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segunda-feira, 4 de maio de 2015

PSB-PPS, o alvo é o PT

Eliane Cantanhêde, em O Estado de S. Paulo




A fusão do PSB com o PPS é mais um torpedo contra o PT e os planos lulistas de eternização no poder. O resultado será um novo partido de centro-esquerda, provavelmente preservando o "socialista" na sigla, para se contrapor à hegemonia de décadas do PT na esquerda e se tornar uma opção para os milhões de órfãos do petismo.


O primeiro ataque frontal será na eleição municipal de 2016, quando PSB e PPS, já recriados sob uma nova sigla, pretendem lançar a senadora Marta Suplicy contra a reeleição do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Marta não só é hoje a principal ameaça a Haddad, como encarna o racha petista na capital onde o partido de Lula enfrenta seus piores índices de rejeição e as manifestações mais impressionantes.

Vai ser PT contra PT, mas Marta tem como ampliar horizontes e aliados, enquanto Haddad estreita os seus.


O PPS, herdeiro direto do velho PCB, o "Partidão", é uma das principais siglas de oposição ao Planalto e ao PT e tem caminhado lado a lado com o PSDB nas últimas eleições presidenciais e na rotina do Congresso. Seu eterno presidente, Roberto Freire, e seu líder na Câmara, Rubens Bueno, são ácidos adversários do governo e críticos da presidente Dilma Rousseff.


Já o PSB debate-se internamente entre ser ou não ser governo e tenta equilibrar-se como "independente", uma saída capaz de acomodar suas crises existenciais, agravadas pelo trauma da morte de Eduardo Campos em 2014. Hoje, o PSB é uma sigla em busca de uma liderança. Além de perder Campos, o partido nunca teve Marina Silva, que se filiou a ele para materializar a aliança do PSB com a Rede - agora em fase final para se viabilizar na Justiça, apesar da força em contrário do Planalto.


A expectativa, portanto, é de grandes embates do PSB com o PPS antes da fusão, inclusive sobre a sigla a ser adotada - a mais provável é PSB40 -, mas a grande aposta imediata dos dois parceiros é Marta, que vem de 33 anos de PT, não tem papas na língua, representa o principal Estado e a principal capital do País. Pode se tornar o eixo da resistência crescente ao PT e atrair as forças paulistas de oposição, inclusive o PSDB.


Assim como Marina, Marta não é só uma ameaça, mas uma dupla ameaça ao PT, num momento de grande fragilidade do partido, atingido por mensalão, petrolão, o desastre do primeiro mandato de Dilma e a crise de identidade do partido diante da guinada na economia e no discurso nesse início de segundo mandato.


Com a saída de Marina, o PT perdeu um dos seus quadros mais simbólicos e ganhou uma adversária robusta o suficiente para angariar 20 milhões de votos ao enfrentar o velho partido em eleições presidenciais. Com a de Marta, repete-se a sina. O PT perde um grande nome nacional e ganha uma ameaça assustadora à sua permanência na Prefeitura de São Paulo, já em risco com o mau desempenho de Haddad nas pesquisas e a oposição crescente ao partido.


Nesse clima, os ventos soprariam a favor do PSDB, mas não há um nome óbvio no partido para entrar no vácuo. Se perderem no 1.º turno, os tucanos podem ficar na opção Marta versus Haddad. Adivinha com quem vão ficar? Marta, além de ex-PT, estará concorrendo pelo PPS, velho aliado, e pelo PSB, parceiro em 2014.


E assim vão se formando os movimentos políticos e emergindo as dissidências típicas de regimes que começam a entrar no seu ocaso e de governos que vão perdendo o controle e a capacidade de conduzir o processo político. Nesse sentido, não é exagero comparar o governo Dilma Rousseff com o do último general presidente, João Figueiredo.


Seria uma inverdade histórica e uma injustiça imperdoável comparar Dilma com Figueiredo e o PT das lutas populares com o PDS do apoio à ditadura. Mas que há coincidências no processo de fragilização política, sem dúvida há.

A saída de Marta e a fusão PSB-PPS são uma confirmação viva disso.


(*) Jornalistra é colunista do Estadão

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Nova força política socialista no Congresso



PSB e PPS negociam fusão para somar forças e ganhar peso no Congresso



Casamento à vista Aliados na campanha de Marina Silva, PSB e PPS negociam uma fusão para somar forças e ganhar peso no Congresso. Dirigentes dos dois partidos vão se reunir hoje e esperam concretizar a união em novembro, logo após o segundo turno. A nova sigla manteria o nome do PSB e teria uma bancada de 44 deputados em 2015 —a quarta maior da Câmara, atrás de PT, PMDB e PSDB. A promessa é criar uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos, seja qual for o presidente eleito.

Vinde a mim O PSB também tentará incorporar ou formar um bloco com siglas nanicas. Estão na mira o PEN, que elegeu dois deputados federais, e o PHS, que apoiou Marina e terá cinco cadeiras.

Longa data O presidente do PPS, Roberto Freire, diz que as conversas pela fusão começaram no ano passado, ainda com Eduardo Campos.

Meus camaradas “Será um reencontro ideológico e histórico das forças da esquerda”, diz Freire. “O novo Congresso precisará passar por uma reorganização, em um processo virtuoso.”

Ele tentou Com discrição, o ex-presidente Lula procurou três dirigentes do PSB de Pernambuco no dia seguinte ao primeiro turno. Eles contam que o petista se disse disposto a “desfazer arestas” criadas na campanha.

Só que não deu Segundo os pernambucanos, Lula pretendia articular pessoalmente um eventual apoio do PSB a Dilma Rousseff. As conversas duraram três dias, até que o ex-presidente foi informado de que a sigla preferia apoiar Aécio Neves (PSDB).

Melhor não A amigos, Lula disse que não procurou Marina ou Renata Campos em busca de apoio. Argumentou que não considerava o movimento adequado.

Chama que eu vou Até o fim da tarde de ontem, aliados de Marina ainda esperavam convite da equipe de Aécio para que organizar um encontro público dos dois.

Reencontro de clãs O pai de Neca Setubal, que coordenou o programa de governo de Marina, foi ministro a convite do avô de Aécio. Olavo Setubal assumiu o Itamaraty em 1985, indicado pelo presidente Tancredo Neves.

Mãos à obra No fim de semana, Lula fez mais um diagnóstico da eleição. Disse a aliados que a vitória de Dilma é difícil, mas não impossível. Acrescentou que o PT “se encolheu muito” no primeiro turno e precisa ir às ruas.

Diz que fui por aí Pressionado a se engajar mais na campanha de Dilma, o ex-presidente disse que também precisa se dedicar a disputas estaduais de Acre, Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Porta de fábrica A campanha de Dilma vai reunir dirigentes de centrais sindicais amanhã para gravar declarações de apoio. A meta é reforçar o laço da presidente com os trabalhadores para acusar Aécio de defender os patrões.

Ame-o… O comando do PMDB espera que Paulo Skaf faça uma declaração pública de apoio a Dilma. Dirigentes da sigla dizem ter ouvido a promessa do candidato derrotado ao governo paulista em reunião na quinta-feira.

‌… ou deixe-o Essa seria a única maneira de Skaf permanecer na sigla caso a presidente se reeleja. Ele irritou Michel Temer ao se recusar a fazer campanha para a presidente no primeiro turno.

Agora vai A redução do número de votos válidos para deputado foi celebrada por marineiros encarregados de registrar a Rede. Com isso, a quantidade de assinaturas exigidas para fundar uma sigla caiu em quase 8.000.

TIROTEIO


A derrota será muito boa para o PT. Eles precisam de tratamento para curar a doença grave da intoxicação pelo poder.

DE WALTER FELDMAN, coordenador da campanha de Marina Silva, sobre a possibilidade de derrota de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela reeleição.

CONTRAPONTO

Um estranho no ninho

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, resistiu muito a romper a aliança com o PSDB de Aécio Neves na disputa pelo governo de Minas Gerais. A atitude irritou Eduardo Campos no início da campanha presidencial.

Ontem, em Brasília, Lacerda foi recebido com ironia no encontro que elegeu a nova direção de seu partido.

—Prefeito, o sr. por aqui? —brincou uma dirigente, assim que o mineiro apareceu no local do evento.

—Eu ainda sou do PSB, ué! —rebateu Lacerda.

—É que eu estou tão acostumada a ver o sr. do outro lado… — respondeu a aliada.


PAINEL DA FOLHLA

domingo, 8 de dezembro de 2013

DNA marxista


Partido nanico que não tem nada a oferecer ao Pará, como plataforma alternativa de desenvolvimento, obriga ainda, fidelidade partidária.



Novos coronéis, velhos políticos.



Diário do Pará. 08/12/2013
RD.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Migração política, sem rumo claro




sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Soninha ganha beijo e diz “agora é Serra”




SÃO PAULO - O PPS oficializou há instantes seu apoio à candidatura de José Serra para a Prefeitura de São Paulo. O evento contou com as presenças do presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (PPS), de dirigentes do partido em São Paulo e de Soninha Francine, quinta colocada no primeiro turno da disputa municipal, com 2,6% dos votos.

"Se o Serra não for um bom prefeito, nunca mais votem... nele!", disparou Soninha, em tom bem humorado. Ela disse que não desistirá de seu objetivo de ser prefeita da capital paulista. "Apoio o Serra em 2012, mas em 2016 vou concorrer de novo", adiantou-se.

Serra disse que não foi prometido nenhum cargo na administração municipal ao PPS, caso se eleja, mas que o partido governará junto com ele.

(Vandson Lima | Valor)

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