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terça-feira, 17 de julho de 2018

Presidente da Andifes no Congresso.

Confira o Tweet de @Andifes: https://twitter.com/Andifes/status/1018858654131507200?s=09

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Programa Inova Pará vai fortalecer as cadeias produtivas



O programa de incentivo a ambientes de inovação foi aprovado por todos os membros do Consectet na primeira reunião do ano


O Programa Inova Pará, coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (15), na primeira reunião do ano do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Consectet), que presta assessoramento superior à (Sectet). O Conselho é formado por representantes de secretarias estaduais, universidades, instituições de pesquisa e outros órgãos afins.

O “Inova Pará” conta com a parceria dos órgãos governamentais que compõem o Sistema Estadual de Inovação: Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Na reunião, o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, explicou os motivos que levaram o órgão a somar esforços para a implantação do programa no Pará. Ele ressaltou que a Sectet, durante reuniões, cursos e audiências públicas, observou que muitas pesquisas sobre arranjos produtivos locais (APLs), realizadas em determinados municípios por várias instituições eram coincidentes, porém trabalhavam paralelamente sem comunicação entre elas e seus potenciais beneficiários. Por isso, o programa objetiva promover a conexão entre os envolvidos no processo, e assim gerar desenvolvimento.

Sistema Regional - O “Inova Pará” incentiva a criação e o fortalecimento de ambientes de inovação nas Regiões de Integração do Estado, a partir de um conceito de Sistema Regional de Inovação, em espaços privilegiados, convencionais e não-convencionais, destinados a dar suporte científico-tecnológico necessário às cadeias produtivas consideradas estratégicas no Plano de Governo “Pará 2030”. O desafio é transformar empresários, pesquisadores e outros profissionais em empreendedores inovadores, para que trabalhem conjuntamente e em sinergia, gerando um potencial competitivo.

A secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enríquez, ressaltou que programa envolve cinco etapas já definidas: Identificação de demandas; Concepção; Implantação; Gestão dos Sistemas Regionais de Inovação e Acompanhamento e Avaliação de Resultados.

Na primeira etapa haverá debates qualificados com agentes dos setores produtivos locais, governo e instituições de ciência e tecnologia. Em seguida, será feita a avaliação, em cada Região de Integração, da estrutura necessária para implantação do Sistema de Inovação adequado à realidade local.

No terceiro momento serão elaborados os editais seletivos e as chamadas públicas, e celebrados os convênios para efetiva implantação dos ambientes de inovação. Na quarta etapa está prevista a qualificação profissional, inclusive de gestores, por meio de intenso programa de treinamentos. Por fim, serão realizadas visitas periódicas a cada Sistema, e será estabelecida uma relação permanente com empresas parceiras para avaliação dos impactos das atividades inovadoras desenvolvidas em sua área de atuação.

A secretária adjunta destacou, ainda, cinco potenciais Sistemas Regionais de Inovação: o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, já existente; a Incubadora de Empresas do Xingu; o Polo Avançado de Pesca e Aquicultura de Bragança; e o PCT Tapajós, no oeste paraense.

Após a detalhada explanação, os membros do Conselho aprovaram, por unanimidade, o “Inova Pará”. Raimunda Monteiro, reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), sediada em Santarém, parabenizou a iniciativa, ressaltando a importância de otimizar o investimento. “Um ponto que acho positivo é a precisão dos investimentos nos gargalos, nas partes mais frágeis”, ressaltou a reitora, que considera um “ponto ótimo” a exploração dos Parques de Ciência e Tecnologia e o uso de metodologias que privilegiam as demandas regionais.

Editais – Ainda na reunião, o diretor-presidente da Fapespa, Eduardo Costa, lançou os três primeiros editais da Fundação para este ano, que envolvem bolsas de iniciação científica, de mestrado e doutorado. Eduardo Costa aproveitou para mostrar o trabalho do órgão nos últimos anos, destacando que, em 2016, a Fapespa investiu quase R$ 19 milhões em bolsas de pesquisa e, para 2017, já estão previstos R$ 20 milhões.

Também foram discutidas na reunião do Conselho a aprovação da Resolução do Plano Diretor da Sectet 2015-2019 e a apresentação do Programa Inovatec Pará (Programa de Inovação Tecnológica para fomento de start ups (empresas em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercado).

Além de gestores da Sectet, Fapespa e Ufopa, participaram da reunião representantes das secretarias de Estado de Turismo (Setur) e de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG); da Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); do Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa); Instituto Evandro Chagas; Instituto Tecnológico Vale; Banco da Amazônia; da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); da Federação do Comércio (Fecomércio); Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

Por Fernanda Graim

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Jornal O Liberal aponta conhecimento como fator fundamental para exploração da biodiversidade


Serge Letchimy, presidente do Conselho Regional da Martinica, Com Reitor Carlos Maneschy, Gonzalo Enríquez e pesquisadores da Martinica. 



O Liberal. 


Presidente do Conselho da Martinica participa de debate na UFPA sobre biodiversidade

Aliar o desenvolvimento econômico à sustentabilidade é um dos maiores desafios contemporâneos, sobretudo dentro da maior floresta tropical do planeta, a Amazônia. A questão é o centro da palestra “Biodiversidade e Desenvolvimento”, ministrada por Serge Letchimy, presidente do Conselho Regional da Martinica, nesta quinta-feira, 17, no auditório da Universitec, a partir das 9h30.

O encontro, promovido pela Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), traz, ainda, a participação dos pesquisadores Emmanuel Nossin, farmacêutico e etnofarmacólogo, e Philippe Joseph, professor de Botânica, Ecologia e Biogeografia na Universidade das Antilhas e Guiana.

O encontro integra a agenda de Letchimy, no Pará, onde estará em visita entre os dias 15 e 18 de abril, a fim de formalizar um desejo comum de fortalecer as relações existentes com o Estado. Letchimy estará em Belém para assinar uma convenção de cooperação descentralizada entre o Pará e a Região da Martinica.

A cooperação entre as regiões tem um caráter múltiplo e abarca setores como o desenvolvimento de energias renováveis, biodiversidade e nutrição animal; a transferência de tecnologia no campo da agroindústria e pecuária; a busca de sinergia em produtos farmacêuticos e na área da farmacopeia e o setor do turismo e da cultura.

Com a UFPA, um dos interesses é estabelecer intercâmbio de conhecimento e parceria científica por meio do PARM - Polo Agroalimentar Regional da Martinica. Trata-se de um polo deexpertise que desenvolve, há 10 anos, atividades de pesquisa, orientação e assessoria junto aos setores e às empresas da área agroalimentar. O PARM é o parceiro do desenvolvimento e da inovação dessa área na Martinica, beneficiado pelo apoio da Autoridade Regional em termos de financiamento e de orientação na estratégia de implantação das suas atividades na Martinica.

Interesses comuns - Referência no desenvolvimento de tecnologia e conhecimento na área de biodiversidade na Amazônia, a Universitec tem interesses em comum com a Martinica, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologias capazes de agregar valor a matérias-primas da floresta e estimular o desenvolvimento econômico sustentável. “Essa parceria é fundamental porque integra interesses comuns. São dois focos primordiais: o uso da biodiversidade em programas que agreguem valor a produtos oriundos do patrimônio genético da Amazônia, tornando-os competitivos para o mercado nacional e estrangeiro. Em segundo lugar, trata-se de uma parceira importante em atividades conjuntas na área do desenvolvimento científico, tão fundamental quanto a própria inovação tecnológica”, analisa o diretor da Universitec, Gonzalo Enriquez.

Ao final do encontro, o presidente da Martinica e os pesquisadores expuseram o interesse de retomar um projeto de rede junto a estudiosos e empresários do Pará. "O interesse é mútuo. Em breve, enviaremos uma comitiva de pesquisadores da UFPA que, por meio da Universitec, irão realizar uma visita a universidades da Martinica, para que essa proximidade entre as regiões se efetive", anunciou o reitor da UFPA, Carlos Maneschy.
Texto: Gil Sóter - Assessoria de Comunicação da Universitec


Serge Letchimy, presidente do Conselho Regional da Martinica e Gonzalo ENRÍQUEZ Diretor da UNIVERSITEC. 

sábado, 30 de março de 2013

Escolas investem em cursos de inovação voltados para gestão

A necessidade de ganhos de produtividade em um cenário de concorrência acirrada e de participação crescente dos países emergentes na economia mundial está levando as empresas a enxergar a necessidade de inovar em caráter permanente, integrar e internacionalizar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento - além de adotar mecanismos para controlar e mensurar o processo.

Nesse contexto, as instituições acadêmicas brasileiras têm aumentado a oferta de programas de educação e treinamento voltados para a gestão da inovação.

"Nos últimos anos tem sido grande a demanda nessa área", afirma Ruy Quadros, coordenador do curso de gestão estratégica da inovação, especialização do departamento de política científica e tecnológica da Unicamp. Segundo ele, o objetivo das empresas é fazer mais e melhor em uma área de recursos nem sempre fartos e de resultados incertos.

O programa da Unicamp está em sua sétima turma, sem contar as versões "in company", e tem sido aperfeiçoado para ganhar perfil cada vez mais "mão na massa", como define seu coordenador. "É um curso muito prático, que discute os desafios das empresas na gestão de pesquisa e desenvolvimento (P&D)". Voltado para profissionais com experiência, ele funciona como uma espécie de laboratório, no qual são simuladas, testadas e debatidas questões como custeio à pesquisa, acesso ao financiamento e relacionamento com órgãos de fomento, além da interface com outras áreas, unidades ou empresas. Além de professores especialistas da própria instituição, alguns módulos são ministrados por professores convidados e profissionais de empresas inovadoras.

Na linha oposta, o Coppead, instituto de pós-graduação em administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não tem um curso específico, mas inclui o tema em todos os seus programas de pós-graduação e também na educação executiva. A ideia é tratar inovação como parte integrante e vital da estratégia, diz o professor Roberto Nogueira, responsável pelos cursos. Ele considera essencial a inovação na economia brasileira, "que padece de baixa produtividade, apesar do pleno emprego". Para Nogueira, a inovação precisa se tornar um processo orgânico, caso contrário o núcleo de P&D vai passar a maior parte do tempo tentando vender as novidades para outras áreas da companhia.




Na Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP), a visão predominante é que a inovação é um dos pilares da competitividade e, portanto, precisa abranger todos os aspectos: tecnologia, modelo de negócio, tratamento de recursos humanos, processos, logística, marketing e outros. "Todos os segmentos têm de estar atentos", diz Isak Kruglianskas, coordenador de MBA da FIA.

A instituição abriu este ano a 21ª turma do MBA Conhecimento, Tecnologia e Inovação, cujo objetivo é capacitar empresas a tomar decisões de inovação dentro de uma visão estratégica. Segundo Kruglianskas, trata-se do curso com público mais diversificado da FIA, que já planeja as primeiras aulas on-line para as próximas turmas.

Faz parte do programa um módulo internacional não obrigatório com a Universidade de Bentley, em Boston. Kruglianskas destaca a atualidade do MBA e sua interação com outras instituições de ensino internacionais, com o Massachusets Institute of Technology (MIT) e a Harvard Business School, além de visitas a empresas de excelência em inovação, como 3M e Embraer.

O Insper, por sua vez, interrompeu seu curso de gestão da inovação no ano passado para reformulá-lo. Ele volta em agosto sob o título de inovação e estratégia e será focada em gestão. "Vamos oferecer as ferramentas necessárias para a implementação de áreas de inovação", explica Rodrigo Amantea, coordenador da área de educação executiva do Insper. "O curso será voltado para organizações que queiram formar profissionais e criar práticas inovadoras em suas culturas".

Segundo Amantea, o programa terá um seminário de dois dias com David Palmer, especialista de Harvard. Da escola americana também serão usados uma série de estudos de caso e o recém-lançado simulador Black Bay. Nele, os alunos são submetidos a "dilemas de tomada de decisão" sobre inovação.

Gestão Estratégica da Inovação é o tema do curso da Fundação Dom Cabral, com foco na discussão de novos métodos de criação de valor pela inovação, exploração da área como estratégia empresarial e implementação de cultura de inovação dentro das companhias. A instituição também oferece esse conteúdo no modelo "in company".

Já a FGV In Company trabalha a formulação de nove propostas de cursos customizados. Um dos grandes desafios é usar a inovação de forma permanente, diz Goret Pereira Paulo, diretora do FGV In Company. "É possível aprender com o fracasso, mas isso não é valorizado pela maioria das empresas. A cultura de acertar sempre é o maior inimigo de um processo de inovação", diz. Em sua opinião, o curso personalizado traz "vantagens significativas" para as organizações, uma vez que é desenvolvido para atender a situações específicas.

Empresas e profissionais dispostos a gastar cerca de R$ 25 mil por seis dias de curso podem recorrer à prestigiada IMD Business School. As aulas são na sede, na Suíça, ou nos Estados Unidos. Voltado para a gestão de inovação e estratégia, o programa se propõe a fazer os alunos a vivenciarem situações que levem à inovação, afirma Bill Fischer, professor de gestão da inovação da IMD. Entre outros temas, o curso aborda gestão eficaz, dinâmica das cadeias de valor, aceleração da comercialização de mercados e ideias inovadoras.
Por Eduardo Belo | Para o Valor, de São Paulo

sábado, 12 de maio de 2012

Governo quer lei para agilizar pesquisas e facilitar aproveitamento da biodiversidade

As pesquisas sobre o aproveitamento da biodiversidade brasileira para produção de cosméticos e medicamentos podem ganhar impulso nos próximos meses. O governo está finalizando uma proposta de lei que desburocratiza a atividade no País e dá mais liberdade aos cientistas para trabalhar com recursos genéticos da natureza.

No final de 2010, mais de 300 processos de regularização de atividades de bioprospecção e desenvolvimento tecnológico aguardavam decisão do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen) do Ministério do Meio Ambiente. Os casos ainda estão sendo analisados nas reuniões mensais do órgão, que é o responsável pelas autorizações de acesso aos recursos genéticos. A proposta é regularizar a situação dessas atividades, sem eximir multas e outras punições.

Em contrapartida, segundo Carlos Joly, assessor do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), uma das novidades da legislação a ser proposta é que o controle mais rigoroso sobre licenças e contratos será feito apenas na fase em que o produto derivado de recursos genéticos for, de fato, para o mercado.

Hoje, os pesquisadores têm que apresentar toda a documentação no início do processo. O esforço burocrático, entretanto, muitas vezes é desperdiçado, porque cerca de 95% de todo o trabalho de bioprospecção (projeção sobre potencial dos recursos) não resultam em produtos que podem ser comercializados.

"Temos uma legislação muito burocrática. Você faz exigências na etapa inicial que sobrecarregam os pesquisadores e institutos de pesquisa, e o governo ainda tem que checar todos esses documentos. Temos que estimular a pesquisa e não engessar o processo e criar barreiras", disse.

Em pelo menos outros dois pontos da proposta, o grupo de técnicos dos seis ministérios envolvidos ainda não encontrou consenso. Um deles trata da tarifação dos benefícios oriundos do uso da biodiversidade.

A lei precisa prever um retorno, em porcentagem de ganhos, para o provedor do recurso, que pode ser tanto a União, no caso de moléculas encontradas em unidades de conservação, quando proprietários de áreas particulares. "É sempre complicado definir o que é uma repartição justa. O assunto é delicado e tem tomado tempo nas negociações, mas estamos chegando a um denominador comum", explicou Joly.

Por outro lado, o impasse sobre punição em caso de descumprimento da lei ainda parece longe de um fim. "Todos entendem que deve ter penalidade, mas de que tipo? Quase todas as pesquisas são financiadas por órgãos públicos e muitas vezes os pesquisadores desconhecem a complexidade do processo. Podem perder a licença por não apresentar um documento, já que não estão acostumados", explicou Joly.

Depois que técnicos dos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Agricultura, do Comércio Exterior e das Relações Exteriores finalizarem a proposta, o texto será encaminhado para análise da Casa Civil. Só então será encaminhado para apreciação do Congresso Nacional.

(Agência Brasil)

sábado, 21 de abril de 2012

Governo ignora cientistas em debates importantes
















Justamente agora que o Brasil atingiu a 13ª posição na produção científica mundial, aumentou a quantidade de universidades federais e o número de pesquisadores, o país deu um "tiro no pé" reduzindo em 22% os recursos federais para ciência, diz a biomédica Helena Nader.
A biomédica Helena Nader na SBPC

Para a presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), o governo erra ao ignorar o que a ciência nacional tem a dizer nos debates públicos sobre temas importantes, como o novo Código Florestal ou a conferência Rio+20.
Folha - Na semana passada a presidente Dilma afirmou que os cientistas deveriam ser avaliados também por patentes, além de produção científica. O que a sra. pensa disso?
Helena Nader - A universidade até pode fazer patente, mas esse não é o seu papel. O grande produtor de patentes deve ser a iniciativa privada. A Capes [Coordenação de Pessoal de Nível Superior] hoje pontua programas de pós-graduação com patentes. Mas querer que a universidade se responsabilize por patentes é um erro, mesmo que sejam feitas em parcerias com empresas. Essas parcerias ainda são muito frágeis.
Por que são frágeis?

As leis são problemáticas e deixam o cientista em uma posição vulnerável. Há problemas na interpretação das leis, como a Lei do Bem [de 2005, que trata prioritariamente de pesquisa em empresas]. Hoje, um professor com dedicação exclusiva em uma universidade pode, pela legislação, dedicar um dia por semana para um projeto em parceria com uma empresa. Mas isso pode causar problemas no Ministério Público, que entende que ele está deixando de fazer pesquisa e ensino. O professor concursado pode colocar em risco a carreira dele. Precisamos de uma legislação mais clara.

O Código Nacional de Ciência e Tecnologia, que tramita no congresso desde setembro do ano passado, resolveria isso?
Essa proposta é fantástica. Mas o texto ainda está sendo aprimorado [o texto compila leis atuais ligadas à pesquisa, relacionadas por exemplo à importação e compra de equipamentos]. A questão é que no Brasil as empresas multinacionais quase não fazem ciência, diferentemente do que acontece na Índia e na China. O Brasil precisa ter mais pesquisa e desenvolvimento nas empresas.

Mas as empresas costumam alegar que falta mão de obra para fazer pesquisa no Brasil.
Houve um aumento grande no número de cientistas nos últimos 20 anos, mas ainda não foi suficiente. No entanto, aqui temos cientistas de primeira. Nós não existíamos como ciência pesada há 20 anos! Isso aconteceu nas universidades e nos institutos de pesquisa. E não adianta dizer que os cientistas das universidades são voltados à ciência básica [produção do conhecimento] e não à ciência aplicada [que gera produtos e inovações] porque essa polarização é fictícia. As duas formas de pesquisa se complementam.

A SBPC tem se manifestado recorrentemente em relação ao corte de 22% de recursos federais à ciência. Houve algum retorno do governo?
Por enquanto, nada. Só se essa resposta estiver sendo formulada agora, enquanto estamos conversando (risos). E os números dos cortes ainda serão piores. Se o PIB (Produto Interno Bruto) crescer, a porcentagem destinada à ciência ficará menor ainda. O "PAC da Ciência" previa 1,8% para ciência em 2015. Isso não vai acontecer. Nós tiramos o chapéu quando o presidente Lula criou universidades federais. Essas instituições têm professores com, no mínimo, doutorado. Agora que a ciência tem força, nós cortamos o dinheiro?

A SBPC também tem brigado para alterar o texto do Código Florestal, que deve ser votado na semana que vem. Os cientistas estão sendo ouvidos?
Os cientistas não são ouvidos pelo governo porque não temos uma "bancada de cientistas" no Congresso, como têm os ruralistas. A ciência nacional cresceu e se fortaleceu, temos pesquisadores sendo disputados por instituições de pesquisa respeitadas em todo o mundo. Agora os cientistas deveriam ser ouvidos. Nós temos uma proposta para o Código Florestal, assim como temos um material que levaremos para discussão na Rio+20. Deveríamos ser mais ouvidos.

 Eduardo Knapp/Folhapress
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO



terça-feira, 20 de março de 2012

Sedip propõe ampliar apoio federal a habitats de inovação


A Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), promoveu, na manhã dessa terça-feira (20), no Centro Integrado de Governo, reunião técnica para dotar o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, posteriormente, de proposta estratégica que amplie e aperfeiçoe o apoio federal a habitats de inovação na Amazônia, especialmente na forma de Parques Científicos e Tecnológicos.
Na foto: Secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa ew Carmem Correa do CGEE.
FOTO: TAMARA SARÉ/ AG. PARÁ
DATA: 20.03.2012
BELÉM-PARÁ


 Da Redação

Agência Pará de Notícias
Atualizado em 20/03/2012 às 20:49

A Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip) promoveu, na manhã de terça-feira (20), no Centro Integrado de Governo, reunião técnica para dotar o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, posteriormente, de proposta destinada a ampliar e aperfeiçoar o apoio federal a habitats de inovação na Amazônia, especialmente na forma de Parques Científicos e Tecnológicos.

Entre as ferramentas que poderão ser implantadas estão os Polos de Inovação, com a finalidade de agregação de valor e uso sustentável da biodiversidade, além do oferecimento de serviços na área de meio ambiente.

Participaram da reunião representantes da comunidade acadêmica e de órgãos públicos e privados, além de integrantes de sistemas locais, estaduais e regionais do setor de inovação.
“Esse tipo de encontro é de grande importância para os nossos projetos, e ter aqui pessoas tão qualificadas e reconhecidas em suas áreas é gratificante”, ressaltou o titular da Sedip, Sidney Rosa. O secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Alex Fiúza de Melo, informou que o Brasil já avançou bastante no setor em comparação a outras décadas. No entanto, frisou ele, “não há um projeto específico para a Amazônia nesse sentido”, mas há condições e técnicos suficientes para reverter esse quadro.

Recursos - O economista Gonzalo Enríquez, assessor especial da Sedip, destacou que a Amazônia é complexa, mas que as políticas adotadas para a biodiversidade da região ainda são as mesmas da década de 1970. “Como pensar em educação, saúde, segurança, ciência  e tecnologia sem recursos? Precisamos de mais recursos federais para mudar essa realidade”, afirmou.

A secretária adjunta de Indústria, Comércio e Mineração, Maria Amélia Enríquez, que representou o titular de Seicom, David Leal, citou os modelos de sucesso empregados com a pecuária e os minérios no Pará, e os classificou como “invenções de políticas públicas que poderiam ser adotados para a biodiversidade”.

Ela destacou quatro pontos abordados na reunião: a criação de um conceito objetivo para o marco legal, no sentido de equalizar o interesse público e o governamental; um marco de construção e reforço das capacidades legais, uma vez que a taxa de analfabetismo no Pará é o dobro da brasileira; a construção de infraestrutura adequada, e a concepção de projetos estruturantes. “Postos em prática, esses quatro aspectos, com certeza, ajudariam a desenvolver a nossa biodiversidade”, disse a secretária adjunta.

Texto:
Andréa Amazonas - SEDIP
Fone: (91) 3201-3685 / (91) 9144-6691
Email: andrealia@gmail.com

Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção
Avenida Nazaré, 871, anexo - 1º andar. Belém-PA. CEP: 66035-170
Fone: (91) 3201-3684 / 3772
Site: www.pa.gov.br Email: gabinetesedip@gmail.com

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ministério quer criar um Vale do Silício da biodiversidade (matéria de arquivo)


Folha de São Paulo
Emancipar a economia verde no Brasil é um dos projetos da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência e Tecnologia. A intenção é criar parques tecnológicos que agreguem valor à biodiversidade. "É um projeto difícil e visionário", diz o secretário Carlos Nobre. "Isso existe há muitos anos em outros países, não é invenção do Brasil. O que é novo é o parque mirar a biodiversidade."
A intenção é criar, nas regiões mais biodiversas do país, um ou dois parques de pesquisa e desenvolvimento, nos moldes do Parque Tecnológico de São José dos Campos, (SP), atraindo empresas, pesquisadores, universidades e desenvolvendo novos produtos.
O que se quer é criar um modelo de desenvolvimento para a Amazônia que extrapole o padrão extrativista e chegue ao conceito de bioindústria, do economista Ignacy Sachs. Nobre exemplifica com o açaí: "Tem muito valor agregado, mas nós vendemos praticamente a polpa da fruta". No Brasil, só se faz sorvete. Na Califórnia, para onde o açaí foi levado em 1998 por dois surfistas que vieram competir no Recife, a fruta é transformada em 20 produtos diferentes.
"Lá é artigo de luxo. Um copo de açaí é vendido nos cafés a US$ 6 ou US$ 8", conta Nobre. O açaí já movimenta, no mundo, perto de R$ 5 bilhões. Nos EUA, fazem fitoterápicos, alimentos, cosméticos. "Ele sai da floresta a US$ 1 o litro. Em São Paulo alcança valor 20 vezes maior. Na Califórnia, 70 vezes maior. "Dá para desenvolver este potencial sem derrubar floresta."
Já foram identificados 300 produtos amazônicos, mas o Brasil usa comercialmente só cinco ou seis - guaraná, açaí, castanha, cupuaçu, graviola e látex, não mais que isso. "Temos que desenvolver uma indústria que empregue, crie renda e gere desenvolvimento."
Para criar esta espécie de Vale do Silício da biodiversidade, Nobre convidou Carlos Alfredo Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa Biota-Fapesp, para dirigir o Departamento de Políticas e Programas Temáticos da secretaria. A ideia é atrair para o parque indústrias de energias renováveis, farmacêuticas, de cosméticos. "Temos que quebrar essa lógica que vê uma área tropical com muita água e pouca densidade demográfica e pensa só na agricultura tradicional", diz "Temos uma economia verde, lucrativa, que é a economia do conhecimento natural."
Nobre lembra que existem hoje 750 mil km2 na Amazônia que estão desmatados, e desses, entre 160 mil km2 e 200 mil km2, abandonados. "Com uma fração disso, podemos aumentar a produtividade da carne e da soja sem expandir fronteira agrícola", diz. "É fazer com que retorne a ser produtivo o que já está desmatado." (DC)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Programa Antartico Brasileiro comprometido - Matérias sobre ciência, tecnologia e inovação



Programa antártico brasileiro fica comprometido, diz pesquisador

     O incêndio deste sábado (25), na Estação Antártica Comandante Ferraz, na Ilha Rei George, afetou não só as pesquisas, mas também todo o programa na plataforma continental. A avaliação é do diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Jefferson Simões.


     Ele, que já esteve cinco vezes na Estação Comandante Ferraz, acredita que 40% do programa foi perdido. “Foram afetadas principalmente as áreas de biociência, algumas pesquisas sobre química atmosférica, de monitoramento ambiental, principalmente sobre o impacto da atividade humana naquela região do planeta”, disse. “Infelizmente, isso também representou uma perda enorme em termos de equipamentos. Ainda não podemos estimar, mas ultrapassa a casa da dezena de milhões de dólares”, afirma.


     Apesar de as chamas terem destruído os galpões da Estação, Simões explica que o programa antártico continuará funcionando. Ela não era a única estação científica brasileira. Pelo menos metade dos pesquisadores trabalha em navios de pesquisa ou em acampamentos isolados na Antártica.

     Em janeiro deste ano, foi inaugurado um módulo de pesquisa no continente gelado, chamado de Criosfera 1. Localizado a 2,5 mil quilômetros ao sul da Comandante Ferraz, o local concentra importantes pesquisas brasileiras. “É um módulo totalmente automatizado, que coleta dados meteorológicos, de química atmosférica e outros estudos”, lembra.

     Devido às condições geográficas da ilha onde a Estação Almirante Ferraz está instalada, Simões crê que a reconstrução demore, pelo menos, dois anos.


     Ministro promete empenho
     No dia do incidente, o MCTI publicou em seu portal uma carta lamentando o ocorrido. O ministro Marco Antonio Raupp se solidarizou com os trabalhadores da Estação Comandante Ferraz e com os cientistas de todo o país. Ele aproveitou para reafirmar o empenho da pasta em manter a parceria com a Marinha e auxiliar na reconstrução do local.

     (Com informações da Agência Brasil) 



 
Definidas as regras para construção de satélite geoestacionário brasileiro

     Na próxima semana, o Ministério das Comunicações enviará à Casa Civil o texto de dois decretos que tratam da construção do primeiro satélite geoestacionário brasileiro. O equipamento servirá para a ampliação da oferta de banda larga em áreas remotas do país e também para fins militares.


     A definição dos detalhes aconteceu na sexta-feira (24), em uma reunião entre os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, da Defesa, Celso Amorim e o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams.

     Um dos decretos estabelece o modelo de gestão da empresa integradora para a construção e operação do satélite. A Embraer terá 51% da joint venture e a Telebras, 49%. Também foi formado um comitê para monitorar o andamento da construção do equipamento e um escritório de projetos.


     A Telebras vai utilizá-lo para ampliar o Plano Nacional de Banda Larga que prevê a massificação da internet de alta velocidade. O segundo decreto estabelece que não haverá necessidade de licitação para que a empresa compre e contrate a capacidade do satélite.

     O governo não definiu o percentual de tecnologia nacional no projeto de construção do equipamento, cujo valor estimado é de R$ 716 milhões. O ministro Paulo Bernando ressaltou que como a expectativa é colocar o satélite em órbita em 2014, é possível que haja um índice pequeno de componentes desenvolvidos no país. Porém, informou que haverá o estímulo para que empresas brasileiras realizem essa produção na construção de futuros satélites. 


     (Com informações da Agência Brasil) 




 
Governo cria centro para tecnologia voltada a pessoas com deficiência

     A acessibilidade de pessoas com deficiência ganhou um importante aliado na sexta-feira (24). O governo federal publicou no Diário Oficial da União a portaria que criou o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA).


     O centro funcionará em forma de rede cooperativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação, vinculado ao Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), localizado em Campinas (SP). O CTI, vinculado ao MCTI, tem a autorização de celebrar convênios, acordos de cooperação, ajustes ou instrumentos congêneres com órgãos e entidades públicas e privadas. 


     O objetivo do CNRTA é contribuir para a elaboração e implementação da Política Nacional de Tecnologia Assistiva e para a execução do Plano Viver sem Limite apresentado no fim do ano passado. Espera-se que as metodologias e tecnologias de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho sejam impulsionadas.


     O CNRTA terá como órgão consultivo superior e de orientação técnica o Conselho Técnico de Inovação Social (CTIS). Ele será composto por um representante do MCTI e dos ministérios da Saúde, Educação, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; e da Finep.

     Confira a íntegra da portaria neste link. 

     (Com informações do MCTI)