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sábado, 22 de setembro de 2012

Haddad jogou a toalha e namora Russomano

Ala do PT busca 'pontes' com Russomanno

Com a avaliação de que é considerável a chance de que Celso Russomano (PRB) vença a disputa pela Prefeitura de São Paulo, setores do PT já põem em prática a estratégia de restabelecer pontes com o candidato.

O plano tem o objetivo de evitar que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) patrocine Russomanno em troca de apoio à sua tentativa de reeleição, em 2014.

Petistas decidiram manter relações com o PRB ainda que o candidato petista, Fernando Haddad, seja seu adversário no 2º turno.

Para esses petistas, a prioridade é derrotar o tucano José Serra (PSDB) e evitar que Alckmin feche um acordo com o PRB com vistas a 2014.

"Nossa principal polarização é PT x PSDB. Nosso objetivo é levar Haddad para o segundo turno e tirar Serra. Conseguindo isso, o PT já é um vitorioso", disse o ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP), verbalizando um discurso corrente no partido.

Presidente do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, o bispo Marcos Pereira diz que já discutiu com o PT pacto de não agressão, a exemplo do que fez com Serra, após Haddad esboçar crescimento nas pesquisas.

Sem citar interlocutores, Pereira alega que a iniciativa só foi tomada há duas semanas, dois meses depois de sua conversa com Serra.

Segundo ele, a proposta teve acolhida no PT. "Tanto, que até agora, eles não partiram para a baixaria."

A adesão do PRB a manifesto em defesa do ex-presidente Lula é, para petistas, um sinal de boa vontade. Segundo petistas, o ministro Marcelo Crivella (Pesca) teria dito que Russomanno foi consultado sobre a nota. Crivella teria frisado que não existe acerto com Alckmin.

Por trás do discurso, há a constatação de que, sozinho, o PRB não tem condições de ocupar a máquina.

A estratégia esbarra na cúpula da campanha de Haddad, disposta a adotar tom mais agressivo na propaganda. Haddad descarta o apoio. "Nossa inclinação é estarmos no segundo turno."

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
Colaborou LUIZA BANDEIRA.

Em defesa do Lula que já está no México

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Falta de fundamentos. Tudo pelo voto

Haddad diz que é degradante ser ligado a Dirceu e Delúbio


A campanha de Fernando Haddad (PT), candidato à Prefeitura de São Paulo, declarou à Justiça Eleitoral ser "manifestamente degradante" para ele ser associado aos colegas de partido José Dirceu e Delúbio Soares e ao deputado federal Paulo Maluf (PP), que integra sua chapa.

Dirceu e Delúbio encabeçam a lista de réus políticos do processo do mensalão. Maluf responde a ações por desvio de recursos públicos.

A declaração foi feita para justificar ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um pedido para que a corte proibisse a exibição de uma propaganda produzida pela campanha de José Serra (PSDB), seu rival.

A peça tucana vincula o petista aos três personagens.

Nela, Haddad aparece ao lado de fotos de Dirceu, Delúbio e Maluf. "Sabe o que acontece quando você vota no PT? Você vota, ele volta", repete o narrador a cada personagem exibido.

"A publicidade é manifestamente degradante porque promove uma indevida associação entre Fernando Haddad e pessoas envolvidas em processos criminais e ações de improbidade administrativa", afirmam os advogados do petista, Hélio Silveira e Marcelo Andrade.

Na ação, a campanha ressalta que Haddad não é réu do mensalão.

"Haddad não é réu naquela ação penal originária do Supremo. (...) Não pode por isso ter sua imagem conspurcada por episódios que são totalmente estranhos à sua esfera de responsabilidade."

O texto diz ainda que "sempre que teve poder de nomeação", quando era ministro, Haddad "nunca nomeou Delúbio, Maluf ou Dirceu".

"Se tais pessoas jamais foram nomeadas por Fernando Haddad, o que sobra então a intenção dessa propaganda? Sobra a intenção de degradar através da associação da imagem do candidato às pessoas que surgem na tela."

Os advogados de Haddad indagam se "seria correto" "pela simples razão da coincidência de filiações partidárias" transportar para José Serra a "carga pejorativa que existe em torno do nome de Marconi Perillo", em referência a suspeitas que ligam o nome do governador tucano de Goiás ao escândalo envolvendo Carlos Cachoeira.

A Justiça negou o pedido do PT. O juiz Manoel Luiz Ribeiro afirma que "não se há que falar em degradação e ridicularização quando se estabelece a ligação entre o candidato e outros filiados a seu partido ou a partido coligado, ligação esta de conhecimento público e notório".

"Da mesma forma que um candidato pode ser beneficiado pelo apoio de correligionários bem avaliados pela população, pode ele ser prejudicado pela associação feita a políticos não tão bem avaliados", conclui o juiz.

Os principais fiadores da campanha de Haddad são o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e a ex-prefeita Marta Suplicy.

Procurado, o advogado de Haddad, Hélio Silveira, disse que, "de maneira alguma" tratou como degradantes os personagens citados na ação.

"Degradante é a forma feita pela campanha de Serra, o modo como ele usou as imagens para vincular Haddad ao processo do mensalão e outras denúncias", afirmou.

Ontem, na tentativa de atacar Serra e se defender da associação ao mensalão, Haddad, disse que "sabe montar equipe" porque nenhum colaborador de sua gestão no Ministério da Educação responde a processos.

"Meus colaboradores, ao contrário dos dele [Serra], não estão respondendo a processo de improbidade", disse, se referindo a ações contra secretários de Gilberto Kassab, sucessor do tucano.

Colaborou LUIZA BANDEIRA, de São Paulo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pesquisas em 22 capitais

A seguir, compilação de pesquisas sobre as eleições municipais nas capitais. Foram consideradas no levantamento só as 22 capitais para as quais estavam disponíveis pesquisas realizadas no mês de setembro (divulgadas até a manhã desta 3ª feira, 18.set.2012).

http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/files/2012/09/q21.png
Adicionar legenda

 




domingo, 16 de setembro de 2012

O que eles querem é educação e não dinheiro no bolso






O PT e suas entranhas



RIO DE JANEIRO - Não tenho nada contra o PT nem contra qualquer outro partido. Tinha até mesmo alguma simpatia pela imagem que ele criara, pelas intenções e posições que tomava, sob a liderança de um homem excepcional como Lula. No entanto é com certo pesar que vejo a sua lenta, mas progressiva deterioração política e moral -que, de alguma forma, afetará o seu patrimônio eleitoral.

Não há dúvida de que o partido ficou seriamente comprometido com o mensalão. Independentemente da decisão final do Supremo, suas entranhas ficaram escancaradas, revelando que em nada se difere dos demais partidos.

Como se não bastassem os recursos ilícitos que empregava para se manter e ajudar seus aliados, dona Dilma deu agora mais uma demonstração de que o PT se utiliza do poder para obter vantagens que, embora lícitas do ponto de vista administrativo, resvalam no mais escrachado fisiologismo.

Para atingir um alvo relativamente secundário, como a Prefeitura de São Paulo, a presidente demitiu Ana de Hollanda do Ministério da Cultura, nomeando uma petista de alto e valioso coturno, como Marta Suplicy, ajudando o candidato petista -que, mesmo com a colaboração integral e entusiástica de Lula, continua até agora patinando nas pesquisas eleitorais.

A mudança naquele ministério não tem outro significado senão o mais baixo estágio da política. Nem vem ao caso discutir a eficiência da ministra demitida nem as qualidades da nova titular.

Na reta final da campanha, dona Dilma apelou para a caneta presidencial e modificou o ministério que ela livremente escolheu, dando ao partido uma boca de fogo melhor comprometida com a realidade política e administrativa da capital paulista. Uma jogada que nada teve de brilhante ou necessária.

 Carlos Heitor Cony 

  Entranhas do PT aqui em Belém. 

O que pensa o PT do Edimilson?. 


O deputado Edmilson Rodrigues, do PSOL, mandou para o Encontro Municipal do PT um dos seus “fiéis” escudeiros e colaborador. Trata-se de uma figura conhecida no PT, o Stefani, aquele que comandava o grupo “nazifascista” patrocinado pelo ex prefeito para arrebentar os seus opositores, posto que este ainda permanece no PT.

Provavelmente bancado pelo deputado Edmilson, o Stefani liderou uma bancada de delegados do Encontro com o objetivo de votar moções confusas e que abrissem espaço para que avaliações equivocadas pudessem dar margem aos que defendem a submissão do PT aos interesses da candidatura do psolista.

Contudo, quando o Stefani defendeu publicamente que o PT deveria aprovar uma moção de “não agressão” ao PSOL como estratégia política para 2012, a casa caiu e ele foi ridicularizado pelo deputado Puty, que percebeu a manobra e defendeu uma moção no sentido contrário, obtendo quase a totalidade dos votos dos delegados na votação e impondo essa grande derrota ao “patrão” do camaleão.

O PT terá candidatura própria à prefeitura de Belém. O resto é papo furado !!
Do Blog do Vicente Cidade. 


Segue papo aqui em Belém.

Companheiro J.Q.,

Concordo contigo quanto ao acirramento das próximas eleições em Belém. Contudo, não acho que o Edmilson seja maior que o PT, será um candidato competitivo, é certo, mas não será maior que uma boa candidatura petista.

A postura do PSOL de ser inconsequente com o nosso governo e tolerante com o governo tucano revela que uma aliança com o PSOL será muito difícil.

O PSOL fez uma clara opção de buscar acordos de "não agressão" com a direita, agora precisa do nosso apoio para "entrar" na nossa base.

Particularmente não acho inteligente essa aliança com o Edmilson, sobretudo porque o objetivo deles não é só eleitoral em relação ao PT, passadas as eleições eles vão fazer a disputa partidária conosco, agindo com truculência e sacanagem como sempre fizeram.

Na "cabecinha" do PSOL o maior inimigo deles somos nós e não direita. Uma aliança com o PSOL será um grande tiro no pé.

Um abraço.



Voz fraca faz Lula focar em São Paulo

Em recuperação, ex-presidente evita viagens 

Em sua primeira eleição após deixar o poder, o cabo eleitoral mais disputado do país faz uma campanha reclusa. 


Ainda em recuperação — com garganta fragilizada pelo tratamento contra o câncer —, o ex-presidente Lula tem priorizado a atuação de bastidores.

Até agora, Lula fez apenas dois comícios, em Belo Horizonte e Salvador. A ausência dos palanques, além de seguir orientação médica que proíbe discursos inflamados de mais de 10 minutos, evita melindrar candidaturas de partidos aliados no plano federal.

Em Porto Alegre, por exemplo, Lula só deve participar de eventos com Adão Villaverde caso o petista dê uma arrancada nas pesquisas.

Diante das restrições, Lula gravou depoimentos para a propaganda de cerca de 120 candidatos do PT. As sessões se encerraram na última semana e não deverão ser retomadas, salvo alguma necessidade específica. A despeito da voz claudicante, Lula tem se demonstrado disposto e bem humorado.

Para Villaverde, ele gravou mais de 30 minutos de depoimento. O ex-presidente, contudo, sofre acessos de tosse cada vez que conversa demais, o que o deixa extremamente irritado. Isso também contribui para a preferência às gravações, que dispensam deslocamentos e são feitos nos estúdios do Instituto Lula, em São Paulo, em ambiente climatizado.

— Trinta segundos do Lula na TV atinge milhões de eleitores, muito mais gente do que um comício — compara o deputado federal Paulo Ferreira (RS), membro do grupo eleitoral do PT.

Movimentos políticos já visam à sucessão de Dilma


Desde o início do período eleitoral, Lula tem se empenhado com ênfase somente na candidatura de Fernando Haddad em São Paulo. Na terça-feira, por exemplo, os dois participaram de uma plenária com sindicalistas. Para a tarde deste sábado, estavam previstos dois comícios na capital paulista. Foi por pressão do ex-presidente que Marta Suplicy recebeu um ministério em troca do engajamento na campanha e que Dilma Rousseff gravou um depoimento para a propaganda do ex-ministro.

— Ele teve uma conversa séria com a presidente. Todos os esforços são para levar Haddad ao segundo turno — comenta um petista com trânsito no Planalto.

Na cúpula do PT, a vitória em São Paulo é considerada prioritária. Os dirigentes consideram a cidade, com 8 milhões de eleitores e um dos maiores orçamentos do país, fundamental para a reeleição de Dilma em 2014. É em nome de uma nova vitória de Dilma que Lula ensaia um armistício com o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos.

Eles haviam rompido por causa da sucessão no Recife e em Belo Horizonte, onde PT e PSB lançaram candidaturas distintas. Neste domingo, Campos participa de um ato da campanha de Haddad em São Paulo. Lula, em contrapartida, não deve viajar à capital pernambucana, onde o petista Humberto Costa foi superado nas pesquisas pelo afilhado de Campos, Geraldo Julio.

Com a reaproximação, o ex-presidente tenta evitar que os socialistas reprisem em 2014 a parceria estabelecida em Belo Horizonte com o PSDB. Lá, as duas legendas estão juntas pela reeleição de Márcio Lacerda, deixando o concorrente petista isolado.

Não por acaso, foi na capital mineira, berço político do senador tucano Aécio Neves, que Lula fez seu primeiro comício este ano, há duas semanas.
Zero Hora.