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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Pará - A equipe do Governo do Estado. Veja o perfil do primeiro escalão

CASA CIVIL

Zenaldo Coutinho - Chefe da Casa Civil
Formado em Direito pela UFPA, Zenaldo Rodrigues Coutinho Júnior exerceu três mandatos de deputado federal pelo PSDB (1999-2003, 2003-2007 e 2007-2011). Zenaldo Coutinho foi ainda vereador de Belém pelo PDS de 1983 a 1988. De 1989 a 1991 exerceu o mandato de deputado estadual pelo PTB. Pelo mesmo partido, ele foi deputado estadual por mais dois mandatos (1991-1995 e 1995-1999). Natural de Belém, Coutinho nasceu em 4 de fevereiro de 1961.


CASA MILITAR
Tenente-Coronel Fernando Noura - Chefe da Casa Militar
Atualmente, Fernando Noura é comandante do Batalhão de Polícia de Choque. Possui curso de infantaria (NPOR) pelo Exército Brasileiro e de pós graduação em Defesa Social e Cidadania. Possui curso de Gestão Governamental (pós-graduação Lato Sensu) e de especialização em Gestão Estratégica em Defesa Social, além de curso de Especialização em Segurança Pública e Gestão de Informação. É paraense, casado e tem 44 anos.

SEDUC
Nilson Pinto - Secretário de Educação
Formado em Geologia pela UFPA, com mestrado em Geoquímica e doutorado em Geociências, Nilson Pinto de Oliveira foi reitor da UFPA no período de 1989 a 1993. Exerceu também o cargo de Secretário Especial de Promoção Social do Estado do Pará, de 5 de março de 2001 a 8 de abril de 2002. Foi ainda Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente no período de 1995 a 1998. Nilson Pinto exerceu três mandatos de deputado federal pelo PSDB. É natural de Belém, nascido em 25 de março de 1952. 



SEFA
José Tostes - Secretário da Fazenda
Economista, José Barroso Tostes Neto foi Superintendente da Receita Federal do Brasil na 2ª Região Fiscal durante 14 anos. Em 2008 passou a ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Administração Aduaneira da Receita Federal do Brasil, em Brasília, onde residia atualmente.



SEGUP
Luiz Fernandes Rocha - Secretário de Segurança Pública
Delegado de Polícia Civil desde 1991, Luiz Fernandes é formado em Direito pela UFPA e doutorando em Ciências Jurídicas-Sociais pela Universidad Del Museo Social Argentino. Natural de Vitória da Conquista (BA), Luiz Fernandes exerceu o cargo de Delegado Geral da Polícia Civil no período de 2003 a 2006, no governo de Simão Jatene. Dentro da Polícia Civil, Fernandes foi diretor da Divisão de Investigações e Operações Especiais, de Polícia Operacional e da Delegacia de Furto de Veículos. Foi ainda superintendente da Regional do Salgado.


SESPA
Hélio Franco - Secretário de Saúde Pública
Formado em 1975 pela Faculdade de Medicina da UFPA, Hélio Franco de Macedo Junior é especialista em Clínica Médica. Foi o primeiro médico a trabalhar na Transamazônica, no período de 1977 a 1983 no Projeto Pacal. De 1995 a 2002, Helio Franco foi presidente da Fundação Santa Casa de Misericórdia. Ele também é médico concursado do Ministério da Saúde, desde 1983 e da Secretaria Estadual de Saúde do Pará, desde 2005. Hélio Franco nasceu em 10 de julho de 1950. É casado e pai de duas filhas.


SEMA
Teresa Cativo - Secretária de Meio Ambiente
Bacharel em Ciências Econômicas pela UFPA, Teresa Lusia Mártires Coelho Cativo Rosa é mestre em Planejamento do Desenvolvimento pelo NAEA/UFPA e professora do curso de Economia da UFPA. A economista foi diretora geral do Idesp, secretária adjunta da Secretaria de Fazenda  do Pará, diretora geral da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) e secretária especial de Gestão no governo de Simão Jatene. Atualmente, Teresa Cativo é secretária geral de Gestão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.


SAGRI
Hildegardo Nunes – Secretário de Agricultura
Formado em Agronomia, foi secretário estadual de Agricultura entre os anos de 1995 e 1998. Também exerceu os cargos de Secretário Municipal de Saúde e de Secretário municipal de Governo, em Ananindeua. No Sebrae-PA já exerceu os cargos de Diretor Superintendente (2007/2008) e de presidente do Conselho Deliberativo (1997/1998). De 2003 a 2005 foi diretor dos programas regionais Norte e Nordeste, do Ministério da Integração Regional. Foi vice-governador do Pará entre os anos de 1999 e 2002.


SEPAQ
Asdrúbal Bentes - Secretário de Pesca e Aquicultura
Advogado, Asdrúbal Mendes Bentes é deputado federal reeleito pelo PMDB. Asdrúbal Bentes exerceu quatro mandatos como deputado federal. Foi prefeito do município de Salinópolis no período de 1983 a 1985, procurador do Tribunal de Contas e superintendente do Incra.

SEIR
Antônio José Guimarães - Secretário de Integração Regional
Engenheiro florestal e funcionário público federal do Ibama desde 1977, Antonio José Costa Guimarães já exerceu as funções de sub-coordenador do Poloamazônia do IBDF, diretor de Divisão de Marcados (IBDF-DF), Delegado estadual do IBDF no Pará, presidente nacional do IBDF e secretário do Ministério da Previdência Social. Entre os anos de 1991 e 1995 foi secretário no Governo do Estado do Pará.

SEPE
Sidney Rosa - Secretário de Projetos Estratégicos
Sidney Rosa, 54 anos, é formado em Administração de Empresas. É empresário do setor florestal, há mais de 30 anos, no Pará. Foi prefeito do município de Paragominas por dois mandatos sucessivos, entre os anos de 1997 e 2004. É vice-presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa). É deputado estadual eleito pelo PSDB com a sexta maior votação no Estado. É casado e tem 54 anos de idade.

SECULT
Paulo Chaves Fernandes - Secretário de Cultura
Arquiteto e urbanista paraense. Foi assessor de urbanismo na gestão de Almir Gabriel na prefeitura de Belém, em 1983, promovendo as reformas do Ver-o-Peso, mercado de São Brás e outras. Ficou na prefeitura até 1988. No governo Collor, foi superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional, deixando o cargo para ser secretário de Cultura do Pará da gestão de Almir Gabriel, em 1994, função que ocupou durante 10 anos. Realizou importantes obras, como o Projeto Feliz Lusitânia, Museu de Artes Sacras, Estação das Docas, Parque da Residência, Mangal das Garças, Pólo Joalheiro e Theatro da Paz. Manteve-se no cargo até o final do governo de Simão Jatene, em 2006.

SEDECT
Alex Fiúza de Mello - Secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia
Alex Bolonha Fiúza de Mello foi reitor da UFPA nos períodos de 2001 a 2005 e 2005 a 2009. Possui graduação em Ciências Sociais pela UFPA (1977), mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (1982), doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1998) e pós-doutorado pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris (1999/2000) e pela Cátedra Unesco de Gestión y Política Universitaria, da Universidad Politécnica de Madrid (2009/2010). Foi membro do Conselho Nacional de Educação, do Ministério da Educação (2004/2008) e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (2007/08).

SEEL
Sahid Xerfan - Secretário de Esporte e Lazer
Empresário e político, Sahid Xerfan nasceu em 25 de junho de 1942. Ex-prefeito de Belém por duas vezes e ex-secretário de Obras Públicas do governo Simão Jatene. Atualmente, é vereador em seu terceiro mandato e líder do Partido Progressista (PP) na Câmara Municipal de Belém. Presidiu importantes empresas, atacadista e varejista, nos estados do Pará, Amapá e Goiás. Secretário adjunto: Cristian Pinheiro da Costa.

SEPOF
Sérgio Bacury - Secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças
Sérgio Roberto Bacury de Lira é economista e doutor em Planejamento Governamental. Atualmente, é professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Economia, da UFPA. Foi pesquisador do Idesp, Diretor de Planejamento e Diretor de Ensino da Seduc, Diretor de Desenvolvimento Organizacional da Sead e Auditor Adjunto da Auditoria Geral do Estado do Pará. Foi presidente do Conselho Regional de Economia, membro do Conselho Federal de Economia e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFPA. Coordenou o programa de Governo do candidato e agora governador eleito, Simão Jatene.

SETRAN
Francisco de Chagas Melo - Secretário de Transporte
Foi eleito três vezes vereador do município de Ananindeua, presidiu a Câmara Municipal por três períodos legislativos. Foi vice-prefeito de Ananindeua no período de 2004 a 2006. Foi eleito deputado estadual em 2006 e reeleito em 2010. Foi ainda secretário de Obras do Estado no período de 2007 a 2009.
POLÍCIA MILITAR
Coronel Mário Solano - Comandante Geral da Polícia Militar
É bacharel em Ciências Sociais pela UFPA. Possui curso de gerenciamento de crises na Segurança Pública e de especialização em gestão estratégica em Defesa Social. Na área militar, formou-se em 1981 no Núcleo Preparatório de Oficiais da Reserva do Exército, tendo servido no 2º Batalhão de Infantaria de Selva (PA) e no 3º Batalhão Especial de Fronteira (AP). Em 1987 ingressou na Polícia Militar do Pará e, já como coronel, foi comandante do Comando de Missões Especiais da PM.

POLÍCIA CIVIL
Nilton Atayde - Delegado Geral da Polícia Civil
Nilton Atayde é formado em Direito pela UFPA. Ingressou na Polícia Civil em 1992, após aprovação em concurso público. Possui pós-graduação em Polícia Judiciária, pela UFPA, e em Direito Penal e Processo Penal, pela Universidade Estácio de Sá –RJ. É doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela UMSA (Argentina-Buenos Ayres). Foi advogado militante no período de 1985 a 1992. Como delegado atuou em unidades policiais da capital e do interior do Estado. É atual vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Pará.

SUSIPE
Major Francisco Bernardes - Superintendente do Sistema Penal
É Graduado em Ciências de Defesa Social – Curso de Formação de Oficiais da PM do Pará, e em Direito pela UFPA. Possui especialização em Segurança e Cidadania. Atualmente é subcomandante do 16º Batalhão de Polícia Militar, em Altamira. Já foi diretor de Núcleo de Inteligência e Diretor de Unidade Prisional da Susipe. Foi Gerente de Unidade de Internação da Funcap. Tem 39 anos.

PROCURADORIA GERAL
Procurador Geral do Estado - Caio de Azevedo Trindade
Advogado, graduado pela UFPA em 2000. Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pela Fundação Getúlio Vargas. Mestre em Direito pela UFPA. Procurador do Estado do Pará desde o ano de 2000, tendo sido aprovado em 1º lugar no respectivo concurso público. Articulista com trabalhos publicados em diversas revistas especializadas tais como Revista Dialética de Direito Tributário, Revista Dialética de Direito Processual, entre outras. Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção do Pará.


Jatene chama mais 11, mas não fecha lista


Somente após a posse o governador Simão Jatene (PSDB) anunciará a conclusão de sua equipe de governo. Ontem, ele divulgou mais onze nomes que vão comandar secretarias e órgãos da administração. 


Secretaria de Administração (Sead) - Alice Vianna
Secretaria de Comunicação (Secom) - Ney Messias
Secretaria de Governo (Segov) - Sérgio Leão
Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH) - José Acreano Brasil Jr.
Secretaria de Obras Públicas (Seop) - Sebastião Miranda
Auditoria Geral do Estado - Roberto Amoras
Instituto de Terras do Pará (Iterpa) - Carlos Lamarão
Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) - Adelina Braglia
Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará (Fapespa) - Claudio Ribeiro
Imprensa Oficial do Estado (Ioepa) - Claudio Rocha
Banco do Estado do Pará (Banpará) - Augusto Costa

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Literatura - Recomendo são 140 pág para rir e aprender


" A pior coisa que você pode ser é mentiroso. Tá, tudo bem, a pior coisa que você pode ser é nazista, mas a segunda pior é mentiroso. Nazista, um; mentiroso, dois."

"Aquela mulher era sexy... Muita areia para o seu caminhãozinho? Filho, deixe que as mulheres descubram por que não querem transar com você. Não faça isso por elas."

Aos 28 anos, depois de ser dispensado pela namorada, Justin Halpern volta a morar com o pai, Sam Halpern, de 73 anos. Na infância, Justin morria de medo dele, tão mal-humorado, direto e desbocado que beirava a grossura.

Agora, já adulto, ele passa a admirar a mistura de franqueza e insanidade que caracteriza os comentários e a personalidade do pai, que considera "sábio como Sócrates e até mesmo profético".

Disposto a registrar a sabedoria contida nas tiradas de Sam, Justin cria uma página no Twitter para reunir suas frases malucas e observações ridículas. Em pouco tempo, os devaneios filosóficos do médico aposentado conquistam mais de um milhão de seguidores.

O fenômeno da internet dá origem a um dos livros mais engraçados dos últimos tempos. Tomando como base as pérolas do pai, o filho recria com brilhantismo as memórias da infância e da juventude.

Extremamente divertido e inspirador, Meu pai fala cada m*rda traça um retrato profundo da relação pai e filho e aborda os grandes temas da vida: medo, amigos, estudo, namoro, esporte, família. Uma lição de integridade, amizade e amor. Sem papas na língua.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Veja as manchetes dos principais jornais desta terça-feira 27 de dezembro de 2010

Jornais nacionais
Folha de S.Paulo
Planalto pulveriza sua propaganda em 8.094 veículos
Agora S.Paulo
Lula deixa a decisão sobre o reajuste do mínimo para Dilma
O Estado de S.Paulo
Lula muda discurso e afirma que Dilma será sua candidata em 2014
Jornal do Brasil
Brasil tentará erradicar aftosa em 2011
O Globo
Estado do Rio gratificará policial que matar menos
Valor Econômico
Petrobras ensaia revolução tecnológica para o pré-sal
Correio Braziliense
Caminho livre para Dilma
Diário do Nordeste
Novo secretariado: Cid amplia aliança
Zero Hora
Impasse entre Yeda e Tarso emperra presídio com iniciativa privada
Diário do Pará
Teresa Cativo comandará a Sema na gestão de Jatene
O Liberal
Definido o calendário do pagamento de aposentados
*
Jornais internacionais
The New York Times (EUA)
Costa leste se desenterra após nevasca deixar um rastro de destruição
Le Monde (França)
França se prepara para um ano crucial no Afeganistão
El País (Espanha)
Rússia castiga a Espanha com a expulsão de dois diplomatas
Clarín (Argentina)
Falta de gasolina se agrava e motoristas fazem filas para abastecer
El Mercurio 
EE.UU. entrega excusas al Gobierno tras filtración de documentos sobre Sebastián Piñera

Pará - Fala o Ex-PT


Porque o governo que encerra cometeu pecados estruturais frente aos princípios construídos em 30 anos de vida partidária no Pará, senão vejamos:

1- A governadora não tomou nenhuma medida pública contra as denúncias de corrupção e nem afastou seus auxiliares diretos envolvidos em tais denúncias.

2- São cristalinas as manobras executadas racionalmente para a dispensa de licitação nas compras dos Kits escolares.

3- Foi vergonhoso o método de contratação de aluguel de 450 carros para as policias.
4- É uma vergonha o que está acontecendo neste momento na SEMA onde vários dirigentes encontram-se presos pela PF.

5- Está estourando denúncias de que a SEDUC está torrando, apressadamente, 90 milhões do governo federal em apressados pagamentos, inclusive antecipando quitação de futuros serviços e compras. Estas informações estão sendo prestadas por dirigentes graduados do PT na SEDUC.

6- Sem falarmos nos relatórios, tornados públicos pela AGE.

Não resta dúvida. O PT está em Xeque, não importa se foi a DS, ou outro segmento petista, o que importa é que a marca PT está sofrendo um profundo questionamento e, em sua maioria por petistas que construiram esta legenda nos últimos 30 anos, e que foram marginalizados nestes 4 anos, sendo preteridos pelos néopetistas, cujos passes foram adquiridos através de DAS's.

Não adianta os cães de guarda da DS tentarem tapar o sol com peneira...o estrago está feito. O PT deixou de ser um local que possa ser depositário de utopias. A ética, como marca construída pelo PT, perdeu a razão de ser.

Blog do Bilhetim

Comunicação - Publicidade e transparência crescem no governo Lula

Em oito anos de mandato, o presidente Lula elevou de 499 para 8.094 o número de órgãos de comunicação que recebem verbas publicitárias do governo federal, informa a reportagem de Fernando Rodrigues publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinante do jornal e do UOL)

A alta, de 1.522%, beneficiou veículos espalhados por 2.733 municípios; em 2033, eram 182 cidades.

Os dados incluem jornais, revistas, rádios, TVs e "outros", categoria que inclui sites e blogs e saltou de 11 para 2.512 veículos no mesmo período.

Por ano, o petista gastou R$ 2,310 bilhões com propaganda, média semelhante à do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Lula, que pulverizou sua verba publicitária por mais veículos, avançou na transparência em relação à gestão FHC --a estatística não existia até 2003.

Ainda assim, não se sabe quais veículos recebem verbas de publicidade estatal nem quanto cada um ganha.


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pará Meio Ambiente - Nova secretária da SEMA, boa sorte na diícil missão

O governador eleito Simão Jatene (PSDB) anunciou agora há pouco novos nomes que vão compor seu secretariado e cargos no segundo escalão. 

Tereza Cativo, para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Já foi Secretária da Fazenda e Secretária Executiva  de Gestão, do primeiro mandato do Governo Jatene.

O deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB) assumirá a Secretaria de Estado da Pesca, abrindo vaga na Câmara dos Deputados para o ex-senador Luiz Otávio Campos.

Também foram indicados Sergio Duboc para a direção-geral do Detran; Ana Lídia Cabeça, para o Hospital das clínicas; Maria do carmo Lobato, para a Fundacao Santa Casa; José Alberto Colares, para o Ideflor;e Theo Pires, para a Prodepa.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Economia - Crise afeta América Latina com menor profundidade e duração



Em julho de 2007, quando se multiplicaram os problemas financeiros e imobiliários que tiveram seu epicentro nos Estados Unidos, teve início um debate sobre se o efeito contagioso da crise iria chegar ou não aos países emergentes. Então entrou na moda o termo “descolamento”, para indicar que aquelas dificuldades do centro não chegariam à periferia.

Foi uma ilusão. A crise afetou também os emergentes, mas agora vemos que foi com muito menos profundidade e duração. A América Latina, por exemplo. A região teve uma queda média em seu crescimento, em 2009, de 1,9%, mas se recuperou de forma espetacular no ano que se encerra: em 2010, o PIB regional terá aumentado cerca de 6% (o que significa um incremento na renda per capita de 4,8%), com países como Paraguai (9,7%), Uruguai (9%), Peru (8,6%) e Argentina (8,4%) com crescimentos de nível chinês. Lula deixa o Brasil, a grande potência emergente da região, crescendo a um ritmo de 7,7%, enquanto o México e o Chile o farão a 5,3%. As duas grandes exceções são o desafortunado Haiti (-7%) e a Venezuela (-1,6%).

As perspectivas para 2011 são um pouco mais modestas (previsão de crescimento de 4,2%, e cerca de 3% na renda per capita). Por quê? Pela incerteza externa, sobretudo a europeia, e por um desses paradoxos que se produzem na economia: a entrada de um grande fluxo de capitais na região e a consequente valorização de suas moedas. No balanço preliminar das economias da América Latina e do Caribe, publicado pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), se explica esse fenômeno: a curto prazo, uma maior entrada de capitais poderia repercutir negativamente sobre as contas externas, mas não seria um risco para o crescimento. Porém, a história da região indica que os efeitos podem ser perigosos a longo prazo: a elevada liquidez mundial pressionaria para baixo as taxas de câmbio real e para cima os preços dos produtos básicos, o que pode gerar uma deterioração das contas externas e incentivar uma excessiva especialização na produção e exportação de bens primários. “Com isso, a região ficaria mais vulnerável aos choques vindos do exterior”.

Quase coincidindo com esse informe da Cepal aparece o Latinobarômetro, que mede as tendências subjacentes da região. Questionados sobre qual problema consideravam mais importante, os entrevistados responderam em sua maioria que era a criminalidade e a segurança pública. E logo atrás, apesar da melhoria mencionada, as questões relacionadas à economia: 19% entendem ser o desemprego; 12%, os problemas econômicos/financeiros, e 7% responderam a pobreza. É muito notável a percepção do problema da criminalidade e da violência, que aumenta continuamente ano após ano, e que se tornou fundamental para a qualidade da democracia da região.

El Pais

Cotas raciais - Por que não se aplica aos serviços públicos básicos?

A melhor e maior política pública de cotas raciais seria aquela aplicada a um dos sistemas públicos básicos mais importantes, o Sistema Único de Saúde (SUS). O círculo se fecharia incluindo também aos mais pobres.

Alguém é contra?.


A superação das desigualdades socioeconômicas impõe-se como uma das metas de qualquer sociedade que aspira a uma maior igualdade social. Em face aos problemas sociais, algumas alternativas são propostas para atenuação de desigualdades que mantém em condições díspares cidadãos de estratos distintos. Uma das alternativas propostas é o sistema de cotas que visaria a acelerar um processo de inclusão social de grupos à margem da sociedade.

O conceito de cotização de vagas aplica-se a populações específicas, geralmente por tempo determinado. Estas populações podem ser grupos étnicos ou raciais, classes sociais, imigrantes, deficientes físicos, mulheres, idosos, dentre outros.

A justificativa para o sistema de cotas é que certos grupos específicos, em razão de algum processo histórico depreciativo, teriam maior dificuldade para aproveitarem as oportunidades que surgem no mercado de trabalho, bem como seriam vítimas de discriminações nas suas interações com a sociedade.
A Constituição Brasileira de 1988 diz:
Artigo 37 (capítulo)
VIII- a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
A lei constitucional estabeleceu a reservas de vagas para deficientes físicos, o qual passou a ser adotado em diversos concursos públicos, com a ressalva de que o emprego ou cargo não exija plena aptidão física. Isto marca o inicío da reserva de vagas para grupos específicos no Brasil. Com o tempo, outros grupos sociais passam a pleitear a cotização de vagas para "garantirem" uma participação mínima em certos setores da sociedade como as universidades públicas.

Nas universidades, a adoção de reserva de vagas começa em 2000, com a aprovação da lei estadual 3.524/00, de 28 de dezembro de 2000. Esta lei garante a reserva de 50% das vagas, nas universidades estaduais do Rio de Janeiro, para estudantes das redes públicas municipal e estadual de ensino. Esta lei passou a ser aplicada no vestibular de 2004 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

A lei 3.708/01, de (9 de novembro, a confirmar) 2001, institui o sistema de cotas para estudantes denominados negros ou pardos, com percentual de 40% das vagas das universidades estaduais do Rio de Janeiro. Esta lei passa a ser aplicada no vestibular de 2002 da UERJ e da UENF e depois na maioria das universidades federais.

Economia - Salários públicos crescem mais do que os privados


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Literatura, Ingrid Betancourt conta em livro o dia a dia em cativeiro das Farc. Recomendo

Durante seis anos o mundo pôde acompanhar pelos olhos da mídia a história de Ingrid Betancourt, sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), uma organização guerrilheira do país que nasceu como uma reação à guerra civil entre os partidos conservador e liberal, iniciada em 1940. Com o lançamento de Não há silêncio que não termine - Meus anos de cativeiro na selva colombiana (Companhia de Letras, 556 páginas) a própria Ingrid nos revela com riqueza e segurança os detalhes dos dias de cativeiro em poder dos guerrilheiros.

Mais do que um relato, o livro é uma reflexão profunda do ser humano e de seus sentimentos diante do sofrimento e dos que o rodeiam. "Descobri que o que os outros têm de mais precioso a nos oferecer é o tempo, ao qual a morte dá seu valor", confessa Ingrid Betancourt em um trecho do livro.



O drama da prisioneira teve início em 23 de fevereiro de 2002. Na época, ela era candidata à presidência da República da Colômbia pelo partido Oxigênio Verde, e acumulou alguns desafetos tanto do lado do presidente Andrés Pastrana quanto das Farc. Virou prisioneira da organização depois de cair em uma emboscada quando tentava ir até o município de San Vicente del Caguán em um chevrolet 4x4 coberto de adesivos de campanha para encontrar o atual prefeito que era aliado do partido. "Assim que nosso carro saiu do talude, eu os vi. Estavam vestidos dos pés à cabeça com roupas militares, fuzil a tiracolo, agrupados em volta do veículo da cruz vermelha. Por reflexo, olhei atentamente para os seus sapatos: botas pretas de borracha, muito usada pelos camponeses nas zonas pantanosas. Tinham me ensinado a identificá-los assim: se fossem botas de couro, eram os militares; se fossem de borracha, eram as Farc", conta.

Na obra, Ingrid não inicia a história do começo. Ela salta no tempo de fevereiro para dezembro de 2002 retratando sua maior obsessão durante o tempo de prisioneira: a fuga. A autora relata a quarta tentativa que realiza ao lado da ex-coordenadora de campanha e também refém Carla Rojas.

Ingrid é detalhista, conta cada pensamento, ideia e momento vivido com a maior riqueza. Como a primeira vez em que foi ao banheiro no acampamento das Farc: "Um ruído de máquina me chamou atenção. Perguntei a Isabel qual era o motor que funcionava nas redondezas. (...) Ela responde: - Que nada! São as moscas!". É impossível não imaginar a cena e o som por meio do relato dela.

A obra também tem pontos delicados. Como, por exemplo, as referências ao pai falecido em outro dia marcante, 23 de março, e que só ficou sabendo quando lia a notícia em um pedaço de jornal que conseguiu do líder do acampamento da Farc. Esse tipo de contato com o mundo externo não é comum. Casualmente, Ingrid tinha acesso aos meios de comunicação, como o rádio em que ouvia o programa dedicado aos reféns da Farc.

Fala também do deterioramento da amizade com Carla. As duas, antes próximas e unidas pela política, viram o bom relacionamento terminar diante da situação extrema que viviam no cativeiro. Elas se desentendiam por tudo. Pelo espaço na cama e no mosqueteiro, tentativas de fuga e até pela decisão de Carla Rojas em ter um filho enquanto estava presa. "Vivíamos em mundos opostos. Ela procurava se adaptar, eu só pensava em fugir", revela Ingrid.

O acampamento
Enquanto era refém, Ingrid foi transferida diversas vezes para novos acampamentos. Na maioria das vezes isso acontecia porque os "chulos", como eram chamados os militares colombianos pelas Farc, estavam tentavam atacar a guerrilha.

Certa vez, o acampamento teve que se mudar para uma área na Amazônia. Ingrid se lembrou de um aviso recebido de uma vidente um tempo antes de ser levada pelas Farc. O medo tomou conta dela. "Sentia o perigo. Não o via. Não o reconhecia. Mas ele estava ali, na minha frente, e eu não sabia como evitá-lo", disse ao relembrar o fato.

Mas não é só dos momentos tristes que Ingrid lembra. Na obra, ela relembra as festas feitas no acampamento para comemorar mesmo à distância o aniversário de seus filhos, Melanie e Lorenzo, o conhecimento mais profundo da Biblía e até a amizade com dois guerrilheiros, Beto e Ferney.

Mulher dada como morta quase enterrada viva

Uma idosa de 88 anos dada como morta pelo Hospital Municipal de Ipatinga, no Vale do Rio Doce, quase foi enterrada viva. Maria das Dores da Conceição chegou a ser levada para a funerária e colocada no caixão, quando se mexeu, segundo a família. Nesta quinta-feira (23), Maria das Dores está internada e recebe cuidados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do mesmo hospital.

A neta Noeme Silva Amâncio, de 31 anos, disse ao G1 que o óbito foi constatado pelos médicos nessa quarta-feira (22) e comunicado aos familiares. A assessoria de comunicação Social da Prefeitura de Ipatinga, que também responde pela Secretaria Municipal de Saúde, não soube informar a causa atestada como motivo da morte e disse que o documento ficou com a família. O atestado teria se perdido depois de entregue à funerária, segundo a neta. “Um funcionário da funerária disse que entregou o papel para a assistente social do hospital”, disse Noeme.

Na funerária, ao ser percebido que a senhora apresentava sinais vitais, ela foi levada de volta ao hospital. Noeme conta que foi uma das primeiras a chegar para acompanhar a avó, que voltaria a ser internada. “Ela estava de lado, dentro do caixão no carro da funerária, na porta do pronto- socorro do hospital. Ela estava respirando e mexendo mais do que antes”, disse. A neta informou que a avô está sendo bem atendida nesta quinta-feira (23).

Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Ipatinga diz que solicitou à Polícia Civil a apuração do caso e que a direção do hospital está à disposição da família para os esclarecimentos necessários.

A nota diz que a idosa deu entrada no Hospital Municipal de Ipatinga na manhã de terça-feira (21). A paciente apresentava histórico médico de hipertensão arterial, doença vascular periférica obstrutiva e demência de Alzheimeir, além de ser acamada. Noeme confirmou que a avó é acamada e tem a doença degenerativa e que foi levada ao hospital pela primeira vez porque gemia e se queixava de muita dor.
Ainda segundo a assessoria da prefeitura, na tarde desta quarta-feira (22), a paciente não apresentou sinais vitais e recebeu o atestado de óbito às 16h50. Depois de passar pela funerária, ela foi levada novamente ao hospital, por volta de 20h30, onde recebeu de imediato atendimento médico, de acordo com a prefeitura.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o caso já está sendo investigado.

* colaborou  Keila Mendes, da Inter TV dos Vales

Meio ambiente - Madeireiras acusadas de poluir ambiente

Pelo menos duas empresas madeireiras de Santarém continuam provocando prejuízos ao meio ambiente. Uma das nascentes do Igarapé Irurá, principal manancial de captação de água potável pela Cosanpa em Santarém, vem sendo destruída pela Estância Alecrim. A empresa, instalada na BR-163, deposita os resíduos da serraria numa área próxima ao igarapé e o chorume da montanha de serragem desce por um córrego até o leito do igarapé.

Já os moradores do bairro Nova República, que fica ao lado da Madeireira Rancho da Cabocla, reclamam que as chuvas lavam o pátio onde é feito o manejo e o tratamento da madeira beneficiada, levando grande quantidade de água poluída com produtos químicos e pó de serragem pelas ruas e deságuam no igarapé do bairro.

Keibo Ciesca, da madeireira, declarou não ter conhecimento do assunto. “Falar de poluição de madeireira é algo fácil, mas não sei que poluição pode ser. Eu acredito que o lixão do Santo André polui muito mais e ninguém faz nada”.

Milton Schnnor, um dos donos da Estância Alecrim, declarou que há dois anos a empresa faz trabalhos para diminuir o impacto ambiental. Segundo ele, alguns projetos foram colocados em prática e 80% dos rejeitos da madeireira são doados para olarias e outros municípios. (Diário do Pará)

Pará - Jatene anuncia mais 5 integrantes

O governador-eleito, Simão Jatene, fez ontem os primeiros anúncios de nomes indicados pelo PMDB para o próximo governo. Como já antecipado pelo DIÁRIO, o titular da Secretaria de Agricultura (Sagri) será o ex-vice-governador no segundo mandato de Almir Gabriel, Hildegardo Nunes.

Hildegardo tentou de tudo na política paraense e percorreu diversos partidos.  

Já foi vice governador do Almir Gabriel e titular da Sagri. Rompeu com Gabriel para ser candidato ao governo.
 
Foi também, candidato a Vice, na chpa do Juvenil e candidato a deputado e prefeito, ficou como Secretário. 

Esteve no Governo Federal, como coordenador de ações regionais, no Ministério de Integração, quando Ciro era ministro. Não gostou de Brasília e retornou à terra, Até hoje era o homem forte do Prefeito de Ananindeua Helder Barbalho.

Veja o perfil dos demais indicados para cargos no governo do Jatene. 

O titular da Secretaria de Integração Regional (Seir), também indicado pelo PMDB, será o engenheiro florestal e servidor do Instituo Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Antônio José Guimarães, apontado como amigo e pessoa de extrema confiança do presidente do PMDB do Pará, Jader Barbalho.

Jatene fez também ontem anúncios de dois nomes indicados pelo DEM. A engenheira agrônoma Cleide Amorim assumirá o comando da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), por indicação do deputado federal reeleito pelo DEM, Joaquim de Lira Maia.

O secretário de Saúde do município e Castanhal, Kleber Miranda (irmão do deputado estadual reeleito Márcio Miranda) será o presidente do Instituto de Assistência aos Servidores Públicos do Pará (Iasep).

O engenheiro Civil Orlando Salgado Gouvêa será o novo diretor geral do Centro de Perícias Técnicas Renato Chaves. Ele foi indicado pelo delegado Luiz Fernandes, que assumirá a Secretaria de Segurança.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

TECNOLOGIA - Vale financia projetos de pesquisa em três estados


 Fundações do Pará, São Paulo e Minas vão desenvolver os projetos escolhidos


A Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Pará divulgaram ontem o resultado das propostas para apoio a projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação. Foram selecionados 85 projetos – dos quais 57 individuais e 28 em rede, a serem desenvolvidas por grupos de pesquisas dos três estados envolvidos. No total, foram submetidas 151 propostas em rede e 125 projetos individuais, que passaram pela avaliação das FAPs, da Vale e pelo Comitê Gestor da parceria. O convênio foi lançado há um ano e prevê investimentos de R$ 120 milhões – dos quais R$ 72 milhões aportados pela Vale e o restante dividido entre os demais parceiros. É a maior parceria do setor privado com órgãos públicos de fomento do País.

Os recursos serão usados para fomento de projetos nas áreas de mineração, energia, ecoeficiência e biodiversidade e produtos ferrosos para siderurgia.

"Os desafios de pesquisa nessas áreas são relevantes tanto para o desenvolvimento tecnológico e industrial da empresa como para a acumulação de conhecimento necessário para aplicação em diversos campos pela sociedade brasileira", afirma Luiz Mello, diretor do ITV (Instituto Tecnológico Vale), que viabilizou o convênio pela Vale.

Energia - Recursos públicos para Belo Monte


RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES) aprovou um empréstimo-ponte de R$ 1,087 bilhão ao consórcio Norte Energia para o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Os recursos serão destinados à compra de materiais e de equipamentos nacionais, além do pagamento de serviços de engenharia e de estudos técnicos.
De acordo com comunicado divulgado pelo BNDES, a operação para concessão de financiamento de longo prazo, via project finance, está em análise no banco e depende da conclusão do processo de licenciamento do projeto.
“Nenhuma obra civil ou instalação de equipamentos será realizada no local da usina antes da obtenção do devido licenciamento ambiental e da licença de instalação do empreendimento”, informou o banco de fomento.
O consórcio Norte Energia, que tem participação da Chesf, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia e outras seis empresas, venceu o leilão da usina em abril deste ano. O projeto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A primeira unidade de geração de Belo Monte deve entrar em operação comercial em fevereiro de 2015.
(Juliana Ennes | Valor)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Direitos Humanos - O governo e o compromisso histórico


Lula vai embora gostando mais dos militares do que quando entrou, em democracia pode até ser correto, mas os crimes da ditadura não prescreveram. Lula vai embora com essa dívida.

Optou-se por uma saída à brasileira, indenizar às vítimas e familiares, mas não se enfrentou de fato a verdade.

Fora do Ex Ministro Tarso Genro que lutou até o fim do seu mandato pela condena aos militares responsáveis pelos crimes de tortura e assassinato, na 
realidade o resto do PT  deixou no esquecimento aos familiares e vítimas da ditadura.

Diferente tem sido a postura dos governos da Argentina, do Chile e dos outros governos que retornaram à democracia.

Nesses países, os responsáveis pelos crimes estão pagando, um a um.

Veja o mais recente caso da Argentina.


CORDOBA, Argentina, 22 dez 2010 (AFP) -O ex-ditador argentino Jorge Videla (1976-81) foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua, por assassinato de opositores e outros crimes contra a humanidade.

O ex-general, de 85 anos, já havia sido condenado à prisão perpétua em 1985 durante um processo histórico da junta militar por crimes cometidos durante a ditadura (1976-1983), que fez 30.000 desaparecidos, segundo as organizações de defesa dos direitos do homem.

Mas a pena foi anulada em 1990 por decreto do ex-presidente Carlos Menem, que, por sua vez foi declarada inconstitucional em 2007 - decisão esta confirmada pela Corte Suprema em abril. O tribunal também suprimiu, em 2005, a lei de anistia para os crimes da ditadura.

A partir daí, vários processos foram abertos contra Jorge Videla, católico fervoroso que fazia-se de moderado, até liderar o golpe de 24 de março de 1976 e de dirigir o país até 1981. Estes anos foram os mais duros do regime militar.

Em Córdoba (centro), o ex-general estava sendo julgado desde o início de julho junto com outros 29 repressores pela execução de 31 presos políticos.

Entre os julgados está o ex-general Luciano Menendez, já condenado à prisão perpétua por três vezes, em processos por violação aos direitos do homem.

Processado por roubos de bebês de presos políticos, um crime não acobertado pelo perdão de 1990, Videla foi colocado em prisão domiciliar de 1998 a 2008, até ser transferido para uma unidade prisional em detenção preventiva, enquanto aguardava os múltimos julgamentos.

A partir de 2001, foi também processado por sua participação no Plano Condor, coordenado pelas ditaduras de Argentina, Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia e Uruguai para eliminar opositores.

"Assumo plenamente minhas responsabilidades. Meus subordinados limitaram-se a cumprir ordens", destacou Videla no tribunal de Córdoba, um dia antes da divulgação do veredicto.

No depoimento final de 49 minutos que leu pausadamente, o ex-ditador, de 85 anos, disse que assumirá "sob protesto a injusta condenação que possam me dar".

"Reclamo a honra da vitória e lamento as sequelas. Valorizo os que, com dor autêntica, choram seus seres queridos, lamento que os direitos humanos sejam utilizados com fins políticos", disse Videla.

Depois apontou para o governo da presidente Cristina Kirchner, assinalando que as organizações armadas dissolvidas "não mais precisam da violência para chegar ao poder, porque já estão no poder e, daí, tentam a instauração de um regime marxista à maneira de (Antonio) Gramsci" (téorico marxista italiano).


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lula admite se candidatar novamente à Presidência

"Não posso dizer que não porque sou vivo", diz, sobre disputar novo mandato

Para petista, Barack Obama não tomou "atitude na hora certa" e paga preço de crise herdada de Bush 

Mais uma da Ana Julia - Agora em Brasília


Então tá A corrente Democracia Socialista, do PT, pode ter dado um tiro no pé ao bombardear a candidatura do petista Cândido Vaccarezza (SP) na Câmara para expressar insatisfação com a perspectiva de perder o Ministério do Desenvolvimento Agrário. A equipe de transição agora se diz "descompromissada" com a corrente. 


Lição de casa Embora tenha defendido tese de doutorado sexta-feira, não há registro da produção acadêmica de Aloizio Mercadante na Plataforma Lattes, referência no meio universitário. O futuro ministro da Ciência e Tecnologia prometeu providenciar um currículo hoje.


Coluna de RENATA LO PRETE UOL. 


Acho que falta só atualizar.....

Direitos Humanos - A Dívida do Lula


Obra, dedicada às famílias das vítimas da ditadura, será lançada amanhã no Rio 

DE BRASÍLIA 

Um documento da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência diz que, sem uma resposta oficial do Estado brasileiro sobre desaparecidos políticos na ditadura de 1964 a 1985, não pode ser considerada "plenamente concluída a longa transição para uma democracia".

A Folha obteve o livro "Habeas Corpus - que se Apresente o Corpo, a Busca dos Desaparecidos Políticos no Brasil", que será lançado pelo ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, amanhã, na Assembleia Legislativa do Rio.

Na "Apresentação e Dedicatória", Vannuchi afirma que a falta de resposta oficial sobre os desaparecidos políticos "é uma dívida inegável do Estado Brasileiro, ainda não resgatada".
Vannuchi assume publicamente "discordâncias" entre ele e o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Dedica a obra a famílias dos desaparecidos.

O ministro dos Direitos Humanos afirma que o presidente Lula teve de arbitrar as diferenças entre Defesa e Direitos Humanos a respeito da proposta de criação de Comissão Nacional da Verdade, projeto de lei do Executivo que tramita no Congresso.

O número de desaparecidos políticos na ditadura brasileira é incerto. O livro estima entre 150 e 180 pessoas.
Adota como critério de desaparecido a interpretação da ONU (Organização das Nações Unidas).
"Desaparecido é aquela vítima para a qual permanece a ocultação do destino ou paradeiro, ou seja, quando não se divulgou ou identificou os restos mortais, ou não se encontrou a pessoa viva".

O livro cita opinião do ex-deputado federal Aldo Arantes, representante do PC do B que acompanha as missões do GTT (Grupo de Trabalho Tocantins), que cobra "que os militares que participaram da ação repressiva venham a se manifestar dando indicações mais precisas para a localização dos restos mortais dos guerrilheiros".

O GTT é um grupo que procura restos mortais de cerca de 60 desaparecidos na Guerrilha do Araguaia, movimento do PC do B dizimado pela ditadura de 1972 a 1974.

O livro narra operações de "limpeza" dos militares no Araguaia nos anos 80 e 90.
No lançamento, será inaugurada exposição sobre o deputado Rubens Paiva, um dos mais importantes desaparecidos. O documento conta que a ditadura tentou construir várias versões para o assassinato de Paiva.


A dívida é grande e o governo hoje não deu resposta às demandas dos familiares de desaparecidos e torturados durante a ditadura.

Mais uma herança para o Governo Dilma. 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Nacionalista atestado... pelo governo americano"!

Um ministro encontrou dias atrás com Samuel Pinheiro Guimarães e resolveu provocá-lo a propósito dos papeis do governo dos EUA, vazados via Wikileaks, que descrevem o secretário brasileiro de Assuntos Estratégicos como antiamericano:


-Samuel, não sabia que você era um nacionalista!

O ex-número dois do Itamaraty rebateu:

-Pois é. Eu, inclusive, agora escrevo nos meus cartões de visita: "Samuel Pinheiro Guimarães - nacionalista atestado pelo governo americano"!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ciência e Tecnologia - Mercadante fez bem, mínimo doutorado para ser ministro dessa área


A duas semanas de assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) levou ontem a retórica do palanque para a academia.

Ele voltou à Unicamp após 12 anos para concluir o doutorado em economia com uma tese sobre o governo Lula. Saiu com o título, mas foi repreendido pelos examinadores por exagerar nos elogios ao presidente.


Mercadante é convidado e aceita Ciência e Tecnologia
 
Em tom de campanha, o petista anunciou o nascimento do "novo desenvolvimentismo" --um modelo baseado em crescimento e distribuição de renda.

Com cinco livros de sua autoria sobre a mesa, ele resumiu a tese, de 519 páginas, em frases quase sempre na primeira pessoa do plural.

"Superamos a visão do Estado mínimo"; "Não nos rendemos à tradição populista"; "Retiramos 28 milhões da pobreza"; "Melhoramos muito o atendimento na saúde", pontificou, em momentos diferentes da apresentação.

Empolgado, o senador ignorou o limite de meia hora e usou o microfone por 50 minutos. Dedicou boa parte do tempo ao repertório da Era FHC, com ataques ao neoliberalismo e ao Fundo Monetário Internacional.
Num flashback do horário eleitoral, chegou a criticar o preço dos pedágios em São Paulo, bandeira que não foi capaz de evitar sua segunda derrota seguida na disputa pelo governo do Estado.
Coube ao ex-ministro Delfim Netto, professor titular da USP, a tarefa de dar o primeiro freio à pregação petista.

"Esse negócio de que o Fernando Henrique usou o Consenso de Washington... não usou coisa nenhuma!, disse, arrancando gargalhadas. "Ele sabia era que 30% dos problemas são insolúveis, e 70% o tempo resolve."
Irônico, Delfim evocou o cenário internacional favorável para sustentar que o bolo lulista não cresceu apenas por vontade do presidente.

"Com o Lula você exagera um pouco, mas é a sua função", disse. "O nível do mar subiu e o navio subiu junto. De vez em quando, o governo pensa que foi ele quem elevou o nível do mar..."

"O Lula teve uma sorte danada. Ele sabe, e isso não tira os seus méritos", concordou João Manuel Cardoso de Mello (Unicamp), que reclamou de "barbeiragens no câmbio" e definiu o Fome Zero como "um desastre".
À medida que o doutorando rebatia as críticas, a discussão se afastava mais da metodologia da pesquisa, tornando-se um julgamento de prós e contras do governo.
Só Luiz Carlos Bresser Pereira (USP) arriscou um reparo à falta de academicismo da tese: "Aloizio, você resolveu não discutir teoria...".
Ricardo Abramovay (USP) observou que o autor "exagera muito" ao comparar Lula aos antecessores.
"Não vejo problema em ser um trabalho de combate", disse. "Mas você acredita que o país estaria melhor se as telecomunicações não tivessem sido privatizadas?"

A deixa serviu para que Mercadante retomasse o tema do pedágio.

A tese pareceu agradar a maior parte das 300 espectadores, que se dividiram entre o auditório lotado e um telão do lado de fora. Mas também despertou algumas críticas.

"Achei bom, mas ele é muito militante, né? Parece que a campanha não acabou...", comentou o vestibulando Mateus Guzzo, 18, que disse votar no PSOL.

"Essa ideia de que o pesquisador tem que dissociar a paixão da racionalidade é uma visão superada pela neurociência", defendeu-se Mercadante, na saída.

Reverenciada pelo senador, a economista Maria da Conceição Tavares (UFRJ e Unicamp) não pôde ir, mas enviou bilhete elogioso.

Nascida em Portugal, ela poderia ter corrigido o "discípulo e aluno dileto" quando ele, ao exaltar a política externa de Lula, disse que "não houve indicação de embaixador político neste governo".

Em 2003, o presidente entregou a representação em Lisboa ao ex-deputado Paes de Andrade
(PMDB-CE), que estava sem mandato. O ex-presidente Itamar Franco também chefiou diplomatas em Roma, antes de romper relações com o PT.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ferramenta de ataques pró-Wikileaks revela identidade de usuário


Software não realiza falsificação de endereço, apontam especialistas.
Porta-voz de grupo 'Anônimo' revelou sua identidade em arquivo PDF.

Tela do 'canhão de íons de órbita baixa', utilizado para atacar sites pelo grupo 'Anonymous'.

 Especialistas analisaram o programa LOIC, o “Canhão de íons de órbita baixa”, usado pelos integrantes do grupo “Anonymous” para realizar os ataques em defesa do Wikileaks, e concluíram que o software revela informações sobre seu utilizador, permitindo que autoridades competentes facilmente identifiquem aqueles que estão participando dos ataques.


O LOIC não realiza nenhum tipo de falsificação de origem dos dados. Os próprios manuais de instrução dos Anonymous dizem que não é possível usar ferramentas para esconder seu endereço, método conhecido como "proxy". “Seria como atirar com uma bazuca em direção ao seu vizinho, mas atrás do seu muro. Você só vai destruir seu próprio muro”, explica um texto sobre o software.

Os pesquisadores da Universidade de Twente, na Holanda, alertam que, sem o uso de uma rede capaz de tornar o tráfego anônimo, usuários do LOIC podem ser facilmente identificados.


Um desenvolvedor que se identifica como “Praetox Technologies” foi o idealizador do LOIC. O programa foi criado para realizar testes de carga para verificar a resistência de sites web. Ele recebeu adaptações dos Anonymous para ser usado nos ataques. Por isso, não inclui nenhum tipo de falsificação para proteger seus usuários.
Dois membros do “Anonymous”, um de 16 e outro de 19 anos, foram presos na Holanda acusados de participação nos ataques. O primeiro foi preso por ser um dos responsável pela manutenção dos canais de comunicação do "Anonymous"; o outro, por fazer parte do ataque que derrubou o site da promotoria que fez a primeira prisão.


Descuidos
Além de a ferramenta usada para realizar os ataques não ser adequada para o “anonimato” desejado, alguns anônimos também não tomam cuidados com sua identidade. Um documento PDF criado como “nota à imprensa” pelos Anonymous trouxe em seus metadados o nome do autor, Alex Tapanaris. Essa informação é normalmente adicionada por editores de texto, caso o usuário não tome o cuidado de apagá-la.



Metadados de nota à imprensa revela nome do redator 'anônimo'.  
Metadados de nota à imprensa revela nome do redator 'anônimo'. (Foto: Reprodução)
Outros internautas que participam do movimento conectam aos canais de bate-papo usando clientes web que revelam o endereço IP completo e real do usuário para todos os demais membros da sala. Como comparação, um bate-papo no Live Messenger normalmente só revela o IP do participante quando ele realiza certas atividades, como conversa multimídia ou envio de arquivos.
Membros do Anonymous disseram, ainda antes das prisões, ao G1 que estavam cientes dos riscos. “Se alguém for preso não será a primeira vez”, observou um deles. A “defesa” dos participantes seria o seu grande número e a improbabilidade de todos eles serem perseguidos pela polícia.
O documento de perguntas frequentes (FAQ) sobre o LOIC afirma que “as chances de você ser preso são quase zero” e que, no caso de problemas, o anônimo deve “dizer que foi infectado por um vírus ou negar ter conhecimento do software”.

Leia a matéria completa no G1 clicando

Belém, Pará - Fundação da Pesquisa do Pará dá inicio ao pagamento das bolsas em atraso


Finalmente!. A Fundação de Amparo a Pesquisa do Pará – Fapespa informa que está iniciando o pagamento das bolsas em atraso de Mestrado, Doutorado, Iniciação Científica e demais bolsas vinculadas a outros programas. Os depósitos referentes aos meses de outubro e novembro estarão disponíveis a partir do próximo dia 13.12 nas contas dos bolsistas.

A Fapespa agradece a compreensão dos bolsistas, e com esses depósitos deixa em dia o pagamento das bolsas de pesquisa financiadas aos mais de quatro mil pesquisadores apoiados pela instituição.
Ascom-Fapespa

Meio Ambiente - Acordo sobre florestas em conferência de Cancún beneficiaria Brasil

A criação de instrumentos para promover a redução de emissões por desmatamento e degradação (conhecidos pela sigla REDD) em países em desenvolvimento tem boas chances de ser um dos resultados praticos  da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Cancún, no México. Um acordo na área pode significar o aporte de bilhões dólares ao Brasil, com suas vastas reservas florestais.

Se aprovados, instrumentos de REDD+ (o sinal acrescenta a remuneração de atividades que levem a conservação de florestas, manejo sustentável e reforço de estoques de carbono de florestas em países em desenvolvimento) poderiam canalizar este dinheiro de um fundo específico financiado por governos, bem como da iniciativa privada ou mercados de carbono e verbas para mitigação (redução de emissões).

O Brasil tem grande interesse em uma implementação relativamente rápida de REDD, tanto que deve assumir a liderança, ao lado da França, do grupo internacional Parceria REDD – criado neste ano com quase 70 países para viabilizar mecanismos REDD no mundo.
Uma vez aprovada uma estrutura internacional de REDD, o país pode sair na frente por ter mais de 20 projetos pioneiros já em prática.

Talvez o mais conhecido e bem-sucedido seja o projeto Juma, da Fundação Amazonas Sustentável, que já possibilita o sustento de 338 famílias na Reserva de Juma, no Amazonas.
Moeda de troca – Desde a conferência de Copenhague, em 2009, negociadores admitem que as discussões estão em uma fase adiantada, faltando pouco mais que definições de forma no texto.
No entanto, por fazer parte das complexas negociações por um acordo mais abrangente, o tema pode acabar sendo usado como moeda de troca entre os negociadores.
‘Os países utilizarão a REDD como peça no jogo de xadrez que gire em volta das outras negociações, principalmente o financiamento e as metas de redução de emissões. De fato um acordo sobre REDD não trará benefícios para o planeta sem um compromisso firme para reduzir as emissões globais’, afirmou à BBC Brasil Raja Jarrah, especialista em REDD da organização não-governamental Care International.

‘Podem sim fechar um acordo específico sobre REDD em Cancún, mas seria parcial e deixaria muito a desejar.’

Sem um mecanismo internacional que norteie as iniciativas florestais, tanto o financiamento quanto a própria estrutura dos projetos ficam indefinidas.

Apesar da grande expectativa por um acordo parcial de REDD, há também quem seja contra o mecanismo. Muitos ativistas temem que projetos REDD acabem levando à expulsão de comunidades indígenas ou nativas de florestas.

Riscos – A ONG Friends of the Earth International considera o mecanismo ‘perigoso’ já que poderia incentivar o agronegócio e o setor madeireiro.

‘O estímulo à plantações de árvores é baseado nas falsas promessas de criação de empregos, desenvolvimento sustentável, mitigação de mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Mas testemunhos e estudos de caso (reunidos pela ONG) mostram que plantações têm impactos muito severos sobre a população e a natureza locais’, afirmou um dos coordenadores do grupo, Sebastian Valdomir.

Mesmo a Care, que apoia iniciativas REDD em tese, alerta para o risco de uma versão ‘aguada’ do mecanismo.
Os ativistas dizem que no esforço por acomodar interesses distintos durante o encontro de Cancún, corre-se o risco de ‘nivelar tudo por baixo’.

‘Tecnicamente seria relativamente fácil encontrar uma forma de palavras que agrade a todos’, afirmou Raja Jarrah, acrescentando que elementos importantes poderiam ser deixados de lado, como a obrigação de monitorar salvaguardas sociais e ambientais.
‘Aí teríamos um mecanismo que facilita o fluxo de finanças e o negócio de carbono, mas que deixa as populações que dependem da floresta expostos a exploração.’

A 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas começou na segunda-feira, 29 de novembro, e vai até o dia 10 de dezembro.

Poucos esperam que um acordo abrangente saia do encontro no México. A expectativa é de que representantes de mais de 190 países pavimentem um possível acordo para o encontro de 2011, na África do Sul.  

(Fonte: G1)


sábado, 11 de dezembro de 2010

Pará - Jatene fará mudanças na estrutura de governo

 

O governador eleito Simão Jatene vai fazer o que chamou de uma revisão na estrutura administrativa do Estado. Embora recuse o termo “reforma administrativa”, Jatene admite que haverá mudanças com a criação, fusão ou extinção de estruturas existentes. O novo desenho, segundo ele, não está fechado.

“Temos um problema que é a estrutura do Estado hoje. Será feita uma revisão”, disse, afirmando que, em função disso, aumentam as dificuldades para fechar o secretariado, já que é preciso escolher nomes para preencher os cargos existentes hoje, mas “já visando a nova estrutura”.

Para definir o novo desenho, Jatene diz que tem ouvido entidades que atuam na área da administração pública e avaliado o funcionamento de Estados como Minas Gerais. “Hoje há superposição. Foram sendo criados alguns órgãos que, em determinado momento, foram importantes, mas quando se olha o conjunto acaba-se tendo um Frankenstein”.

A expectativa era de que Jatene apresentasse pelo menos três secretários ontem, mas ele decidiu adiar o anúncio. Os primeiros nomes a serem revelados serão dos secretários de Educação, Saúde e Segurança.

Jatene disse que, no momento, as maiores preocupações estão com as informações da gestão do Estado e com o orçamento. Jatene vem denunciando o corte - no projeto de lei orçamentária feito pelo atual governo para 2011 - de recursos para custeio de áreas como a Superintendência do Sistema Penal e a falta de investimentos na segurança pública. “Não se pode fazer um orçamento baseado em recursos que não estão sob a nossa governabilidade”.


SOCIAIS

Jatene negou que tenha intenção de reduzir investimentos em programas sociais. Segundo ele, o atual governo deve explicar as razões dos cortes. “Não adianta querer transferir responsabilidade para esconder fragilidade”. Jatene falou com os jornalistas ontem pela manhã, na sede do Ministério Público Público Federal, onde passou toda a manhã. Ele fez uma visita de cortesia e falou da necessidade de fazer “um pacto” entre as esferas de governo para combater a pobreza e desigualdade.

Jatene foi acompanhado do coordenador da transição, Sérgio Leão e foi recebido pelos procuradores Ubiratan Cazetta, Felício Pontes Júnior, Daniel Azeredo e Alan Mansur. Depois chegaram o deputado federal reeleito, Zenaldo Coutinho e o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki.

Cazetta disse que o MPF acompanhará a aplicação de recursos federais em áreas como saúde e educação. Disse ainda que um exemplo de atuação conjunta do MPF com o Estado é o caso da carne, onde o MPF aplicou um “choque” e o Estado foi criando mecanismos para a regularização das propriedades rurais. Jatene deve manter a atuação com o MPF nessa área. 

(Diário do Pará)