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sábado, 23 de janeiro de 2010

Estados Unidos e a China não brincam de protecionismo, eles são os maiores


Estados Unidos e a China ditam as regras e os países crescem no sentido e direção que eles conduzem. Seu protecionismo não é brincadeira e o que mais gostam é de commodities o resto eles querem produzir e a China igual importam matérias primas, recursos mataurais, prodtos primários e eles processam e agregam valor;

A história se repete, ano após anos, década após década, da mesma forma desde o início do capitalismo, desde que houve troca com as nações desenvolvidas.

As minas é um exemplo assustador e o Pará a prova de que as coisas continuam inalteradas. Um modelo de exploração dos recursos naturais, baseado na exportação de commodities e na destruição do meio ambiente e do esgotamento dos seus recursos.

Veja aqui um exemplo dessa política protecionista dos países desenvolvidos e da China.


O Departamento do Comércio dos EUA disse que vai examinar a possibilidade de impor tarifas de compensação e antidumping contra a importação de tubos de perfuração da China. O anúncio é a mais recente resposta ao crescente número de queixas de companhias e sindicatos americanos contra as práticas comerciais injustas da indústria chinesa.

O número total de investigações tarifárias em andamento no Departamento do Comércio envolvendo a China soma mais de vinte. Os requerentes são o United Steelworkers, TMK Ipsco, VAM Drilling, Texas Steel Conversion e o Rotary Drilling Tools.

Eles buscam tarifas de importação compensatórias contra o que alegam ser subsídios governamentais e sustentam que o tubo está sendo vendido a um valor abaixo do normal, o que garante a aplicação de tarifas antidumping. As importações de tubos chineses pelos EUA, usados na perfuração de poços de petróleo, dobraram entre 2006 e 2008 em volume.

Essas compras foram avaliadas em US$ 195 milhões em 2008. Antes que possa seguir adiante com a investigação, o Departamento do Comércio tem de aguardar uma decisão da Comissão de Comércio Internacional (ITC, na sigla em inglês) sobre se existe uma chance razoável dos produtores americanos serem atingidos pelas importações.

Pelo cronograma do ITC, uma decisão será tomada em 16 de fevereiro e o Departamento do Comércio planeja tomar uma decisão preliminar sobre tarifas de compensação em março e sobre tarifas antidumping em junho.

Veja esta e outras matérias Aqui

Mudança climática: Indústrias freiam iniciativa da União Europeia

Por David Cronin, da IPS


Bruxelas, 22/1/2010 – Apenas um mês após os líderes mundiais reunidos em Copenhague obterem um débil acordo para enfrentar a mudança climática, indústrias dos países mais contaminadores da União Europeia tentam dissuadir as autoridades de tomarem medidas mais contundentes. O Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic), uma das maiores associações industriais estabelecidas em Bruxelas, sede da UE, começou o ano cobrando de instituições do bloco regional a se absterem de fixar objetivos mais ambiciosos do que os já acordados para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

E parece que seus esforços já deram fruto. A Espanha, presidente de turno da UE, propôs ontem que a posição negociadora do bloco depois da Cúpula sobre Mudança Climática de Copenhague não seja diferente da anterior à Conferência. Essa posição europeia comprometia a associação regional de 27 membros a reduzir suas emissões contaminantes em 20% abaixo do nível de 1990 até 2020 e a aumentar esse objetivo para 30% unicamente se outros países industrializados realizarem cortes semelhantes.

A Espanha fez esta proposta em uma reunião de diplomatas encarregados de desenvolver o acordo alcançado em Copenhague. Esta tarefa deve terminar no final do mês, quando os governos do mundo deverão ter declarado formalmente seus compromissos de redução para a próxima década. O Cefic afirmou que se opõe a medidas unilaterais mais amplas da UE porque estas medidas colocariam as indústrias europeias que exigem muita energia em desvantagem competitiva com relação às de outras regiões.

“Para nós, a redução da emissão de gases contaminantes não é um concurso de beleza”, disse à IPS Philippe de Casablanca, especialista em clima do Cefic. “De nada serve ser a região com melhor desempenho contra a mudança climática se seu exemplo não é imitado com reduções significativas em todo o mundo. Este concurso não é vencido apenas por um, mas por todos trabalhando juntos”, acrescentou.

Entretanto, grupos ambientalistas acreditam que a UE deveria procurar um objetivo de redução dos 30% como mínimo nas emissões derivadas da queima de combustível fóssil, sem importar o que fazem os outros grandes atores da economia mundial. Acrescentam que a tática do bloco de incitar terceiros a imitar suas medidas não deu resultado e que é hora de guiar com o exemplo. Matthias Duwe, diretor da rede ambientalista Climate Action Network Europe, afirmou que a União Europeia não demonstrou uma autêntica liderança na capital da Dinamarca e “parece estar cometendo o mesmo erro agora. Cruzam-se os braços esperando pelos demais, quando deveria ter um senso renovado da urgência”, acrescentou.

Leia em Envolverde a matéria completa aqui

(IPS/Envolverde)

No Blog da Governadora do Pará 

A Governadora do Pará inaugura obras no interior. não são grandes obras, mas são importantes para a comunidade. Na verdade só cumpre com seu dever. É um trapiche, reforma de uma escola, um ponto de internet para comunidades carentes, uma rua asfaltada, uma praça em bairro do interior, reconstrução de uma ponte, construção de outra, compra de lanchas para a Polícia Militar, etc. etc.
Vai somando tudo e vc terá uma política social muito importante. entretanto, isso não é tudo, ela prometeu mudar o modelo de desenvolvimento no Pará e ainda está devendo.

Visite o Blog e confira aqui as inaugurações e a felicidade das comunidades que consiguem aparecer nas fotos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Belém, Pará - Hoje a terrinha amanheceu quente

Sem maiores comentários. Se está interessado na matéria completa, acesse o Blog da jornalista Ana Célia Pinheiro (Perereca da Vizinha). Hoje se inspirou no Olimpo.

O Meu Comentário: (da Jornalista)

Fazia tempo que não tinha o desprazer de ir àquela cloaca que o deputado federal Vic Pires Franco insiste em chamar de blog.

Infelizmente, uma amiga me chamou a atenção para o fato de o meu blog ter sido novamente citado naquela imundície.

Fui lá.(EU NÃO)

 
E constatei que esse arremedo de homem e de deputado insiste em me ofender e à blogosfera inteira, acobertado que se sente pelo mandato que possui e pelo fato de a Justiça brasileira não punir filhinhos de papai, como é o caso dele.

Vic é, realmente, um exemplo extraordinário de canalhice, mesmo na acanalhada política brasileira.

É um sujeito que se utiliza de um mandato eletivo para ofender as pessoas, como se um mandato eletivo fosse espécie de carta branca a tal comportamento.

É, em suma, uma desonra para o parlamento paraense e brasileiro, e, quem sabe, um caso a ser examinado pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados.

Conheço muitos blogs e sites de políticos; leio, nos jornais, artigos de deputados, senadores, governadores e até do presidente da República.

Mas, em todos esses artigos, sites e blogs o que vejo é que esses parlamentares agem como cidadãos, na defesa democrática de seus ideais.

Algumas vezes de maneira incisiva, é verdade. Mas, sempre na defesa das idéias que consideram justas.

Vic, no entanto, não age assim.

Se espremermos o blog dele, o que sobra é palhaçada, leviandade. Ofensas gratuitas, acusações sem provas. Preconceito, misoginia. E até a exposição intensiva dos próprios filhos, em benefício da carreira dele.

Nada, rigorosamente nada, em favor do interesse público. Apenas uma berlinda financiada com dinheiro público, para um ego miserável e acovardado.

E o que mais espanta é que Vic acha tudo isso lindo, maravilhoso.

Quer dizer, é menos que um doente mental, tamanha a sua incompreensão da dignidade do cargo que ocupa.

A dignidade que deveria obrigá-lo a usar de seu blog para debater idéias – e não para disseminar fuxiquinhos, fofoquinhas, futriquinhas, num espetáculo rigorosamente deprimente para um parlamentar.

Tão ou mais grave, é que Vic é um sujeito tão frouxo, tão acovardado que nem sequer tem a coragem de assumir as acusações que faz, seja através de suas insinuações pestilentas, seja através dos anônimos que encena em seu blog.

Quer dizer: todo esse negócio de “macheza”, de coragem, de “valentia” que ele apregoa por aí, não passa de lári-lári.

Porque, quando chega na hora de sustentar alguma acusação, o “corajoso” deputado Vic Pires Franco simplesmente se esconde atrás do dinheiro, do mandato, das insinuações imundas e do anonimato.

Não passa, portanto, de uma figurinha oca e amoral. Um gnomo em termos de caráter, a provocar repugnância em qualquer pessoa com um mínimo de dignidade.

Desde um café da manhã que a governadora Ana Júlia Carepa ofereceu aos blogueiros paraenses, há cerca de um mês, que o deputado Vic Pires Franco não pára de nos caluniar, com essas insinuações covardes de que somos “chapa-branca”.

É como um demente que se considera a própria Fonte da Integridade: Vic passa o perobal na cara e garante pra todo mundo que faz o único blog independente do Pará.

Como se ninguém soubesse que ele é presidente estadual do DEM, a vanguarda do atraso do Brasil.

Além disso, é um deputado servil, que vive por aí, de quatro, diante de tudo o que é liderança política deste estado, a tentar descolar uma boquinha.


Leia a matéria completa no Blog da Célia Pinheiro aqui

Ciência e Tecnologia - CNPq recebe projetos para realização de pesquisas até 25 de janeiro



Edital prevê a aplicação de recursos financeiros, não reembolsáveis, no valor global estimado de R$ 13 milhões.

Os interessados em enviar propostas de pesquisa nas áreas de biodiversidade e biotecnologia têm até o próximo dia 25/01 para se inscreverem na chamada pública nº 66/2009. Os projetos devem ser encaminhados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas On line, disponível na Plataforma Carlos Chagas.

O edital objetiva apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação que visem contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do País e integrar competências para a consolidação da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte). Desta forma, formando doutores com foco na biodiversidade e biotecnologia, gerando conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

A chamada pública prevê a aplicação de recursos financeiros, não reembolsáveis, no valor global estimado de R$ 13 milhões, sendo R$ 9 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT–Ação Transversal), R$ 2 milhões do Fundo Setorial da Amaz (CT-Amazônia) e R$ 2 milhões do Fundo Setorial de Biotecnologia (CT-Biotecnologia), a serem liberados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do CNPq.

A Rede Bionorte, instituída por meio da Portaria MCT nº 901, de 04 de dezembro de 2008, é uma rede integrada por instituições de ensino e pesquisa da Amazônia Legal, cujos projetos de pesquisa produzirão impactos socioeconômicos e permitirão a melhoria da qualidade de vida da população da Amazônia brasileira. É dirigida por um Conselho Diretor, gerenciada por um coordenador executivo e assessorada por um Comitê Científico. Está previsto que terá duração de seis anos, a partir da data de publicação da Portaria de criação, podendo ser renovada, a critério do MCT, mediante indicadores de uma Comissão Independente de Avaliação.

(Envolverde/Ministério da Ciência e Tecnologia)


Presidente eleito dança...e mal, "si, si pero dança" Veja i video recente aqui:

Ainda não se sabe que tipo de presidência Sebastian Piñera oferecerá aos chilenos. Ele só toma posse em março.

Algo já se pode afirmar, contudo: se tiver no governo desempenho semelhante ao que exibe na pista de dança, o Chile está perdido.

Piñera elegeu-se no último domingo. Dois dias antes, comparecera a um programa de TV. Convidado, aventurou-se a dançar ao som de Thriller, de Michael Jackson.

O resultado pode ser conferido lá no alto. Depois de assistir, responda: você confiaria o voto a um personagem como esse?


Empresas e biodiversidade:


Fundação O Boticário apóia projeto Oásis de Apucarana

Primeiros proprietários começam a receber os pagamentos em 26 de janeiro


A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza desenvolveu, em parceria com a Prefeitura Municipal de Apucarana, a metodologia adotada no Projeto Oásis Apucarana, que vai premiar financeiramente 63 proprietários de terras da região para que preservem as florestas da região, especialmente aquelas áreas com nascentes. Os pagamentos iniciam em 26 de janeiro.

O Projeto Oásis/Apucarana foi lançado em agosto de 2009 pela Prefeitura Municipal, com o objetivo de melhorar a quantidade e qualidade da água dos rios que cortam o município e contribuir com a qualidade de vida dos moradores da região. Para isso, os proprietários de terra serão incentivados, por meio do apoio financeiro, a proteger as suas áreas com florestas e nascentes, a aumentar a cobertura vegetal de suas terras, adotar ações de saneamento ambiental e promover práticas conservacionistas de solo e recuperação de áreas degradadas.

A Fundação O Boticário contribuiu com o conhecimento técnico científico para o desenvolvimento da metodologia adotada para definir os valores que serão recebidos pelos proprietários integrantes do projeto "Essa metodologia que ajudamos a desenvolver possibilita que os proprietários com áreas mais bem conservadas tenham uma pontuação maior e também recebam mais. Com isso, o Projeto Oásis oferece estímulo para que as áreas naturais da região sejam conservadas", diz a diretora executiva da Fundação O Boticário, Malu Nunes.

Leia a matéria completa aqui

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Curiosidades - There's no such thing as a free lunch



Viajar para América do Sul em linha aérea brasileira? Ou vai de G ou vai de T, quando existia V todo era diferente. Quem diria, “qualquer tempo passado foi melhor”. Não acredito que seja assim, o presente e futuro sempre serão melhores que o passado. O avanço da ciência, tecnologia e inovação, têm feito com que as comunicações sejam melhores, com mais oportunidades de escolha. Mas no caso que relato não foi assim.

Peguei um vôo nessa G, que está aí na foto e o desastre foi total para minha coluna e em geral para minha estrutura óssea, que ficou gravemente afetada por uns três dias, apesar das minhas amplas qualidades de esportista amador, que agüenta uma cadeira apertada, em uma fileira Nº. 32, com as pernas encolhidas, sem conseguir esticar. Felizmente do meu lado, minhas filhas, que apesar de que já viajaram em classe executiva, por esses erros da burocracia, encararam esta viagem na aeronave G, como uma festa, com fome, só um sanduíche de queixo com presunto de peru e aquele suco ligth ou refrigerante, entretanto felizes.

O avião não caiu, passamos pela cordilheira e essa aeronave, mãe do sucatão, nos trouxe de volta, ao nosso destino final, vivos, mas quebrados e felizes, depois de 6 horas de vôo, incluindo uma poderosa escala de 55 minutos.

Qual foi a estratégia da Companhia para que sofrêssemos tanto? Aumentar em algumas fileiras a capacidade da aeronave, reduzindo o espaço entre elas. Assim cabem mais passageiros e a classe c, d, e, e f, estão viajando, pro exterior. As passagens são mais baratas e todo mundo está feliz, menos eu que era feliz e não sabia, mas estou dando minha contribuição para um mundo não tão cheio. Como disse o economista neoliberal: não existe esse lanche de graça.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Chile - uma virada à direita, alerta no continente


Além do peso estratégico do Chile, o que há de emblemático na vitória de Piñera é o caráter da coligação triunfante, ironicamente chamada de Coalizão pela Mudança. Pela primeira vez retornam ao poder forças políticas que deram sustentação direta às ditaduras militares da América do Sul. Não é pouca coisa, definitivamente. Tampouco trata-se de fato isolado. Se analisarmos a cadeia de acontecimentos que marcou o ano passado, encontraremos pistas evidentes de uma contra-ofensiva da direita latino-americana. O artigo é de Breno Altman.

Breno Altman

Os resultados da eleição presidencial chilena, com a vitória do direitista Sebastián Piñera, repercutem além-fronteira. O triunfo da coalizão neopinochetista também pode ser lido como a primeira vitória relevante das forças conservadores latino-americanas nos últimos dez anos. Ainda que esse campo, no ano passado, tenha vencido batalhas no Panamá e em Honduras, nenhum desses episódios tem o mesmo significado que a conquista do governo na terra de Allende e Neruda.

Essa importância não é ditada pela natureza da aliança política que saiu derrotada, cujos vínculos com o ciclo político favorável à esquerda, aberto pelas vitórias de Chávez e Lula, são praticamente nulos. Afinal, a Concertação nunca passou de aglomerado partidário sob hegemonia do centro católico, submetida a um processo de transição incapaz de promover mudanças fundamentais no modelo econômico e institucional herdado de Pinochet.

Além do peso estratégico do Chile, o que há de emblemático nessa situação é o caráter da coligação triunfante, ironicamente chamada de Coalizão pela Mudança. Pela primeira vez retornam ao poder forças políticas que deram sustentação direta às ditaduras militares da América do Sul. Não é pouca coisa, definitivamente.

Tampouco trata-se de fato isolado. Se analisarmos a cadeia de acontecimentos que marcou o ano passado, encontraremos pistas evidentes de uma contra-ofensiva da direita latino-americana, em diversas ocasiões com o patrocínio ou a cumplicidade do Departamento de Estado norte-americano. São eventos representativos desse cenário a reativação da IV Frota, a instalação de bases militares na Colômbia, o golpe cívico-militar em Honduras, a vitória conservadora no Panamá e, agora, a guinada à direita no Chile.

Leia a matéria completa aqui Carta Maior

E leia mais sobre o tema na matéria do Blog do Enriquez


Breno Altman é jornalista e diretor do site Opera Mundi

Política - Onda conservadora no Chile e Estados Unidos

Apesar dos bons resultados da política Obama e da excelente aprovação do Governo Bachelet, no Chile, no mundo se espalha uma onda neo-conservadora, ninguém remove essa idéia porque existem fatos históricos e realidades recentes que apontam nessa direção. O pendulo na história se confirma.

No Caso do Chile a história não é recente. Em certa medida tem sido nessa região onde as experiências políticas preanunciam algumas tendências na história da América Latina. Na década dos 1930-40, com os governos progressistas e soacialdemócratas de Pedro Aguirre Cerda e as ideias de esquerda difundidas pelo primeiro partido comunista da América Latina, criado pelo amigo do Lenin, Luis Emílio Recabarren, seu fundador.

Depois as ideias da teoria da dependência que floreceram no Chile e o governo Socialista, como uma experiência de construção de um socialismo sem revolução violente e o golpe de estado do Pinochet que deu passo à maior experiência neoliberal da América Latina. E por aí siguem outros exemplos.

Veja aqui a matéria do jornalista Antonio Caño no jornal Espanhol “El País”, sobre essa onda conservadora nos Estados Unidos

Ao se completar um ano da presidência Obama, a excitação se diluiu e prevalece um sentimento de oportunidade perdida. Mas o saldo de sua gestão é favorável: os EUA estão em melhor situação hoje do que em janeiro de 2009, e o novo governo recuperou prestígio e autoridade

Toda explosão de paixão, individual ou coletiva, termina na saudade, frequentemente na decepção e, tudo o mais, na calma.

O caso de Barack Obama não é diferente. Sua vitória eleitoral provocou uma maré de entusiasmo poucas vezes vista. Depositaram-se nele expectativas sobre-humanas, impossíveis de satisfazer. Consideraram-no capaz de uma mudança, como quer que cada um a entenda, que equivaleria ao renascimento de nossa sociedade hipócrita e desmoralizada. Atribuíram-lhe poderes especiais e esperava-se que de sua poltrona no Salão Oval emitisse o sinal de que a humanidade precisava para a salvação. Este país religioso, que em cada presidente acredita ver a chegada do Messias, alcançou o paroxismo com Obama, e o mundo, ansioso por liderança e farto de George Bush, se contaminou sem reservas.


Passado o tempo, ao completar-se um ano de sua posse como presidente dos EUA, essa excitação se esfumou e o sentimento que hoje prevalece é o de uma oportunidade perdida.

A direita recuperou a iniciativa política, os conservadores voltam a ser o grupo ideológico majoritário no país e o Partido Republicano é o favorito para conseguir a maioria parlamentar nas próximas eleições. A tentativa de bipartidarismo naufragou diante da primeira onda, o clima político continua sendo dolorosamente áspero e os cidadãos mais uma vez refletem majoritariamente nas pesquisas seu pessimismo sobre o rumo em que caminha o país.

Leia a matéria completa aqui no artigo do jornal El País publicado no UOL

Curiosidades - Felicidade do povo é importante para medir sucesso do país-

O colunista do UOL Notícias em Washington, Sérgio Dávila, fala sobre o "PIB da felicidade" dos países.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Brasil no Haiti - A Embaixatriz durona


Nossa embaixatriz: notas sobre a atuação diplomática.

Reclamam pesquisadores da UNICAMP sobre a atuação da Embaixatriz brasileira em Porto Príncipe, Haiti.

"Após conversar com nossos colegas do Viva Rio, diante da chegada de novos quadros desta organização em Porto Príncipe e em função de uma situação volátil, que muda a cada instante do que diz respeito ao acesso à água e comida, optamos por pedir abrigo à embaixada do Brasil".

Explicam os pesquisadores no seu Blog.  E mais, ainda:

Diga-se de passagem, há dias amigos e parentes do Brasil insistem em que deveríamos recorrer à embaixada. Afinal, somos um grupo de brasileiros que viu seu trabalho no Haiti interrompido pela violência do terremoto, e estamos na expectativa do que fazer: ficamos e ajudamos?

Podemos ajudar? Ou devemos partir para o Brasil em meio uma situação incerta e que se agrava todos os dias? E se decidimos partir, como partir? Seguindo a orientação de nossos colegas do Viva Rio, nos preparamos para seguir para a embaixada hoje pela manhã. Acordamos às 6 da manhã, após mais uma noite dormindo no jardim, e nos preparamos para esperar o veículo que viria nos buscar.

Ela irrompeu o portão do Viva Rio por volta das 8:30 da manhã e pediu que nos chamassem. Trazia um vestido curto algo entre o roxo e o verde, quase um furta cor, apresentava uma expressão rígida e abatida. Na certa estava tocada pelos últimos eventos. Os cabelos devidamente penteados pra trás, uma maquiagem excessiva e um colar de ouro ostensivo. Enquanto permanecíamos na sombra, ela se manteve no sol.

Aos poucos, enquanto sua proeminente testa e suas bochechas se enchiam de suor, ela discorreu sobre grandes temas, aliando ciência, religião e política de maneira única. Em poucos minutos, a embaixatriz do Brasil no Haiti explicou por que um rabino, as placas tectônicas, seu marido, os mortos e o Brasil eram interdependentes.

Ela não nos perguntou nada. Não sabia quem éramos, ou o que fazíamos aqui. Quando soube que de um grupo da Unicamp se tratava, não titubeou: “A EMBAIXADA NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO COM A UNICAMP. O EMBAIXADOR PROIBIU QUE FOSSEM HOSPEDADOS EM NOSSAS DEPENDÊNCIAS. ELE É O EMBAIXADOR, ELE MANDA; SE HOSPEDAMOS VOCÊS TEMOS QUE HOSPEDAR TODOS”.

Leia a matéria completa no Blog dos pesquisadores da UNICAMP aqui:

Blog de pesquisadores da UNICAMP no Haiti

domingo, 17 de janeiro de 2010

Chile - A concertação entrega o governo ao direitista Sebastian Piñeira

Como já tinhamos adelantado neste blog, la concertação dos partidos pela democracia entrgou el triunfo ao candidato da direita Sebastian Piñera.
Cabe esclarecer que o candidato da Concertação tinha mais de 54% dos apoios no Chile, se eram somados os votos do mundo da concertação democrática.

Foi um verdadeiro tiro no pé. Por não aceitar mudanças ao interior da concertação e por ter indicado para representar às forças democráticas o pior e mais pouco representativo dos candidatos.



Haiti - Jornal Espanhol, Haiti já não existe



PABLO ORDAZ: Enviado especial, Puerto Príncipe 16/01/2010.

A anarquia toma conta do país ante a falta de uma autoridade que combata o caos - Mulheres e homens vagam pelas ruas e se começa a ouvir tiros no centro de Porto Príncipe - A ajuda internacional segue sendo uma piada

Não existe uma contagem certa do número de mortos e qualquer cifra é apenas aproximação muito subjetiva.

Os especialistas em análise do poder estariam fazendo sua festa: Não existe poder, o que existia se derrubou. E não existe ainda uma nova força que capaz de exercer o poder.

Para que o número de vítimas do terremoto do Haiti se aproxime da realidade fazem falta duas coisas. A primeira é que alguém as houvesse contado. A segunda é que aqui, em este país chamado Haiti, houvesse algum tipo de autoridade municipal ou federal que tivesse assumido o controle da situação.

O Haiti já não existe. Sua capital é somente um imenso cemitério em ruínas por onde passeiam - sem saber para onde - milhões de pessoas convertidas em vagabundos.

Leia mais no jornal Espanhol, El País(em espanhol: El País


ELEIÇÕES NO CHILE. AS CIFRAS NÃO QUADRAM.

Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, as intenções de voto favorecem ao candidato da direita Sebastian Piñera e por primeira vez depois do retorno à democracia, no chile se retornaria ao governo conservador com um presidente que apoiou ao governo militar e que pouco a pouco foi desligando-se da sua imagem pinochetista. De fato o irmão do candidato da direita foi um dos mais fortes ministros do Pinocher. José Piçnera autor de toda a legislção trabalhista do regime militar que acabou com todas as reformas laborais que tinham alcançados os trabalhadores chilenos durante o governo do socialista Salvador Allende.

Nestas eleições as cifras mostram que sem o apio dos candidatos que ficaram en trerceiro e quarto lugar, quem ganharia seria o candidato Piñera e se considera o apoio de Enríquez e Arrate, el triunfo será de Frei.

Entretanto o Jornal O Estado de São Paulo da como vencedor ao candidato da direita, utilizando as últimas pesquisas, mas não os apoios recebidos por Frei.


Sebastian Piñera (esq.) e Eduardo Frei participam de debate na televisão, em Santiago, Chile

Primeira mulher a governar um país latino-americano, a atual presidente do Chile, Michelle Bachelet, encerra seu mandato com mais de 80% de aprovação entre os chilenos. Neste domingo (17), no segundo turno da eleição presidencial, Bachelet enfrentará um desafio semelhante ao que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará em outubro: será testada sua capacidade de transferir votos a Eduardo Frei Ruiz-Tagle, candidato de sua coligação, a Concertación, coalizão de centro-esquerda que governa o Chile há 20 anos, desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Frei disputa a sucessão presidencial com o bilionário Sebastian Piñera, da coligação de centro-direita Coalizão pela Mudança pelo Partido Renovação Nacional, o favorito para vencer o pleito. No primeiro turno, Piñera obteve 44% dos votos, contra 29,6% de Frei, 20,13% do independente Marco Enríquez-Ominami e 6,21% de Jorge Arrate, candidato do Partido Comunista.

Após receber o apoio de Arrate e Ominami, Frei, que presidiu o Chile entre 1994 e 2000, subiu nas pesquisas e alcançou 49,1% das intenções de voto, contra 50,9% de Piñera, segundo a última pesquisa eleitoral publicada no diário "La Tercera". Para ajudar ainda mais o candidato da Concertación, Bachelet deu ontem (14) a maior demonstração de apoio à sua candidatura, declarando abertamente o seu voto em Frei, e fazendo críticas veladas ao candidato direitista.

Para Virgílio Arraes, doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, a população não vê grandes diferenças entre os dois candidatos na capacidade de promover mudanças sócio-econômicas, fator que pode ajudar a explicar porque a popularidade de Bachalet não resultou na vitória de Frei no primeiro turno. "O que definiu a votação até agora foi o marketing de campanha. Nesse sentido, Piñera conseguiu mobilizar a população por ser um empresário dinâmico, no âmbito privado gerar milhares de empregos", avalia.

"Frei é uma pessoa honesta. Ele tinha muitos negócios, mas os passou adiante. Separou os negócios da política e fez isso não depois de eleito. Ele tem inteligência, experiência e coragem", disse a presidente, que pretende se candidatar ao cargo novamente daqui a quatro anos, em entrevista à rádio Cooperativa. Bachelet acrescentou afirmando que um presidente com negócios privados pode "limitar o necessário pensamento no interesse público".

Segundo Arraes, a declaração de voto de Bachelet, que em 2005 derrotou justamente Piñera no segundo turno, poderá ser decisiva nesse momento. "A Concertación tenta desesperadamente garantir mais um mandato, ainda que haja algumas diferenças entre os grupos do Frei [que é do Partido Democrata Cristão, ala mais conservador dentro da coalizão] e da Bachelet [do Partido Socialista]", diz.

Para mim, que estive nos últimos dias entre o primeiro e segundo turno no chile e sentí de cerca o espírito das ruas e o ambiente eleitoral e tive acesso a informações de primeira mão, Frei pode ganhar, depois de receber o apio do Enríquez, será por 1,5% ou próximo dessa cifra e, pelo contrário, se ganha Piñera seu triunfo será por mais de 4%. Esperar para ver.

Leia mais aqui no
UOL