Mostrando postagens com marcador Informatica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Informatica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Paulo Bernardo, nosso ministro da banda larga de 5 Mbps

Na falta do que mostrar…



Na Espanha – país que em breve terá uma rede de banda larga de 100Mbps – Paulo Bernardo, nosso ministro da banda larga de 5 Mbps, voltou a atacar os EUA pelos custos assumidos pelo Brasil com a falta de um PTT na América Latina (ponto de troca de tráfego). Que, segundo ele, obriga que 35% das conexões brasileiras tenham de passar pela rede norte-americana.

E aí se valeu do ataque para defender a tortuosa posição brasileira na UIT, que apoiou abertamente países contrários à neutralidade de rede, a maioria com viés ditatorial. Todas as grandes democracias do mundo foram contra a proposta da UIT.

* É o tipo da viagem que, o melhor que um ministro sem agenda faria, seria tomar vinho.
Do Blog Capital Digital. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vendas da linha Galaxy S da Samsung somam 100 milhões de aparelhos



SÃO PAULO - Em mais um sinal do espaço que vem ocupando no mercado mundial de smartphones, a coreana Samsung informou hoje ter atingido a marca de 100 milhões de aparelhos da linha Galaxy S vendidos.

O número inclui as vendas dos modelos Galaxy SIII e dos antecessores Galaxy SII e Galaxy S. Segundo informou a Samsung, o Galaxy S, lançado em junho de 2010, vendeu 10 milhões de unidades nos primeiros sete meses no mercado. Já o Galaxy SII atingiu a marca em cinco meses, enquanto o Galaxy SIII vendeu 20 milhões de unidades em 100 dias.

O anúncio da Samsung acontece no mesmo dia em que notícias de agências internacionais indicam que a Apple teria diminuído a demanda por componentes para o iPhone 5 diante da menor expectativa de demanda.

(Bruna Cortez | Valor)

sábado, 19 de maio de 2012

De cada 100 brasileiros, 65 desconhecem a Internet


Quando a maioria dos avanços alcançados pelas tecnologias de Informação e Comunicação se medem em meses e até em dias, no Brasil se medem em décadas. 

Convergência Digital. 

Um terço dos domicílios brasileiros tem acesso à Internet, um avanço considerável frente aos 10% medidos há uma década. Mas usar a rede ainda é algo essencialmente restrito aos mais prósperos e de maior escolaridade. Afinal, de cada 100 brasileiros com mais de 10 anos de idade, 65 desconhecem a Internet. 

Dez anos depois de apresentar seu Mapa da Exclusão Digital, a Fundação Getúlio Vargas divulgou nesta quarta-feira, 16/5, um novo Mapa da Inclusão Digital – elaborado em parceria com a Fundação Telefônica. Ele demonstra que a 6ª maior economia do planeta, o 5ºo maior mercado de celulares e o 3º de computadores continua com um imenso fosso digital.

Nos termos da pesquisa apresentada pelo economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, vale dizer que 90% das residências da classe A têm computador e conexão, realidade presente apenas em 2,5% das casas da classe E. A concentração é enorme. De cada 10 lares com computador e acesso, 7 acomodam os brasileiros mais ricos.

"A brecha digital preocupa não apenas porque a distância de oportunidades e de resultados entre providos e desprovidos de acesso à Tecnologia de Informação e Comunicação tende a aumentar numa época de forte inovação tecnológica, mas pela oportunidade de diminuir esta mesma desigualdade através de ações que melhorem a distribuição da quantidade e a qualidade do acesso digital", sustenta o estudo.

Não surpreende, portanto, que desigualdade semelhante seja verificada entre os estados da federação. “Se dividirmos os rankings de acesso em duas partes, na primeira, antes da 11a posição, enxergamos todos os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na segunda parte deste mesmo ranking, encontramos os estados do Norte e Nordeste”.

A análise com base em municípios persegue a mesma lógica. São Caetano, em São Paulo, é a cidade com maior índice de acesso 74%, seguida por Vitória-ES, Santos-SP, Florianópolis-SC, e Niterói-RJ, “que estão incluídos não por coincidência entre as cinco cidades mais classe AB do país”, diz o Mapa da Inclusão Digital.

Ou ainda: Vitória (80,6%) é a líder das capitais por acesso domiciliar por banda larga, seguida de Florianópolis (77%). Elas são as capitais com maior proporção de classes A e classes AB seguindo o ranking da FGV. Em Boa Vista e Macapá, onde o acesso por banda larga é de desprezíveis 0,36% e 1,69%, lideram o acesso domiciliar discado com 35,4% e 22%,

Desconexão e desinteresse
É quase certo que parte das conclusões do estudo serão usados como álibi pelas operadoras de telecomunicações do país: de que o custo não é o maior impeditivo ao acesso, mas sim o desinteresse, demonstrado por 33,1% dos sem Internet. Em seguida, 31,4% dos excluídos não utilizam porque não sabem. O custo do computador seria o fator excludente em apenas 1,76% dos casos – e o custo da utilização da conexão menos ainda, 0,40%.

O próprio estudo destaca, no entanto, que os números podem levar a uma conclusão apressada sobre o efeito custo no impacto geral. “Interessante é notar que, embora tenhamos constatado que o preço não é o principal impeditivo para o acesso à Internet, justamente a renda estadual parece ditar as posições do ranking estadual e municipal de uso”.

De acordo com o Mapa da Inclusão Digital, "seria possível que, ao possuir baixa renda, o indivíduo não enxergue a importância de ter a Internet como uma alavanca para suas outras habilidades, o que aumentaria a sua produtividade e consequentemente sua renda".

E, ainda, que "se a pessoa não tem acesso a microcomputador, não seria porque ela não tem renda, na maior parte dos casos? Portanto, antes de ela não ter acesso a microcomputador ela não imagina que o custo é elevado demais para que ela possa ter tal acesso?" Conclusão: "A metodologia da pesquisa força a pessoa a tratar as alternativas como independentes, mas o fato é que elas podem se apresentar por demais dependentes".