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quinta-feira, 31 de março de 2016

Carlos Maneschy filia-se ao PMDB e será o candidato à PMB



Reitor da UFPA filia-se ao PMDB (Foto: Divulgação)
Carlos Maneschy (centro) assinou a sua filiação diante do ministro Helder Barbalho e do vice-presidente do PMDB, Romero Jucá (Foto: Divulgação)
O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Carlos Maneschy assinou ontem, em Brasília, sua ficha de filiação ao PMDB do Pará. O evento foi organizado pelo ministro dos Portos, Helder Barbalho, que é o presidente interino do partido no Estado. O vice-presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá homologou a filiação de Maneschy. Também participou da cerimônia o ex-ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha.

Para o ministro Helder Barbalho, a entrada de Maneschy no partido representa um engrandecimento para o PMDB paraense. “O professor Maneschy chega ao partido trazendo sua experiência acadêmica e administrativa”, afirma Helder Barbalho. Segundo o ministro, Carlos Maneschy vai contribuir com a construção de um projeto de governo para Belém.

“Nosso intuito é fortalecermos o PMDB para que o partido apresente um projeto para a capital que esteja à altura das necessidades da população”, diz Helder. Maneschy vai conduzir a UFPA até 2 de junho. De acordo com o reitor, sua entrada no PMDB pode contribuir para melhorar o quadro político do partido. “O que ofereço para a população paraense é a minha experiência administrativa e de gestão”, reforça.

CONTRIBUIÇÃO

A chegada de Maneschy ao partido foi também comemorada por outros peemedebistas. A deputada Simone Morgado lembrou que o reitor é um dos melhores quadros paraenses. Segundo ela, a política clama por pessoas que possam de fato contribuir para a melhoria de vida da população. “É uma grande honra fazer parte de uma equipe que passa a contar com um dos melhores nomes do Pará”, comemora Morgado.

(Luiza Mello/Diário do Pará)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

PMDB do Senado articula movimento para tirar Temer da presidência do PMDB




Fratricídio O PMDB do Senado articula um movimento para tirar o Michel Temer da presidência do PMDB na convenção do partido em março. O racha entre as alas pró e contra impeachment antecipou a disputa sobre qual dos grupos comandará o maior partido do país. Um cacique influente conta que hoje “a recondução dele é muito difícil”. A ideia é substituir Temer por Romero Jucá ou Renan Calheiros. Aliados do vice dizem que opositores tentam, sem sucesso, tirá-lo do posto desde 2005.

Caderneta “Renan até perdoa, mas anota o nome na lista”, diz um aliado do presidente do Senado.

Ressabiado O mercado financeiro começa a duvidar se Michel Temer tem força para “unir o país”.





Abajur Amigos dizem que é hora de Temer submergir: “Chegou o momento de Michel assumir o vice decorativo que há nele e se resguardar”.

O próximo Após Joaquim Levy se despedir em reunião na Fazenda, Dilma Rousseff resolveu acelerar a escolha do sucessor. Pode anunciar o novo ministro já nesta sexta ou, no máximo, na próxima semana. Nelson Barbosa (Planejamento) entrou fortemente nas cotações de quinta (17).

Apostas Preocupados com a reprovação do nome de Barbosa entre investidores, ministros buscavam outras opções, entre elas: Armando Monteiro (Mdic), Marcos Lisboa (Insper) e Otaviano Canuto (FMI).

Sem amarras “Já perdemos o selo de bom pagador, já não temos um voto banqueiro. Há razão para colocar um nome do mercado?”, reclamava um integrante da cúpula do governo.

Budget Avisados pelo Executivo de que poderia haver espaço para Romero Jucá na equipe econômica, o PMDB do Senado ficou de decidir se indicaria o parlamentar para a Esplanada.

Perfil Senadores avaliam que Jucá se encaixaria mais no Planejamento e menos na Fazenda.

#ConectaBrasil O Planalto tomou um susto ao se deparar, na quinta, com uma forte reação nas redes sociais de brasileiros exigindo do governo o desbloqueio do aplicativo WhatsApp.

Viral Um post de Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, teria estimulado a cobrança. Ele dizia que era um dia triste para o Brasil. E terminava afirmando: “se você é brasileiro, faça sua voz ser ouvida e ajude seu governo a refletir a vontade do povo”.

Recorta e cola Um emissário palaciano acionou o Facebook e explicou a situação. Tempos depois, veio a edição: “se você for brasileiro, faça sua voz ser ouvida”.

Efeito Colateral Na operação de busca e apreensão na casa de Eduardo Cunha, a PF acabou levando uma pilha de documentos da esposa do deputado que seria encaminhada à Receita Federal. O fisco segue à espera das explicações de Cláudia Cruz.

Mal na foto Sondagem feita pelo PRB em oito municípios de SP indicou alto índice de rejeição à presidente Dilma Rousseff. Num deles, só 2,6% disseram aprová-la. A pesquisa foi feita para testar o nome de pré-candidatos do partido à prefeitura e será usada para moldar a estratégia para as eleições de 2016.

Cadê? O FI-FGTS foi avisado por técnicos da Caixa que o BNDES até hoje não enviou toda a papelada necessária para a liberação dos R$ 10 bilhões solicitados. Procurado, o BNDES se recusou a explicar o que trava a operação.

Eu, hein Ao saberem do empecilho, conselheiros do fundo ficaram sem entender. Nos últimos meses, tiveram de ouvir apelos de Luciano Coutinho para a aprovação. O presidente do BNDES argumentava que, sem o dinheiro, o banco teria problemas para honrar seus compromissos.

TIROTEIO

“PGR deixou de ser acrônimo de procurador-geral da República. Passou a ser sigla para procurador-geral da Rousseff”.

DE EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ), presidente da Câmara, sobre o pedido de Rodrigo Janot para afastá-lo do cargo, enviado ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira (16).

sábado, 22 de março de 2014

Política eleitoral de alto estilo


O deputado federal peemedebista Asdrúbal Bentes diz que vai se entregar na segunda-feira

ESTERILIZAÇÃO
Deputado muda o discurso e diz que admite renunciar ao resto do mandato


O deputado federal peemedebista Asdrúbal Bentes declarou ontem que irá se apresentar na vara de execuções penais de Brasília na próxima segunda-feira (24) para poder cumprir a condenação pelo crime de esterilização ilegal, do qual ele foi considerado culpado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. O parlamentar, que ainda está em liberdade em Marabá, afirmou também que está pensando na possibilidade de renunciar ao mandato de deputado federal pelo Estado do Pará. "Eu vou para Brasília, além de me apresentar, conversar com lideranças nacionais e regionais, os meus familiares, minha mulher, meus filhos, e depois apresentar uma decisão. Não há motivo para precipitação. Estou com a consciência tranquila", disse Bentes.

O discurso de Bentes já é bem diferente das declarações feitas à imprensa na noite de quinta-feira, logo após o plenário do STF rejeitar os últimos recursos movidos pela defesa e determinar a expedição imediata do seu mandado de prisão e a comunicação da decisão à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para fins de deliberação da perda de mandato do parlamentar. "Não vou sair da Câmara pela janela, quero sair pela porta da frente, como eu entrei. Até porque fui condenado por um crime que não cometi e por uma teoria chamada teoria do domínio do fato. Eu não cometi (o crime), mas teria o domínio dos fatos", declarou na ocasião, descartando a possibilidade de renúncia.

"Como é regime aberto, há compatibilização com o exercício do mandato. Até porque o regime aberto pressupõe que a pessoa esteja trabalhando. Meu trabalho hoje é este", completou.


Pelo Supremo, Bentes deve cumprir sentença de 3 anos, um mês e 10 dias em regime aberto, já que tem 74 anos. De acordo com o deputado do PMDB, seus advogados estão acertando os detalhes finais sobre o cumprimento da pena, que inclui restrições de liberdade como impossibilidade de deixar a sua residência durante a noite, ingerir bebida alcoolica ou viajar sem autorização. Pela legislação, os condenados ao regime aberto devem ficar nas chamadas casas de albergado durante a noite. No entanto, de acordo com a Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas (VEPEMA), "diante da inexistência de tal estabelecimento, as penas são cumpridas na própria residência dos sentenciados, que devem obedecer às determinações judiciais, que incluem, entre outras: recolher-se às suas residências diariamente, a partir das 21h e apresentar-se bimestralmente (à Justiça)".

O Liberal
BRASÍLIA
THIAGO VILARINS
Da Sucursal

quinta-feira, 6 de março de 2014

Paes se "auto aplica" uma multa depois de ser pego jogando lixo na rua


Não façam o que eu falo nem o que eu faço





Garis em greve ameaçam colegas e Paes os chama de 'delinquentes'


Categoria pede R$ 1.680 de piso e R$ 20 de vale-refeição; prefeitura oferece R$ 1.224 e R$ 16, respectivamente



Três garis foram detidos ontem à tarde no Rio, sob acusação de impedir colegas que pretendiam limpar a praia de Ipanema. De acordo com a Polícia Civil, os três seriam líderes sindicais. Seus nomes não foram divulgados.

Pela manhã, cerca de 20 grevistas tinham quebrado duas vassouras e dois ancinhos. A intenção era intimidar outros garis que limpavam o Aterro do Flamengo.

Após o incidente, a Guarda Municipal passou a acompanhar o grupo. Os grevistas têm feito rondas com motocicletas e carros a fim de mobilizar a categoria.

O prefeito Eduardo Paes chamou de "marginais e delinquentes" os que ameaçam os colegas. Ele anunciou que vai colocar seguranças para escoltar veículos e garis pelo tempo que durar a greve.

Paes disse ainda que é "inaceitável" e "criminosa" a coação contra garis.

Até agora, 300 deles foram demitidos. O prefeito, porém, aceitou proposta do Ministério Público do Trabalho para readmitir aqueles que voltarem hoje ao trabalho.

Em reunião na porta da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), cerca de 200 garis resolveram manter a greve.


A decisão foi tomada apesar da determinação da Justiça do Trabalho para que voltassem às suas funções, sob pena de uma multa diária no valor de R$ 50 mil.


LIXO NAS RUAS

Nas ruas da cidade, o lixo se acumula. A situação é pior nas áreas por onde passaram blocos carnavalescos, como na orla da zona sul, nas pistas do Aterro do Flamengo e na av. Rio Branco, no centro.

Caso se confirmem as previsões de chuva para hoje, o lixo pode entupir bueiros e agravar a situação.

Os grevistas pedem R$ 1.680 de piso salarial (R$ 1.200, mais 40% de insalubridade) e R$ 20 de vale-refeição. A prefeitura oferece piso de R$ 1.224 (R$ 874, mais 40% de insalubridade) e R$ 16 de vale-refeição.

De acordo com o presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, a cidade só estará limpa novamente após três dias de trabalho --isso com todos os funcionários em atividade.


BRUNA FANTTICOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

sábado, 22 de fevereiro de 2014

UFPA recebe recursos para implantação do Campus de Ananindeua


A Universidade Federal do Pará (UFPA) recebeu, nesta sexta-feira, 21, recursos de emenda parlamentar na ordem de R$ 3 milhões, que serão destinados à infraestrutura do recém-criado Campus de Ananindeua.



A verba será investida na construção de um centro de convenções com auditório e biblioteca, que atenderá tanto as necessidades do campus quanto as do município, de modo geral, que ainda não dispõe de nenhum espaço desta natureza. A emenda foi iniciativa da deputada federal Elcione Barbalho (PMDB), que também destinou R$ 600 mil para o Plano Emergencial de Expansão do Ensino Superior no Marajó.

Para oficializar o repasse do recurso, que já consta no orçamento do Campus de Ananindeua e do Movimento Marajó Forte, a deputada Elcione, juntamente com o ex-prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, realizou visita de cortesia ao reitor Carlos Maneschy. Também participaram da reunião o deputado estadual Francisco Melo, o Chicão (PMDB); a vereadora Nilse Pinheiro (PMDB); a coordenadora do Campus de Ananindeua, Edilza Fontes; e o coordenador do Movimento Marajó Forte, Ricardo Fialho, além de outros representantes do Movimento e do Campus de Ananindeua.

Educação superior de qualidade - “Sem Educação nada acontece. E a meta é investir cada vez mais neste município com o qual tenho uma ligação muito forte e um compromisso pessoal”, afirmou a deputada Elcione Barbalho. Segundo ela, tanto a emenda de Ananindeua como a do Marajó foram repassadas como questão de honra para concretizar um sonho. Helder Barbalho também explicou que o sonho de tornar realidade o Campus da UFPA em Ananindeua iniciou-se em 2001, em virtude da grande demanda do município por educação superior de qualidade. “Todas as instituições de ensino superior do Pará foram procuradas, mas este sonho veio se concretizar com a colaboração da UFPA”, lembrou Helder.

Futuras instalações - O próximo passo é concretizar a construção do prédio que abrigará as instalações do Campus de Ananindeua, a ser sediado no terreno da Granja do Governador, no Icuí-Guajará. É neste local que será construído o centro de convenções para o qual a verba da emenda será destinada. O campus, no entanto, já existe, temporariamente sediado nas instalações da Faculdade da Amazônia (FAAM), com cem alunos e dois cursos – Engenharia de Materiais e Bacharelado em Ciência e Tecnologia –, os quais iniciam atividades em 2014. “O curso de Engenharia de Materiais, inclusive, já foi avaliado localmente pelo Ministério da Educação e recebeu conceito Muito Bom”, afirmou Edilza Fontes.

Realidade - O reitor Carlos Maneschy agradeceu a emenda e reconheceu que este sonho se torna realidade a partir de esforços coletivos empreendidos pela UFPA e pelo então prefeito Helder Barbalho e que a consequência de tal esforço atravessará gerações. “A Universidade é uma fonte de sonhos e coloca em movimento o resultado de interesses coletivos em formar cidadãos plenos. Só há um investimento capaz de atravessar gerações: educação”, frisou. Segundo Maneschy, além de Ananindeua, outros sonhos que se tornaram realidade em sua gestão foi o Campus de Salinas e a criação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Está também em andamento um projeto de expansão do Campus de Altamira. Permanece a luta pela criação das Universidades do Marajó, Nordeste do Pará e Região Tocantina.

Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Laís Teixeira

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Entre mortos e feridos...





Diário do Pará


domingo, 12 de janeiro de 2014

Onde Roseana Sarney esteve nos últimos anos? Em Marte?. Desembargadora Kenarik Boujikian


“Os fatos ocorridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas não nos surpreendem, pois não se trata de algo novo e a situação só vem se agravando lá”, afirma a desembargadora Kenarik Boujikian, presidenta da Associação Juízes para a Democracia (AJD). “Surpreendente é a reação da governadora Roseana Sarney. Onde ela esteve nos últimos anos? Em Marte? Isso só mostra o descaso do Estado em relação à questão prisional.”

Nos últimos dias, as atrocidades no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, Maranhão, ganharam o noticiário. Em 17 de dezembro de 2013, quatro presos foram assassinados, sendo três decapitados. Ao todo, desde o início de 2013, 62 detentos foram mortos no estado .

Essas tragédias, porém, não são exclusividade de Pedrinhas nem do Maranhão. Elas se repetem em presídios de todo o Brasil.

Levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) registrou, de fevereiro de 2012 a março de 2013, 121 rebeliões e 769 mortes em 1.598 estabelecimentos do País, além de 2.772 lesões corporais. Uma média de 2,1 mortes por dia dentro dos presídios.




Nessa quinta-feira 9, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), disse que se surpreendeu com a crise no sistema prisional no estado que administra. Foi por aí que comecei a entrevista com a desembargadora Kenarik Boujikian, presidenta da Associação Juízes para a Democracia (AJD).

Viomundo – A governadora Roseana Sarney (PMDB) disse nessa quinta-feira 9 que se surpreendeu com a crise no sistema prisional do Maranhão. A senhora se surpreendeu?

Kenarik Boujikian — Claro que não! Os fatos ocorridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas não nos surpreendem, pois não se trata de fato novo e a situação só vem se agravando lá. É a mesma penitenciária que, em 2002, teve uma rebelião que deixou 27 detentos mortos.

Surpreendente, para dizer o mínimo, é a reação da governadora do Maranhão. Onde Roseana Sarney esteve nos últimos anos? Em Marte? Isso só mostra o descaso do Estado em relação à questão prisional. Estou pasma até agora com a declaração dela. É inconcebível!

Veja bem. Em 2006, a Vigilância Sanitária do Estado do Maranhão emitiu relatório condenando as condições de salubridade desse presídio. O juiz Fernando Mendonça interditou-o parcialmente. Decidiu pela proibição de ingresso de qualquer preso a qualquer título nas unidades prisionais daquele complexo prisional até que a equação de uma vaga por preso fosse alcançada. Os dados recentes, porém, mostram que essa decisão não foi aplicada e os problemas apontados pelo juiz maranhense somente se intensificaram.

Além disso, esta espécie de fatos não ocorre só no complexo de Pedrinhas. Em novembro de 2010, tivemos a morte de 18 presos em Pinheiros, também no Maranhão. O que foi feito para se garantir ao menos a vida das pessoas que lá estão entulhadas? Nada!

Há um pacto social que permite ao Estado usar a força e prender as pessoas. Mas esse mesmo pacto prevê que este mesmo Estado tem obrigações com os detidos e com a população. Só que há um total descumprimento do pacto pelo Estado. Esquece-se que um dia todas as pessoas presas sairão detrás dos muros.

Viomundo — Hoje o foco da mídia está principalmente em Pedrinhas, mas penitenciárias em São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí, Espírito Santo já foram palco de ações violentas e mortes de detentos. O problema é nacional?

Kenarik Boujikian — Os fatos se repetem de norte a sul do Brasil. Lembremos alguns mais conhecidos. Por exemplo, a rebelião no Presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO), em 2002, com 27 mortos. O Massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 detentos foram assassinados pela tropa de choque da Polícia Militar. O caso da Penitenciária Central de Porto Alegre, construída para receber 1.984 pessoas, mas que atualmente abriga 4.591. São situações em que o Brasil foi levado a julgamento na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Mas tão grave quanto esses casos que chegaram ao conhecimento do público em geral é o cotidiano das prisões, a invisibilidade do sistema. O descaso é generalizado e infinito o número de violações aos direitos humanos cometidos dentro do sistema prisional.

Viomundo — A violência nos presídios está ligados a que fatores? Qual o peso das facções criminosas?

Kenarik Boujikian — A violência no sistema carcerário tem sua origem mais densa na própria ação/omissão do Estado. Os mutirões carcerários indicam uma série de violações que ocorrem em presídios. Particularmente, o que se constata é que o poder estatal não assegura aos presos condições de respeito à dignidade humana.

O cumprimento da pena em celas superlotadas, fétidas, escuras, úmidas, sem colchões, sem espaço, água imprópria ao consumo humano pode ser classificada como cruel e degradante. Esse quadro é agravado pela negação dos direitos do preso, como direito ao trabalho, ao estudo, ao recebimento de visitas, de alimentação, de votar, etc…

Por certo que, diante da ausência do Estado, as facções se fortalecem e ocupam o lugar, do jeito que bem entendem. E isso também ocorre Brasil afora.

Viomundo – Há décadas eu ouço falar da superpopulação dos presídios. Basta construir mais presídios?

Kenarik Boujikian — Já está provado que apenas construir prisões não solucionará a questão da superlotação carcerária. É só ver os números brasileiros. O que nós temos é o gradativo aumento do número de presídios e de encarceramento, em níveis alarmantes para homens e ainda maiores para as mulheres.

Viomundo – Mas a mídia reforça a ideia de que prisão é solução para todo tipo de criminalidade e que as penas devem ser maiores.

Kenarik Boujikian – Os estudos e os dados mostram que isso é mentira.

Viomundo – Quantas vagas têm os complexos penitenciários do Brasil?

Kenarik Boujikian — Segundo dados de dezembro do Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen) do Ministério da Justiça, 548 mil pessoas compõem a população carcerária no Brasil, mas os complexos penitenciários dispõem de apenas 310,6 mil vagas.

Viomundo — Não está na hora de se discutir para valer penas alternativas para crimes de menor gravidade? Elas poderiam ser parte de uma solução de longo prazo?

Kenarik Boujikian — Essa é uma solução possível, mas não só as penas alternativas, como também a quantidade das penas, melhoria do sistema, fortalecimento das Defensorias Públicas, etc… Em geral, as pessoas não têm a menor noção do significado que é ficar um dia na prisão.

Viomundo — Está cada vez mais presente no Brasil o discurso, amplificado pela mídia, em favor do endurecimento penal, prisão perpétua, Rota na rua, redução da maioridade penal… O endurecimento penal por si só reduziria a criminalidade?

Kenarik Boujikian — O endurecimento penal, em todas as suas formas, como a criação de novos crimes, penas maiores, regime de pena mais grave, não reduz a criminalidade.

O exemplo bem vivo entre nós é o da chamada lei de crimes hediondos, que estipulava que a pena deveria ser cumprida em regime fechado. Passado um tempo, verificou-se que as prisões estavam superlotadas, aumentava o número de presos. Portanto, a lei não serviu para que as pessoas não praticassem crimes.

Outro tema que volta e meia vem a tona é a questão da redução da menoridade penal, o que sequer é possível, diante da rigidez da norma constitucional.

Viomundo – Como a mídia poderia ajudar?

Kenarik Boujikian — Penso que a mídia tem o papel de contribuir para construir uma sociedade justa e solidária. Deve expender esforços para o aprofundamento da democracia, que somente será alcançada quando os direitos civis, políticos sociais e econômicos forem concretizados.

Neste contexto, é importante fornecer dados para população sobre os efeitos da prisionalização, o funcionamento do sistema, as verdades e mentiras sobre as consequências de endurecer as penas.

O que parece é que a imprensa apenas fomenta as soluções hipócritas. Um exemplo bem concreto. Fala-se muito em proibição de uso de telefones para impedir a atuação do crime organizado. Alguém em sã consciência pode dizer que não entram celulares nas prisões? Alguém pode assegurar que é o telefone que vai impedir o funcionamento do crime organizado?

Os telefones entram no sistema prisional e aqueles que não têm acesso — a maioria dos presos — ficam nas mãos dos que têm. Não seria mais lógico e razoável que se instalasse telefones públicos nas prisões, como existe em outros países?

Viomundo – A mídia gritaria contra.

Kenarik Boujikian — Certamente isso irá escandalizar algumas pessoas, mas o fato é que com a permissão, a grande maioria dos presos, que usa o telefone para falar com a família, não ficaria à mercê dos presos que conseguem os celulares.

Este é apenas um exemplo singelo da falta de racionalidade do sistema. O fato principal é que é indispensável repensar os conceitos de crime, justiça e pena. Sem essa revisão séria, com o olhar voltado para o que ocorre dentro dos muros, isso jamais será alcançado.

Por Conceição Lemes,

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Acredite se quiser

Após a reunião do Comitê de Emergência criado pelo Governo Federal do Estado e setor de segurança, a Governadora Roseane  Sarney  (PMDB), declaro que a causa de violência provocada nos presídios, se devia ao crescimento que registra o Estado do Maranhão.  

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Governador de Pernambuco é o mais bem avaliado e o do Rio, o pior

O melhor amigo de Lula e Dilma, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), tem o menor percentual de população que o considera ótimo ou bom: 12%.



BRASÍLIA - O instituto Ibope, na edição especial da pesquisa realizada para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), levantou a avaliação dos governos de 11 Estados, que representam 90% da produção industrial brasileira, sobretudo de transformação: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Os governadores Eduardo Campos (PE-PSB), Cid Gomes (CE-PSB), Beto Richa (PR-PSDB) e Antonio Anastasia (MG-PSDB) são os mais populares.  
 
O governo de Pernambuco é considerado ótimo e bom por 58% da população do Estado. No caso do Paraná, esse percentual é de 41%, no do Ceará, 40%, e no de Minas, 36%.

Com relação à maneira dos governadores de administrar, Eduardo Campos aparece com 76% de aprovação, seguido dos governadores do Ceará (54%), Paraná (52%) e Minas (50%).

A média nacional de aprovação é de 42%. Entre os 11 Estados pesquisados, apenas Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro (29%), Marconi Perillo (PSDB), de Goiás (34%), e Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo (40%), estão abaixo dessa média nacional.

O governador de Pernambuco é, também, o que inspira mais confiança da população do seu Estado: 68% dizem confiar nele. Esse percentual cai a 53% no Ceará e 49% em Minas.

Novamente, o Rio aparece na outra ponta. Sérgio Cabral tem a confiança de 25% da população do seu Estado. A média nacional é 38%. Também estão abaixo da média os governadores de Goiás (29%) e de São Paulo (34%).

O Ibope ouviu 7.686 pessoas, em 434 municípios, entre 9 e 12 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

(Raquel Ulhôa | Valor)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Candidato do PMDB é acusado de ligação com milícias

Não tem virgem nem junior na terra de Deus

Durante o debate Folha/Rede TV, promovido na noite desta quarta-feira (5), no Rio de janeiro, candidato do PSOL acusou ao Prefeito  Eduardo Paes (PMDB), candidato a reeleção de ligação com milícias paramilitares.

No debate, o candidato do Psol, Marcelo Freixo voltou a ligar o atual chefe do Executivo carioca ao crescimento das milícias. Segundo o candidato do PSOL, ao falar do transporte alternativo na cidade, a relação do governo municipal com os grupos paramilitares "é profunda". "No transporte alternativo, a relação das milícias com a prefeitura é profunda. Esse é o principal braço econômico da milícia e a prefeitura tem responsabilidade sobre esse crescimento", afirmou.

"Esse é um bom debate. As milícias não cresceram sozinhas. Todo miliciano é dono de centro social, e muitos tem parceria com a Prefeitura do Rio. A milícia é uma máfia: eles estabelecem o domínio territorial com um projeto de ocupar o espaço eleitoral. Eles ajudaram a eleger muita gente, é uma máfia com projeto de poder. Basta ver que eles têm bases na Câmara", disse.

Paes revida e  disse não ser necessário "pedir ficha de antecedentes criminais" para participar de reuniões em seu gabinete --em referência a uma fotografia que mostra o candidato à reeleição em uma mesa com milicianos--, e afirmou que Freixo "deveria ler o seu próprio relatório", referindo-se à CPI das Milícias, da qual o deputado estadual foi presidente, ironizando o fato de um ex-candidato a vereador do PSOL ter sido identificado como um dos citados pela CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio.

Fonte - UOL. 

 

sábado, 7 de julho de 2012

6 de julho inicia-se o pleito eleitoral para prefeitos e veradores, o que tem de novo?

Alguns elementos novos nas eleições de 2012:


1. A presidenta Dilma, administra uma economia em crise, reconhecida pelas próprias autoridades econômicas. A indústria está em franco retrocesso, em queda de mais de 5% nos seis primeiros meses de 2012.

2. Isso não é pouco, é resultado, não apenas da crise internacional e sim da estratégia industrial de derrota do Governo, que não conseguiu aproveitar a bonança das commodities para dar robustez à economia brasileira.

3. Em práticamente uma década, não criou condições de aumentar a competitividade da indústria, com políticas de inovações tecnológicas, que dessem sustentação ao setor industrial brasileiro.

4. Existe um claro processo de desindustrialização e de reprimarização da economia.

5. Como Estado, declarou que orientaria os grandes eixos da política econômica e deixou correr solto o grande capital financeiro e industrial. Administrou o crédito com políticas frouxas de juros, com taxas de câmbio que não favoreceram exportações industriais e, fechando os olhos para a dívida interna, hoje um dos principais problemas do Brasil.

6. No âmbito social o governo não fez uma verdadeira transferência de renda já que não tirou renda do grande capital financeiro, nem da indústria, para repassar aos setores mais fragilizados do tecido social, apenas utilizou recursos do orçamento, de impostos e lucros das exportações para ampliar a bolsa família e distribuir recurso a famílias necessitadas. Mas foi uma grande obra que levou a Lula a obter o grande prestígio que hoje tem. Para alguns foi o grande autor de uma experiência populista, já conhecida em outras fronteiras.

7. No âmbito político. Aí sim que as coisas desandaram, principalmente para o Partido dos Trabalhadores (PT), que terá que enfrentar eleições aliando-se às piores correntes políticas que por muitos anos combateu a morte e que faz torcer o nariz à maioria dos partidos de esquerda do Continente, para os quais o PT não representa um bom exemplo a seguir. Acabou com seus fundamentos ideológicos e políticos, transformando-se em um partido parecido aos velhos paridos, como o PTB brasileiro, o PRI mexicano, etc. Passou a defender e cuidar, melhor do que qualquer partido "neo-liberal", do capitalismo brasileiro.

8. Esse novo panorama das eleições de 2012 leva ao PT a se misturar com Maluf, Kassab (aquém tanto combateu por ser neo-liberal) e a muitos partidos aos quais sempre tinha enfrentado e que hoje o PT comandado por Lula abraça com esse novo pragmatismo petista que interna e externamente todas as correntes do PT se orgulhan.

9. O PT não tem nada que oferecer. Mudança? Ele não fez. Ética? Ele não tem, está impregnado de corrupção e encobre a corrupção não apenas do seu partido como também dos seus aliados. Futuro de prosperidade democrática para o Brasil? Como qualquer outro partido, desde que mostre competência, que até hoje não teve.

10. Mas mesmo assim vai ganhar muitas prefeituras, com a máquina do Estado que já reparte recursos nas principais prefeituras de Brasil para ganhar votos, nestas eleições que não serão um mar de leite.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Para Netinho, aliança entre PT e PCdoB em São Paulo "não é o ideal"



Em meio a cortejos do PT, PMDB, PRB e PDT, o pré-candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, vereador Netinho de Paula, disse nesta segunda-feira que a aliança com os petistas "não é o ideal". Netinho acenou com a possibilidade de retirar sua pré-candidatura e disse que as conversas com o PMDB "estão muito avançadas". O pré-candidato afirmou ainda que se não for candidato, não será vice.


"Ou eu serei candidato ou vou ceder [a vice] para ganhar tempo de televisão", afirmou Netinho. O pré-candidato destacou as conversas do PCdoB com o PMDB, PRB e PDT e deixou em segundo plano a negociação com o PT, feita pela cúpula nacional de seu partido. "Defendo o fortalecimento de uma terceira via. A polarização [entre PT e PSDB] em São Paulo é muito antiga", comentou.

Netinho reuniu em um evento na noite desta segunda-feira o pré-candidato do PMDB, deputado federal Gabriel Chalita, e o pré-candidato do PRB, Celso Russomano. No lançamento do site do vereador e pré-candidato do PCdoB participaram também parlamentares do PT e PSD.

Duas das estrelas do evento foram os deputado federal Protógenes Queiroz (SP) e o ex-ministro Orlando Silva, ambos do PCdoB. Protógenes puxou o coro de "peredeguedê" no evento, em um bar de São Paulo.

À frente das negociações das alianças políticas na capital, o ex-ministro Orlando Silva reforçou a proximidade do PCdoB com o PMDB, mas disse que o partido poderá manter a pré-candidatura de Netinho.

Na capital, a relação política entre PT e PCdoB se desgastou a partir das denúncias contra Orlando Silva, que levaram à sua queda do Ministério dos Esportes, e com críticas feitas pela bancada de vereadores petistas à entrada do PCdoB na gestão Gilberto Kassab (PSD).

Orlando Silva lembrou-se desses dois casos. "Faço política com a razão e tenho a consciência tranquila. Evidentemente que aqui e ali a gente fica triste quando se depara com o fogo amigo. Mas é da vida. Eu tenho a consciência limpa, mas não sei se todo mundo tem", afirmou Silva. "Mas não vamos pautar a discussão a partir do ministério dos Esportes nem vamos nos pautar pelas dificuldades que tivemos na Câmara dos Vereadores com a bancada do PT", disse.

No evento, o pré-candidato do PRB fez uma homenagem ao ex-ministro ao discursar. Russomano elogiou também Protógenes,como "um exemplo de inovação".

(Cristiane Agostine | Valor)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Líder do governo bate boca com vice-presidente da Câmara em plenário

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e a vice-presidente da Casa, Rose de Freitas (PMDB-ES), travaram uma discussão áspera no plenário nesta quinta-feira. Chinaglia pediu a palavra a Rose, que presidia a sessão, e contestou a possibilidade de votar o projeto de lei que cria cargos de juízes federais e estruturas permanentes para turmas recursais dos Juizados Especiais Federais.

Chinaglia disse que a vice-presidente “insinuou ou afirmou” que haveria acordo entre os líderes partidários para a votação da proposta, mas que ele não apoiava essa discussão. “A senhora pode ter o método que quiser, mas não queira usar da sua régua para dar a metragem para outros parlamentares”, atacou Chinaglia.

O líder governista disse que a proposta era defendida pela deputada e questionou os custos de aprovar o texto. “Eu queria que Vossa Excelência dissesse quanto é que custa para o país a criação de novas varas, porque eu tenho que agir com responsabilidade”, questionou Chinaglia. “Necessidades o Brasil tem várias, a começar pelos desempregados, seguindo pelo Bolsa Família, geração de emprego”, ironizou.

Em resposta, Rose de Freitas disse que havia sido firmado um acordo entre as lideranças para votar a proposta e criticou o tom adotado por Chinaglia.

“Eu estou rindo do açodamento de Vossa Excelência. Vossa Excelência não fez isso, eu tenho certeza, com qualquer outro parlamentar nesta Casa”, disse, em referência à questão de gênero.
A assessoria da vice-presidente informou que os líderes discutiram ontem, durante reunião na Câmara, a votação do projeto dos Juizados Especiais. A expectativa é que a deputada responda às críticas de Chinaglia em pronunciamento no plenário na próxima terça-feira.
(Daniela Martins / Valor)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Líder diz ter sido atropelado e quer que PR reavalie posição


BRASÍLIA - O novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou nesta quinta-feira ter sido "atropelado" pela decisão da bancada do PR na Casa de ir para a oposição e disse que o partido precisa "rever sua posição para reabrir o diálogo".

Braga mostrou surpresa e irritação com o anúncio feito na véspera pelo líder do PR, Blairo Maggi (MT), "ignorando que havia um fato novo: o reinício das negociações por um novo líder". O pemedebista fez questão de dizer que Maggi sabia de seu empenho em reabrir as "tratativas" e foi conversar com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) mesmo assim.

"O PR quer participar do governo? Quer. Tanto é que a bancada da Câmara tomou posição diferente. É público que a presidenta Dilma Rousseff convidou o senador Blairo para ser ministro [em 2011, quando o senador Alfredo Nascimento foi afastado do comando do Ministério dos Transportes]. O convite nunca foi retirado. E eu estava retomando as negociações. Aí sou atropelado [por essa posição do PR]", disse.

O líder vai conversar com Maggi ainda nesta quinta. Ele não acredita que as portas para a reaproximação do PR com o governo estejam fechadas. "É preciso que o PR faça uma reavaliação para retomar o diálogo."

(Raquel Ulhôa/Valor) 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mudanças e rodizio é natural, diz Romero Juca, sim cada 20 anos?, me aplica

PMDB reage e indica Romero Jucá para relator do orçamento de 2013

Depois da troca de lideranças no Senado e na Câmara, vem aí o primeiro teste para o governo. As votações do Código Florestal e da Lei Geral da Copa. O clima ainda é de muita insatisfação no Congresso. A base aliada faz cobranças cada vez mais duras. A presidente Dilma já sentiu o clima.

Até porque o PMD foi rápido. Uma ala do PMDB. Não esperou nada para reagir à substituição de Romero Jucá no Senado. O líder do partido, o senador Renan Calheiros indicou Jucá para ser o relator do orçamento da União do ano que vem. O governo, ministros vão ter então que conversar muito com Romero Jucá. Pode virar mais um atrito na relação Palácio do Planalto com o Congresso.

Era gente para tudo que é lado. A presidente Dilma distribuiu beijos, recebeu prêmio, foi assediada. Não pelo PMDB. A maioria do partido ainda estava de ressaca com a troca do líder do governo no Senado, que passa para as mãos de outro peemedebista, mas ligado a um grupo pequeno, independente.

Eduardo Braga, do Amazonas, assumiu a função prometendo aproximar o PMDB do governo e os partidos dos ministros. 'Porque senão os descontentamentos vão se acumulando, vão se agravando e acabam se transformando em um problema', justificou Eduardo Braga.

Depois de dez anos como líder, o senador Romero Jucá disse que sai tranquilo. 'Não estou magoado. Não estou chateado. Eu acho que a mudança na política é natural', afirmou Jucá.

O partido dele, o PMDB, deixou claro que não gostou da substituição. Tanto que escolheu Jucá para outro posto importante: o de relator da Comissão de Orçamento, que analisa como deve ser usado o dinheiro da União.

Para o governo, manter os aliados unidos é uma forma de evitar derrotas em votações no Congresso. Por isso, é importante manter as relações com os partidos da base, que não andam boas nem no Senado, nem na Câmara, onde o líder do governo também foi substituído.

O deputado Cândido Vaccarezza perdeu o posto para Arlindo Chinaglia, também do PT, que já foi líder e presidente da Câmara.

'Cabe a nós, criarmos um movimento favorável aos projetos que o governo entende como importantes. E a base também sabe que isso é importante. Então, com calma, nós vamos costurando essa posição coletiva', disse o deputado Arlindo Chinaglia.

Mas, os aliados se preparam para cobrar. 'São compromissos que não foram cumpridos, são emendas que não foram pagas. E isso diz respeito a relação do deputado com seu município', disse Jovair Arantes, líder do PTB.

O clima continua tenso. Mas o presidente da Câmara Marco Maia disse que vai tentar votar ainda nesta quarta o projeto da Lei da Copa.
Fonte: G1

terça-feira, 13 de março de 2012

Saiu depois de décadas. Bajulador de todos os governos

Sai da liderança do Governo um dos maiores oportunistas das últimas décadas. Sirviu a Color, FHC, Lula e Dilma, se vier Chavéz, ele também serve. 

Ex-líder do governo no Senado critica governo Dilma no trato com PMDB
  • Alan Marques/Folha Imagem
    Romero Jucá (PMDB-RR) deixa liderança e diz que há insatisfação de senadores e deputados 
  • Romero Jucá (PMDB-RR) deixa liderança e diz
    que há insatisfação de senadores e deputados
Apeado do cargo pela presidente Dilma Rousseff depois de oito anos na função, o ex-líder do governo no Senado Romero Jucá (PMDB-RR) deixou o discurso brando dos últimos dias para criticar o Palácio do Planalto nesta terça-feira (13) por não atender às demandas de seus colegas de partido. Ele será substituído por Eduardo Braga (PMDB-AM), segundo a liderança peemedebista na Casa. Apesar disso, a mandatária ainda não confirmou o nome do ex-governador do Amazonas na função.

Jucá perdeu força com Dilma depois que senadores do PMDB ajudaram a rejeitar a recondução do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. A justificativa oficial para a mudança é a instituição de um sistema de rodízio na defesa dos interesses governistas no Congresso. O líder na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), também deixará a função.

quinta-feira, 8 de março de 2012

'Governo vive momento tenso', diz Carvalho sobre base aliada

 A fome de poder é autoflagelante 

O governo vive um momento tenso na relação com a base aliada, afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, durante cerimônia de abertura de um seminário sobre a Convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em Brasília.

Para Carvalho, a derrota no Senado ontem, quando foi rejeitada a recondução de Bernardo Figueiredo para a diretoria-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), significa que será preciso fazer uma análise cautelosa sobre a situação atual.

Dilma 'lamenta' rejeição de indicado para ANTT, afirma porta-voz
Após derrota, governo pede adiamento de votação de diretores da ANTT
Rejeição a indicado de Dilma vai além de rebelião do PMDB
Peemedebistas se juntarão à oposição em 12 Estados
 
"A relação com a base, com o parlamento requer que não se tenha cabeça quente, reações imediatas e que se analise com cuidado cada um dos processos". E completou: "nossas relações com os partidos são duráveis e passam por momentos tensos, este é um momento tenso", disse.
Alan Marques - 23.ago.11/Folhapress
Carvalho diz que momento entre base e governo é tenso
Carvalho diz que momento entre base e governo é tenso
 
ENTENDA
Em votação secreta, o nome de Figueiredo foi rejeitado por 36 votos contrários à sua indicação, 31 favoráveis e uma abstenção. A rebelião foi conduzida, em especial, pelo PMDB. Depois de deputados do partido assinarem manifesto com críticas e cobranças ao governo, parte da bancada no Senado decidiu usar a indicação de Figueiredo para revelar a insatisfação --e aproveitaram a votação secreta da indicação, que permite as dissidências sem eventuais retaliações do governo.

Além da questão política, parte da base era favorável à derrubada da recondução do diretor da ANTT por ele ser acusado de uma série de irregularidades --entre elas a suspeita de que teve ações de empresas privatizadas na época em que presidiu a Associação de Empresas Ferroviárias do Brasil.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi um dos articuladores da derrubada da indicação. Com acusações contra Figueiredo, Requião mobilizou a bancada peemedebista para derrubar o nome do diretor. Na reunião da bancada esta semana, o senador fez um apelo aos colegas de partido para que rejeitassem a indicação.

"Vamos impedir que a nossa presidenta, no Dia Internacional da Mulher, caia nessa armadilha de entregar para o cabrito o cuidado da horta. O senhor Bernardo Figueiredo é completa e absolutamente inadequado pelos interesses que ostensivamente defende. A indicação será um desastre terrível para a base de apoio do governo federal nas próximas eleições", disse Requião.
Aliado de Dilma, o senador Pedro Taques (PDT-MT) fez um duro discurso contra a indicação de Figueiredo. "Sou contra a sua indicação. Ele é incompetente. Não existe princípio da presunção da inocência quando as leis falam em reputação ilibada."
Com informações de GABRIELA GUERREIRO, DE BRASÍLIA



sábado, 3 de março de 2012

PMDB Irritado

PMDB
A casa de Roseana Sarney em Brasília foi palco na segunda-feira de um jantar em que o prato principal era de críticas ao tratamento do governo ao PMDB.
José Sarney: irritado com Ideli por causa de pedidos de nomeaçãos que não saem

De ministros (Edison Lobão e Moreira Franco) a senadores (Renan Calheiros e José Sarney) eram poucos e graúdos à mesa. O centro das pauladas foi o que chamaram de “a voracidade de um PT perdedor” — o paulista, que, segundo eles, não ganha eleição em São Paulo e, por isso, ocupou todos os espaços no governo federal. Unanimemente, elegeram Gilberto Carvalho como o vilão.
Sarney em especial mostrou-se indignado com Ideli Salvatti, a quem acusa de barrar suas nomeações.
Por Lauro Jardim