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sábado, 8 de janeiro de 2011

Novas indicações no governo, prevalece a academia


 NA ABDI. 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel  INDICOU o nome para ocupar a presidência da Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial (ABDI). Mauro Borges. Vem da área acadêmica e é irmão do diretor do BNDES, Maurício Borges. Um bom currículo.


MCT 
Sepin
 
O professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da UFMG, Virgílio Almeida, deve ocupar a Secretaria de Política de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência e Tecnologia em substituição a Augusto César Gadelha. A nomeação já passou pelo crivo da presidente Dilma Rousseff e deverá sair nos próximos dias. Almeida ocupava a representação da comunidade científica no Conselho Deliberativo do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Virgílio Almeida graduou-se em Engenharia Elétrica pela UFMG em 1973. Concluiu o mestrado em Informática pela PUC do Rio de Janeiro (1980) e o doutorado em Ciência da Computação pela Vanderbilt University (1987). É membro da Academia Brasileira de Ciências. De acordo com dados informados no Currículo Lattes, seus interesses de pesquisa concentram-se em vários aspectos de sistemas de computação, atuando sobretudo nos seguintes temas: sistemas distribuídos em larga escala e suas propriedades, internet, caracterização de tráfego e cargas de trabalho, medição, modelagem analítica de performance e planejamento de capacidade de infraestruturas de processamento de informação.


CNPq

Outro nome decidido para o MCT é o de Glaucius Oliva, diretor do Instituto de Física da USP São Carlos, para ocupar a presidência do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Professor titular, Oliva é formado em engenharia eletrônica pela instituição em que leciona. Seu doutorado foi defendido na Universidade de Londres, na área de ciências. O professor é membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

Seped

Também já é dada como certa a ida do professor Carlos Nobre, atual Chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial) para a Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do ministério. Nobre é administrador de ciência e tecnologia, diretor de pesquisa, engenheiro eletrônico , pesquisador científico e professor titular. Formado no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, fez doutorado em Meteorologia no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.

A secretaria-executiva do MCT continuará comandada por Luiz Antonio Rodrigues Elias. Ele aceitou o convite feito pelo atual ministro, Aloizio Mercadante.
* Glaucius Oliva e Luiz Antonio Elias foram nomes sugeridos pelo Setorial de C&T do PT. No caso da Sepin, o nome indicado, Sérgio Rosa ( Cobra Tecnologia), não foi aceito pelo ministro.
Com informações do http://www.capitaldigital.blog.br/


SAÚDE E COMUNICAÇÕES.

Dois ministérios estratégicos para o governo que apontam diretamente a uma nova polpitica do governo federal. A saúde, onde será reforçada uma forte ação para recuperar o Sistema Único de saúde (SUS) e comunicações, com predominância para o mais importante projeto da área: a implantação da banda larga, baixando o preço do acesso aos meios de comunicação e democratizando as fontes.

Levantamento da Folha indica que Padilha já fez 17 nomeações, e Bernardo, 12 para cargos de direção, assessoramento especial e outras vagas comissionadas.

As escolhas dos dois petistas representam 23,5% das 123 nomeações publicadas até agora por todo o governo (excluídas área militar, Receita e universidades federais). O terceiro colocado é o vice-presidente, Michel Temer, que fez oito nomeações.

Os dois ministros são os principais alvos da insatisfação do PMDB. Bernardo demitiu o comando dos Correios (presidente e cinco diretores), sob ordens de Dilma, e Padilha derrubou peemedebistas de postos da saúde.

O principal desentendimento com o PMDB ocorreu com a troca na Secretaria de Atenção à Saúde. Padilha tirou Antonio Beltrame, indicado do PMDB, e nomeou Helvécio Magalhães, nome do PT. A substituição provocou um bate-boca entre Padilha e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Agora, Alves trabalha para evitar a troca no comando da Funasa.

A rebelião peemedebista fez Dilma suspender nomeações sem consenso entre os aliados em torno do segundo escalão até a eleição para o comando do Congresso, em fevereiro. O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) ficou encarregado de elaborar um mapeamento para acomodar os aliados.

Ontem Luiz Sérgio qualificou de "indevida" a cobrança do líder do PMDB para que o partido tenha assento na coordenação política do governo, mas negou que haja uma crise entre PMDB e PT pelo preenchimento de cargos no segundo escalão.

"Os novos ministros chegam e fazem algumas mudanças que são naturais. Isso pode levar a alguma inquietação, que dá sensação de crise, mas ela não existe."

Para o líder do PMDB, as articulações começaram tumultuadas, mas devem melhorar. Ele evitou avaliar as canetadas de Padilha e Bernardo: "É natural cada ministro montar sua equipe, agora não pode haver expulsão. Tem que ter diálogo".

O PMDB também informou o Palácio do Planalto que pretende ocupar duas das principais vice-presidências do Banco do Brasil e ter ao menos uma diretoria da Caixa Econômica Federal.

A cúpula do BB já foi avisada da intenção dos peemedebistas de nomear os vice-presidentes de Agronegócios e de Tecnologia, que se destacam pelos recursos geridos.
A carteira de agronegócios do BB soma cerca de R$ 74 bilhões --algo como 20% de todo o estoque de empréstimos e financiamentos concedidos pelo banco (R$ 365 bilhões). Já o orçamento de Tecnologia é de R$ 2 bilhões.

Na CEF, o PMDB quer retomar a vice-presidência de Fundos e Loterias. Até deixar o banco, o hoje ministro Moreira Franco (Assuntos Estratégicos) comandava a área.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MDS coordenará Comitê Gestor de ações de combate à miséria


Decisão foi tomada nesta quinta-feira, após reunião em Brasília com a presença de vários ministros e de outras autoridades. A ministra Tereza Campello informou que a estratégia da presidenta Dilma Rousseff é montar um programa de erradicação da miséria com metas e monitoramento, inspirado no modelo de gestão do PAC. 
 
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) coordenará o Comitê Gestor criado nesta quinta-feira (6) para comandar a agenda de combate à miséria. Esta foi a definição da primeira reunião interministerial do Governo Federal, coordenada pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília.

No encontro, a presidenta e ministros discutiram a estratégia do Comitê Gestor, que inclui Casa Civil, ministérios do Planejamento e da Fazenda, além do MDS. A ideia é adotar o modelo de gestão do PAC, com definição de ações e metas até 2014, e também com metas anuais, sistema de monitoramento, prestação de contas e a participação de Estados e municípios. O Comitê Gestor batizará o programa, que ainda não tem nome oficial. A partir da próxima semana, começam as reuniões para definir o desenho do projeto, que inclui território de ação, público etc.

Ao fim da reunião, a ministra Tereza Campello, do MDS, apresentou a pesquisadora da Unicamp Ana Fonseca, que integrou a equipe de criação do Bolsa Família no governo Lula e será a secretária executiva desse novo programa. A ministra explicou que a ideia é trabalhar com três frentes importantes para retirar as pessoas da miséria: “Inclusão produtiva, ampliação e qualificação da rede de serviços, manutenção e ampliação do acesso a benefícios e transferência de renda”.

Tereza Campello aproveitou para detalhar: inclusão produtiva reúne diversas ações, como Pronaf, microcrédito e geração de emprego, entre outros; a rede de serviços inclui educação, saúde, rede Sine de empregos, saneamento básico etc; e benefícios e transferência de renda incluem aposentadoria, seguro rural, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família, ou seja, aportes de recursos que sustentam o padrão de consumo.

Além da presidenta Dilma Roussef, da ministra Tereza Campello e de Ana Fonseca, participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci; do Planejamento, Miriam Belchior; do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence; da Fazenda, Guido Mantega; da Saúde, Alexandre Padilha; das Cidades, Mário Negromonte; da Educação, Fernando Haddad; da Intregação Nacional, Fernando Bezerra Coelho; e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; além do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Luiz Gonzaga Belluzzo: indústria passa por um momento complicado, com desarticulação de cadeias produtivas


Não podia ser perfeito, também é presidente do Palmeiras. 


Um dos conselheiros econômicos mais importantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Gonzaga Belluzzo também é interlocutor frequente do ministro da Fazenda, Guido Mantega.



O governo Dilma Rousseff precisa encontrar um arranjo de política econômica que permita ao mesmo tempo ajustar o ritmo de crescimento da demanda - hoje "um pouco excitada" - e enfrentar a questão do câmbio valorizado, que desarticula cadeias produtivas inteiras, diz o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, da Unicamp e da Facamp.

Para ele, é necessário, de fato, controlar as despesas correntes e elevar o superávit primário, para que se consiga executar uma política fiscal anticíclica, "exatamente para não exigir depois do Banco Central uma ação mais enérgica".

Belluzzo não descarta uma alta de juros, mas tampouco a considera inevitável. Uma elevação da Selic pode agravar ainda mais a valorização do câmbio, num mundo em que há farta liquidez internacional. Aumentar ou não a taxa vai depender do "mix monetário e fiscal", afirma Belluzzo, que elogia medidas de contenção ao crédito adotadas recentemente pelo BC, que lançou mão de outro instrumento que não os juros.

O professor mostra grande preocupação com o câmbio valorizado e seu impacto sobre a indústria, que já sofre com o desmonte de algumas cadeias produtivas, num cenário de forte aumento das importações. "O calcanhar-de-aquiles do governo Lula foi a questão cambial, que pode nos custar caro no futuro. Esse é o enigma que Dilma vai ter de decifrar", afirma Belluzzo, que vê, contudo, um saldo bastante positivo no governo Lula, citando a aceleração do crescimento, a redução da pobreza e a incorporação de milhões de pessoas ao mercado consumidor.

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Brasil lidera consumo global de eletrônicos em 2010, aponta Accenture

SÃO PAULO – O Brasil está entre os países que mais consumiram produtos eletroeletrônicos, como celulares, televisores e computadores portáteis (netbooks) em 2010. Esta é uma das conclusões de um estudo global realizado pela consultoria Accenture com 8 mil consumidores em oito países (Brasil, China, Índia, Rússia, França, Alemanha, Japão e Estados Unidos), envolvendo 19 diferentes tecnologias.

Os brasileiros estão em primeiro lugar no consumo de celulares em 2010 - 55% dos pesquisados compraram um novo aparelho no ano passado -, assim como no consumo de TVs de alta definição e câmeras digitais (ambos com uma média de 30%) e de netbooks (pouco mais de 20%).

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Privatização de aeroportos já causa polêmica na Câmara


BRASÍLIA - Parlamentares da oposição e aliados ao governo já divergem sobre o provável envio, pela presidente Dilma Rousseff, de uma medida provisória que permitirá a operação privada de aeroportos. A presidente, segundo informações publicadas pela imprensa, já decidiu entregar à iniciativa privada a construção e operação de novos terminais nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, no Estado de São Paulo. O objetivo seria desafogar aeroportos vitais para a realização, no Brasil, da Copa do Mundo de 2014.

O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), deixa claro que o partido não será contra entregar à iniciativa privada a construção e a operação de novos terminais. No entanto, ele critica o modelo que, na sua avaliação, será adotado pelo Executivo.

"O governo pode até resolver os problemas dos aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas não dos Estados que não têm o mesmo número de passageiros e, portanto, a mesma viabilidade econômica”, afirma. “É necessário vincular, aos aeroportos maiores, aqueles com menos capacidade de geração de receita, para existir um equilíbrio regional e garantir um sistema sustentável ao longo do tempo", acrescenta.

Além disso, ele lamenta o que considera uma mudança de postura de Dilma logo após assumir a Presidência quando se trata de privatização. “Fica a impressão, muito ruim para a classe política, de que o que se diz na campanha não é o que se faz no governo”, critica Bornhausen.

Segundo ele, a solução que os oposicionistas apontaram para o caos nos aeroportos foi “satanizada” na campanha de 2010 e ao longo dos últimos oito anos de governo petista, mas agora a privatização “é a mágica que a senhora Dilma Rousseff encontra para resolver o problema".

Reação
O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), rebate esses argumentos e diz que não há nada de contraditório em adotar a participação privada no setor aeroportuário.

"A oposição está fora de foco. A crítica que nós fizemos às privatizações do PSDB e do DEM foi a de que eles entregaram a preço de banana as empresas nacionais, como a Vale. Fizeram privatizações com sentimento antipatriótico”, afirma. “O caso dos aeroportos é outro, pois eles não vão ser privatizados. A iniciativa privada poderá construir aeroportos por concessão do governo, com preço justo. Isso não tem nada a ver com as privatizações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do PSDB", conclui Vaccarezza.

A expectativa é de que a MP também inclua a abertura do capital da Infraero, estatal que administra os terminais.
(Agência Câmara)

Compras online batem recorde de US$ 32,6 bilhões nos EUA, diz comScore

SÃO PAULO - As compras feitas pela internet no período de novembro a dezembro de 2010 somaram o valor recorde de US$ 32,6 bilhões, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando totalizou (US$ 29,0 bilhões), de acordo com a comScore, empresa de pesquisa online de mercado que fornece dados de marketing e serviços.

"A temporada de compras online de 2010 foi memorável. Nós vimos um forte retorno às compras desde a recessão entre 2008 e 2009. O resultado superou as nossas expectativas, que eram de expansão de 11%", disse o presidente do Conselho Administrativo da comScore, Gian Fulgoni.

De acordo com a comScore, as promoções do dia de promoções de produtos eletroeletrônicos, "Cyber Monday",  puxou o resultado, ao alcançar o primeiro US$ 1 bilhão em consumo na história de gastos online.

(Tatiana Schnoor | Valor)

Quem não bebeu alguma vez?

Starbucks faz mudança em sua logomarca

   SÃO PAULO - A Starbucks, maior cafeteria do mundo, está revelando nesta quarta-feira uma nova logomarca, que retira o nome da empresa ao redor do ícone da marca, uma sereia. A ninfa também recebeu alguns ajustes, passando a ocupar maior espaço dentro do círculo que compõe o logo.

A Starbucks diz que as alterações acompanham uma nova direção da companhia. A atualização segue o novo foco da empresa na venda da marca em produtos comercializados fora da rede, como supermercados e outros canais de venda.
O novo logo se adapta melhor à expansão da companhia além do negócio do café, na direção de uma gama maior de negócios e mercados internacionais.
A ideia é levar a nova marca às lojas em março, como parte das comemorações do 40º aniversário do grupo.
Segundo o presidente da companhia, Howard Schultz, a evolução do logo espelha a estratégia da empresa. Ao longo de sua história, iniciada em 1971, essa é a quarta versão da logomarca da cafeteria.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Governo - Divisão do bolo. Segundo Escalão


No dia seguinte ao anúncio de que as nomeações para o segundo escalão estavam suspensas, o "Diário Oficial da União" traz nesta quarta-feira indicações para o governo Dilma Rousseff.

Mário Augusto Lopes Moysés vai permanecer com a presidência da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), enquanto Frederico Silva da Costa vai ficar com a Secretaria Executiva do Ministério do Turismo.

PT e PMDB estão em crise por causa da partilha de cargos no novo governo. Para conter a animosidade entre os partidos, a presidente decidiu suspender as nomeações para o segundo escalão. As indicações voltarão a acontecer depois das eleições no Congresso.
A suspensão foi anunciada ontem pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB).

A maior preocupação do governo e do PT neste início de governo é evitar que as insatisfações no PMDB acabem por prejudicar a eleição do petista Marco Maia (RS) à presidência da Câmara, em fevereiro.

Insatisfeito, o PMDB boicotou a posse do novo ministro das Relações Institucionais, o petista Luiz Sérgio. Em meio ao desgaste, o partido ainda anunciou que não está convencido do valor do salário mínimo de R$ 540 fixado para 2011.
Os peemedebistas cobram uma reunião com a equipe econômica para discutir outro valor para o salário mínimo.
"Queremos discutir, queremos que a área econômica nos convença desse valor. Essa não tem que ser uma decisão partidária, mas a que representa o melhor para o país", afirmou Eduardo Alves.
Questionado se a discussão do salário mínimo tem relação com as indicações do segundo escalão, ele negou. "Não tem nada a ver uma coisa com a outra", disse o deputado.
Em contrapartida, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o governo federal vai vetar qualquer reajuste que aumente o salário mínimo para mais de R$ 540.

"Neste momento, é temerário nós aumentarmos [o mínimo] para mais de R$ 540. Se vier alguma coisa diferente, nós vamos simplesmente vetar", disse o ministro, citando a necessidade de conter os gastos públicos para, entre outras coisas, facilitar uma queda maior nos juros e evitar uma maior valorização do real.

Folha.com (Poder)


Apesar de otimista, Conceição alerta para perigo de desindustrialização



A economista mais conhecida do Brasil, a portuguesa Maria da Conceição Tavares, espera uma administração Dilma Rousseff bem diferente da de Lula. "Dilma não se parece com o Lula.

Ela tem perfil de gerente, enquanto Lula usa a habilidade política para fazer ziguezagues. Ela deve ter uma linha mais reta de tocar o governo". Na visão de Conceição, o caráter gerencial da presidente da República não é uma qualidade negativa, pelo contrário. "Ela não brinca em serviço e não vai deixar ninguém pisar em ramo verde", diz, usando uma expressão bem lusitana.

Conceição, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acha difícil prever como Dilma se comportará politicamente, mas crê que a presidente não terá dificuldades em lidar com o ministério e nem mesmo com o Congresso, onde a oposição perdeu terreno. "Ela vai saber 'apertar os cravos' [dos ministros e dos políticos] devagarinho e na hora certa."

Ela não está pessimista em relação ao novo governo, mas ressalta duas preocupações que constituem desafios no curto e longo prazos, na sua opinião.

No curto prazo, ela chama a atenção para a concorrência internacional desvairada no pós-crise, com forte impacto sobre a balança comercial do país. "A questão envolve a necessidade da adoção de uma nova política de substituição de importação para frear a desindustrialização de setores da economia nacional", recomenda. A nova política passaria a exigir das multinacionais maiores índices de nacionalização na indústria de partes, peças e componentes, principalmente dos setores automotivo e eletroeletrônico.

No plano social, de mais longo prazo, Conceição torce para a presidente criar um fundo com recursos do pré-sal para federalizar as políticas públicas universais mais importantes de educação e saúde. "Não basta procurar erradicar a miséria. Sem avanço na educação e na saúde continuaremos subdesenvolvidos", adverte.

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Briga de cachorro grande


PT e PMDB disputam setor elétrico


A presidente Dilma Rousseff vai propor que Flávio Decat seja o futuro presidente da Eletrobrás, desbancando o poder do PMDB na holding, atualmente presidida por José Antonio Muniz Lopes Filho, afilhado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Será uma reedição de 2008, quando Sarney venceu a disputa com a então chefe da Casa Civil e conseguiu indicar seu apadrinhado para o posto.

A Eletrobrás é o exemplo mais patente de uma disputa tensa entre PT e PMDB pelos segundo escalão do setor elétrico. A área sempre foi considerada um feudo pemedebista, especialmente do clã Sarney. O presidente do Senado conseguiu, ainda durante a campanha presidencial, a garantia de que o senador Edison Lobão (PMDB-MA) retornaria ao Ministério de Minas e Energia caso Dilma fosse eleita.

Lobão chegou a cogitar, caso José Antônio Muniz Lopes Filho seja realmente substituído, indicar Márcio Zimmermann para o posto, mas não teve força política suficiente e Zimmermann retornou para a secretaria-executiva do Ministério de Minas e Energia.
O chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, avisou a lideranças do PT e do PMDB que as negociações de cargos no setor elétrico só vão começar na segunda quinzena de janeiro. O aviso serviu para acalmar um pouco os ânimos na base dos dois partidos. Vencida esta etapa, vai começar outra fase complexa: a escolha dos nomes que vão comandar as subsidiárias.

O caso mais complicado é o de Furnas, no Rio de Janeiro. O PT está ansioso para tirar a estatal do comando do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os petistas argumentam que Cunha é um aliado perigoso, que já prejudicou o governo durante a votação da CPMF em 2007 - atrasando a entrega do relatório na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para pressionar pela indicação de Luiz Paulo Conde para a presidência da empresa fluminense.
O pemedebista ironizou o apetite do PT para diminuir espaços do PMDB no governo. "Ninguém vem a público defender cargos para o PMDB. Só querem tirar. Quero ver como ficarão as votações no Congresso depois", disse. Segundo Cunha, a exemplo do PT, seu partido também pretende manter os postos que ocupa atualmente e, se possível, avançar em algumas áreas.

Na Eletronorte, é grande a possibilidade de permanência do atual presidente, Josias Araújo. No fim do ano passado, circulou a informação que Dilma gostaria de indicar uma mulher para a presidência, notícia que acabou não se confirmando. Mas são consideradas certas mudanças em outras diretorias para acomodar o senador Luiz Otávio (PMDB-PA), que não se elegeu para deputado, e o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), cuja eleição foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.

Na Eletrosul, o PT catarinense deve propor a troca do atual presidente, Luiz Mescolotto, ex-marido da ministra da pesca, Ideli Salvatti. E na Chesf, o PSB de Eduardo Campos vai indicar um nome para o lugar do atual presidente, Dilton da Conti. "Mas o cargo não sairá da órbita de Campos. A Chesf é fundamental para Pernambuco", confidenciou um petista que milita no setor elétrico.

Valor on line

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

KD os homens do Presidente?

Foto: GENRÍQUEZ/dez 2010 - Os últimos dias do Lula no Planalto

Foto: GENRÍQUEZ/dez 2010 - Os últimos dias do Lula no Planalto

Dívidas dos governos do DF e do Pará


Até hoje só heranças malditas nos estados que mudam de comando político.

Nos estados em que os novos governadores são aliados é só herança bendita.

Veja aqui: Distrito Federal e Pará.



Brasilília: Um deficit de R$ 629 milhões
O governo que chega terá de administrar uma dívida da administração encerrada na última semana por Rogério Rosso (PMDB). A equipe da Secretaria de Fazenda detectou restos a pagar no GDF no valor de R$ 629,5 milhões. É dinheiro referente a contratos firmados pela gestão anterior em diversas áreas sem previsão no orçamento de 2011. O montante é tratado como um deficit pelos atuais governantes, que terão de fazer ajustes para quitar o saldo negativo.

 Por enquanto no Pará....


Estado - Revelação foi feita por Sérgio Leão na posse dos novos secretários
Ana Júlia Carepa (PT) deixou mais de R$ 400 milhões em dívidas para seu sucessor no comando do Estado, Simão Jatene (PSDB). A informação foi dada pelo coordenador de transição da equipe tucana e atual Secretário de Governo (Segov), Sérgio Leão, na noite de ontem, após a posse coletiva dos novos secretários e presidentes de autarquias e fundações, realizada no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Ele informou também que a gestão petista deixou apenas R$ 80 milhões em caixa, enquanto os tucano, no final de 2006, deixaram R$ 180 milhões para Ana Júlia. Leão voltou a expor sua preocupação em relação a situação que o Estado se encontra durante o seu discurso, ao afirma que o Pará passar por um momento de crise institucional. "E se a gente não responder à sociedade, vai enfrentar um problema", frisou.

Fontes: O liberal e Corrio Braziliense. 


Aqui em Brasília - Corte no GDF pode chegar a 50% dos 18,5 mil servidores já identificados. É pouco


Na realidade serão 15 mil exonerados. Depois do mensalão do DEM...

No primeiro dia útil do novo governo, Agnelo Queiroz (PT) reuniu o secretariado para combinar como se darão na prática as medidas que anunciou por meio de decreto no dia da posse. Diante de uma equipe de 37 assessores mais próximos, o chamado primeiro escalão, o governador ordenou que a atenção nos primeiros meses de administração esteja voltada para a recuperação do atendimento médico em hospitais e postos de saúde da rede pública.

Agnelo determinou a redução da estrutura de governo com o corte de cargos comissionados, que pode chegar a 50% da equipe atualmente formada por 18,5 mil funcionários. A princípio, 6 mil cargos estão congelados, o que equivale a um terço das funções de confiança existentes.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Planos de Saída do Bolsa Família ou de entrada ao trabalho seguro e estável?



Está nos planos do governo Dilma Rousseff a transformação de parte da clientela do Bolsa Família, o programa de transferência de renda de maior sucesso da gestão Lula, em uma nova categoria de empreendedores rurais e urbanos. O Valor apurou que a nova ministra do Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello, que assumiu ontem o cargo, pretende dar ênfase ao desenvolvimento empresarial das 12,9 milhões de famílias assistidas pelo programa.

Entre os planos está a criação de uma espécie de "força-tarefa" institucional para criar, transferir e aplicar tecnologias em benefício da "nova classe média" resultante das políticas de redução da pobreza no país. Pretende-se aproveitar várias experiências de microcrédito e usar o conhecimento acumulado pela agência de apoio ao empreendedorismo (Sebrae) para estimular esse novo grupo social a abrir pequenos negócios. Essa "porta de saída" estimularia investimentos em mercearias, restaurantes, cabeleireiros, revendas e "lan houses"

"As famílias do Bolsa Família têm microcrédito e crédito urbano, mas precisamos avançar. Temos de garantir a elas a ascensão, para que deixem de precisar do Bolsa Família", disse Campello em sua concorrida cerimônia de posse.

Avançar também foi uma palavra-chave da presidente Dilma em seu principal discurso de posse, no sábado. Em 2003, quando o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva prestou juramento, a palavra que marcou sua fala foi "mudança". Agora, Dilma prega a continuidade, mas faz acenos à oposição e "estende a mão" às parcelas da sociedade que não estiveram com ela na jornada eleitoral.

Dos oito governadores oposicionistas eleitos ou reeleitos pelo PSDB em outubro, sete compareceram à posse de Dilma. A ausência mais notada foi a do senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves, e do governador Antônio Anastasia. Foi uma nova atitude de Aécio, que sempre condenou a radicalização da disputa entre PSDB e o PT em São Paulo e é hoje visto como o mais forte candidato da oposição em 2014.

Dilma disse que a "estabilidade econômica é um valor absoluto", prometeu qualidade nos gastos públicos e declarou que não permitirá a volta da inflação, que chamou de "praga". Mas o discurso de Dilma foi tímido quando se referiu à reforma política.

Ministra Tereza Campello assume o MDS aceitando o desafio de erradicar a miséria. A porta de saída do Bolsa Família?



A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, assumiu o cargo dizendo que é possível erradicar a miséria no Brasil e promover a inclusão produtiva. Ela falou sobre os recentes avanços na área social e defendeu estratégias conjuntas para o desafio dos próximos quatros anos.

Tereza Campello assumiu neste domingo (02/01) o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aceitando o desafio da presidente Dilma Rousseff de erradicar a miséria no Brasil e promover a inclusão produtiva. “É possível e temos o dever de ousar mais uma vez”, afirmou.
 

Em discurso na transmissão de cargo, ela falou dos próximos passos da pasta: “Esta próxima etapa buscará incluir o núcleo dos brasileiros mais pobres e o núcleo mais complexo e os mais vulneráveis, os invisíveis afastados dos serviços públicos, sem documento, sem direito, sem cidadania.” E lembrou que o esforço dos próximos quatro anos implica em continuidade, consolidação das conquistas e aprofundamento das políticas de inclusão. “Isto exigirá inovação e superação”, salientou.

A ministra disse que será necessário construir várias estratégias para atender às diversidades regionais, culturais e sociais do pais e deu grande ênfase às ações de inclusão produtiva. “Já fizemos muito, mas muito ainda há de ser feito. Vamos seguir em frente com o projeto de nação com desenvolvimento econômico, acompanhado de distribuição de renda, distribuição de cultura e distribuição de poder”.

O autor do blog com a Ministra Campello
Ela falou dos avanços do Fome Zero e do Bolsa Família, lembrando que 93% dos beneficiários do programa fazem três refeições por dia e mais de 11 milhões de brasileiros passaram a viver em segurança alimentar. Ela também reforçou a importância da gestão compartilhada entre governos federal, estaduais e municipais e lembrou das conquistas sociais nos últimos anos, citando o 4o. Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que aponta a queda da pobreza extrema de 12% em 2003 para 4,8% em 2008.

Tereza Campello entrou no auditório lotado do Bloco K de braços dados com a ex-ministra Márcia Lopes e ambas foram aplaudidas de pé. Na despedida, Márcia afirmou que participar do MDS foi uma experiência fantástica num governo que teve a ousadia e a coragem de enfrentar a realidade do Brasil. “Chegamos a um patamar de interlocução qualificada e não é a toa que estamos assistindo à redução da desigualdade no Brasil”.


Participaram da cerimônia ministros do governo Lula (Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário,) e do governo Dilma Rousseff (Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência; Isabel Teixeira, do Meio ambiente; Luiz Sérgio, das Relações Institucionais; Afonso Florence, do Desenvolvimento Agrário; Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos; Luiza Bairros, da promoção da Igualdade Racial; Miriam Belchior, do Planejamento; Fernando Haddad, da Educação; e Alexandre Padilha, da Saúde), secretários e servidores do MDS, dirigentes de Conselhos, deputados federais e senadores, entre outras autoridades.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Na posse da presidenta Dilma, Sebastian Piñera Presidente do Chile comete mais uma gafe



O presidente do Chile, Sebastián Piñera, cujas gafes são recorrentes, meteu os pés pelas mãos de novo ao chamar Brasília de Brasilea no último sábado, quando viajou para a posse de Dilma Rousseff.

"Chegando em Brasilea para mudança de comando Lula-Dilma. 2010 foi um ano duro mas soubemos enfrentar com unidade. Será um grande ano para o Chile", postou o presidente em sua conta no Twitter, que originou uma série de brincadeiras e críticas entre os usuários do microblog.

"Brasilea é a capital de Bresil, fica ao lado de Ecuadeaor", ironizava um. "Piñera fez escala em Montefideo antes de chegar a Brasiléia", "Brasiléia está cheia de brasuizos", dizia outro. 
Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal "La Cuarta", Piñera também se enrolou ao explicar um de seus erros mais conhecidos, que foi quando mencionou Robinson Crusoé, o personagem de Daniel Defoe, quando declarou ser uma pessoa de carne e osso.

O episódio aconteceu em abril do ano passado, quando visitou o arquipélago Juan Fernández, devastado pelo terremoto e tsunami do dia 27 de fevereiro.

"Nesta ilha viveu Robinson Crusoé durante quatro longos anos, cuja história não somente fascinou o mundo inteiro, mas pôs esta ilha onde vivem 800 chilenos no mapa do mundo", disse o presidente, que completou ao se referir ao arquipélago como se fosse uma ilha.

"Eu sempre fui um grande admirador de Willem Dafoe (sic), que escreveu o romance 'Robinson Crusoé'. Certa vez os habitantes disseram que foi Crusoé que pôs a ilha do mapa, portanto poderíamos dizer que Crusoé é habitante desta ilha", disse, confundindo o autor com o ator de cinema americano Willem Dafoe (de "Homem-Aranha" e "Anticristo").

Terra Brasilis

Outra gafe do Presidente chileno.
 
Na sua admiração reprimida pelo regime nazista da Alemanha de Hitler e do Chile do Pinochet (como foi revelado pelo wikileaks), Piñera já tinha assinado o livro de ouro de visitantes ilustres na alemanha, ecrevendo uma frase considerada nazista e que já tinha sido retirada do Hino Nacional a alemanha"Deutschland über alles" (Alemanha acima de tudo). A folha teve que ser retirada do livro e o Presidente chileno escrever outra frase.