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sábado, 1 de agosto de 2009

CIÊNCIA E TECNOLOGIA - Primeiro transplante duplo de braço, paciente recupera bem



Karl Merk, o alemão que recebeu o único transplante de dois braços inteiros da história, finalmente começa a comemorar o transplante dos membros, um ano após a cirurgia de 15 horas. Durante um encontro com a imprensa em Memmingen, no sul da Alemanha, ele demonstrou ser capaz de mover lentamente os braços e até já anda de bicicleta.
Karl Merke mostra que já controla seus novos braços.


Leia reportagem na íntegra
Aqui

PARÁ - Lei obriga restaurantes a fornecer fio dental e Vigilância Sanitária os retira dos banheiros dos restaurantes, alguém entende?

Uma nova lei de nº 7.927 obriga os estabelecimentos que comercializam alimentos a disponibilizarem fio dental para os clientes, ao invés do tradicional palito de dente. Lei, sancionada na quinta-feira pela governadora Ana Julia Carepa, é de autoria do deputado Joaquim Passarinho (PTB).

Cuidado porque o fio dental é fonte direta de contaminação e a Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde está retirando os aparelhos dos banheiros dos restaurantes, aqui em Brasília, indicando sua colocação em lugares apropriados para seu uso.

EDUCAÇÃO - Inscrições para o PSS 2010 da UFPA se iniciam na terça, 4, e vão até dia 30


Candidatos que desejam ingressar na Universidade Federal do Pará em 2010 têm até o dia 30 de agosto para fazer sua inscrição. O período de 4 a 16 é reservado para estudantes que desejam obter a isenção de taxa de inscrição ou renovação de inscrição, e de 18 a 30 de agosto de 2009 é a vez dos demais candidatos.

Como nos anos anteriores, a inscrição deverá ser realizada via internet, no site do Centro de Processos Seletivos da UFPA, onde já está disponível o edital do concurso e o conteúdo programático cobrado este ano. O candidato com hipossuficiência econômica que não tiver acesso à internet, poderá realizar sua inscrição no laboratório de informática do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA, localizado no bairro do Guamá.

Para obter a isenção, os estudantes devem estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) ou ser membro de família de baixa renda, nos termos do Decreto nº 6.135, ou seja, pessoas cuja renda familiar mensal, por membro da família, seja de até meio salário mínimo ou cuja renda familiar total, por mês, seja de até três salários mínimos. Essa condição deverá ser comprovada por meio da apresentação dos documentos entre os dias 4 e 17 de agosto no CEPS.

A lista com o resultado final dos isentos será publicada no dia 31 de agosto de 2009. O candidato que pleitear a isenção de pagamento da taxa e não obtiver a concessão do benefício, se desejar participar do PSS 2010, deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição ou de renovação de inscrição.

As provas do Processo Seletivo Seriado 2010 estão marcadas. A primeira fase será dia 22 de novembro, a segunda prova será realizada no dia 13 de dezembro, e a terceira e última fase acontecerá dia 10 de janeiro de 2010.

Como a Universidade está em processo de transição do modelo de seleção, haverá apenas três opções para se inscrever no concurso deste ano. Candidatos que já participaram e foram aprovados em outras fases do PSS irão renovar sua inscrição para realizar a 2ª e a 3ª fase ou para fazer apenas a 3ª fase. Os não inseridos no processo seriado ou aqueles do processo seriado, mas que desejem abandonar os resultados anteriores, deverão se inscrever para realizar as três fases juntas. Não haverá oferta de inscrição isolada para a 1ª nem para a 2ª fase. Também não houve mudanças no valor das taxas de inscrição, que poderão ser pagas até dia 4 de setembro de 2009: 3ª fase: R$ 35,00, 2ª e 3ª fases: R$ 65,00 e 1ª, 2ª e 3ª fases: R$ 75,00. O PSS 2010 oferta 6.152 vagas em 131 cursos de graduação diferentes.

UFPA ASCOM

POLÍTICA - Deus os cria e o Diabo faz a festa.

Juiz que determinou censura é próximo de Sarney e Agaciel
Ele foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em 10 de junho


BRASÍLIA - Ex-consultor jurídico do Senado, o desembargador Dácio Vieira, que concedeu a liminar a favor de Fernando Sarney , é do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia. Foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em 10 de junho, em Brasília. Na mesma data, o Estado revelou a existência de atos secretos na Casa.


Desembargador Dácio Vieira; sua mulher Angela; a mulher de Agaciel, Sanzia; José Sarney; Agaciel Maia; e o senador Renan Calheiros no casamento da filha de Agaciel. (Foto: Reprodução)

Veja a reportagem completa do Jornal Estado de S. Paulo

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POLÍTICA - LULA LAVOU A ALMA E DEIXOU SEU RECADO

'Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado'.

“Não é problema meu. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem votei para ele ser senador no Maranhão, nem votei no Temer, nem votei no Arthur Virgílio, não votei para ninguém. Votei nos senadores de São Paulo.

O recado para seus eleitores: ele nunca votou em Sarney, não podia mesmo, ele vota em São Paulo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

BIOTECNOLOGIA - Em debate, a concessão de patentes e o futuro da pesquisa de substâncias extraídas de organismos vivos no país.



Em debate, a concessão de patentes e o futuro da pesquisa de substâncias extraídas de organismos vivos no país.

O artigo 10, da Lei 9.279/96, veta o patenteamento de material biológico e seres encontrados na natureza, mesmo que isolados. Porém, pesquisadores e parlamentares se mostram favoráveis ao Projeto de Lei 4961/05, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame, que possibilita a concessão de patentes a substâncias extraídas de organismos vivos no Brasil. O assunto foi tema da audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que aconteceu no dia 25 de junho.

O parlamentar Germano Bonow, relator da proposta, afirmou que fará uma modificação em seu relatório, cuja recomendação era rejeitar o projeto, por entender que existem contextos para que as patentes sejam conferidas, desde que o material biológico seja isolado por processos de pesquisa. Segundo o deputado, a compreensão era de que “o Brasil deveria proteger esse patrimônio genético, porque é signatário de acordos internacionais sobre o tema”. Para Bonow, hoje há experiências internacionais em que o país pode ter como base.

Para alguns especialistas, o PL pode ser um meio para desenvolver pesquisas no ramo da biodiversidade brasileira e os estudos científicos não podem ser realizados sem que haja investimentos para testes, análises e produção. Logo, o país precisa requerer as patentes.

Na opinião de Gonzalo Enríquez, doutor em Desenvolvimento Sustentável (UnB) e professor de Economia da Universidade Federal do Pará (UFPA), o patenteamento de substâncias biológicas e partes de organismos vivos é uma das controvérsias junto à biotecnologia e direitos de propriedade intelectual. “Existem setores francamente favoráveis e os que lhe fazem oposição. A tese favorável voltou a tomar corpo a partir do anúncio da conclusão do sequenciamento do genoma humano. Há uma linha argumentativa segundo a qual as pesquisas biológicas e da engenharia genética geram, na verdade, descobertas e não invenções, já que nada mais fazem do que recombinar materiais genéticos preexistentes ou isolar substâncias que ocorrem na natureza”.

Divergência entre os países

A decisão de patentear as substâncias diverge em vários países. Segundo Gonzalo Enríquez, os Estados Unidos já aceitam a apropriação do patrimônio genético. Em contrapartida, a maioria das nações européias não aceita a idéia. “Nem mesmo entre os países participantes do Projeto Genoma Humano há convergência quanto à questão. Para muitos especialistas, o código genético, sobretudo o do ser humano, é patrimônio inalienável de toda a humanidade. A própria Declaração Universal do Genoma Humano e dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco): o genoma, em seu estado natural não deve dar lugar a ganhos financeiros”.

Benefícios ao Brasil

Segundo o parlamentar Mendes Thame, a exploração da biodiversidade brasileira pode trazer benefícios ao país. Dados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Biopirataria, finalizada em 2006 e que estudou a proteção do patrimônio genético do Brasil, cujo deputado foi relator, apontam que é necessário beneficiar e remunerar as comunidades detentoras da biodiversidade. Ele salienta que as patentes devem ser conferidas, apenas, às substâncias isoladas. De acordo com o PL, para ser patenteado, o material deve apresentar requisitos de novidade, aplicação industrial e atividade inventiva.

Ana Cristina Almeida Müller, doutora em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos (UFRJ) e co-coordenadora da Comissão de Estudos de Biotecnologia da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), explicou que o país detém mais de 22% de todas as espécies vegetais e animais do planeta e o uso sustentável de toda essa biodiversidade mostra-se como uma possibilidade atraente para empresas e pesquisadores. “Os medicamentos oriundos de produtos naturais, onde as plantas são uma fonte interessante de extratos e princípios ativos, são uma perspectiva atraente na busca por tratamentos eficazes para diversas doenças. Entretanto, é notório que os custos de desenvolvimento de produtos, desde a pesquisa até sua colocação no mercado, atingem cifras altíssimas (milhões de dólares). Assim, um sistema de patentes eficiente, que incentive a inovação, é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico de qualquer país, sob pena de se colocar em risco o avanço da pesquisa”.

Gonzalo Enríquez ressalta que pode existir um lucro importante para as empresas farmacêuticas internacionais e uma desigual repartição de benefícios dos produtos extraídos da biodiversidade.

A co-coordenadora da ABPI ressalta que a possibilidade de proteção por patentes de materiais ou substâncias obtidas, extraídas ou isoladas de seres vivos é um estímulo essencial à inovação na área farmacêutica e biotecnológica no Brasil, protegendo inventores e empresas contra a competição desvantajosa em relação àqueles que não assumiram o risco financeiro inicial, ao mesmo tempo em que cria condições favoráveis para o emprego do capital de risco na transformação de uma invenção em uma inovação.

Experiências internacionais

Ana Cristina Müller cita que em alguns países, como a China, e nas nações desenvolvidas, por exemplo, as européias e os Estados Unidos, o entendimento é de que quando um material biológico é extraído ou isolado do seu ambiente natural, a partir da intervenção humana, o referido torna-se novo e inventivo. “Diversos são os países que entendem que o material isolado de seu ambiente natural é passível de patenteamento e que a intervenção humana para identificar, isolar e purificar materiais ou substâncias naturais requer uma atividade inventiva”.

No caso brasileiro, a doutora esclarece que a proteção por patente para materiais ou substâncias isoladas, extraídas ou obtidas da natureza, estaria equivalente à postura adotada por outros países que se destacam no âmbito da biotecnologia. “Ademais, no que se refere à implementação de políticas públicas, seria possível o alcance de um dos pilares da Convenção sobre a Diversidade Biológica, que é a repartição justa e equitativa de benefícios”.

Gonzalo Enríquez destaca o caso dos países africanos que aprovaram uma lei-modelo que rejeita a transformação dos seres vivos em mercadorias. O doutor explica que alguns autores afirmam que a história de patentes transformou-se em pirataria. “Em 1995, a Universidade de Wisconsin depositou quatro patentes sobre a brazeína, uma proteína super-açucarada que pesquisadores isolaram da vagem de uma planta encontrado no Gabão. A partir de então, ela passou a negociar licenças de exploração com diversas empresas de biotecnologia. Um de seus objetivos é o de vir a introduzir em frutas e legumes um gene produtor da brazeína a fim de obter alimentos de gosto adocicado, porém mais pobres em calorias. Anunciam-se magníficos lucros. Menos para os camponeses do Gabão que não verão um único centavo proveniente da exploração da planta. Planta cujas propriedades eles conhecem, da qual eles sempre se utilizaram e que por conta de seus modos de vida e práticas culturais, contribuíram com a preservação, de geração a geração.”

Ele ainda esclarece que a cada ano, patentes são depositadas por empresas ou universidades dos países do Norte sobre plantas cultivadas ou utilizadas em países do Sul. Não há acordo financeiro entre os envolvidos neste processo. “Para por um fim a biopirataria, a Comissão Científica, Técnica e de Pesquisa da Organização da Unidade Africana (OUA) redigiu uma "lei-modelo" sobre ‘a proteção dos direitos das comunidades locais, dos agricultores e extratores e sobre as normas de acesso aos recursos biológicos’”.

Capacidade brasileira

Na opinião dos pesquisadores, além da biodiversidade brasileira, o país apresenta capital financeiro e recursos humanos para o desenvolvimento de pesquisas. “O governo tem realizado investimentos significativos em pesquisa. Longe de todas as previsões de muitos pesquisadores, o governo aumentou os recursos nessa área. Já estão sendo criadas redes de pesquisa em biotecnologia e biodiversidade para explorar economicamente os recursos da biodiversidade (plantas e animais)”, explica Gonzalo Enríquez.

Segundo Ana Cristina Müller, o país possui cerca de 35 projetos na área genômica, ocupando o 9º lugar no ranking dos países sequenciadores de genoma. Possui, também, 1.282 grupos de pesquisa e 3.350 especialistas atuando em genômica. “Na área de produtos naturais, a situação também é bastante favorável para a realização de pesquisas, onde temos cerca de 70 grupos lidando com a pesquisa de produtos naturais, 900 profissionais na área de química de produtos naturais e outros 1500 em farmacologia. O Brasil possui, portanto, mão de obra altamente especializada e produção cientifica comparável aos países de primeiro mundo”.

Políticas Públicas

Müller aponta algumas medidas nacionais que vêm estimulando pesquisas em áreas estratégicas, como biotecnologia e farmacêutica. “Como exemplos, podemos citar a Lei de Acesso a Recursos Genéticos, a Lei de Inovaçao, a Medida Provisória do Bem e a Lei de Biossegurança. Alinhando-se, assim, à política de desenvolvimento da biotecnologia, estabelecida pelo Decreto 6.041 /2007, e que apresenta dentre suas ações o aprimoramento da legislação, incluindo a de propriedade intelectual, com impacto direto no desenvolvimento da biotecnologia”.

Segundo o professor, há falhas nas políticas públicas acerca do uso e da repartição dos benefícios da biodiversidade. “A maioria das ações de política ambiental está focada no combate ao desmatamento, pecuária, soja, e pouco se realiza para o acesso aos recursos genéticos e acesso à biodiversidade, com projetos e recursos para as comunidades que moram na fronteira verde da Amazônia e que são conhecedoras dos recursos genéticos por muitos anos. Essas políticas públicas poderiam ser importantes para incentivar a produção da biodiversidade para obter produtos da biodiversidade possíveis de serem pesquisados e transformados em remédios, ou dermocosméticos para a saúde humana”.

Iniciativa privada

Assim com os pesquisadores do setor público, a iniciativa privada também manifesta apoio à possibilidade de patenteamento de substâncias extraídas de organismos vivos. “A iniciativa privada não investe em ciência só em pesquisa tecnológica e nas áreas onde o risco não seja tão alto”.

Leia a reportagem completa na revista Via Política

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MEIO AMBIENTE - Beleza e destruição cobrem metade do Brasil

A maior floresta do mundo

Veja a reportagem no Estadão



MANAUS - A Amazônia tem escala e dimensão singulares e superlativas. É a maior floresta tropical do mundo e maior concentração da biodiversidade do planeta. Sua cobertura verde é uma embalagem viva sob a qual se esconde um universo de animais, plantas, micróbios, genes, climas, águas, índios, beleza e destruição. Cobre metade do território nacional. Não seria exagero dizer que o Brasil é o país da Amazônia, muito mais do que a Amazônia é a floresta do Brasil.


Se somadas as áreas de quase todos os países da Europa (excluindo os da antiga União Soviética), eles caberiam com folga dentro da superfície da Amazônia brasileira. O bioma inteiro tem 6,6 milhões de quilômetros quadrados, espalhados por nove países sul-americanos. O Brasil é dono de quase 65% disso, com mais de 4 milhões de km² de floresta. Só o Estado do Amazonas, com 1,6 milhão de km², tem quase cinco vezes a área da Alemanha ou três vezes o território da França, e é maior do que qualquer um dos outros países amazônicos – Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname, fora a Guiana Francesa, que é uma possessão.


Referências à Amazônia brasileira aparecem de duas maneiras distintas. A primeira é o bioma Amazônia, uma definição ecológica que considera apenas as áreas de formação florestal e seus ecossistemas associados; tem 4,2 milhões de km², ou 50% do território nacional. A outra, chamada Amazônia Legal, é uma região política, que abrange os sete Estados do Norte (Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Acre, Rondônia e Tocantins), mais Mato Grosso e metade do Maranhão. Tem pouco mais de 5 milhões de km² e foi definida originalmente como área de jurisdição da antiga Sudam, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, extinta em 2001 e recriada neste ano. Além de áreas de floresta, inclui cerca de 730 mil km² de cerrado e outras formações naturais não florestais. Os 100 mil km² que sobram são as superfícies ocupadas pelos rios – um universo aquático quase do tamanho de Pernambuco. Normalmente, faz-se referência à Amazônia Legal quando se trata de dados econômicos; as estatísticas sobre desmatamento – ou desflorestamento – dizem respeito apenas às áreas de floresta. Desmatamentos em áreas de cerrado não são computados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Leia a reportagem completa

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Chile: 'Quantas pessoas você conhece cujo pai morreu por um país?'

(Miguel Enríquez, a esquerda, Marco Enríquez, abaixo)

Filho de um líder guerrilheiro (Miguel Enríquez)e criado por um senador socialista, o pré-candidato presidencial do Chile Marco Enriquez-Ominami desafia os políticos tradicionais.

A reportagem é de Mónica González, publicada no jornal Clarín, 21-06-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Aos 35 anos, o cineasta Marco Enríquez-Ominami se converteu no novo fenômeno da política chilena. A seis meses da eleição presidencial que repete a histórica disputa entre a Concertación, com Eduardo Frei, que já foi presidente (1994-2000), e Sebastián Piñera, apoiado pela direita e que já foi derrotado por Michelle Bachelet, esse deputado dissidente renunciou ao Partido Socialista e desafiou o tabuleiro oficialista ao se apresentar como candidato presidencial independente. Irrompeu com a mesma mecha de cabelos sobre a testa que caracterizou seu pai, o líder do MIR [Movimiento de Izquierda Revolucionaria] Miguel Enríquez, que morreu em um enfrentamento com a polícia secreta de Pinochet (Dina, Dirección de Inteligencia Nacional). Marco não o conheceu. Tinha só cinco meses quando ele partiu para o exílio na França junto com sua mãe, a jornalista Manuela Gumucio. Seu álbum de fotos foram recortes de jornais. E sua conexão para com a terra, o seu pai por amor: Carlos Ominami, senador socialista, que deverá escolher entre o apoio a seu filho ou sua recandidatura ao Senado.

São necessárias 35 mil assinaturas para que seu nome figure no voto. E em só três meses conseguiu agitar e assombrar. Casado com uma jornalista e pai de duas filhas, na quinta-feira passada concentrou a atenção quando foram conhecidos os resultados da pesquisa CEP.

Ele obteve 15%, Piñera 34% e Frei 29% das preferências. Mas o padrão eleitoral é quase o mesmo que em 1988. Para que lhe servem os votos que conseguiu até agora?

Para ir ao segundo turno. A quem se deve perguntar se alguém sem partido e castigado por todos que, em três meses subiu de 0 a 14% versus dois candidatos em baixa vai ao segundo turno? A eles.

Eis a entrevista na íntegra

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CHILE - COM A CONSERTAÇÃO FRAGMENTADA BACHELET APOIA CANDIDATO DA CENTRO DIREITA

Em São Paulo, onde participou em reunião com empresários brasileiros a Presidenta Bachelet criticou ao candidato que fora do seu partido, o Partido Socialista, Marco Enríquez, hoje fora da concertação, como mais três candidatos de esquerda que concorrem, por fora da concetação, à presidência do Chile (as eleições se realizarão em dezembro de 2009).
Nem o candidato da ultradireita Sebastião Pinheira recebeu tantas críticas como seu ex colaborador Marco Enríquez.

As críticas que recebeu Enríquez são parecidas às que recebe a Ministra Dilma aqui no Brasil, por parte da oposição: a falta de experiência para governar. Curiosamente são precisamente esses os pontos fortes que tem feito com que Enríquez se potencialize junto aos jovens no pleito eleitoral Chileno. Sua juventude, seus valores éticos sua falta de compromisso com as oligarquias corruptas que ainda predominam em Chile e sobre todo, sua visão inovadora de resgatar os valores e iniciativa criativa das novas gerações para construir um modelo de sustentabilidade no Chile. Enríquez é Deputado por uma região no Chile e fou eleito com uma folgada maioria de votos.

Meio ambiente, Saúde, educação e inovação, são levadas em sério pela candidatura de Marco Enríquez. O Candidato independente está hoje com mais de 20% das intenções de voto.

Eduardo Frei, Filho do falecido Ex-Presidente Eduardo Frei Montalva, que apoio o Golpe Militar do Pinochet e justificou a massacre de chilenos durante a ditadura militar, também foi presidente depois da queda da ditadura militar. Fez um governo midiocre e graças ao carisma e liderança de Ricardo Lagos a concertação retomou o caminho do progresso social.
Leia mais sobre o tema.

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POLÍTICA - NÃO É MEU PROBLEMA DISSE LULA, QUEM PARIU MATEUS QUE O EMBALE


Presidente diz que não cabe a ele decidir permanência de Sarney na Casa.

'Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado', afirmou em SP.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (30), que não cabe a ele decidir sobre a permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no cargo.

“Não é problema meu. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem votei para ele ser senador no Maranhão, nem votei no Temer, nem votei no Arthur Virgílio, não votei para ninguém. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele continua presidente do Senado é o Senado, não sou eu", afirmou Lula.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PARÁ - Sindicato dos Trabalhadores do Fisco: Até motorista é fiscal da SEFA

Amazônia Jornal
Edição de 30/07/2009

Sindtaf vai entrar com representação contra o Estado por permitir atuação irregular de funcionários

O Sindicato dos Trabalhadores do Fisco do Pará (Sindtaf) protocolará, hoje, uma representação contra o governo do Estado por ter permitido que funcionários não habilitados exerçam funções fiscais. Segundo o presidente da entidade, Charles Alcântara, a situação esconde um grande déficit funcional que tem favorecido a sonegação. Segundo Alcântara, a representação será entregue ao promotor dos Direitos Constitucionais, Firmino Matos, em audiência marcada para as 12 horas de hoje. Após analisar o material, o promotor decidirá se vai propor ou não uma ação civil contra o governo do Estado.

O presidente do Sinditaf classifica a situação como grave e antiga dentro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), tendo sido pauta de discussão interna do atual governo quando ele era chefe da Casa Civil. Ao assumir a direção da entidade sindical este ano, Alcântara afirma que não poderia se omitir sobre o assunto. De acordo com Alcântara, a função fiscal só pode ser exercida por auditores fiscais, agentes de tributação e auxiliares de fiscalização. Todos são contratados por meio de concurso público para compor o Grupo Tributação, Arrecadação e Fiscalização (GTAF), atualmente com 660 servidores.

Porém, a representação denuncia que a função está sendo exercida por outros servidores, como auxiliares técnicos e motoristas da Sefa e de prefeituras com as quais a secretaria mantém convênios. O ofício em que essas situações são narradas foi entregue à Sefa no dia 23 de março deste ano, junto com a reivindicação do sindicato para a realização de concurso público, mas 'não foi tomada nenhuma providência', reclama Alcântara, que questiona a justificativa usada pelo Estado, de arrocho nos gastos por causa da crise econômica, já que o governo anunciou recentemente a abertura de concurso público para a Polícia Civil. 'Está comprovado que não é a crise econômica', argumenta. Além do mais, ele reitera que a Sefa deveria ser olhada sob a ótica do aumento da arrecadação. Por isso, ao invés de sofrer cortes, deveria ser estruturada para melhorar a fiscalização e, consequentemente, aumentar a receita estadual.

Leia a matéria na íntegra no Jornal Amazônia

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CHILE - CANDIDATO ALTERNATIVO CRESCE NAS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO

Usando a estrela vermelha e cores azul e vermelho predominante na sua campanha Marco Enríquez-Ominami (leia mais sobre o candidato clicando aqui) que se apresenta como candidato alternativo. Pesquisas de intenção de voto chegam a mais de 20% e algumas até próximas dos 30%, superando ao candidato oficialista Eduardo Frei, uma figura neoliberal que por acordo dos partidos da consertação deverá representar ao centro político em contra o direitista Sebastião Pinheira.





SIGUE O ANUNCIO DA SUA CANDIDATURA AQUI.

BIOTECNOLOGIA - REMÉDIO DA INOVAÇÃO (por isso gosto do vinho)

Nos últimos anos, o Brasil conquistou notável visibilidade nos mercados de alta tecnologia (aviões da Embraer), energia (etanol e petróleo) e design (moda). Agora, o mundo está de olho na biotecnologia brasileira.

Essa notícia, até há pouco, teria como base apenas a reconhecida vantagem competitiva que só o Brasil tem: sua biodiversidade. De fato, a flora e a fauna brasileiras, com mais de 20% dos bichos e vegetais do planeta, são o celeiro cobiçado por pesquisadores de todo o mundo. Mas agora, graças a pesquisas inovadoras de cientistas e farmacologistas brasileiros e ao interesse de novas empresas de biotecnologia, o país "está a caminho de uma transição de imitador para inovador em produtos relacionados à saúde".

Essa é a conclusão de uma extensa análise publicada na revista canadense Nature Biotechnology pelo McLaughlin-Rotman Centre for Global Health (MRC), ligado à Universidade de Toronto. O estudo deu visibilidade mundial à potencialidade brasileira de produzir inovações a um custo substancialmente menor que os das gigantes multinacionais dos fármacos (clique aqui para ler resumo, em inglês).

Todos os casos de sucesso das farmacêuticas nacionais passam pela exploração da ainda quase desconhecida biodiversidade brasileira. Um exemplo disso é o medicamento contra o envelhecimento em pesquisa no laboratório Eurofarma, que licenciou patentes criadas pelo químico André Arigony Souto, da Faculdade de Química da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

A droga terá como base o resveratrol - molécula presente no vinho e no suco de uva que faz enorme sucesso potencialmente com a perspectiva de retardar o envelhecimento. André Arigony foi um pioneiro no estudo da substância, antes de ela entrar na moda.

"Pesquiso o resveratrol desde 1999", diz. "Recentemente a literatura científica mostrou que ele é uma supermolécula com amplo espectro de ação - antioxidante, antiinflamatório, antiviral, cardioprotetor, neuroprotetor, quimiopreventivo de câncer, além de proteger contra infecções e isquemia, reduzir a obesidade e retardar o envelhecimento."

Leia a matéria completa na Revista PIB

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Como disse o poeta: gosto do vinho porque o vinho é bom, mas quando vejo a água brotar limpa, pura e cristalinha da terra..mais gosto do vinho.


MUDANÇA CLIMATICA - MÉXICO ESTÁ CALIENTE

Tenho um amigo na cidade de Hermosillo do Estado fronteirizo de Sonora, no México (um dos muitos que deixei nesse país do meu primeiro exílio) que me disse que os ovos estão caindo fritos e os frangos assados. Ontem já registrou 52º. (aí te cuidas muito "cabrón" e não te vais a morrer!)

Basta colocar um ovo no teto de um carro e em menos de 5 minutos estará torrado.

Veja a notícia da




Uma onda de calor que atinge pelo menos 15 Estados do México provocou a morte de oito pessoas, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de Baja Califórnia, no norte do país.

A temperatura média desde o início do verão do Hemisfério Norte, em 21 de junho, tem sido de 35ºC, mas em algumas regiões, os termômetros chegam a registrar 48ºC.

É o caso da cidade de Mexicali, localizada em uma zona desértica de Baja Califórnia e considerada a mais quente do país.

"Aqui as pessoas podem morrer na rua se não forem tomadas precauções", disse à BBC Mundo René Rosado, diretor de Defesa Civil do governo local.

Dormindo no telhado
Na periferia de Mexicali, muitas famílias dormem no telhado de suas casas, porque a temperatura à noite - quando o calor arrefece - chega aos 39ºC.

Segundo Rosario Ayala, do Centro de Apoio ao Trabalhador Migrante, trata-se de pessoas que não têm energia elétrica ou que carecem de recursos para comprar aparelhos de refrigeração.

"Eles tomam um banho para se refrescar e, logo em seguida, acomodam colchonetes no telhado. Dormem ali mesmo, às vezes com um mosquiteiro para evitar picadas de insetos", afirmou.

Mesmo assim, a prática de dormir no telhado ou nos quintais é cada vez menos frequente, pois as pessoas têm medo de ladrões ou das balas perdidas dos tiroteios entre policiais e membros do crime organizado.

Piadas
O calor, que vai até meados de setembro em Mexicali, rege a vida da cidade.

Alguns molham as paredes para refrescar suas casas, outros esfriam com gelo a água do banho, e a maioria concentra suas atividades nas salas que têm climatização artificial.

Nos fins de semana ou nas férias, é comum ir aos shopping centers da cidade e passar a maior parte do dia ali, aproveitando o ar condicionado.

O calor também é motivo de piada entre os cachanillas, como são conhecidos os habitantes de Mexicali.

Alguns gostam de quebrar ovos no capô dos carros para vê-los cozinhar. E nos bairros turísticos, as lembrancinhas de maior sucesso trazem a frase: "Para morar em Mexicali é preciso estar louco, bêbado ou apaixonado".

Leia a matéria na íntegra na BBC Brasil

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ECONOMIA - Retomada do crescimento, no entanto, as grandes empresas lucram menos

Depois da fala do Ministro Mantega que anunciou uma retomada do crescimento econômico para o País, veio a notícia ruim da queda dos lucros de algumas grandes empresas, como a VALE.

A queda dos lucros da VALE.

Afetado pelo câmbio e pela queda de preço do minério de ferro, o lucro da Vale foi de R$ 1,466 bilhão no segundo trimestre 53,5% menor que o do primeiro trimestre, já fraco devido à crise. O dado surpreendeu os analistas, que esperavam lucro de até R$ 4 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre de 2008, a redução do lucro foi ainda maior, de 81,5%. Como tem sido constatado essa queda corresponde na realidade às grandes empresas e aquelas que atuam no mercado mundial.

Uma realidade diferente ocorre com o mercado do varejo, do alimentos e da construção civil, bem como, dos eletrodomésticos.

O faturamento dos supermercados é um bom indicador.

Com o bom desempenho das vendas de supermercados no primeiro semestre, a associação do setor reviu a previsão para o crescimento do faturamento em 2009 de 2,5% para 4,5%. Nos primeiros seis meses deste ano, o aumento, já descontada a inflação, chegou a 5,3%.Segundo o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda, a projeção foi revisada porque, quando a primeira foi feita, em janeiro, ainda havia um grande receio do impacto da crise.Além da redução de IPI dos itens da linha branca, que aumentou as vendas nos hipermercados, a crise alavancou o faturamento com a permanência dos consumidores por mais tempo em casa, o que resultou em crescimento de 8,4% no volume vendido de cerveja no semestre, 9,6% no de suco de frutas pronto e 5,6% no de salgadinhos para aperitivos. Na média, a alta foi de 2,1%.Para o consultor Marcos Quintarelli, a estabilidade na economia deve reduzir um pouco o ritmo de crescimento no faturamento porque os consumidores tendem a dividir as despesas com produtos semiduráveis e duráveis.

O papel da bolsa família foi importante no aumento do consumo e o incentivo para a produção de bens básicos.

Leia mais na Folha Online

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

EDUCAÇÃO - SÓ CONHECIMENTO PODE MELHORAR A AUTOESTIMA DO PARAENSE O DEMAIS É RESIDUAL

Paraense estuda utilização de células-tronco

Edição de 29/07/2009 Amazônia Jornal.


A matéria do Amnazônia Jornal sobre o pesquisador paraense Haroldo Souza Silva Filho que é o único brasileiro entre os pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), deve ser motivo de destaque para valorizar corretamente os recursos humanos existentes no Estado. .

Veja a matéria do jornal

O pesquisador paraense atua no projeto de pesquisa específico para tornar eficiente a aplicação de células-tronco no tratamento de um tipo de distrofia muscular. As células-tronco, que são uma possibilidade de cura para diversas doenças, ainda apresentam problemas para sobreviver após serem transplantadas nos pacientes. O projeto no qual atua Haroldo Filho, por conta de seu doutorado em bioengenharia, pesquisa o desenvolvimento de um método natural para que as células se mantenham vivas durante o processo de transplantes e, após transplantadas, possam cumprir as funções específicas no processo de recuperação muscular. A pesquisa na qual atua Haroldo Filho é voltada para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD), considerada uma das mais comuns e mais graves.

A pesquisa, que está na primeira fase de testes em animais pequenos, tem previsão de entrar em testes em animais de médio porte nos próximos cinco anos, e em dez anos devem começar os primeiros testes com pacientes de distrofia de Duchenne, doença que, como as demais distrofias, não tem cura, apenas tratamentos de controle. No caso da DMD, o grupo mais atingido é o de meninos, e, segundo Haroldo Filho, o histórico da doença aponta que os pacientes dificilmente ultrapassam a terceira década de vida. 'Possibilitar a eficácia dos transplantes com células-tronco para a recuperação da musculatura desses pacientes será um primeiro passo para uma possível cura. Além disso, a pesquisa em questão também pode ser aplicada para estudos com transplantes de células-tronco para o tratamento de outras doenças', explica o pesquisador.

Leia a matéria completa no amazônia Jornal

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SAÚDE - FALTA DE INFORMAÇÃO DA GRIPE "A" FAZ PARAENSE CORRER PARA PRONTO SOCORRO

Paraense corre aos postos

Edição de 29/07/2009 Amazônia Jornal


A falta de informação sobre as conseqüências da Gripe Suína (GRIPE A) e suas características tem feito com que as pessoas com suspeita de gripe sazonal ou gripe A acudam aos hospitais ou postos de atendimentos em grande quantidade, sem compreender a diferença entre uma unidade de saúde e outra.
Já sabemos que a gripe A é também um vírus e os sintomas entre uma gripe e outra são parecidos, mais intensos na gripe A do que na Gripe sazonal ou a gripe comum.

O Ministro da Suade declarou, com suficiente clareza sobre as características da Gripe A e sua relação com a gripe sazonal.

“Números recém-divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que a taxa de mortalidade da nova gripe no Brasil, hoje, é das menores do mundo, de 0,01 por 100 mil habitantes, enquanto no Chile é de 0,40, na Argentina, 0,34, no Canadá, 0,15, e nos EUA, 0,08 (por 100 mil em todos os casos).
O estudo do Ministério da Saúde também registra que, dos 1.566 casos confirmados da nova gripe no país entre 25 de abril e 18 de julho, 14,2% apresentaram, além dos sintomas da gripe, pelo menos dificuldade respiratória, ainda que moderada. No mesmo período, das 528 pessoas com diagnóstico da gripe sazonal, 17% evoluíram com esse mesmo quadro.
Sabemos que pode haver mudanças e precisamos estar prontos para isso. No atual momento, podemos concluir que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus”.

O Ministro da Saúde também declarou:

“Sabemos que pode haver mudanças e precisamos estar prontos para isso. No atual momento, podemos concluir que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus.
Por isso, cada cidadão deve ter calma e procurar apenas o posto de saúde ou o médico de confiança aos primeiros sintomas típicos de gripe, como tosse, coriza, febre alta, dor de cabeça e no corpo. Se o médico constatar a gravidade do quadro, o paciente será encaminhado a uma das unidades de referência para receber o tratamento adequado. Os hospitais devem estar disponíveis para tratar de forma ágil os que mais inspiram cuidados.
É preciso ter tranqüilidade também com os medicamentos. A automedicação, além de prejudicial à saúde, pode aumentar a resistência do vírus, conforme já alertou a OMS. No Japão, em Hong Kong, na Dinamarca e no Canadá já há casos de resistência do H1N1 ao tratamento medicamentoso -sinal que nos deixa em alerta e exige critério redobrado com a prescrição indevida e a automedicação.
A tendência de todos os tipos de influenza é a redução do contágio com o fim do inverno”.


Segundo o Jornal Amazônia Jornal de Belém do pará:

Houve um acréscimo de 60% em relação ao ano passado devido à nova gripe, que se alastra no Estado

O movimento de pessoas nos postos de saúde da capital aumentou em 60% neste mês de julho em relação ao mesmo período do ano passado. A justificativa está na busca por informações relacionadas à gripe A, que vem deixando boa parte da população muito preocupada. Segundo a diretora da unidade da Sacramenta, Daniele Lima, em média são atendidos diariamente 80 pacientes, sendo que a metade dos casos está relacionada ao vírus da Influenza A (gripe suína) e apresentam dificuldade na respiração. Para a diretora, o movimento tende a ser crescente a partir de agosto, em virtude do final das férias. Devido ao aumento do número de casos, os postos de saúde de Belém estão preparando salas especiais para receber os pacientes com suspeita de contaminação.

Conforme avalia Daniele, o espaço servirá para o acolhimento e tratamento dos possíveis infectados. 'A gripe A é uma doença que requer confinamento, devido à facilidade de transmissão. Por isso fazemos uma triagem dos pacientes no salão de espera - e se os sintomas forem realmente detectados, a pessoa será transferida para uma sala específica própria para o tratamento da Influenza A, que irá dispor de um técnico de enfermagem e um enfermeiro para conduzir os casos', explica. A diretora afirma que depois de confirmada a contaminação, os pacientes devem ser encaminhados para o Hospital Universitário João de Barros Barreto ou seguir para o tratamento em casa.

Daniele observa que é grande o número de pessoas com dispneia - desconforto para respirar, dor de garganta, coriza e tosse. 'Os pacientes que apresentam este quadro clínico acreditam estar infectados', revela. No entanto, apenas 30% das notificações feitas entre maio e julho foram positivas. A maioria dos infectados chegou há pouco tempo de rotas internacionais. 'Ainda assim, não nos centramos mais nas viagens, mas, sim, nos sintomas agudos. Para isso, fizemos inúmeros treinamentos neste mês, e estamos preparados para receber os pacientes', declara a diretora.

A dona de casa Joyce Helena Silva, que está fazendo um tratamento médico em um posto de saúde municipal, teme a gripe, mas não sabe como combatê-la. 'Eu só escuto falar da gripe A, sei que é perigosa, mas não sei direito como se contrai e o que fazer para curá-la. É lógico que aqui na unidade de saúde estou correndo o risco de me contaminar, porém não tenho escolha', afirma. O ajudante de montagem Domingos Alves diz que está sentido dores nasais e de cabeça, além da garganta também incomodá-lo. 'Estou mal desde ontem. Tomei um remédio, que nem lembro o nome e fui deitar - porém, quando acordei, estava me sentindo pior. Pelos sintomas, possivelmente estou contaminado', afirma.

Com novos casos, Pará fica no topo do Norte

O Instituto Evandro Chagas (IEC) confirmou dois novos casos de gripe suína no Pará. Assim, chega a 46 o número de pessoas infectadas pelo vírus H1N1, que colocou o Estado no topo da lista do Norte do país com o maior número de casos confirmados. Hoje, um boletim atualizado com os índices da doença deve ser divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e pelo Ministério da Saúde (MS), que deve divulgar o número de óbitos em todo o país.

Segundo a diretora do Instituto Evandro Chagas, Elisabeth Santos, além dos dois novos confirmados, outros três exames estão em processamento aguardando resultado. 'Hoje recebemos três materiais para processamento. O resultado só deve ser informado por volta das 22h de hoje (ontem)', informou a diretora.

Leia a matéria completa no Jornal Amazônia

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terça-feira, 28 de julho de 2009

BELÉM - CONVÍVIO COM O LIXO E LAMA


Amazônia Jornal
Edição de 28/07/2009


Moradores da rua das Amoras, no Tapanã, reclamam do lamaçal no qual são obrigados a conviver, além de dois pontos que se transformaram em verdadeiros 'lixões' no local. De acordo com eles, a rua nunca recebeu qualquer tipo de pavimentação e, em períodos chuvosos, os alagamentos são constantes. Eles pedem uma providência da prefeitura para acabar com os problemas enfrentados. 'Os dois últimos prefeitos de Belém já estiveram aqui na época de eleição e prometeram asfaltar esta rua, mas até hoje nada foi feito. A gente precisa muito que a prefeitura nos ajude e pavimente logo a rua', disse o morador Francisco Viriato, de 47 anos.

De acordo com os moradores, a comunidade possui várias associações, mas elas nunca conseguiram que a reivindicação fosse acatada pela prefeitura. Francisco Viriato mora há 30 anos na passagem Presidente Dutra - que corta a rua das Amoras - e conta que ela sempre foi ruim e que nunca teve nenhum tipo de saneamento. De acordo com ele, os dois 'lixões' na via são formados por moradores de outras localidades, que vão até lá só para despejar o lixo e o entulho. 'Essa questão já gerou muita briga entre moradores. Hoje mesmo eu chamei a atenção de uma pessoa que veio despejar lixo aí, mas eles não nos ouvem', reclama o morador.

Cleude Maria Portugal de Castro, de 42 anos, mora há 26 anos na comunidade e conta que o caminhão de lixo passa na rua Presidente Dutra todas as segundas, quartas e sextas, mas muitos moradores de outras áreas não observam o calendário do recolhimento do lixo domiciliar. Além disso, depositam também entulho, cuja data de recolhimento eles desconhecem. Maria de Assis, de 44 anos, mora há cerca de dez anos na rua das Amoras e revela que queima o lixo no seu quintal porque acha mais fácil fazer isso do que levá-lo até a rua Presidente Dutra. 'Acho que o correto seria o carro do lixo também passar aqui na Amoras, mas acho que eles não passam porque a rua está em péssimo estado de conservação', acrescentou.

Através de nota enviada à redação, a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) informa que 'o trecho citado, na rua das Amoras, no Tapanã, é um ponto crítico de descarga de entulho'. Entretanto, a secretaria afima é feita a limpeza da área periodicamente. Ainda segundo a nota, hoje, 28, será um dos dias de limpeza do local. A secretaria esclarece ainda que uma equipe fará uma visita técnica na área, para avaliar a situação e adotar as devidas providências.
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Amazônia - Exportação de madeira cai quase 53% no semestre

Amazônia Jornal
Edição de 28/07/2009


A exportação de madeira no Pará fechou o primeiro semestre de 2009 em queda de 52,9%, se comparado ao valor comercializado no mesmo período do ano passado, conforme os dados divulgados ontem pela Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex). Para se ter uma idéia do prejuízo, se igualados os seis primeiros meses de 2008 ante a 2007, a queda não chegou a 9%. Ainda que o volume de exportações tenha aumentado 1,7% entre maio (29.384.624 kg) e junho (29.905.515 kg) deste ano - a defasagem cambial atrapalhou o plano dos produtores, pois a arrecadação entre os dois meses caiu 2,3%, totalizando um prejuízo de aproximadamente US$ 660 mil.

Os principais fatores que contribuem para os maus resultados da indústria, segundo especialistas, foram a grande quantidade de impostos pagos pelos produtores; a falta de demanda do mercado externo; a competição acirrada junto a outros países exportadores do produto tropical como Malásia e Indonésia, além das altas taxas de juros para pequenas e médias empresas, assim como a variação do câmbio para os grandes estabelecimentos.

Leia no Jornal do Amazônia

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EDUCAÇÃO - MEC notifica 35 universidades particulares (dentre elas UNAMA) que não cumprem com minimo de mestres e doutores e com dedicação integral

O Ministério da Educação notificou ontem 35 instituições privadas de ensino superior que, segundo a pasta, não cumprem os percentuais mínimos de professores com dedicação integral ou com títulos de mestre e doutor estabelecidos pela legislação. Ao todo, elas oferecem quase 10% das vagas em cursos universitários no Brasil.

Elas terão 90 dias para resolver o problema. Caso continuem irregulares, estão sujeitas a processos administrativos que poderão culminar com o descredenciamento de cursos.

A medida atinge 11 centros universitários e 24 das 87 universidades privadas do país, como a PUC-MG e duas das maiores em número de alunos, a Universidade Presidente Antônio Carlos (MG) e a Universidade Salgado de Oliveira (RJ).

Sete das 35 instituições notificadas não poderão abrir novas vagas até comprovarem a regularidade da situação, já que a situação delas foi considerada mais grave, dentre elas a UNAMA do Pará.

A lei estabelece que as instituições de ensino superior devem ter um terço do corpo docente com dedicação integral. Para professores com título de mestre e doutor, centros universitários têm que respeitar a proporção de 20%, e universidades, de um terço. A diferença é que universidades têm mais autonomia para abrir vagas.

A Folha tentou contatar, na tarde de ontem, a Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares), mas ninguém atendeu os telefones disponíveis no site da entidade.
Veja a lista completa das universidades notificadas pelo MEC
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DESMATAMENTO - Ecologistas e agropecuaristas se enfrentam pelo desmatamento da Amazônia


As riquezas da Amazônia são fontes de muita cobiça, em especial a dos agropecuaristas. E o debate que opõe ecologistas e ruralistas em torno do desenvolvimento dessa região povoada por 23 milhões de habitantes mobiliza o fervor dos defensores de cada campo.

Recentemente, foram os ecologistas que obtiveram uma vitória, ao tomar o mundo agrícola de surpresa. Um relatório da ONG Greenpeace sobre a criação descontrolada de gado na Amazônia levou as três principais redes de supermercados a suspenderem suas compras de carne proveniente de áreas desmatadas ilegalmente. Os contratos de diversos abatedouros também foram suspensos, o Banco Mundial rescindiu contrato com o frigorífico Bertin e a justiça entrou com ações contra 21 fazendas. "É preciso conscientizar as pessoas, pois a Amazônia está ameaçada pelo eixo do mal que alia o gado - o Brasil é o principal exportador mundial de carne - , à exploração ilegal de madeira e ao avanço da soja e da cana de açúcar", diz Paulo Adário, coordenador de campanha para o Greenpeace.

Um argumento que vai contra a maior defensora do agronegócio, a senadora do partido conservador Democratas (DEM), Kátia Abreu: "Não é crime produzir para exportar", se rebela aquela que preside também a Confederação Nacional da Agricultura, "pois nós não destruímos a vegetação, mas sim a substituímos por alimentos". Seu argumento choca: o agronegócio representa um terço do PIB e das exportações do país.

Essa rica fazendeira do Estado de Tocantins assumiu o papel de porta-voz dos agricultores que "muitas vezes não se expressam bem, são tímidos, rudes, simples". Assim que chega a Brasília, ela troca seu jeans por uma saia e sapatos envernizados e defende seus protegidos da tribuna do Senado. Ela também conta com o apoio da bancada ruralista, o grupo de deputados que apoiam a causa agrícola, com 150 dos 513 deputados.

"Kátia Abreu tem uma visão moderna do mundo agrícola, e o defende como uma tigresa", garante o agrônomo Dante Scolari, conselheiro para a comissão parlamentar da Agricultura. No Brasil, os lobistas miram os congressistas, apesar (ou por causa?) de sua reputação abominável de "corruptos".

Coletes à prova de bala e escolta

"Os ecologistas não devem ter o monopólio do debate", defende Kátia Abreu, que exigiu a demissão do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, depois de tê-lo ouvido chamar os grandes fazendeiros de "vigaristas". Ela diz: "Então para que interesses serve essa ONG estrangeira que só fala mal, em vez de também dizer ao mundo que o Brasil conservou 52% de sua vegetação original?"

Tratados com hostilidade por seus detratores, os militantes do Greenpeace percorrem a Amazônia por sua conta e risco. Com base em Manaus, Paulo Adário foi ameaçado de morte, e durante dois anos, esse homem de cinquenta e poucos anos grande e forte viveu com um colete à prova de balas, e uma escolta da polícia federal. Em 2005, a irmã missionária Dorothy Stang, defensora dos pequenos agricultores, foi assassinada por matadores de aluguel pagos por latifundiários.

Paulo Adário abandona a floresta para falar em encontros internacionais. "As autoridades brasileiras tremem diante de pressões internacionais", ele afirma, acreditando que o presidente Lula ainda não decidiu entre o desenvolvimento predatório e o desenvolvimento sustentável.

Enquanto eles o ouvem promover a solução brasileira dos biocombustíveis, os militantes do Greenpeace exigem que o Brasil prove que etanol de cana de açúcar não contribui para a destruição da Amazônia e do ambiente.

Esses dois adversários, entretanto, concordam quanto à solução que salvaria a majestosa floresta de novas destruições.

"A remuneração do serviço ambiental é a solução para todos nossos problemas", garante Kátia Abreu. "É preciso criar uma economia do meio ambiente onde o Estado criaria infraestruturas e créditos para uma exploração sustentável", completa Paulo Adário.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

ECONOMIA - O colapso do comércio mundial parou, mas não há sinais de uma recuperação


O comércio mundial tem sido um dos piores acidentes do abrandamento da economia mundial e fonte de alguns números particularmente surpreendente. Para o final do ano passado, todas as trocas no comercio mundial caíram. Segundo o Banco Mundial, o valor das exportações a partir de uma amostra de 65 países representando 97% do comércio mundial aumentou de 20,2% em setembro, em comparação com um ano antes. Mas, em Novembro de exportações tinham um valor 17,3% inferior a um ano antes, antes da crise com uma queda de 32,6% com relação a janeiro do ano anterior. Em Março, gestores do “South Korea’s Busan port”, um dos portos mais movimentados do mundo, disse que tinha espaço para armazenar cerca de 32.000 contentores vazios. Por sua vez o “Baltic Dry Índex”, que mede a demanda de navios que transportam mercadorias a granel, como minério de ferro ou carvão, passou de 11.793 no final de Maio do ano passado para um lamentável 663 no início de dezembro.
Isso reflete um pouco a crise pela que atravessa o comércio mundial.
Leia mais na revista “The Economist”
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CHILE - NOVA ALTERNATIVA DEMOCRÁTIVA AVANÇA NAS PESQUISAS E MUDA O QUADRO POLÍTICO DO PAÍS (em espanhol)



Tras los buenos resultados que obtuvo en la última encuesta desarrollada por La Tercera -en donde alcanzó un 21% en primera vuelta, quedando a cuatro puntos de Eduardo Frei y a nueve de Sebastián Piñera- el candidato independiente, Marco Enríquez-Ominami, analizó positivamente el sondeo y se centró en lanzar sus dardos a las candidaturas de la Concertación y la Coalición por el Cambio.

"Gracias a los chilenos, gracias por su apoyo, pero la verdad que 21% no es 50% más uno. Necesitamos trabajar muchísimo. Acá hay un dato, hay tres autos y dos van para atrás y uno va para adelante. Lo que importa es la dinámica, y nuestra dinámica es positiva, de crecimiento y de armonía" dijo Enríquez en entrevista con ADN Radio.

A renglón seguido señaló que en un escenario de segunda vuelta, si es que él no llegara a pasar, no votaría por Eduardo Frei.

"Mi candidato no es el senador democratacristiano que tiene ansias de poder inconmensurables que le prohibieron a él despertar sus mejores sentimientos, y que al revés, sus ganas de ser reelecto lo volcaron a ser un personaje que no conocíamos, lleno de odio, que no quiso primarias (...) Yo no quiero votar por él, porque creo que a Chile no le hace bien un hombre que hoy día está invadido por el odio e invadido por el miedo", sostuvo.

Con respecto a Piñera, el diputado ex PS criticó que "tiene un egoísmo infinito, sólo piensa en él". Además, advirtió que a su juicio el abanderado RN "no quiere ser Presidente... quiere ser ex Presidente. Quiere haber probado el elixir de ser Presidente, porque es una especie de perfume que se echa", concluyó.

Leia mais no Jornal "La Tercera" do Chile

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CHILE - COMPLICAM-SE AS ELEIÇÕES PARA A DIREITA E O CENTRO POLÍTICO


Desafiante chileno aposta em reformas
Marco Enríquez-Ominami deixa o partido de Bachelet e já alcança 13% em pesquisas com candidatura independente


Cineasta de 35 anos, que tem biografia marcada pela ditadura, prega para a classe média, extrato disputado entre governo e oposição

DA REPORTAGEM LOCAL

Num Chile onde pesquisas mostram o desinteresse em geral, e dos jovens em particular, pela política -1 em cada 5 chilenos com menos de 30 anos está registrado para votar- um candidato desafiante e jovem tem catalisado atenções.
É Marco Enríquez-Ominami, 35, deputado eleito para seu primeiro mandato pelo Partido Socialista (PS), de Michelle Bachelet. Ele deixou o partido para se lançar candidato independente e aparece na pesquisa nacional mais recente com surpreendentes 13% dos votos.
Carismático, cabelos sobre os ombros, é filósofo, cineasta, casado com uma jornalista de TV e usa todas as ferramentas de internet que Barack Obama transformou na ordem do dia da política dos "outsiders".
Nesta semana, enquanto estava em caravana pelo Chile, ele repetiu à Folha, por e-mail, o discurso que preocupa a coalizão governista.
"A Concertação é hoje uma instituição conservadora. Acumulou poder e privilégios que deve defender", disse. "Isso faz com que a segunda onda de reformas democratizadoras seja incompatível com ela."

O deputado não ataca a popular presidente, mas o candidato governista Eduardo Frei. Diz que o ex-presidente se junta aos progressistas "por razões instrumentais" e não quer uma reforma tributária.

A mudança é um eixo de seu programa, que prevê mais impostos para empresas e fortunas e menos para pobres e classe média, a quem ele prega igualdade de condições para competir na pouco móvel sociedade chilena.
Um discurso eficaz para a classe média, especialmente em seus extratos mais baixos, é um desafio para a Concertação, já que esse grupo não se sente diretamente beneficiado pelas políticas sociais do governo e é intensamente disputado pela campanha oposicionista.

O desafiante se vende como a versão 2010 de Bachelet, que, como primeira mulher presidente, representava frescor na política chilena. No passado, anunciou que faria um documentário sobre Hugo Chávez, mas tem criticado os ataques do venezuelano a ONGs de direitos humanos. À Folha ele frisou que seus projetos de mudança precisarão de tempo para gerar "consensos".
O deputado causou controvérsia ao defender uma negociação de uma saída do mar para a Bolívia -mas sem soberania boliviana sobre o território.

Ditadura
Como muitos políticos chilenos, sua vida foi marcada pela ditadura. O pai guerrilheiro e fundador do MIR (Movimento da Esquerda Revolucionária), Miguel Enríquez Espinosa, rejeitou exilar-se e foi morto pelo regime Pinochet em 1974. No exílio, sua mãe se uniu a outro mirista, o hoje senador Carlos Ominami, que o adotou.
Para a Concertação, o pior pesadelo é ver Enríquez-Ominami superando Frei nas pesquisas, quadro temporariamente afastado por recente levantamento nacional. A meta é não atacá-lo para não alijar seus eleitores no segundo turno. O mesmo cálculo fazem os direitistas. Mas o senador Ominami acha que, sim, o filho pode mais: "No início da eleição americana, Obama não era favorito". (FLÁVIA MARREIRO)

Leia mais no jornal Folha de S. Paulo

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DESMATAMENTO - Madeireiros devastam mais de 90 km² de reserva indígena em Rondônia

PORTO VELHO - Cerca de 30 pessoas foram presas, entre madeireiros, garimpeiros e grileiros de terra, numa operação realizada durante 15 dias por funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), policiais ambientais e índios de várias etnias. Eles são acusados de desmatar a maior área preservada de Rondônia: a terra indígena de Uru-eu-wau-wau, que tem mais de um 1,8 milhão de hectares - o equivalente a 10% do estado. Nos últimos anos, cerca de 90 quilômetros quadrados foram desmatados. A área corresponde a menos de 1% do total, mas é de grande importância pela biodiversidade e por concentrar os principais rios que abastecem a região.

Os madeireiros fazem o chamado 'trabalho de formiguinha'. Eles não usam grandes máquinas, e agem discretamente dentro da floresta. Trabalham com motosserras pequenas e um caminhão para transportar a madeira extraída ilegalmente. No meio da mata, fiscais encontram até uma serraria improvisada cheia de toras cortadas em forma de pranchas. Em outro caminhão encontrado, a madeira já estava pronta, cortada em vigas. A ONG WWF-Brasil fez um sobrevoo pela região. De cima, é possível ver as clareiras abertas na mata pelo desmatamento.

O território da maior reserva indígena de Rondônia ainda é motivo de discussão judicial desde a década de 1980. Num trecho, um dos primeiros a ser declarado como reserva indígena, vivem cerca de 60 famílias. Elas têm o título de propriedade cedido pelo Incra, mas o documento é contestado pela Funai. Enquanto a questão não é resolvida, nenhuma árvore pode ser derrubada. Mas um passeio pela região mostra que isso não está sendo cumprido. Na estrada, há restos de uma árvore cortada. No final da trilha, os agentes encontraram outra árvore derrubada. Os madeireiros abandonaram o tronco, que estava sendo dividido.

Poucos metros à frente, eles encontraram a serraria clandestina. Nela, toras de madeira abandonadas. Logo depois da chegada dos policiais, um rapaz tenta passar pela área: "Eu só vim dar um recado para esse meu cunhado que mora na fazenda", diz ele. Mas logo os policiais desconfiam da história e encontram pó de madeira em seus braços. O rapaz confessou que era ele quem serrava uma castanheira.

- Uma série de fatores contribui para a ação dos madeireiros. Temos um quadro mínimo de pessoal e eles trabalham na maioria das vezes à noite, no meio do mato, transformando a madeira, dificultando as nossas ações - diz Jorge Leal, agente da Funai.

Para os ambientalistas, o crime esconde uma rede de destruição, que tem no topo, alguém que se protege pagando pouco e contratando várias pessoas.
Leia mais no G1 da Globo.

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POLÍTICA - Sarney perde apoio entre aliados, que cobram solução rápida para crise

BRASÍLIA - Fragilizado e sem a certeza de ainda ter maioria consolidada no Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), está sendo pressionado a decidir seu destino político em agosto, quando acaba o recesso do Congresso. Aliados da base governista no Senado apostam que Sarney não resistirá à pressão cada vez mais forte das ruas após a divulgação de gravações da Polícia Federal, e tentarão articular uma solução negociada com o próprio Sarney. Hoje, o presidente do Senado não tem mais a certeza de que dispõe dos 41 votos necessários para barrar, no plenário da Casa, qualquer iniciativa de retirá-lo do cargo. É o que mostra reportagem de Isabel Braga e Cristiane Jungblut na edição desta segunda em O GLOBO. Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute a crise do Senado em reunião com ministros da coordenação política.

A reunião antecipada do Conselho de Ética, antes do fim do recesso, está praticamente descartada. Mas, segundo Casagrande, ex-membro do Conselho, haverá uma batalha quando os conselheiros voltarem a se reunir. Isso porque o grupo de Sarney defende que, se o presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), decidir engavetar as representações contra o presidente da Casa, o único recurso possível é levar o tema ao plenário do Conselho. Mas o entendimento é que o regimento prevê recurso ao plenário do Senado. Nesse caso, Sarney precisa ter 41 votos (entre os 80 colegas) para impedir tanto a abertura de processo, em caso de recurso, como de cassação. E sua base de apoio, sem o DEM e provavelmente sem o PT, está em torno de 40 votos.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, Lula não deve fazer novas defesas públicas de Sarney, mas ainda quer a manutenção do aliado no comando do Senado, por temer que a oposição assuma o cargo em caso de licença. Nem mesmo os aliados acreditam que Lula volte a enquadrar o PT, cobrando um novo recuo da bancada no Senado, depois da nota do líder, senador Aloizio Mercadante (SP), pedindo a afastamento de Sarney até o esclarecimento das denúncias. Mas Lula, afirmam interlocutores, interpretou a nota não como uma mudança de postura da bancada, e sim como uma manifestação de Mercadante como líder.
Leia mais no G1 da GLOBO

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domingo, 26 de julho de 2009

AMAZÔNIA - Pesquisadores afirmam que as queimadas alteram ciclos biogeoquímicos e clima


As queimadas na floresta amazônica, provocadas pela criação de áreas de pastagem, exploração da madeira e agricultura familiar, estão causando alterações nos ciclos biogeoquímicos (os percursos realizados no meio ambiente por um elemento químico) e afetando ainda mais o clima da região. A revelação foi feita pelos pesquisadores Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), e Flávio Luizão, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA), em uma mesa-redonda realizada, realizada no dia 15/07, durante a 61ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Manaus (AM).

De acordo com os pesquisadores, um dos exemplos mais evidentes de alterações de ciclos biogeoquímicos na Amazônia provocados pelas queimadas é o do nitrogênio – um nutriente essencial para as plantas, que está presente no solo, no ar e na água. No estado gasoso, este elemento químico representa 78% da atmosfera, mas, para que seja aproveitado pelas plantas é necessário que os micróbios presentes nos caules das plantas e no solo capturem e quebrem o nitrogênio para disponibilizá-lo na forma de outros elementos. A partir daí, parte desse composto é fixado no solo sob as formas de nitrito e nitrato, por exemplo. E através das chuvas, chega aos meios aquáticos na forma de amônia.

Segundo os pesquisadores, o que está ocorrendo na Amazônia é que ao queimar a floresta parte dos compostos nitrogenados presentes nas árvores, como a amônia, por exemplo, são vaporizados e vão para a atmosfera onde se combinam com outros elementos e acabam formando chuva ácida. Isso também gera um aumento da quantidade de nitrogênio armazenado na biosfera, contribuindo para mudanças no ciclo hidrológico – de chuvas – e nas condições climáticas da região.

“A gente observa um impacto importante do homem na emissão de nitrogênio aqui na região amazônica através de queimadas”, afirma o pesquisador da USP Paulo Artaxo. Mas ele ressalva que o problema não diz respeito apenas à região. “Embora boa parte dessas ações ocorram na Amazônia, na verdade há uma contribuição global muito importante de queimadas, principalmente da África e da Oceania, que alteram o ciclo do nitrogênio. Mas é importante termos em mente que apenas o desmatamento no Brasil corresponde a 41% do desmatamento global”, compara Artaxo.
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DESMATAMENTO - ANISTIA GERAL A DESMATADORES PROPÕE KATIA ABREU


Punições deveriam começar em dezembro; mais da metade das propriedades rurais do país está em situação irregular. Minc defende benefício só aos pequenos proprietários, Stephanes quer estendê-lo também aos médios, e Kátia Abreu propõe anistia geral
Faltando menos de cinco meses para a entrada em vigor de punições aos produtores rurais que desmataram além do limite da lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai negociar anistia a pelo menos parte dos proprietários de terras.
Segundo o Ministério da Agricultura, mais da metade das propriedades rurais do país está em situação irregular (cerca de 3 milhões de produtores). Reportagem de Marta Salomon, na Folha de S.Paulo.
Lula já havia adiado para dezembro deste ano o início das punições a quem não registrasse as áreas de preservação nas propriedades nem se comprometesse a recuperá-las. Nos últimos meses, representantes do agronegócio tentaram mudar, sem sucesso, os limites de desmatamento fixados no Código Florestal. Com o prazo das punições se aproximando, até o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) admite que mudanças nas regras são “inevitáveis”.
A Folha apurou que são três as propostas que serão submetidas à análise de Lula na semana que vem. Minc defende tratamento diferenciado para agricultores familiares, donos de propriedades pequenas, que acredita ser a base política do governo Lula no campo. O colega Reinhold Stephanes (Agricultura) quer estender a tolerância aos médios proprietários, até seis módulos fiscais: “A proposta alcança a classe média rural, importantíssima”.
A presidente da CNA (Confederação Nacional de Agricultura), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), apresentou a Lula uma proposta mais radical, que se dispõe a recuperar a vegetação das margens de rios -sem punições para quem desmatou acima do limite- combinada com o compromisso do agronegócio com o desmatamento zero: “Acham que é fácil chegar a esse compromisso?”, disse.
O “desmatamento zero” significaria manter a vegetação nativa em cerca de 53% do território brasileiro, ainda não desmatado. Os proprietários de terras que não desmataram o percentual hoje autorizado (entre 20% e 80%) seriam remunerados pelo Estado.
Mas Stephanes diz que o desmatamento zero não se aplicaria ao cerrado: “É a região de expansão nossa”. O desmatamento, que alcança 40% no bioma, poderia avançar até 65%. Segundo ele, o governo terá em breve os instrumentos para conter a maior fonte de desmatamento na Amazônia, a pecuária, por meio do monitoramento das fazendas de gado.
Lula vai receber Minc, Stephanes e Kátia Abreu. Os últimos querem uma medida provisória. “Seria a melhor saída”, disse Stephanes. “Estamos com urgência”, disse Abreu. Leia na íntegra
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