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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

BLOG DEGABRIELA PUGLIESI CONTA O SEGREDO PARA EMAGRECER



Fenômeno na internet, a blogueira Gabriela Pugliesi, de 27 anos, conquistou seu espaço na web através de um tema cada vez mais em ascensão na blogosfera: a vida saudável e emagrecimento. Com dicas de alimentação e exercícios físicos, a criadora do blog Tips 4 Lifevêm atraindo mais adeptos para esse estilo de vida.





fotos/reprodução: Instagram Gabriela Pugliesi /Tips 4 Life

Gabi também é sucesso no Instagram: tem mais de 150 mil seguidores e posta fotos diariamente das suas refeições e seus treinos. O Vila Mulher entrevistou a blogueira com exclusividade para descobrir o segredo para manter essa rotina tão saudável sem perder o foco. Veja só!


VM - Você já foi gordinha ou sempre teve esse corpinho? Desde quando você tem essa preocupação com a forma?


Gabi - Fui gordinha quando era criança e comecei a me preocupar na adolescência com a vaidade. Não sou favorecida geneticamente desde que emagreci naturalmente e aos poucos, me tornei disciplinada, e fui gostando de viver um estilo de vida saudável, foi tudo muito natural. Nunca fiz dietas malucas.


VM - Além do blog, com o que você trabalha?


Gabi - Hoje trabalho "apenas" com o blog. Entre aspas, pois o blog é super trabalhoso. Eu não paro em casa um minuto e viajo bastante agora também.


VM - Como surgiu a ideia do blog? Foi também uma forma de incentivo para você?


Gabi - Surgiu naturalmente, já que sempre gostei de falar sobre vida saudável e sempre incentivei as pessoas ao meu redor a mudarem maus hábitos. Então tive a ideia de dividir meu estilo de vida com mais gente. Fiz o blog em dois dias, ele tem apenas três meses! E é um autoincentivo para mim sim, meu corpo e meu estilo e vida melhoraram muito de três meses para cá, principalmente porque agora esse é meu trabalho e eu aprendo cada vez mais sobre tudo que envolve saúde e bem estar.


VM - Confessa: não tem algum momento da semana que você se permite comer algumas bobagens ou um pouco mais? Ou você não perde o foco nunca?


Gabi - Em dias de semana eu não faço questão de comer besteira. Eu adoro ser regrada, acredite se quiser (risos). As pessoas não entendem que isso não é uma fase, é um estilo de vida. Faz parte do meu perfil comer bem. Às vezes quando eu tenho vontade é mais nos finais de semana, quando viajo, em festas. Eu tomo um vinho, como uma sobremesa, docinho de casamento, mas são ocasiões isoladas. Eu amo minha rotina de dieta e tenho prazer em fazer tudo certinho. Mas já fui viciada em chocolate, só comia nos finais de semana, só que hoje não faço mais questão, como quando tenho vontade, que é quase nunca.


VM - Como você foi adquirindo o conhecimento sobre a área de nutrição e fitness?


Gabi - Com a vida e por gostar muito do assunto, venho tentado melhorar minha alimentação ao longo dos anos e com isso a gente aprende. E meu marido é personal trainer, então também aprendo bastante com ele. E adoro ler livros sobre nutrição e saúde.


VM - Como veio a ideia de compartilhar fotos dos treinos e até das compras do supermercado?


Gabi - Foi natural, posto tudo que envolve minha rotina, sempre dando dicas. Achei que seria legal as pessoas verem minhas compras no supermercado, então o carrinho virou uma marca também do meu Instagram. Uso meu Instragram como uma ferramenta de trabalho, então posto coisas só sobre saúde e bem estar, coisas que abordam esse tema. Sempre falando sobre a minha vida e nunca passando dietas ou treinos para as pessoas. Dou dicas mais genéricas.


VM - Qual é o feedback das leitoras?


Gabi - Maravilhoso. Recebo depoimentos todos os dias, com histórias de como a vida delas mudou e o legal é que tem meninas de 14 anos, mães, até avós que me abordam para falar que a partir do blog elas mudaram de vida. Para mim não poderia ser melhor né? Quero fazer um movimento mesmo, que chamo de "geração Pugliesi".


VM - Os homens também comentam?


Tem homens que comentam sim, inclusive eles ficam bravos quando eu falo "meninas". Eles falam: "poxa, nós também estamos aqui", (risos). O blog só me trouxe coisas boas em todos os sentidos, mas o retorno positivo das pessoas é o melhor para mim.


VM - O que você acha essencial para uma dieta bem-sucedida? Você daria algumas dicas básicas de como não perder o foco na hora de malhar ou ter uma alimentação mais balanceada?

Gabi - O principal é não esperar por um milagre e não acreditar em dietas milagrosas! As pessoas se frustram muito porque começam uma dieta que promete perder 10 quilos em uma semana. Elas até perdem peso, mas não aguentam fazer essa dieta por mais de 1 mês, então engordam tudo de novo e até mais, vivendo esse efeito "sanfona". Se for um inferno fazer dieta, nunca vai dar certo. O segredo é uma reeducação alimentar mesmo, as pessoas precisam pensar mais a longo prazo, emagrecendo com qualidade, pois isso vira prazer.


Por Jessica Moraes

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Só escravidão deve superar moto em destruição social, diz sociólogo





O engenheiro e sociólogo Eduardo Vasconcellos na Flip em 2011


"É difícil encontrar na história do Brasil, fora a escravidão, um fenômeno social tão destrutivo quanto a motocicleta", afirma o engenheiro e sociólogo Eduardo Alcântara Vasconcellos, especialista na análise de dados sobre o trânsito nas cidades.

Autor do livro recém-lançado "Risco no trânsito, omissão e calamidade" (ed. Annablume), Vasconcellos se refere às mortes registradas em acidentes de motos. Em 2015, 74% dos pedidos de indenização por morte ou invalidez no trânsito de São Paulo se originaram de acidentes com motocicletas, que representam apenas 19% da frota de veículos no Estado.

Desde a introdução da motocicleta no Brasil, pelo menos 220 mil pessoas morreram e 1,6 milhão ficaram permanentemente inválidas devido a quedas e colisões com as motos, totalizando 1,8 milhão de acidentes. Os dados integram uma radiografia feita por Vasconcellos no livro.

Em 300 anos de escravidão no Brasil, estima-se que cerca de 640 mil negros morreram durante o deslocamento transatlântico forçado por traficantes, segundo um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Também assessor da ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), Vasconcellos é mestre e doutor em política pública pela USP, com pós-doutorado na Universidade de Cornell (EUA). Ele analisa políticas públicas que incentivaram a disseminação de motocicletas pelo país e é autor de outros livros, incluindo "O que é trânsito?" (ed. Brasiliense), da coleção Primeiros Passos.

Entre 2012 e 2014 o governo federal adotou a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automotiva, reduzindo o custo de automóveis e aumentando a frota de veículos no trânsito. Fabricantes de motocicletas instalados na Zona Franca de Manaus já se beneficiavam com a isenção do imposto.

Entre 2011 e 2014, o número de acidentes anuais com motos saltou de 194 mil para 497 mil –alta de 156%.

Para Vasconcellos, erros de regulamentação e de capacitação na difusão das motos –agravados pela deficiência de transporte público– resultaram em "uma tragédia que não se justifica".



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Leia abaixo trechos da entrevista à Folha:

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Folha - O sr. fala sobre a frequência de acidentes envolvendo motocicletas no país. Por que a situação é tão grave?
Eduardo Alcântara Vasconcellos- Houve um descuido na introdução de um veículo novo, a motocicleta, no trânsito. Não foi só aqui no Brasil, foi também nos países ricos. Mesmo o carro, quando entrou nos Estados Unidos, matou muita gente. No Brasil a grande tragédia é que já existia uma experiência acumulada no mundo, sobre os impactos fatais da motocicleta, porque a pessoa fica em uma posição muito vulnerável.
Quando se resolveu definir uma política pública de incentivo à motocicleta, os estudos e experiências internacionais foram ignorados. Assim criamos essa tragédia. É difícil encontrar no Brasil, fora a escravidão, um fenômeno social tão destrutivo quanto a motocicleta. Conseguimos a proeza trágica, no século 21, de fazer essa barbaridade. A quantidade é absurda. 220 mil pessoas morreram. 1,6 milhão recebem indenização por invalidez permanente. É uma tragédia que não se justifica.

Como o poder público incentivou o uso da motocicleta?
O governo, desde os anos 90, tomou duas decisões: dar incentivo fiscal à indústria e acesso ao crédito para o financiamento do veículo. Você deu todo o tipo de facilidade para a aquisição da motocicleta. Do ponto de vista econômico, foi um sucesso. O número de motos aumentou de 1 milhão para 20 milhões. Mas o sucesso financeiro não justifica o custo social, que tem um custo muito alto. Eu não aceito esse tipo de argumento.
O problema ainda é agravado pela deficiência do transporte público, principalmente para o jovem de periferia. O ônibus é muito desconfortável, por conta da distância até o ponto de parada, os veículos são superlotados, além de ser caro. Você paga R$ 3,80 para entrar em um ônibus em São Paulo. Com uma motocicleta, em uma viagem média de 10 km, o gasto para o deslocamento é cerca de R$ 1, R$ 1,20. Mas é um veículo muito inseguro.

Mas o incentivo está errado? A motocicleta não tem suas vantagens por ser acessível?
Como você não preparou esse veículo para entrar no trânsito, quanto mais gente usando esse tipo de deslocamento, pior será. 220 mil pessoas morreram. Você colocar milhões de pessoas nessa condição insegura é inaceitável. Se quisermos continuar usando em larga escala a motocicleta temos que pensar em uma maneira decente para se fazer isso. Muita gente se opõe. Há uma tendência de jogar essas mortes para o campo da tragédia, destino, vontade divina. Não é. A motocicleta em si, fora da rua, é um veículo conveniente. É barato, consome pouco combustível e você consegue estacionar com facilidade. O que eu critico não é a motocicleta, mas a forma como ela foi introduzida no trânsito brasileiro, sem os devidos cuidados.

Quais foram os erros ao introduzir a motocicleta no trânsito?
O primeiro foi não preparar as pessoas. Não só os motociclistas como os outros participantes do trânsito. O que acontece muito hoje são atropelamentos de pedestre no cruzamento. O pedestre não está preparado para um veículo pequeno, super ágil, que vai sair correndo assim que o sinal verde abrir. Ninguém preparou o motorista de ônibus e de caminhão, cujos espelhos não conseguem ver a moto na maioria dos casos. Você joga a moto no trânsito cheio ônibus e caminhões e os motoristas não veem a moto se aproximando. Eles atropelam um motociclista e acham que passaram por uma pedra, nem percebem o que aconteceu.
O segundo erro me parece tão grave quanto, é você não preparar o ambiente de trânsito com clareza sobre o que a motocicleta poderia fazer. O que aconteceu? O código de trânsito de 1997 levou seis anos para ser discutido. Nós [ANTP] propusemos que a motocicleta não deveria circular entre os veículos. Houve uma pressão contrária da indústria e a casa civil da presidência vetou o artigo. A moto poder circular entre os carros piora muito a periculosidade dela.
O terceiro, parcialmente corrigido nas marginais de São Paulo, foi permitir que as motos circulassem ao lado de caminhões muito grandes. Uma moto pesa centena de quilos, o caminhão pesa toneladas. É uma convivência desastrosa. O quarto foi a fiscalização não ser reforçada. Em várias áreas do nordeste, por exemplo, 50% dos motociclistas não têm carteira de habilitação. Ou seja, a política de incentivo à motocicleta foi, do ponto de vista politico, e de faturamento da indústria, extremamente bem-sucedida. Do ponto de vista social, foi um desastre, uma tragédia. Não tem outra palavra para dizer isso, além de tragédia.

Por que não há uma maior reação da população a esse tipo de violência?
O único setor público que reagiu ao problema, por uma questão óbvia, foi sistema de saúde pública. É o setor que mais se movimentou, alertando para a gravidade e para o custo que tem para a sociedade. Nos outros âmbitos da política federal, fica-se dizendo quantos empregos gerou, essas coisas. Ninguém informou adequadamente do risco que o motociclista está correndo. Existe ainda uma parcela da população que tem uma situação de renda muito precária e que mesmo que conheça o risco, essas pessoas podem aceitá-lo por falta de alternativa. Por exemplo, os motoboys, são jovens de baixa escolarização sem oportunidade de emprego.
Poder circular entre os carros, isso para eles foi muito importante na vida deles, empregos foram gerados. Mas eles morreram aos milhares.

Há uma solução para o problema?
Dá para consertar? Dá. Mas para reduzir o número de acidentes, temos que restringir o uso da motocicleta em várias situações, não permitir a circulação entre carros e reduzir os limites de velocidade. Quem vai encarar essa briga? Os políticos não vão. Quem está disposto somos nós, que estudamos o assunto, e a comunidade médica, apenas. E é claro, as famílias das vítimas do trânsito.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ele passou um mês sem álcool e açúcar e mostrou o que acontece com o corpo




Depois de uma semana sem açúcar refinado, Sacha Harland sentia-se exausto

Cansaço, mau humor e até uma espécie de crise de abstinência. É o que sentiu Sacha Harland, holandês de 22 anos, ao começar seu experimento.

Ele resolveu passar um mês sem consumir produtos que tenham adição de açúcar, álcool e "junk food", o que se mostrou, pelo menos nos primeiros dias, um grande desafio. É o que ele conta na primeira parte de "Guy gives up added sugar and alcohol for 1 month" ("Um cara abre mão de açúcar e álcool por 1 mês"), um documentário da produtora holandesa LifeHunters.

Em sua primeira semana à base de sucos naturais, frutas, verduras e outros alimentos não processados, Harland sente fome o tempo inteiro e lhe falta energia. Além disso, morre de inveja de um amigo que come uma pizza enquanto ele se conforma com uma salada.

No cinema, teve de deixar de lado a pipoca doce e o refrigerante, e a única opção que encontra sem açúcar é uma garrafa de água.

A carência de alternativas foi um problema que Sacha enfrentou com frequência. Mesmo produtos que não são considerados doces, como batatas fritas, molho de tomate industrializado e sopas enlatadas têm sacarose.

"O mais difícil foi a primeira semana e meia. Tinha que saber o que podia ou não comer e foi complicado. Mas depois fui me acostumando (a ler as etiquetas dos produtos)", diz Harland à BBC Mundo.
'Uma agradável surpresa'

O documentário mostra, no entanto, que após 25 dias de dieta especial, ele começou a sentir os benefícios da nova rotina.

"A última semana está prestes a terminar, e me levanto com mais facilidade e tenho mais energia", diz ele para a câmera. "Foi uma surpresa agradável, que não pensava que sentiria tão diferente fisicamente."

Uma médica especializada em esportes confirma que esta sensação é fruto de uma mudança real em seu corpo.

Exames mostraram que Harland perdeu 4 kg, teve uma redução de 8% em seu colesterol e sua pressão sanguínea baixou desde que iniciou o processo.

"Já que é cada vez mais difícil comer alimentos saudáveis, queríamos saber como se sente uma pessoa que renuncia ao açúcar, ao álcool e aditivos alimentares por um mês e como isso afeta seu corpo e sua condição física", diz Erik Hensel, diretor da LifeHunters.

O filme já foi visto mais de 4 milhões de vezes no YouTube, tanto quanto o projeto anterior da produtora, em que ela apresentava - sem que as pessoas soubessem - produtos da rede de lanchonete McDonald's como comida "ecológica" em uma feira gastronômica.
Recomendação

Mas qual é o respaldo científico do mais recente documentário da LifeHunters? Qualquer um que fizer o mesmo que seu protagonista vai ter os mesmos benefícios?

"Depende da quantidade de açúcar e álcool que a pessoa costumava consumir antes de se submeter à dieta", diz Damuel Durán, presidente do Colégio de Nutricionistas do Chile. "Seria estranho se alguém que segue uma dieta saudável passasse por essas mudanças."

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade normal diária de açúcar em uma "dieta saudável ótima" é equivalente a 5% do total de calorias ingeridas - índice que não deve ultrapassar 10%.

A recomendação da OMS para uma pessoa adulta é de um consumo de 2 mil calorias por dia. Então, o normal de açúcar seria consumir 25 gramas, ou 6 colheres de chá, e no máximo 50 g por dia.

Acima disso, os mecanismos que permitem ao corpo armazenar e queimar açúcares simples pode ficar desregulado.

"Consumir mais de 20% das calorias diárias em açúcar pode provocar enjoo, tremedeira, transpiração e uma ligeira dor de cabeça. Mas, para isso, a pessoa teria de passar o dia, por exemplo, tomando açúcar com muitas colheradas de açúcar ou sucos engarrafados", explica Durán. "O mais provável é que uma pessoa não tenha as mesmas sensações" do jovem do documentário, acredita o especialista.
Rigor

Eduard Baladía, coordenador da revista Evidência Científica e membro da Fundação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas, é mais taxativo.

"O filme não tem nenhuma validade científica. A amostra é muito pequena: de uma só pessoa. Além disso, não é um estudo controlado, porque não leva em conta outros fatores (além da mudança de dieta) ou mudanças que o jovem possa ter feito consciente ou inconscientemente, como, por exemplo, fazer mais exercícios", afirma.

Por isso, como investigação, não tem nenhum rigor e, portanto, nenhuma credibilidade.

Mas Baladía esclarece ser um consenso entre especialistas ser preciso limitar o consumo de açúcar agregado aos alimentos a menos de 10% da ingestão calórica diária e insiste que esta recomendação se baseia em estudos científicos rigorosos em que foram observadas milhares de pessoas.

De sua parte, o protagonista do documentário, o holandês Sacha Harland, garante que seguirá a recomendação médica, mas sem "ficar obcecado". "Decidi buscar equilíbrio entre os açúcares e os alimentos saudáveis, já que optar por um ou pelo outro pode ter deixar realmente infeliz", reconhece. "Essa foi minha conclusão do experimento.",

UOL


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Estudo aponta alto consumo de drogas para ereção por jovem; uso pode viciar


A preocupação em se garantir na hora do sexo tem levado muitos brasileiros a usar remédios que estimulam a ereção, como Viagra, Levitra e Cialis.
Se a curiosidade por experimentar o "doping sexual" não é nova, uma pesquisa recente mostra um alto consumo entre jovens, uma faixa etária em que são raras as indicações de uso. E o consumo frequente pode levar à dependência.


Confira alguns mitos e verdades sobre impotência 25 fotos

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Homens que não têm uma ereção completa podem ser considerados impotentes. Verdade: existem diferentes graus de impotência, mas todos se caracterizam pela ereção não completa. Na disfunção leve, o homem consegue penetração, mas sente que o pênis não está em sua rigidez máxima. Nos graus moderado e severo, o homem já apresenta dificuldade tanto de penetração quanto de ereção. É importante salientar, no entanto, que eventualmente qualquer homem pode vir a ter alguma falha na hora da relação sexual, motivada por fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e preocupação. "Para ser considerada disfunção, a falha tem de ser recorrente e impedir o homem de ter ume relação sexual satisfatória", diz o urologista Valter Javaroni, membro do departamento de sexualidade humana da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe do departamento de Andrologia da secção do Rio de Janeiro da mesma entidade. Se o problema estiver causando incômodo, vale consultar um médico para que ele possa avaliar melhor o caso e indicar um tratamento, se houver necessidade Leia mais Shutterstock/Arte UOL



Entre os homens de 22 a 30 anos que experimentaram os estimuladores nos últimos seis meses, um em cada cinco passou a usá-los em todas as relações sexuais. Já entre aqueles que têm de 41 a 50 anos, 44% passaram a usar o medicamento em todas as relações após experimentarem a droga.

Esses são os resultados de um levantamento feito entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015 com consumidores brasileiros pelo instituto GFK, sob encomenda da fabricante de medicamentos Medley.

O urologista Sidney Glina conta que todos os meses recebe jovens que querem parar de tomar o remédio. Um dos pacientes foi um adolescente de 16 anos que relatou ao médico que ele e seus amigos transavam com as mesmas meninas e ele não poderia "falhar". "Há uma pressão para os homens mostrarem sua masculinidade, 'comparecer'", diz.

É exatamente a ansiedade e o medo de falhar que fazem com que muitos comprem o medicamento, e passem a acreditar que não vão conseguir uma ereção sem essa "ajudinha". Quando chegam ao consultório, a tarefa do médico é procurar algum problema físico que justifique a indicação do medicamento que trata a disfunção erétil.

E, na maioria dos casos, não há nada além da insegurança e de uma dependência que faz com que o paciente acredite que precisa da droga para conseguir transar --e essa é uma situação que deve ser tratada com ajuda psicológica profissional.

Para o terapeuta sexual Amaury Mendes Júnior, o fato de esses medicamentos serem encontrados em lugares tão distantes das farmácias quanto motéis e baladas, faz com que seu uso seja considerado normal.. "Virou uma droga necessária para noitada, uma vez que o álcool inibe o desempenho sexual".
Relação entre homens e mulheres mudou, mas não justifica uso excessivo das drogas

Mendes Júnior tem recebido um número cada vez maior de pacientes com dificuldade de ereção por motivos psicológicos, e entre as principais queixas está a nova postura das mulheres, sexualmente mais experientes, além da característica das relações afetivas, cada vez mais rápidas.

A coordenadora do Programa de Sexualidade da USP (Universidade de São Paulo), Carmita Abdo, concorda que houve mudança na relação entre homens e mulheres. "Antes as parceiras eram menos experientes sexualmente, e diante dessa parceira com mais experiência eles não querem parecer menos experientes ou ter um desempenho pior do que outros homens".

Abdo destaca ainda que a dependência do remédio não permite que os jovens aprendam a fazer sexo naturalmente. "Ao iniciar o uso [dos estimulantes de ereção] sem necessidade, o homem não ganha experiência para ter uma relação sexual espontânea. Ele acaba atribuindo sua competência ao medicamento e não a si mesmo".

A ansiedade pode levar o corpo a produzir e liberar adrenalina --o hormônio que provoca a contração dos vasos--, e aí a ereção não vai acontecer. Glina afirma que muitas vezes o remédio atua apenas como uma "muleta" psicológica, sem efeitos físicos imediatos. "Muitos jovens tomam pouco antes de transar, mas o remédio demora pelo menos uma hora para fazer efeito".
Drogas podem provocar diversos efeitos colaterais; funcionamento se baseia

Além da dependência, alguns dos efeitos colaterais físicos que podem atingir os pacientes são dores de cabeça, vista embaçada, dores nas costas e nas pernas, e sensação de nariz entupido.

Ao contrário do que pregam os mitos populares, de acordo com os médicos ouvidos pelo UOL, não há relação direta entre o uso desses medicamentos e o aparecimento de doenças cardíacas --a única contraindicação é para aqueles que fazem uso de remédio para o coração feitos à base de nitratos.

As drogas que combatem a disfunção erétil funcionam a partir da inibição de uma substância que regula a produção de uma enzima que facilita o relaxamento da musculatura e circulação do sangue, mecanismo que ajuda a provocar a ereção.

"O pênis fica muito sensível com o remédio, [mas] isso não significa que necessariamente exista a vontade de fazer sexo ou facilitar o orgasmo", afirma Glina.

O homem só conseguirá ter e manter uma ereção mais facilmente, o que pode prolongar a relação sexual, ou mesmo possibilitar um maior número de relações e diminuir o tempo de recuperação entre uma relação e outra. Aliás, prolongar o prazer foi o motivo indicado por 40% dos homens que disseram usar os medicamentos.

Segundo pesquisas norte-americanas, a disfunção erétil atinge aproximadamente 10% dos homens de 40 a 70 anos, que não conseguem ter ou manter uma ereção suficientemente para ter relações sexuais. Entre esses, 25% têm disfunções moderadas ou intermitentes. Já entre os mais jovens, a disfunção atinge de 5% a 10% dos homens com menos de 40 anos.


Juliana Passos
Do UOL, em São Paulo

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Indústria e saúde pública


Briga contra o campeão

Faltando dez meses para o término da patente do Cialis é grande a movimentação de laboratórios interessados em fabricar um genérico feito à base da tadalafila. Algumas empresas já estão com pedidos de registros prontos para submeter à Anvisa. Eis o tamanho do negócio: o Cialis, lançado pela Eli Lilly no Brasil em 2003, lidera (22%) o mercado de produtos para a disfunção, da ordem de R$ 1,2 bilhão por ano.


Check-up do SUS

Um aumento no preço do cigarro para baixar as doenças decorrentes do tabagismo foi consenso entre os participantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, na terça-feira 10, em Brasília. No “Conass Debate”, plenária que discute o presente e o futuro do SUS, destacou-se que uma alta de 70% no valor do maço diminuirá – de 10% a 26% – as mortes decorrentes do fumo no País. Aliás, pesquisa da OMS que acaba de ser divulgada vai nessa linha: menos consumo de tabaco aumenta os anos de vida das pessoas.


Ricardo Boechat
Com Ronaldo Herdy

domingo, 19 de janeiro de 2014

Cuide mais da sua mulher, até agora só exploradas duplamente. Mulheres devem cuidar mais do coração



O coração das mulheres merece muitos cuidados e uma atenção especial. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia a cada 10 mortes por infarto no Brasil, seis são de mulheres. As doenças cardiovasculares são as que mais causam mortes em mulheres no mundo, são quase 8,5 milhões de mortes.

Então é preciso uma atenção especial a saúde do coração. A vida cada vez mais estressante com jornadas de trabalho intensas, atividades domésticas e acúmulo de diversas outras funções são fatores que contribuíram para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares entre as mulheres. “Segundo o Ministério da Saúde 150 mil mulheres ao ano serão vítimas de doenças cardiovasculares, a mais comum é o derrame, ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), seguido dos infartos”, explicou o cardiologista Luiz Bezerra.

As doenças cardiovasculares podem ser um vilão silencioso para as mulheres. “Os sintomas para as mulheres nem sempre são iguais aos dos homens, como aquela dor no peito que irradia para os braços. Nas mulheres fraqueza, cansaço, falta de ar e dores no estômago, na costa e até no queixo podem ser um sintoma de algum problema relacionado ao coração”, alerta o cardiologista.

Segundo Luiz, o mais difícil é que os sintomas das mulheres podem ser confundidos com outras doenças o que dificulta o diagnóstico, portanto a atenção deve estar também no seu estilo de vida, hábitos e histórico familiar

Uma vida saudável é a melhor forma de prevenção para quem ama o seu coração e deseja cuidar dele. “Fui ao cardiologista porque a minha mãe possui uma arritmia cardíaca. Já fiz todos os exames e sei que sou saudável, mas mesmo assim pratico atividades físicas regularmente e cuido da minha alimentação com orientação nutricional”, disse a estudante Gabriela Campos.

Há atendimento especializado

A mulher é sempre conhecida por cuidar mais da sua saúde, mas tem esquecido de dar uma atenção maior ao seu coração. “A gente sabe que já existe um hábito de procurar um ginecologista, porém muitas vezes elas esquecem do cardiologista”, explica a enfermeira Antônia Gonçalves, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sespa).

Ela alerta que as mulheres que tem tendência a desenvolver a doença devem procurar ajuda médica o quanto antes para ser orientada quanto ao estilo de vida e prevenção. “Nos postos de saúde, ao consultar o clínico, ela deve expor como é seu estilo de vida e falar do histórico de saúde de sua família, assim o clínico pode encaminhá-la ao especialista”, argumenta.

Para quem precisa de tratamento especializado o Estado possui o Hospital de Clínicas Gaspar Viana que é referência no atendimento a mulher com problemas cardiovasculares, inclusive as grávidas. “A unidade de Referência Materno Infantil (Uremia) e a Casa da Mulher também são pontos de acolhimento que podem encaminhar a mulher para um tratamento adequado e prevenção. Em casos mais urgentes, procedimentos cirúrgicos serão encaminhados ao Gaspar Viana”, esclarece a coordenadora.

(Diário do Pará)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Audiência Pública para definir gestão de de hospitais universitarios

Audiência pública na UFPA. Quem é contra de terceirizar é o PT que ficou fora do poder PSOL, PSTU e que ainda reclama por seu espaço. Quem pariu Matheus que o embale. 


A realidade mudou. Hoje o governo entende da importância de ganhar robustez na gestão de certas instituições que eram responsabilidade do Estado. Cada vez se faz mais necessário entender a importância da gestão publica de forma qualificada, com competência e transparência.

Daí que muitas empresas que são do Governo, do Estado, estão sendo terceirizadas. Isso não significa que deixem de ser públicas, o Objetivo será público, a sociedade e não o particular. Apenas se trata de focar em excelência de serviço, transparência da gestão e politica de lucros revertidos para a sociedade.

Finalmente, depois de 10 anos o Governo Federal tem compreendido da dimensão que ganha o serviço publico realizado por verdadeiros gestores e não somente por militantes do partido no poder.


Depois de que o PT deixou de lado seus principais fundamentos para ganhar pragmatismo, se ve uma luz no final do túnel.


Teremos que ir acompanhando esse processo, já que como tenho dito, neste mesmo blog, o Brasil terá PT por mais 30 anos.


Na década de 1980, quem era PT, era comunista, marxista, na década de 1990, era de esquerda, na década de 2000 é adieto ao Desenvolvimento Sustentável (DS) isso é um verdadeiro coração de mãe que recebe a todos e todas.

O PT só no gosta do Serra e do Aécio, o resto todos podem entrar no seu campo, o majoritários, da base aliada.


Cada vez mais PT/PMDB são parecidos, quase irmãos.

Veja matéria de O Liberal.
07/12/13

sábado, 2 de novembro de 2013

Saúde no interior do Estado



O estado de abandono de hospitais do interior do Pará. Mas o Governo do Estado corre para melhorar a saúde do interior paraense. A conferir.




Pediatria. 


Pediatria. 


Emergência 





domingo, 25 de agosto de 2013

Avião negreiro - ELIANE CANTANHÊDE



BRASÍLIA - Ninguém pode ser contra um programa que leva médicos, mesmo estrangeiros, até populações que não têm médicos. Mas o meio jurídico está em polvorosa com a vinda de 4.000 cubanos em condições esquisitas e sujeitas a uma enxurrada de processos na Justiça.

A terceirização no serviço público está na berlinda, e a vinda dos médicos cubanos é vista como terceirização estatal --e com triangulação. O governo brasileiro paga à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que repassa o dinheiro ao governo de Cuba, que distribui entre os médicos como bem lhe dá na veneta.

Os R$ 10 mil de brasileiros, portugueses e argentinos não valem para os que vierem da ilha de Fidel e Raúl Castro. Seguida a média dos médicos cubanos em outros países, eles só embolsarão de 25% a 40% a que teriam direito, ou de R$ 2.500 a R$ 4.000. O resto vai para os cofres de Havana.

Pode um médico ganhar R$ 10 mil, e um outro, só R$ 2.500, pelo mesmo trabalho, as mesmas horas e o mesmo contratante? Há controvérsias legais. E há gritante injustiça moral, com o agravante de que os demais podem trazer as famílias, mas os cubanos, não. Para mantê-los sob as rédeas do regime?

E se dez, cem ou mil médicos cubanos pedirem asilo? O Brasil vai devolvê-los rapidinho para Havana num avião venezuelano, como fez com os dois boxeadores? Olha o escândalo!

O Planalto e o Ministério da Saúde alegam que os cubanos só vão prestar serviço e que Cuba mantém esse programa com dezenas de países, mas e daí? É na base de "todo mundo faz"? Trocar gente por petróleo combina com a Venezuela, não com o Brasil. Seria classificado como exploração de mão de obra.

Tente você contratar alguém em troca de moradia, alimentação e, em alguns casos, transporte, mas sem pagar salário direto e nem ao menos saber quanto a pessoa vai receber no fim do mês. No mínimo, desabaria uma denúncia de trabalho escravo nas suas costas.

sábado, 24 de agosto de 2013

Nem política socialista PT faz, mas pede emprestada tese do Internacionalismo Proletário.


Os primeiros médicos cubanos que desembarcaram no Brasil para participar do programa Mais Médicos, do governo federal, disseram neste sábado que não sabem quanto receberão pelo trabalho e que vieram "por solidariedade, e não por dinheiro".

"Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo", afirmou o médico de família Nélson Rodríguez, 45, ao desembarcar no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife (PE).


Primeiros médicos cubanos do programa Mais Médicos desembarcam no aeroporto internacional do Recife (PE) neste sábado
Padilha defende chegada de médicos cubanos
Conselho diz que negará registro a estrangeiro
Associação médica vai ao STF contra Mais Médicos

Ele disse que a atuação dos profissionais no Brasil seguirá as ações executados em países como Haiti e Venezuela, onde já trabalhou. "O sistema de saúde no Brasil é mais desenvolvido que nesses outros países que visitamos, então poderemos fazer um trabalho até melhor na saúde básica", afirmou.

À imprensa, outros médicos que deram entrevistas concordaram com o colega. Todos eles falaram "portunhol" --afirmaram que tiveram contato com o português quando trabalharam na África ou por terem amigos que já trabalharam no continente.

Natacha Sánchez, 44, que trabalhou em missões médicas na Nicarágua e na África, disse que os cubanos estão preparados para o trabalho em locais com "condições críticas" e que pretendem trabalhar em conjunto com os médicos brasileiros. Ela afirmou não ter conhecimento das críticas feitas pelo Conselho Federal de Medicina ao programa Mais Médicos.

Os médicos cubanos desembarcaram vestindo jaleco, com bandeiras do Brasil e de Cuba. Eles foram escoltados por homens do Exército e da Marinha durante os procedimentos de imigração e alfândega, de onde seguiram em vans para alojamentos das Forças Armadas. Quatro deles foram levados para uma sala e conversaram com jornalistas.

O voo dos cubanos pousou por volta das 14h. Em um avião fretado da empresa Cubana, vieram 206 médicos. Desses, 30 ficarão em Pernambuco e os outros irão ainda hoje para Brasília.

Amanhã, outro grupo de 194 médicos chega em voos que farão escalas em Fortaleza, Recife e Salvador.

Eles ficarão hospedados em instalações militares durante o treinamento do programa, até serem deslocados para os municípios onde irão atuar.

A expectativa do governo é que, até o final do ano, mais 3.600 médicos cubanos desembarquem no Brasil.

Além dos cubanos, vão desembarcar até amanhã outros 244 médicos estrangeiros e brasileiros com registro profissional no exterior que se inscreveram na primeira etapa do Mais Médicos.


domingo, 23 de junho de 2013

É o modelo que entrou em crise e faz água!.

'Querem faturar com protestos', diz Marina Silva




Enquanto conversava com a Folha por telefone, na quinta-feira passada, a ex-ministra Marina Silva acompanhou, pela TV, as imagens da manifestação que transcorria em Brasília naquela noite: "Meu Deus, a polícia está batendo nas pessoas. Deve estar cheio de gente que eu conheço", afirmou.

Ela disse que se colocava no lugar das mães "desses meninos". Jovens que, segundo ela, colocaram em prática um "ativismo autoral" sobre o qual vem falando "há mais de três anos", e que é uma das bandeiras da "Rede Sustentabilidade", partido que tenta criar para voltar a disputar a Presidência em 2014.Folha - A sra. vem falando sobre um "ativismo autoral" presente nas manifestações. Sente-se satisfeita com elas?

Marina Silva - Isso é tão grande que seria pretensioso [dizer isso]. Falando com você, estou emocionada. Poxa vida, eu queria muito que o Chico Mendes estivesse vivo, ele entenderia como ninguém o que estou sentindo agora, de poder ter pensado nisso [antes]. E uma demanda que eu vejo oculta é a de um realinhamento político por uma agenda para o Brasil. Parar de o PT querer governar sozinho pegando o que há de pior no PMDB, e a mesma coisa o PSDB. Se continuar no mesmo discurso, vamos continuar indignos dessas manifestações.

O que achou de partidos terem se manifestado após a revogação dos reajustes das tarifas, capitalizando os resultados?

É difícil falar. Me desculpe, mas é ridículo. Você tem a água cavando seu leito na terra e, quando ela transborda depois desse esforço, vê aqueles que querem surfar na onda. Não entenderam nada, não aprenderam nada.

A Rede, que divulgou comunicado dizendo que seus ativistas continuarão "presentes nessas horas", também não pode ser criticada?

Podem até dizer, porque o movimento é tão grande que as pessoas não têm a obrigação de saber que estamos nisso desde sempre. Não registrar que foi uma vitória seria injusto com os milhares e milhares da Rede. A gente nunca levou camisa, bandeira. Todo mundo da Rede que está aí legitimamente opera nessas manifestações, mas ela é multicêntrica. Se você vir as velhas bandeiras querendo surfar, faturar, a Rede é completamente diferente.

Qual acredita ser o seu papel diante desse movimento?

Meu papel é de mais um. A água que cava seu leito faz isso se misturando com a terra. Eu sou mais um nessa mistura de água e terra.

Mas também é uma liderança carismática capaz de juntar pessoas em torno de uma causa, inclusive a de poder voltar a disputar a Presidência...

Tenho dito que quero usar meu carisma para convencer as pessoas de que não dependam do carisma, que não acreditem que tem salvadores da pátria. A pátria é uma construção de todos nós.

A Rede defende a quebra do monopólio dos partidos na política. Não é contraditório formar um partido?

A Rede é um cavalo de Troia. Estamos antecipando o que seria essa nova institucionalidade política. Em vez de ser um partido para que os movimentos fiquem a serviço dele, somos um partido a serviço desses movimentos.

Como a Rede pode atrair esses movimentos, já que causas ambientais não aparecem com veemência nos protestos?

É um erro querer instrumentalizar esse movimento. Seria contraditório com tudo o que tenho dito. A juventude não é atraída por ninguém. Ela é que se atrai e acha ridículo pessoas cheias de cacoetes querendo parecer com eles. Aqueles que têm mais experiência, em lugar de quererem ser donos da ação, deveriam se colocar no lugar de mantenedores de utopias.

Que similaridades vê entre a Rede e esses movimentos?

A Rede tenta ajudar com a atualização do processo político. Nosso esforço está sendo tolhido agora no Congresso. Em vez de os partidos se repensarem, tentam nos sufocar. É muito difícil, porque a característica da estagnação é que as pessoas não veem que estão na estagnação.

A votação do projeto que inibe novos partidos pode ser protelada no Senado, para não dar tempo de questionamento de sua constitucionalidade?

É uma injustiça, mas espero que comecem a entender que o país está mudando. A democracia não é um valor pra ser usado quando algo me beneficia. A base do governo está fazendo com a gente o que tentaram fazer com o PT e a gente reclamava tanto.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pará tem terceira pior margem de acesso à web do Brasil


Só faltava esse recorde. 





A indústria que menos cresce no Brasil, os piores indicadores de educação, de segurança, de saúde e a queda constante da produção agropecuária, do comércio...

Queda brutal da disponibilidade do setor serviços. 

Em fim estamos voltando ao século XIX, de onde na realidade nunca saímos. 

93% do valor da produção paraense é apenas setor minereo de baixo valor agregado, madeira e agronegócios, representam o restante 7%. 


Só temos recursos naturais que não são infinitos, como muitos acreditam....




domingo, 31 de março de 2013

Proteína é a nova palavra mágica para os alimentos




Quando a General Mills Inc. quis introduzir duas novas barras de cereais na sua linha de lanches, ela escolheu a mesma palavra para promover as vendas: proteína.

A proteína é a palavra em voga que está ajudando a vender muitos tipos de alimentos. As empresas do setor estão colocando rótulos com mais destaque nas embalagens e adicionando proteína a produtos como bebidas, barras e cereais.


"É uma daquelas raras coisas que têm muitos significados diferentes para muitas pessoas diferentes e todos eles são positivos", diz Barry Calpino, vice-presidente de inovação da Kraft Foods Group Inc.



As mães acreditam que um alimento com proteína dá ao seu filho energia antes da prática do futebol e também a ajuda a perder peso ao fazer com que ela se sinta satisfeita, segundo pesquisas de várias grande companhias alimentícias como Kraft, Kellogg Co e General Mills. Um funcionário de escritório considera um "snack" energizante melhor do que um doce no meio da tarde. Um frequentador de academia o vê como uma forma de ganhar músculos. Todos acham a proteína saudável.


Um rótulo que cita proteína tem um efeito que os pesquisadores chamam de "auréola da saúde" e vai além da simples promessa da proteína. Quando as pessoas vêem a palavra, elas também acreditam que o produto irá fazer com que se sintam mais alimentadas ou dar a elas energia.


Os americanos precisam de mais proteína nas suas dietas? Organizações de saúde, inclusive o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dizem que, na média, os americanos amantes de carne na verdade consomem mais proteína do que o necessário, o que aumenta a ingestão calórica diária. (As diretrizes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos recomendam que um adulto médio consuma entre 10% e 35% das calorias por meio de proteínas.)


As tendências dos rótulos mudaram rapidamente, perseguindo as últimas novidades de saúde. Em 2010, muitos consumidores estavam sendo cortejados por rótulos de produtos que afirmavam que eles eram livres de xarope de milho rico em frutose, segundo dados da firma de pesquisa de mercado Nielsen. Agora, está aumentando a quantidade de produtos classificados como livres de glúten, de hormônio e de ingredientes geneticamente modificados.


Mas as empresas vêem a farra da proteína como parte de uma tendência maior de consumidores que levam cada vez mais em conta a sua saúde ao escolher seus alimentos.


No início deste ano, a Kraft lançou a mistura Planters Nutrition Sustaining Energy, cujas caixas destacam que cada porção tem 10 gramas de proteína. A companhia também está considerando divulgar a proteína na frente das embalagens dos seus queijos e outros produtos enriquecidos com o composto.


Quando as pessoas comem alimentos que prometem ser uma boa fonte de grãos integrais, fibra ou proteína, "isso faz você se sentir inteligente como consumidor, que você fez algo bom para você mesmo", diz Doug VanDeVelde, vice-presidente de marketing e inovação de alimentos na Kellogg's. Nos próximos meses, a Kellogg's planeja lançar a bebida "Breakfast to Go", promovendo em sua embalagem que consumir 10 gramas de proteína ou 5 gramas de fibra é "agora tão simples como girar uma tampa".

Nas últimas décadas, os consumidores responderam a mensagens como "baixa gordura", "pouco açúcar" e "sem colesterol". Agora, mais da metade dos consumidores estão procurando por mais proteína e fibra para o café da manhã, diz VanDeVelde.

Um produto com a palavra proteína no seu nome não precisa conter uma quantidade mínima de nutrientes, mas todas as descrições das embalagens dos alimentos devem ser verdadeiras, de acordo com as regras da agência reguladora do setor, a Food and Drug Administration.

Se o rótulo diz "boa fonte de proteína", então a FDA determina que o produto tenha ao menos cinco gramas de proteína por porção.


A empresa Silk desenvolveu a bebida "Fruit & Protein" para atrair consumidores em busca de proteína e suco no café da manhã, diz uma porta-voz. O produto, lançado no ano passado, contém cinco gramas de proteína por porção, uma a menos que o leite de soja Silk Original porque o suco dilui o leite de soja, diz Craig Shiesley, diretor de bebidas à base de plantas e para a região do Canadá da marca Silk, que pertence à WhiteWave Foods Co.

Outro efeito dessa auréola de saúde é que os consumidores frequentemente reagem aos rótulos de formas não muito lógicas. Quando vêem rótulos que classificam o produto como orgânico, os consumidores dão a eles outros atributos, menos calorias ou mais valor nutritivo, diz Brian Wansink, professor de comportamento do consumidor e diretor do Laboratório de Alimentos e Marcas da Cornell University, no Estado de Nova York.

A Dole Food Co., maior empresa de frutas e vegetais frescos dos EUA, promoveu por dois anos um estudo para descobrir quais referências à saúde nas embalagens mais agradam aos consumidores. As pessoas querem saber mais do que simplesmente quais vitaminas estão presentes no produto. "É algo como 'que bem isso faz para mim?'", diz Chris Mayhew, vice-presidente de marketing da Dole Fresh Vegetables. No ano passado, a embalagem do couve-flor da Dole passou a conter informações como "vitamina C, que ajuda e retardar o efeito do envelhecimento" junto com sugestões culinárias. Outras grandes preocupações são pele e sistema imunológico saudável, clareza mental, saúde do coração, altos níveis de energia e ossos fortes, afirma a Dole.

Por SARAH NASSAUER



sábado, 26 de janeiro de 2013

Painel da Folha

Estetoscópio do voto

Em gestação, o projeto que autoriza a atuação temporária de médicos formados em outros países no Brasil já é visto pelo Planalto como potencial marca da gestão de Dilma Rousseff na Saúde. De quebra, o pacote, que tem como objetivo reduzir filas para consultas, beneficiará Alexandre Padilha, pré-candidato em São Paulo. O ministro receberá 2.000 secretários municipais cobrando a medida na próxima semana. Antes de decidir, ouvirá também entidades contrárias à proposta.

Importação Ainda embrionária, a medida já despertou interesse de profissionais da medicina em Cuba. Interlocutores do Planalto trabalham com a possibilidade de abertura de vagas para 2.000 médicos temporários, caso a proposta vingue.

Dobradinha A equipe do Ministério da Saúde fará hoje "brainstorm" com técnicos de Fernando Haddad. O objetivo é tirar do papel a parceria do governo federal com a prefeitura para a rede "Hora Certa", promessa de campanha do petista.

Cativa Em evento ontem com Dilma, o cerimonial do Palácio dos Bandeirantes reservou a primeira fila de cadeiras para ministros. Acomodaram-se Aloizio Mercadante (Educação), Marta Suplicy (Cultura) e Padilha. Ao lado, sentou o deputado Gabriel Chalita (PMDB), cotado para assumir a Ciência e Tecnologia em fevereiro.

Todos... Ungido candidato a novo mandato no PT ontem pela majoritária CNB, Rui Falcão pretende consultar correntes minoritárias em busca do que chama de "unidade eleitoral". O presidente petista esteve ontem com Lula e Dilma em São Paulo.

...contra um A ala Mensagem ao Partido, liderada pelo governador Tarso Genro (RS) e que ocupa posições de destaque no governo de Haddad, estuda lançar o deputado federal Paulo Teixeira (SP) à disputa interna prevista para novembro.

Pegou Jorge Hage (CGU) vê "efeito multiplicador" da Lei de Acesso à Informação. Para ele, ministérios tornaram dados púbicos por conta própria. Cita novos documentos da ditadura liberados pelo Arquivo Nacional e a lista de empresas autuadas por biopirataria pelo Ibama.

Rastreamento O ministro deseja aperfeiçoar o cadastro para traçar o perfil dos que recorrem à lei. Hoje, para evitar constrangimentos, são poucos os dados obrigatórios no preenchimento dos formulários de pedidos.

Fantasia Depois da semana de tensas tratativas envolvendo a partilha do Fundo de Participação dos Estados e a eleição para a Mesa da Câmara, Eduardo Campos (PSB-PE) reservou a agenda de hoje para o Baile Municipal de Recife, que abre o Carnaval na capital pernambucana.

Horizontal Em seu congresso, que começa segunda-feira, o PSDB-SP pretende ampliar o colégio eleitoral nas disputas por cargos executivos. Pelo projeto em discussão, delegados escolherão o novo presidente da sigla. "A ideia é radicalizar a democracia interna", diz César Gontijo, secretário-geral.

Multiuso O governo paulista acertou ontem com a Fifa a cessão de áreas da escola técnica do Estado em construção ao lado do Itaquerão para abrigar centros de credenciamento e treinamento de voluntários para a Copa.

Visita à Folha José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Ana Paula Zacarias, chefe da Delegação da União Europeia no Brasil, Hugo Sobral, membro do gabinete do presidente, e Leonor Ribeiro da Silva, porta-voz do presidente.

TIROTEIO

O Brasil se tornou um país macrocéfalo. Tem hoje uma cabeça grande e um corpo muito pequeno. Tudo é para a União.

DO SECRETÁRIO DA CASA CIVIL DE GOIÁS, VILMAR ROCHA (PSD), sobre a possível mudança nas regras de partilha do Fundo de Participação dos Estados.

CONTRAPONTO

Junto e misturado

Assim que Geraldo Alckmin se levantou para discursar, ontem, em evento de lançamento do Centro Paraolímpico Brasileiro, no Bandeirantes, Dilma Rousseff chamou Guilherme Afif (PSD), favorito para o Ministério da Micro e Pequena Empresa, e disse:

-Está tudo combinado, né?

O vice-governador acenou com a cabeça. A presidente seguiu a conversa, desta vez, ao pé do ouvido.

Afif, em seguida, tratou de explicar que se tratava de uma discussão de propostas para PPPs.

-Estamos num trabalho conjunto para desatar nós!




com ANDRÉIA SADI e DANIELA LIMA

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Cancer de próstata. Luz no fim do tunel

 

Técnica ‘Cavalo de Troia’ elimina câncer de próstata em camundongos


Um tratamento experimental que usa uma técnica de “Cavalo de Troia” eliminou totalmente o câncer de próstata em camundongos. O estudo, realizado na Grã-Bretanha, enviou uma espécie de agente invasor disfarçado ao interior de células doentes.

A equipe escondeu uma série de vírus diferentes, capazes de matar células cancerígenas, dentro do sistema imunológico dos roedores para introduzi-los dentro dos tumores.

Uma vez no interior dos nódulos, dezenas de milhares de cepas desses vírus foram liberadas para tentar “matar o câncer”.

Os resultados, publicados no periódico científico “Cancer Research”, mostram que o grupo foi bem-sucedido. Embora analistas tenham classificado a pesquisa como “animadora”, testes em humanos ainda são necessários antes de qualquer posicionamento definitivo.

O nome da técnica faz referência à mítica batalha em que os gregos adentraram o território inimigo da cidade de Troia escondidos no interior de um grande cavalo, o que deu origem à expressão “presente de grego”.

‘Surfando na onda’ – A técnica de “Cavalo de Troia” no tratamento médico não é nova. Cada vez mais, cientistas têm-se valido desse recurso, mas, segundo eles, o principal desafio é a profundidade necessária dentro do tumor para que os vírus sejam eficazes o suficiente.

“O problema é a penetração”, diz Claire Lewis, professora da Universidade de Sheffield. Ela lidera um estudo em que os glóbulos brancos são usados como “Cavalos de Troia” para abrigar os vírus em sua jornada ao interior dos tumores. A professora explica que seu grupo também trabalha com a lógica de uma “onda”.

Após tratamentos com radioterapia e quimioterapia, os tecidos do paciente ficam danificados, e uma grande quantidade de glóbulos brancos é enviada ao local para ajudar a reparar o estrago.

“Estamos surfando nessa onda para introduzir o número maior possível de glóbulos brancos para levar os vírus capazes de explodir os tumores até o ‘coração’ deles”, explica a cientista.

A equipe dela injetou glóbulos brancos contendo vírus nos camundongos dois dias após um ciclo de quimioterapia. Depois de entrarem no tumor, os vírus se replicam e, em apenas 12 horas, os glóbulos brancos explodem e expelem mais de 10 mil vírus cada, infectando e matando as células cancerígenas.

Eliminação dos tumores – Ao final do ciclo de 40 dias do estudo, todos os camundongos que receberam o tratamento ainda estavam vivos e sem sinais dos tumores.

Em comparação, aqueles sob outros esquemas de tratamento viram o câncer se espalhar e depois morreram.
“[O tratamento] elimina completamente o tumor e impede que ele volte a crescer”, diz Claire, acrescentando tratar-se de um conceito “revolucionário”. Mas ela lembra que outros avanços do tipo acabaram sendo completamente inúteis quando testados em humanos. Ela espera agora começar os testes em pacientes no próximo ano.

Radioterapia e quimioterapia – Para Emma Smith, do Cancer Research UK (Instituto de Pesquisas do Câncer do Reino Unido), o estudo mostra que a quimioterapia e a radioterapia, tratamentos tradicionais contra tumores, podem tornar-se mais eficientes com a ténica do “Cavalo de Troia”.

“Equipar o próprio sistema imunológico do corpo para levar um vírus mortal aos tumores é uma tática animadora que muitos cientistas estão pesquisando. Este estudo mostra que tem o potencial de transformar a quimioterapia e a radioterapia em armas mais eficientes contra o câncer”, diz.

Kate Holmes, chefe de pesquisas do Prostate Cancer UK, diz que se os estudos em humanos forem bem-sucedidos a técnica pode vir a ser um “divisor de águas” no tratamento do câncer de próstata.

“Se esse tratamento se tornar um sucesso em humanos, poderia se revelar um progresso substancial em encontrar melhores tratamentos para homens com câncer de próstata, quando ele já tiver se espalhado pelos ossos”, avalia. (Fonte: G1)