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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pará tem terceira pior margem de acesso à web do Brasil


Só faltava esse recorde. 





A indústria que menos cresce no Brasil, os piores indicadores de educação, de segurança, de saúde e a queda constante da produção agropecuária, do comércio...

Queda brutal da disponibilidade do setor serviços. 

Em fim estamos voltando ao século XIX, de onde na realidade nunca saímos. 

93% do valor da produção paraense é apenas setor minereo de baixo valor agregado, madeira e agronegócios, representam o restante 7%. 


Só temos recursos naturais que não são infinitos, como muitos acreditam....




terça-feira, 9 de abril de 2013

A culpa é do boi

Lucro da Cargill cai 42% no terceiro trimestre fiscal de 2013


SÃO PAULO - A multinacional americana Cargill, maior empresa de agronegócio do mundo, reportou hoje um lucro líquido de US$ 445 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2013 (encerrado em fevereiro), queda de 42% sobre os US$ 766 milhões reportados no mesmo período do ano anterior. Na mesma comparação, a receita líquida da Cargill aumentou 1%, para US$ 32,2 bilhões.



Em comunicado, o CEO da Cargill, Greg Page, diz que o negócio de processamento de carnes da multinacional na América do Norte sofreu com os elevado custo dos grãos usados na ração animal.

O executivo ressaltou, no entanto, que o negócio global de ingredientes para alimentação “quase alcançou o forte desempenho do terceiro trimestre do ano passado”, apesar da alta dos insumos usados na produção desses produtos.

(Luiz Henrique Mendes | Valor)

sábado, 3 de setembro de 2011

Maior parte da área desmatada da Amazônia foi transformada em pastos

Mais de 60% da área já desmatada na Amazônia foram transformados em pastos. A conclusão está em um levantamento divulgado nesta sexta-feira (2) e que, pela primeira vez, mapeou o uso das áreas desmatadas do bioma e mostrou o que foi feito com os 720 mil quilômetros quadrados de florestas derrubados até 2008 – uma área equivalente ao tamanho do Uruguai. A maior parte foi convertida para a pecuária.

O levantamento, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dividiu a área desmatada em dez classes de uso, que incluem pecuária, agricultura, mineração, áreas de vegetação secundária, ocupações urbanas e outros.

A pecuária ocupa 62,1% de tudo o que foi desmatado no bioma, com pastos limpos – onde houve investimento para limpar e utilizar a área –, mas também com pastagens degradadas ou abandonadas. Na avaliação do diretor do Inpe, Gilberto Câmara, o número confirma a baixa produtividade da pecuária na região e que o desmatamento não gerou necessariamente desenvolvimento econômico.

“Mostra que a pecuária ainda hoje é extensiva e precisa de politicas públicas para se intensificar e usar a terra que foi roubada da natureza. Não é, nem do ponto de vista econômico, um uso nobre das áreas. Não fizemos da floresta o uso mais produtivo possível, que seria a agricultura.”

A produção agrícola ocupa cerca de 5% da área total desmatada na Amazônia. Apenas em Mato Grosso a agricultura representa um percentual significativo do uso das áreas que eram ocupadas originalmente por florestas.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a baixa participação da agricultura na ocupação das áreas desmatadas contrapõe o argumento de defensores de mudanças no Código Florestal, de que é preciso flexibilizar a lei para viabilizar a produção agrícola no país.
“Temos que eliminar da agenda falsas ideias, falsas colocações de que o meio ambiente impede o desenvolvimento da agricultura. Está provado que a agricultura anual, consolidada, não é a responsável pelo uso das terras desmatadas da Amazônia. É preciso aumentar a produtividade, menos de uma cabeça por hectare é algo inaceitável, é um desperdício substituir a floresta por algo que não dá retorno para o país”, avaliou.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, os novos dados poderão dar mais racionalidade ao debate sobre o Código Florestal no Senado. “Espero que essa racionalidade ilumine o Congresso, para que o debate se ancore mais nos dados para chegar ao equilíbrio entre potencial produtivo e preservação. O Brasil não tem porque flexibilizar o desmatamento, não tem razão nenhuma para desmatar, já temos área suficiente para aumentarmos a produção.”

Em 21% da área desflorestada, o Inpe e a Emprapa registraram vegetação secundária, áreas que se encontram em processo de regeneração avançado ou que tiveram florestas plantadas com espécies exóticas. Essas áreas, segundo Gilberto Câmara, do Inpe, poderão representar oportunidades de ganhos para o Brasil na negociação internacional sobre mudanças climáticas, porque funcionam como absorvedoras de dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa.
 
(Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)