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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

INTEGRAÇÃO REGIONAL - FINALMENTE UMA UNIVERSIDADE PARA INTEGRAR AMÉRICA LATINA


No segundo semestre de 2009, começará a funcionar, em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, a Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila).
O projeto arquitetônico do campus é de Oscar Niemeyer e se concretizará em uma área de 40 hectares cedida pela empresa Itaipu Binacional.
“A Unila é a realização de um antigo sonho”, disse o historiador Carlos Roberto dos Santos, membro da comissão de implantação da nova universidade. Além de oferecer formação científica e profissionalizante de qualidade, ela deverá contribuir para integrar os países latino-americanos por meio do desenvolvimento científico e tecnológico regional.
Segundo Santos, o projeto político-pedagógico da Unila é inovador. Os cursos vão se voltar preferencialmente para áreas de interesse comum dos países da América Latina. “Serão marcados pela interdisciplinaridade e visarão à integração”, informou Santos. Entre os cursos a serem ofertados, estão relações internacionais, direito da integração, história da América Latina, gestão das águas, literatura latino-americana e biologia interdisciplinar. A universidade será bilíngue (português-espanhol), e metade dos estudantes e professores será de brasileiros; a outra metade, de latino-americanos.
A Unila deverá estar em pleno funcionamento dentro de 10 anos, com cerca de 10 mil alunos e 500 docentes. A previsão é de que o campus esteja concluído em 20 meses. Até lá, a universidade funcionará provisoriamente no Parque Tecnológico de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Para viabilizar a criação da Unila, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Itaipu Binacional assinaram um termo de cooperação técnica, no qual a primeira figura como entidade tutora.
“Isso significa que, enquanto a nova universidade não for formalizada pelo Congresso Nacional, o Ministério da Educação encaminhará recursos para a UFPR, que então os repassará à Unila”, disse Paulo Yamamoto, pró-reitor de orçamento e finanças da UFPR. O orçamento anual estimado é de R$ 135 milhões. A UFPR está encarregada também de gerir as questões administrativas e acadêmicas até a implantação definitiva da Unila.

BRASIL, SAÚDE - SÍNDROME DE BURNOUT TRATASE DE UMA DOENÇA OCUPACIONAL?


CIÊNCIA HOJE: O LEITOR PERGUNTA.

Burnout é um tipo de estresse ocupacional, de caráter crônico, que atinge profissionais envolvidos com qualquer tipo de cuidado, em uma relação de atenção direta, contínua e altamente emocional. Inicialmente, ocorre um sentimento de exaustão emocional, que é caracterizado pela falta de energia e entusiasmo pelo trabalho.

Em um momento posterior, o profissional começa a se distanciar de sua clientela, colegas e organização, passando a tratá-los de forma impessoal. Por fim, desenvolve sentimentos de insatisfação com o seu desempenho profissional. É importante destacar que os profissionais podem, em algum momento da carreira, ter essa vivência. O que deve ser avaliado é a sua persistência, associada à presença diária e constante desses sintomas ao longo do tempo. A maior incidência dessa síndrome ocorre com professores e profissionais da área de saúde, mas pode acontecer com qualquer profissional voltado para o atendimento ao público.

Várias pesquisas têm sido realizadas, nos últimos anos, com policiais, bombeiros, agentes penitenciários, advogados e também com atletas. O profissional acometido pela síndrome de Burnout apresenta problemas físicos e emocionais, geralmente psicossomáticos, não sendo incomum a manifestação de quadros de ansiedade e depressão. Do ponto de vista organizacional, a doença está altamente associada ao absenteísmo (faltas ao trabalho), rotatividade e má qualidade dos serviços prestados. O tratamento deve ser realizado por médico e psicólogo do trabalho, sem, no entanto, esquecermos que sua prevenção deve partir de uma ação conjunta entre empresa e trabalhador para reduzir os fatores de estresse que levam à doença.

MEIO AMBIENTE - O impacto ecológico das grandes barragens ainda precisa melhorar, segundo ONGs




Assim que elas tomaram conhecimento do projeto de barragem em São Salvador, no estado do Tocantins, dezenas de famílias pobres correram para esse eldorado e se instalaram ao longo do rio Tocantins. Porém, o cerrado, com suas árvores magricelas e atravessado por gado em regime extensivo, não tinha nada a lhes oferecer. Nada além das indenizações que os construtores pagam à população ribeirinha vítima da construção dessas grandes obras. Às vezes mesmo quando esses sem-terra não têm realmente direito a elas.

Mas isso já é passado. Na quinta-feira (5 de fevereiro), o presidente do Brasil deve inaugurar essa obra de 241 megawatts construída por um consórcio brasileiro junto com a GDF Suez. Luiz Inácio Lula da Silva não tem remorsos: o consumo de eletricidade aumenta 5% ao ano e ele privilegia o desenvolvimento econômico. Além disso, São Salvador não está entre os projetos acusados pelos ecologistas de práticas danosas.

"Há um impacto negativo, mas nós trabalhamos para reduzi-lo, em parceria com as municipalidades e as associações. E indo além das leis e regras do país", garante Gil Maranhão, diretor de desenvolvimento da GDF Suez Energy Brazil. A Suez investiu 37 milhões de euros (de um custo de 307 milhões) em um programa ambiental que deve servir de exemplo (redução de gases causadores do efeito estufa emitidos pela represa, realojamento das famílias, proteção da biodiversidade...).

Para os grupos franceses como a EDF, a GDF ou a Alstom, que anunciam seu compromisso a favor do desenvolvimento sustentável, esses "elefantes brancos" são uma aposta para sua imagem, de tão pressionados que eles são por certos governos, por ONGs e pelo Banco Mundial. "As normas internacionais são aplicadas, e o peso da sociedade civil se reforça, mesmo na China e na Índia", se congratula Sébastien Godinot, dos Amis de la Terre."Mas o ponto negativo é que os projetos são cada vez maiores e seu impacto ambiental, cada vez mais pesado".

Os promotores das barragens dedicam a elas uma parte substancial de seus investimentos, variável de acordo com a implantação e as populações. "São mais de 12% em São Salvador", calcula Maranhão, mas pode cair até 6%, como em Jirau (3.300 MW), projeto da Suez no Brasil, ou subir para mais de 20%.

Em 2005, o lançamento pela EDF do projeto Nam Theun 2 (1.070 MW) no Laos, sobre um afluente do Mekong, marcou o retorno do Banco Mundial, após o relatório crítico da Comissão Mundial de Barragens sobre seu impacto negativo. "Sem seu sinal verde, não teríamos ido para lá", afirma o presidente da EDF, Pierre Gadonneix. Piloto do consórcio internacional, a sociedade teve de responder a um rígido caderno de encargos, e gastar mais de 100 milhões de euros (10% do projeto) para proteger as populações frágeis e a biodiversidade da região. "Seriam necessárias três vezes mais, sobretudo para as 80 mil pessoas afetadas rio abaixo", garante Godinot.

Jean-Michel Bezat
Em São Salvador, Tocantins
Tradução: Lana Lim

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

AQUECIMENTO GLOBAL - Aumento do nível do mar pode ser 25% maior que o esperado, diz estudo

Agência EFE.
Washington, 5 fev (EFE).- O aquecimento global pode derreter a calota de gelo na Antártida ocidental e causar inundações no litoral da América do Norte e nas nações do Oceano Índico, segundo um artigo publicado pela revista "Science".

Cientistas da Universidade Estadual do Oregon (EUA) descobriram que se as previsões sobre o derretimento da camada de gelo da Antártida ocidental se confirmarem, o aumento do nível do mar será maior que o esperado.

Segundo pesquisas do grupo liderado pelo geofísico Jerry Mitrovica, pela física Natalya Gómez e pelo geocientista Peter Clark, os oceanos podem subir 25% mais do que o esperado, o que causaria grande impacto em cidades litorâneas como Nova York e Washington.

Até pouco tempo atrás, achava-se que o fim do gelo antártico faria o nível do mar subir cinco metros, disse Mitrovica, diretor do Programa de Evolução de Sistemas da Terra no Instituto Canadense de Pesquisas Avançadas.

Esses cálculos, explicou, foram feitos transformando o volume total da calota de gelo em água e considerando que a água derretida se distribuiria por igual no mundo todo.

No entanto, segundo os pesquisadores, esta é uma estimativa "muito simplista", que não leva em conta outros efeitos fundamentais.Em primeiro lugar, quando uma placa de gelo derrete, perde sua força gravitacional e faz com que a água se afaste.

Sendo assim, quando uma calota de gelo se funde, o volume de água diminui em um raio de dois mil quilômetros e, consequentemente, aumenta progressivamente nas áreas mais afastadas.

"Se a placa de gelo no oeste antártico derreter, o nível do mar perto da Antártida diminuirá, mas aumentará muito mais do que o esperado no Hemisfério Norte, por causa deste efeito gravitacional", explicou o especialista.

O estudo, que será publicado em 6 de fevereiro pela revista "Science", acrescenta que um dos fatores ignorados nas outras simulações é o buraco que ficará no solo rochoso sobre o qual a placa se sustenta.

Os cientistas dizem que primeiro ele se encherá de água. Mas preveem que, depois que o gelo desaparecer, o buraco diminuirá de tamanho, empurrando parte da água em seu interior de volta para o mar, contribuindo para aumento do nível dos oceanos.

Os autores do artigo dizem ainda que, se desaparecer totalmente, a placa de gelo causará uma mudança de aproximadamente no eixo de rotação da Terra.

Esta mudança provocaria um deslocamento na água dos oceanos Atlântico e Pacífico, do sul para o norte, o que afetaria as áreas da América do Norte e do Oceano Índico meridional."O efeito de todos estes processos é que, se a placa de gelo da Antártida ocidental derreter, o aumento no nível do mar em muitas regiões litorâneas será pelo menos 25% maior que o esperado", alertou Mitrovica.

Isto se traduziria em um aumento de seis a sete metros do nível do mar, "uma grande quantidade de água adicional, sobretudo ao redor de áreas urbanas como Washington DC, Nova York e a costa da Califórnia", disse.A comunidade científica ainda está debatendo que quantidade de gelo desapareceria se a placa ocidental derretesse, mas segundo o cientista, aconteça o que acontecer, "o trabalho comprova que o aumento do nível do mar que se produz em muitas zonas litorâneas povoadas seria muito maior" do que o indicado pelas primeiras estimativas.
EFE elv/sc

CHILE - HISTÓRIA DO PEDÓFILO CHILENO SAKARACH, LEIA NÃO PRECISA TRADUÇÃO - ESTÁ PRESO EM PRISÃO PERPÉTUA

O programa da televisão Chilena CONTACTO siguiu os passos do pedófilo chileno que foi condenado a prisão perpétua apelidado de "Sakarach" até conseguir dar um flagrante.

Específicamente Contacto siguió los pasos de uno de ellos, que usaba un seudónimo y que resultó ser uno de los mayores abusadores de niños de nuestro país. Viernes 17 de mayo de 2002: Son las 12 de la noche en Isla Negra, en las cabañas de Don Willy, ubicadas en la parte alta del balneario. Hemos llegado hasta aquí siguiendo a un hombre que viajó desde Santiago manejando una van. Sabemos que venía con dos niños a bordo y tenemos certeza de que no son sus hijos.

El hombre, conocido en Internet como Sakarach es un pedófilo, una persona que siente placer teniendo sexo con menores de edad. Como supimos más tarde, habría violado, a al menos diez niños. Nunca antes lo habíamos visto en una actitud tan sospechosa como ahora: solo, encerrado en esta pequeña cabaña en la playa y con dos niños, con los que pasará todo el fin de semana.

Aunque no se ve ni se escucha nada, los niños están corriendo el riesgo de ser atacados sexualmente. Hemos llamado a Santiago, a la policía y a los abogados expertos en el tema que nos han ayudado en esta investigación. Para evitar que a los niños les ocurra algo, les informamos lo que está pasando y les pedimos que vengan al lugar. Pero, sin una orden judicial la policía no puede intervenir, y a la una de la mañana es imposible encontrar un juez que los autorice.

Además, mientras el hombre no esté cometiendo un delito flagrante hay que atenerse a lo que dice la ley y esperar. No nos queda otra alternativa que hacer guardia en el lugar. Conseguimos arrendar la cabaña que está justo al lado. Ahora sólo nos separa de ellos una delgada pared. Durante toda la noche vigilamos por turnos y tratamos de escuchar sus movimientos. Pero sólo hay oscuridad y silencio.

Sábado 18 de mayo de 2002: A las nueve y media de la mañana escuchamos a través de la pared las primeras voces. Los dos niños con que está Sakarach parecen ser hermanos y suponemos que tienen entre 10 y 13 años. Ellos lo llaman tío y lo tratan de usted. Nos damos cuenta de que están acostados todos juntos en la misma cama. Se ríen, gritan y gimen como si se estuvieran haciendo cosquillas o masajes. De pronto, escuchamos que el hombre les muestra una cámara fotográfica. Entre medio de las risas y los comentarios confusos, se deduce que les está sacando fotos pornográficas.

Mientras tanto, la policía junto al abogado Hernán Fernández van en camino al juzgado de Casablanca, donde el juez accedió a entregarles una orden que los autoriza a investigar. Pero están a 100 kilómetros de distancia y tardarán en llegar. A las diez y media de la mañana, la sesión de fotos se acaba. El hombre manda a los niños a vestirse y él les prepara el desayuno.

Todo parece volver a la normalidad. Pero el supuesto tío tiene planeado quedarse en esta cabaña tres días más en compañía de los niños. Ellos siguen corriendo un grave peligro.
Esta es la historia de una acuciosa investigación periodística que, tras meses de trabajo, culminó con la detención de uno de los peores abusadores sexuales que se hayan conocido en nuestro país y de otros que se conectaban con él. La pedofilia y su nuevo escenario. La pedofilia ha existido desde siempre. Pero antes, los pedófilos eran seres aislados en su desviación.

Hoy, sin embargo, están saliendo de su refugio. Están produciendo material pornográfico con niños, fotos y videos, que luego comparten entre ellos a través de Internet. Están conectándose y formando comunidades, burlando las leyes de sus propios países y refugiándose en los llamados paraísos para los pedófilos...de los cuales uno de ellos es Chile.

Hace ya un año y medio, una liebre de transporte escolar con niños a bordo se detuvo a la hora de almuerzo en un edificio en Ñuñoa. El conductor bajó a los niños, los condujo a alguno de los departamentos y los violó uno por uno. Tiempo después el hombre fue detenido y hoy está siendo procesado por el 11 Juzgado del Crimen por violación y abuso sexual infantil. Pero él niega su responsabilidad, y por falta de pruebas el caso ha avanzado demasiado lento. Todavía no se identifica a sus cómplices, no se sabe exactamente dónde ocurrieron las violaciones y no se han encontrado los videos que grabaron de los niños.

Si hasta hace un tiempo la pornografía infantil se distribuía sólo en el mercado negro, hoy, gracias a la tecnología, su tráfico es mucho más fácil. Basta una conexión a Internet y una tarjeta de video.

CHILE - PRISÃO PERPÉTUA A CHILENO PEDÓFILO - NÃO QUER IR PARA O CHILE LÁ SERIA LINCHADO




O pedófilo tinha abusado de pelo menos cinco jovens, com idades entre 15 e 20 anos e foi condenado a prisão perpétua. No Brasil não se consegue nem extrair uma declaração a um criminoso dessa natureza. e ainda gozam de liberdade para declarar sob segreto e na praia.

No chile foi apenas um caso que causou comoção nacional. No Brasil, só no Estado do Pará foram mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Veja a notícia abaixo, do ano passado.

O pedófilo chileno Rafael Maureira Trujillo - também conhecido como ”Zakarach”- foi condenado nesta sexta-feira pela Quinta Sala da Corte de Apelações de Santiago à prisão perpétua por crimes de abuso sexual reiterado contra menores e produção de material pornográfico infantil.
Maureira chefiava a rede de pornografia “Paidós”, a maior associação deste tipo descoberta no Chile, com ramificações na Espanha e outros países.

Também foram condenados à mesma pena outros dois envolvidos na rede, Juan Carlos Ávalos e Daniel González.

”Zakarach” trabalhava como motorista de veículo de transporte escolar e guia de “scouts” (escoteiros).
Fonte: Terra

Pedófilo procurado pela Interpol morava no Brasil desde 2005

Publicado por Tandai under Chile, Crimes, São Paulo
O chileno Andrés Sebastián Guichard Pauzoca, de 24 anos, acusado de praticar rituais de pedofilia durante cultos de uma seita no Chile, vivia no Brasil desde 2005. Nesta quarta-feira, ele foi preso pela Polícia Militar na Pedra Branca, zona norte da capital.Pauzoca - conhecido por Bruxo Sebastián ou Guru - era procurado pela Interpol e foragido da Justiça chilena. Guru é acusado de liderar a seita Irmandade da Comarca, no município de Quilicura, na Grande Santiago. Teria, há três anos, abusado de pelo menos cinco jovens, com idades entre 15 e 20 anos.


A denúncia da pedofilia foi feita à Justiça do Chile por um grupo de padres. Segundo o jornal chileno Lá Nación, Andrés Sebastián se apresentava aos adolescentes como um mago com poderes de caminhar sobre a água e voar. Durante sessões da seita, se envolvia sexualmente com garotos, dizendo que aquilo era uma forma de se defender de ataques de bruxos negros e exorcizar o demônio do corpo.

Também com lorotas deste tipo, Vandeir Máximo da Silva, que ficou conhecido como Vampiro de Presidente Prudente, município a 549 quilômetros da capital paulista, aliciava adolescentes. Só que, diferentemente do ‘bruxo’ chileno, o vampiro apenas mordia o pescoço das vítimas. (saiba mais sobre o vampiro)

Segundo o sargento Santos, que prendeu Andrés Sebastián nesta quarta-feira, moradores da região da Avenida Maria Ribeiro de Jesus, próxima ao Horto Florestal, avisaram os policiais que o chileno estava escondido no bairro.

- Tínhamos informações de que ali estava um chileno foragido da Justiça e acusado de pedofilia. Os vizinhos comentavam isso na região e resolveram ligar para a Polícia quando viram o hispânico - diz Santos.


Um amigo de Andrés, brasileiro, também foi detido, mas prestou depoimento à Polícia Federal, na Lapa de Baixo, zona oeste da capital, e foi liberado. Ele disse desconhecer os crimes praticados pelo colega no Chile. Guru teve a prisão temporária decretada e está na sede da PF. No Brasil, ainda não há informações de crimes de pedofilia envolvendo o chileno.

Em setembro do ano passado, ao saber que o pedófilo se encontrava no Brasil, a Suprema Corte chilena pediu a extradição de Pauzoca. Segundo vizinhos do chileno, a PF havia feito várias incursões na região nos últimos meses, mas não conseguiu prender o foragido.

Fonte: O Globo

MÉXICO, DF - NOVO POPULISMO ESTÁ EMERGINDO NO MÉXICO

No México, crise econômica aumenta as chances eleitorais de um populista

Elisabeth MalkinEm Cidade do México (México)

Assim que este ano começou, a figura política dominante da esquerda mexicana parecia caminhar rapidamente rumo à irrelevância. Mas Andres Manuel Lopez Obrador ainda não está morto. Faz apenas dois anos que Amlo, conforme é conhecido o ex-prefeito da Cidade do México, era a força impulsionadora da polarizada política mexicana.


Após ter perdido por pouco a presidência e liderado durantes meses protestos de ruas, alegando ter sido roubado nas urnas, a política reduziu-se a uma só questão: quem era a favor dele e quem era contra. No ano passado, a atenção pública começou a distanciar-se de Obrador. O povo, a mídia e muitos dos seus apoiadores simplesmente seguiram em frente, deixando que a confusão em torno da eleição de 2006 se apagasse na história.Mas há sinais de que os esforços de Lopez Obrador para reativar a sua carreira política podem estar dando resultado, à medida que o aprofundamento da recessão cria oportunidades para a sua nova marca registrada de populismo econômico.


A questão agora é saber se ele capitalizará esse ímpeto para refazer e expandir a coalizão que lhe permitiu chegar muito perto de obter a presidência. Em um comício na semana passada em Zocalo, a imensa praça central da Cidade do México, Lopez Obrador, 55, atraiu dezenas de milhares de eleitores que o apoiam. Embora a multidão não fosse nada se comparada às centenas de milhares de pessoas que participaram dos seus comícios no auge da campanha presidencial de 2006, ela foi significativamente maior do que as que compareceram aos comícios de Obrador no ano passado.


Ao contrário dos seus eventos de campanha, este comício foi realizado sem o apoio da máquina partidária, que transportava eleitores de todo o país, demonstrando uma base substancial de apoio firme. Afirmando que a economia só piorará, Lopez Obrador anunciou uma campanha para pressionar o governo a cortar gastos inúteis, reduzir os preços pagos pelo consumidor e os impostos e fazer mais pelos pobres. "O nosso governo precisa continuar exigindo uma mudança da política econômica, que tem se revelado um fracasso", disse ele.


"O modelo precisa ser mudado. Não se pode colocar vinho novo em garrafas velhas".As palavras foram claramente bem recebidas pela sua base formada por uma classe trabalhadora pobre. "Achamos que ele é de fato capaz de mudar as coisas, de forma que o povo tenha o direito de decidir", afirma Aide Florentino, que faz parte de uma pequena cooperativa de vestuários na região rural ao sul da Cidade do México."Não é importante que Lopez Obrador seja o presidente", opina Victor Baltasar, 49, que veio de Guadalajara, onde é supervisor do sistema ferroviário da cidade.


"O importante é que as coisas mudem".Mas o aumento da ansiedade quanto à economia pode estar amplificando a mensagem de Obrador. Apesar das medidas do governo com o objetivo de estimular a economia e proteger as famílias contra os piores efeitos da crise, há um clamor generalizado para que se faça mais, por parte de grupos de eleitores de várias faixas sociais, incluindo grupos empresariais, de camponeses pobres e de pescadores. Essa exigência poderia alterar o cálculo político.


"O México é fundamentalmente um país conservador", diz Federico Estevez, analista político do Instituto Tecnológico Autônomo do México. "Mas, em 2009, as cartas são diferentes".Referindo-se à esquerda, ele diz: "Creio que eles estão com um coringa ou um par de ases". Faltando três anos para a próxima eleição presidencial, não se sabe exatamente quais são as ambições de Lopez Obrador. Ele chama a sua nova campanha de um movimento social e deseja claramente ser uma força reconhecida. Mas o relacionamento com o seu próprio partido continua ruim. No ano passado ele perdeu uma batalha com uma facção rival pela presidência da legenda, o Partido da Revolução Democrática, ou PRD, e não ocupa mais nenhum cargo oficial no partido ou no governo.


O ponto mais baixo da sua trajetória foi registrado no outono passado, quando a maioria dos senadores do seu partido rompeu com ele para aprovarem uma importante legislação referente ao setor de energia, enquanto os seus apoiadores enfrentaram policiais na tentativa de bloquear a votação. Para muitos que apoiaram a sua chapa presidencial, o estilo político do tipo "briga de rua" usado por Lopez Obrador tornou-se um problema.


A sua campanha para reverter o resultado da eleição de 2006, que ele perdeu por uma diferença de apenas 0,6% em relação aos votos de Felipe Calderon, consistiu de manifestações de massa e da criação de uma cidade de barracas que fechou as principais avenidas da capital durante semanas. Recusando-se a admitir a derrota, mesmo após o tribunal eleitoral de maior alçada no país ter declarado que o vencedor foi Calderon, Obrador organizou uma grande cerimônia pública na qual ele próprio proferiu o juramento como o "presidente legítimo" do México, um título que continua reivindicando.

BRASIL, AMAZÔNIA, PARÁ - A PEDOFILIA E OS QUE A ENCOBREM HUMILHAM A ALMA DO CIDADÃO BRASILEIRO - (veja na 5ª Emenda)


Mordaça Voluntária
O Diário do Pará disponibiliza aos seus leitores, na página 3 do primeiro caderno - espaço nobre do jornal - na edição de hoje, a cobertura da sessão de ontem da CPI da Pedofilia. A coluna Repórter Diário começa a soltar os bastidores das sessões.Não está acontecendo absolutamente nada para O IVCezal, que se esquiva de justificar o que cobra dos seus leitores, mantendo a sina da fraude e sonegação que caracteriza o maior embuste do jornalismo do norte e nordeste.Mas registre-se: a opção pelo silêncio obsequioso não é consenso na direção do jornal que, como se sabe, tem duas cabeças.
Postado por Juvencio de Arruda às 08:35 0 comentários Links para esta postagem

Cercados!
A sessão aberta da CPI da Pedofilia ontem assustou a malandragem, de lá e de fora, que ainda sonhava com a possibilidade de abafar os abusos praticad0s contra crianças e adolescentes. As organizações sociais compareceram em peso.O plenário estava lotado, e os políticos sabem o que isso significa: as ruas entraram na Assembléia.Nem conto pra voces o que ouvi, num relato da sessão secreta.Conto sim: surgiam reações diferentes a medida que a delegada Socorro Maciel ia respondendo as perguntas dos parlamentares. Desolação em quem sonhava com a pizza, segurança em quem pretende queimá-la.
Postado por Juvencio de Arruda às 07:21 2 comentários Links para esta postagem


Ou Vai ou Racha
No blog da Franssinete Florenzano a informação da delegada Socorro Maciel dando conta que os autos do inquérito policial, conclusos, com o indiciamento do deputado Luiz Afonso Sefer (DEM), serão encaminhados ao Procurador Geral de Justiça, para as providências legais, no início da semana que vem.Providências legais, no caso, é o pedido à Assembléia Legilastiva que autorize o MP a processar o deputado, o que só poderá ser feito junto ao TJ e por meio de um procurador.Se o PGJ trabalhar com a mesma rapidez do caso Carepa- quando o MP devolveu os autos ao juiz do no mesmo dia - a AL deverá receber o pedido de responsabilização do deputado Sefer antes do encerramento dos trabalhos da CPI.Aliás, o PGJ prestará um grande serviço à independência do MP se assim proceder, sinalizando que o parquet não precisa, não deve, e nem pode se esconder atrás da Assembléia.Bem resume a blogueira no título do post acima linkado: é a hora do MPE.Agora, ou o Procurador Geral de Justiça Geraldo Rocha vai...ou racha.
Postado por Juvencio de Arruda às 07:20 0 comentários Links para esta postagem

Podre
A mídia nacional desaba sobre o TCE. Desta vez não é nepotismo. É pior.É pedofilia.A notícia, da coluna do Claudio Humberto, está na página do IVCezal, que dia desses publicou uma foto deste nacional na coluna do simpaticíssimo Bernardino Santos, onde, realmente, quem faz e acontece, por lá aparece.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DEU NO BLOG DE JOSIAS DA FOLHA - Dilma sobre sucessão: ‘Não respondo nem amarrada’


Getúlio Vargas dizia que “política é esperar o cavalo passar”. Tancredo Neves poliu o raciocínio:

“Ninguém tira o sapato antes de chegar ao rio, mas também ninguém vai ao Rubicão para pescar”.

Dilma Rousseff espera, ansiosa, pela oportunidade de cavalgar o prestígio de Lula.

Não há quem ignore que a ministra vai às margens do Rubicão. Mas ela resiste em tirar o sapato antes da hora.

Nesta quarta (4), a pré-candidata de Lula veio aos holofotes para anunciar um reforço financeiro do PAC. Coisa de R$ 142 bilhões até 2010.

O dinheiro não está no cofre. Um pedaço virá do Tesouro. Mas outro naco terá de ser provido por estatais e empersas privadas.

Ou seja, por ora, o PAC ganhou apenas mais uma camada de saliva. Dilma chegou mesmo a discorrer sobre os desdobramentos do programa no pós-Lula.

Lero vai, lero vem uma repórter perguntou à ministra se tinha o desejo de tornar-se presidente, para dar continuidade ao PAC.

E Dilma: "O governo quer ter um candidato para fazer isso. Se serei eu ou não é outra questão".

A repórter insistiu: Mas a senhora deseja. Dilma não se deu por achada: "Eu desejo bastante que o governo tenha um candidato".

Como a repórter insistisse, Dilma foi ao ponto: “Essa resposta vocês não tiram de mim nem amarrada”.

A ministra vive aquela fase em que o político tenta não parecer o que é. Sabe que sempre há o risco de a conjuntura pode não ser o que parece.

NINGUEM GOSTA DO PROTECIONISMO - SÓ QUE ESSA É UMA REGRA DO CAPITALISMO

O PRESIDENTE LULA FAZ BEM EM ATACAR, QUANTO ANTES, AS SINAIS EVIDENTES DE UMA NOVA ERA PROTECIONISTA DAS ECONOMIAS DESENVOLVIDAS.

O problema é que essa regra da economia é um recurso de uso frequente pela maioria dos países. Nesta época todos querem vender, poucos querem comprar de forma indiscriminada. Assim não funciona, faltam mercados para exportar e sobram produtos. Conclusão o Balanço de comercial entra em crise, como já está dando mostras e também o balanço de pagamentos sofre horrores.

Lula disse hoje que:
"Eu temo o protecionismo e ele está acontecendo", afirmou o presidente ao correspondente da BBC Gary Duffy. "Quanto o presidente Obama anuncia um pacote de investimentos e diz que vai financiar as obras que forem construídas com produtos comprados na siderurgia americana, ele está praticando um protecionismo que a OMC teoricamente não aceita."

O plano apresentado por Obama ao Congresso americano estipula que apenas ferro, aço e manufaturados produzidos nos Estados Unidos poderiam ser usados em projetos de construção contemplados pelo pacote de ajuda financeira, em uma cláusula que está sendo chamada de "Buy American" ("compre produtos americanos", em tradução livre)."Durante os bons anos de crescimento dos países ricos, eles criaram a globalização, falaram muito de livre comércio, de mercado. Agora que eles criaram uma crise, não podem praticar o protecionismo que tanto atrasou o mundo em outros momentos."

O presidente admitiu que o Brasil pode sofrer uma retração, mas disse que o país é o mais preparado para enfrentar a atual crise global. "Poderemos não crescer a 6%, mas poderemos crescer a 4% ou a 3%. O importante é que a gente continue crescendo", disse.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que estava revisando para baixo a previsão de crescimento para o Brasil em 2009 - de 3% para 1,8%. Lula, no entanto, afirmou acreditar que o Brasil "vai superar a crise sem sofrer aqui que os países ricos estão sofrendo".

INEXPRESSIVA A REPRESENTAÇÃO DO PARÁ NA MESA DO SENADO E DA CÂMARA

Os recem indicados integrantes da Mesa Diretora do Senado:

Marconi Perillo (PSDB-GO) é o primeiro vice-presidente. Também foram escolhidos Serys Slhessarenko (PT-MT) para a segunda vice-presidência, Heráclito Fortes (DEM-PI) na primeira secretaria, João Vicente Claudino (PTB-PI) na segunda secretaria e Mão Santa (PMDB-PI) na terceira secretaria.Como se vê, nenhum da bancada paraense.

Três, três, representantes do Piaui, um do estado da soja (MT) e um do Centro-Oeste (GO) é o Pará?. Péssima articulação dos Senadores paraenses.

E na Câmara dos Deputados: Giovanni Queiroz, como suplente. Falto articulação.

Por isso que a Amazônia pouco avança. Da a impressão que os próprios parlamentares torcem para que a amazônia continue do jeito que está, mal representada no congresso, mal explorada e pouco conhecida. Assim eles faturam mais ainda.

Não existe atuação parlamentar séria e articulada nem com as bases nem com a sociedade real.

Qual é a resposta dos pouco ativos parlementares paraenses?. sim, não interessa o lugar nem o cargo para trabalhar pelo Pará. Ah, então tá.

A PASTEURIZAÇÃO DA ESQUERDA - FREI BETTO

De uma entrevista com Frei Betto.

"No Brasil, o governo Lula optou por uma governabilidade baseada na política de conciliação com os setores dominantes e compensação aos dominados, dentro do receituário econômico neoliberal. Ao assumir a presidência, Lula poderia ter assegurado sua sustentabilidade política em duas pernas: o Congresso Nacional e os movimentos sociais. Escolheu o primeiro parceiro e descartou o segundo, que lhe era co-natural. Assim, tornou-se refém de forças políticas tradicionais, oligárquicas, que ora integram o grande arco de alianças (14 partidos) de apoio ao governo".

Descolamento das bases populares

Ao chegar ao governo, o PT preencheu considerável parcela de funções administrativas graças à nomeação de líderes de movimentos sociais. Afastados de suas bases, essas lideranças se encontram, hoje, perfeitamente adaptadas às benesses do poder, sem o menor interesse em retomar o “trabalho de base”. Instados a se manifestar, são a voz do governo junto às bases, e não o contrário.

Por sua vez, o governo adotou uma política de relação direta com a parcela mais pobre da população, sem a mediação dos movimentos sociais, como é o caso do programa Bolsa Família, que ocupou o espaço do Fome Zero. Este se apoiava em Comitês Gestores integrados por lideranças da sociedade civil, que controlavam e fiscalizavam a iniciativa. Agora, o mesmo papel é exercido pelas prefeituras. E o propósito emancipatório, de manter as famílias castigadas pela miséria no programa por, no máximo, dois anos, foi abandonado em favor de uma dependência que traz ao governo bônus eleitoral.

Tal medida enfraquece os movimentos e, ao mesmo tempo, joga o governo no risco de ceder ao neocaudilhismo: o núcleo governante, voltado unicamente ao seu projeto de perpetuação no poder, mantém, via políticas sociais, relação direta com a população beneficiária, sem contar sequer com a mediação de partidos políticos originados na esquerda. No Brasil, o fenômeno do lulismo (76% de aprovação) se descolou do petismo. O PT, por sua vez, aceitou restringir-se ao jogo do poder. São cada vez mais raros, pelo país, os núcleos de base do PT. Agora, o processo de filiação de novos militantes já não obedece a critérios ideológicos, e nem há cursos de capacitação política.

Um projeto de poder

O que significam tais mudanças? Elas apontam para a perda do horizonte socialista, que norteava o PT, o PCdoB e muitos militantes do PDT. Trata-se de sobreviver politicamente, combinando a economia neoliberal com uma política social-democrata de caráter compensatório, não emancipatório. Assim, questões candentes da pauta histórica da esquerda, como a reforma agrária, são relegadas a futuro incerto. Escolhe-se abster-se de um modelo alternativo de desenvolvimento sustentável e libertador. O projeto Brasil é descartado em benefício de um projeto de poder, para cujo êxito não faltam escândalos de corrupção (mensalão) e alianças contraídas com partidos e forças sociais e econômicas que o PT, o PCdoB e o PDT, ao serem fundados, se propunham enfrentar e derrotar.

Esperava-se que o efeito Lula viesse a demonstrar que, através do fortalecimento progressivo dos movimentos populares, seria possível conquistar parcelas de poder. E novos paradigmas seriam introduzidos na esfera de governo. Se isso significasse a superação paulatina das políticas neoliberais, e a melhoria da qualidade de vida da população, representaria um avanço. Caso contrário, não haveria como não dar razão ao profetismo político de Robert Michels que, em 1911, em seu clássico Os partidos políticos, defende a tese, até agora confirmada pela história, de que todo partido de esquerda que insiste em disputar espaço na institucionalidade burguesa termina por ser cooptado por ela, em vez de transformá-la.

Leia mais clique aqui: http://amaivos.uol.com.br/

ERA OBAMA - "É uma mudança, mas não suficiente. É necessária uma revolução ecológica". Entrevista com Jeremy Rifkin

“É um primeiro passo, um passo na direção certa. Mas atenção aos entusiasmos muito fáceis: para vencer o desafio que temos pela frente, para frear as mudanças climáticas tornando-as compatíveis com a sobrevivência da nossa sociedade, é necessário fazer mais”. Jeremy Rifkin, o presidente da Foundation on Economic Trends, acolhe com prudente satisfação o anúncio da nova política energética de Obama.

A mudança de rota é clara. Depois de oito anos da presidência Bush, vira-se a página.
Não tenho dúvidas dos desastres ambientais determinados pela presidência Bush. Agora, efetivamente, essa página foi virada. Mas é necessário ir adiante, é necessário virar outras páginas para chegar a concluir o processo de transformação epocal do qual estamos vendo só o início.

É o que o senhor chama de terceira revolução industrial, um processo lento. Não se corre o risco de perder o fio condutor?
Não é que a eletricidade substituiu o vapor de um dia para o outro: são mudanças de época que ocorrem de maneira irregular, com acelerações rápidas em uma área e retraimentos em outra.
Quais deveriam ser os próximos passos da Casa Branca para sustentar esse processo de mudança?

Além das centrais elétricas, é preciso apontar em direção a outros dois pilares da terceira revolução industrial. Antes de tudo, intervir sobre os edifícios não só para limitar os desperdícios, mas para se completar um salto tecnológico mais difícil. Casas e escritórios devem produzir energia, não consumi-la. A tecnologia para chegar a esse resultado já está ao alcance da nossa mão: isolamento térmico, painéis solares que envolvam o edifício, geotermia, energia do lixo e também as minieólicas farão, sim, com que as casas se transformem em microcentrais elétrica.

O terceiro pilar?
É a consequência lógica do anterior. O sistema que descrevi tem uma geometria profundamente diferente da atual árvore de distribuição da energia elétrica, que segue o velho modelo baseado em alguns grandes ramos e os ramos menores para baixo. Nascerá a internet da energia: uma rede elétrica interativa e descentralizada, capaz de ler a oferta e as necessidades que surgem em cada ponto, criando, em cada momento, a melhor sinergia possível. É um modelo mais confiável, porque reduz os riscos de blecaute; mais seguro porque a energia é produzida no lugar; mais democrático, porque substitui o poder de poucos com a contribuição de milhões de pessoas.
Para se chegar a esse salto, é necessário tornar mais convenientes as fontes renováveis: é a isso que Obama aponta.

E, de fato, o anúncio da Casa Branca é uma ótima notícia. Mas, repito, é só a premissa para uma mudança que deverá ser muito mais radical: sem a visão de conjunto, sem a capacidade de pensar a longo prazo, o relançamento das fontes renováveis corre o risco de ficar privado de bases sólidas.

No próximo sábado, o senhor estará em Bolonha para encerrar o festival de urbanística, apresentando o manifesto para a arquitetura do próximo milênio. Será todo centrado na questão energética?

Certamente. Hoje, os edifícios consumem entre 30% e 40% do total da energia utilizada e produzem um equivalente percentual de gás carbônico. Imaginar uma transformação como essa que eu descrevi quer dizer abraçar um conceito de arquitetura novo e revolucionário. Se acrescentarmos a esses elementos o uso do hidrogênio como recipiente flexível para a energia produzida pelas fontes renováveis, obteremos o quadro de uma sociedade pós-monóxido de carbono, na qual será muito mais agradável viver. E é também o único modelo capaz de reiniciar o sistema econômico que emperrou

A reportagem é de Antonio Cianciullo, publicada no jornal La Repubblica, 27-01-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

BRASIL - ELEIÇÕES DO SENADO O PAPEL DE T. VIANA

Deu no Painel da Folha

Interminável. Tião Viana (PT-AC) se irritou por ter sido comparado por Romero Jucá (PMDB-RR) ao ex-candidato republicano John McCain. "McCain é herói de guerra. Nervoso ficaria de ser chamado de Romero, o avicultor", disparou. Jucá foi acusado de ter pego financiamento para um abatedouro de frangos inexistente. Ele nega.

EUROPA, BÉLGICA - Eutanásia cresce 42% em 2008

Do UOL - últimas notícias
Bruxelas, 4 fev (EFE).- A Bélgica registrou 705 casos da eutanásia durante o ano passado, 42% a mais do que em 2007, segundo dados de uma comissão federal de controle, publicados hoje pelo jornal "L'Advir".

A marca confirma uma progressão constante da eutanásia desde os 235 casos registrados em 2003, embora, segundo Jacqueline Herremans, presidente da Associação pelo Direito a Morrer Dignamente (ADMD) e membro da Comissão Federal de Controle e Avaliação da Eutanásia, se trate de "uma evolução lenta, não de uma revolução".

A lei belga sobre a eutanásia, que entrou em vigor em 2002, permite esta prática sob condição que o paciente seja maior de idade, capaz e consciente no momento de apresentar seu pedido, e que esteja sob "sofrimento físico ou psíquico constante e insuportável, que não possa ser acalmado, causado por um acidente ou doença incurável".

Entre os casos da eutanásia declarados, cerca de 80% foram pedidos por doentes de câncer para os quais os médicos haviam previsto apenas semanas ou um mês de vida.Os dados divulgados por esta Comissão revelam uma forte diferença geográfica, já que, dos 705 casos praticados oficialmente em 2008, apenas 126 aconteceram nas regiões de Valônia e Bruxelas, enquanto os demais ocorreram em Flandres.

Uma das razões que explica esta diferença entre as distintas regiões se deve, segundo Herremans, a que não é possível obter listas de médicos ou clínicas onde se aceite praticar a eutanásia no lado francófono da Bélgica, já que "os médicos têm um enfoque mais antigo", segundo ela.

Entre os casos declarados da eutanásia praticados em 2008 na Bélgica está o do escritor Hugo Claus, doente de Alzheimer que morreu em março em um hospital de Antuérpia.A morte assistida do autor belga, várias vezes nomeados como candidato ao prêmio Nobel, levantou polêmica no país devido às críticas da Igreja belga.

EFEITO DA CRISE NO BRASIL E NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS

Não é a mesma coisa os efeitos da crise econômica nos países desenvolvidos (PD) do que no Brasil. Veja só algumas diferencias:

Emprego. O desempregado nos PD conta com seguro durante o período que está desempregado, no Brasil é rua e só.

Saúde. Nos PD a saúde é financiada e são poucas as pessoas que ficam fora do sistema de saúde, mesmo estejam desempregados. No Brasil, nem empregado conta com sistema de saúde que preste, imagine o desempregado.

Nos países desenvolvidos existe um conjunto de outros subsídios para quem fica desempregado, incentivos para criar empreendimentos, procurar empregos e os chamados vales, para compras em supermercados. Aqui no Brasil é rua e só.

Quem está protegido dessa crise (graças a Deus que é assim) são as famílias que fazem parte do Programa do Governo Federal Bolsa Família. Mas, pense só por um instante se esses beneficiados deixassem de receber esse recurso?. Pense, que aconteceria?

Então aqueles que falam com tanto orgulho por estarmos protegidos dos efeitos da crise. Cuidado que o impacto da crise será ainda maior. A crise econômica mesmo tenha sido gerada fora do Brasil, como uma crise financeira, inicialmente, não muda em nada os efeitos e as medidas a serem tomadas. Se requerem ações de curto, meio e longo prazo. Se requer um planejamento estratégico para período de risco econômico global. Nesse âmbito o governo já deve estar agindo.

Entretanto, esse plano já deveria estar sendo debatido nas instituições de governo, nas universidades e, principalmente, no âmbito dos mandos meios executivos do Governo, nos três níveis: federal, estadual e municipal.


BRASIL, MINERAÇÃO - CAIU LUCRO DA MAIOR EMPRESA MINERADORA DO MUNDO

Lucro da mineradora BHP Billiton despenca 56,5%

Sydney (Austrália), 4 fev (EFE).- A australiano-britânica BHP Billiton, maior empresa de mineração do mundo, registrou um lucro líquido de US$ 2,617 bilhões no segundo semestre de 2008, número 56,5% menor frente ao mesmo período do ano anterior.

A maior queda nos ganhos foi registrada na divisão de metais, com uma diminuição do lucro de 103,3%, equivalente a US$ 111 milhões."Nós, da mesma forma que a maioria das pessoas, não soubemos ver a velocidade e a natureza dramática da crise econômica", disse o diretor-executivo da BHP Billiton, Marius Kloppers.

Segundo a empresa, a queda no lucro se deve ao fechamento de minas, à perda de valor dos ativos e aos custos associados à tentativa de adquirir a mineradora Rio Tinto, uma iniciativa que foi abandonada no final de 2008.

Durante o anúncio de resultados, a BHP disse que não retomará o programa de recompra de ações da companhia no valor de US$ 13 bilhões, que suspendeu em dezembro de 2007 quando fez uma oferta informal para comprar sua principal concorrente, a Rio Tinto.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ELEIÇÕES NA CÂMARA E NO SENADO FEDERAL - QUEM GANHOU E QUEM PERDEU?

Nas eleições para a renovação das mesas directoras do Senado e da Câmara houve vencedores, vencidos e os que ficaram sem pão nem pedaço. Entre mortos e feridos, entre traições declaradas ou veladas, todos ganharam, só o Brasil que continua sustentando uma verdadeira entelequia, obscura (no sentido aristotélico) que algúm dia foi que hoje não agrega mais valor ao Brasil, a não ser que se produza uma verdadeira renovação dos seus quadros que se perpetuaram no poder para fazer uso dele sem cumprir sua missão fundamental para o qual foi criado.

Quem, sem dúvida saiu como o grande vencedor, foi o PMDB que recebeu todo o apoio da maioria dos partidos da base aliada. Podem até dizer que eu não sei contabilizar votos, mas, essas eleições foram só para gringo ver. A verdadeiro composição se vêm formando desde faz muito tempo. Quando se confirmou que tudo estava sob controle só aí foram para a votação e mandaram ao Tião Viana a fazer a parte do processo para fingir democracia. Já era obvio que o elito seria Sarney, Viana fez o papel do Mc Cain.

Quem pariu a Mateus que o embale.

Informações, detalhes e análises excelentes, podem ser encontrados em dois blogs que acompanho e acho eles muito sérios e atualizados: Pelos corredores do Planalto faça um clic aqui http://blogdovalmutran.blogspot.com/ e no blog do Espaço aberto http://blogdoespacoaberto.blogspot.com/

A CRISE NA VISÃO DO ERIC HOBSBAWN


Do blog helioaraujosilva1952.spaces.live.com/

Filosofia e Questões Teóricas
Escrito por BBC

Hobsbawn: Estado terá papel maior na economia daqui por diante “A esquerda está virtualmente ausente. Assim, parece-me que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com possível exceção nos Estados Unidos, será a direita”, disse o historiador Eric Hobsbawn, ao comparar o momento ao dramático colapso da União Soviética.

"Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente”, afirmou ele.Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.

Abaixo, os principais trechos da entrevista.Muitos consideram o que está acontecendo como volta ao estatismo e até do socialismo.

O senhor concorda? Bem, certamente estamos vivendo a crise mais grave do capitalismo desde a década de 30. Lembro-me de título recente do Financial Times que dizia: "O capitalismo em convulsão". Há muito tempo não lia título como esse no Financial Times.

Agora, acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de certa ideologia “teológica” do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram. porque, como Marx, Engels e Schumpter previram, a globalização - que está implícita no capitalismo -, não apenas destrói a herança da tradição como é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.

E o que está acontecendo agora está sendo reconhecido como o fim de era específica. Todos concordam que, de uma forma ou de outra, o Estado terá papel maior na economia daqui por diante.Qualquer que seja o papel que os governos venham a assumir, será empreendimento público de ação e iniciativa, que será algo que orientará, organizará e dirigirá também a economia privada. Será muito mais economia mista do que tem sido até agora.E em relação ao Estado como redistribuidor? O que tem sido feito até agora parece mais pragmático do que ideológico...Acho que continuará sendo pragmático. O que tem acontecido nos últimos 30 anos é que o capitalismo global vem operando de uma forma incrivelmente instável, exceto, por várias razões, nos países ocidentais desenvolvidos.

No Brasil, nos anos 80, no México, nos 90, no sudeste asiático e Rússia, nos anos 90, e na Argentina, em 2000: todos sabiam que estas coisas poderiam levar a catástrofes a curto prazo. E para nós isto implicava quedas tremendas do FTSE (índice da bolsa de Londres), mas seis meses depois, recomeçávamos de novo.Agora, temos os mesmos incentivos que tínhamos nos anos 30: se não fizermos nada, o perigo político e social será profundo e ainda mais depois de tudo, da forma com a qual o capitalismo se reformou durante e depois da guerra sob o princípio de “nunca mais” aos riscos dos anos 30.

O senhor viu esses riscos se tornarem realidade: estava na Alemanha quando Adolf Hitler chegou ao poder. O senhor acredita que algo parecido poderia acontecer como conseqüência dos problemas atuais?Nos anos 30, o claro efeito político da Grande Depressão a curto prazo foi o fortalecimento da direita. A esquerda não foi forte até a chegada da guerra. Então, eu acredito que este é o principal perigo.

Depois da guerra, a esquerda esteve presente em várias partes da Europa, inclusive na Inglaterra, com o Partido Trabalhista, mas hoje isso já não acontece.A esquerda está virtualmente ausente, assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita.

O que vemos agora não é o equivalente à queda da União Soviética para a direita? Os desafios intelectuais que isto implica para o capitalismo e o livre mercado são tão profundos como os desafios enfrentados pela esquerda em 1989?Sim, concordo. Acredito que esta crise é equivalente ao dramático colapso da União Soviética. Agora sabemos que acabou uma era. Não sabemos o que virá pela frente.

A globalização, que está implícita no capitalismo, não apenas destrói uma herança da tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.Temos um problema intelectual: estávamos acostumados a pensar até então que havia apenas duas alternativas: ou o livre mercado ou o socialismo. Mas, na realidade, há muito poucos exemplos de um caso completo de laboratório de cada uma dessas ideologias.Então eu acho que teremos de deixar de pensar em uma ou em outra e devemos pensar na natureza da mescla. E principalmente até que ponto esta mistura será motivada pela consciência do modelo socialista e das conseqüências sociais do que está acontecendo.

O senhor acredita que regressaremos à linguagem do marxismo?Desde a crise dos anos 90, são os homens de negócio que começaram a falar assim: “Bem, Marx predisse esta globalização e podemos pensar que este capitalismo está fundamentado em uma série de crises”.Não acredito que a linguagem marxista será proeminente politicamente, mas intelectualmente a natureza da análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante.

O senhor se sente um pouco recuperado depois de anos em que a opinião intelectual ia de encontro ao que o senhor pensava?Bem, obviamente há um pouco a sensação de schadenfreude (regozijo pela desgraça alheia). Sempre dissemos que o capitalismo iria se chocar com suas próprias dificuldades, mas não me sinto recuperado.

O que é certo é que as pessoas descobrirão que de fato o que estava sendo feito não produziu os resultados esperados.Durante 30 anos, os ideólogos disseram que tudo ia dar certo: o livre mercado é lógico e produz crescimento máximo. Sim, diziam que produzia um pouco de desigualdade aqui e ali, mas também não importava muito porque os pobres estavam um pouco mais prósperos.

Agora sabemos que o que aconteceu é que se criaram condições de instabilidades enormes, que criaram condições nas quais a desigualdade afeta não apenas os mais pobres, como também cada vez mais uma grande parte da classe média.Sobretudo, nos últimos 30 anos, os benefíciários deste grande crescimento temos sido nós, no Ocidente, que vivemos uma vida imensuravelmente superior a qualquer outro lugar do mundo. E me surpreende muito que o Financial Times diga que o que se espera que aconteça agora é que este novo tipo de globalização controlada beneficie a quem realmente precisa, que se reduza a enorme diferença entre nós, que vivemos como príncipes, e a enorme maioria dos pobres.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

CRISE É POSITIVA PARA O MEIO AMBIENTE, AFIRMA PESQUISADOR DO IPEA

Da Agência Brasil

A diminuição do volume de exportação dos recursos não-renováveis brasileiros resultou em ganhos ambientais para o país. A conclusão é do coordenador de Meio Ambiente do Fórum Mudanças Climáticas, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Aroudo Mota. Ele é responsável pela pesquisa Trajetória da Governança Ambiental, divulgada pelo Ipea durante o lançamento do Boletim Regional e Urbano.Em seu estudo, Aroudo apresentou uma série de dados sobre o que o Brasil deixou de exportar com a crise.

"Ela [a crise] resultou em impactos ambientais positivos, apesar de externalidades negativas como a perda de empregos e o impacto que teve nos níveis de crescimento econômico de determinadas regiões", disse o pesquisador.Segundo ele, o trabalho buscou mensurar os principais impactos causados pela crise em indústrias como a de alumínio. "O que deixamos de exportar, entre os 32 produtos pesquisados, representa uma economia de aproximadamente 562 mil kilowatts de energia, a partir do consumo evitado. Isso daria para abastecer uma cidade de 25 mil pessoas", acrescentou, referindo-se à exportação de alumínio.

A indústria do aço, segundo ele, deixou de exportar 740 milhões de quilos de aço bruto. "Isso significa uma redução de mais de 1 bilhão de toneladas em emissões de carbono, o que para o processo climático no Brasil é extremamente positivo", avaliou Aroudo."Na indústria de veículos, o Brasil deixou de exportar em dezembro 62,1 mil carros, e isso também implica em redução do consumo de energia e de aço. Ainda estamos mensurando o quanto, mas é evidente - e isso pode ser afirmado tendo por base dados oficiais de 2008 - que o meio ambiente teve ganho substancial em função da não-exploração de recursos naturais, tanto renováveis quanto não-renováveis".Aroudo disse que estão sendo preparados outros estudos, abordando as madeiras e o cimento brasileiros.

"Quando certificada, a madeira encontra dificuldades para entrar na Europa por decorrência da crise internacional", adiantou.

José Aroudo Mota, é prof. Doutor em Desenvolvimento Sustentável e Mestre em Administração financeira pela UnB. Professor do centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB e pesquisador do IPEA, tem publicado diversos livros e artigos sobre o tema do mio ambiente, biodiversidade e mudanças climáticas. Um dos livros importantes é "O Valor da Natureza: economia e política dos recursos naturais" da editora Garamont.

BRASIL - JOSÉ SARNEY NOVO PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL

Os candidatos a presidente do Senado e da Câmara evitaram se comprometer com temas polêmicos. Embora prolixos, detalham pouco suas propostas para comandar o Congresso e mostram conservadorismo na área de costumes.

Nenhum dos dois candidatos a presidir o Senado nem dois dos três que disputam o mesmo cargo na Câmara, por exemplo, acham necessário uma lei que garanta integralmente o direito de pessoas do mesmo sexo se casarem.

José Sarney (PMDB-AP), 78 anos, favorito na disputa no Senado, diz acreditar que a lei atual já garante "os direitos de companheiros". Cita o fato de ser possível a adoção de crianças por homossexuais. Tião Viana (PT-AC), 47, também na corrida para presidir os senadores, não vê necessidade de uma legislação específica para um "assunto que só diz respeito à individualidade de cada um".

Na Câmara, as respostas são igualmente ambíguas. A discussão "deve ser enfrentada pelos legisladores", diz Ciro Nogueira (PP-PI), 40. Para Aldo Rebelo (PC do B-SP), 52, "a lei deve proteger os direitos dos cidadãos, independentemente de sua orientação sexual".

Foram formuladas perguntas de temas controversos e as respostas foram muito gerais. Veja abaixo.

Apesar de uma certa aversão à objetividade, às vezes alguns candidatos foram meticulosos em trechos de seus comentários. Foi caso da pergunta a respeito de qual seria a opção eleitoral de cada um na eleição presidencial de 2010.

José Sarney enviou sua resposta em duas etapas. Primeiro, veio uma afirmação direta: "Já tornei pública a minha simpatia pela ministra Dilma Rousseff (PT)".

Em seguida, chegou um adendo. O ponto final virou uma vírgula, seguida do complemento: "Ao mesmo tempo que reconheço a competência dos governadores Aécio Neves e José Serra (ambos do PSDB)".

Tião Viana disse apenas que seguirá a orientação de seu partido, o PT. Ciro Nogueira acha que "definitivamente" não é o momento de discutir 2010. Aldo Rebelo afirmou que ainda está indefinido.

Quando o assunto é se são a favor de uma lei para acabar com as restrições ao aborto no Brasil, há uma unanimidade conservadora. Nenhum defende a descriminação da prática.

Em definitiva a eleição do presidente do senado foi ganha pelo Senador José Sarney.

A ELEIÇÃO MAIS PARECEU UMA VELHA VINGANÇA DE VELHOS ALIADOS DO QUE UMA DISPUTA DEMOCRÁTICA.

FORAM MUITOS ANOS DE TRAIÇÕES ENTRE O PMDB E O PSDB E OS RESTANTES PARTIDOS SALTELITES. ASSIM, A ELIÇÃO FOI TOTALMENTE POLUÍDA PELA HISTÓRICA DESAVENIÊNCIA DOS GRUPOS DE PODER E DOS OLIGARCAS DE PLANTÃO.

NÃO TEVE DEBATE, NEM COMBATE FORAM DUAS CHAPAS SEM NENHUMA PROPOSTA INOVADORA, OUSADA PARA TRANASFORMAR AQUILO QUE JÁ FOI TANTAS VEZES DENUNCIADO COMO UMA INSTITUIÇÃO APÊNDICE DO PODER.

FICAM AS PERGUNTAS SOBRE OS RESULTADOS DA ELEIÇÃO E O NOVO PRESIDENTE.

QUE SERÁ DAS REFORMAS PROPOSTAS PARA O SENADO? SÓ DEUS SABE QUE NÓS SIMPLES MORTAIS JÁ NÃO ACREDITAMOS NESSES INSTITUIÇÕES.

PORTUGAL - BRASIL UM POUCO DE MÚSICA

Foi um verdadeiro presente ao nosso espírito a apresentação dia sabado 31 de janeiro em Brasília do espectáculo do conjunto de música portugués "Madredeus" com suas novas cantoras.

O grupo de Pedro Ayres Magalhães, agora denominado Madredeus & Banda Cósmica, se apresentou pela primeira vez sem Teresa Salgueiro, que abandonou o grupo em 2007, e com duas novas vozes femininas, as cantoras Mariana Abrunheiro e Rita Damásio. Foi o início da sua turne internacional.

"Metafonia", o nono álbum mais vendido na última semana em Portugal, é um duplo disco com 19 temas, entre inéditos e canções do repertório mais antigo dos Madredeus.

Da formação anterior do grupo mantêm-se o guitarrista Pedro Ayres Magalhães, o mentor e compositor principal, e o teclista Carlos Maria Trindade.

A eles juntam-se Jorge Varrecoso (violino), Ana Isabel Dias (harpa), Ruca Rebordão e Babi Bergamini (percussão e bateria), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica) e Gustavo Roriz (baixo).

CAMPANHA CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL DO GREENPEACE - SÃO 30seg. VALE A PENA VER

BRASIL, AMAZÔNIA, PARÁ - ANALISE SOBRE A VIOLÊNCIA - LÚCIO FLAVIO PINTO

Do Jornal Pessoal
Lúcio Flavio Pinto


Mais uma vez mudam as pessoas e os discursos, só não deverá mudar a realidade. O governo parece acreditar na sua propaganda, da “terra de direitos”, Por enquanto, o mais acatado é o direito do bandido. O cidadão sofre

Quando pressionado a dar uma resposta sobre a escalada da violência, Almir Gabriel saiu-se com uma das pérolas da verborragia do tucanato, que inundou o Pará durante os 12 anos de hegemonia política do PSDB no Estado: as pessoas achavam que a criminalidade crescia por estarem acometidas de uma “sensação de insegurança”, diagnosticou o médico-governador.

Todos debocharam então da fraseologia oca, os petistas mais do que todos. O PT, por estar na oposição, abusava das bravatas, conforme reconheceria depois o seu grande líder. Mas quando Lula sucedeu a FHC e, na sua onda vitoriosa, Ana Júlia Carepa veio bater no Palácio dos Despachos, a sede do governo estadual, o feitiço se voltou contra o feiticeiro mais uma vez.

A sensação de insegurança ficou mais forte, se tornou epidêmica. Sem oferecer qualquer tipo de medicamento eficaz para a praga da violência, o governo do PT decidiu abolir a estatística da criminalidade, que se tornou assunto sigiloso. Como o desnorteado marido traído, a administração petista resolveu jogar fora o sofá, no qual fora praticado o adultério. Os personagens, porém, permaneceram na sala. Os crimes continuaram a se multiplicar. As mortes são ainda mais freqüentes.

A sensação de insegurança seria paranóia se cada família não contabilizasse seus casos de assalto, seqüestro ou assassinato. É possível até que o medo se tenha tornado maior do que a sua causa real. Ou que a insegurança impeça o cidadão de avaliar com objetividade o problema, induzindo-o a exigir panacéias impossíveis diante da acumulação dos problemas ao longo de tanto tempo de ineficiência do poder público. Não há soluções instantâneas nem amplas e muito menos definitivas ao alcance. Mas pode haver uma retração da criminalidade se algumas medidas forem adotadas para impor respeito e reprimir a ousadia dos criminosos. Para ler mais clic aqui http://www.lucioflaviopinto.com.br/

BRASIL - AMAZÔNIA PARÁ CPI DA PEDOFILIA COM MIL CASOS A APURAR

Diário do Pará

BELÉM (PA) - No último dia de palestras no Fórum Social Mundial, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) aprovou moção a ser encaminhada à Assembleia Legislativa do Pará para que crimes contra crianças e adolescentes sejam investigados e apurados em toda a sua extensão. “Nada tem que ser abafado. Crime contra criança e adolescente é um dos mais hediondos que existem”, disse o presidente estadual da central sindical, José Francisco Pereira, ao lembrar denúncias de que autoridades e parentes de autoridades do Estado estariam envolvidos em casos como esses. “Se fosse com um trabalhador, com certeza já teria sido punido”, disse.

A discussão sobre o assunto foi feita pelo Seminário “Enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes”, promovido pela UGT, dentro da tenda “Mundo do Trabalho”, na Universidade Federal do Pará, um dos territórios do FSM. Em palestra, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito de Abuso e Exploração Sexual de Criança e Adolescentes, deputado estadual Arnaldo Jordy (PPS) desenhou um quadro da situação de violência contra menores no Estado. Ele informou que, em pouco mais de um mês da abertura da CPI, já foram recebidas mais de mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes, muitas da quais envolvendo prefeitos, vereadores, deputado, conselheiros de tribunais, empresários, policiais e parentes de pessoas importantes do Estado. “A maioria desses inquéritos estava dormindo em berço esplêndido. Há uma rede de poder grande”.

A CPI foi aberta na AL a partir de denúncias de violência sexual com crianças e adolescentes da região do Marajó. Para Jordy, se na época o caso do deputado Luiz Seffer, acusado de abusar de uma criança, já tivesse vindo à tona, talvez o debate sobre o assunto nem existisse. Uma audiência pública sobre o tema será realizada no próximo dia 04, às 14 horas, no auditório João Batista, na AL. (Diário do Pará)

BRASIL, BELÉM, PARA, AMAZÔNIA - FÓRUM SOCIAL MUNDIAL TERMINA SEM TEXTO FINAL, LAMENTÁVEL

Da Agência Estado de São Paulo

São Paulo - O Fórum Social Mundial foi encerrado ontem em Belém, no Pará, sem nenhum documento final com as conclusões do encontro ou qualquer sugestão a respeito da crise econômica mundial. Na assembleia geral, realizada ontem ao ar livre, foram lidos documentos sobre um conjunto de 22 questões pontuais, variando da preservação da Amazônia aos problemas enfrentados por migrantes ao redor do mundo, a demarcação de terras indígenas, a questão palestina e outros.

Apesar da ausência de um documento global, os comentários dos organizadores e participantes ao final do evento tinham quase sempre dois pontos comuns. O primeiro é a ideia de que o fórum aponta na direção certa com seu lema “um outro mundo é possível”. Ideia que a crise econômica mundial serviu para fortalecer. O segundo ponto é que o fórum precisa ampliar seu raio de ação, atraindo mais entidades da Ásia, Leste Europeu, África e de outras regiões do mundo. Neste ano, das 5.808 entidades participantes, 4.193 eram da América do Sul.

“Davos acabou. Nós somos o futuro”, comentou Candido Grzybowski, do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), referindo-se à cidade suíça que abriga anualmente um fórum com a elite do pensamento capitalista. Por toda parte ouviam-se expressões desse tipo. No próximo ano o fórum será descentralizado, com vários encontros ao redor do mundo. Em 2011, porém, ele volta a concentrar todas as entidades e regiões num só local - que poderá ser definido amanhã, durante o encontro do conselho internacional, em Belém. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

COLÔMBIA, BOGOTÁ - Farc libertam reféns em operação apoiada pelo Brasil e obstaculizada pelo ejercito colombiano

Conforme foi anunciado neste blog, na Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009 (NOVAS NEGOCIAÇÕES COM AS FARC DA COLÔMBIA LIBERARÁ MAIS REFENS NESTE FINAL DE SEMANA) neste domingo libertaram quatro integrantes das forças de segurança colombianas mantidos sequestrados por meses.

A maior dificuldade para a libertação nem foram as FARC e sim o próprio governo que utilizando símbolos da Cruz Vermelha realozou enfrentamentos com os membros das FARC o que naturalmente obstaculizou a operação de resgate.

Veja a nota da Agência Reuters
Por Luis Jaime Acosta

BOGOTÁ (Reuters) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram no domingo quatro integrantes das forças de segurança colombianas mantidos sequestrados por meses. Foi a primeira entrega de reféns unilateral feita pela guerrilha em quase um ano, informou a Cruz Vermelha Internacional.

Com a libertação, as Farc buscam ganhar espaço político e melhorar sua imagem internacional após receber uma série de golpes do governo do presidente colombiano, Alvaro Uribe, e do Exército, como a morte de líderes de alto escalão da guerrilha e o resgate de reféns importantes, como a política Ingrid Betancourt.


Os três policiais e o soldado, que formavam parte de um grupo de reféns que as Farc tentavam trocar por 500 rebeldes presos, foram entregues em um local na selva do sul do país a uma missão humanitária liderada pela senadora colombiana Piedad Córdoba e que teve apoio logístico do Brasil.


"Em uma área rural do Departamento de Caquetá, as Farc-EP entregaram para membros da Comissão de Colombianos e Colombianas pela Paz e para delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha Alexis Torres Zapata, Juan Fernando Galicia e José Walter Lozano, membros da Polícia Nacional, e o soldado William Giovanni Rodríguez", disse a Cruz Vermelha em comunicado.


A libertação foi antecedida por um confuso incidente que, segundo integrantes da missão humanitária, aconteceu por conta de sobrevoos realizados por aviões militares antes da entrega. Essa versão foi negada pelo governo por meio do alto-comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo.


Ao anoitecer de domingo, os quatro reféns e a comissão humanitária chegaram ao aeroporto de Villavicencio, onde foram recebidos com aplausos.


"Temos que lutar por todos os companheiros que continuam nessa selva", disse o policial Torres, enquanto comemorava a libertação em frente às câmeras de televisão e de fotógrafos junto com os demais libertados.