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segunda-feira, 4 de maio de 2015

PSB-PPS, o alvo é o PT

Eliane Cantanhêde, em O Estado de S. Paulo




A fusão do PSB com o PPS é mais um torpedo contra o PT e os planos lulistas de eternização no poder. O resultado será um novo partido de centro-esquerda, provavelmente preservando o "socialista" na sigla, para se contrapor à hegemonia de décadas do PT na esquerda e se tornar uma opção para os milhões de órfãos do petismo.


O primeiro ataque frontal será na eleição municipal de 2016, quando PSB e PPS, já recriados sob uma nova sigla, pretendem lançar a senadora Marta Suplicy contra a reeleição do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Marta não só é hoje a principal ameaça a Haddad, como encarna o racha petista na capital onde o partido de Lula enfrenta seus piores índices de rejeição e as manifestações mais impressionantes.

Vai ser PT contra PT, mas Marta tem como ampliar horizontes e aliados, enquanto Haddad estreita os seus.


O PPS, herdeiro direto do velho PCB, o "Partidão", é uma das principais siglas de oposição ao Planalto e ao PT e tem caminhado lado a lado com o PSDB nas últimas eleições presidenciais e na rotina do Congresso. Seu eterno presidente, Roberto Freire, e seu líder na Câmara, Rubens Bueno, são ácidos adversários do governo e críticos da presidente Dilma Rousseff.


Já o PSB debate-se internamente entre ser ou não ser governo e tenta equilibrar-se como "independente", uma saída capaz de acomodar suas crises existenciais, agravadas pelo trauma da morte de Eduardo Campos em 2014. Hoje, o PSB é uma sigla em busca de uma liderança. Além de perder Campos, o partido nunca teve Marina Silva, que se filiou a ele para materializar a aliança do PSB com a Rede - agora em fase final para se viabilizar na Justiça, apesar da força em contrário do Planalto.


A expectativa, portanto, é de grandes embates do PSB com o PPS antes da fusão, inclusive sobre a sigla a ser adotada - a mais provável é PSB40 -, mas a grande aposta imediata dos dois parceiros é Marta, que vem de 33 anos de PT, não tem papas na língua, representa o principal Estado e a principal capital do País. Pode se tornar o eixo da resistência crescente ao PT e atrair as forças paulistas de oposição, inclusive o PSDB.


Assim como Marina, Marta não é só uma ameaça, mas uma dupla ameaça ao PT, num momento de grande fragilidade do partido, atingido por mensalão, petrolão, o desastre do primeiro mandato de Dilma e a crise de identidade do partido diante da guinada na economia e no discurso nesse início de segundo mandato.


Com a saída de Marina, o PT perdeu um dos seus quadros mais simbólicos e ganhou uma adversária robusta o suficiente para angariar 20 milhões de votos ao enfrentar o velho partido em eleições presidenciais. Com a de Marta, repete-se a sina. O PT perde um grande nome nacional e ganha uma ameaça assustadora à sua permanência na Prefeitura de São Paulo, já em risco com o mau desempenho de Haddad nas pesquisas e a oposição crescente ao partido.


Nesse clima, os ventos soprariam a favor do PSDB, mas não há um nome óbvio no partido para entrar no vácuo. Se perderem no 1.º turno, os tucanos podem ficar na opção Marta versus Haddad. Adivinha com quem vão ficar? Marta, além de ex-PT, estará concorrendo pelo PPS, velho aliado, e pelo PSB, parceiro em 2014.


E assim vão se formando os movimentos políticos e emergindo as dissidências típicas de regimes que começam a entrar no seu ocaso e de governos que vão perdendo o controle e a capacidade de conduzir o processo político. Nesse sentido, não é exagero comparar o governo Dilma Rousseff com o do último general presidente, João Figueiredo.


Seria uma inverdade histórica e uma injustiça imperdoável comparar Dilma com Figueiredo e o PT das lutas populares com o PDS do apoio à ditadura. Mas que há coincidências no processo de fragilização política, sem dúvida há.

A saída de Marta e a fusão PSB-PPS são uma confirmação viva disso.


(*) Jornalistra é colunista do Estadão

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Nova força política socialista no Congresso



PSB e PPS negociam fusão para somar forças e ganhar peso no Congresso



Casamento à vista Aliados na campanha de Marina Silva, PSB e PPS negociam uma fusão para somar forças e ganhar peso no Congresso. Dirigentes dos dois partidos vão se reunir hoje e esperam concretizar a união em novembro, logo após o segundo turno. A nova sigla manteria o nome do PSB e teria uma bancada de 44 deputados em 2015 —a quarta maior da Câmara, atrás de PT, PMDB e PSDB. A promessa é criar uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos, seja qual for o presidente eleito.

Vinde a mim O PSB também tentará incorporar ou formar um bloco com siglas nanicas. Estão na mira o PEN, que elegeu dois deputados federais, e o PHS, que apoiou Marina e terá cinco cadeiras.

Longa data O presidente do PPS, Roberto Freire, diz que as conversas pela fusão começaram no ano passado, ainda com Eduardo Campos.

Meus camaradas “Será um reencontro ideológico e histórico das forças da esquerda”, diz Freire. “O novo Congresso precisará passar por uma reorganização, em um processo virtuoso.”

Ele tentou Com discrição, o ex-presidente Lula procurou três dirigentes do PSB de Pernambuco no dia seguinte ao primeiro turno. Eles contam que o petista se disse disposto a “desfazer arestas” criadas na campanha.

Só que não deu Segundo os pernambucanos, Lula pretendia articular pessoalmente um eventual apoio do PSB a Dilma Rousseff. As conversas duraram três dias, até que o ex-presidente foi informado de que a sigla preferia apoiar Aécio Neves (PSDB).

Melhor não A amigos, Lula disse que não procurou Marina ou Renata Campos em busca de apoio. Argumentou que não considerava o movimento adequado.

Chama que eu vou Até o fim da tarde de ontem, aliados de Marina ainda esperavam convite da equipe de Aécio para que organizar um encontro público dos dois.

Reencontro de clãs O pai de Neca Setubal, que coordenou o programa de governo de Marina, foi ministro a convite do avô de Aécio. Olavo Setubal assumiu o Itamaraty em 1985, indicado pelo presidente Tancredo Neves.

Mãos à obra No fim de semana, Lula fez mais um diagnóstico da eleição. Disse a aliados que a vitória de Dilma é difícil, mas não impossível. Acrescentou que o PT “se encolheu muito” no primeiro turno e precisa ir às ruas.

Diz que fui por aí Pressionado a se engajar mais na campanha de Dilma, o ex-presidente disse que também precisa se dedicar a disputas estaduais de Acre, Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Porta de fábrica A campanha de Dilma vai reunir dirigentes de centrais sindicais amanhã para gravar declarações de apoio. A meta é reforçar o laço da presidente com os trabalhadores para acusar Aécio de defender os patrões.

Ame-o… O comando do PMDB espera que Paulo Skaf faça uma declaração pública de apoio a Dilma. Dirigentes da sigla dizem ter ouvido a promessa do candidato derrotado ao governo paulista em reunião na quinta-feira.

‌… ou deixe-o Essa seria a única maneira de Skaf permanecer na sigla caso a presidente se reeleja. Ele irritou Michel Temer ao se recusar a fazer campanha para a presidente no primeiro turno.

Agora vai A redução do número de votos válidos para deputado foi celebrada por marineiros encarregados de registrar a Rede. Com isso, a quantidade de assinaturas exigidas para fundar uma sigla caiu em quase 8.000.

TIROTEIO


A derrota será muito boa para o PT. Eles precisam de tratamento para curar a doença grave da intoxicação pelo poder.

DE WALTER FELDMAN, coordenador da campanha de Marina Silva, sobre a possibilidade de derrota de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela reeleição.

CONTRAPONTO

Um estranho no ninho

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, resistiu muito a romper a aliança com o PSDB de Aécio Neves na disputa pelo governo de Minas Gerais. A atitude irritou Eduardo Campos no início da campanha presidencial.

Ontem, em Brasília, Lacerda foi recebido com ironia no encontro que elegeu a nova direção de seu partido.

—Prefeito, o sr. por aqui? —brincou uma dirigente, assim que o mineiro apareceu no local do evento.

—Eu ainda sou do PSB, ué! —rebateu Lacerda.

—É que eu estou tão acostumada a ver o sr. do outro lado… — respondeu a aliada.


PAINEL DA FOLHLA

domingo, 12 de outubro de 2014

Em carta lida pelo filho, viúva de Campos oficializa apoio a Aécio

Não habituada a discursos, Renata Campos, 47, viúva do ex-governador Eduardo Campos, oficializou o apoio da família à candidatura de Aécio Neves (PSDB), por meio de uma carta lida pelo filho mais velho do casal, João, 20, no início da tarde deste sábado (11).


"Somos nordestinos, pernambucanos, e queremos juntos construir a nação brasileira. Siga em frente, Aécio, e que Deus nos proteja", diz a carta de Renata, que perdeu o marido em um acidente aéreo no dia 13 de agosto.



"Você vai levar a garra e energia do nosso povo, que serão fundamentais e essenciais para a construção de um novo Brasil", afirmou a viúva na carta lida pelo filho. No texto, Renata disse estar sofrendo pela morte do marido e que o acidente interrompeu seus planos políticos




LEIA ABAIXO A ÍNTEGRA DA CARTA DE RENATA CAMPOS

Bom dia a todos

Nossas primeiras palavras são de gratidão ao povo pernambucano, pela confiança, pela bela vitória no dia 5 de outubro. Expressamos nossos sentimentos nas urnas e reconhecemos um caminho. Não desistimos do Brasil. Nosso muito obrigado ao povo Pernambucano!

Para nós, esse foi um ano muito duro. Perdemos nosso Eduardo, nosso Dudu, nosso pai, nosso líder, nosso guia. Ele tinha um grande sonho: tornar o Brasil um pais mais justo, mais humano, mais equilibrado, onde as pessoas estivessem em primeiro lugar. Dedicou sua vida à construção desse sonho. Ele sabia que, para chegar nesse novo Brasil, era preciso um novo caminho.

Infelizmente, quis o destino que o caminho que sonhávamos não se tornasse possível.

Hoje, temos duas possibilidades: continuar como estamos ou trilhar um caminho de mudança. O Brasil pede mudanças. O governo que ai está tornou-se incapaz de realizá-las. Continuamos acreditando nos mesmos valores, continuamos com os mesmos sonhos. Só será possível mudar o Brasil se tivermos capacidade de unir e dialogar, respeitando as diferenças. É preciso reconhecer os avanços que tivemos, as contribuições de todos, mas é fundamental organizar a casa, arejar.

Aécio, acredito na sua capacidade de dialogo e gestão. Sei que não é a primeira vez que seu caminho cruza com o de Eduardo. Lembro que, lá trás, em momentos importantes da história, o caminho do seu avô Tancredo cruzou com o de Dr. Arraes. Sei que também eram diferentes, mas souberam se unir pelo bem do Brasil. Em vários momentos, quando era necessário, você e Eduardo sabiam sentar e dialogar, encontrar caminhos.

Eduardo tinha bandeiras muito claras, e se quisermos mudar o Brasil é preciso levar adiante seus ideais: as reformas pelas quais ele tanto lutou, o pacto federativo, saúde mais 10, o Pacto pela Vida, uma educação de qualidade com escolas em tempo integral, passe livre, um desenvolvimento com sustentabilidade, entre outras.

Penso, Aécio, que hoje é um dia muito importante na sua caminhada, aqui no Nordeste, em Pernambuco, estado que sempre foi palco de lutas libertárias, que tem um povo generoso, com força e coragem. Estado que tem a cara de Eduardo e Arraes. Daqui você vai levar a garra e a energia desse povo, que serão fundamentais e essenciais para construção de um novo Brasil. Um Brasil que se respeite, reconheça suas diferenças, que saiba combater as desigualdades, criando oportunidades para todos. Só assim seremos capazes de construir uma nação justa, soberana, livre, fraterna e equilibrada, como Eduardo tanto sonhou.

Somos nordestinos, pernambucanos, e queremos juntos, construir a nação brasileira!

Siga em frente, Aécio! Boa sorte! Que Deus nos proteja! Obrigada."

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sob choque, Marina aguarda PSB para definir rumos de candidatura

Marina fala em nome da coligação sobre a morte de Campos: “Nesses 10 meses, aprendi a respeitar, admirar e a compartilhar suas atitudes e ideais de vida”
Eduardo Campos e Marina Silva se despediram terça-feira à noite, no Rio de Janeiro, depois de gravarem um bate-papo transmitido pela internet. Antes disso, o candidato à Presidência pela Coligação Unidos pelo Brasil tinha participado de uma entrevista ao Jornal Nacional e na GloboNews, e Marina o acompanhara. Ela saiu antes da emissora, iniciou o bate-papo e Campos, surpreendentemente, conseguiu alcançá-la no final. Eles se despediram ali, naquela casa do Rio. "A imagem que quero guardar dele é da nossa despedida. Cheio de alegria, sonhos e compromisso", disse Marina à tarde, em pronunciamento emocionado em Santos, horas depois da tragédia.

"Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitar, admirar e a compartilhar suas atitudes e ideais de vida. Começamos a formar juntos a esperança de um mundo melhor e mais justo", disse, emocionada e rodeada por políticos da Coligação.

"A postura de todos nós é de luto agora", diz um assessor próximo a ela. "É um impacto monumental. Um momento de sofrimento e de apoio à família. Marina está recolhida. Estamos todos recolhidos."

Marina Silva pegou o voo da TAM às 9h30, no aeroporto Santos Dumont, rumo a São Paulo. Chegou a Guarulhos e foi para seu apartamento. O avião de Eduardo Campos decolou do Santos Dumont com destino ao aeroporto do Guarujá. O voo de sua mulher, Renata, com o caçula de sete meses, Miguel, seguiu para o Recife.

Marina passou o dia tentando digerir o absurdo do acidente. "Não discutimos nada de campanha, de consequência. Ficamos na perplexidade do fato", contou outro assessor. "A relação com Eduardo estava intensa, era um momento muito rico. Estamos prestes a lançar o programa. Ele estava muito animado, no maior pique."

A notícia do desastre veio aos poucos, em névoa. Marina estava reunida com assessores para trabalhar nas gravações para o horário eleitoral que começa no dia 19. Primeiro ouviram falar da queda de um helicóptero. Depois, o deputado Walter Feldman (PSB-SP) telefonou avisando que não havia contato do avião de Campos no sistema de controle. "Começamos a ficar muito preocupados", conta um membro da equipe.

A informação que alguém havia conseguido falar com o assessor de Eduardo Campos, Rodrigo Molina, trouxe um alívio momentâneo. Deixaram de pensar no pior, porque Molina estava sempre com Campos. Mas não ontem, quando seguira para o Recife. "A notícia chegou por diversas fontes", lembra um assessor. Foi Carlos Siqueira, coordenador da campanha de Eduardo Campos à presidência, quem recebeu a confirmação do acidente e das sete mortes pelo Comando da Aeronáutica.

Nenhuma pessoa próxima à Marina se arriscava a prever a reação da ex-senadora, passado o choque. "Marina tem um sentido de missão em relação a tudo isso. Para quem tem este sentimento, um evento como este é avassalador. Ela havia assumido a posição de vice, comprou a candidatura de Campos, estabeleceu uma relação de confiança, estava acreditando nele como um líder e aí acontece uma coisa dessas", diz um amigo.

Pela lei, o PSB tem 10 dias para decidir o futuro; pela prática, menos, já que o horário eleitoral começa na terça. "O ótimo e o óbvio nem sempre são o que acontece em política", analisa um político próximo ao grupo. Ela teve 20 milhões de votos na eleição passada, mas este legado pode ter outra interpretação para parte do PSB que é ligada ao ex-presidente Lula e também para o grupo que flerta com o PSDB. "Há uma hostilidade enorme a ela no PSB, não é líquido e certo que seja ela a candidata. O PSB é um partido com um chefe. Os que nunca apitaram vão começar a falar. É preciso aguardar."

Secretário-geral do PSB fluminense e um dos articuladores da campanha de Campos no Rio, Rubens Bomtempo defendeu que o partido mantenha uma candidatura à Presidência, mas reconheceu que o processo depende de diálogos internos na cúpula do partido e com o grupo de Marina. "Não dá nem para pensar agora. A gente tem que conversar internamente, conversar com Marina".


Por Daniela Chiaretti, Guilherme Serodio e Renata Batista


Inimigos? nenhum, só o PT, igual que Marina



'Eduardo não tinha inimigos', diz Fernando Haddad


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), prestou homenagem ao ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, durante inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III, em Campo Limpo, na zona sul da capital, nesta quinta-feira, 14. Antes de discursar, o prefeito pediu um minuto de silêncio pela morte de Campos, a quem chama de "amigo pessoal", vítima de um acidente aéreo.



"Não há como não se sensibilizar com o ocorrido. Um amigo que se foi e vai deixar saudade", afirmou Haddad. Sobre o ex-governador de Pernambuco, o prefeito afirmou ser "um dos maiores talentos dessa nova geração de políticos". "Eduardo não tinha inimigos, tinha, eventualmente, adversários: inimigo jamais. Todos respeitavam seu trabalho, conduta, seriedade e seu amor por Pernambuco e pelo Brasil. Uma perda irreparável", lamentou.



Haddad disse, ainda, que pretende estar presente no velório de Eduardo Campos em Pernambuco. O corpo vai ser velado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, e enterrado no Cemitério de Santo Amaro, ao lado do avô, Miguel Arraes. O prefeito também destacou a relação de Campos com a família, classificada por ele como "tradicional" e "bonita". "Eles impressionam pelo nível de união e respeito mútuo", afirmou.

sábado, 21 de junho de 2014

PT oficializa candidatura de Lindbergh Farias ao governo do Rio e apoio a Romário ao Senado pelo PSB



RIO - Sem a presença do candidato Lindbergh Farias, o PT do Rio encerrou na manhã desta sexta-feira a convenção regional que ratifica a candidatura do senador ao governo do Estado. O evento durou menos de 10 minutos e aconteceu no auditório da sede do partido, com cerca de 50 lugares, a porta fechadas, sob a liderança do presidente regional, Washington Quaquá.

Além de Lindbergh, não estavam presentes lideranças regionais, como a ex-governadora e deputada Benedita da Silva e o vice-prefeito Adilson Pires, coordenador regional da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff no Estado. A imprensa foi convidada a aguardar do lado de fora do auditório.

A indicação de vaga para o Senado para o deputado e ex-jogador Romário, que é do PSB, foi aprovada na convenção do PT e a expectativa é que Lindbergh irá ao PSB para confirmar o convite no início da tarde. A convenção do PSB do Rio é neste fim de semana.

O PT do Rio está dividido entre a candidatura própria e o apoio ao PMDB do governador Luiz Fernando Pezão, também candidato.


(Renata Batista | Valor )

domingo, 8 de junho de 2014

Não gostou

Aliança com Alckmin é 'equívoco', avalia Marina Silva


SÃO PAULO - Em nota divulgada neste sábado, Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos, do PSB, criticou a decisão do partido de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

"Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual", disse ela.

Na véspera, o diretório do PSB paulista aprovou por unanimidade o apoio ao PSDB no Estado.

A ex-senadora afirma esperar que o PSB paulista reverta a decisão. Mas deixa claro que, do contrário, a Rede "seguirá caminho próprio e independente" no Estado.

"Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB."

Caciques

Marina sempre foi contra o apoio a Alckmin sob o argumento de que ele contradiz o discurso nacional da sigla, que prega a "nova política" em detrimento das alianças com " caciques".

Mas, nas últimas semanas, o PSB voltou a pressionar pela aproximação com o governador. O partido defende o nome de Márcio França como o candidato a vice-governador na chapa de Alckmin ou como candidato ao Senado. Gilberto Kassab, do PSD, também é cotado para a vice.

Campos aparece em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

(Folhapress)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Aliança feita


Eduardo Campos elogia Aécio Neves


BRASÍLIA - “Mantivemos sempre uma relação de muito respeito, de respeito mútuo. Pela capacidade que ele mostrou ao gerir o Estado de Minas Gerais e deixar Minas Gerais como deixou, com os mineiros felizes”, disse nesta sexta-feira o pré-candidato a presidente da República Eduardo Campos (PSB) sobre seu adversário Aécio Neves (PSDB). O discuro aproxima ainda mais os dois candidatos da oposição ao governo Dilma.

Campos, governador de Pernambuco, falou sobre a união dos dois oposicionistas durante reunião do Diretório Nacional do PPS, partido que recentemente declarou apoio à sua candidatura. Ele foi questionado sobre a possibilidade de se aliar aos tucanos no segundo turno da eleição pela deputada estadual Luzia Ferreira, do PPS de Minas Gerais, uma pessoa muito próxima do presidenciável do PSDB.

Na resposta, Campos não disse claramente se está trabalhando por uma aliança entre seu partido e o PSDB. “Convivo com Aécio e sou amigo de Aécio há muitos anos. Nós nunca esperávamos viver um ano de 14 como vamos viver. Tivemos um momento muito bonito no processo da redemocratização, quando ele acompanhava o doutor Tancredo [Tancredo Neves, avô de Aécio] e eu acompanhava o doutor Arraes [Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos]”, respondeu o pernambucano.

Eduardo Campos falou ainda sobre a aliança que tem com Aécio há anos na cena política de Minas Gerais. Os partidos fizerem uma aliança, que também teve participação do PT, para eleger em 2008 o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda – hoje está no PSB, mas já foi filiado ao PPS. Disse que Aécio teve “capacidade de reunir forças quando ele teve um gesto com o PSB, e o Fernando Pimentel do PT também teve, de se encontrarem”, disse Campos.
Depois do evento, Campos não quis responder se está trabalhando por um acordo com o PSDB.


Por Fábio Brandt e César Felício | Valor

sábado, 11 de janeiro de 2014

Outra tolice do PT

Para PSB, ataque petista pode levar a afastamento irreconciliável


Nota oficial do PSB divulgada na manhã de ontem classifica de "aterradora burrice" mensagem postada na página do PT no Facebook com críticas ao governador de Pernambuco e pré-candidato do partido a presidente, Eduardo Campos. "Só serve para afastar, amanhã, de forma irreconciliável, dois partidos que desde 1989 caminharam quase sempre coligados", afirma.

O texto é assinado pelo vice-presidente nacional do partido, o ex-ministro Roberto Amaral, um dos defensores, no PSB, de que Eduardo Campos não rompesse com o governo federal. Já a mensagem publicada na página do PT na rede social é apócrifa, chama Campos de "tolo" e traidor da aliança com o PT. "Do ponto de vista político, é de aterradora burrice", disse Amaral.

O ex-ministro da Ciência e Tecnologia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva atribui a responsabilidade pelo texto no site do PT à direção nacional do partido, já que não foi retirado. "A atual direção nacional do PT não se sentiu no dever, ditado pelas boas maneiras, de pedir desculpas", afirma o PSB em nota.

No PSB, Amaral está alinhado com a tese de que o partido deve permanecer no campo político que ajudou o PT a governar, num momento em que a maioria do partido se desloca para a oposição mais dura ao governo da presidente Dilma Rousseff.

"Cuspindo para cima, os dirigentes omissos do PT assumem a ingratidão política, esquecidos de que o PSB apoiou Lula nos seus momentos mais difíceis e nas campanhas eleitorais mais inviáveis", diz a nota. "A agressão atinge a um só tempo o candidato do PSB e seu presidente, bem como toda a militância socialista", o que somente interessaria à "direita", segundo Amaral.

Auxiliares da presidente Dilma Rousseff, entre os quais os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Paulo Bernardo (Comunicações), têm condenado os ataques ao PSB. Pimentel, por exemplo, acha importante a presidente manter as pontes com o partido, até mesmo contando com a possibilidade de a eleição presidencial de outubro passar para o segundo turno.

Apesar das críticas dos ministros, o PT manteve a mensagem na página oficial da sigla no Facebook. No entendimento de petistas mais críticos à aliança com o PSB, o partido quer "surfar" na publicidade obtida com o texto, que deixou o governador de Pernambuco em evidência no início de janeiro. Procurado, o vice-presidente nacional do partido, Alberto Cantalice, responsável pelas redes sociais da legenda, afirmou que não iria comentar a nota de Amaral. A mensagem petista foi postada na rede social na terça-feira. No dia seguinte, Eduardo Campos respondeu, classificando-a como "ataque covarde". (RC, colaborou Raphael Di Cunto)Valor Econômico

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Governador de Pernambuco é o mais bem avaliado e o do Rio, o pior

O melhor amigo de Lula e Dilma, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), tem o menor percentual de população que o considera ótimo ou bom: 12%.



BRASÍLIA - O instituto Ibope, na edição especial da pesquisa realizada para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), levantou a avaliação dos governos de 11 Estados, que representam 90% da produção industrial brasileira, sobretudo de transformação: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Os governadores Eduardo Campos (PE-PSB), Cid Gomes (CE-PSB), Beto Richa (PR-PSDB) e Antonio Anastasia (MG-PSDB) são os mais populares.  
 
O governo de Pernambuco é considerado ótimo e bom por 58% da população do Estado. No caso do Paraná, esse percentual é de 41%, no do Ceará, 40%, e no de Minas, 36%.

Com relação à maneira dos governadores de administrar, Eduardo Campos aparece com 76% de aprovação, seguido dos governadores do Ceará (54%), Paraná (52%) e Minas (50%).

A média nacional de aprovação é de 42%. Entre os 11 Estados pesquisados, apenas Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro (29%), Marconi Perillo (PSDB), de Goiás (34%), e Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo (40%), estão abaixo dessa média nacional.

O governador de Pernambuco é, também, o que inspira mais confiança da população do seu Estado: 68% dizem confiar nele. Esse percentual cai a 53% no Ceará e 49% em Minas.

Novamente, o Rio aparece na outra ponta. Sérgio Cabral tem a confiança de 25% da população do seu Estado. A média nacional é 38%. Também estão abaixo da média os governadores de Goiás (29%) e de São Paulo (34%).

O Ibope ouviu 7.686 pessoas, em 434 municípios, entre 9 e 12 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

(Raquel Ulhôa | Valor)

domingo, 12 de maio de 2013

Em campanha

Do Blog do Cláudio Humberto. Veneno puro....



Campos e Aécio
Cotados para disputar a Presidência em 2014, o senador
mineiro Aécio Neves (PSDB) e
o governador Eduardo Campos (PSB) acertaram costurar
uma estratégia comum para
levar as eleições contra presidenta Dilma ao segundo
turno. Em conversa esta semana, os dois combinaram
de concentrar ataques ao
governo petista e convencer
os partidos a lançar o maior
número possível de candidatos à Presidência.

Todos contra um
Eduardo e Aécio planejam
reunião reservada com Marina Silva e Fernando Gabeira
(PV), também cotados para
concorrer a presidente.

União faz a força
Aécio Neves avalia que só será possível, e com dificuldades, superar a popularidade
de Dilma, se os adversários
se unirem nos dois turnos.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

PT perde apoios importantes - a 3ª via


Eduardo Campos responde a anúncios do PT: ‘Quem viver verá’

Em comemoração pelo 1º de Maio, o governador criticou quem “acha que já fez tudo e começa a contar o que já foi”


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, celebrou o 1º de maio visitando o assentamento Normandia, do MST Hans von Manteuffel / Agência O Globo


CARUARU (PE) – O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, possível adversário da Presidente Dilma Rousseff em 2014, aproveitou as comemorações do 1º de Maio para apresentar um novo mote, “Quem viver verá”, para se combinar ao slogan "é possível fazer mais", que vem usando em pronunciamentos e entrevistas. Nos últimos dias, o PT usou inserções para responder à tecla em que o socialista vem batendo. Ele, porém, não considerou o fato uma apropriação o mesmo mote usado pelo PT, mas afirmou:


— Quem viver, verá que é possível fazer mais pelo povo brasileiro. Ruim é quando a gente acha que já fez tudo e começa a contar o que já foi. Importante na vida da gente, da família, da empresa, de um país é que se sintam desafiados a fazer mais e melhor.


O governador fez as declarações na cidade de Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, que escolheu para dar início às comemorações do Dia do Trabalhado. Logo cedo, ele esteve no assentamento Normandia, do MST, um dos mais emblemáticos símbolos da luta pela terra no estado, cujo processo de desapropriação só foi consolidado depois de greve de fome feita por trabalhadores rurais que exigiam que o "latifúndio" fosse destinado à reforma agrária.

Caruaru fica na região agreste, uma das mais afetadas pela seca. O mês de Abril, no entanto, mostrou chuvas generosas em alguns municípios da região, e o governador e seu secretário de agricultura, Ranilson Ramos, começaram a percorrer municípios beneficiados pela chuva para distribuir sementes e dar início à operação de tratores para semear o solo. Ele deu ordens de serviço para início de obras de convivência com a seca.

O governador tinha vários convites para festas do primeiro de Maio, inclusive da Força Sindical, em São Paulo, mas preferiu fazer um périplo pelo interior de Pernambuco, do qual só retorna na sexta de noite.

LETÍCIA LINS
Agência O Globo

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eduardo Campos será candidato em 2014, disse Prefeito de Belo Horizonte, que é do mesmo partido


Campos parece estar “bastante decidido” em ser candidato, diz Lacerda




BRASÍLIA - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), demonstra estar bastante decidido em ser candidato a presidente da República em 2014, segundo afirmou a avaliação foi feita nesta quarta-feira pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), correligionário de Campos.

“Isso é uma posição do nosso presidente do partido e da direção nacional de colocar a candidatura dele como uma possibilidade concreta. A impressão que se tem é que ele está bastante decidido”, afirmou Lacerda, após o II Encontro dos Municípios com Desenvolvimento Sustentável, evento promovido pela Frente Nacional de Prefeitos.

“Naturalmente, a direção nacional vai ter que se posicionar sobre isso e as direções estaduais no momento certo, já no próximo ano. Mas, é uma aspiração legítima dele como líder político.”

Para Lacerda, porém, é preciso aguardar para ver qual será o cenário que se desenhará no ano que vem. “São cenários que podem acontecer. Pode ser candidato como pode não ser, depende das circunstâncias. Se a eleição fosse hoje, possivelmente ele seria candidato, assim como o senador Aécio [Neves, PSDB-MG]. Se a eleição fosse hoje, possivelmente a presidente Dilma seria imbatível. Então, cada momento tem a sua realidade e o seu cenário. Vamos aguardar”, ponderou o prefeito, que no âmbito estadual é aliado de Aécio.O prefeito de Belo Horizonte sublinhou que pessoalmente ainda não tem uma posição se apoia a candidatura própria do PSB. Uma ala do partido resiste à ideia.

“O PSB tem algo a contribuir para o país, e daqui a um ano vamos ver o que será de fato a decisão. Particularmente, eu, como filiado ao PSB, neste momento não tenho posição. De fato, a minha prioridade como prefeito recém-eleito é cuidar da cidade e cumprir meus compromissos de campanha”, disse.

Lacerda também negou estar disposto a lançar-se na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2014.

“Eu, pessoalmente, não me coloco como pré-candidato. O meu compromisso é com a cidade e a administração municipal.”

(Fernando Exman e Lucas Marchesini | Valor)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Renato Casagrande (PSB) defende discussão de pacto federativo

Governador Renato Casagrande
RIO - O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), se disse aliviado com a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a votação do Congresso sobre o veto presidencial à lei que redistribui os royalties e participações especiais sobre a exploração do petróleo. Casagrande afirmou que vai propor ao governo federal, governadores e ao Congresso um pacto federativo que leve ao entendimento de temas que opõem os entes da federação.

“O Congresso insistiu em errar no método e o Supremo está pedindo ao Congresso para corrigir [sua postura]”, afirmou ao Valor sobre a decisão do ministro Fux. “E eu acho que se o Congresso insistir em errar no mérito, o Supremo também vai corrigir. O Supremo acaba sendo o porto em que estamos ancorando nossos direitos”, disse sobre a possibilidade de a corte dar a palavra final sobre a questão. Os governos do Rio e Espírito


Santo já têm prontas ações de inconstitucionalidade para levar ao Supremo se o Congresso aprovar a redistribuição de recursos em campos já licitados.

A decisão de hoje deve dar mais um ou dois meses para que o tema volte à pauta do Congresso. Segundo ele, tempo será suficiente para se discutir o pacto federativo. Para Casagrande, o governo hoje não exerce a coordenação dos temas federativos.

“Eu vou propor aos governadores, ao governo federal e ao Congresso Nacional que nesse tempo que nós conquistamos se faça um pacto federativo”, afirmou. “Um pacto onde ninguém saísse como derrotados ou vitoriosos, mas com posições equilibradas e que isso levasse o governo a exercer um papel de coordenação federativa”, disse Casagrande, citando

outras discussões que dividem as posições de bancadas estaduais como a alíquota única para o ICMS de produtos importados. “Se esse pacto der certo pode ser que a gente faça um grande acordo, um grande entendimento. Minha proposta é essa”. Casagrande prometeu procurar outros governadores e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, além dos presidentes da Câmara e do Senado nas próximas semanas.

O governador afirmou que a discussão dos royalties no Congresso gera “total insegurança” para o Espírito Santo. “A gente não sabe até que ponto a gente pode se comprometer com investimentos”, disse Casagrande, levando em conta também a questão da revisão do ICMS sobre importações.

(Guilherme Serodio | Valor)


sábado, 3 de novembro de 2012

Novo Pacto Federativo - Campos se une a Aécio

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), dois nomes cotados para a eleição presidencial de 2014, já estão afinados no discurso da necessidade de um novo pacto federativo no País. A desconcentração das receitas que estão com a União e o fortalecimento dos Estados e municípios são uma bandeira antiga do senador tucano - herdada de Itamar Franco -, que foi adotada mais recentemente por Campos, na esteira das eleições municipais.

Veja também:
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Em recado a Eduardo Campos, Lula diz que apoiará Dilma em 2014




Embora no plano federal participem de bases distintas, PSDB e PSB são aliados no âmbito estadual e caminharam juntos, nas eleições de outubro, na disputa por cidades importantes como Belo Horizonte e Campinas - onde a aliança derrotou candidatos apoiados pelo ex-presidente Lula e a presidente Dilma.

Campos inseriu as expressões "novo federalismo" e "pacto federativo" no seu repertório logo após o resultado do primeiro turno. Provocado a falar sobre eventuais planos de disputar a Presidência, ele lançou o mote: a rediscussão de um novo pacto federativo é mais importante do que ficar discutindo 2014.

"Temos que olhar para o novo debate que precisa ser feito pós-eleição, o debate do novo federalismo", disse Campos, também presidente nacional do PSB.

Aécio afirma que se trata de "uma questão central". "Os prefeitos eleitos devem aproveitar para comemorar muito suas vitórias e começar, a partir de depois de amanhã, a se preocupar com o que vão receber. Porque há um processo de fragilização enorme dos municípios no Brasil. O governo federal tem sido muito pouco generoso com os municípios. As ações do governo são na linha da concentração. Essa certamente é uma das questões que subsidiam nossa proposta", disse o tucano ao Estado.

"Essa mobilização por um novo pacto federativo, a reforma da Federação, é essencial."

O senador tucano também critica "a pouca participação ou a diminuição progressiva da participação do governo federal" no financiamento da saúde e na área da segurança pública nos Estados.

Alinhados. Na mesma linha, Campos tem dito que os repasses federais por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) devem permitir não somente custeio dos municípios e Estados, mas investimentos em saúde, educação, mobilidade, habitação e segurança pública.

"Os municípios precisam das condições para realizar seu papel na estruturação das políticas públicas nas mais diversas áreas", disse o governador, que saiu reforçado das urnas.

O PSB foi o partido que proporcionalmente mais cresceu nas eleições municipais. A legenda aumentou em 42% o número de prefeituras em relação a 2008 - passou de 310 para 440 - e conquistou cinco capitais. "A vitória eleitoral traz mais responsabilidade e é preciso usar a força política à disposição de boas causas", ressaltou Campos.

A defesa de um novo pacto federativo será um dos temas do seminário que Campos organizará em janeiro com todos os 184 prefeitos eleitos de Pernambuco. O encontro irá debater os desafios dos novos gestores nos próximos quatro anos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lula, Dilma e PT apostaram na polarização, surgiu a 3ª Via

PSB diz não querer mais cargos de Dilma

Fernando Rodrigues (UOL)

Em nota oficial, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou que “repudia toda e qualquer informação de que pleiteia cargos no governo federal”.

Esse boato circula em Brasília depois que o PSB emergiu como um dos mais vitoriosos partidos nas eleições municipais deste ano. Vai governar 5 capitais, ficando no topo do ranking.

Eduardo Campos tem interesse em eventualmente ser candidato a presidente da República em 2014 ou 2018. Para mantê-lo dentro da aliança que elegeu Dilma Rousseff em 2010, a administração federal petista estaria acenando com mais cargos para o PSB em Brasília.

Aí o PSB soltou a nota.

É um ato curioso. Todos os dias há um boato em Brasília sobre um ou outro partido estar recebendo ou pedindo cargos. É incomum ver um partido soltar uma nota oficial para debelar um boato cuja origem nem é conhecida.

Ao falar em público que não deseja ver seu espaço ampliado no governo Dilma, o PSB emite também um outro sinal. Prefere ficar do tamanho que está porque fica mais fácil desembarcar do governo federal, se for o caso, mais adiante.

Eis a íntegra da nota:



NOTA DE REPÚDIO

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) repudia toda e qualquer informação de que pleiteia cargos no Governo Federal. Nenhuma declaração oficial ou pessoal foi autorizada nesse sentido, carecendo, portanto, de sustentação as insinuações veiculadas em órgãos da imprensa.

O partido não se manifestou – e não manifestará – qualquer intenção nesse sentido, porque o apoio ao governo Dilma é desdobramento da aliança que vigorou nos dois mandatos de Lula, firmada desde a campanha de 1989.

O PSB integra a base de sustentação do governo Dilma e honra seu compromisso na luta por um Brasil melhor, economicamente forte e socialmente mais justo. O cenário global é complexo e as forças de esquerda devem estar unidas para enfrentar os desafios que se apresentam.

Temos também presente a necessidade de dar prioridade às novas administrações que o povo brasileiro nos confiou nesse pleito. Uma das melhores formas de proteger a sociedade e, sobretudo, de proteger as classes menos favorecidas, é fazer uma boa gestão honesta e eficiente. Fazer o debate político foi uma grande contribuição do partido nessas eleições. O PSB discutiu programas e marcou posição.

Essa é uma vitória que deve ser festejada por todos os democratas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

PSB trabalha para aumentar cacife político no 2º turno

O PSB vai concentrar todos os seus esforços neste mês nas sete cidades em que seus candidatos disputam segundo turno como forma de melhorar o fraco desempenho no ranking dos maiores colégios eleitorais do país e, assim, aumentar seu cacife para a sucessão presidencial de 2014.


Embora tenha sido uma das legendas que mais cresceram nestas eleições - passou de 310 para 434 municípios -, ficou distante dos maiores partidos nas cidades com mais de 200 mil eleitores e, consequentemente, possibilidade de segundo turno. Elegeu Belo Horizonte, (MG), Recife (PE), São José do Rio Preto (SP), Serra (ES) e Limeira (SP). Neste universo, o campeão foi o PT (22), seguido do PSDB (17) e do PMDB (16). Além disso, o maior número de vitórias do PSB ocorreu nos três Estados governados pela legenda: Pernambuco (58), Piauí (53) e Ceará (39).

Por essa razão, os sete municípios em que o partido disputa o segundo turno são fundamentais para o projeto nacional do governador Eduardo Campos. São três capitais - Cuiabá (MT), Fortaleza (CE) e Porto Velho (RO) - e quatro cidades polo: Campinas (SP), Duque de Caxias (RJ), Petrópolis (RJ), e Uberaba (MG). Campinas, contudo, foi tratada como capital por Campos na reunião da Executiva Nacional ontem em Brasília, motivo por que deve ser das primeiras em que ele comparecerá neste mês para fazer campanha.

Na sua fala de abertura da reunião, declarou que o PSB ganhou musculatura nessa eleição e definitivamente não é mais satélite de nenhum outro partido, mas que é fundamental vencer nessas sete cidades. Para tanto, vedou a correligionários qualquer outro assunto até o dia 28 de outubro, como a sucessão presidencial em 2014 e a sucessão das Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado em fevereiro de 2013. Também recomendou que fossem analisadas corretamente a correlação de forças nos locais em que o apoio do PSB está sendo solicitado, já que agora "toda vez que o partido vai pedir mercadoria [apoio político] tem que analisar o 'frete' [a contrapartida a esse apoio]". Sinalizou, porém, duas tendências do partido. Ambas em oposição aos candidatos do Palácio do Planalto. Em Manaus (AM), a sigla deve apoiar Arthur Virgílio (PSDB) contra Vanessa Grazziotin (PCdoB) e em Curitiba nada será definido sem antes conversar com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Na saída do encontro, evitou falar sobre sua eventual candidatura a presidente. "Quem pensa no Brasil com responsabilidade não eleitoraliza o debate político. Há uma crise internacional profunda e o Brasil tem uma pauta densa ainda neste ano no Congresso. Queremos ajudar a presidente a ajudar o Brasil a atravessar esse momento em que a crise econômica recrudesce lá fora", afirmou.

Segundo ele, o PSB cresceu "porque não pensa só em eleição". "Pensamos na pauta do cidadão que não pensa só em eleição e essa pauta é retomar o crescimento econômico. Esse é o Brasil real." Disse ainda que nem a presidente Dilma Rousseff abriu o debate pela sua sucessão. "Ela tem esse direito legítimo de tentar a reeleição. Nenhum partido abriu esse debate ainda." Afirmou ainda que irá a todos os municípios em que o PSB disputa o segundo turno e depois irá atender alguns convites para visitas de apoio, como o de Fernando Haddad (PT) em São Paulo.

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), porém, foi mais enfático ao rejeitar um projeto presidencial para o partido já em 2014. "Um partido para disputar eleição nacional tem que cumprir alguns passos. O PSB só cresce a cada eleição, mas faltam ainda alguns passos para podermos lançar uma candidatura". Segundo ele, há Estados, como Roraima, que não foi eleito nenhum prefeito. Além disso, afirmou, "precisamos ampliar presença no Sul e no Centro-Oeste".

Cid também declarou haver outro limitador: o fato de o PSB integrar a base governista da presidente Dilma Rousseff. "Não penso que estrutura partidária seja importante para lançar candidatos. Mas há uma limitação. Ajudamos a eleger Dilma Rousseff presidente. Por isso seria prematuro lançar uma candidatura agora. Temos tempo para isso."

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domingo, 16 de setembro de 2012

Voz fraca faz Lula focar em São Paulo

Em recuperação, ex-presidente evita viagens 

Em sua primeira eleição após deixar o poder, o cabo eleitoral mais disputado do país faz uma campanha reclusa. 


Ainda em recuperação — com garganta fragilizada pelo tratamento contra o câncer —, o ex-presidente Lula tem priorizado a atuação de bastidores.

Até agora, Lula fez apenas dois comícios, em Belo Horizonte e Salvador. A ausência dos palanques, além de seguir orientação médica que proíbe discursos inflamados de mais de 10 minutos, evita melindrar candidaturas de partidos aliados no plano federal.

Em Porto Alegre, por exemplo, Lula só deve participar de eventos com Adão Villaverde caso o petista dê uma arrancada nas pesquisas.

Diante das restrições, Lula gravou depoimentos para a propaganda de cerca de 120 candidatos do PT. As sessões se encerraram na última semana e não deverão ser retomadas, salvo alguma necessidade específica. A despeito da voz claudicante, Lula tem se demonstrado disposto e bem humorado.

Para Villaverde, ele gravou mais de 30 minutos de depoimento. O ex-presidente, contudo, sofre acessos de tosse cada vez que conversa demais, o que o deixa extremamente irritado. Isso também contribui para a preferência às gravações, que dispensam deslocamentos e são feitos nos estúdios do Instituto Lula, em São Paulo, em ambiente climatizado.

— Trinta segundos do Lula na TV atinge milhões de eleitores, muito mais gente do que um comício — compara o deputado federal Paulo Ferreira (RS), membro do grupo eleitoral do PT.

Movimentos políticos já visam à sucessão de Dilma


Desde o início do período eleitoral, Lula tem se empenhado com ênfase somente na candidatura de Fernando Haddad em São Paulo. Na terça-feira, por exemplo, os dois participaram de uma plenária com sindicalistas. Para a tarde deste sábado, estavam previstos dois comícios na capital paulista. Foi por pressão do ex-presidente que Marta Suplicy recebeu um ministério em troca do engajamento na campanha e que Dilma Rousseff gravou um depoimento para a propaganda do ex-ministro.

— Ele teve uma conversa séria com a presidente. Todos os esforços são para levar Haddad ao segundo turno — comenta um petista com trânsito no Planalto.

Na cúpula do PT, a vitória em São Paulo é considerada prioritária. Os dirigentes consideram a cidade, com 8 milhões de eleitores e um dos maiores orçamentos do país, fundamental para a reeleição de Dilma em 2014. É em nome de uma nova vitória de Dilma que Lula ensaia um armistício com o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos.

Eles haviam rompido por causa da sucessão no Recife e em Belo Horizonte, onde PT e PSB lançaram candidaturas distintas. Neste domingo, Campos participa de um ato da campanha de Haddad em São Paulo. Lula, em contrapartida, não deve viajar à capital pernambucana, onde o petista Humberto Costa foi superado nas pesquisas pelo afilhado de Campos, Geraldo Julio.

Com a reaproximação, o ex-presidente tenta evitar que os socialistas reprisem em 2014 a parceria estabelecida em Belo Horizonte com o PSDB. Lá, as duas legendas estão juntas pela reeleição de Márcio Lacerda, deixando o concorrente petista isolado.

Não por acaso, foi na capital mineira, berço político do senador tucano Aécio Neves, que Lula fez seu primeiro comício este ano, há duas semanas.
Zero Hora. 

domingo, 8 de julho de 2012

Ministério (MCTI) abasteceu esquema de fraudes

Governo dá R$ 24 mi a ONG investigada

Instituto Muito Especial, que firmou 32 convênios com Ministério de Ciência,  Tecnologia e Inovação, é suspeito de contratar empresas de fachad.


O Ministério da Ciência e Tecnologia abasteceu, via convênios com uma entidade beneficiada por R$ 24,7 milhões em recursos públicos, um esquema de fraudes praticado por empresas de fachada.

Favorecido por 32 contratos na gestão do PSB no ministério, o Instituto Muito Especial forjava cotações de preços e contratava para executar os serviços fornecedoras ligadas aos seus dirigentes e que existem apenas no papel. Cerca de 90% dos recursos que abasteceram o esquema vieram de emendas parlamentares. O relato das fraudes consta de documentos que o ministério mantém sob sigilo, aos quais o Estado teve acesso.

Com sede no Rio de Janeiro, o Instituto Muito Especial obteve, desde 2008, R$ 22,4 milhões em emendas individuais do primeiro-secretário da Câmara, Eduardo Gomes (PSDB-TO), de dez ex-parlamentares e da Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa, a título de desenvolver ações de apoio a portadores deficiência em vários Estados.

Sempre as mesmas. De acordo com dados, sob investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), apesar da abrangência de sua atuação, a entidade contratava sempre as mesmas cinco empresas para executar os convênios, muita vezes a preços superiores aos autorizados nos normativos do ministério. A pasta não fiscalizava as parcerias, o que abria caminho para as irregularidades.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Disputa presidencial começa na eleição de BH



Após o PT romper a aliança com PSB pela reeleição do prefeito Márcio Lacerda em Belo Horizonte, a presidenta Dilma e o senador Aécio Neves (PSDB) correm contra o tempo para obter apoio dos partidos na capital mineira. Controlado pelo PSDB, o estado de Minas Gerais será, como sempre, fator essencial nas eleições presidenciais de 2014. Com o rompimento PT/PSB, Aécio desarticulou candidaturas do PTB e PV, que ele próprio havia estimulado para enfraquecer Lacerda. CH