados a partir das pesquisas que serão realizados pelo pesquisadores do Centro. Conforme o Plano de Negócios, os produtos serão extraídos, aproveitando a biodiversidade de plantas, peixes e microrganismos, existentes na Amazônia, sobre os quais a equipe de pesquisadores já estuda faz alguns anos.

Atuação - As áreas de atuação do CEABio serão a saúde, fitoterápicos, cosméticos e dermocosméticos e realização de serviços tecnológicos para empresas que precisem alargar suas pesquisas e colocar produtos de alto valor agregado, no mercado nacional e internacional.

A realização do Plano de Negócios contou com apoio técnico da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec). Na ocasião foram apresentados os objetivos e o papel estratégico que cumprirá um centro de pesquisa de biodiversidade no Parque Tecnológico do Guamá, que incorpora uma área de serviços tecnológicos e produtos voltados para o mercado. Além das oportunidades e potencialidades da Amazônia aliados à experiência que o CEABio possui no desenvolvimento de produtos a partir da pesquisa básica.

Para conhecer e preservar a biodiversidade amazônica - O CEABio será coordenado pelo professor doutor Júlio Cesar Pieczarka, com o objetivo de desenvolver pesquisas para conhecer e preservar a biodiversidade amazônica com base no uso sustentável dos recursos naturais. Será construído em uma área de 2 mil m², no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT-Guamá), situado na Cidade Universitária José da Silveira Netto, em Belém , em um prazo de até 24 meses.

De acordo com Julio Pieczarka, o apoio da Universitec foi importante, no sentido de orientar na formatação do Plano de Negócio que foi apresentado ao conselho curador do PCT-Guamá. E essa parceria irá se estender, uma vez que o CEABio contará com o apoio da Universitec no que se refere a viabilizar um acordo de cooperação que possa garantir a capacitação e formação de empreendedores biotecnólogos com objetivos de desenvolver empreendimentos que reforçem a geração de inovação no ambiente da Universidade e transferí-los para o mercado.

O diretor da Agência, professor Dr. Gonzalo Enríquez, ressaltou o papel de um empreendimento dessa natureza implantado no Parque e afirmou que o CEABio representa um dos mais importantes centros de alta tecnologia, que será implantado em um parque tecnológico, pela capacidade e competência na academia; e na pesquisa básica e tecnológica, o CEABIO será um empreendimento de negócios como poucos que existem no Brasil e que nos países desenvolvidos são rotineiros.


Linhas de pesquisa e geração de produtos tecnológicos de alto valor agregado do CABIo. 


1. Biodiversidade de vertebrados: Cultura de células-tronco

2. Biodiversidade de invertebrados: agroindústria

3. Ecologia de florestas tropicais: bioprospecção de espécies

vegetais com potencial para fármacos

3.1. Propagação de espécies lenhosas nativas da Amazônia:

indústria madeireira

3.2. Etnofarmácia: produção de remédios

3.3. Fitoquímica de derivados de espécies vegetais: uso medicinal

4. Citogenética da biodiversidade amazônica: determinação

de modelos animais

5. Genética molecular da biodiversidade: base genética de

princípios ativos.

6. Cultura celular e células tronco mesenquimais.

7. Mutagênese ambiental: testes de extratos vegetais com

potencial para fármacos

7.1. Estudo reprodutivo de biomarcadores: determinação de

modelos animais


Texto : Hellen Lobato – Ascom Universitec

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Avaliação de patentes vai render "pontos" a cientistas


A partir de junho, cientistas brasileiros ajudarão no processo de análise de patentes solicitadas ao Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

Em troca, em vez de receber remuneração, eles ganharão pontos no currículo acadêmico, o "lattes".

Esses pontos, que também são conferidos ao pesquisador quando ele publica artigos científicos, serão levados em conta, por exemplo, quando o cientista fizer um pedido de financiamento ao CNPq, agência federal de fomento à ciência.

A remuneração em dinheiro não está descartada. "Vamos pensar nisso no futuro", diz Júlio César Moreira, diretor de patentes do Inpi.

A parceria entre o instituto e o CNPq visa a agilizar a avaliação de patentes, que leva cerca de cinco anos --isso se o pedido foi feito em 2012; pedidos anteriores levam mais tempo.

A agilidade, espera-se, virá dos cientistas. Eles participarão da fase de pesquisa da patente, na qual é verificado se o pedido é mesmo novo.

A expectativa é que, por conhecer bem sua área, o cientista faça o trabalho de pesquisa mais rápido do que o Inpi. Esse processo hoje leva cerca de oito meses. Com os pesquisadores, o tempo pode ser reduzido em 30%



INSPIRAÇÃO

A ideia da participação de cientistas na análise de patentes vem de fora: o JPO, equivalente ao Inpi no Japão, já tem usado esse sistema.

"Por lá tem dado bem certo", diz Moreira.

Por aqui, o Inpi vai fazer um experimento com 60 cientistas de engenharias mecânica, química e elétrica.

Eles farão uma capacitação em pesquisa de patentes em maio e começarão a receber os pedidos --encaminhados pelos examinadores do Inpi-- já no mês seguinte.

"A ideia é expandir a capacitação para além das engenharias no futuro", afirma Rafael Leite, chefe de propriedade intelectual do CNPq.

Quem se inscreveu para o projeto inicial quer "aprender o que é patenteável", como conta a engenheira química Claudia Danielle Carvalho de Sousa, pesquisadora da UFRJ. Ela é uma das 60 cientistas que vão participar da capacitação do Inpi.

"Também quero contribuir para as análises, que ainda demoram muito."

Inpi e CNPq acreditam que esse aprendizado pode trazer um efeito cascata positivo no processo de inovação.

A inserção dos cientistas na cultura de patenteamento pode melhorar os pedidos que chegam ao Inpi (hoje cerca de 20% são aprovados) e também as suas análises.

Ainda mais porque seis das dez maiores patenteadoras do Brasil são instituições de ensino e pesquisa: USP, Unicamp, UFMG, UFRJ, Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e Fapemig (de Minas).

"A capacitação dos cientistas em patentes deve melhorar todo o processo. Haverá um subsídio melhor para as análises", diz Leite.

Para o engenheiro e consultor Bruno Rondani, criador do Open Innovation Center (centro de difusão de inovação brasileiro que reúne empresários, governo e universidades), a parceria vai funcionar se o incentivo para os cientistas for bom.

"Mas há muito cientista que nem sabe fazer revisão de artigo científico. Espero que essa má qualidade não se aplique ao Inpi."

FILA

A parceria com os cientistas é mais uma tentativa do instituto de reduzir o tempo de espera dos pedidos de proteção industrial no país. Hoje, há mais de 160 mil pedidos esperando por análise.

Desde o ano passado, tecnologias consideradas "verdes" já passaram a ser analisadas com prioridade. Três pedidos "verdes" foram deferidos em menos de um ano.

Já a partir deste ano, medicamentos para o combate ao câncer, à Aids e às doenças negligenciadas também vão furar a fila.


SABINE RIGHETTI
FOLHA DE SÃO PAULO

domingo, 28 de abril de 2013

Mais atraso da Inovação Tecnológica no Brasil

Os NITs estão morrendo, diz presidente do Fortec

Além de aporte de recursos, é imprescindível para os NIT autonomia e flexibilidade necessárias para a realização da missão de proteger o conhecimento nas ICT e promover a transferência para o setor empresarial.

Há nove anos anos, a Lei da Inovação (n° 10.973/2004) implementou os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs). Neste período, essas instituições passaram a desenvolver novas funções, além de serem interlocutoras entre universidades e empresas. Hoje, elas também são responsáveis por fomentar a criação de spin-offs e startups, fruto de processos inovadores desenvolvidos no meio acadêmico.


Em entrevista, o presidente do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), Rubén Sinisterra, faz um diagnóstico sobre o setor e afirma: sem políticas públicas efetivas, os NITs vão fechar as portas.

Rubén Sinisterra.
 Foto: Bruno Spada/Tripé Foto

Qual foi o principal avanço do setor nos últimos anos? 

Estamos fazendo patentes com mais qualidade do que há seis ou sete anos, quando começamos esse processo. Hoje, nós temos casos de sucesso, exemplos dos mais diversos e criativos. Eles chamam a atenção internacional pela riqueza da cultura brasileira, pelo “jogo de cintura” e por estar no mesmo nível dos países mais avançados.

As transferências de tecnologia e os depósitos de patentes, duas das principais atribuições dos NITs, estão trilhando as metas desejadas pelo setor?

Os processos de transferência de tecnologia ainda não acontecem com a densidade e intensidade que o País precisa. Uma solução, por exemplo, tem sido o estímulo para a criação das startups e spin-offs. Neste papel, conseguimos auxiliar na geração de riqueza, renda e emprego para a sociedade. Esta é uma forma contemporânea de prestarmos contas, de sermos mais transparentes e de mostrar que nós estamos aqui.

O que falta aos NITs para poderem atuar de maneira plena e conseguir desempenhar o papel pelo qual foi criado?

É fundamental entender que o trabalho desempenhado por eles não pode ter a mesma velocidade dos desenvolvidos nas universidades. Se pretendemos que a transferência de tecnologia e o conhecimento das nossas universidades não fiquem engavetados, precisamos dar mais autonomia aos NITs.
É fundamental a contratação de funcionários de carreira. Hoje, os núcleos são estruturados com bolsistas que permanecem no máximo por 36 meses. Na maior parte das vezes, quando estão totalmente treinados, eles saem. A volatilidade é grande e as bolsas muitas vezes também não são atrativas.

Em palestras o senhor comenta que só aprenderemos fazendo. O que o senhor quis dizer?

Essa frase é profunda. Ela voltou à minha cabeça no período que fiquei no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês). Percebi que nos Estados Unidos há poucas regras e elas são claras e fáceis. Acredito que gastamos muito tempo nos diagnósticos. Nós somos “overdiagnosticados”, ou seja, temos diagnósticos no País para tudo. Devemos ser um pouco mais ousados dentro dos marcos regulatórios.

Para o senhor o medo de arriscar está conectado ao arcabouço legal?


Eu diria que vem de tudo. É algo cultural. Nós temos a cultura do acumular de mais e fazer de menos. Acho que a gente vai ter que voltar ao processo de ir fazendo e aprendendo. Isso ocorre até no processo de transferência de tecnologia. Por vezes, coloca-se como mais importante o negócio mais rentável. No MIT, a finalidade lucrativa nem sempre é um diferencial.

Os casos de sucesso das diferentes regiões brasileiras revelam que é possível trabalhar dentro do arcabouço legal que nós temos. Só nos falta ousadia.

Como estimular essa ousadia? 

Infelizmente não existe uma fórmula específica. Precisamos de advogados para nos falar como é que pode. Temos que sair da cultura do não. Dessa forma, simplesmente nada acontece. É preciso estabelecer onde queremos chegar para definirmos como fazer.

Faltam políticas públicas para estimular os Núcleos de Inovação Tecnológica?

Percebo que só agora estamos voltando a ter continuidade nos esforços. Os NITs, por lei, têm que ser fomentados por políticas públicas. O último edital que saiu foi em 2008. Isto significa falta de continuidade dos esforços. Um corpo que você não alimenta, morre. E se ele morre, teremos que começar os trabalhos do início. Isto impede o avaço mesmo com o acúmulo de conhecimento.
A formação de recursos humanos no Brasil é um exemplo claro de que investimentos constantes dão resultado. Nós veríamos resultado dos NITs com recursos contínuos em cinco ou dez anos. Os NITs estão morrendo e vão morrer. São necessárias políticas públicas para mantê-los vivos.

Escrito por Leandro Duarte

domingo, 21 de abril de 2013

UFPA marca presença no VII Fortec



A UFPA, por meio da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), participa da VII Edição do Fórum Nacional dos Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), até esta quarta-feira, 17, das 8h às 18h, no Hotel Ouro Minas, na cidade de Belo Horizonte – MG. Belém foi sede da VI edição do evento, organizado pela Rede Namor.

Participação - A Universitec, desde 2009, tem participado ativamente dos encontros do Fortec, sendo, inclusive, uma de suas instituições afiliadas. A agência está sendo representada pelo diretor da Universitec, professor Gonzalo Enríquez, e pelos servidores Gabriel Oliveira, coordenador da Consultoria e Serviços Tecnológicos (CST), e Rosângela Cavaleiro, da Coordenadoria de Propriedade Intelectual da agência. O evento é considerado importante em função das discussões sobre as áreas de Inovação Tecnológica, Propriedade Intelectual e Empreendedorismo, apresentadas por meio de palestras e minicursos, ministrados por especialistas nacionais e internacionais.

Inovação - Temas para alavancar o nível e a eficiência dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITS), de modo que auxiliem na estruturação e no fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação (SNI) brasileiro, a troca de experiências com especialistas internacionais e nacionais da área de Inovação e Tecnologia, a fim de apresentar formas de maximizar a proteção do conhecimento e a transferência de tecnologia, são assuntos diretamente ligados aos NITS da Região Amazônica.

Participam do evento, também, representantes de Núcleos de Inovação do Pará (NITS), da Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Oriental (Rede Namor). A Rede Namor, coordenada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, tem como integrantes as seguintes instituições: Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio de sua Agência de Inovação (Universitec), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Pará (IFPA), Universidade Estadual do Pará (UEPA), Universidade Federal do Amapá (Unifap), Universidade Federal do Tocantins (UFT); Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa); Embrapa Amazônia Oriental, Fundação UNITINS e Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Rede Amoci).

Sobre o Fórum - O Fortec ocorre anualmente. Trata-se de uma Associação Civil de Direito Privado e, entre os seus objetivos, está disseminar a cultura da inovação, da propriedade intelectual, da transferência de tecnologia e do empreendedorismo.

Texto: Hellen Lobato – Ascom / Universitec
Foto: Divulgação

sábado, 30 de março de 2013

Escolas investem em cursos de inovação voltados para gestão

A necessidade de ganhos de produtividade em um cenário de concorrência acirrada e de participação crescente dos países emergentes na economia mundial está levando as empresas a enxergar a necessidade de inovar em caráter permanente, integrar e internacionalizar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento - além de adotar mecanismos para controlar e mensurar o processo.

Nesse contexto, as instituições acadêmicas brasileiras têm aumentado a oferta de programas de educação e treinamento voltados para a gestão da inovação.

"Nos últimos anos tem sido grande a demanda nessa área", afirma Ruy Quadros, coordenador do curso de gestão estratégica da inovação, especialização do departamento de política científica e tecnológica da Unicamp. Segundo ele, o objetivo das empresas é fazer mais e melhor em uma área de recursos nem sempre fartos e de resultados incertos.

O programa da Unicamp está em sua sétima turma, sem contar as versões "in company", e tem sido aperfeiçoado para ganhar perfil cada vez mais "mão na massa", como define seu coordenador. "É um curso muito prático, que discute os desafios das empresas na gestão de pesquisa e desenvolvimento (P&D)". Voltado para profissionais com experiência, ele funciona como uma espécie de laboratório, no qual são simuladas, testadas e debatidas questões como custeio à pesquisa, acesso ao financiamento e relacionamento com órgãos de fomento, além da interface com outras áreas, unidades ou empresas. Além de professores especialistas da própria instituição, alguns módulos são ministrados por professores convidados e profissionais de empresas inovadoras.

Na linha oposta, o Coppead, instituto de pós-graduação em administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não tem um curso específico, mas inclui o tema em todos os seus programas de pós-graduação e também na educação executiva. A ideia é tratar inovação como parte integrante e vital da estratégia, diz o professor Roberto Nogueira, responsável pelos cursos. Ele considera essencial a inovação na economia brasileira, "que padece de baixa produtividade, apesar do pleno emprego". Para Nogueira, a inovação precisa se tornar um processo orgânico, caso contrário o núcleo de P&D vai passar a maior parte do tempo tentando vender as novidades para outras áreas da companhia.




Na Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP), a visão predominante é que a inovação é um dos pilares da competitividade e, portanto, precisa abranger todos os aspectos: tecnologia, modelo de negócio, tratamento de recursos humanos, processos, logística, marketing e outros. "Todos os segmentos têm de estar atentos", diz Isak Kruglianskas, coordenador de MBA da FIA.

A instituição abriu este ano a 21ª turma do MBA Conhecimento, Tecnologia e Inovação, cujo objetivo é capacitar empresas a tomar decisões de inovação dentro de uma visão estratégica. Segundo Kruglianskas, trata-se do curso com público mais diversificado da FIA, que já planeja as primeiras aulas on-line para as próximas turmas.

Faz parte do programa um módulo internacional não obrigatório com a Universidade de Bentley, em Boston. Kruglianskas destaca a atualidade do MBA e sua interação com outras instituições de ensino internacionais, com o Massachusets Institute of Technology (MIT) e a Harvard Business School, além de visitas a empresas de excelência em inovação, como 3M e Embraer.

O Insper, por sua vez, interrompeu seu curso de gestão da inovação no ano passado para reformulá-lo. Ele volta em agosto sob o título de inovação e estratégia e será focada em gestão. "Vamos oferecer as ferramentas necessárias para a implementação de áreas de inovação", explica Rodrigo Amantea, coordenador da área de educação executiva do Insper. "O curso será voltado para organizações que queiram formar profissionais e criar práticas inovadoras em suas culturas".

Segundo Amantea, o programa terá um seminário de dois dias com David Palmer, especialista de Harvard. Da escola americana também serão usados uma série de estudos de caso e o recém-lançado simulador Black Bay. Nele, os alunos são submetidos a "dilemas de tomada de decisão" sobre inovação.

Gestão Estratégica da Inovação é o tema do curso da Fundação Dom Cabral, com foco na discussão de novos métodos de criação de valor pela inovação, exploração da área como estratégia empresarial e implementação de cultura de inovação dentro das companhias. A instituição também oferece esse conteúdo no modelo "in company".

Já a FGV In Company trabalha a formulação de nove propostas de cursos customizados. Um dos grandes desafios é usar a inovação de forma permanente, diz Goret Pereira Paulo, diretora do FGV In Company. "É possível aprender com o fracasso, mas isso não é valorizado pela maioria das empresas. A cultura de acertar sempre é o maior inimigo de um processo de inovação", diz. Em sua opinião, o curso personalizado traz "vantagens significativas" para as organizações, uma vez que é desenvolvido para atender a situações específicas.

Empresas e profissionais dispostos a gastar cerca de R$ 25 mil por seis dias de curso podem recorrer à prestigiada IMD Business School. As aulas são na sede, na Suíça, ou nos Estados Unidos. Voltado para a gestão de inovação e estratégia, o programa se propõe a fazer os alunos a vivenciarem situações que levem à inovação, afirma Bill Fischer, professor de gestão da inovação da IMD. Entre outros temas, o curso aborda gestão eficaz, dinâmica das cadeias de valor, aceleração da comercialização de mercados e ideias inovadoras.
Por Eduardo Belo | Para o Valor, de São Paulo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vendas da linha Galaxy S da Samsung somam 100 milhões de aparelhos



SÃO PAULO - Em mais um sinal do espaço que vem ocupando no mercado mundial de smartphones, a coreana Samsung informou hoje ter atingido a marca de 100 milhões de aparelhos da linha Galaxy S vendidos.

O número inclui as vendas dos modelos Galaxy SIII e dos antecessores Galaxy SII e Galaxy S. Segundo informou a Samsung, o Galaxy S, lançado em junho de 2010, vendeu 10 milhões de unidades nos primeiros sete meses no mercado. Já o Galaxy SII atingiu a marca em cinco meses, enquanto o Galaxy SIII vendeu 20 milhões de unidades em 100 dias.

O anúncio da Samsung acontece no mesmo dia em que notícias de agências internacionais indicam que a Apple teria diminuído a demanda por componentes para o iPhone 5 diante da menor expectativa de demanda.

(Bruna Cortez | Valor)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Brasil melhora participação em ranking global de inovação

O País conquistou duas novas posições no ranking mundial de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) elaborado pela consultoria americana Booz & Company.


O Brasil, que nas últimas duas edições anuais do levantamento era representado por cinco companhias, agora conta com sete. À lista - que tinha Petrobras, Vale, CPFL Energia, Totvs e Embraer - foram adicionadas Gerdau e Companhia Paranaense de Energia (Copel).

"A inserção dessas duas empresas não surpreende porque são companhias de setores de capital intensivo [energia e siderurgia] que precisam de P&D para dar eficiência na aplicação desses recursos", disse ao Valor Gustavo Roxo, sócio da Booz & Company no Brasil.

Das empresas que constavam nos levantamentos anteriores, todas melhoraram suas colocações. A maior evolução foi registrada pela CPFL Energia. A companhia saltou 71 posições e passou da 705ª para a 634ª. O levantamento é realizado desde 2005 e leva em consideração as mil maiores empresas de capital aberto do mundo.

Com o resultado das companhias brasileiras, o país somou US$ 3,7 bilhões, um incremento de US$ 1,6 bilhão na comparação com o estudo de 2010. Isso fez com que o país quase dobrasse sua participação nos gastos globais com P&D. A parcela do Brasil, que foi de 0,39% em 2010, ficou em 0,63% em 2011.

Na avaliação de Roxo, o desempenho do Brasil é positivo, mas as empresas brasileiras precisam evoluir muito seus investimentos para que o país possa se aproximar de nações emergentes como China e Índia. Juntos, os dois países registraram o maior aumento em recursos para P&D no mundo no ano passado: 27,2%, somando US$ 16,3 bilhões. Deste total, a China respondeu por mais de 90%. O país tem mais de 40 empresas na lista das mais inovadoras. A Índia, apesar de ter um volume de investimento (cerca de US$ 2 bilhões) menor que o do Brasil, tem nove empresas na lista.

A questão, segundo o especialista, não é só aumentar o volume de dinheiro aplicado nessa atividade, mas também ter mais atenção à classificação desses aportes dentro dos balanços. "Muitas dessas informações às vezes não estão claras nos balanços. Gastos com P&D acabam entrando como investimento normal. E é importante ressaltar isso até para valorizar o que a empresa faz", disse.

Globalmente, os investimentos em P&D das mil maiores empresas cresceram 9,6%, para US$ 603 bilhões. É o segundo ano consecutivo de crescimento, depois de recuos ocasionados pela crise econômica mundial entre 2008 e 2009. De acordo com Roxo, a retomada dos investimentos foi estimulada pelos Estados Unidos. "Os EUA, de certa forma, servem como referência para os investimentos em P&D no mundo. O sentimento de retomada da economia por lá é um forte estímulo", disse. Os investimentos das empresas americanas cresceram 9,7% em 2011, pouco acima da média mundial (9,6%).

Em 2011, a montadora japonesa Toyota assumiu a liderança da lista da Booz. Com um aumento de 16,5% em seus investimentos em P&D, a companhia chegou a quase US$ 10 bilhões em recursos aplicados, o que a fez passar da 6ª colocação para a primeira. O resultado permitiu à Toyota desbancar a farmacêutica Roche, que liderou as listas de 2009 e 2010. Com retração de 2,1% nos investimentos (US$ 9,4 bilhões em 2011 ante US$ 9,64 bilhões em 2010), a Roche ficou na 3ª colocação, e ficou atrás da também farmacêutica Novartis.

Na lista das dez companhias que mais investem em P&D no mundo, duas são do setor automotivo, quatro da área farmacêutica e quatro de tecnologia da informação. Na avaliação de Roxo, esses setores, em relação a outros segmentos, exigem aportes mais altos das companhias para se diferenciarem dos concorrentes.

Pelo segundo ano, nenhuma empresa do mercado de TI figurou na lista das três maiores investidoras em P&D. Duas companhias do setor, no entanto, tiveram altas de investimento bem acima da média, o que ajudou a elevar suas posições no ranking: Intel (27,3% a mais de investimento, passando da 11ª para a 8ª colocação) e Samsung (13,9% de incremento, subindo um degrau, para a 6ª colocação). Os setores de computação e eletrônicos lideraram os investimentos em P&D, com 28% do total.

Valor Econômico
Terça-Feira, 30 de outubro de 2012