Google+ Badge

sábado, 14 de junho de 2014

No maior colégio eleitoral do Brasil aliança PMDB/PT melou.


PMDB oficializa a candidatura de Paulo Skaf ao governo de São Paulo



SÃO PAULO - O PMDB homologou no início da tarde deste sábado a candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado de São Paulo.
Foram 599 votos no total, com 596 votos a favor da chapa de Paulo Skaf para governador e três votos em branco. De acordo com a organização, 8 mil pessoas passaram pela convenção desde o início da votação, às 8 da manhã.

Segundo Paulo Skaf, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) há uma “mudança de polarização” entre as forças políticas paulistas após 20 anos.

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo disse ser natural que o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, esteja em primeiro nas pesquisas. Mas Skaf ressaltou a mudança de foco dos eleitores em relação às legendas, com o PMDB na briga direta pelo posto no lugar do PT, ao se referir às recentes sondagens que o colocam em segundo lugar na preferência do eleitorado.

Segundo o peemedebista, a campanha tem três meses para definir o quadro e levar o pleito a um segundo turno. Perguntado sobre as adesões de outros partidos, Skaf citou o Pros e o PDT e disse aguardar novas alianças.

Quebra de tradição

Em seu primeiro discurso como candidato do PMDB ao governo do Estado de São Paulo, Skaf afirmou que o partido “quebra uma tradição”. O candidato se refere à possibilidade de o PMDB enfrentar o PSDB nas próximas eleições, no lugar do PT. “A história nova já começou”, disse.

Skaf centrou o discurso na defesa das áreas de educação, saúde, segurança e transporte público. Afirmou que “sonha” em ter escolas em que as crianças aprendam e os professores sejam valorizados e que a educação seja referência internacional.

“Que o povo sinta segurança e seja respeitado quando precisar de atendimento médico”, disse. Em relação às obras do Metrô de São Paulo, “Não queremos 1,5 quilômetro por ano, queremos 70 quilômetros, que foram feitos em quatro décadas, em quatro anos”, disse.

Por Flavia Lima | Valor



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Discurso histórico


Discurso do Cristovam Buarque na convenção do PDT com com a posição contraria à chapa PT-PMDB em 2014.




COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS BRIZOLISTAS

Hoje, é um dia em que já não cabem propostas.
Estamos aqui para ratificar uma decisão já tomada pelo Partido desde o final de 2006, quando aceitamos trocar nossas propostas e nosso ideário por um ministério no governo recém-eleito e contra o qual vínhamos fazendo oposição desde o tempo de Brizola. Nestes quase dez anos, a decisão de continuar no governo foi mantida todos os dias. Atravessamos os escândalos no governo, inclusive no nosso ministério, sem uma crítica, uma autocrítica, nem ao menos uma análise sobre o que acontecia no País, no governo e em nosso partido. Assistimos a timidez das políticas sem oferecer propostas mais ousadas.
Ninguém pode negar avanços sociais e econômicos ao longo deste período. Mas não deveríamos deixar passar os equívocos, por omissão e por ação. Apesar de avanços no número de alunos no ensino superior fechamos os olhos à falta de prioridade à educação de base; não podemos deixar de elogiar programa como “mais médicos”, mas criticando o caos na saúde pública; tínhamos obrigação de denunciar a corrupção; não podíamos nos calar diante do desastre criado pelo aparelhamento de nossas estatais, especialmente da Petrobrás, símbolo do progresso, do potencial e do engenho brasileiro, criada por nosso maior líder que foi Getúlio Vargas; calamos diante da violência nas ruas; assistimos passivamente, arrogantemente, as manifestações do povo nas ruas.
Chegamos a 2014 com o partido entregue ao governo. O povo está nas ruas e nós lutando por um quartinho no fundo do palácio.

Nem ao menos dedicamos um minuto para pensar por que o povo está nas ruas, por que seu descontentamento e o que fazer para o Partido reencontrar sua aliança com o povo e com a história.
Para ficar no governo de hoje, abandonamos a história.
Sobretudo, não estamos levando em conta o esgotamento do atual modelo.
As bases do rumo que o Brasil segue desde 1994 estão esgotadas, enferrujadas.
Por vinte anos baseamos nosso destino na busca do:

- crescimento econômico tradicional,
- do controle da inflação,
- da transferência assistencial de rendas para os mais pobres,
- da democracia parlamentar.

O crescimento tradicional se esgotou.
É irresponsabilidade histórica continuar insistindo no rumo de uma economia baseada na exportação de bens primários e na produção de bens industriais dos anos 50 e 70. Ainda mais, para manter o governo nem tomando decisões muito arriscadas:
- gasta R$ 170 bilhões por ano de incentivos fiscais;
- aceita elevados déficits sistemáticos em conta corrente, além de déficit na balança comercial, o que não acontecia desde 2000;
- comemora o perfil de nosso produto que nada tem da economia do conhecimento que caracteriza o mundo de hoje;
- vê a economia se desindustrializando sem fortalecer um setor de criação de economia do conhecimento;
- incentiva e induz uma economia baseada no aumento do consumo à custa da necessária poupança para a construção do futuro;
- temos uma taxa de poupança interfira 13%, a menor taxa entre os países representativos da economia mundial, provocando o pequeno crescimento do nosso PIB e sacrificando o futuro;
- não consegue domar os juros, nem a inflação;
- temos uma das piores posições do mundo na classificação de competitividade;
- comemora-se sermos o sétimo PIB, já fomos o 5º, sem perceber que per capita estamos em 54ª posição e no Índice de Desenvolvimento Humano em 85º lugar, nosso PIB pode ser grande, mas é velho e mal destribuído.
- nossos preços sobem em taxas que assustam a população, com medo da carestia.
- o mercado de trabalho (bandeira historicamente ligada ao PDT): está aquecido (com taxa de desocupação em 7,1%), mas a qualidade do emprego está muito aquém do que o Brasil precisa.
Os postos de ocupação criados têm baixo salários, implicam em altíssima rotatividade e estão em geral ligados a atividades no setor de serviços (em geral com baixa produtividade). Além disso, há um número muito elevado de pessoas que não procuram emprego: Estima-se que 62,6 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho. São pessoas na idade de trabalhar, mas que não estão ocupadas nem procurando emprego.
A base para a manutenção da estabilidade monetária se esgotou.
Nos últimos anos houve um relaxamento nas âncoras que mantém a estabilidade de preços. Os gastos públicos têm previsões muito preocupantes para o futuro próximo. A âncora cambial se esgota, devido ao seu impacto negativo sobre nossa competitividade internacional. Somos obrigados a elevar taxas de juros. A lei de responsabilidade fiscal vem sendo desrespeitada.
A base das transferências assistenciais está se esgotando.

O programa de bolsas tem um papel fundamental na necessária generosidade para enfrentar a pobreza extrema de milhões de nossos compatriotas excluídos do essencial para a sobrevivência. Mas sem a garantia de escola de qualidade ele virá um programa assistencial, não um programa transformador social. O programa de transferência de renda completa vinte anos desde seu início, com características educacionais, em um governo do PT com a participação do PDT em Brasília; 15 anos desde sua expansão para todo o Brasil. Graças ao governo Lula e Dilma a ampliação permitiu atender praticamente todos que dela precisam. Sem esta ampliação o quadro da pobreza teria continuado da forma assustadora e vergonha-se do passado. Mas esta base social das últimas décadas demonstra esgotamento estrutural pela incapacidade de oferecer uma porta de saída clara e eficiente que faça com que nenhum brasileiro precise mais dela;
O governo não tem sido capaz, nem demonstra compromisso em transformar os “beneficiários de bolsas” em “geradores de renda”.
Vale lembrar, que apesar de seu pequeno custo como proporção do PIB, apenas 0,5%, hoje 76% da receita federal vão para gastos de transferências de renda, no lugar de investimentos para gerar renda. E esta proporção cresce de maneira que nos próximos dez anos o governo estará completamente esgotado em suas finanças, se esta população não migrar da necessidade de bolsa para a geração de renda.

Nossa democracia se mostra não apenas esgotada, mas viciada.

Esgotada pelos vícios da corrupção generalizada em todos os setores da sociedade, muito especialmente no comportamento político:

- com regras eleitorais atreladas ao poder econômico e que dificultam renovação;
- sem estratégia para o longo prazo e viciado no imediatismo;
- sem uma vida partidária, sem identidades ideológica e moral;
- totalmente pragmática e desprogramática;
- com tolerância à corrupção;
- sem uma convivência estável entre os três poderes.

Em consequência, uma democracia desacreditada e desmoralizada como o povo demonstra nas ruas. Vivemos uma guerrilha organizada pelas redes sociais, sem lideranças, sem programas, sem partidos; com manifestações, que unem desiludidos e desesperados, capazes de inviabilizar o bom funcionamento da sociedade e criando um caldeirão propício para tentativas autoritárias, vindas de quem está no poder ou de quem faz oposição; e sem prioridades comprometidas com a transformação social, que deve ser a obrigação de todo partido progressista como o nosso, criado sob a liderança de Brizola.
Companheiros e companheiras, nos últimos meses discute-se qual será o legado a ser deixado pela Copa do Mundo. É cedo para saber se qualquer dos legados prometidos serão cumpridos:
- se os estádios serão pagos pelo setor privado;
- se haverá melhoria substancial na mobilidade social e por que esta melhoria precisava de uma Copa, uma vez que todos os recursos e decisões de investimento são nacionais;
- se haverá uma elevação da renda que compõe os gastos.

Mas, desde já pode-se dizer que um legado da Copa foi a descoberta pelo povo de que além da corrupção no comportamento dos políticos, há também uma corrupção na definição das prioridades, optando-se por investimentos para o presente dos ricos, sem compromissos com as transformações estruturais, sociais, econômicas, culturais que o País precisa para seu futuro e nossa população pobre precisa para ser incluída definitivamente, estruturalmente, sem necessidade de transferência de renda.

O povo descobriu que nós, os políticos e nossos partidos não estamos sintonizados com o espírito das ruas. Apesar disso, ruas não entraram em nossas análises para a decisão que tomaremos nem na definição das prioridades que deveríamos levar ao governo que nos propomos continuar apoiando.

Repito, o poder está nas ruas e nós estamos buscando um quartinho no palácio.

Esgotamento das bases do modelo de desenvolvimento e funcionamento da sociedade e da economia está provocando uma implosão.

O futuro está implodindo no vergonho estado de nossas escolas, mesmo depois de 12 anos de governo do PT e 8 de nossa participação nele. As tentativas de erradicação do analfabetismo e as mudanças na educação de base iniciadas em 2003, inclusive com o programa Escola Ideal para implantação de horário integral pela federalização da educação de base, nos moldes defendidos por Brizola e Darcy, foram interrompidas a partir de 2004. A ideia de um programa de federalização entregue ao governo em Setembro de 2011 nunca foi nem ao menos considerada. O resultado é o aumento no número de analfabetos em 2013 em relação a 2012.
Tudo isso por fazer a opção e definir prioridade pela ampliação do Ensino Superior. O governo Lula e Dilma com programas de cotas e o PROUNI foram capazes de ampliar substancialmente o número de alunos no ensino superior, e mudar o perfil social e racial destes alunos, mas este sucesso se esgota ao esbarrar na fragilidade dos alunos que nele entram depois de um ensino médio insuficiente.

O futuro do País está implodindo nos limites de nossa economia sem poupança, sem capital conhecimento, com excesso de gastos públicos, com dependência de incentivos fiscais, sem possibilidade de reduzir os juros.

O futuro do País está implodindo na necessidade de transferência de renda sem as quais em vez de gerar renda nossa população se mantém na assistência e cai de volta na fome e na miséria, cada vez que a inflação corrói o valor da bolsa.

O futuro de nosso País está implodindo em uma democracia corrupta, corruptora, viciada no imediatismo, sem partidos programáticos, sem políticos atentos e comprometidos com o povo, uma democracia sob suspeição pelo povo.

Está na hora do PDT recuperar os sonhos de sua Fundação, reler o que dizia Brizola e os demais líderes históricos e apresentar um programa para o futuro do Brasil. A proposta apresentada pelo PDT na campanha presidencial de 2006, sob o titulo de “A Revolução pela Educação – Como Fazer!”, poderia ser a base para uma revisão que permitisse ao partido ter um programa para o futuro. O ideal seria que tivéssemos um candidato a presidente, o que propus com a tranquilidade de quem há seis meses disse que não aceitaria ser este candidato. Mas, se não escolhesse um candidato próprio, que ao menos cumpríssemos nossa obrigação com o País e o nosso povo entregando aos candidatos as nossas propostas alternativas transformadoras. A análise destes tempos vai nos acusar de termos perdido o vigor transformador que caracterizou nossa fundação e nossa política até recentemente.

Ouvi a algumas semanas do presidente Lupi que é muito difícil sair de um governo depois que entramos nele e nos acostumamos com cargos. Ele falava mais em relação aos nossos problemas locais, onde os companheiros não aceitam sair dos governos estaduais. Mas, se é difícil sair do governos, muitas vezes é irresponsabilidade continuar neles, escolhendo o silêncio e o apoio cego, humilhado, subordinado e alienado.

O povo está nas ruas, não é hora de silenciar para manter um quartinho no palácio.

Perder a sintonia com o descontentamento das ruas, deixar de apresentar, defender e lutar pelas reformas que o Brasil necessita, fiscal, educacional, industrial, agrícola, política é ignorar os sonhos de Brizola; manter-se na subserviência é não lembrar mais de Brizola; ser apenas um puxadinho de partidos no poder em troca um ministério é romper com Brizola. Como seus herdeiros, não temos este direito.
Sem a liderança do Lupi nos anos seguintes à morte do Brizola, dificilmente o PDT teria sobrevivido, mas se continuar nosso rumo conforme os últimos anos, o PDT não sobreviverá como uma entidade política para fazer as reformas que o País precisa. Além de conservador, será um partido apêndice. Não temos o direito de deixar que isso aconteça.
Mas, as decisões já estão tomadas para 2014, não adianta propor qualquer rumo no lugar do atrelamento. Resta recuperar depois os erros do presente. Olhar para 2018 e os quatro anos que temos até lá. Nos preparando para enfrentar o esgotamento e propor um novo rumo para o País graças a um novo rumo para nosso PDT.
Nunca foi tão importante quanto agora gritar bem alto “Viva Brizola” e fazermos com que este grito seja coerente com nossas posições e lutas, não apenas um grito vazio, sem sintonia com a realidade.
Viva Brizola, viva o PDT.
Cristovam Buarque.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Perfume nativo

A francesa L'Occitane foca seu crescimento no mercado local com a marca L'Occitane au Brésil. O objetivo é chegar a 400 pontos de venda em cinco anos, diz Benjamin Beaufils



Beaufils, da L'Occitane no Brasil: linha deve atingir 300 itens
 fabricados localmente e será vendida no exterior
Há um ano, a francesa L'Occitane lançou no país uma marca que leva o nome do Brasil e cujos cosméticos são criados a partir de plantas da biodiversidade local. Com preços mais acessíveis, a L'Occitane au Brésil passou a ser a principal aposta de crescimento da operação brasileira. O plano é passar dos atuais 33 pontos de venda exclusivos para 400 lojas e quiosques em cinco anos, afirma o presidente da companhia no Brasil, Benjamin Beaufils.

Os produtos da nova marca são os únicos do grupo fabricados no Brasil, por empresas terceirizadas. Os preços são, em média, 30% menores em relação à L'Occitane au Provence, cujos itens são importados.

Para acelerar a expansão da marca inspirada no Brasil, a companhia optou por adotar o sistema de franquias. Das lojas já abertas, 20 são franquias. A L'Occitane en Provence, no país desde 1995, tem apenas 14 de seus 92 pontos operados por franqueados.

A abertura de lojas da marca mais antiga do grupo deve ser mais lenta e, principalmente, com investimento próprio. Em 2013, oito unidades foram inauguradas. "A L'Occitane en Provence nunca será deixada de lado, mas hoje grande parte dos nossos esforços estão na L'Occitane au Brésil", diz Beaufils, há quatro anos na operação local, dois deles como presidente. O grupo também importa, desde 2012, os produtos da marca Le Couvent des Minimes, vendidos em lojas do supermercado Pão de Açúcar.

"O primeiro objetivo é fazer uma marca forte aqui no Brasil, mas também temos a ambição de torná-la uma marca internacional", afirma o executivo, sobre a L'Occitane au Brésil. A marca acaba de dar o primeiro passo rumo ao exterior, por enquanto em uma ação temporária. Os produtos invadiram 1,5 mil lojas da L'Occitane en Provence em 45 países, onde serão vendidos até o fim da Copa do Mundo.

No Brasil, os itens também são encontrados em lojas da Provence, onde ficam expostos em móveis exclusivos. De acordo com Beaufils, a convivência das duas marcas foi saudável. "Gerou muito mais uma curiosidade do que canibalização". Mas a ideia é separar cada vez mais os canais de distribuição para que cada marca siga seu caminho e se diferencie perante os consumidores. Segundo o executivo, o público-alvo da L'Occitane au Brésil também está nas classes A e B, mas é mais jovem.

Conhecedora dos ingredientes da Provença, a L'Occitane busca com a "Brésil" se aprofundar na natureza brasileira. A empresa pesquisa no país plantas que ainda não tenham sido usadas por concorrentes e que tenham propriedades para a indústria cosmética. Descobriu, por exemplo, que a capacidade de retenção de água do mandacaru pode ajudar na hidratação da pele.

O portfólio da L'Occitane au Brésil tem cerca de 60 produtos, como hidratantes, xampus e colônias. A empresa quer ter 100 itens até dezembro e atingir 300 em 2016. O plano é estrear em categorias que a marca ainda não atua e lançar novas linhas. Atualmente são cinco: araucária, bromélia (Mata Atlântica), jenipapo (Cerrado), mandacaru (Caatinga) e vitória-régia (Amazônia). "O país tem a maior biodiversidade do mundo e ainda há muita coisa a ser explorada", afirma Beaufils.

Segundo o executivo, parte dos recursos levantados com a abertura de capital da L'Occitane estão sendo usados no projeto. A L'Occitane foi listada na Bolsa de Hong Kong em 2010, quando captou cerca de US$ 700 milhões.

No ano fiscal terminado em março, a operação brasileira foi a que mais cresceu entre os 90 países onde a L'Occitane atua. A receita líquida avançou 21% em moeda constante no período, e Beaufils espera manter o ritmo de crescimento este ano. As vendas globais aumentaram apenas 1% no período, para € 1 bilhão. O Japão é o maior mercado da companhia, seguido por Estados Unidos e Hong Kong. A França vem em quarto lugar. O Brasil é o oitavo, ainda atrás de China, Rússia e Reino Unido.

O Brasil tem o terceiro maior mercado de cosméticos e produtos de higiene pessoal do mundo e está entre os que mais crescem. A desaceleração da economia e o câmbio desfavorável, no entanto, desafiam as empresas. "Temos que conviver com isso, mas estamos acostumados a lidar com a variação das taxas cambiais", diz Beaufils. Em euros, a receita líquida do grupo aumentou apenas 4% no país no último ano fiscal, para € 46 milhões.
Por Adriana Meyge | De São Paulo

Em rádio e TV, Dilma defende a Copa no Brasil e critica "pessimistas"



BRASÍLIA - Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff fez uma defesa veemente da realização do mundial no Brasil, em pronunciamento de 10 minutos veiculado na noite desta terça-feira, em cadeia nacional de rádio e televisão. Dilma rebateu as críticas de que recursos para saúde e educação teriam sido desviados para a Copa, exaltou o legado em infraestrutura, criticou os pessimistas contrários ao evento e defendeu a liberdade de manifestações.

“Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação. Trata-se de um falso dilema”, disse a presidente. Dilma afirmou que investimentos nos estádios dividiram recursos de bancos públicos federais, governos estaduais e empresas privadas, que somaram R$ 8 bilhões. Em contrapartida, entre 2010 e 2013 – período das obras dos estádios – Estados e municípios investiram cerca de R$ 1,7 trilhão em educação e saúde. “O valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o investido nos estádios”, rebateu.

Dilma acrescentou que as contas da Copa estão sendo analisadas, “minuciosamente”, pelos órgãos de fiscalização, e eventuais irregularidades serão punidas “com o máximo rigor”.

A presidente criticou aqueles que pregaram a não realização do evento. “No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo”. Ela relatou que os estádios ficaram prontos, os aeroportos tiveram sua capacidade dobrada e frisou que “não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela”. Chamou de “ridículas” as previsões de que haveria até mesmo uma epidemia de dengue.

Dilma relatou que garantirá a segurança de todos brasileiros e turistas que queiram assistir aos jogos. E completou que o sistema de comunicação e transmissão das partidas é de “última geração”.

Ela usou a comparação entre o Brasil que sediou a Copa de 1950 e o país dos dias de hoje como mote para mencionar os protestos e exaltar o avanço democrático e a plena liberdade de manifestação. “Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas”, afirmou.

Ela voltou a lembrar a principal bandeira desta Copa: o combate ao racismo e a todas as formas de violência e preconceito. Será a “Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento”. Ela encerrou com uma mensagem à seleção brasileira: “o povo brasileiro ama e confia em sua seleção. Estamos todos juntos para o que der e vier”, concluiu.

(Andrea Jubé | Valor)

domingo, 8 de junho de 2014

Como é que fica? PT/PMDB/DEM ?





Reitores querem mais ICMS para elevar orçamento das universidades paulistas



Diante da atual crise financeira e pressão da comunidade acadêmica por melhores salários e mais transparência, os reitores das três universidades estaduais paulistas decidiram pedir mais recursos para composição orçamentária ao governo do Estado e até à União. Há dez dias, USP, Unesp e Unicamp enfrentam greve parcial de professores, funcionários e alunos, revoltados com a decisão de congelamento dos reajustes salariais deste ano - as três instituições comprometem hoje com folha de pessoal entre 95% e 105% do total de seus orçamentos, que somam cerca de R$ 9 bilhões em 2014.

Valor Econômico

Não gostou

Aliança com Alckmin é 'equívoco', avalia Marina Silva


SÃO PAULO - Em nota divulgada neste sábado, Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos, do PSB, criticou a decisão do partido de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

"Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual", disse ela.

Na véspera, o diretório do PSB paulista aprovou por unanimidade o apoio ao PSDB no Estado.

A ex-senadora afirma esperar que o PSB paulista reverta a decisão. Mas deixa claro que, do contrário, a Rede "seguirá caminho próprio e independente" no Estado.

"Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB."

Caciques

Marina sempre foi contra o apoio a Alckmin sob o argumento de que ele contradiz o discurso nacional da sigla, que prega a "nova política" em detrimento das alianças com " caciques".

Mas, nas últimas semanas, o PSB voltou a pressionar pela aproximação com o governador. O partido defende o nome de Márcio França como o candidato a vice-governador na chapa de Alckmin ou como candidato ao Senado. Gilberto Kassab, do PSD, também é cotado para a vice.

Campos aparece em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

(Folhapress)