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quarta-feira, 29 de julho de 2009

SAÚDE - FALTA DE INFORMAÇÃO DA GRIPE "A" FAZ PARAENSE CORRER PARA PRONTO SOCORRO

Paraense corre aos postos

Edição de 29/07/2009 Amazônia Jornal


A falta de informação sobre as conseqüências da Gripe Suína (GRIPE A) e suas características tem feito com que as pessoas com suspeita de gripe sazonal ou gripe A acudam aos hospitais ou postos de atendimentos em grande quantidade, sem compreender a diferença entre uma unidade de saúde e outra.
Já sabemos que a gripe A é também um vírus e os sintomas entre uma gripe e outra são parecidos, mais intensos na gripe A do que na Gripe sazonal ou a gripe comum.

O Ministro da Suade declarou, com suficiente clareza sobre as características da Gripe A e sua relação com a gripe sazonal.

“Números recém-divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que a taxa de mortalidade da nova gripe no Brasil, hoje, é das menores do mundo, de 0,01 por 100 mil habitantes, enquanto no Chile é de 0,40, na Argentina, 0,34, no Canadá, 0,15, e nos EUA, 0,08 (por 100 mil em todos os casos).
O estudo do Ministério da Saúde também registra que, dos 1.566 casos confirmados da nova gripe no país entre 25 de abril e 18 de julho, 14,2% apresentaram, além dos sintomas da gripe, pelo menos dificuldade respiratória, ainda que moderada. No mesmo período, das 528 pessoas com diagnóstico da gripe sazonal, 17% evoluíram com esse mesmo quadro.
Sabemos que pode haver mudanças e precisamos estar prontos para isso. No atual momento, podemos concluir que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus”.

O Ministro da Saúde também declarou:

“Sabemos que pode haver mudanças e precisamos estar prontos para isso. No atual momento, podemos concluir que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus.
Por isso, cada cidadão deve ter calma e procurar apenas o posto de saúde ou o médico de confiança aos primeiros sintomas típicos de gripe, como tosse, coriza, febre alta, dor de cabeça e no corpo. Se o médico constatar a gravidade do quadro, o paciente será encaminhado a uma das unidades de referência para receber o tratamento adequado. Os hospitais devem estar disponíveis para tratar de forma ágil os que mais inspiram cuidados.
É preciso ter tranqüilidade também com os medicamentos. A automedicação, além de prejudicial à saúde, pode aumentar a resistência do vírus, conforme já alertou a OMS. No Japão, em Hong Kong, na Dinamarca e no Canadá já há casos de resistência do H1N1 ao tratamento medicamentoso -sinal que nos deixa em alerta e exige critério redobrado com a prescrição indevida e a automedicação.
A tendência de todos os tipos de influenza é a redução do contágio com o fim do inverno”.


Segundo o Jornal Amazônia Jornal de Belém do pará:

Houve um acréscimo de 60% em relação ao ano passado devido à nova gripe, que se alastra no Estado

O movimento de pessoas nos postos de saúde da capital aumentou em 60% neste mês de julho em relação ao mesmo período do ano passado. A justificativa está na busca por informações relacionadas à gripe A, que vem deixando boa parte da população muito preocupada. Segundo a diretora da unidade da Sacramenta, Daniele Lima, em média são atendidos diariamente 80 pacientes, sendo que a metade dos casos está relacionada ao vírus da Influenza A (gripe suína) e apresentam dificuldade na respiração. Para a diretora, o movimento tende a ser crescente a partir de agosto, em virtude do final das férias. Devido ao aumento do número de casos, os postos de saúde de Belém estão preparando salas especiais para receber os pacientes com suspeita de contaminação.

Conforme avalia Daniele, o espaço servirá para o acolhimento e tratamento dos possíveis infectados. 'A gripe A é uma doença que requer confinamento, devido à facilidade de transmissão. Por isso fazemos uma triagem dos pacientes no salão de espera - e se os sintomas forem realmente detectados, a pessoa será transferida para uma sala específica própria para o tratamento da Influenza A, que irá dispor de um técnico de enfermagem e um enfermeiro para conduzir os casos', explica. A diretora afirma que depois de confirmada a contaminação, os pacientes devem ser encaminhados para o Hospital Universitário João de Barros Barreto ou seguir para o tratamento em casa.

Daniele observa que é grande o número de pessoas com dispneia - desconforto para respirar, dor de garganta, coriza e tosse. 'Os pacientes que apresentam este quadro clínico acreditam estar infectados', revela. No entanto, apenas 30% das notificações feitas entre maio e julho foram positivas. A maioria dos infectados chegou há pouco tempo de rotas internacionais. 'Ainda assim, não nos centramos mais nas viagens, mas, sim, nos sintomas agudos. Para isso, fizemos inúmeros treinamentos neste mês, e estamos preparados para receber os pacientes', declara a diretora.

A dona de casa Joyce Helena Silva, que está fazendo um tratamento médico em um posto de saúde municipal, teme a gripe, mas não sabe como combatê-la. 'Eu só escuto falar da gripe A, sei que é perigosa, mas não sei direito como se contrai e o que fazer para curá-la. É lógico que aqui na unidade de saúde estou correndo o risco de me contaminar, porém não tenho escolha', afirma. O ajudante de montagem Domingos Alves diz que está sentido dores nasais e de cabeça, além da garganta também incomodá-lo. 'Estou mal desde ontem. Tomei um remédio, que nem lembro o nome e fui deitar - porém, quando acordei, estava me sentindo pior. Pelos sintomas, possivelmente estou contaminado', afirma.

Com novos casos, Pará fica no topo do Norte

O Instituto Evandro Chagas (IEC) confirmou dois novos casos de gripe suína no Pará. Assim, chega a 46 o número de pessoas infectadas pelo vírus H1N1, que colocou o Estado no topo da lista do Norte do país com o maior número de casos confirmados. Hoje, um boletim atualizado com os índices da doença deve ser divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e pelo Ministério da Saúde (MS), que deve divulgar o número de óbitos em todo o país.

Segundo a diretora do Instituto Evandro Chagas, Elisabeth Santos, além dos dois novos confirmados, outros três exames estão em processamento aguardando resultado. 'Hoje recebemos três materiais para processamento. O resultado só deve ser informado por volta das 22h de hoje (ontem)', informou a diretora.

Leia a matéria completa no Jornal Amazônia

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