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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Indústria automotriz, Exportação cresce, mas seu futuro está sob risco


Os dirigentes da indústria automobilística orgulham-se de seus novos contratos de exportação. Entre os mais recentes, caminhões fabricados pela Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo serão usados para transportar água em minas de Serra Leoa. 


 Nas montadoras de automóveis, as equipes de vendas comemoram o fato de os chilenos, antes fiéis aos carros importados da Ásia, começarem a gostar também dos modelos brasileiros. O novo impulso da exportação, que já absorve quase 30% da produção de veículos no Brasil, levou a indústria a elevar projeções para o ano. Mas a falta de competitividade brasileira, alerta Olivier Murguet, presidente da Renault na América Latina (na foto), coloca em risco esse potencial. Devido a essa debilidade no Brasil, a direção da Renault já começa a pensar em trocar parte da exportação feita hoje a partir da fábrica do Paraná pela de Medellín, na Colômbia. 

Da linha de produção que a Renault possui na cidade colombiana sai o Duster, veículo fabricado também no Brasil. Segundo Murguet, os cáculos mostram que exportar o Duster a partir de Medellín para alguns países latino-americanos abastecidos hoje pelo Brasil vai sair mais barato. "Apesar de ter aumentado bastante, a exportação brasileira de veículos continua frágil. Perde na concorrência para a Colômbia e, principalmente, para o México em termos de impostos, logística e mão de obra", destaca Murguet. Para o executivo, a capacidade de exportar está atrelada ao que acontece na atividade brasileira. "Somente a retomada econômica será capaz de garantir o aumento da produtividade que precisamos para manter a exportação", diz. "Não se constrói um futuro para a indústria automobilística no Brasil só com exportação", afirma. Apesar do cenário pessimista traçado pelo dirigente, o mercado externo transformou-se numa espécie de tábua de salvação para compensar a súbita queda de demanda nas vendas internas. 

No primeiro semestre, as vendas da indústria de veículos a outros países somou um total de US$ 6,2 bilhões em divisas, o que representou um aumento de 57% na comparação com os seis primeiros meses de 2016. Há pouco mais de uma semana, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aumentou de 7% para 35,6% a expectativa de exportações em 2017. Por conta do aumento do ritmo dos embarques, o setor espera agora também mais crescimento na produção. A projeção do início do ano era de aumento de 11,9% na produção de veículos em 2017. O novo cálculo indica que a expansão será de 21,5%, num total de 2,619 milhões de unidades. O volume está ainda distante da capacidade instalada, de cerca de 5 milhões de unidades. Os fabricantes de veículos se agarraram ao mercado externo ao perceber que a crise da demanda doméstica não era passageira. A própria Renault, que hoje exporta 34% do que produz no Paraná, montou, há quatro anos, plano para aumentar as vendas na América Latina. 

A MAN, fabricante dos caminhões Volkswagen, adotou estratégia semelhante. Ao perceber as vendas no Brasil minguarem, a montadora alemã elaborou no ano passado um programa de investimentos de R$ 1,5 bilhão, quase todo voltado à internacionalização das vendas. "Se nosso caminhão serve para o Brasil serve também em mercados parecidos, como Peru, Chile, Argentina e África", afirma o presidente da empresa na América Latina, Roberto Cortes. Em pouco tempo, as vendas externas na MAN saltaram de 15% para 30%. "O mercado interno vai voltar, mas de forma gradual", diz o executivo. Para ele, manter a fatia externa em 30% seria saudável. Capacidade é o que não falta hoje na indústria de caminhões, ainda com ociosidade em torno dos 70%. Na Mercedes-Benz, o mercado externo também ajudou a aliviar a crise interna. De janeiro a junho, a montadora embarcou 3,9 mil caminhões, 44,3% mais do que no mesmo período do ano anterior. As exportações de ônibus da marca avançaram 24,2%. O chamado setor de customização da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) ficou mais movimentado nos últimos meses.

 Os veículos que serão usados nas minas em Serra Leoa receberam tanques para armazenar água e pneus mais largos. Caminhões destinados ao Ministério de Defesa de Emirados Árabes receberam pintura de base para camuflagem. No caso dos automóveis, colaborou para o avanço no mercado externo melhorias nos modelos fabricados no Brasil, que surgiram à esteira do Inovar-Auto, programa de benefícios fiscais criado pelo governo federal em 2012. Esse programa estabeleceu exigências de equipamentos de segurança, como airbags e freios ABS nos carros novos. O Chile, um mercado aberto e que havia se acostumado a importar veículos mais completos de países como a Coreia, passou a se interessar pelo produto brasileiro. Segundo a Anfavea, somente nos cinco primeiros meses do ano, as exportações de automóveis e comerciais leves para o mercado chileno aumentaram 218%. O Peru também passou a receber mais carros brasileiros. Hoje os volumes enviados aos peruanos estão 250% maiores do que há um ano. "Com o Inovar-Auto, os padrões dos nosso carros melhoraram não apenas em segurança mas também em nível de eficiência energética", destaca o presidente da Anfavea, Antonio Megale. Segundo ele, algumas empresas, como a Volkswagen, reforçaram suas equipes dedicadas ao mercado externo. Somente nos cinco primeiros meses do ano, a Volks, montadora que mais exporta no país, elevou as vendas externas em 63%. O volume exportado pela Volks corresponde a quase um quarto de todos os embarques da indústria automobilística brasileira.  

Apesar da conquista de novos mercados, a maior força externa para a produção de veículos no Brasil vem da Argentina. É para o mercado argentino, o segundo maior na América do Sul, que seguem 68% das exportações das montadoras instaladas no Brasil. O fim das restrições à entrada de produtos estrangeiros ajudou no incremento de 42% nas vendas de carros para o país vizinho este ano na comparação com um ano atrás. 

A General Motors espera aumentar as vendas para o mercado argentino em mais de 50% este ano. Para o Chile, os embarques da GM vão crescer 180,6%. Apesar da crise interna, o gigantismo do Brasil continua notável no mercado automotivo. Dos 5,5 milhões de veículos vendidos em toda a América Latina no ano passado, 36% saíram das fábricas brasileiras. Por isso, a demanda dos vizinhos chegou em boa hora. Para Murguet, a boa notícia é que essa indústria dá mostras de que pode exportar e a má é que ela perde quando confrontada em termos de competitividade. "Perceber que algo tem que mudar para tornar a exportação sustentável é o grande desafio", diz.

Valor, Marli Olmos, de São Paulo.

Sem Lula eleição de 2018 perde referencial, dizem pesquisadores

Não há herdeiro automático dos votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura presidencial em 2018 pode ser impugnada por motivos judiciais. Dirigentes de institutos de pesquisa ouvidos pelo Valor são cautelosos em traçar cenários para a eleição sem Lula entre os candidatos.

Pedro Ladeira/Folhapress


De maneira geral, a ex-senadora Marina Silva (Rede), terceira colocada na maioria das sondagens leva ligeira vantagem, mas o que tende a crescer, no primeiro momento, é a taxa de indecisos e de eleitores que declaram intenção de votar nulo ou em branco, possível sinal de aumento da desilusão com a política. "Poderá ser a eleição mais enigmática desde a redemocratização", resume Márcia Cavallari, do Ibope Inteligência. 

"Se Lula não for candidato, a gente vai entrar[no período eleitoral sem saber absolutamente nada. Vai descobrindo no curso da campanha", completa. Lula foi condenado por corrupção passiva na semana passada, em sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba. Se a condenação for confirmada pela segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o petista está fora das eleições pela lei da ficha limpa. Não há previsão segura sobre quando sobre quando o TRF4 baterá o martelo. 

A pesquisa eleitoral face a face mais recente é do Datafolha, de 21 a 23 de junho. Lula lidera isolado todas as simulações de primeiro turno com até 30%. É o dobro de Marina ou Jair Bolsonaro (PSC), empatados na segunda colocação. O Datafolha fez simulações sem oferecer a opção Lula no rol de candidatos. Marina sobe sete pontos e alcança 22%. No levantamento com margem de erro de dois pontos, Bolsonaro varia de 15% para 16%. As simulações trazem o nome do exministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (sem partido), que vai de 11% para 12%. Geraldo Alckmin (PSDB) e demais candidatos não saem do lugar ou também variam só um ponto. 

Não há teste comparável com o nome do tucano João Doria. Tido como possível herdeiro dos votos de Lula, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) marca 9% quando aparece na disputa sem ter o petista como rival. Ele alcança 7% na simulação em que disputa contra Lula. Tanto Ciro quanto Marina foram ministros de Lula. A ex-senadora ficou na Esplanada entre 2003 e 2008 e o pedetista entre 2003 e 2006. No PT, a alternativa a Lula que foi testada em pesquisas foi a do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que no Datafolha conseguiu 3%. 

De todas as mudanças, a diferença numericamente mais relevante é a da negação do voto (indecisos mais branco, nulo e nenhum). Um salto de dez pontos: 16% para 26%. "O evento mais importante [com a ausência de Lula] é o vácuo político", diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. Márcia Cavallari faz avaliação parecida: "Sem Lula fica um campo aberto. 

Abre espaço para o surgimento de novas candidaturas". A mera comparação de pesquisas com e sem o nome de Lula tem limitações para análise do que pode ocorrer caso a condenação do petista seja confirmada. Nenhum instituto tem condições de medir qual seria o impacto político da decisão jurídica que, no limite, pode levar o petista para a cadeia. 

O presidente da empresa Ideia Big Data, Maurício Moura, avalia que a ausência de Lula abriria espaço para o que ele chama de candidatura de centro. "Sem Lula, tende a ser uma eleição bem menos polarizada". Figuras como Doria e Bolsonaro perderiam fôlego, já que são mais identificados como antagonistas do petista, opina. Para Paulino, não é desprezível a hipótese de uma confirmação da condenação valorizar o peso político de Lula. "Ele passou pelo mensalão e se reelegeu em 2006. Passou pelo farto noticiário negativo da Lava-Jato e permanece em primeiro, com 30%. Se for condenado [pelo TRF4], pode ser identificado como vítima, o perseguido. Ainda mais porque é visto como opositor de um governo tão impopular.

Por Ricardo Mendonça | De São Paulo
Valor

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Bomba no Paysandu!!!

Já era hora, estava demorando. O fraco presidente do Paysandu renuncia ao cargo e no seu lugar assume o Toni Couceiro. 

Serra renuncia e não é mais presidente do Paysandu (Foto: Daniel Costa)

Sérgio Serra não é mais presidente do Paysandu. O mandatário bicolor não resistiu às inúmeras polêmicas e a péssima campanha que o clube vem fazendo na Série B e entregou o cargo. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

PLENÁRIO - Sessão Solene - 60 anos da Universidade Federal do Pará - 14...

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Organização reúne pesquisa e indústria na busca de economia sustentável para a Amazônia





Promover o uso sustentável da biodiversidade amazônica é o foco da organização social Biotec-Amazônia, criada na última quinta-feira (4), em Belém. O núcleo objetiva difundir o conhecimento e prestar informações e serviços nas áreas de biodiversidade, biotecnologia e bionegócios no estado do Pará, para fins de desenvolvimento econômico e social. O próximo passo do grupo é receber a qualificação do Governo do Estado.

Entidades que são referências no tema estão reunidas na organização. Compõem o Conselho Administrativo da instituição o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisas Industriais (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães e o diretor executivo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Márcio de Miranda Santos. Além disso, o professor Seixas Lourenço foi eleito para o cargo de diretor-presidente.

A Universidade Federal do Pará se faz presente na organização da Biotec-Amazônia com a participação dos professores e pesquisadores Paula Schneider, do Instituto de ciências biológicas, Arthur Silva, coordenador da pós-graduação em genética; Sidney Santos, diretor do núcleo de pesquisa em oncologia; e Gonzalo Enríquez, diretor da Universitec e que também foi o diretor provisório da instituição, mas agora integra o Conselho de Administração.

“Todas essas entidades de grande expertise em pensar a Amazônia com responsabilidade socioambiental estão reunidas na Biotec a fim de potencializar os resultados em função dos objetivos de constituição e consolidação de um modelo econômico autossustentado, baseado no conhecimento e voltado à diversificação das cadeias produtivas regionais”, frisa Gonzalo Enríquez, diretor da Universitec, a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA.

O encontro contou com as participações de vários parceiros, entre eles o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (SECTET), Alex Fiúza, e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEMED), Adnan Demachki, que já sinalizaram o apoio do governo do Pará à iniciativa da Biotec–Amazônia.
Ciência e sustentabilidade
Entre as prioridades traçadas pela organização, está a indução da parceria entre a academia e o setor produtivo, possibilitando a pesquisa de novos produtos, processos para a redução dos custos de transação, além da superação dos entraves de fornecimento às indústrias, entre empresas e órgãos públicos.

A promoção do crescimento das cadeias industriais - particularmente da bioindústria-, também é um dos focos da Biotec-Amazônia. Para tanto, o grupo irá utilizar, entre outras estratégias, da infraestrutura dos Parques Tecnológicos e das incubadoras, de novas empresas de base tecnológica, voltadas, prioritariamente, aos produtos da biodiversidade.

“Precisamos de uma instituição que desenvolva o crescimento integrado da biotecnologia na Amazônia para que preenchamos determinadas lacunas com uma gestão tecnológica integrada, com prospecção de negócios, além de uma articulação efetiva e permanente com diversos setores, e neste caso a Biotec – Amazônia vem para cumprir bem este papel”, destaca o Diretor-presidente Seixas Lourenço.

Texto: Gil Sóter - G1/Pará
Foto: Wan Aleixo/Universitec





Pesquisadores da UFPA desenvolvem batom feito de bacuri

Uso da gordura do fruto típico da Amazônia reduz a utilização de metais pesados no cosmético.

Por G1 PA, Belém

25/05/2017



Batom feito à base de gordura de bacuri é a aposta do 'coméstico verde' (Foto: Divulgação)



O bacuri, uma fruta típica da Amazônia e amplamente saboreada em sobremesas, agora vai virar item de beleza. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveram um batom a partir da gordura da fruta, que será apresentado até esta quinta-feira (25) na FCE Cosmetique, evento de tecnologia para a indústria cosmética na América Latina, em São Paulo.


O trabalho foi realizado pelo Laboratório de Nanotecnologia Farmacêutica, coordenado pela professora Roseane Maria Ribeiro Costa, e o Laboratório P&D Farmacêutico e Cosmético liderado pelo professor José Otávio Carréra Silva Júnior, ambos docentes da Faculdade de Farmácia da UFPA.


Os dois laboratórios atuam há anos com as matérias primas da região amazônica como óleos, gorduras e resíduos que são extraídos de frutas que fazem parte do dia a dia dos consumidores do estado. Além da utilização do bacuri, eles também desenvolvem trabalhos com o cupuaçu, tucumã, ucúuba, pracaxi, açaí, castanha do Pará, cacau, muru-muru e patauá, tendo linhas de pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de medicamentos e cosméticos.


“O nosso objetivo é desenvolver produtos ecologicamente corretos, que atendam as práticas sustentáveis e agregue valor às cadeias produtivas da região. Temos que utilizar as substâncias de forma racional e inteligente para que o produto final seja de qualidade e seguro, que tenha em sua essência a tecnologia verde”, explica a professora Roseane Maria Ribeiro Costa.



Bacuri, fruto vendido nas feiras livres, é uma das matérias primas que podem inovar o mercado dos cosméticos (Foto: Fernando Araújo/O Liberal)



Cosmético verde


O diferencial do batom desenvolvido nos Laboratórios da UFPA é a utilização da gordura do bacuri, que por sua vez tem a extração da própria semente. Para obter esse “cosmético verde”, houve a troca das substâncias comercias que são comumente utilizadas na produção. No geral há um conjunto de ingredientes, mas vale ressaltar que com essa pesquisa, os laboratórios conseguiram ter uma quantidade ínfima de metais pesados.


Ao longo desse processo, vários estudos foram realizados para saber se a gordura do bacuri era realmente biocompatível para desenvolver o produto, sendo ela aprovada em todos os testes. O desenvolvimento seguiu as normas do Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos da ANVISA, que é o órgão regulador de medicamentos e cosméticos da Vigilância Sanitária.


Entre os pontos que foram destaque no batom, estão as suas propriedades emoliente e hidratante. “A intenção é seguir com as pesquisas e o aproveitamento agregando valor a matéria prima amazônica. O próximo passo será dar uma coloração para esse batom tendo como base elementos da região, como o açaí”, conta a professora Roseane Maria Ribeiro Costa.


O trabalho de acompanhamento, cuidado e liberação de patente está sendo administrada pela Agência de Inovação Tecnológica da UFPA, a Universitec. O Diretor da instituição, o professor Gonzalo Enriquez, explica a importância dessa participação durante o processo produtivo.

“Pesquisas como essa, que utilizam os insumos da Amazônia, ajudam a promover o desenvolvimento sustentável da região. O trabalho aconteceu nos laboratórios da UFPA e agora a Universitec se junta para apoiá-lo, já que esta é uma fonte para a agregação de valor aos produtos oriundos da nossa biodiversidade”, afirma.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Caetano Veloso (Un Caballero de Fina Estampa)

sábado, 18 de março de 2017

Mulher Destaque 2017




O Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial do Pará, compartilhando com as mulheres, as homenagens pelo seu dia internacional, promoveu no dia 15 de Março de 2017, um evento de reconhecimento de competências e de sucesso de mulheres que se destacam nos segmentos social, de educação, saúde, empresarial e artístico com relevantes ações em prol da sociedade paraense e do empoderamento da mulher no mercado de trabalho. Neste ano de 2017, as homenageadas foram as seguintes personalidades:

1. Dra. Maria Amélia Enriquez – Secretária Adjunta da SECTEC
2. Dra. Rosângela Brandão- Presidente da Santa Casa de Misericórdia do Pará
3. Dra. Betânia Fidalgo – Vice Reitora da Unama
4. Empresária Ely Ribeiro – Empresária da Amazônia Zen
5. Dona Onete - Cantora
O evento foi um sucesso e muito elogiado por todos que estiveram presentes!
Fotos: Fotógrafo Eliezer Rodrigues Wanzeler
Decoração: Lucia Carvalho
Flores: Floricultura do Amor
Cerimonial: Monique de Paula


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Programa Inova Pará vai fortalecer as cadeias produtivas



O programa de incentivo a ambientes de inovação foi aprovado por todos os membros do Consectet na primeira reunião do ano


O Programa Inova Pará, coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (15), na primeira reunião do ano do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Consectet), que presta assessoramento superior à (Sectet). O Conselho é formado por representantes de secretarias estaduais, universidades, instituições de pesquisa e outros órgãos afins.

O “Inova Pará” conta com a parceria dos órgãos governamentais que compõem o Sistema Estadual de Inovação: Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Na reunião, o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, explicou os motivos que levaram o órgão a somar esforços para a implantação do programa no Pará. Ele ressaltou que a Sectet, durante reuniões, cursos e audiências públicas, observou que muitas pesquisas sobre arranjos produtivos locais (APLs), realizadas em determinados municípios por várias instituições eram coincidentes, porém trabalhavam paralelamente sem comunicação entre elas e seus potenciais beneficiários. Por isso, o programa objetiva promover a conexão entre os envolvidos no processo, e assim gerar desenvolvimento.

Sistema Regional - O “Inova Pará” incentiva a criação e o fortalecimento de ambientes de inovação nas Regiões de Integração do Estado, a partir de um conceito de Sistema Regional de Inovação, em espaços privilegiados, convencionais e não-convencionais, destinados a dar suporte científico-tecnológico necessário às cadeias produtivas consideradas estratégicas no Plano de Governo “Pará 2030”. O desafio é transformar empresários, pesquisadores e outros profissionais em empreendedores inovadores, para que trabalhem conjuntamente e em sinergia, gerando um potencial competitivo.

A secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enríquez, ressaltou que programa envolve cinco etapas já definidas: Identificação de demandas; Concepção; Implantação; Gestão dos Sistemas Regionais de Inovação e Acompanhamento e Avaliação de Resultados.

Na primeira etapa haverá debates qualificados com agentes dos setores produtivos locais, governo e instituições de ciência e tecnologia. Em seguida, será feita a avaliação, em cada Região de Integração, da estrutura necessária para implantação do Sistema de Inovação adequado à realidade local.

No terceiro momento serão elaborados os editais seletivos e as chamadas públicas, e celebrados os convênios para efetiva implantação dos ambientes de inovação. Na quarta etapa está prevista a qualificação profissional, inclusive de gestores, por meio de intenso programa de treinamentos. Por fim, serão realizadas visitas periódicas a cada Sistema, e será estabelecida uma relação permanente com empresas parceiras para avaliação dos impactos das atividades inovadoras desenvolvidas em sua área de atuação.

A secretária adjunta destacou, ainda, cinco potenciais Sistemas Regionais de Inovação: o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, já existente; a Incubadora de Empresas do Xingu; o Polo Avançado de Pesca e Aquicultura de Bragança; e o PCT Tapajós, no oeste paraense.

Após a detalhada explanação, os membros do Conselho aprovaram, por unanimidade, o “Inova Pará”. Raimunda Monteiro, reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), sediada em Santarém, parabenizou a iniciativa, ressaltando a importância de otimizar o investimento. “Um ponto que acho positivo é a precisão dos investimentos nos gargalos, nas partes mais frágeis”, ressaltou a reitora, que considera um “ponto ótimo” a exploração dos Parques de Ciência e Tecnologia e o uso de metodologias que privilegiam as demandas regionais.

Editais – Ainda na reunião, o diretor-presidente da Fapespa, Eduardo Costa, lançou os três primeiros editais da Fundação para este ano, que envolvem bolsas de iniciação científica, de mestrado e doutorado. Eduardo Costa aproveitou para mostrar o trabalho do órgão nos últimos anos, destacando que, em 2016, a Fapespa investiu quase R$ 19 milhões em bolsas de pesquisa e, para 2017, já estão previstos R$ 20 milhões.

Também foram discutidas na reunião do Conselho a aprovação da Resolução do Plano Diretor da Sectet 2015-2019 e a apresentação do Programa Inovatec Pará (Programa de Inovação Tecnológica para fomento de start ups (empresas em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercado).

Além de gestores da Sectet, Fapespa e Ufopa, participaram da reunião representantes das secretarias de Estado de Turismo (Setur) e de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG); da Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); do Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa); Instituto Evandro Chagas; Instituto Tecnológico Vale; Banco da Amazônia; da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); da Federação do Comércio (Fecomércio); Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

Por Fernanda Graim