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domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti - Jornal Espanhol, Haiti já não existe



PABLO ORDAZ: Enviado especial, Puerto Príncipe 16/01/2010.

A anarquia toma conta do país ante a falta de uma autoridade que combata o caos - Mulheres e homens vagam pelas ruas e se começa a ouvir tiros no centro de Porto Príncipe - A ajuda internacional segue sendo uma piada

Não existe uma contagem certa do número de mortos e qualquer cifra é apenas aproximação muito subjetiva.

Os especialistas em análise do poder estariam fazendo sua festa: Não existe poder, o que existia se derrubou. E não existe ainda uma nova força que capaz de exercer o poder.

Para que o número de vítimas do terremoto do Haiti se aproxime da realidade fazem falta duas coisas. A primeira é que alguém as houvesse contado. A segunda é que aqui, em este país chamado Haiti, houvesse algum tipo de autoridade municipal ou federal que tivesse assumido o controle da situação.

O Haiti já não existe. Sua capital é somente um imenso cemitério em ruínas por onde passeiam - sem saber para onde - milhões de pessoas convertidas em vagabundos.

Leia mais no jornal Espanhol, El País(em espanhol: El País


ELEIÇÕES NO CHILE. AS CIFRAS NÃO QUADRAM.

Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, as intenções de voto favorecem ao candidato da direita Sebastian Piñera e por primeira vez depois do retorno à democracia, no chile se retornaria ao governo conservador com um presidente que apoiou ao governo militar e que pouco a pouco foi desligando-se da sua imagem pinochetista. De fato o irmão do candidato da direita foi um dos mais fortes ministros do Pinocher. José Piçnera autor de toda a legislção trabalhista do regime militar que acabou com todas as reformas laborais que tinham alcançados os trabalhadores chilenos durante o governo do socialista Salvador Allende.

Nestas eleições as cifras mostram que sem o apio dos candidatos que ficaram en trerceiro e quarto lugar, quem ganharia seria o candidato Piñera e se considera o apoio de Enríquez e Arrate, el triunfo será de Frei.

Entretanto o Jornal O Estado de São Paulo da como vencedor ao candidato da direita, utilizando as últimas pesquisas, mas não os apoios recebidos por Frei.


Sebastian Piñera (esq.) e Eduardo Frei participam de debate na televisão, em Santiago, Chile

Primeira mulher a governar um país latino-americano, a atual presidente do Chile, Michelle Bachelet, encerra seu mandato com mais de 80% de aprovação entre os chilenos. Neste domingo (17), no segundo turno da eleição presidencial, Bachelet enfrentará um desafio semelhante ao que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará em outubro: será testada sua capacidade de transferir votos a Eduardo Frei Ruiz-Tagle, candidato de sua coligação, a Concertación, coalizão de centro-esquerda que governa o Chile há 20 anos, desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Frei disputa a sucessão presidencial com o bilionário Sebastian Piñera, da coligação de centro-direita Coalizão pela Mudança pelo Partido Renovação Nacional, o favorito para vencer o pleito. No primeiro turno, Piñera obteve 44% dos votos, contra 29,6% de Frei, 20,13% do independente Marco Enríquez-Ominami e 6,21% de Jorge Arrate, candidato do Partido Comunista.

Após receber o apoio de Arrate e Ominami, Frei, que presidiu o Chile entre 1994 e 2000, subiu nas pesquisas e alcançou 49,1% das intenções de voto, contra 50,9% de Piñera, segundo a última pesquisa eleitoral publicada no diário "La Tercera". Para ajudar ainda mais o candidato da Concertación, Bachelet deu ontem (14) a maior demonstração de apoio à sua candidatura, declarando abertamente o seu voto em Frei, e fazendo críticas veladas ao candidato direitista.

Para Virgílio Arraes, doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, a população não vê grandes diferenças entre os dois candidatos na capacidade de promover mudanças sócio-econômicas, fator que pode ajudar a explicar porque a popularidade de Bachalet não resultou na vitória de Frei no primeiro turno. "O que definiu a votação até agora foi o marketing de campanha. Nesse sentido, Piñera conseguiu mobilizar a população por ser um empresário dinâmico, no âmbito privado gerar milhares de empregos", avalia.

"Frei é uma pessoa honesta. Ele tinha muitos negócios, mas os passou adiante. Separou os negócios da política e fez isso não depois de eleito. Ele tem inteligência, experiência e coragem", disse a presidente, que pretende se candidatar ao cargo novamente daqui a quatro anos, em entrevista à rádio Cooperativa. Bachelet acrescentou afirmando que um presidente com negócios privados pode "limitar o necessário pensamento no interesse público".

Segundo Arraes, a declaração de voto de Bachelet, que em 2005 derrotou justamente Piñera no segundo turno, poderá ser decisiva nesse momento. "A Concertación tenta desesperadamente garantir mais um mandato, ainda que haja algumas diferenças entre os grupos do Frei [que é do Partido Democrata Cristão, ala mais conservador dentro da coalizão] e da Bachelet [do Partido Socialista]", diz.

Para mim, que estive nos últimos dias entre o primeiro e segundo turno no chile e sentí de cerca o espírito das ruas e o ambiente eleitoral e tive acesso a informações de primeira mão, Frei pode ganhar, depois de receber o apio do Enríquez, será por 1,5% ou próximo dessa cifra e, pelo contrário, se ganha Piñera seu triunfo será por mais de 4%. Esperar para ver.

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