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domingo, 12 de outubro de 2014

Em carta lida pelo filho, viúva de Campos oficializa apoio a Aécio

Não habituada a discursos, Renata Campos, 47, viúva do ex-governador Eduardo Campos, oficializou o apoio da família à candidatura de Aécio Neves (PSDB), por meio de uma carta lida pelo filho mais velho do casal, João, 20, no início da tarde deste sábado (11).


"Somos nordestinos, pernambucanos, e queremos juntos construir a nação brasileira. Siga em frente, Aécio, e que Deus nos proteja", diz a carta de Renata, que perdeu o marido em um acidente aéreo no dia 13 de agosto.



"Você vai levar a garra e energia do nosso povo, que serão fundamentais e essenciais para a construção de um novo Brasil", afirmou a viúva na carta lida pelo filho. No texto, Renata disse estar sofrendo pela morte do marido e que o acidente interrompeu seus planos políticos




LEIA ABAIXO A ÍNTEGRA DA CARTA DE RENATA CAMPOS

Bom dia a todos

Nossas primeiras palavras são de gratidão ao povo pernambucano, pela confiança, pela bela vitória no dia 5 de outubro. Expressamos nossos sentimentos nas urnas e reconhecemos um caminho. Não desistimos do Brasil. Nosso muito obrigado ao povo Pernambucano!

Para nós, esse foi um ano muito duro. Perdemos nosso Eduardo, nosso Dudu, nosso pai, nosso líder, nosso guia. Ele tinha um grande sonho: tornar o Brasil um pais mais justo, mais humano, mais equilibrado, onde as pessoas estivessem em primeiro lugar. Dedicou sua vida à construção desse sonho. Ele sabia que, para chegar nesse novo Brasil, era preciso um novo caminho.

Infelizmente, quis o destino que o caminho que sonhávamos não se tornasse possível.

Hoje, temos duas possibilidades: continuar como estamos ou trilhar um caminho de mudança. O Brasil pede mudanças. O governo que ai está tornou-se incapaz de realizá-las. Continuamos acreditando nos mesmos valores, continuamos com os mesmos sonhos. Só será possível mudar o Brasil se tivermos capacidade de unir e dialogar, respeitando as diferenças. É preciso reconhecer os avanços que tivemos, as contribuições de todos, mas é fundamental organizar a casa, arejar.

Aécio, acredito na sua capacidade de dialogo e gestão. Sei que não é a primeira vez que seu caminho cruza com o de Eduardo. Lembro que, lá trás, em momentos importantes da história, o caminho do seu avô Tancredo cruzou com o de Dr. Arraes. Sei que também eram diferentes, mas souberam se unir pelo bem do Brasil. Em vários momentos, quando era necessário, você e Eduardo sabiam sentar e dialogar, encontrar caminhos.

Eduardo tinha bandeiras muito claras, e se quisermos mudar o Brasil é preciso levar adiante seus ideais: as reformas pelas quais ele tanto lutou, o pacto federativo, saúde mais 10, o Pacto pela Vida, uma educação de qualidade com escolas em tempo integral, passe livre, um desenvolvimento com sustentabilidade, entre outras.

Penso, Aécio, que hoje é um dia muito importante na sua caminhada, aqui no Nordeste, em Pernambuco, estado que sempre foi palco de lutas libertárias, que tem um povo generoso, com força e coragem. Estado que tem a cara de Eduardo e Arraes. Daqui você vai levar a garra e a energia desse povo, que serão fundamentais e essenciais para construção de um novo Brasil. Um Brasil que se respeite, reconheça suas diferenças, que saiba combater as desigualdades, criando oportunidades para todos. Só assim seremos capazes de construir uma nação justa, soberana, livre, fraterna e equilibrada, como Eduardo tanto sonhou.

Somos nordestinos, pernambucanos, e queremos juntos, construir a nação brasileira!

Siga em frente, Aécio! Boa sorte! Que Deus nos proteja! Obrigada."

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Aécio busca Marina e homenageia Campos


Otimismo de Aécio: o candidato à Presidência pelo PSDB acena logo depois de votar, ontem, em Belo Horizonte; agora sua prioridade é buscar o apoio de Marina Silva para o segundo turno





O senador e candidato presidencial pelo PSDB, Aécio Neves, confirmou a virada sobre Marina Silva (PSB), que as pesquisas já vinham apontando, e disputará com a presidente Dilma Rousseff (PT) o segundo turno das eleições. Ele surpreendeu na votação ontem e ficou apenas oito pontos percentuais atrás de Dilma.

Aécio teve uma vantagem de 4 milhões de votos sobre a presidente Dilma em São Paulo, no maior colégio eleitoral do país.

O tucano terá como tarefa imediata tentar atrair o apoio de Marina Silva, o que tornaria mais fácil a migração de eleitores marinistas para ele no segundo turno. O PT também brigará por uma costura eleitoral com Marina.

Ontem à noite, ao comentar os resultados da eleição, ele lembrou Eduardo Campos, candidato do PSB morto no início da campanha num acidente aéreo. Foi uma reverência a um amigo, mas também um claro aceno para cativar Marina e alas do partido ligadas ao antigo líder.

"Quero aqui, desde já, deixar uma palavra de homenagem muito pessoal a um amigo, a um homem público honrado, digno, que foi abatido por uma tragédia no meio dessa campanha: o governador Eduardo Campos. A ele, aos seus ideais e aos seus sonhos também, a minha reverência. Nós saberemos juntos transformá-los em realidade", disse Aécio.

"É hora de unirmos as forças. A minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político ou de um conjunto de alianças", afirmou, em entrevista coletiva no comitê da campanha tucana em Belo Horizonte.

Um interlocutor de Aécio disse ao Valor, no sábado, já ter tido duas conversas por telefone na semana passada com um dos políticos próximos a Marina. "Foi o começo de um ensaio de diálogo."

O grupo de Aécio dá um senso de urgência a essa aproximação. O ideal, segundo duas pessoas do círculo de Aécio, é que a abordagem seja rápida e que no máximo até o fim da semana a união entre os candidatos esteja sacramentada. O segundo turno está marcados para o dia 26.

Aécio disse ontem que não havia tido ainda nenhum contato com o campo de Marina e afirmou ter "enorme respeito pessoal" por ela.

O tucano, no entanto, fez um convite: "Nosso projeto é um projeto generoso. Não é o projeto de um partido é um projeto da sociedade brasileira e todos aqueles que quiserem se somar a ele e tiverem contribuições a dar a essas mudanças serão muito bem vindos".

Ex-integrante do PT por mais de 20 anos e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina será também cortejada pelos petistas - se não para aderir a Dilma, ao menos para se manter neutra, como fez em 2010. O presidente do PSB, Roberto Amaral, é próximo de Lula. Lideranças petistas afirmam que uma fatia importante dos eleitores de Marina tende a apoiar mais facilmente a candidata do PT.

No caso do PSDB, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é visto pelo grupo de Marina como a pessoa com quem ela fará a ponte para um início de conversa com Aécio Neves.

Na corte de Aécio a Marina, além do ex-presidente, outra pessoa terá importância: a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos. "Sem dúvida ela será uma conselheira importante. Marina ouve a Renata e tem uma ligação pessoal e política muito sólida", disse o interlocutor da candidata ouvido pela reportagem

Aécio disse que não tinha ainda nenhuma conversa agendada com ela e que é "muito cauteloso com relação a essas questões".

No lado dos tucanos, a avaliação é que, além de FHC, outros nomes serão importantes na tentativa de costura com Marina. Entre eles, estão Márcio França (PSB), que se elegeu vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB); o candidato a vice de Marina, Beto Albuquerque (PSB), o presidente do PPS, Roberto Freire.

Mas a conversa com a Marina terá de ser com o Aécio, acrescenta um parlamentar tucano, dizendo que essa não é uma discussão que possa ser "terceirizada".

Marina chegou a ter 34% das intenções de voto, encostando em Dilma, que tinha 35%, na pesquisa do Datafolha feita entre 1 e 3 de setembro. Aécio apareceu com 14%. Para recuperar o segundo lugar nas pesquisas, a campanha tucana começou a criticar Marina, dizendo que ela não tinha experiência de gestão, que suas opiniões oscilavam em função de conveniências e que não era, de fato, oposição ao governo atual, já que esteve por mais de 20 anos no PT.

Aécio procurou, no entanto, misturar as críticas palavras positivas e de respeito sobre a adversária.

No sábado, o interlocutor de Aécio disse à reportagem que, na semana passada, teve duas conversas longas com uma pessoa da confiança de Marina e que os contatos serviram de "sinalização", de "abertura das conversas" sobre um apoio de Marina a Aécio - ou de Aécio a Marina.

As últimas pesquisas mostraram uma ascensão de Aécio proporcional à contínua queda de Marina. O tucano recuperou votos em Minas, sua base eleitoral e Estado que ele governou entre 2003 e 2010. Mas, ainda assim, teve menos votos do que Dilma entre os mineiros.

Sua campanha na TV foi marcada por exemplos de políticas bem sucedidas que ele adotou quando governador e que ganhariam escala caso fosse eleito presidente.

Mas Aécio terá dificuldades de continuar a exibir Minas como sua vitrine no segundo turno. Não apenas ele teve menos votos do que Dilma no Estado, como o candidato a governador apoiado por ele, o tucano Pimenta da Veiga, foi batido no primeiro turno por Fernando Pimentel, do PT, depois de três gestões seguidas do PSDB.

Aécio disse ontem que a oposição a Dilma já foi vitoriosa porque teve a maioria dos votos no primeiro turno. "Eu me sinto extremamente honrado em ser o representante desse sentimento."

Ele prometeu intensificar as ações de campanha já a partir de amanhã. O tucano estará em São Paulo hoje para definir com coordenadores da campanha suas próximas viagens pelo país.

Ainda sobre as futuras conversas entre tucanos e marinistas, os dois lados usam o mesmo termo quando se referem à forma a conversa entre Marina e Aécio terá de se dar: em bases programáticas. Quem convive com Marina acredita que ela começará a conversa com base nos compromissos que a candidatura de Aécio assumirá e no interesse dele em absorver algumas bandeiras que ela considere mais importantes.

É a mesma postura que ela teve em 2010, quando ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais, atrás de José Serra (PSDB) e Dilma. Naquele ano, ela acabou não apoiando nenhum dos dois no segundo turno.

Para o parlamentar tucano, a "discussão programática" não será dificuldade. Ele lembra que conselheiros econômicos de Marina, Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Resende, defendem posições muito semelhantes à da campanha do PSDB.

Uma das poucas diferenças que apareceram na campanha diz respeito ao Banco Central. Marina passou a defender que é necessário que instituição seja independente do Poder Executivo. Aécio, não.

Nas políticas sociais, ainda conforme o parlamentar tucano, não há diferenças entre os dois lados. As únicas arestas seriam quanto à questão ambiental e ao agronegócio, temas em que Marina já defendeu posições mais restritivas e críticas do que Aécio.

Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte

domingo, 17 de agosto de 2014

"Não desistiremos do Brasil"


17.ago.2014 - Os filhos mais velhos de Eduardo Campos, João, Pedro e Maria Eduarda, chegam ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, com o caixão que leva o corpo do pai - Fernando Bizerra Jr./Efe

A ex-senadora Marina Silva e a família de Eduardo Campos velam o corpo do ex-governador de Pernambuco - Beto Macário/UOL




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O fator Marina




Relação Forte?





quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sob choque, Marina aguarda PSB para definir rumos de candidatura

Marina fala em nome da coligação sobre a morte de Campos: “Nesses 10 meses, aprendi a respeitar, admirar e a compartilhar suas atitudes e ideais de vida”
Eduardo Campos e Marina Silva se despediram terça-feira à noite, no Rio de Janeiro, depois de gravarem um bate-papo transmitido pela internet. Antes disso, o candidato à Presidência pela Coligação Unidos pelo Brasil tinha participado de uma entrevista ao Jornal Nacional e na GloboNews, e Marina o acompanhara. Ela saiu antes da emissora, iniciou o bate-papo e Campos, surpreendentemente, conseguiu alcançá-la no final. Eles se despediram ali, naquela casa do Rio. "A imagem que quero guardar dele é da nossa despedida. Cheio de alegria, sonhos e compromisso", disse Marina à tarde, em pronunciamento emocionado em Santos, horas depois da tragédia.

"Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitar, admirar e a compartilhar suas atitudes e ideais de vida. Começamos a formar juntos a esperança de um mundo melhor e mais justo", disse, emocionada e rodeada por políticos da Coligação.

"A postura de todos nós é de luto agora", diz um assessor próximo a ela. "É um impacto monumental. Um momento de sofrimento e de apoio à família. Marina está recolhida. Estamos todos recolhidos."

Marina Silva pegou o voo da TAM às 9h30, no aeroporto Santos Dumont, rumo a São Paulo. Chegou a Guarulhos e foi para seu apartamento. O avião de Eduardo Campos decolou do Santos Dumont com destino ao aeroporto do Guarujá. O voo de sua mulher, Renata, com o caçula de sete meses, Miguel, seguiu para o Recife.

Marina passou o dia tentando digerir o absurdo do acidente. "Não discutimos nada de campanha, de consequência. Ficamos na perplexidade do fato", contou outro assessor. "A relação com Eduardo estava intensa, era um momento muito rico. Estamos prestes a lançar o programa. Ele estava muito animado, no maior pique."

A notícia do desastre veio aos poucos, em névoa. Marina estava reunida com assessores para trabalhar nas gravações para o horário eleitoral que começa no dia 19. Primeiro ouviram falar da queda de um helicóptero. Depois, o deputado Walter Feldman (PSB-SP) telefonou avisando que não havia contato do avião de Campos no sistema de controle. "Começamos a ficar muito preocupados", conta um membro da equipe.

A informação que alguém havia conseguido falar com o assessor de Eduardo Campos, Rodrigo Molina, trouxe um alívio momentâneo. Deixaram de pensar no pior, porque Molina estava sempre com Campos. Mas não ontem, quando seguira para o Recife. "A notícia chegou por diversas fontes", lembra um assessor. Foi Carlos Siqueira, coordenador da campanha de Eduardo Campos à presidência, quem recebeu a confirmação do acidente e das sete mortes pelo Comando da Aeronáutica.

Nenhuma pessoa próxima à Marina se arriscava a prever a reação da ex-senadora, passado o choque. "Marina tem um sentido de missão em relação a tudo isso. Para quem tem este sentimento, um evento como este é avassalador. Ela havia assumido a posição de vice, comprou a candidatura de Campos, estabeleceu uma relação de confiança, estava acreditando nele como um líder e aí acontece uma coisa dessas", diz um amigo.

Pela lei, o PSB tem 10 dias para decidir o futuro; pela prática, menos, já que o horário eleitoral começa na terça. "O ótimo e o óbvio nem sempre são o que acontece em política", analisa um político próximo ao grupo. Ela teve 20 milhões de votos na eleição passada, mas este legado pode ter outra interpretação para parte do PSB que é ligada ao ex-presidente Lula e também para o grupo que flerta com o PSDB. "Há uma hostilidade enorme a ela no PSB, não é líquido e certo que seja ela a candidata. O PSB é um partido com um chefe. Os que nunca apitaram vão começar a falar. É preciso aguardar."

Secretário-geral do PSB fluminense e um dos articuladores da campanha de Campos no Rio, Rubens Bomtempo defendeu que o partido mantenha uma candidatura à Presidência, mas reconheceu que o processo depende de diálogos internos na cúpula do partido e com o grupo de Marina. "Não dá nem para pensar agora. A gente tem que conversar internamente, conversar com Marina".


Por Daniela Chiaretti, Guilherme Serodio e Renata Batista


Inimigos? nenhum, só o PT, igual que Marina



'Eduardo não tinha inimigos', diz Fernando Haddad


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), prestou homenagem ao ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, durante inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III, em Campo Limpo, na zona sul da capital, nesta quinta-feira, 14. Antes de discursar, o prefeito pediu um minuto de silêncio pela morte de Campos, a quem chama de "amigo pessoal", vítima de um acidente aéreo.



"Não há como não se sensibilizar com o ocorrido. Um amigo que se foi e vai deixar saudade", afirmou Haddad. Sobre o ex-governador de Pernambuco, o prefeito afirmou ser "um dos maiores talentos dessa nova geração de políticos". "Eduardo não tinha inimigos, tinha, eventualmente, adversários: inimigo jamais. Todos respeitavam seu trabalho, conduta, seriedade e seu amor por Pernambuco e pelo Brasil. Uma perda irreparável", lamentou.



Haddad disse, ainda, que pretende estar presente no velório de Eduardo Campos em Pernambuco. O corpo vai ser velado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, e enterrado no Cemitério de Santo Amaro, ao lado do avô, Miguel Arraes. O prefeito também destacou a relação de Campos com a família, classificada por ele como "tradicional" e "bonita". "Eles impressionam pelo nível de união e respeito mútuo", afirmou.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O Brasil perde uma das maiores lideranças da nova geração de políticos do Brasil contemporâneo

Marina Silva


"Quero pedir a Deus que sustente a Renata, ao Zé, ao João, a Duda, o Pedro, o pequenino Miguel e a todos os familiares dos companheiros de Eduardo Campos. Esta é, sem sombra de dúvida, uma tragédia. Uma tragédia que impõe luto e muita tristeza. Eu sei que os brasileiros estão compartilhando com cada um de nós e principalmente com sua família, com seus amigos e conosco.
Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. Foram 10 meses de intensa convivência e, como eu disse, começamos a fiar juntos principalmente a esperança de um mundo melhor, de um mundo mais justo.Eduardo estava empenhado com esses ideais até os seus últimos segundos de sua vida e a imagem que eu quero guardar dele foi a da nossa despedida de ontem – cheio de alegria, cheio de sonhos, cheio de compromissos.
É com esse espírito que eu peço a Deus que possa sustentar sua família, consolar sua família e também a todos nós."








Pronunciamento
Coligação Unidos pelo Brasil

"Não vamos desistir do Brasil." A frase, dita por Eduardo Campos na véspera do acidente que o vitimou, expressa o testemunho e o desejo de um brasileiro que pautou sua vida pelo anseio de ver a nação unida em torno de um projeto que contemple a melhoria de vida de todos os seus cidadãos. Embalava, no presente, o mesmo sonho que alimentou a trajetória de seu avô Miguel Arraes ou, como ele mesmo dizia carinhosamente, do Dr. Arraes.

Interrompeu-se hoje o caminho de um homem que acreditava na renovação da política pela força do povo brasileiro em escrever o seu destino. Morre Eduardo Henrique Accioly Campos, mas fica o seu legado de luta pelos ideais de um Brasil mais democrático, próspero, solidário, sustentável e justo socialmente.

A Coligação Unidos pelo Brasil acredita que a perda de Eduardo encerrou sua vida, mas não seus ideais. Fica a semente da esperança que move diariamente os brasileiros criativos e empreendedores, capazes de transformar em virtuoso seu duro cotidiano.

A Coligação Unidos pelo Brasil se solidariza com a dor irreparável das famílias de Eduardo Campos e de seus companheiros Pedro Valadares, Carlos Percol, Alexandre Severo Gomes da Silva, Marcelo Lyra, Geraldo da Cunha e Marcos Martins. O momento é de luto e impõe o necessário recolhimento.



Santos, 13 de agosto de 2014.

COLIGAÇÃO UNIDOS PELO BRASIL
PSB, REDE SUSTENTABILIDADE, PPS, PPL, PHS, PRP, PSL
Depoimento de Marina Silva

"Quero pedir a Deus que sustente a Renata, ao Zé, ao João, a Duda, o Pedro, o pequenino Miguel e a todos os familiares dos companheiros de Eduardo Campos. Esta é, sem sombra de dúvida, uma tragédia. Uma tragédia que impõe luto e muita tristeza. Eu sei que os brasileiros estão compartilhando com cada um de nós e principalmente com sua família, com seus amigos e conosco.

Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. Foram 10 meses de intensa convivência e, como eu disse, começamos a fiar juntos principalmente a esperança de um mundo melhor, de um mundo mais justo.

Eduardo estava empenhado com esses ideais até os seus últimos segundos de sua vida e a imagem que eu quero guardar dele foi a da nossa despedida de ontem – cheio de alegria, cheio de sonhos, cheio de compromissos.

É com esse espírito que eu peço a Deus que possa sustentar sua família, consolar sua família e também a todos nós."



Marina Silva
Nota PSB

No dia em que são passados nove anos do falecimento de Miguel Arraes, o Partido Socialista Brasileiro cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento, nesta data, vítima de acidente aéreo, do seu presidente, ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nosso candidato à Presidência da República.

Aos 49 anos recém completados, Eduardo Campos vivia o auge de sua brilhante carreira política: deputado estadual, secretário de Estado de Pernambuco, deputado federal, ministro de Estado, governador de Pernambuco reeleito por consagradora maioria, oferecia sua experiência e juventude ao serviço do País.

Candidato à Presidência da República, apresentou-se ao debate de nossas questões fundamentais, coerente com os princípios que sempre nortearem sua vida, e o primeiro deles era a busca por justiça social, razão de existência do Partido Socialista Brasileiro.

Perdemos Eduardo Campos quando mais o Brasil precisava de seu patriotismo, seu desprendimento, seu destemor e sua competência.

Não é só Pernambuco e sua gente que perdem seu líder; não é só o PSB que perde seu líder. É o Brasil que perde um jovem e promissor estadista.

Estamos todos de luto.


Brasília, 13 de agosto de 2014.


Roberto Amaral
Primeiro vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro




Nota Rede Sustentabilidade
Rede está em luto por Eduardo Campos e equipe

Neste momento de dor e perplexidade, a Rede Sustentabilidade manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Eduardo Campos e pelos companheiros de equipe Pedro Valadares Neto, Marcelo Lira, Alexandre Gomes da Silva, Carlos Percol e dos pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins em um acidente aéreo na manhã desta quarta-feira.

A REDE se solidariza com seus familiares, amigos e assessores e convida a todos a manter Eduardo Campos e sua equipe em seus pensamentos.



Rede Sustentabilidade
Nota Oficial PPS

A morte de Eduardo Campos é uma tragédia que se abateu sobre o Brasil e abalou os brasileiros. A vitalidade da juventude de Eduardo, com ideias modernas sobre a gestão do país, quedou-se sob o peso de um desastre aéreo em Santos.

O PPS apostou na qualidade política de Eduardo Campos neste momento em que o país busca alternativas para seu futuro e um novo projeto nacional de desenvolvimento. Embora jovem, o candidato já havia provado sua competência tanto no Parlamento quanto à frente do governo do Estado de Pernambuco.

Nascido em uma família de tradição socialista, Eduardo Campos começou na política já na Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. Foi deputado estadual, deputado federal e ministro da Ciência e Tecnologia antes de se eleger governador.

Do Palácio do Campo das Princesas, Eduardo Campos saiu aclamado pelo apoio popular. Sua administração foi aprovada por 90% da população pernambucana, uma marca histórica no Brasil. Conseguiu este feito atacando os principais problemas enfrentados pela sociedade, investindo na saúde e na educação e garantindo desenvolvimento ao Estado.

Para o PPS, assim como para o Brasil, a perda de Eduardo Campos tem o peso de uma grande tragédia. Atinge a vitalidade da promessa de renovação que ele significava para um país que clama por mudanças.

Em meu nome e em nome do partido, manifestamos solidariedade à família de Eduardo e lamentamos profundamente sua morte, com a convicção de que suas qualidades de homem público decente, visionário e cheio de ideias novas farão muita falta ao país.



Roberto Freire
Presidente Nacional do PPS
Nota Oficial PHS

O PHS lamenta a tragédia e morte do candidato Eduardo Campos, do PSB, e das pessoas que estavam na aeronave que caiu nesta quarta-feira (13), em Santos (SP).

Campos foi o candidato escolhido pelo PHS para caminhar junto na disputa eleitoral para a presidência da República, que ocorre em outubro de 2014. Após diálogo nos últimos meses, a Comissão Executiva Nacional do PHS entendeu que o pernambucano seria o melhor nome para presidir o Brasil nos próximos quatro anos.

Hoje, o PHS está em luto e os solidaristas de todo o Brasil se juntam aos familiares de Campos e das outras vítimas nesse momento de grande tristeza.

"Estamos todos chocados com essa triste notícia e enviamos nossos pêsames a todas as famílias das vítimas", lamenta o presidente Nacional do PHS, Eduardo Machado.



"Nos últimos dias, tivemos contato direto com Campos por conta das eleições e acompanhamos seu trabalho sério e comprometido. O Brasil perde um jovem e promissor político", finaliza Eduardo Machado.
Nota Oficial PRP

Foi com grande pesar que recebemos a trágica notícia sobre a morte do presidente Nacional do PSB e candidato a Presidência da República, Eduardo Campos. Ele e outras seis pessoas estavam a bordo do jato que caiu na manhã desta quarta-feira, em Santos, no litoral de São Paulo. Também lamentamos a morte das outras seis pessoas que o acompanhavam.

Eduardo Campos era um homem íntegro, humano e que lutou por grandes causas do nosso País. Esta morte é, sem dúvida, uma grande perda para o Brasil, especialmente neste importante momento democrático, onde ele era opção de mudança, a opção de renovação na política brasileira.

Eduardo Campos foi um político exemplar, e deixará em nossas lembranças e na nossa história seu legado.

Neste momento doloroso, venho externar meus sentimentos e me solidarizar com as famílias das vítimas.



Ovasco Resende
Presidente Nacional do PRP

sábado, 19 de julho de 2014

De volta ao Nordeste, Campos retoma críticas a Dilma


SÃO PAULO - Depois de se mudar para São Paulo, de onde centralizará a sua campanha para o Planalto pelo PSB, o ex-governador Eduardo Campos (PE) voltou ao Nordeste neste sábado (19) para fazer campanha em Alagoas e Pernambuco e retomar as críticas ao governo da presidente Dilma.

Campos disse em Maceió que o governo federal não cumpriu os compromissos assumidos com o Nordeste. Segundo ele, a região acreditou no governo, mas não teve o respeito merecido."O Nordeste real sente a falta de um governo em que acreditou", disse o candidato do PSB, ex-aliado de Dilma.

Ele listou obras federais prometidas e não realizadas, como as do canal do sertão, que, segundo Campos, não produziu até hoje "um palmo de agricultura irrigada". Ele citou ainda a melhoria das estradas alagoanas e pernambucanas para incrementar o turismo na região.

O presidenciável do PSB disse esperar que o Nordeste se una em torno de sua candidatura. "Tenho certeza que, como nordestino, o Nordeste vai se unir para nos levar ao segundo turno, para fazer a mudança que o Brasil reclama nesse momento", disse.

Segundo o Datafolha, Campos está em terceiro lugar na corrida presidencial, com 8% das intenções de voto. Ele aparece atrás do senador Aécio Neves (PSDB), segundo colocado com 20%, e da presidente Dilma Rousseff (PT), que lidera a disputa com 36%.

(FolhaPress)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Marina reforça campanha sem Campos

Com um broche do Rede Sustentabilidade grudado no lado direito do peito, a ex-senadora Marina Silva (PSB) distribuiu na tarde de ontem acenos, sorrisos e abraços e parou dezenas de vezes para tirar fotos no centro de Santo André, na região metropolitana de São Paulo. "Oi, tudo bem? Ajuda a gente", dizia Marina, a cada aperto de mão. "Desta vez a senhora consegue", respondiam curiosos. Câmeras e microfones registravam cada passo de Marina que, em uma hora de caminhada em uma rua de comércio popular, foi tratada como candidata. O nome de Eduardo Campos, postulante à Presidência do PSB, passou ao largo do evento de campanha da vice na chapa.

"Voto na Marina porque ela é batalhadora. Este ano ela vai conseguir", disse a vendedora Andréia Leme, de 40 anos. A vendedora não sabia que Marina é, na verdade, vice. Informada que o candidato é Eduardo Campos, respondeu: "Ih, eu não conheço. Mas se está com Marina é gente boa", disse. A vendedora Isabela da Silva Alves, de 18 anos, também declarou voto na ex-senadora. "Vou votar na moreninha. Ela é do PV, né", disse, confundido com a eleição de 2010, quando Marina disputou a Presidência pelo PV e ficou em terceiro lugar.

Sem a presença de Campos, Marina circulou à vontade pelo comércio, acompanhada por um pequeno séquito e por cabos eleitorais de um vereador, candidato a deputado, que erguiam placas com o nome do parlamentar a cada foto. Em raríssimas vezes Marina citou "Eduardo" ou o fato de ser vice na chapa. Apenas no fim da caminhada colou um adesivo na blusa, com "É 40", ao lado do broche do Rede. No mesmo dia, o candidato à Presidência do PSB não teve agenda de campanha pública.

Segundo um dos principais articuladores do Rede Sustentabilidade, Pedro Ivo Batista, Marina fará mais campanha sem Campos do que ao lado do candidato. "Eles vão fazer duas ou três agendas conjuntas por semana. Vão se dedicar a fazer cinco agendas semanais sozinhos. Vai ser assim pelo menos até agosto. Depois a gente reavalia", disse Pedro Ivo, que acompanhou a caminhada.

Eleitores fizeram confusão sobre qual nome estará nas urnas nas eleições. Trabalhadora em uma entidade de filantropia, Luciene Lourenço, de 47 anos, abordou a ex-senadora para dizer que sua filha votará nela nesta eleição. "Na eleição passada eu votei no PT, mas este ano não votarei não. Perdi a confiança", disse, sinalizando que também pretendia votar em Marina. Em seguida, lembrou que a ex-senadora é vice. "Mas qual é o nome mesmo do candidato? Não sei", disse. O vendedor Rogério Canamaschi, de 42 anos, parou Marina na rua para declarar apoio. "Esse Campos eu não conheço. Acho que a Marina deveria ser candidata, né? É engraçado ele ser o candidato, porque não é conhecido".

Marina não mostrou preocupação com o fato de ser confundida como a candidata. "Na hora em que tiver oportunidade, no programa eleitoral, com a cobertura [da imprensa], as pessoas vão perceber. Muita gente diz que vai votar nos dois. É um problema só de chegar informação para as pessoas", disse a jornalistas.

A ex-senadora minimizou as divergências entre seu grupo, o Rede Sustentabilidade, e o comando do PSB. Em 14 Estados houve acordo em torno dos candidatos, porém em 13 Estados há divergências e os dois grupos seguem separados. São Paulo é um exemplo da divergência: Marina queria candidatura própria e um nome do Rede ao Senado, mas o PSB paulista, com respaldo de Campos, aliou-se à candidatura de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Marina disse que manterá a autonomia onde não há acordo e afirmou que se votasse em São Paulo escolheria o senador Eduardo Suplicy (PT) na disputa pelo Senado, em detrimento ao candidato da chapa de Alckmin, José Serra (PSDB).

Por Cristiane Agostine | De Santo André (SP) Valor.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Dilma lidera com 36%, mas empata com Aécio no 2º turno, diz Datafolha


Com 36% das intenções de voto na simulação de primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, mantém a liderança da disputa pelo Palácio do Planalto. Mas, pela primeira vez, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece tecnicamente empatado com ela no teste de segundo turno.

Segundo o Datafolha, se o turno final da disputa fosse hoje, Dilma teria 44% dos votos, Aécio alcançaria 40%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos, eles estão na situação limite de empate técnico.

Num eventual disputa de segundo turno contra o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), o resultado seria 45% para Dilma contra 38% para Campos. É também a menor diferença entre os dois na série de nove pesquisas do Datafolha com este cenário desde agosto de 2013.

Em relação à pesquisa anterior, feita no começo do mês, o quadro do primeiro turno apresenta pouca diferença. Em 15 dias, Dilma oscilou de 38% para 36%. Aécio manteve os 20%. Campos oscilou de 9% para 8%.

Juntos, todos os rivais de Dilma também somam 36%. Considerando a margem de erro, portanto, não é possível dizer se haveria ou não segundo turno se a disputa fosse hoje.

A oscilação negativa de Dilma no primeiro turno e a aproximação de seus rivais em simulações de segundo turno são coerentes com o aumento do percentual de eleitores que julgam o atual governo como ruim ou péssimo.

Conforme a pesquisa, 29% desaprovam a gestão Dilma. Este é, numericamente, o maior percentual de ruim e péssimo para a petista desde o início de sua gestão, em 2011.

Já o total de eleitores que classificam a administração como boa ou ótima são 32% agora, praticamente a mesma taxa apurada no fim de junho de 2013, imediatamente após a grande onda de protestos pelo país. Naquela ocasião, a taxa de aprovação à gestão petista despencou de 57% para 30%.

Em relação à pesquisa anterior, a taxa de rejeição a Dilma subiu de 32% para 35%. O segundo mais rejeitado é o candidato Pastor Everaldo (PSC), que tem 3% das intenções de voto, mas 18% de rejeição. Os que rejeitam Aécio oscilaram de 16% para 17%. Campos mantém os 12% da pesquisa anterior.

O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios na terça (15) e nesta quarta-feira (16). O levantamento foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo.

domingo, 8 de junho de 2014

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Aliança com Alckmin é 'equívoco', avalia Marina Silva


SÃO PAULO - Em nota divulgada neste sábado, Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos, do PSB, criticou a decisão do partido de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

"Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual", disse ela.

Na véspera, o diretório do PSB paulista aprovou por unanimidade o apoio ao PSDB no Estado.

A ex-senadora afirma esperar que o PSB paulista reverta a decisão. Mas deixa claro que, do contrário, a Rede "seguirá caminho próprio e independente" no Estado.

"Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB."

Caciques

Marina sempre foi contra o apoio a Alckmin sob o argumento de que ele contradiz o discurso nacional da sigla, que prega a "nova política" em detrimento das alianças com " caciques".

Mas, nas últimas semanas, o PSB voltou a pressionar pela aproximação com o governador. O partido defende o nome de Márcio França como o candidato a vice-governador na chapa de Alckmin ou como candidato ao Senado. Gilberto Kassab, do PSD, também é cotado para a vice.

Campos aparece em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

(Folhapress)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Campos e Marina discutem aliança com Alckmin

Eduardo Campos e Marina Silva se reunirão nesta quinta-feira (5) na capital paulista. O presidenciável do PSB e sua companheira de chapa tentarão superar suas divergências em relação aos rumos da campanha em São Paulo. O PSB de Campos insiste em integrar-se à coligação do governador tucano Geraldo Alckmin, que disputa a reeleição. Marina e sua Rede preferem o lançamento de um candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes.

Na expectativa de que o impasse seja dissolvido, o comando do PSB paulista convocou para esta sexta-feira (6) um encontro do diretório estadual. Nele, planeja-se aprovar um indicativo de apoio ao governador tucano. A grossa maioria da legenda trabalha com a expectativa de acomodar na vice de Alckmin o deputado federal Márcio França, que preside o PSB em São Paulo.

Em público, Eduardo Campos insinuou que não cogita intervir no diretório paulista do PSB. Em privado, ele sinalizou aos correligionários que dirá a Marina que se considera de mãos atadas. Havia concordado com a tese da candidatura própria. O PSB indicara Márcio França. Mas a Rede torceu o nariz. Como não planeja uma intervenção, sugerirá que PSB e Rede caminhem separadamente em São Paulo.

Prevalencendo esse encaminhamento, o PSB, que já integra a atual gestão de Alckmin, ficaria à vontade para negociar sua incorporação ao projeto reeleitoral, dessa vez na condição de vice. E a Rede, embora esteja hospedada no PSB, apoiaria outro candidato, possivelmente Gilberto Natalini, do PV.

A hesitação do PSB levou Alckmin a abrir negociação com Gilberto Kassab, do PSD, que também deseja ser seu vice. Mas o governador disse a correligionários que prefere ter como número dois de sua chapa um representante do partido de Eduardo Campos.

Precavido, Alckmin decidiu usar todo o tempo que o calendário da lei eleitoral lhe oferece. Marcou a convenção em que o PSDB formalizará sua recandidatura para 28 de junho, dois dias antes do encerramento do prazo legal. Até lá, espera que o PSB já tenha superado o drama existencial em que mergulhou depois que Marina se associou a Campos.

Josias de Souza

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Para Marina, propaganda do PT sobre medo é um 'desserviço' ao país




BRASÍLIA - Pré-candidata à vice-presidência na chapa PSB-Rede, a ex-senadora Marina Silva classificou as recentes propagandas do PT como um “desserviço” ao país.

Nesta semana, o partido levou às emissoras de televisão vídeos com a mensagem de que é preciso temer uma volta ao passado, com a perda de avanços conquistados nos últimos anos e um possível retrocesso nas investigações de casos de corrupção.

“As pessoas vivem com insatisfação devido aos vários escândalos de corrupção. Acho um desserviço querer trazer algo ainda mais negativo que é o medo”, afirmou Marina nesta sexta-feira (16), durante encontro com representantes da juventude da Rede em Brasília.

Marina comparou o discurso do medo do PT à campanha do PSDB de 2002 feita contra o ex-presidente Lula.

“Quando as pessoas tentaram fazer com que a sociedade tivesse medo do Lula, o PT fez a campanha da esperança vencer o medo.”

Para Marina, as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos não podem ser “fulanizadas”, e sim entendidas como conquistas do povo brasileiro, que devem ser preservadas.

(Folhapress)

domingo, 4 de maio de 2014

‘Temos bases política e social distintas’, diz Eduardo Campos sobre Aécio Neves

Pré-candidato do PSB à presidência da República participou de seminário sobre educação na manhã deste domingo no Rio


-Candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos tira foto durante reunião dos
jovens do partido Patria Livre, na Ilha do Fundão, no Rio.
 Domingos Peixoto / Agência O Globo-


RIO - O pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), fez questão de apontar as diferenças entre seu projeto político para o país e de seu adversário na corrida eleitoral, o tucano Aécio Neves. Há dois dias, o pré-candidado do PSDB havia dito que os dois estarão juntos em 2015.

— Temos projetos que são distintos, bases política e social distintas. Isso não impede que nós tenhamos a capacidade de ver o que nos une do ponto de vista dos interesses do país. Mas estamos oferecendo caminhos que não são a mesma coisa. Temos compromisso com valor democrático, mas temos diferenças. Tanto que somos de partidos políticos diferentes. A última vez em que estivemos juntos, num mesmo palanque nacionalmente, foi ainda na eleição do colégio eleitoral, após as Diretas Já — disse Campos, após participar de seminário sobre a educação que reuniu a juventude do Partido da Pátria Livre, na manhã deste domingo, no Rio.

Entre as diferenças, o candidato apontou, quando questionado por jornalistas, questões como os direitos do trabalhador e a redução da maioridade penal:

— Assumi um compromisso que não se vai fazer mudança no país tirando direito dos trabalhadores. Hoje, o Ministro Mantega fala nisso e o candidato Aécio também já se posicionou em relação a isso. A questão da maioridade penal é outro exemplo. Eu já deixei muito claro que a questão da segurança é muito mais séria que isso. A maioridade penal é uma cláusula pétrea da constituição. O supremo já se posicionou sobre isso, não tem como mudar. Quem está falando que vai mudar isso, não conhece a decisão da suprema corte do país — disse ele, aproveitando para alfinetar o candidato do PSDB que afirmou recentemente apoiar, em casos especiais, a redução da maioridade penal.

Questionado sobre a possibilidade de uma aliança entre os dois no segundo turno, Campos preferiu não fazer previsões:

— Eu não vou tratar de segundo turno ainda no primeiro turno, até por respeito a nossa pré-candidatura e aos outros. Dizer que fulano pode estar comigo no segundo turno seria uma agressão aos outros candidatos e pode até parecer arrogante da minha parte.

Durante o evento, o candidato aproveitou ainda para criticar o governo que, segundo ele, faz terrorismo eleitoral ao sugerir que o programa Bolsa Família correria o risco de ser extinto caso a presidente Dilma Roussef não seja reeleita. Os escândalos envolvendo a Petrobras e a situação da companhia, alvos de palavras de ordem proferidas pelos cerca de 150 jovens que participavam do seminário realizado na UFRJ, também foram lembrados pelo candidato.

— Acho completamente equivocada a posição de não ter uma regra para o preço dos combustíveis, que leve em consideração o preço internacional e também o custo de produção no nosso país. Estamos diante de uma commodity. Quando o governo toma essa posição, o que isso gera? Tira a Petrobras do trilho em que estava porque precisava de gente comprometida que pudesse fazer a blindagem da interferência política. Quando se desrespeita o planejamento estratégico da companhia e deixa a companhia submetida a interesses politiqueiros, tira dela a possibilidade de saber qual é a receita dela e está condenando a empresa a viver o que ela está vivendo.


KARINE TAVARES

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Aliança feita


Eduardo Campos elogia Aécio Neves


BRASÍLIA - “Mantivemos sempre uma relação de muito respeito, de respeito mútuo. Pela capacidade que ele mostrou ao gerir o Estado de Minas Gerais e deixar Minas Gerais como deixou, com os mineiros felizes”, disse nesta sexta-feira o pré-candidato a presidente da República Eduardo Campos (PSB) sobre seu adversário Aécio Neves (PSDB). O discuro aproxima ainda mais os dois candidatos da oposição ao governo Dilma.

Campos, governador de Pernambuco, falou sobre a união dos dois oposicionistas durante reunião do Diretório Nacional do PPS, partido que recentemente declarou apoio à sua candidatura. Ele foi questionado sobre a possibilidade de se aliar aos tucanos no segundo turno da eleição pela deputada estadual Luzia Ferreira, do PPS de Minas Gerais, uma pessoa muito próxima do presidenciável do PSDB.

Na resposta, Campos não disse claramente se está trabalhando por uma aliança entre seu partido e o PSDB. “Convivo com Aécio e sou amigo de Aécio há muitos anos. Nós nunca esperávamos viver um ano de 14 como vamos viver. Tivemos um momento muito bonito no processo da redemocratização, quando ele acompanhava o doutor Tancredo [Tancredo Neves, avô de Aécio] e eu acompanhava o doutor Arraes [Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos]”, respondeu o pernambucano.

Eduardo Campos falou ainda sobre a aliança que tem com Aécio há anos na cena política de Minas Gerais. Os partidos fizerem uma aliança, que também teve participação do PT, para eleger em 2008 o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda – hoje está no PSB, mas já foi filiado ao PPS. Disse que Aécio teve “capacidade de reunir forças quando ele teve um gesto com o PSB, e o Fernando Pimentel do PT também teve, de se encontrarem”, disse Campos.
Depois do evento, Campos não quis responder se está trabalhando por um acordo com o PSDB.


Por Fábio Brandt e César Felício | Valor

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Presidente do PT/PMDB acusa de Dinossáurios a ex ministros do Lula e Dilma



Em evento do PT e desconhecendo a história recente do Governo de Lula e Dilma, Rui Falcão, presidente do PT lançou acusações de "NovoVelho" e Dinossáurio ao candidato a Presidente da República, Eduardo Campos e Marina Silva, possível candidata a Vice, na chapa do PSB/REDE.

Parecia presidente de um diretório de um núcleo de estudantes articulando palavras e diatribas sobre a campanha de Campos, que a diferencia do PT, aliado à oligarquia "pemedebista", construí uma aliança democrática e socialista.

Diário do Pará.

Ingratidão e o que sobra no governo.


Quando precisavam do Campos e Miguel Arraes aí eram grandes aliados. veja registros recentes.







  

sábado, 11 de janeiro de 2014

Outra tolice do PT

Para PSB, ataque petista pode levar a afastamento irreconciliável


Nota oficial do PSB divulgada na manhã de ontem classifica de "aterradora burrice" mensagem postada na página do PT no Facebook com críticas ao governador de Pernambuco e pré-candidato do partido a presidente, Eduardo Campos. "Só serve para afastar, amanhã, de forma irreconciliável, dois partidos que desde 1989 caminharam quase sempre coligados", afirma.

O texto é assinado pelo vice-presidente nacional do partido, o ex-ministro Roberto Amaral, um dos defensores, no PSB, de que Eduardo Campos não rompesse com o governo federal. Já a mensagem publicada na página do PT na rede social é apócrifa, chama Campos de "tolo" e traidor da aliança com o PT. "Do ponto de vista político, é de aterradora burrice", disse Amaral.

O ex-ministro da Ciência e Tecnologia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva atribui a responsabilidade pelo texto no site do PT à direção nacional do partido, já que não foi retirado. "A atual direção nacional do PT não se sentiu no dever, ditado pelas boas maneiras, de pedir desculpas", afirma o PSB em nota.

No PSB, Amaral está alinhado com a tese de que o partido deve permanecer no campo político que ajudou o PT a governar, num momento em que a maioria do partido se desloca para a oposição mais dura ao governo da presidente Dilma Rousseff.

"Cuspindo para cima, os dirigentes omissos do PT assumem a ingratidão política, esquecidos de que o PSB apoiou Lula nos seus momentos mais difíceis e nas campanhas eleitorais mais inviáveis", diz a nota. "A agressão atinge a um só tempo o candidato do PSB e seu presidente, bem como toda a militância socialista", o que somente interessaria à "direita", segundo Amaral.

Auxiliares da presidente Dilma Rousseff, entre os quais os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Paulo Bernardo (Comunicações), têm condenado os ataques ao PSB. Pimentel, por exemplo, acha importante a presidente manter as pontes com o partido, até mesmo contando com a possibilidade de a eleição presidencial de outubro passar para o segundo turno.

Apesar das críticas dos ministros, o PT manteve a mensagem na página oficial da sigla no Facebook. No entendimento de petistas mais críticos à aliança com o PSB, o partido quer "surfar" na publicidade obtida com o texto, que deixou o governador de Pernambuco em evidência no início de janeiro. Procurado, o vice-presidente nacional do partido, Alberto Cantalice, responsável pelas redes sociais da legenda, afirmou que não iria comentar a nota de Amaral. A mensagem petista foi postada na rede social na terça-feira. No dia seguinte, Eduardo Campos respondeu, classificando-a como "ataque covarde". (RC, colaborou Raphael Di Cunto)Valor Econômico