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domingo, 27 de março de 2016

Mara Gabrilli renova o sonho de voltar a andar após conseguir mexer braços











Zanone Frassat/Folhapress Mara Gabrilli
Mara Gabrilli, 48, move sutilmente o braço e faz a mão empurrar uma alavanca que põe sua cadeira de rodas para andar, na sala de seu apartamento. Um gesto pequeno para quem vê, mas gigantesco para ela.

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Tetraplégica há 21 anos, por causa de um acidente de carro, a deputada federal pelo PSDB-SP começou há alguns dias a ir ao Congresso na cadeira nova, que ela mesma pilota. Até então, dependia de alguém para empurrá-la. "Me sinto como uma criança que descobre o mundo."

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"Ué, como de repente ela tá se mexendo?" é uma pergunta que ela tem ouvido. Mas a verdade é que não foi tão rápido assim. As conquistas aconteceram aos poucos, de cinco anos para cá. A região dos ombros, por exemplo, antes era imóvel e começou a ficar mais solta. "Eu já via avanços. Os outros é que não estavam muito ligados", diz ao repórter Joelmir Tavares.


O tratamento que resgatou parte dos movimentos envolve dois pilares: aplicação de choques, a chamada eletroestimulação, e exercícios que ela faz com cordas, tiras de tecido e suportes para ficar em pé.

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Numa manhã ensolarada de segunda-feira, antes de viajar para Brasília, ela inicia mais uma sessão das atividades. Para os choques, que contraem os músculos, uma de suas três funcionárias gruda eletrodos na pele dela e aciona um aparelho.

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No caso das pernas, uma assistente a segura por trás, em pé. "Brinco que elas é que tinham que pagar pra trabalhar comigo. Eu sou uma academia!" Com a eletricidade, as coxas ficam "uma tora", enrijecidas. "Rola uma serotonina forte", diz, rindo.

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"Foram anos e anos dando choques sem ter nenhum resultado visível. Mas eu acreditava que lá dentro tava acontecendo alguma coisa." A primeira vez que teve força suficiente para deslocar a cadeira foi no fim do ano passado. "A sensação foi de 'conseguiii!' [risos], uma felicidade muito grande. E me senti desafiada a continuar praticando." Tem treinado mais o braço direito, que não responde tão bem quanto o esquerdo.

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Parte dos fisiatras e fisioterapeutas, afirma ela, não prescreve a eletroestimulação. "Dizem que não promove movimento, que não tem serventia. Só que eu sempre achei que tinha. Que era melhor contrair uma vez por semana do que nunca."

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Mara cria os próprios exercícios com base no que aprendeu com especialistas desde que parou de se mexer do pescoço para baixo. Diz conhecer seu corpo melhor que ninguém. Com "físico de atleta", controla a alimentação e toma 60 suplementos por dia.

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A malhação é ao som de música agitada. No teto da sala e da varanda estão pendurados os suportes: cordas nas quais ela se amarra para executar posições de ioga e de pilates; um suporte de ferro em formato de cabide que desliza em um trilho; molas com tiras na ponta onde fica com as mãos suspensas, balançando pela ação da gravidade.

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"Agora eu até tenho esse negócio [para segurar a mão], mas antes a costureira fazia com pano, tiara de cabelo. É prego e elástico. Não tem segredo. Basta criatividade." Ela, que exibe nas redes sociais a rotina de duas horas diárias de exercícios, tenta mostrar as alternativas. "Dá pra ficar em pé com um aparelho nacional de choque que custa R$ 700", exemplifica.

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De família abastada, ela viaja aos EUA para fazer tratamentos, mas também utiliza serviços do SUS e da AACD. "Tenho consciência de como seria se tivesse nascido numa família pobre. Tudo que não teria, que não conseguiria."

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Mara é do tipo de pessoa que encara a vida com bom humor, acredita na ciência e não descrê da espiritualidade. "O primeiro livro que me deram na UTI depois que eu quebrei o pescoço foi 'A Cura Quântica', de Deepak Chopra. Ele explica como transformar energia em matéria, fazer pensamento virar condução elétrica, neurônio. Li, fechei o livro e comecei a trabalhar."

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Hoje em dia, ao encher os pulmões para se exercitar, relembra o medo que sentiu naquela época, quando ficou alguns meses respirando com a ajuda de aparelhos. "Parecia uma eternidade. E eu não falava, porque tinha feito traqueostomia. Minha grande conquista foi não precisar ficar presa na tomada. Me sinto muito poderosa por respirar. É a única coisa que faço sozinha, além de falar."

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Apesar de precisar de ajuda o tempo todo, ela faz o possível para o corpo não esquecer os gestos. A assistente que leva comida e água à boca de Mara segura junto a mão dela, simulando o movimento. O mesmo acontece no banho e ao escovar os dentes. A deputada ainda não é capaz, por exemplo, de levantar o braço.

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Em Brasília, faz pressão por um atendimento melhor para pessoas com deficiência. Circula pelo plenário de pé, presa pelo cinto ao encosto da cadeira, que fica na vertical. "O povo fala que eu empino carroça!", diverte-se.

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Quase na hora de sair de casa, ela é colocada na cadeira e pilota pela sala cheia de imagens de Buda ("Comprei uma e aí todo mundo começou a me dar de presente").

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Mara já estava mexendo os braços quando, neste ano, seguiu a dica de um amigo e começou a frequentar o centro do médium João de Deus, em Abadiânia (GO). "Você pode acreditar no que for, mas aquilo ali é muito forte."

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Durante sua cirurgia espiritual, soube que era o médico Oswaldo Cruz (1872-1917) incorporado no médium. Depois foi pesquisar e se surpreendeu: o sanitarista nasceu em São Luiz do Paraitinga (SP), mesma cidade onde ela sofreu o acidente em 1994, numa rodovia batizada com o nome de Oswaldo Cruz. "Pode ser coincidência, mas..."

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Deitada na maca, sob as ordens de João de Deus, ela conseguiu levar o braço até a barriga. "Ele falava: 'Vai, mexe o braço. Vai! Olha o tamanho da fila esperando!'. Assim, brigando comigo", diz ela, aos risos. "Acho importante arriscar. Porque, se eu tivesse o medo de me frustrar, eu não teria nem começado."

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Perseverante, Mara ganhou motivos para fermentar a esperança de voltar a andar. "Tenho a teimosia de acreditar nas informações que vêm do meu corpo. Nunca achei que eu tivesse um problema irreversível. Se aconteceu no braço, por que não pode acontecer na perna?"

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E segue: "Uma pessoa que fica tetra ouve: você vai ter ferida, ficar deprimido, nunca mais vai sentir, nunca mais isso, nunca mais aquilo. Foram esses os avisos que eu recebi. A única diferença é que o fofo do cirurgião falou pra mim que eu tinha 1% de chance de voltar a me mexer. Eu disse: 'Ah, valeu. Então tô no lucro'"

domingo, 6 de julho de 2014

Aécio Neves diz que governo faz uso político da Copa



SÃO PAULO - No primeiro dia de campanha eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o governo de usar politicamente a Copa do Mundo. “Alguns acham que podem confundir Copa do Mundo com eleição”, disse o senador mineiro. A última pesquisa do Datafolha aponta que a presidente Dilma Rousseff (PT), opositora de Aécio, subiu nas intenções de voto aproveitando a melhora de humor no país com o campeonato mundial de futebol.

Acompanhado do governador de São Paulo e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), do candidato tucano ao Senado José Serra e da cúpula do PSDB paulista, Aécio visitou o Festival do Japão no Imigrantes Exhibition & Convention Center em São Paulo neste domingo. Indagado sobre como iria reverter a desvantagem na campanha por ter menos que o dobro do tempo de Dilma no horário político de TV, Aécio aproveitou para atacar o governo.

“O que vai reverter nossa inferioridade no nosso tempo de propaganda é o sentimento dos brasileiros que estão cansados de tudo isso que está aí. Alguns acham que podem confundir Copa do Mundo com eleição. Não, o brasileiro está suficientemente maduro e consciente para perceber que são coisas absolutamente diferentes. Falo isso porque vejo uma tentativa de uma certa apropriação desses eventos para o campo político”, afirmou.

“Nós vamos debater em qualquer campo todas as nossas propostas. A campanha eleitoral para mim não é uma guerra, é uma oportunidade de apresentarmos nossas propostas”, acrescentou Aécio.

Em busca da reeleição, o governador de São Paulo afirmou que vai fazer sua campanha no horário do almoço, à noite e nos fins de semana e não realizará inaugurações, apenas vistorias de obras, para não violar a legislação eleitoral. Alckmin disse acreditar que o problema de abastecimento de água no Estado e as denúncias de formação de cartel e fraudes em licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em governos do PSDB, não atrapalharão a campanha dele.

“A população entende perfeitamente que tivemos a maior seca, acho que deste século, na região Sudeste, e mesmo com essa grande dificuldade, naquilo que é responsabilidade do Estado, nós garantimos o abastecimento de água. A população entende. Subestimar a inteligência das pessoas é um grande erro na política”, de acordo com o governador.

Sobre as fraudes nas licitações de trens, Alckmin afirmou que “cartel é um fenômeno econômico. O governo é vítima. O governo já processou [as empresas acusadas de formação de cartel] e vai exigir o ressarcimento das empresas”.

(Folhapress)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Aliança feita


Eduardo Campos elogia Aécio Neves


BRASÍLIA - “Mantivemos sempre uma relação de muito respeito, de respeito mútuo. Pela capacidade que ele mostrou ao gerir o Estado de Minas Gerais e deixar Minas Gerais como deixou, com os mineiros felizes”, disse nesta sexta-feira o pré-candidato a presidente da República Eduardo Campos (PSB) sobre seu adversário Aécio Neves (PSDB). O discuro aproxima ainda mais os dois candidatos da oposição ao governo Dilma.

Campos, governador de Pernambuco, falou sobre a união dos dois oposicionistas durante reunião do Diretório Nacional do PPS, partido que recentemente declarou apoio à sua candidatura. Ele foi questionado sobre a possibilidade de se aliar aos tucanos no segundo turno da eleição pela deputada estadual Luzia Ferreira, do PPS de Minas Gerais, uma pessoa muito próxima do presidenciável do PSDB.

Na resposta, Campos não disse claramente se está trabalhando por uma aliança entre seu partido e o PSDB. “Convivo com Aécio e sou amigo de Aécio há muitos anos. Nós nunca esperávamos viver um ano de 14 como vamos viver. Tivemos um momento muito bonito no processo da redemocratização, quando ele acompanhava o doutor Tancredo [Tancredo Neves, avô de Aécio] e eu acompanhava o doutor Arraes [Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos]”, respondeu o pernambucano.

Eduardo Campos falou ainda sobre a aliança que tem com Aécio há anos na cena política de Minas Gerais. Os partidos fizerem uma aliança, que também teve participação do PT, para eleger em 2008 o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda – hoje está no PSB, mas já foi filiado ao PPS. Disse que Aécio teve “capacidade de reunir forças quando ele teve um gesto com o PSB, e o Fernando Pimentel do PT também teve, de se encontrarem”, disse Campos.
Depois do evento, Campos não quis responder se está trabalhando por um acordo com o PSDB.


Por Fábio Brandt e César Felício | Valor

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fogo cruzado eleitoral



Diário do Pará - RD

domingo, 24 de novembro de 2013

Proporção direta. PT é bom para eleição, PSDB muito ruim. Resultado, teremos PT por mais 30 anos

Sabem quando os tucanos vão decidir candidatos? Isso mesmo, no limite da lei e vão perder.

Pressão total tucano-mineira em cima de Aécio Neves 


O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, está sendo pressionado pelos 15 partidos aliados em Minas Gerais, prefeitos e deputados tucanos a decidir de uma vez seu candidato ao governo. Apelam por definição porque o Planalto e o candidato petista, Fernando Pimentel, estão em plena campanha, entregando obras e fazendo eventos políticos, numa ofensiva anti-PSDB.

Apesar da pressão, Aécio Neves só vai decidir o candidato em março de 2014. Acha que a campanha estadual andará no vácuo da corrida ao Planalto. Aécio está entre o ex-ministro Pimenta da Veiga e o deputado Marcus Pestana.

O ex-presidente Lula torce o nariz para a candidatura do ministro Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais. E não para por aí. A pessoas próximas, Lula diz que ele será uma pedra no caminho da presidente Dilma em 2014. (O Globo - Ilimar Franco)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

A campanha, no Pará, já está em marcha

PMDB/PT - Chapa Quente, e bota quente nisso! 




Diário do Pará. 

domingo, 12 de maio de 2013

Em campanha

Do Blog do Cláudio Humberto. Veneno puro....



Campos e Aécio
Cotados para disputar a Presidência em 2014, o senador
mineiro Aécio Neves (PSDB) e
o governador Eduardo Campos (PSB) acertaram costurar
uma estratégia comum para
levar as eleições contra presidenta Dilma ao segundo
turno. Em conversa esta semana, os dois combinaram
de concentrar ataques ao
governo petista e convencer
os partidos a lançar o maior
número possível de candidatos à Presidência.

Todos contra um
Eduardo e Aécio planejam
reunião reservada com Marina Silva e Fernando Gabeira
(PV), também cotados para
concorrer a presidente.

União faz a força
Aécio Neves avalia que só será possível, e com dificuldades, superar a popularidade
de Dilma, se os adversários
se unirem nos dois turnos.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Os tucanos chiam...., e a contribuição deles?



Alvaro Dias cobra solução para o desequilíbrio federativo, e pede melhor distribuição de recursos


“Espero que a grandiosidade do encontro de governadores de hoje não se transforme em um ato feito apenas para gerar falsa expectativa”. A afirmação foi feita pelo senador Alvaro Dias (PSDB/PR) no Plenário, ao comentar o encontro realizado entre governadores e líderes partidários nesta quarta-feira (13/03), para debater propostas em torno da celebração de um novo pacto federativo. Para o senador tucano, o desequilíbrio brutal do sistema federativo afeta e prejudica principalmente os municípios, e para que não haja recuo na promoção de um novo pacto, a Presidência da República não pode se ausentar deste debate.
Leia Mais e veja o vídeo


Emenda do senador paranaense à MP dos Portos é endossada por empresários e trabalhadores do setor portuário


Emenda apresentada pelo senador Alvaro Dias (PSDB/PR) à Medida Provisória 595/ 2012 - MP dos Portos - foi endossada por entidades que representam os portuários e os empresários ligados ao comércio exterior, pois descentraliza a gestão, fortalecendo os estados. A emenda do senador altera o artigo 16 da MP e resgata pontos da Lei nº 8.630/1993, restabelecendo, em todos os portos, um Conselho de Autoridade Portuária que terá a competência, entre outras, de homologar o horário de funcionamento do porto e os valores das tarifas portuárias; opinar sobre a proposta de orçamento do porto; fomentar a ação industrial e comercial do porto; estimular a competitividade e indicar um membro da classe empresarial e outro da classe trabalhadora para compor o conselho de administração. Leia Mais


Alvaro Dias manifesta preocupação com precariedade do ensino superior e evasão excessiva de alunos


Ao registrar, na sessão plenária desta terça-feira (12/03), o apelo de estudantes de medicina da Universidade Gama Filho, que lhe encaminharam dossiê sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais de dois mil alunos da instituição privada, o senador Alvaro Dias lamentou a precariedade do ensino superior no Brasil, sobretudo a evasão de estudantes, "que se constitui em um dos principais problemas da nossa educação". Segundo dados oficiais apresentados pelo senador tucano, houve evasão de 896 mil alunos do ensino superior, entre 2008 e 2009, o que causou um prejuízo de R$ 9 bilhões à economia do País. Leia Mais


Aprovado projeto do senador que aumenta transparência e fiscalização sobre projetos do setor cultural


O Ministério da Cultura poderá ser obrigado a publicar uma lista atualizada de projetos culturais que tenham captado recursos por meio de renúncia fiscal e ainda não tenham recebido avaliação final. Esse é o objetivo do projeto do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que foi aprovado nesta terça-feira (12/03) pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O projeto de lei 22/2012, de Alvaro Dias e que foi relatado na CMA pelo Líder do PSDB, senador Aloysio Nunes (SP), estabelece que sejam obrigatoriamente publicadas, mensalmente, no Diário Oficial da União e no sítio eletrônico do Ministério da Cultura, diversos tipos de informações, tais como: o nome do projeto beneficiado com renúncia fiscal; o responsável por sua execução; o número de registro do projeto no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac); a data da conclusão; os recursos captados; e a justificativa para a não realização da avaliação fin al da aplicação dos recursos recebidos no prazo determinado, entre outras. Leia Mais


Mantega convocado para explicar falta de rumos e “mágica contábil”


Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos aprovaram requerimento do senador Alvaro Dias para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, compareça ao Senado e preste esclarecimentos sobre os rumos da economia brasileira. Ao justificar o requerimento, o senador Alvaro Dias afirmou que há hoje forte preocupação na sociedade e no mercado em relação aos destinos da economia brasileira. Leia Mais

sábado, 9 de março de 2013

O PT vai ficando na lama do "Pensamento Único"

O que o PT esqueceu pelo poder e a grana, os tucanos e o PSB 

podem recuperar, os fundamentos históricos do socialismo 





José Serra ainda não conversou com Eduardo, 
o que pode ocorrer em breve


A ala do PSDB ligada ao ex-governador de São Paulo José Serra intensificou nos últimos dias conversas com interlocutores do PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sobre o cenário presidencial de 2014.

O movimento foi impulsionado por uma divisão crescente na bancada federal do PSDB paulista. Parte dela está incomodada com o papel secundário que tem sido dispensado a Serra no debate sobre os rumos do partido e o consequente protagonismo assumido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Outra parte se sente desprestigiada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Acusam-no de contemplar com espaços no governo e no partido apenas os mais próximos a ele. Diante disso, há receio quanto às condições eleitorais que esses parlamentares vão enfrentar em 2014.

As contas apontam dificuldades. A coligação proporcional em 2010 juntou PSDB, DEM e PPS e elegeu 22 deputados, mas é ameaçada por uma série de fatores. Alckmin corre riscos. O PSD pegou metade da bancada do DEM paulista e puxadores de votos ou estão no círculo de Alckmin com reeleição garantida, ou se elegeram prefeitos, ou estão de saída, como Walter Feldmann, com o pé na Rede de Marina Silva.

Com todo esse cenário posto, a convenção nacional do PSDB agendada para maio é vista como um possível ponto de chegada dessas insatisfações e, consequentemente, um ponto de partida para outras articulações. Basta que Serra não concorde com o arranjo que lhe for oferecido. Aí pode ganhar corpo a hipótese Serra-Eduardo.

O PSB espera que a confirmação da candidatura de Eduardo Campos atraia ao partido parlamentares de diversos partidos, inclusive os descontentes serristas. Esses, por sua vez, contemplam outra possibilidade: a criação de um novo partido. Isso se daria a partir da fusão entre PPS e PMN, ou mesmo incorporação do PMN pelo PPS. A vantagem é que, nesse caso, seria evitada a perda de mandatos dos que quisessem para ele migrar.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), confirma a discussão: "Isso foi pensado há muito tempo e agora voltou por conta da especulação de ter Eduardo candidato. Temos que trabalhar para derrotar esse bloco político liderado pelo PT e a ideia é formar um bloco para derrotá-lo." Mas a candidatura de Eduardo é uma condição para que esse novo partido saia? "Estamos abertos a discutir a hipótese Eduardo Campos. Mas enquanto ele não se definir também não podemos nos definir." Serra estaria nesse projeto? "Se pudesse juntar essas duas forças, seria interessante", concluiu Freire.

Eduardo e Freire se reuniram na semana passada e trataram do assunto. O presidente do PPS revelou a intenção de atrair tucanos descontentes - inclusive José Serra - para reforçar a candidatura do pernambucano ao Planalto.

Eduardo ainda não conversou diretamente com Serra, mas interlocutores dos dois lados não descartam a possibilidade de uma reunião acontecer nas próximas semanas. Também estão previstas novas rodadas de negociações com Freire. No entanto, o PSB não pretende embarcar no discurso de "tudo pra derrotar o PT", entoado pelo presidente do PPS.

Um elo entre Eduardo e Serra é o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB). Além de ser amigo de Eduardo - os dois estudaram juntos na Universidade Federal de Pernambuco -, Firmino é serrista ferrenho. Trabalhou com Serra na Prefeitura de São Paulo e tem dito a pessoas próximas que poderá contrariar o partido e pedir votos para Eduardo em 2014. Firmino e Eduardo se reuniram anteontem em Brasília. Firmino também tem se aproximado muito do governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), um dos principais entusiastas da candidatura de Eduardo.

Nome certo para a presidência do partido e para a disputa contra Dilma Rousseff em 2014, o senador Aécio Neves está de olho nesse movimento, até porque um PSDB rachado não lhe interessa. Sua expectativa é atrair Serra para sua campanha. Deseja tê-lo na formulação do programa de governo e sonha com sua candidatura ao Senado ou até mesmo a deputado federal, para alavancar a bancada paulista.

A tarefa é difícil. No domingo, ambos conversaram. Aécio telefonou para Serra convidando-o para ir até Goiânia, onde ocorreu um seminário do partido. Serra não foi. No dia 25 de março, Aécio quer conversar com ele pessoalmente em São Paulo, onde o PSDB paulista planeja um encontro partidário com a presença de prefeitos tucanos. "Se os malucos de Minas quiserem excluir o Serra ele pode sim turbinar a campanha do Eduardo Campos", disse, sob reserva, um parlamentar tucano.
Por Caio Junqueira e Murillo Camarotto | De Brasília e do Recife

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Só tem uma vaga, e têm mais candidatos...

Ô FOGO

Tucanos

O começo de 2013 promete pegar fogo no ninho tucano paraense e a principal faísca é a disputa pela presidência do partido. Além de Nilson Pinto, que sairá da secretaria especial de Promoção Social para assumir o seu mandato na Câmara, o deputado Wandenkolk Gonçalves já comunicou ao governador Jatene que está em plena campanha nos diretórios municipais pelo comando do PSDB no Estado. Até a data das eleições, em abril, Pinto estará à frente do partido, uma vez que é o vice da legenda e Zenaldo Coutinho, o atual presidente, se afastará do cargo para assumir a prefeitura de Belém.

O Liberal.com 

sábado, 3 de novembro de 2012

Novo Pacto Federativo - Campos se une a Aécio

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), dois nomes cotados para a eleição presidencial de 2014, já estão afinados no discurso da necessidade de um novo pacto federativo no País. A desconcentração das receitas que estão com a União e o fortalecimento dos Estados e municípios são uma bandeira antiga do senador tucano - herdada de Itamar Franco -, que foi adotada mais recentemente por Campos, na esteira das eleições municipais.

Veja também:
Eduardo Campos afirma que será fiel ao Planalto
PT supera PSDB em eleitores de MG e SP
Em recado a Eduardo Campos, Lula diz que apoiará Dilma em 2014




Embora no plano federal participem de bases distintas, PSDB e PSB são aliados no âmbito estadual e caminharam juntos, nas eleições de outubro, na disputa por cidades importantes como Belo Horizonte e Campinas - onde a aliança derrotou candidatos apoiados pelo ex-presidente Lula e a presidente Dilma.

Campos inseriu as expressões "novo federalismo" e "pacto federativo" no seu repertório logo após o resultado do primeiro turno. Provocado a falar sobre eventuais planos de disputar a Presidência, ele lançou o mote: a rediscussão de um novo pacto federativo é mais importante do que ficar discutindo 2014.

"Temos que olhar para o novo debate que precisa ser feito pós-eleição, o debate do novo federalismo", disse Campos, também presidente nacional do PSB.

Aécio afirma que se trata de "uma questão central". "Os prefeitos eleitos devem aproveitar para comemorar muito suas vitórias e começar, a partir de depois de amanhã, a se preocupar com o que vão receber. Porque há um processo de fragilização enorme dos municípios no Brasil. O governo federal tem sido muito pouco generoso com os municípios. As ações do governo são na linha da concentração. Essa certamente é uma das questões que subsidiam nossa proposta", disse o tucano ao Estado.

"Essa mobilização por um novo pacto federativo, a reforma da Federação, é essencial."

O senador tucano também critica "a pouca participação ou a diminuição progressiva da participação do governo federal" no financiamento da saúde e na área da segurança pública nos Estados.

Alinhados. Na mesma linha, Campos tem dito que os repasses federais por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) devem permitir não somente custeio dos municípios e Estados, mas investimentos em saúde, educação, mobilidade, habitação e segurança pública.

"Os municípios precisam das condições para realizar seu papel na estruturação das políticas públicas nas mais diversas áreas", disse o governador, que saiu reforçado das urnas.

O PSB foi o partido que proporcionalmente mais cresceu nas eleições municipais. A legenda aumentou em 42% o número de prefeituras em relação a 2008 - passou de 310 para 440 - e conquistou cinco capitais. "A vitória eleitoral traz mais responsabilidade e é preciso usar a força política à disposição de boas causas", ressaltou Campos.

A defesa de um novo pacto federativo será um dos temas do seminário que Campos organizará em janeiro com todos os 184 prefeitos eleitos de Pernambuco. O encontro irá debater os desafios dos novos gestores nos próximos quatro anos.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Em Curitiba PT apoia ex-tucano que está na frente nas pesquisas.

Debate em Curitiba tem promessas e farpas entre Fruet e Ratinho Junior

CURITIBA - Na reta final da campanha, os candidatos à prefeitura de Curitiba (PR) trocaram farpas e fizeram promessas durante o debate da RIC TV, afiliada da Record no Paraná. Ratinho Junior (PSC), que venceu no primeiro turno e agora aparece na segunda colocação nas pesquisas do segundo turno, prometeu congelar a tarifa de ônibus em 2013 em R$ 2,60 e “abrir a caixa preta da Urbs”, empresa que administra o transporte coletivo na capital paranaense. Gustavo Fruet (PDT), atual primeiro colocado nas intenções de votos, afirmou que vai fazer o maior investimento em educação do município, área de que terá 30% do orçamento se ele for eleito.

Diversos assuntos já bastante debatidos nos dois turnos repetiram-se nas perguntas e respostas. Ratinho Junior criticou a aliança do adversário com o PT, partido que Fruet combateu no passado. Fruet respondeu que a aliança é “programática”.

O candidato do PSC fez questão de dizer que tem ligação com o governo federal e seus programas, enquanto o candidato do PDT ganhou direito de resposta para defender-se da acusação de que tem feito tabloides com ataques ao oponente.

Ratinho Junior começou o programa informando ser o dia de aniversário de nove anos da filha, dando parabéns e pedindo desculpas por não estar com ela. Também falou do filho que está para nascer, na tentativa de ganhar a empatia do público. Fruet aproveitou os mesmos fatos e, após trocas de acusações, desejou felicidades para a filha do adversário e um bom parto para a esposa dele.

Fruet não fez promessas sobre os preços dos bilhetes de ônibus e limitou-se a dizer que “o transporte não se sustenta” no modelo atual, que exige subsídios e que tem perdido passageiros para veículos individuais. Ele também criticou as ações que estão sendo divulgadas por Ratinho na segurança pública e a criação de uma supersecretaria na área, juntando a defesa social com a Secretaria Antidrogras, que ficaria sob o comando do deputado federal Fernando Francischini (PEN).

Como no debate da semana passada, transmitido pela TV Bandeirantes, Ratinho Junior estava mais agressivo. “Não me venha com essa cara de anjo”, disse, em determinado momento, sobre os panfletos apócrifos. “Se você tivesse sido candidato pelo PSDB, estaria descendo o cacete no PT”, comentou, em outra discussão.

O candidato do PSC repetiu que Fruet fez acordo com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para que ela saia candidata ao governo do Paraná em 2014. E criticou o que Fruet disse em debates anteriores, acusando-o de voltar de Brasília com concessões de rádio e televisão. “Se você diz que eu ganhei concessão, está incriminado seu ministro, o Paulo Bernardo (Comunicações)”, afirmou.

(Marli Lima / Valor)



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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Soninha ganha beijo e diz “agora é Serra”




SÃO PAULO - O PPS oficializou há instantes seu apoio à candidatura de José Serra para a Prefeitura de São Paulo. O evento contou com as presenças do presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (PPS), de dirigentes do partido em São Paulo e de Soninha Francine, quinta colocada no primeiro turno da disputa municipal, com 2,6% dos votos.

"Se o Serra não for um bom prefeito, nunca mais votem... nele!", disparou Soninha, em tom bem humorado. Ela disse que não desistirá de seu objetivo de ser prefeita da capital paulista. "Apoio o Serra em 2012, mas em 2016 vou concorrer de novo", adiantou-se.

Serra disse que não foi prometido nenhum cargo na administração municipal ao PPS, caso se eleja, mas que o partido governará junto com ele.

(Vandson Lima | Valor)

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Lula deveria pedir desculpa aos tucanos.

Lula diz que seu bico não é predador 'como o dos tucanos'

Tucanos não são predadores, se alimentam de frutos silvestres. 

O tucano  é uma ave da Família Ramphastos. É muito conhecido por seu enorme bico (chega aos 20 cm). É uma ave muito bonita que causa admiração aos olhos de quem o ve, eles representam Amazônia e o Brasil.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou na noite desta segunda-feira, 1, no comício do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, a coragem da presidente da República, Dilma Rousseff, em participar do evento na zona leste e olhar para cada mulher e para cada homem e dizer que veio "meter o bico" na eleição da capital. Ao falar da citação da presidente, Lula complementou: "O meu bico não é grande como o dos tucanos, é muito melhor, porque não é de predador, de comer passarinho, é de quem quer conversar com o povo. Fiz mais do que a elite brasileira fez em 500 anos, só peço uma chance pro Haddad."

domingo, 9 de setembro de 2012

As alianças para se manter no poder

O Partido dos trabalhadores fez alianças políticas com o que tem de pior na política brasileira ou com aqueles partidos que sempre estiveram fora da sua agenda eleitoral. Quem mudou, o DEM, o PP ou o PMDB?


Os casos emblemáticos são  São Paulo,  onde o PT procurou aliança programática com o Partido Progressista do Paulo Maluf. O arqui - inimigo, que agora se abraça a Martha Suplicy, ao Presidente Lula, ao candidato Fernando Haddad e à Presidenta Dilma.

Tem outros exemplos onde as rixas internas foram tão fortes que até terminaram na justiça. Nada de programas, nem diferenças políticas profundas, só problemas de poder. Nas cidades de Recife, Porto alegre, fortaleza e Belém, as diferenças internas no Partido, podem representar uma verdadeira derrota do PT nestas eleições e encoler sua força eleitoral nas bases da sociedade brasileira.

Veja reportagem do Jornal do Brasil.



 A pesquisa Ibope divulgada segunda-feira em Recife demonstrou a queda da última candidatura petista que liderava as pesquisas de intenção de votos nas 10 capitais com os maiores eleitorados do país, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O senador Humberto Costa, que virou candidato depois de um racha dentro do PT e do rompimento da aliança com o PSB, foi ultrapassado por Geraldo Julio (PSB), candidato indicado pelo governador Eduardo Campos. Dono de uma ampla aliança e do maior tempo de TV em Recife, Julio vive uma arrancada surpreendente. Após dois meses de campanha, o socialista saiu de 16% para a liderança, com 33% das intenções de voto - oito pontos percentuais de vantagem sobre Costa, que aparece com 25% do total, de acordo com a pesquisa Ibope divulgada no dia 03 de setembro.

Entre essas 10 cidades, o PT possui candidatos próprios em sete - São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife e Porto Alegre - e governa duas, Fortaleza e Recife. Coincidentemente, a escolha dos atuais candidatos nas duas capitais do Nordeste foram tumultuadas e culminaram no rompimento da aliança com o PSB, que optou por indicar candidaturas próprias em ambas as cidades.

No Ceará, o PT governa há oito anos com a atual prefeita Luizianne Lins (PT), que escolheu Elmano de Freitas, seu secretário municipal de Educação, como candidato da legenda.

Como o PSB, do governador Cid Gomes, preferia uma chapa encabeçada por outro petista, o atual secretário de Cidades do Estado, Camilo Santana (PT), a aliança com o PT foi rompida e o partido então optou por lançar Roberto Cláudio (PSB) em uma chapa separada de seu antigo aliado.

Com o racha, ambas as candidaturas se enfraqueceram e, de acordo com a última pesquisa Vox Populi divulgada no dia 29 de agosto, Freitas e Cláudio aparecem na segunda e terceira colocação, respectivamente, com 13% e 12% do total de intenções de voto, enquanto Moroni Torgan (DEM) lidera com folga, com 26% do total.

"O desempenho do candidato petista é reflexo também da grande rejeição à prefeita Luizianne Lins", afirma o cientista político Paulo Kramer.

Racha interno

No Recife, após conflito interno durante as prévias do PT, que por semanas ocupou os jornais e os tribunais, os dois pré-candidatos cotados para a disputa, o deputado federal Maurício Rands e o atual prefeito da cidade João da Costa, foram substituídos pelo senador Humberto Costa, convocado pela executiva nacional como solução para o impasse jurídico criado durante o processo interno do partido na capital pernambucana.

A confusão petista motivou o PSB, do governador Eduardo Campos, a também romper a aliança com o PT, a exemplo de Fortaleza, e lançar Geraldo Julio como seu candidato.

Em outra capital do Nordeste, o PT também não apresenta bom desempenho. Em Salvador, o deputado federal Nelson Pelegrino tem 16% das intenções de voto, e ocupa a segunda colocação, a 24 pontos percentuais do primeiro colocado, ACM Neto (DEM), que tem 40%, de acordo com pesquisa Ibope divulgada no dia 24 de agosto. Os votos somados pelo petista são menores do que os brancos e nulos, por exemplo, que representam 19% do total.

Rompimento

Em Belo Horizonte, outro conflito entre PT e PSB colocou em choque as legendas, que também eram parceiras na cidade e dividiam o governo da capital mineira ao lado do PSDB, do senador Aécio Neves.

Como o PSB, do atual prefeito Marcio Lacerda, optou por não se coligar também na chapa de vereadores com o PT, sob articulações de Aécio, os petistas optaram por romper a peculiar aliança e lançar candidatura própria. O escolhido foi o ex-ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Patrus Ananias.

Apesar de estar em trajetória ascendente nas pesquisas, Patrus ainda está distante de Lacerda, que, segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no último dia 29 de agosto, tem 46% do total de intenções de votos, contra 30% do petista, uma diferença de 16 pontos percentuais.

A força de Lula

Em São Paulo, apesar do processo de escolha da candidatura petista não ter causado nenhum rompimento com partidos aliados, a nomeação do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, escolhido pelo ex-presidente Lula, como o concorrente petista na cidade culminou na insatisfação da senadora Marta Suplicy, que desejava concorrer ao cargo nesta eleição.

No início da campanha, conturbada também pela saída da deputada federal Luiza Erundina (PSB) da vice da chapa após o PT firmar aliança com o PP, de Paulo Maluf, Marta não esteve ao lado de Haddad, ainda pouco conhecido do eleitorado. Somente na última semana a senadora acertou sua entrada na campanha do petista.

Apesar de mostrar crescimento nas pesquisas, Haddad ainda está na terceira colocação, com 16% das intenções de voto, de acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada nessa terça-feira. Baseado na margem de erro da pesquisa, de três pontos, o petista está tecnicamente empatado com o segundo colocado, José Serra (PSDB), que tem 21% do total de votos. Apesar da trajetória descendente do tucano, Haddad ainda estaria fora de um possível segundo turno.

Sem consenso

Em Porto Alegre, a escolha entre o candidato petista ficou dividida entre Raul Pont e Adão Villaverde, que acabou sendo escolhido como o concorrente do partido.

A escolha do candidato do partido evidenciou a falta de um consenso em torno de um nome, o que motivou parte da legenda a querer apoiar a candidata Manuela D'Ávila (PCdoB).

O PT, porém, optou por lançar candidatura própria, e até o momento está distante do foco da disputa, polarizado entre Manuela e o atual prefeito da cidade, José Fortunati (PDT). Villaverde aparece na terceira posição, mas possui apenas 5% das intenções de voto, e está a 30 pontos percentuais do segundo colocado, Fortunati, que possui 35%, e está tecnicamente empatado na primeira colocação com Manuela, que tem 37%, de acordo com a última pesquisa Ibope, divulgada no último sábado.

No maior colégio eleitoral do norte do Brasil, Belém, os números divulgados pelas pesquisas também não mostram a candidatura petista em boas condições. Alfredo Costa (PT) tem apenas 3% do total de votos, de acordo com a última pesquisa Ibope, divulgada no último sábado, e é o quinto colocado na disputa, liderada por Edmilson Rodrigues (Psol), que tem 47%.

Nas outras três cidades, o PT apoia apenas uma das chapas vitoriosas. No Rio de Janeiro, o atual prefeito, Eduardo Paes, que tem 53% das intenções de voto, lidera com folga a disputa.

Em Manaus, porém, onde apoia o PCdoB, de Vanessa Grazziotin, e Curitiba, onde apoia Gustavo Fruet (PDT), o PT ocupa a segunda e a terceira posição nas pesquisas de intenções de votos, respectivamente.

Enquanto na capital amazonense Vanessa tem 19% e está a 10 pontos percentuais de Arthur Virgílio (PSDB), com 29% das intenções - de acordo com a pesquisa Ibope do dia 16 de agosto - no Paraná, Fruet está em terceiro lugar, com 15% do total, a 13 pontos percentuais de Ratinho Jr. (PSC), que lidera a disputa com 28%, e a 12 do atual prefeito Luciano Ducci (PSB), que possui 27% do total, de acordo com a última pesquisa Vox Populi divulgada na segunda-feira.

Vitrines

O PT, que por três mandatos seguidos governa o Brasil, tem com o ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff dois grandes puxadores de votos, devido à boa avaliação que ambas as gestões possuem, próxima de 80%.

Porém, os principais puxadores de votos do partido não tiveram participação tão forte na campanha até o momento. Enquanto Dilma optou por não participar ativamente nas eleições municipais, principalmente em cidades em que haja disputa entre candidatos petistas e de outros partidos da base, Lula se recupera do tratamento do câncer na laringe, diagnosticado em outubro de 2011.

Por conta disso, o ex-presidente, tido como um dos principais puxadores de voto do País, tem apenas gravado depoimentos e tirado fotos com candidatos, e não tem ido às ruas, onde era esperado, principalmente em São Paulo. Com sua melhora, a expectativa é de que participe mais ativamente das campanhas petistas em todo o Brasil.

A volta do presidente é uma das esperanças do PT para reverter o quadro e conseguir conquistar a prefeitura dessas cidades, tidas como prioritárias. Segundo Kramer, com o mau resultado nas capitais, o partido pode perder municípios que servem como vitrines importantes para mostrar seus principais nomes em cada estado e também programas de governo, o que pode inclusive afetar o desempenho na eleição de 2014, por exemplo.

Para o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, Marcus Ianoni, porém, o quadro não pode ser considerado ruim, já que o PT aparece quase sempre na segunda colocação nas pesquisas e possui chance de ir para o segundo turno nesses locais.

"O PT cresceu em relação às eleições de 2004 e me parece que, com a boa avaliação que o governo Dilma está tendo, o momento é propício para o PT se fortalecer ainda mais", disse.

Para Ianoni, apesar da importância de se conquistar cidades maiores, aumentar o número de prefeituras no país pode amenizar a perda de grandes centros. Segundo o cientista político, além de pensar em eleger prefeitos, os partidos precisam focar seus esforços também em cionquistar cargos nas Câmaras de todos os municípios, como forma de dar base de governabilidade aos prefeitos eleitos.

"Nessas eleições está em jogo também a eleição dos vereadores. Um prefeito sem base na Câmara de Vereadores terá dificuldade", afirmou.

Reunião

A executiva nacional do partido fará uma reunião por volta do meio de setembro para discutir o cenário nas principais cidades brasileiras e traçar as estratégias que orientarão as campanhas até a reta final, o dia 07 de outubro, data marcada para o primeiro turno das eleições deste ano.



sexta-feira, 27 de julho de 2012

LULA TIRA FOTOS COM 120 CANDIDATOS, ATÉ COM TUCANO


Ex-presidente tem sessão de fotos e vídeos com aliados políticos…

…Gustavo Fruet, ex-PSDB e candidato em Curitiba, estará presente.

Apesar da expectativa de ser liberado pelos médicos em 6.ago.2012, o ex-presidente Lula já terá um dia corrido por causa da campanha eleitoral na próxima 2ª feira (30.jul.2012). Ele reunirá no hotel Mercure do Ibirapuera, em São Paulo, cerca de 120 candidatos a prefeito em um café da manhã. Fará sessão de fotos e gravará vídeos com alguns dos presentes.

O PT espera 84 candidatos petistas no encontro. Foram chamados todos os candidatos em capitais, em cidades com mais de 200 mil habitantes e em municípios estratégicos de regiões metropolitanas, por exemplo.

Entre os petistas estão confirmados Fernando Haddad, candidato em São Paulo, e Nelson Pellegrino, que disputa a Prefeitura de Salvador. Dos aliados, confirmaram presença, segundo a assessoria do PT, Vanessa Grazziotin (PC do B), de Manaus, Valadares Filho (PSB), de Aracaju, e Luana Ribeiro (PR), de Palmas.

Chama a atenção na lista de confirmados Gustavo Fruet, ex-deputado federal pelo PSDB do Paraná e que foi até 2010 uma das vozes mais críticas ao PT no Congresso Nacional. Agora ele está filiado ao PDT e tenta ser prefeito de Curitiba com o apoio justamente da cúpula petista.

Fruet conseguiu essa aliança porque o casal de ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunicação) enxergam em sua eventual vitória uma chance de enfraquecer o inimigo em comum: o governador Beto Richa (PSDB) que, em 2014, provavelmente tentará se reeleger enfrentando Gleisi.

 Fernando Rodrigues UOL

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Disputa presidencial começa na eleição de BH



Após o PT romper a aliança com PSB pela reeleição do prefeito Márcio Lacerda em Belo Horizonte, a presidenta Dilma e o senador Aécio Neves (PSDB) correm contra o tempo para obter apoio dos partidos na capital mineira. Controlado pelo PSDB, o estado de Minas Gerais será, como sempre, fator essencial nas eleições presidenciais de 2014. Com o rompimento PT/PSB, Aécio desarticulou candidaturas do PTB e PV, que ele próprio havia estimulado para enfraquecer Lacerda. CH

quarta-feira, 4 de julho de 2012

São Paulo. Eleições 2012




Com Bruno Boghossian

O PSDB estipulou em R$ 98 milhões o teto para arrecadação na campanha municipal deste ano, que terá como candidato o tucano José Serra. O PT, de Fernando Haddad, fixou as despesas em R$ 90 milhões. O PMDB, de Gabriel Chalita, diz que gastará até R$ 70 milhões.

Para se ter uma ideia, na eleição de 2010, o PSDB, que lançou Serra candidato à Presidência, gastou R$ 106 milhões. O PT, da presidente Dilma Rousseff, apresentou despesas de R$ 153 milhões com a campanha presidencial. A maior parte dos custos é com os programas eleitorais que vão ao ar na televisão no horário gratuito.

Os partidos têm até amanhã para divulgar o teto do quanto pretendem gastar – e, portanto, arrecadar. As doações são permitidas depois do registro das candidaturas, que deve ser feito até sexta-feira, e da consequente obtenção de um CNPJ, por meio do qual são criadas as contas bancárias da campanha, onde entram as doações.