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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A mudança do mundo

https://youtu.be/lBhTUv3pzcQ

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

As universidades federais são mais eficientes que o Banco Mundial


Emmanuel Zagury Tourinho, reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).




Uma instituição financeira internacional, o Banco Mundial, publicou um relatório criticando, entre outras políticas públicas no Brasil, o Ensino Superior público e gratuito. O documento contém inúmeros erros na apresentação do Sistema de Universidades Públicas Federais, que merecem reparo. Além disso, parte da justificativa afirma que as políticas públicas têm favorecido os mais ricos, mas não refere a acentuada injustiça tributária no país, muito menos recomenda a tributação de grandes fortunas ou a revogação de desonerações fiscais que favorecem grandes grupos econômicos, medidas que poderiam financiar iniciativas de combate à desigualdade, problema maior da nação. Limitado a indicadores financeiros, o documento ignora dados da realidade social brasileira e o papel das universidades públicas no desenvolvimento econômico e social do país.

A Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, ANDIFES, informa que estão incorretos, naquele relatório, entre outros, os dados sobre o perfil dos discentes das Universidades Federais e sobre os investimentos públicos realizados nas instituições.

Entre outros fatos que o Banco ignora, estão os processos seletivos massivos, como o ENEM, a criação de mais de 300 campi no vasto interior do país, e a própria lei de cotas, que contribuem para que apenas 10% dos alunos matriculados nas Universidades Federais venham de famílias com renda bruta familiar de dez ou mais salários mínimos. Na outra ponta, 51% dos alunos das Universidades Federais pertencem a famílias com renda bruta abaixo de três salários mínimos. Se considerada a renda média per capita, 78% dos alunos são de famílias com renda per capita de até dois salários mínimos. Não há, portanto, fundamento para a afirmação de que os alunos das Universidades Federais pertencem aos estratos de renda mais altos da sociedade, muito menos que possuem capacidade financeira para pagar mensalidades.

Por outro lado, é verdade que os mais ricos deveriam pagar pela educação pública, mas não apenas os mais ricos que têm filhos nas universidades públicas. Uma política distributiva séria tributaria todos os ricos (com ou sem filhos nas universidades públicas) taxando fortunas, heranças e propriedades, a fim de possibilitar a parcelas maiores da população o acesso à educação pública de qualidade. Acrescente-se a isso o olhar simplista daqueles que reduzem a formação e a atuação dos egressos das universidades públicas a uma apropriação exclusivamente pessoal, sem considerar a contribuição estrutural às demandas de uma sociedade complexa por parte desses profissionais altamente qualificados.

O investimento em educação no Brasil é dos mais baixos entre todos os países da OCDE. Considerados todos os níveis educacionais, o Brasil só investe mais que o México. Fica atrás de todas as outras nações, inclusive do Chile, Coreia do Sul, Estônia, Hungria e Polônia. Considerada apenas a Educação Superior, o investimento do Brasil por aluno (US$/PPP 13.540,00) está abaixo da média da OCDE (US$/PPP 15.772,00), isso em um cálculo que inclui, para o Brasil, os gastos com os aposentados das universidades (gasto previdenciário), o que corresponde a cerca de 25% de todo o valor contabilizado.

Por fim, a afirmação de que o investimento por aluno em universidades públicas é maior do que o financiamento por aluno em instituições privadas é uma obviedade. As primeiras são responsáveis por quase toda a pesquisa científica e tecnológica realizada no país, gerando resultados econômicos extraordinários, como na produção de alimentos, na exploração de petróleo e no desenvolvimento de novas fontes de energia. São as universidades federais, também, as responsáveis por mais da metade do Sistema Nacional de Pós-Graduação, que forma mestres e doutores em todas as áreas de conhecimento, base da inclusão do Brasil na sociedade do conhecimento, inclusive com a elevação do país à condição de 13ª nação com maior participação em toda a produção científica mundial.

Além das inúmeras incorreções, o documento do Banco Mundial ignora aspectos fundamentais da atuação das Universidades Federais no Brasil. Inseridas em um ambiente social marcado pela desigualdade e pela exclusão, as Universidades Federais, públicas e gratuitas acolhem alunos de todas as origens sociais, raças e etnias, oferecem-lhes oportunidades e incluem em suas agendas de pesquisa e extensão questões que dizem respeito à promoção da cidadania. Mantêm uma rede de hospitais públicos de alta complexidade, além de clínicas, laboratórios e serviços diversos de atendimento gratuito à comunidade, sendo, muitas vezes, as únicas opções de acesso ao atendimento de saúde. Atuam em todas as mesorregiões do país, inclusive nas mais distantes e inacessíveis, e desenvolvem projetos inovadores para a geração de riqueza e renda, para o desenvolvimento sustentável e para a formação cultural.

A rigor, o que surpreende é que as Universidades Federais consigam resultados acadêmicos, científicos e sociais tão expressivos, apesar de se desenvolverem em um ambiente de políticas de financiamento instáveis e de ataques recorrentes dos grandes grupos econômicos, interessados em transformar a educação do país em fonte cada vez mais atrativa de ganhos financeiros. A questão que se coloca é: em qual país as recomendações do Banco Mundial, repetidas há décadas, levaram ao desenvolvimento e à soberania?

Texto: Emmanuel Zagury Tourinho, reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Foto: Alexandre de Moraes

Incongruência filosófica




Os seres humanos são as únicas criaturas da terra que reivindicam um Deus, e as únicas que atuam como se não o tivessem.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Quebram sigilo do Temer


Pode isso, José? 


Operam o órgão sexual do presidente e chamam de "cirurgia de pequeno porte".

UFC Belém 3 de fevereiro em Belém do Pará



Depois de muita expectativa, o UFC® desembarca pela primeira vez na região Norte do Brasil no começo de 2018. O UFC® Fight Night no Combate: Machida x Anders acontece no dia 3 de fevereiro, na Arena Mangueirinho, com um card repleto de estrelas e atletas da região. Entre eles, o ex-campeão Lyoto Machida, que faz a luta principal da noite contra o americano Eryk Anders.



UFC® FIGHT NIGHT NO COMBATE: MACHIDA x ANDERS*







Lyoto Machida x Eryk Anders

Priscila “Pedrita” Cachoeira x Valentina Schevchenko

Thiago “Marreta” Santos x Anthony Smith

Polyana Viana x Maia Stevenson

Marcelo Golm x Timothy Johnson

Deiveson Alcântara x Joseph Morales





UFC Fight Night no Combate: MACHIDA x ANDERS














terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Escritórios dos Estados Unidos e África do Sul concedem patentes à UFPA


O United States Patentes and Trademark Office – Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos concedeu dois certificados de patentes à Universidade Federal do Pará. Os depósitos foram realizados pela UFPA, por intermédio da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará (Universitec), com o apoio de um escritório contratado para acompanhar no exterior os pedidos de patentes. Os processos duraram cerca de quatro anos, entre exames formais, exames técnicos. E demais procedimentos até a concessão das Cartas, no
último mês de outubro.

Patente um


O primeiro objeto de patente concedida n° US 9,778,496 foi o “Nanoreciprocal Three- way divider based on a Magneto-optical resonator”, que na versão em português é“divisor por três não recíproco baseado em um ressoador megneto-óptico”. A tecnologia é baseada em um cristal fotônico bidimensional onde são inseridos defeitos de forma controlada. O princípio tem como função a divisão da potência de um sinal de entrada, presente em um dos seis guias de onda que o compõe. Os inventores são o professor Victor Dimitriev da Faculdade de Engenharia Elétrica da UFPA e o doutor Gianni Masaki Tanaka Portela.

Patente dois


A outra tecnologia, objeto da patente concedida n° US 9,778,540 foi “Compact Optical Swirch having only two waveguides and a resonant cavity to provide 60 degree folding”, que traduzido é “Chave óptica compacta baseada em um cristal fotônico bidimensional com dobramento de 60°”. Este é um trabalho com bases parecidas com o primeiro, o que difere é que a função principal é o controle da passagem de um sinal eletromagnético ao longo de um canal de comunicação, assim permitindo ou bloqueando a passagem do mesmo. A invenção também é dos dois autores citados anteriormente e do engenheiro eletricista Rafsandjani Batista.

Patente na África do Sul


O professor Alberdan Santos trabalha com química e biotecnologia, leciona na UFPA há 18 anos e coordena o Laboratório de Investigação Sistemática em Biotecnologia e Biodiversidade Molecular. O trabalho de Alberdan envolve a produção de micrometabólitos e macrometabólitos, que são substâncias produzidas por plantas e microrganismos que apresentam atividades biológicas. O professor explica que, por meio da investigação sistemática, o grupo chegou em um fungo, que produz um metabólito. Este metabólito, após ser submetido a várias atividades biológicas, mostrou um potencial contra leishmaniose cutânea. O professor depositou a patente nacional em 2008 e a internacional em 2009. Recentemente, a carta-patente foi aceita na África do Sul, além de já ter sido aprovada pela União Europeia e Aripo.






SECTET e UNIVERSITEC lançam Edital para promover Desafio INOVATUR 2018




O Desafio INOVATur 2018 é um programa da Secretaria de Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), a Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará (Universitec) e Fundação Guamá. O edital para a seleção de ideias e talentos voltados para área de turismo no Pará foi divulgado nesta quinta-feira, dia 30, e as inscrições podem ser feitas até o dia 20 de janeiro.

O INOVATur tem por objetivo buscar soluções inovadoras para o desenvolvimento de projetos direcionados à promoção do Estado, enquanto destino turístico, tendo por base as diretrizes do Sistema Estadual de Gestão do Turismo, descritas no Plano Estratégico de Turismo do Pará – Ver-o-Pará. Vale lembrar que este programa faz parte de um planejamento de trabalho maior, o Inova Pará, que também é do governo estadual.

Processo

Os projetos serão escolhidos após o processo de inscrição. Os competidores terão acesso ao espaço físico coworking, onde eles terão direito ao uso de uma estação de trabalho com mobília e equipamentos de uso compartilhado, mentoria com especialistas da área, além de também fazer parte do quadro de relacionamentos da Universitec.

Premiação

O primeiro, o segundo e o terceiro lugar geral da classificação receberão R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil respectivamente. A cerimônia de encerramento do Desafio INOVATur 2018 será realizada no dia 18 de maio.

Serviço

Divulgação do Edital do Desafio INOVATur 2018

Período: de 30 de novembro de 2017 a 20 de janeiro de 2018

Inscrições:

SECTET: http://www.sectet.pa.gov.br/

SETUR http://www.setur.pa.gov.br/

UNIVERSITEC http://www.universitec.ufpa.br

FUNDAÇAO GUAMÁ http://pctguama.org.br

Baixe a chamada pública aquiFaça sua inscrição através do formulário aqui

Para mais informações envie e-mail para

desafioinovatur@gmail.com


Fórum de Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa do Pará assina Protocolo de Intenções com a Sectet





11.12.2017 Forum das Instituições de Ensino e Pesquisa Foto Alexandre de Moraes site6





Representantes do Fórum de Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa do Pará assinaram, nesta segunda-feira, dia 11 de dezembro, o Protocolo de Intenções que propõe parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), na Coordenação de Ações para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia no Estado, e da transferência de conhecimento de ponta para diversos setores da sociedade. Durante a reunião, realizada no prédio da Reitoria da UFPA, em Belém, o titular da Sectet, Alex Fiúza de Melo, também apresentou a resolução que cria a Bolsa de Estímulo à Inovação, destinada a pesquisadores que já trabalham nas instituições públicas ou privadas.


“Nós assinamos um importante instrumento, que é o Protocolo de Intenções, com o objetivo de alinhar a Sectet às instituições do Fórum para o enfrentamento do grande desafio que é o desenvolvimento sustentável do Pará, que supõe a constituição de sistemas de inovação nas várias regiões do Estado, os quais verticalizam as nossas cadeias produtivas estratégicas, gerando emprego, renda, inclusão social e melhor qualidade de vida à população”, pontuou o secretário Alex Fiúza.


O documento, que formaliza um Acordo de Cooperação com a Sectet, foi assinado pelos representantes das onze instituições de ensino e pesquisa do Pará que integram o Fórum: UFPA, UFRA, IFPA, Cesupa, Unama, UEPA, Embrapa, MPEG, IEC, UFOPA e Unifesspa. De acordo com o reitor da UFPA e vice-presidente do Fórum, Emmanuel Tourinho, o Protocolo é resultado da interação dos reitores e dirigentes das instituições de pesquisa no Pará e destes com o poder público.

11.12.2017 Forum das Instituições de Ensino e Pesquisa Foto Alexandre de Moraes site5

“É uma iniciativa que vai gerar condições mais favoráveis ao desenvovimento da pesquisa e da inovação no nosso Estado. Vai contribuir para que as nossas instituições se aproximem daqueles setores que precisam usar o conhecimento aqui produzido para alavancar as suas atuações na sociedade”, afirmou o reitor da UFPA.


O presidente do Fórum e vice-reitor do Cesupa, Sérgio Mendes, fez um balanço positivo dos trabalhos, que se encerram com a assinatura do Protocolo de Intenções, como sendo um acordo importante para os próximos anos. Para ele, é um documento indutor, que sinaliza para o futuro as possibilidades de construção de um outro patamar de desenvolvimento para o Estado.


“Eu creio que, com a capacidade instalada nas Academias, com o vigor que têm os Institutos de Pesquisa e com o papel fundamental de orquestração do governo do Estado, por meio da Sectet, nós avançaremos muito. Não podemos mais contemplar, isso é certo e consensuado, que as nossas riquezas sejam levadas para outros lugares e lá se transformem em mais riquezas. Nós temos condições de verticalizar essa produção, temos competência instalada para fazê-la, e esta sinergia, sintetizada neste documento, nos ajudará a apontar caminhos que não conhecemos totalmente hoje, mas nos ajudará da melhor maneira”, disse o presidente do Fórum.


A próxima reunião do Fórum está agendada para o dia 26 de fevereiro, no Cesupa, às 9h30. Para o primeiro encontro do ano de 2018, será convidado o diretor presidente da Fapespa, Eduardo Costa. O objetivo será discutir propostas de apoio às ações institucionais para as áreas de ensino e de pesquisa.


Texto: Ericka Pinto – Assessoria de Comunicação da UFPA

Fotos: Alexandre de Moraes






terça-feira, 26 de setembro de 2017

Tornozeleira electrónica


Cómo toman banho os condenados que cumprem pena em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica?
Perguntar não ofende.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Indústria automotriz, Exportação cresce, mas seu futuro está sob risco


Os dirigentes da indústria automobilística orgulham-se de seus novos contratos de exportação. Entre os mais recentes, caminhões fabricados pela Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo serão usados para transportar água em minas de Serra Leoa. 


 Nas montadoras de automóveis, as equipes de vendas comemoram o fato de os chilenos, antes fiéis aos carros importados da Ásia, começarem a gostar também dos modelos brasileiros. O novo impulso da exportação, que já absorve quase 30% da produção de veículos no Brasil, levou a indústria a elevar projeções para o ano. Mas a falta de competitividade brasileira, alerta Olivier Murguet, presidente da Renault na América Latina (na foto), coloca em risco esse potencial. Devido a essa debilidade no Brasil, a direção da Renault já começa a pensar em trocar parte da exportação feita hoje a partir da fábrica do Paraná pela de Medellín, na Colômbia. 

Da linha de produção que a Renault possui na cidade colombiana sai o Duster, veículo fabricado também no Brasil. Segundo Murguet, os cáculos mostram que exportar o Duster a partir de Medellín para alguns países latino-americanos abastecidos hoje pelo Brasil vai sair mais barato. "Apesar de ter aumentado bastante, a exportação brasileira de veículos continua frágil. Perde na concorrência para a Colômbia e, principalmente, para o México em termos de impostos, logística e mão de obra", destaca Murguet. Para o executivo, a capacidade de exportar está atrelada ao que acontece na atividade brasileira. "Somente a retomada econômica será capaz de garantir o aumento da produtividade que precisamos para manter a exportação", diz. "Não se constrói um futuro para a indústria automobilística no Brasil só com exportação", afirma. Apesar do cenário pessimista traçado pelo dirigente, o mercado externo transformou-se numa espécie de tábua de salvação para compensar a súbita queda de demanda nas vendas internas. 

No primeiro semestre, as vendas da indústria de veículos a outros países somou um total de US$ 6,2 bilhões em divisas, o que representou um aumento de 57% na comparação com os seis primeiros meses de 2016. Há pouco mais de uma semana, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aumentou de 7% para 35,6% a expectativa de exportações em 2017. Por conta do aumento do ritmo dos embarques, o setor espera agora também mais crescimento na produção. A projeção do início do ano era de aumento de 11,9% na produção de veículos em 2017. O novo cálculo indica que a expansão será de 21,5%, num total de 2,619 milhões de unidades. O volume está ainda distante da capacidade instalada, de cerca de 5 milhões de unidades. Os fabricantes de veículos se agarraram ao mercado externo ao perceber que a crise da demanda doméstica não era passageira. A própria Renault, que hoje exporta 34% do que produz no Paraná, montou, há quatro anos, plano para aumentar as vendas na América Latina. 

A MAN, fabricante dos caminhões Volkswagen, adotou estratégia semelhante. Ao perceber as vendas no Brasil minguarem, a montadora alemã elaborou no ano passado um programa de investimentos de R$ 1,5 bilhão, quase todo voltado à internacionalização das vendas. "Se nosso caminhão serve para o Brasil serve também em mercados parecidos, como Peru, Chile, Argentina e África", afirma o presidente da empresa na América Latina, Roberto Cortes. Em pouco tempo, as vendas externas na MAN saltaram de 15% para 30%. "O mercado interno vai voltar, mas de forma gradual", diz o executivo. Para ele, manter a fatia externa em 30% seria saudável. Capacidade é o que não falta hoje na indústria de caminhões, ainda com ociosidade em torno dos 70%. Na Mercedes-Benz, o mercado externo também ajudou a aliviar a crise interna. De janeiro a junho, a montadora embarcou 3,9 mil caminhões, 44,3% mais do que no mesmo período do ano anterior. As exportações de ônibus da marca avançaram 24,2%. O chamado setor de customização da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) ficou mais movimentado nos últimos meses.

 Os veículos que serão usados nas minas em Serra Leoa receberam tanques para armazenar água e pneus mais largos. Caminhões destinados ao Ministério de Defesa de Emirados Árabes receberam pintura de base para camuflagem. No caso dos automóveis, colaborou para o avanço no mercado externo melhorias nos modelos fabricados no Brasil, que surgiram à esteira do Inovar-Auto, programa de benefícios fiscais criado pelo governo federal em 2012. Esse programa estabeleceu exigências de equipamentos de segurança, como airbags e freios ABS nos carros novos. O Chile, um mercado aberto e que havia se acostumado a importar veículos mais completos de países como a Coreia, passou a se interessar pelo produto brasileiro. Segundo a Anfavea, somente nos cinco primeiros meses do ano, as exportações de automóveis e comerciais leves para o mercado chileno aumentaram 218%. O Peru também passou a receber mais carros brasileiros. Hoje os volumes enviados aos peruanos estão 250% maiores do que há um ano. "Com o Inovar-Auto, os padrões dos nosso carros melhoraram não apenas em segurança mas também em nível de eficiência energética", destaca o presidente da Anfavea, Antonio Megale. Segundo ele, algumas empresas, como a Volkswagen, reforçaram suas equipes dedicadas ao mercado externo. Somente nos cinco primeiros meses do ano, a Volks, montadora que mais exporta no país, elevou as vendas externas em 63%. O volume exportado pela Volks corresponde a quase um quarto de todos os embarques da indústria automobilística brasileira.  

Apesar da conquista de novos mercados, a maior força externa para a produção de veículos no Brasil vem da Argentina. É para o mercado argentino, o segundo maior na América do Sul, que seguem 68% das exportações das montadoras instaladas no Brasil. O fim das restrições à entrada de produtos estrangeiros ajudou no incremento de 42% nas vendas de carros para o país vizinho este ano na comparação com um ano atrás. 

A General Motors espera aumentar as vendas para o mercado argentino em mais de 50% este ano. Para o Chile, os embarques da GM vão crescer 180,6%. Apesar da crise interna, o gigantismo do Brasil continua notável no mercado automotivo. Dos 5,5 milhões de veículos vendidos em toda a América Latina no ano passado, 36% saíram das fábricas brasileiras. Por isso, a demanda dos vizinhos chegou em boa hora. Para Murguet, a boa notícia é que essa indústria dá mostras de que pode exportar e a má é que ela perde quando confrontada em termos de competitividade. "Perceber que algo tem que mudar para tornar a exportação sustentável é o grande desafio", diz.

Valor, Marli Olmos, de São Paulo.

Sem Lula eleição de 2018 perde referencial, dizem pesquisadores

Não há herdeiro automático dos votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura presidencial em 2018 pode ser impugnada por motivos judiciais. Dirigentes de institutos de pesquisa ouvidos pelo Valor são cautelosos em traçar cenários para a eleição sem Lula entre os candidatos.

Pedro Ladeira/Folhapress


De maneira geral, a ex-senadora Marina Silva (Rede), terceira colocada na maioria das sondagens leva ligeira vantagem, mas o que tende a crescer, no primeiro momento, é a taxa de indecisos e de eleitores que declaram intenção de votar nulo ou em branco, possível sinal de aumento da desilusão com a política. "Poderá ser a eleição mais enigmática desde a redemocratização", resume Márcia Cavallari, do Ibope Inteligência. 

"Se Lula não for candidato, a gente vai entrar[no período eleitoral sem saber absolutamente nada. Vai descobrindo no curso da campanha", completa. Lula foi condenado por corrupção passiva na semana passada, em sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba. Se a condenação for confirmada pela segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o petista está fora das eleições pela lei da ficha limpa. Não há previsão segura sobre quando sobre quando o TRF4 baterá o martelo. 

A pesquisa eleitoral face a face mais recente é do Datafolha, de 21 a 23 de junho. Lula lidera isolado todas as simulações de primeiro turno com até 30%. É o dobro de Marina ou Jair Bolsonaro (PSC), empatados na segunda colocação. O Datafolha fez simulações sem oferecer a opção Lula no rol de candidatos. Marina sobe sete pontos e alcança 22%. No levantamento com margem de erro de dois pontos, Bolsonaro varia de 15% para 16%. As simulações trazem o nome do exministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (sem partido), que vai de 11% para 12%. Geraldo Alckmin (PSDB) e demais candidatos não saem do lugar ou também variam só um ponto. 

Não há teste comparável com o nome do tucano João Doria. Tido como possível herdeiro dos votos de Lula, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) marca 9% quando aparece na disputa sem ter o petista como rival. Ele alcança 7% na simulação em que disputa contra Lula. Tanto Ciro quanto Marina foram ministros de Lula. A ex-senadora ficou na Esplanada entre 2003 e 2008 e o pedetista entre 2003 e 2006. No PT, a alternativa a Lula que foi testada em pesquisas foi a do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que no Datafolha conseguiu 3%. 

De todas as mudanças, a diferença numericamente mais relevante é a da negação do voto (indecisos mais branco, nulo e nenhum). Um salto de dez pontos: 16% para 26%. "O evento mais importante [com a ausência de Lula] é o vácuo político", diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. Márcia Cavallari faz avaliação parecida: "Sem Lula fica um campo aberto. 

Abre espaço para o surgimento de novas candidaturas". A mera comparação de pesquisas com e sem o nome de Lula tem limitações para análise do que pode ocorrer caso a condenação do petista seja confirmada. Nenhum instituto tem condições de medir qual seria o impacto político da decisão jurídica que, no limite, pode levar o petista para a cadeia. 

O presidente da empresa Ideia Big Data, Maurício Moura, avalia que a ausência de Lula abriria espaço para o que ele chama de candidatura de centro. "Sem Lula, tende a ser uma eleição bem menos polarizada". Figuras como Doria e Bolsonaro perderiam fôlego, já que são mais identificados como antagonistas do petista, opina. Para Paulino, não é desprezível a hipótese de uma confirmação da condenação valorizar o peso político de Lula. "Ele passou pelo mensalão e se reelegeu em 2006. Passou pelo farto noticiário negativo da Lava-Jato e permanece em primeiro, com 30%. Se for condenado [pelo TRF4], pode ser identificado como vítima, o perseguido. Ainda mais porque é visto como opositor de um governo tão impopular.

Por Ricardo Mendonça | De São Paulo
Valor

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Bomba no Paysandu!!!

Já era hora, estava demorando. O fraco presidente do Paysandu renuncia ao cargo e no seu lugar assume o Toni Couceiro. 

Serra renuncia e não é mais presidente do Paysandu (Foto: Daniel Costa)

Sérgio Serra não é mais presidente do Paysandu. O mandatário bicolor não resistiu às inúmeras polêmicas e a péssima campanha que o clube vem fazendo na Série B e entregou o cargo. 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Organização reúne pesquisa e indústria na busca de economia sustentável para a Amazônia





Promover o uso sustentável da biodiversidade amazônica é o foco da organização social Biotec-Amazônia, criada na última quinta-feira (4), em Belém. O núcleo objetiva difundir o conhecimento e prestar informações e serviços nas áreas de biodiversidade, biotecnologia e bionegócios no estado do Pará, para fins de desenvolvimento econômico e social. O próximo passo do grupo é receber a qualificação do Governo do Estado.

Entidades que são referências no tema estão reunidas na organização. Compõem o Conselho Administrativo da instituição o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisas Industriais (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães e o diretor executivo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Márcio de Miranda Santos. Além disso, o professor Seixas Lourenço foi eleito para o cargo de diretor-presidente.

A Universidade Federal do Pará se faz presente na organização da Biotec-Amazônia com a participação dos professores e pesquisadores Paula Schneider, do Instituto de ciências biológicas, Arthur Silva, coordenador da pós-graduação em genética; Sidney Santos, diretor do núcleo de pesquisa em oncologia; e Gonzalo Enríquez, diretor da Universitec e que também foi o diretor provisório da instituição, mas agora integra o Conselho de Administração.

“Todas essas entidades de grande expertise em pensar a Amazônia com responsabilidade socioambiental estão reunidas na Biotec a fim de potencializar os resultados em função dos objetivos de constituição e consolidação de um modelo econômico autossustentado, baseado no conhecimento e voltado à diversificação das cadeias produtivas regionais”, frisa Gonzalo Enríquez, diretor da Universitec, a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA.

O encontro contou com as participações de vários parceiros, entre eles o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (SECTET), Alex Fiúza, e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEMED), Adnan Demachki, que já sinalizaram o apoio do governo do Pará à iniciativa da Biotec–Amazônia.
Ciência e sustentabilidade
Entre as prioridades traçadas pela organização, está a indução da parceria entre a academia e o setor produtivo, possibilitando a pesquisa de novos produtos, processos para a redução dos custos de transação, além da superação dos entraves de fornecimento às indústrias, entre empresas e órgãos públicos.

A promoção do crescimento das cadeias industriais - particularmente da bioindústria-, também é um dos focos da Biotec-Amazônia. Para tanto, o grupo irá utilizar, entre outras estratégias, da infraestrutura dos Parques Tecnológicos e das incubadoras, de novas empresas de base tecnológica, voltadas, prioritariamente, aos produtos da biodiversidade.

“Precisamos de uma instituição que desenvolva o crescimento integrado da biotecnologia na Amazônia para que preenchamos determinadas lacunas com uma gestão tecnológica integrada, com prospecção de negócios, além de uma articulação efetiva e permanente com diversos setores, e neste caso a Biotec – Amazônia vem para cumprir bem este papel”, destaca o Diretor-presidente Seixas Lourenço.

Texto: Gil Sóter - G1/Pará
Foto: Wan Aleixo/Universitec





Pesquisadores da UFPA desenvolvem batom feito de bacuri

Uso da gordura do fruto típico da Amazônia reduz a utilização de metais pesados no cosmético.

Por G1 PA, Belém

25/05/2017



Batom feito à base de gordura de bacuri é a aposta do 'coméstico verde' (Foto: Divulgação)



O bacuri, uma fruta típica da Amazônia e amplamente saboreada em sobremesas, agora vai virar item de beleza. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveram um batom a partir da gordura da fruta, que será apresentado até esta quinta-feira (25) na FCE Cosmetique, evento de tecnologia para a indústria cosmética na América Latina, em São Paulo.


O trabalho foi realizado pelo Laboratório de Nanotecnologia Farmacêutica, coordenado pela professora Roseane Maria Ribeiro Costa, e o Laboratório P&D Farmacêutico e Cosmético liderado pelo professor José Otávio Carréra Silva Júnior, ambos docentes da Faculdade de Farmácia da UFPA.


Os dois laboratórios atuam há anos com as matérias primas da região amazônica como óleos, gorduras e resíduos que são extraídos de frutas que fazem parte do dia a dia dos consumidores do estado. Além da utilização do bacuri, eles também desenvolvem trabalhos com o cupuaçu, tucumã, ucúuba, pracaxi, açaí, castanha do Pará, cacau, muru-muru e patauá, tendo linhas de pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de medicamentos e cosméticos.


“O nosso objetivo é desenvolver produtos ecologicamente corretos, que atendam as práticas sustentáveis e agregue valor às cadeias produtivas da região. Temos que utilizar as substâncias de forma racional e inteligente para que o produto final seja de qualidade e seguro, que tenha em sua essência a tecnologia verde”, explica a professora Roseane Maria Ribeiro Costa.



Bacuri, fruto vendido nas feiras livres, é uma das matérias primas que podem inovar o mercado dos cosméticos (Foto: Fernando Araújo/O Liberal)



Cosmético verde


O diferencial do batom desenvolvido nos Laboratórios da UFPA é a utilização da gordura do bacuri, que por sua vez tem a extração da própria semente. Para obter esse “cosmético verde”, houve a troca das substâncias comercias que são comumente utilizadas na produção. No geral há um conjunto de ingredientes, mas vale ressaltar que com essa pesquisa, os laboratórios conseguiram ter uma quantidade ínfima de metais pesados.


Ao longo desse processo, vários estudos foram realizados para saber se a gordura do bacuri era realmente biocompatível para desenvolver o produto, sendo ela aprovada em todos os testes. O desenvolvimento seguiu as normas do Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos da ANVISA, que é o órgão regulador de medicamentos e cosméticos da Vigilância Sanitária.


Entre os pontos que foram destaque no batom, estão as suas propriedades emoliente e hidratante. “A intenção é seguir com as pesquisas e o aproveitamento agregando valor a matéria prima amazônica. O próximo passo será dar uma coloração para esse batom tendo como base elementos da região, como o açaí”, conta a professora Roseane Maria Ribeiro Costa.


O trabalho de acompanhamento, cuidado e liberação de patente está sendo administrada pela Agência de Inovação Tecnológica da UFPA, a Universitec. O Diretor da instituição, o professor Gonzalo Enriquez, explica a importância dessa participação durante o processo produtivo.

“Pesquisas como essa, que utilizam os insumos da Amazônia, ajudam a promover o desenvolvimento sustentável da região. O trabalho aconteceu nos laboratórios da UFPA e agora a Universitec se junta para apoiá-lo, já que esta é uma fonte para a agregação de valor aos produtos oriundos da nossa biodiversidade”, afirma.

sábado, 18 de março de 2017

Mulher Destaque 2017




O Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial do Pará, compartilhando com as mulheres, as homenagens pelo seu dia internacional, promoveu no dia 15 de Março de 2017, um evento de reconhecimento de competências e de sucesso de mulheres que se destacam nos segmentos social, de educação, saúde, empresarial e artístico com relevantes ações em prol da sociedade paraense e do empoderamento da mulher no mercado de trabalho. Neste ano de 2017, as homenageadas foram as seguintes personalidades:

1. Dra. Maria Amélia Enriquez – Secretária Adjunta da SECTEC
2. Dra. Rosângela Brandão- Presidente da Santa Casa de Misericórdia do Pará
3. Dra. Betânia Fidalgo – Vice Reitora da Unama
4. Empresária Ely Ribeiro – Empresária da Amazônia Zen
5. Dona Onete - Cantora
O evento foi um sucesso e muito elogiado por todos que estiveram presentes!
Fotos: Fotógrafo Eliezer Rodrigues Wanzeler
Decoração: Lucia Carvalho
Flores: Floricultura do Amor
Cerimonial: Monique de Paula


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Programa Inova Pará vai fortalecer as cadeias produtivas



O programa de incentivo a ambientes de inovação foi aprovado por todos os membros do Consectet na primeira reunião do ano


O Programa Inova Pará, coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (15), na primeira reunião do ano do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Consectet), que presta assessoramento superior à (Sectet). O Conselho é formado por representantes de secretarias estaduais, universidades, instituições de pesquisa e outros órgãos afins.

O “Inova Pará” conta com a parceria dos órgãos governamentais que compõem o Sistema Estadual de Inovação: Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Na reunião, o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, explicou os motivos que levaram o órgão a somar esforços para a implantação do programa no Pará. Ele ressaltou que a Sectet, durante reuniões, cursos e audiências públicas, observou que muitas pesquisas sobre arranjos produtivos locais (APLs), realizadas em determinados municípios por várias instituições eram coincidentes, porém trabalhavam paralelamente sem comunicação entre elas e seus potenciais beneficiários. Por isso, o programa objetiva promover a conexão entre os envolvidos no processo, e assim gerar desenvolvimento.

Sistema Regional - O “Inova Pará” incentiva a criação e o fortalecimento de ambientes de inovação nas Regiões de Integração do Estado, a partir de um conceito de Sistema Regional de Inovação, em espaços privilegiados, convencionais e não-convencionais, destinados a dar suporte científico-tecnológico necessário às cadeias produtivas consideradas estratégicas no Plano de Governo “Pará 2030”. O desafio é transformar empresários, pesquisadores e outros profissionais em empreendedores inovadores, para que trabalhem conjuntamente e em sinergia, gerando um potencial competitivo.

A secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enríquez, ressaltou que programa envolve cinco etapas já definidas: Identificação de demandas; Concepção; Implantação; Gestão dos Sistemas Regionais de Inovação e Acompanhamento e Avaliação de Resultados.

Na primeira etapa haverá debates qualificados com agentes dos setores produtivos locais, governo e instituições de ciência e tecnologia. Em seguida, será feita a avaliação, em cada Região de Integração, da estrutura necessária para implantação do Sistema de Inovação adequado à realidade local.

No terceiro momento serão elaborados os editais seletivos e as chamadas públicas, e celebrados os convênios para efetiva implantação dos ambientes de inovação. Na quarta etapa está prevista a qualificação profissional, inclusive de gestores, por meio de intenso programa de treinamentos. Por fim, serão realizadas visitas periódicas a cada Sistema, e será estabelecida uma relação permanente com empresas parceiras para avaliação dos impactos das atividades inovadoras desenvolvidas em sua área de atuação.

A secretária adjunta destacou, ainda, cinco potenciais Sistemas Regionais de Inovação: o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, já existente; a Incubadora de Empresas do Xingu; o Polo Avançado de Pesca e Aquicultura de Bragança; e o PCT Tapajós, no oeste paraense.

Após a detalhada explanação, os membros do Conselho aprovaram, por unanimidade, o “Inova Pará”. Raimunda Monteiro, reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), sediada em Santarém, parabenizou a iniciativa, ressaltando a importância de otimizar o investimento. “Um ponto que acho positivo é a precisão dos investimentos nos gargalos, nas partes mais frágeis”, ressaltou a reitora, que considera um “ponto ótimo” a exploração dos Parques de Ciência e Tecnologia e o uso de metodologias que privilegiam as demandas regionais.

Editais – Ainda na reunião, o diretor-presidente da Fapespa, Eduardo Costa, lançou os três primeiros editais da Fundação para este ano, que envolvem bolsas de iniciação científica, de mestrado e doutorado. Eduardo Costa aproveitou para mostrar o trabalho do órgão nos últimos anos, destacando que, em 2016, a Fapespa investiu quase R$ 19 milhões em bolsas de pesquisa e, para 2017, já estão previstos R$ 20 milhões.

Também foram discutidas na reunião do Conselho a aprovação da Resolução do Plano Diretor da Sectet 2015-2019 e a apresentação do Programa Inovatec Pará (Programa de Inovação Tecnológica para fomento de start ups (empresas em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercado).

Além de gestores da Sectet, Fapespa e Ufopa, participaram da reunião representantes das secretarias de Estado de Turismo (Setur) e de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG); da Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); do Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa); Instituto Evandro Chagas; Instituto Tecnológico Vale; Banco da Amazônia; da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); da Federação do Comércio (Fecomércio); Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

Por Fernanda Graim