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domingo, 27 de abril de 2014

Leia as manchetes dos principais jornais brasileiros



Valor
BNDES libera R$ 2,6 bi para projeto da Anglo American
Novartis-GSK mexe pouco com o Brasil
Lucro dos grandes bancos aumenta 8,8% no 1º trimestre
Campos promete autonomia legal ao BC

Folha de S. Paulo
Promotoria vai processar SP por 'indigentes com RG'
Itaquerão ficará pronto 'no último minuto', diz Valcke
Após morte de dançarino, protesto para Copacabana
Senado aprova lei da internet, que segue para sanção de Dilma



O Globo
Pânico em Copacabana
Mercado já prevê inflação acima do teto
PSDB lança candidatura de Aécio a presidente
Lei da internet só depende de sanção

O Estado de S.Paulo
MP da Itália é favorável à extradição de Pizzolato
Marco Civil da Internet é aprovado e vai a sanção
Comissão da Petrobras amplia investigação
PT ameaça expulsar Vargas caso não renuncie

domingo, 28 de outubro de 2012

As manchetes deste domingo. Corra atrás da notícia


28 de outubro de 2012

O Globo



Manchete: A Justiça tarda - Prisão de mensaleiros não sai antes de maio de 2013
Acórdão com decisão do STF deve levar pelo menos seis meses para ser publicado

Após divulgação da decisão, advogados podem entrar com embargos pedindo esclarecimentos, atrasando ainda mais o cumprimento da pena


Após o final do julgamento do mensalão, os réus ficarão longe da cadeia pelo menos até maio de 2013, segundo advogados que atuam no processo, revela Vinícius Sassine. A análise leva em conta também a média de seis meses que o STF demorou para publicar acórdãos com a decisão dos ministros em casos menos complexos envolvendo políticos. Só após a publicação, os advogados podem entrar com embargos. E a prisão só ocorre quando não há mais recursos ao acórdão, esclarece o ministro Marco Aurélio. (Págs. 1 e 3)



Mazelas do Brasil - Saneamento: só 22% são aplicados
Quase na metade do mandato, o governo Dilma gastou só 22% do orçamento previsto para o saneamento básico, uma mazela com efeitos na saúde e no meio ambiente.

Em 2011 e 2012, de R$ 16 bilhões da União e do FGTS, apenas R$ 3,5 bilhões foram desembolsados. (Págs. 1 e 51)



Eleições nos EUA: Ryan, aposta para ganhar Wisconsim
A popularidade em Wisconsin do deputado local e candidato republicano a vice, Paul Ryan, é o trunfo do partido para tentar voltar a vencer pela primeira vez desde 1984 no estado, considerado um dos nove que decidirão a eleição presidencial americana, relata a enviada especial Fernanda Godoy. (Págs. 1 e 55)



Às vésperas do Enem: Falta de professor na rede estadual
Enquanto em escolas privadas há até três professores por turma, estudantes da rede estadual que farão o Enem, no próximo fim de semana, reclamam da falta de mestres. Numa unidade na Taquara considerada referência pelo governo, alunos não têm aula de História há meses. (Págs. 1 e 45)



Fotolegenda: O tal custo Brasil
Prático manobra navio no Porto do Rio. Com salário até 1.000% maior do que no exterior, eles chegam a ganhar R$ 300 mil por mês, elevando o custo do frete. Em 2013, podem ser dispensados. Págs. 1, 49 e 50)


Eleições 2012: Seis capitais têm disputa acirrada
Em outras 11 onde haverá 2º turno hoje, candidatos lideram as pesquisas com folga; partidos da base governista vão crescer ainda mais em municípios de grande porte

As pesquisas indicam que a eleição está indefinida em seis das 17 capitais com 2º turno: Rio Branco, Macapá, Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Cuiabá. Petistas e tucanos lideram em três capitais cada, mas a disputa eleitoral deve se encerrar hoje com a confirmação de uma tendência que vem desde 1996: o crescimento dos partidos da base do Planalto. (Págs. 1,6 e 7)

PT deve vencer em SP após oito anos

Na maior cidade do país, Fernando Haddad tem 13 pontos de vantagem sobre José Serra no Ibope e 15 no Datafolha. Para a oposição, o cenário é favorável principalmente em Manaus, com Artur Virgílio (PSDB), e Salvador, com ACM Neto (DEM). (Págs. 1, 8 a 40)



Construções terão regras contra barulho (Pág. 1 e Morar Bem)

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Folha de S. Paulo



Manchete: Haddad será eleito, diz Datafolha
Candidato imposto por Lula em São Paulo, petista tem 16 pontos percentuais de vantagem sobre o tucano José Serra

O candidato Fernando Haddad, do PT, será eleito hoje prefeito de São Paulo, indica pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem. De acordo com o levantamento do instituto, o petista registra 58% das intenções de votos válidos, contra 42% de José Serra, do PSDB.

Em relação à pesquisa anterior, Haddad oscilou dois pontos para baixo, e Serra, dois para cima, dentro da margem de erro (dois pontos). Em votos totais, o petista tem 48%, e o tucano, 34%; 7% estão indecisos, e 11% votarão nulo ou branco. Foram ouvidas 3.992 pessoas.

Afilhado político do ex-presidente Lula, que impôs sua candidatura, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, 49, tinha só 3% das intenções de voto há sete meses, segundo o Datafolha. O ex-prefeito e ex-governador José Serra, 70, liderava, com 30%. (Págs. 1 e Eleições 2012)


Fernando Haddad: Pretendo construir uma cidade boa para ricos e pobres (Págs. 1 e Opinião A3)



José Serra: Além de propostas, para nós é importante falar de princípios (Págs. 1 e Opinião A3)



Editoriais
Leia "Longo caminho", sobre cálculo de penas para os réus do mensalão, e "Habitar o centro", acerca do déficit de moradias na cidade de São Paulo. (Págs. 1 e Opinião A2)


Diretora de Valério afirma que errou, mas é do bem
Condenada pelo Supremo por quatro crimes, Simone Vasconcelos, ex-diretora da SMPB, de Marcos Valério diz a Leandro Colon que errou por ter entregado dinheiro a políticos, mas que é "do bem" e que provavelmente perderia o emprego se não o fizesse. (Págs. 1 e Poder A4)


Com estímulo da classe C, mercado erótico cresce 20%
Ancorada no consumo da classe C, a venda de produtos eróticos teve uma alta anual de 20% nos dois últimos anos, diz associação do setor. Há 40 mil vendedores ambulantes desses itens. Em 2006, eram 500.(Págs. 1 e Mercado B11)


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O Estado de S. Paulo



Manchete: Polarização nacional acirra campanha de Haddad e Serra
Eleições 2012- Final da corrida pela Prefeitura de São Paulo é marcado por boatos e acusações mútuas; Vão às urnas 8,6 milhões de paulistanos; 50 cidades terão segundo turno, com a participação de 31,7 milhões de eleitores

Maior colégio eleitoral do País, com 8,6 milhões de eleitores, São Paulo vai às urnas hoje para decidir se a cidade será governada nos próximos quatro anos pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) ou pelo ex-governador José Serra (PSDB). Nos últimos dias, a disputa pelo voto na principal metrópole brasileira ficou mais acirrada, com trocas de acusações pesadas entre os dois candidatos. A luta para ocupar a cadeira de prefeito extrapola a disputa municipal e é o principal confronto entre petistas e tucanos, com impacto na eleição presidencial de 2014. Haddad teve com cabos eleitorais, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Serra foi apoiado pelo governador Geraldo Alckmin e pelo prefeito Gilberto Kassab. Hoje haverá segundo turno em 50 cidades, com cerca de 31,7 milhões de pessoas habilitadas a votar. (Págs. 1 e Caderno Especial)

Fotolegenda

No Ibirapuera - Fernando Haddad apontou o parque na zona sul, perto de sua casa, como seu local preferido na cidade. "Gosto de ir passear com a família."

No Pacaembu: O histórico estádio foi o lugar escolhido por José Serra: "É um símbolo de uma São Paulo bonita e vibrante. Além disso, evoca minha infância. "


Aquecimento para 2014
Mais que a disputa entre Márcio Pochmann (PT) e Jonas Donizette (PSB), as eleições em Campinas servirão como prévia para 2014. 0 que está em jogo é a medição de forças entre partidos que miram o Planalto. (Págs. 1 e H13)



Salvador é estratégia para PT e oposição
A disputa em Salvador (BA), entre Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT), mobilizou a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, ministros e todos os partidos de oposição, informa o enviado especial João Domingos(Págs. 1 e H15)



Fortaleza reflete disputa por poder dentro de partidos
Fortaleza reflete embates internos dos grupos que disputam a hegemonia no Ceará, relata a enviada especial Eugênia Lopes. Se Roberto Cláudio (PSB) vencer, Ciro Gomes se fortalece. Uma vitória de Elmano de Freitas (PT) consolida a liderança de Luizianne Lins. (Págs. 1 e H15)


Análises

Carlos Melo - A lógica do eleitor

Em São Paulo, o eleitor voltou-se para a qualidade de políticas públicas que afetam sua vida. (Págs. 1 e H15)

João Bosco Rabello - Rota de coalizão

A ideia da fusão PSD-PP repõe Kassab no caminho da base de Dilma e ministério vira objetivo ostensivo. (Págs. 1 e H16)


Petrobrás negocia parte de patrimônio
Plano da Petrobrás para venda de negócios de US$ 14,8 bilhões enfrenta dificuldades. (Págs. 1 e Economia B1)




Grande São Paulo tem 11 assassinatos em 3 h
Noite mais sangrenta em semana marcada pela violência teve chacina com quatro mortes. (Págs. 1 e Metrópole C1)




Patrocinador de clubes tem pena no mensalão
Dono do BMG, banco que patrocina 28 times, Ricardo Guimarães recebeu pena de 7 anos. (Págs. 1 e Esportes E6)



Notas & Informações: 'Apagões não são normais'
Ministro deu indicação de que alguém no governo entendeu a gravidade do problema (Págs. e A3)


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Correio Braziliense



Manchete: Largada para 2014
Segundo turno começa com favoritismo petista em São Paulo e abre disputa para governo e presidência

Mais de 30 milhões vão às urnas hoje, escolher prefeitos de 50 cidades. O que está jogo no entanto, não é apenas o destino dos municípios. O resultado do pleito aponta os caminhos para as eleições majoritárias. Fortalecido com a provável vitória de Fernando Haddad, apontado pelas pesquisas como o novo prefeito de São Paulo, o PT pavimenta o segundo mandato de Dilma Rousseff com o apoio do PMDB e do PSD. Já o expressivo resultado alcançado pelo PSB interfere na disputa ao Palácio do Buriti: o senador Rodrigo Rollemberg pode atrapalhar a reeleição de Agnelo Queiroz. (Págs. 1, 2 e 3)




Escapada do trabalho sai barato
Sob a justificativa de “atendimento à obrigação político-partidária", deputados federais faltam às sessões deliberativas sem qualquer desconto nas folhas de pagamento. Os parlamentares já têm as segundas e as sextas-feiras livres para visitar suas bases. (Págs. 1 e 14)




Fundos de pensão estatais sob ataque
As poupanças que garantem a aposentadoria de milhares de trabalhadores estão sendo corroídas pela quebradeira em série de bancos pequenos. (Págs. 1 e 28)



O mapa que vale um tesouro
O STF dirá quem tem direitos sobre território agrícola avaliado em R$ 1 bilhão: se os governos da Bahia, de Goiás, do Tocantins, do Piauí ou de Minas. (Pág. 1)




Além de elegerem o presidente, os EUA decidem temas controversos (Págs. 1 e 24)



Cadê as engenheiras?
As mulheres ainda são minorias nos cursos de exatas do país, embora respondam por 55% do público universitário. Estereótipo contribui para distorção. (Págs. 1, Trabalho e Formação e Capa)


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Veja



Manchete: Maconha
As novas descobertas da medicina cortam o barato de quem acha que ela não faz mal. (Pág. 1)


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Época




Manchete - Um guia para planejar as férias
40 destinos de viagem para quem curte romance, aventura, cultura e família. (Pág. 1)


Mensalão
Dirceu já perguntou se dá para levar uma tv de tela plana para a cela da prisão. (Pág. 1)


Colunas
Eugenio Bucci e os debates sem jornalistas; Felipe Patury e a Bahia sem um pedaço do Cerrado; Walcyr Carrasco e as mulheres sem noção. (Pág. 1)


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ISTOÉ


Manchete: A vida após a cadeia
Como vivem hoje os assassinos famosos condenados por crimes que chocaram o país. Paula Thomaz, matou a atriz Daniela Perez com tesouradas, passou seis anos presa, mudou a cor dos cabelos e hoje circula pelas ruas de Copacabana e Ipanema. (Pág. 1)


Editora Três 40 anos
Especial - Quatro décadas que mudaram o Brasil e o mundo. (Pág. 1)


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ISTOÉ Dinheiro


Manchete - O desabafo da banqueira
"Diante de um castigo como esse, o sentimento é de desesperança e dor. Nessa hora, a gente questiona o próprio sentido da vida"

Condenada pelo STF no julgamento do mensalão por crime de gestão fraudulenta, a maior acionista do Banco Rural pode pegar mais de dez anos de prisão. Em entrevista exclusiva à Dinheiro, Kátia Rabello conta como está enfrentando o pior momento de sua vida. (Pág. 1)



Negócios: Como a Chrysler salvou a Fiat (Pág. 1)



Pesquisa Ibef exclusiva: Empresas estão mais otimistas com 2013 (Pág. 1)



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Carta Capital



Manchete: Especial The Economist - O risco da desigualdade
A crescente concentração de renda, acentuada nas últimas décadas de neoliberalismo, ameaça a estabilidade, a prosperidade e a democracia das nações. (Pág. 1)


Jobim: O ex-ministro é citado em escândalo de propina na itália (Pág. 1)



História: A monumental biografia de Marighella (Pág. 1)


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EXAME


Manchete: Precisamos trabalhar tanto?
Mais horas no escritório. Trabalho em todos os fins de semana. Férias de apenas 10 dias - é assim a vida nas empresas atualmente. Por que está tão difícil equilibrar a vida pessoal e profissional - e o que fazer a respeito. (Pág. 1)


Especial
Mais um capítulo da briga entre a família klein e o Pão de Açúcar, donos da maior rede de eletroeletrônicos do país. (Pág. 1)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

No Brasil a lei permite que o bandido se cubra o rosto. Acredite se quiser.



Ladrão tenta roubar lutador de MMA e toma uma surra antes de ser preso


Qualquer ladrão por menor que seja fica todo machão com uma arma na mão. Achando que podia fazer tudo, Anthony Miranda, de 24 anos, resolveu assaltar um carro dirigido por um fortão, em Chicago (EUA).

O assaltante se aproximou do veículo e pediu um isqueiro para a vítima. Quando o motorista disse que não tinha fogo, Miranda mostrou o revólver e anunciou o assalto.

Não tenho dó de ladrão, mas... pobre Miranda. Mal sabia que estava tentando roubar um lutador de MMA que compete no maior torneio da modalidade, o UFC (Ultimate Fighting Championships).

O lutador, que não quis ser identificado, pegou a arma, tirou as balas e deu uma surra em Miranda. O ladrão apanhou tanto que ficou com o rosto cheio de marcas roxas.
Quando a polícia chegou, declarou nocaute, o lutador manteve seu cinturão, digo, seu carro, e Miranda foi levado para a cadeia. Quer dizer, antes de ser preso, o ladrão ainda teve de dar uma passadinha do hospital.

*Com informações do New York Daily News

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As duas versões da mesma notícia. Abusam da inteligência do leitor


Uma fonte da imprensa paraense informa que as obras siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) estava suspensa, sem prazo para reinício das obras. 

Logo mais embaixo, outra fonte as declarações do Presidente da VALE são diferentes, oposta. A implantação da ALPA está dentro das ações estratégicas da VALE e as obras vão continuar, inclusive anuincia investimentos para 2012. Esta última informação, em visita ao Governador Simão Jatene. A anterior, em visita ao Diretor dono do Jornal O Liberal. 



Siderurgia

O motivo é a falta de investimentos do PAC na hidrovia Araguaia-Tocantins

A possibilidade mais palpável de verticalização da produção mineral no Estado do Pará está suspensa por tempo indeterminado. Anunciada em 2010 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então governadora Ana Júlia Carepa, a siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) estava prevista para iniciar as operações já em 2013, mas a retirada dos recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a hidrovia Araguaia-Tocatins fez a Vale recuar e também suspender os recursos para o empreendimento, segundo o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, que visitou, ontem, o presidente-executivo nas Organizações Romulo Maiorana (ORM), Romulo Maiorana Júnior.


Murilo Ferreira conversou sobre a siderúrgica com o governador Simão Jatene, com quem também esteve em audiência ontem. Segundo o executivo da Vale, não há mais previsão para continuar os investimentos na Alpa devido à falta de garantia do governo federal sobre a obra da hidrovia. Com os rios Tocantins e Araguaia sem navegabilidade, a chegada de carvão para abastecer os fornos fica inviabilizado, tampouco será possível manter a produção das lâminas de aço. 'Não depende de nós (Vale) que a obra continue. O governo federal precisa dar garantias de que haverá o investimento necessário para a logística. Não temos como estipular um prazo para entregar a siderúgica', explicou.
CARGA TRIBUTÁRIA

O número um da segunda maior mineradora do mundo também comentou sobre a proposta de Jatene em taxar a exportação de minério no Pará como forma de compensação ao Estado pela atividade beneficiada com a desoneração de impostos concedida com a Lei Kandir, a Lei Complementar nº 87, de 1996. 'Vemos com muita preocupação, porque a indústria da mineração no Brasil já é excessivamente taxada com impostos', argumenta Murilo.






O presidente da Vale, Murilo Pinto de Oliveira Ferreira, confirmou ontem, em Belém, que a construção da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), no município de Marabá, é uma decisão irreversível no planejamento da empresa. A implantação da siderúrgica, segundo ele, nunca esteve condicionada a conveniências de governos ou de partidos políticos. “Entendemos que esta é uma demanda da sociedade paraense, e por isso estamos fortemente comprometidos com esse empreendimento”, acrescentou.

Murilo Ferreira admitiu, ao mesmo tempo, que a Vale poderá utilizar a logística ferroviária para viabilizar o complexo siderúrgico. O transporte ferroviário, já em estudos técnicos, passou a ser considerado como alternativa à hidrovia, em face da indefinição, na área governamental, em torno do projeto de derrocamento dos pedrais do rio Tocantins entre Marabá e Tucuruí. O presidente da Vale lembrou que a empresa já tem uma ferrovia pronta, e que chega praticamente a Marabá. “Nós só teríamos que fazer uma pêra ferroviária”.

Acrescentou que a Vale pretende investir cerca de US$ 21,4 bilhões no ano que vem, mas fez questão de esclarecer que esse valor, ao contrário do que tem sido divulgado, não representa uma redução dos investimentos da empresa. Destacou que a Vale investiu US$ 9 bilhões em 2009, chegou à casa de US$ 13 bilhões em 2010, e deverá fechar o ano de 2011 em torno de US$ 18 bilhões. O que aconteceu, conforme frisou, é que na previsão feita no ano passado para 2011 se falava em investimentos de US$ 24 bilhões, valor que acabou reduzido.

Explicou o presidente da Vale que esse descompasso se deveu ao fato de que nas previsões se incluíam projetos que ainda não estavam aprovados pelo Conselho de Administração da empresa e que nem mesmo tinham ainda o licenciamento ambiental. Para evitar isso, destacou que a Vale decidiu fazer o seu orçamento somente com os eventos já autorizados pelo Conselho e com licença ambiental na mão. “Então, o valor parece menor que a previsão. Mas, em relação ao dispêndio, ao investimento realizado este ano, ele vai ser superior”, esclareceu.

INVESTIMENTOS
Murilo Ferreira reafirmou também que a Vale mantém inalterados os investimentos previstos para a área de ferro. No último sábado, coincidindo com a estada dele em Carajás, a mina pioneira de Parauapebas atingiu a marca histórica de 100 milhões de toneladas/ano. A partir de 2016, com a ampliação de Carajás e a abertura de duas novas minas – a de Serra Leste, em Curionópolis, e a S11D, em Canaã dos Carajás –, ele disse que a Vale espera elevar a sua produção no Pará para 230 milhões de toneladas. Só a mina S11D, com entrada em operação prevista para 2016, vai produzir cerca de 90 milhões de toneladas por ano.

Na área do cobre, Murilo Ferreira confirmou para o segundo trimestre do ano que vem a entrada em operação, no município de Marabá, do Projeto Salobo, cujo cronograma sofreu um ligeiro atraso provocado por problemas – já superados, diz o presidente da Vale – com uma das empresas construtoras. O empreendimento entrará na segunda fase em 2013. A partir do ano que vem, com dois projetos em produção – o Salobo e mais a mina do Sossego, inaugurada em 2004 no município de Canaã dos Carajás, a Vale vai produzir 220 mil toneladas/ano de concentrado de cobre.

Resumo
Acompanharam Murilo Ferreira durante a visita o presidente da Alpa, José Carlos Soares, o diretor global de energia, João Pinto Coral Neto, o gerente geral de relações com as comunidades norte e nordeste, Paulo Ivan Campos, e o gerente de relacionamento institucional da empresa no Pará, José Fernando Gomes Júnior. Eles foram recebidos pelos jornalistas Jader Barbalho Filho, presidente do DIÁRIO DO PARÁ, e Camilo Centeno, diretor geral do Grupo RBA. (Diário do Pará)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Leia as manchetes de hoje dos principais jornais do país

VALOR ECONÔMICO
- Plano de reativação da Telebras fica no papel.
- Ações da AL devem brilhar em Nova York.
- Indústria vai reduzir investimento este ano.
- No primeiro degrau da classe média, C2 quer preço baixo.
- Agência chinesa contraria as grandes na avaliação de risco.

FOLHA DE S.PAULO
- Empregos crescem na faixa acima dos 50 anos.
- Alckmin corta aula extra em escolas de idiomas.
- Papa faz apelo para a Europa acolher os que fogem da África.
- Volta do litoral tem lentidão até durante a madrugada.
- Brasileiro preso nos EUA diz ser inocente e alvo de vingança.

O ESTADO DE S.PAULO
- Construtora atrasa obra e eleva custo de imóvel em SP.
- Grandes evitam zebras e farão as semifinais.
- Síria intensifica repressão e mais de 200 são presos.
- Em mensagem de Páscoa, papa pede diálogo na Líbia.
- Comer fora custa até R$ 13 mil por ano.

O GLOBO
- Agentes da ditadura criam rede de arapongas.
- Copa faz Dilma entrar em campo.
- William deseja Kate mais discreta que Diana.
- Na Páscoa, superação rubro-negra.
- Contra crise, países buscam troca de informações.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Veja as manchetes dos principais jornais desta terça-feira 27 de dezembro de 2010

Jornais nacionais
Folha de S.Paulo
Planalto pulveriza sua propaganda em 8.094 veículos
Agora S.Paulo
Lula deixa a decisão sobre o reajuste do mínimo para Dilma
O Estado de S.Paulo
Lula muda discurso e afirma que Dilma será sua candidata em 2014
Jornal do Brasil
Brasil tentará erradicar aftosa em 2011
O Globo
Estado do Rio gratificará policial que matar menos
Valor Econômico
Petrobras ensaia revolução tecnológica para o pré-sal
Correio Braziliense
Caminho livre para Dilma
Diário do Nordeste
Novo secretariado: Cid amplia aliança
Zero Hora
Impasse entre Yeda e Tarso emperra presídio com iniciativa privada
Diário do Pará
Teresa Cativo comandará a Sema na gestão de Jatene
O Liberal
Definido o calendário do pagamento de aposentados
*
Jornais internacionais
The New York Times (EUA)
Costa leste se desenterra após nevasca deixar um rastro de destruição
Le Monde (França)
França se prepara para um ano crucial no Afeganistão
El País (Espanha)
Rússia castiga a Espanha com a expulsão de dois diplomatas
Clarín (Argentina)
Falta de gasolina se agrava e motoristas fazem filas para abastecer
El Mercurio 
EE.UU. entrega excusas al Gobierno tras filtración de documentos sobre Sebastián Piñera

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ferramenta de ataques pró-Wikileaks revela identidade de usuário


Software não realiza falsificação de endereço, apontam especialistas.
Porta-voz de grupo 'Anônimo' revelou sua identidade em arquivo PDF.

Tela do 'canhão de íons de órbita baixa', utilizado para atacar sites pelo grupo 'Anonymous'.

 Especialistas analisaram o programa LOIC, o “Canhão de íons de órbita baixa”, usado pelos integrantes do grupo “Anonymous” para realizar os ataques em defesa do Wikileaks, e concluíram que o software revela informações sobre seu utilizador, permitindo que autoridades competentes facilmente identifiquem aqueles que estão participando dos ataques.


O LOIC não realiza nenhum tipo de falsificação de origem dos dados. Os próprios manuais de instrução dos Anonymous dizem que não é possível usar ferramentas para esconder seu endereço, método conhecido como "proxy". “Seria como atirar com uma bazuca em direção ao seu vizinho, mas atrás do seu muro. Você só vai destruir seu próprio muro”, explica um texto sobre o software.

Os pesquisadores da Universidade de Twente, na Holanda, alertam que, sem o uso de uma rede capaz de tornar o tráfego anônimo, usuários do LOIC podem ser facilmente identificados.


Um desenvolvedor que se identifica como “Praetox Technologies” foi o idealizador do LOIC. O programa foi criado para realizar testes de carga para verificar a resistência de sites web. Ele recebeu adaptações dos Anonymous para ser usado nos ataques. Por isso, não inclui nenhum tipo de falsificação para proteger seus usuários.
Dois membros do “Anonymous”, um de 16 e outro de 19 anos, foram presos na Holanda acusados de participação nos ataques. O primeiro foi preso por ser um dos responsável pela manutenção dos canais de comunicação do "Anonymous"; o outro, por fazer parte do ataque que derrubou o site da promotoria que fez a primeira prisão.


Descuidos
Além de a ferramenta usada para realizar os ataques não ser adequada para o “anonimato” desejado, alguns anônimos também não tomam cuidados com sua identidade. Um documento PDF criado como “nota à imprensa” pelos Anonymous trouxe em seus metadados o nome do autor, Alex Tapanaris. Essa informação é normalmente adicionada por editores de texto, caso o usuário não tome o cuidado de apagá-la.



Metadados de nota à imprensa revela nome do redator 'anônimo'.  
Metadados de nota à imprensa revela nome do redator 'anônimo'. (Foto: Reprodução)
Outros internautas que participam do movimento conectam aos canais de bate-papo usando clientes web que revelam o endereço IP completo e real do usuário para todos os demais membros da sala. Como comparação, um bate-papo no Live Messenger normalmente só revela o IP do participante quando ele realiza certas atividades, como conversa multimídia ou envio de arquivos.
Membros do Anonymous disseram, ainda antes das prisões, ao G1 que estavam cientes dos riscos. “Se alguém for preso não será a primeira vez”, observou um deles. A “defesa” dos participantes seria o seu grande número e a improbabilidade de todos eles serem perseguidos pela polícia.
O documento de perguntas frequentes (FAQ) sobre o LOIC afirma que “as chances de você ser preso são quase zero” e que, no caso de problemas, o anônimo deve “dizer que foi infectado por um vírus ou negar ter conhecimento do software”.

Leia a matéria completa no G1 clicando

quinta-feira, 3 de junho de 2010

SINOPSES - RESUMO DE ALGUNS DOS PRINCIPAIS JORNAIS DO BRASIL

Sinopses anteriores: 03 de junho de 2010

O Globo Manchete: Dilma e Serra discordam de Lula sobre carga tributária

Presidente disse que Estado que cobra pouco não consegue ser forte

O presidente Lula justificou a alta carga tributária do Brasil, uma das mais altas do mundo, dizendo que ela é necessária para que o Estado seja forte e atenda os mais pobres. "Tem muita gente que se orgulha de dizer: 'No meu país, a carga tributária é de apenas 9%'; 'No meu país, é (de) apenas 10%'. Quem tem carga tributária de 10% não tem Estado! O Estado não pode fazer nada", discursou Lula. A carga de impostos no Brasil atinge cerca de 36% do PIB, e no ano, só até ontem, os brasileiros pagaram R$ 500 bilhões de tributos. Os pré-candidatos presidenciais José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) criticaram o sistema tributário e a alta carga de impostos e defenderam a redução. Para Serra, a carga de tributos no Brasil é perversa porque penaliza os mais pobres. "Quem tem carga de 10% faz um país do tamanho da China", reagiu a Lula o economista Paulo Rabello de Castro. (Págs. 1, 3 e 4 e Merval Pereira)

Serra diz que Dilma é culpada por dossiê

O pré-candidato tucano, José Serra, culpou Dilma Rousseff (PT) pelo suposto dossiê preparado pela campanha petista para atingir a filha dele, Verônica. "A principal responsabilidade é da candidata Dilma", afirmou. O dossiê acirrou ânimos entre tucanos e petistas. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que Serra está "com pesquisite aguda". Para conter a crise interna, o PT recorreu ao ex-ministro José Dirceu. (Págs. 1, 10 e 11)


PAC: só 46% das obras são concluídas

No último balanço do PAC antes da eleição, menos da metade das obras (46,1 %) foi concluída, representando R$ 302 bilhões em investimentos. Excluindo o crédito habitacional, o percentual cai a 22%. (Págs. 1 e 21)

Israel mantém o bloqueio e desafia críticos

O premier israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel manterá o bloqueio à Faixa de Gaza, e acusou seus críticos de hipocrisia. Levantar o embargo agora seria permitir que a região se transformasse em base de mísseis iranianos contra Israel e a Europa, disse. O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, apoiou o bloqueio e a interceptação do Mavi Marmara. Os ativistas deportados foram recebidos por uma multidão em Istambul. (Págs. 1 e 27 a 29) Foto legenda: Milhares de manifestantes protestam contra Israel em Istambul, onde recepcionaram ontem os ativistas que estavam a bordo do barco atacado

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Folha de S. Paulo
Manchete: Serra acusa Dilma de fazer dossiê; petista nega

Tucano diz que sigla rival tem 'tradição' nesse tipo de ação; presidente do PT vê 'desespero' O pré-candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, acusou sua adversária Dilma Rousseff (PI) de estar por trás de um dossiê contra ele.

"A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma", afirmou o tucano, que lembrou o caso dos "aloprados", em 2006, e disse que o PT tem "tradição" em fazer dossiês.

Segundo a revista "Veja", petistas articularam a criação de equipe de espionagem, o que a sigla nega. O pré-candidato ficou irritado ao receber informações de que sua filha, Verônica, foi alvo de investigações. Dilma negou a acusação: "Não vou ficar batendo boca sobre isso.

Agora, é uma falsidade". Segundo o presidente do PT, José Eduardo Dutra, a fala de Serra revela "desespero". (Págs. 1, A4 e A6)

Fernando Rodrigues
Caso mostra que apenas Dutra e Palocci mandam na campanha de Dilma. (Págs. 1 e A6)

Frota apoiava terror, diz premiê israelense

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, rebateu a onda mundial de condenação pela ação militar contra frota humanitária que tentava romper bloqueio marítimo à faixa de Gaza, relata Marcelo Ninio. "Não era uma frota de paz, era uma frota de apoiadores do terror", disse ele. Entre os 700 ativistas deportados ontem, estava a brasileira Iara Lee. (Págs. 1 e A12)

Janio de Freitas
A crise no Oriente Médio é obra dos EUA. (Págs. 1 e A6)

Esporte: O jogo do ditador

Robert Mugabe, acusado de massacre e fraudes no Zimbábue, afirma em entrevista à Folha que Brasil ajuda a tirar seu país do isolamento (Págs. 1 e D4)


PT nacional enquadra o de MG por apoio a Hélio Costa

O comando de campanha de Dilma Rousseff enquadrou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). Ele anunciará seu apoio à candidatura de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas nesta segunda.

Além disso, o PT negocia com Patrus Ananias sua indicação para ser vice de Costa, com Pimentel como candidato ao Senado. Segundo a Folha apurou, a equipe de Dilma cobrou do ex-prefeito que seus aliados parassem de colocar empecilhos à chapa com o PMDB. (Págs. 1 e A8)

Anatel dá aval para as teles atuarem com TVs a cabo

A Procuradoria-Geral da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) avalizou decisão dos conselheiros pela eliminação do limite de concessões para a oferta de TV a cabo no país, informa Elvira Lobato.

Na prática, a medida pode derrubar a restrição à atuação das teles no setor, prevista em lei. Como existe obrigatoriedade do controle de capital nacional, a Oi seria a principal beneficiada.

Empresas que pagaram pelas concessões reclamam que podem ter concorrentes sem essa despesa. (Págs. 1 e B1)

Cerqueira César desentope canos ao reciclar óleo

A reciclagem de óleo de cozinha em Cerqueira César (SP) reduziu em 26% os casos de esgoto entupido entre 2008 e 2009, segundo a Sabesp. O programa, ao qual aderiram 1.500 dos 1.600 prédios do bairro, existe há três anos. (Págs. 1 e C1)

Para Mantega, a economia já se desacelerou

Em entrevista em Xangai, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que a economia brasileira não corre risco de superaquecimento.

Mantega citou sinais de desaceleração no consumo e na indústria, relata Fabiano Maisonnave. (Págs. 1 e B5)

Venda de prédio para PUC é alvo de inquérito

O Ministério Público do Estado abriu inquérito civil para investigar a suposta compra pela PUC-SP do conjunto de prédios onde funcionou por décadas o hospital Matarazzo. Padres que controlam a universidade negaram a aquisição. Fontes ligadas à reitoria, porém, confirmaram a compra. (Págs. 1 e C6)

Vacinação para gripe prossegue nos municípios (Págs. 1 e C2)

Editoriais

Leia "Sindicalista acidental", sobre manifestação das centrais de trabalhadores; e "Crise de aloprados", acerca da candidatura presidencial petista. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Serra responsabiliza Dilma por suposto dossiê contra ele

Alvo seria sua filha; tucano lembrou do escândalo dos 'aloprados' para dizer que não seria a primeira vez O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, responsabilizou a petista Dilma Rousseff pela fabricação de suposto dossiê contendo denúncias que o atingiriam. "Disso eu não tenho dúvida", afirmou o tucano. O alvo da ação seria a filha de Serra, Verônica. Ele lembrou casos de eleições passadas, quando houve guerra de dossiês. Falou especificamente da disputa de 2006, quando um grupo de petistas, alguns ligados ao senador Aloizio Mercadante, que disputava o governo de São Paulo, tentou comprar um dossiê com supostas irregularidades da administração tucana no Estado. Na ocasião, os responsáveis foram chamados pelo presidente Lula de "aloprados". O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que esse tipo de ação, além de ser ilegal, "é vergonhosa, indecente e coisa de gente safada". (Págs. 1 e Nacional A4)

Petista diz que não bate boca sobre 'falsidade'

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi sucinta ao reagir à acusação do tucano José Serra, que a responsabilizou pelo suposto dossiê contra ele. "Isso é falsidade e eu não vou ficar batendo boca sobre isso", afirmou a petista. Já o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, declarou: “Posso atribuir a estresse acima do suportável. Talvez efeito de pesquisite aguda. O nome disso só pode ser 'desespero". (Págs. 1 e Nacional A4)

Deportados os ativistas da 'Flotilha da Liberdade'

O governo de Israel deportou todos os quase 700 ativistas pró-palestinos que haviam sido detidos quando os barcos da "Flotilha da Liberdade", que pretendia ir a Gaza para entregar ajuda humanitária, foram interceptados. A ação deixou nove mortos e sofreu condenação internacional. Para reduzir o desgaste, Israel desistiu de processar os ativistas. A brasileira Iara Lee, que participou do protesto, embarcou num avião turco rumo a Istambul. (Págs. 1 e Internacional A11)

Nível de gasto do governo é o maior sob Lula

As despesas do governo atingiram em abril o maior patamar (20%) em relação ao PIB desde o início do governo Lula. No acumulado dos últimos 12 meses, os gastos representaram 18,6% do PIB. Em 2002, último ano do governo FHC, eram 15,7%. Números revelam que o governo aproveitou o aumento das receitas para elevar gastos. (Págs. 1 e Economia B1)

PAC investe só 46,1% do previsto

Dos R$ 656,5 bilhões em investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para até 2010, foram gastos R$ 302,5 bilhões com a conclusão obras, ou 46,1% do total. Entre as ações em ritmo preocupante estão as de aeroportos, como o de Brasília e o de Vitória, necessárias para a Copa de 2014. (Págs. 1 e Economia B1)

Falha tentativa de frear vazamento de petróleo (Págs. 1 e Vida A10)

Multa por falta de cadeirinha começa dia 12

R$ 191,54 é o valor da multa para quem descumprir a regra As novas regras para o transporte de crianças nos carros, como a exigência de cadeirinhas e outros dispositivos de segurança, começam a valer no dia 9 em todo o País. Em São Paulo, as multas só vão ser aplicadas a partir do dia 12. Antes disso, o policiamento de trânsito orientará motoristas perto de escolas. (Págs. 1 e Cidades C1)

Eugênio Bucci: Propaganda eleitoral

Recursos do Estado entram na disputa ideológica. Cadê a República? (Págs. 1 e Espaço Aberto A2) Notas & Informações: Sindicalismo de Estado Conferência sindical foi uma escancarada mobilização eleitoral pela “continuidade”. (Págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Cresce pressão contra Isarael

Secretário-geral da ONU pede fim “imediato” do bloqueio a Gaza

Apesar de Israel ratificar que manterá sua postura em Gaza, crescem as pressões pelo fim do bloqueio. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu o fim "imediato" da ação que qualifica como "imoral". O sétimo navio que tenta furar o bloqueio está no Mediterrâneo e se chama Rachel Corrie – americana morta em 2003, atropelada por um trator militar israelense. (Págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)

Nestlé na mira da Anvisa

Após ser obrigada a modificar a embalagem da bebida láctea Alpino Fast, a Nestlé pode ser multada pela Anvisa em até R$ 1,5 milhão, por manter a propaganda do produto no site da empresa. (Págs. 1 e Economia A15)

Petróleo ameaça corais no Golfo

O vazamento de petróleo no Golfo do México ameaça um imenso recife de corais descoberto no ano passado a 32 km do poço e a 400 metros de profundidade. (Págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A19)

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Correio Braziliense

Manchete: Vitória do consumidor nos planos de saúde

Lentamente, os usuários de planos de saúde conquistam melhorias no atendimento. Duas ações promovidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dão mais chances ao consumidor de buscar tratamento adequado. A medida imediata começa segunda-feira, quando entra em vigor o novo rol obrigatório de serviços oferecidos pelas administradoras. A lista amplia a cobertura de procedimentos médicos e o número de consultas. Para outubro, o governo negocia facilidades ao cliente na troca de operadora. A advogada Daniela Tratel, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), elogia as mudanças, mas alerta que faltam benefícios. “São conquistas depois de muita luta e ações judiciais. Mesmo assim, a maioria dos transplantes, por exemplo, ainda ficou de fora”, comentou, referindo-se à cobertura dos serviços de saúde. (Págs. 1, 10 e 11)

Israel diz que reação mundial ao ataque é hipócrita (Págs. 1 e 22)

Corpus Christi: Celebração nas 122 paróquias

A festa católica, este ano, será descentralizada pelas igrejas do DF. Mas a comunidade jovem confeccionará o tradicional tapete na Catedral, a partir das 6h30. (Págs. 1 e 3)

Caixa de Pandora: Gazeteiros podem salvar Eurides

A cassação da deputada por falta de decoro já teria o apoio de 13 distritais. Mas a ausência de parlamentares na sessão pode mudar o destino da votação a favor da peemedebista. (Págs. 1 e 34)

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Jornal do Commercio

Manchete: Alívio e medo Filhos de Maristela Just comentaram a condenação do pai, José Ramos Neto, a 79 anos de cadeia. Também baleados no dia da morte da mãe, finalmente puderam dormir bem, revela Zaldo. Mas Nathalia receia que ele volte “para terminar o que começou”. (Pág. 1) Suspeito de sequestro é capturado (Pág. 1) Brasil já arrecadou R$ 500 bilhões, mas aplica mal o dinheiro (Pág. 1) Premiê israelense rebate críticas à ofensiva ao comboio (Pág. 1)

Consulte os Principais Jornais do mundo (E A PRIMEIRA CAPA) no Blog, NA COLUNA DA ESQUERDA, SOB O TÍTULO: JORNAIS MAIS IMPORTANTES DO MUNDO,  CLICANDO Aqui

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Imprensa - Vale a pena ler de novo

FOLHA SUPERLATIVA


Novíssima, Ilustríssima e esquecidíssima

Por Alberto Dines em 25/5/2010


História faz bem, há quem diga que a nostalgia pode ser revolucionária: houve um tempo em que o New York Times levava anos para consumar alterações insignificantes nas fontes tipográficas ou na largura das colunas. No fim ninguém notava, apenas os especialistas e, óbvio, a visão dos leitores idosos.



Quanto menos perceptível, melhor avaliada seria a mudança. Sua majestade, o leitor, não poderia ser incomodado, mesmo num tempo em que as pesquisas de opinião eram raras. Seus hábitos de leitura eram sagrados, intocáveis. Sua relação com o jornal – ou, se quisermos, sua fidelidade ao jornal – fazia-se através de rígidas rotinas e rituais inflexíveis armando vínculos mútuos de confiança.



Uma pequena mudança na previsão do tempo e o sobressalto provocado pelo deslocamento de um articulista, cartum ou receita de bolos poderiam provocar graves rompimentos e debandada de assinantes. Alterações no visual e na organização do espaço exigiam demorados cuidados e extremadas precauções. Não mexa no jornal, mexa com o leitor. Obrigue-o a pensar.



Sensações mais fortes eram transmitidas através das notícias e neste caso os editores tinham carta branca para provocar trepidações inclusive visuais. A matéria prima e a função do jornal era – adivinhem! – o jornalismo. O tamanho das manchetes (uma, duas ou três linhas) e o uso de fontes diferenciadas (bold, negras, ou light, leves) resultavam de uma hierarquização natural, implícita no processo de relatar fatos antes mesmo de Gutenberg.



O lugar da opinião Esta linguagem nuançada e tonal visava um entendimento, um diálogo, entre aqueles que até há pouco eram designados como emissor e destinatário e agora atendem pelo nome de mediador e mediado. Manchetes diárias em bold produzem o mesmo efeito de e-mails em maiúsculas.



Jornais gritados não são ouvidos. Vespertinos e tablóides usavam claves mais estridentes, mas obrigatoriamente graduadas. Matutinos permitiam-se o uso da gama completa de entonações e sinais sempre adaptados e regulados pelo peso específico do material que transportavam. Em 1952, por intermédio do Diário Carioca (então dirigido por Danton Jobim e Pompeu de Souza), ocorreu a primeira revolução no moderno jornalismo brasileiro. A introdução do lead, lide, com a adoção da narrativa direta exigiu um redesenho dos jornais e uma distribuição menos atabalhoada do noticiário.



A revolução seguinte deu-se no Jornal do Brasil, em 1956, onde as inovações experimentadas quatro anos antes no DC foram combinadas à nova estética concretista. Liderados por Odylo Costa, filho, um grupo de jovens e brilhantes profissionais entre os quais o escultor Amilcar de Castro e os jornalistas Reynaldo Jardim, Janio de Freitas, Ferreira Gullar, Carlos Lemos, Wilson Figueiredo – para citar apenas alguns – produziu a mais feliz e duradoura reforma jamais feita na imprensa brasileira. Manteve-se intacta até os anos 1990 e mesmo diluída no jornal-matriz esparramou-se como paradigma da modernidade jornalística do norte ao sul do país. Alguns de seus aportes estão visíveis até hoje (chamadas de primeira página com textos-resumo, espaços em branco no lugar dos fios de paginação etc.).



O Jornal da Tarde é um caso à parte, especial: não foi uma reforma, foi um novo produto associado a um novo conceito inspirado no New York Herald Tribune – o jornal-revista aceso, criativo, alegre. Este passado precisa ser coletado, ruminado e reciclado. O futuro não pode ser visto como banalidade ou ato de desespero. Coube à Folha de S.Paulo, em 1975, iniciar a mais original, a menos ostensiva e a mais eficaz reforma jornalística brasileira com profundas implicações no processo político.



Orquestrada por Cláudio Abramo e acompanhada de perto pelo publisher Octávio Frias de Oliveira, a reforma consistiu na simples reintrodução do ingrediente fundamental do jornalismo – a opinião – tornada inútil pela censura e autocensura do regime militar. A promessa de uma distensão política levou Frias & Abramo a materializar um dos preceitos básicos da imprensa: podem existir jornais sem notícias, mas jornais sem opinião não sobrevivem.



Páginas permanentes No magnífico desfile de grafismos exibidos na nova Folha de S.Paulo desde o domingo (23/5), há duas páginas-monumento, espaços-símbolo, ícones de perenidade no meio do turbilhão. Estão lá há 35 anos, desde junho de 1975, praticamente intocadas, desafiando os bulldozers da inovação.



O elegante conjunto formado pelas antigas páginas Dois e Três, agora designadas alfanumericamente como A-2 e A-3, foi refinado e retocado nas diferentes reformas do jornal mas ninguém conseguiu desmontar sua essência, estrutura e funcionalidade. Não conseguiram ou não tentaram. Por respeito, devoção ou incapacidade de produzir algo tão nobre e digno. Tão jornalístico e permanente. Registre-se que a reforma que implantou estas tarimbadas e quase-gêmeas vitrines de opinião (criadas com semanas de diferença) não foi mencionada no histórico das mudanças e façanhas dos jornais do grupo Folha (caderno "Novíssima", pág. 11). Será mencionada na próxima reforma. Então, até lá.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

NOTÍCIAS - NOVA FONTE DE INFORMAÇÃO ESTÁ NA PRAÇA

Derrame de crudo de BP ingresa en corriente circular al tiempo que aumenta cantidad estimada de la filtración La Administración Nacional Oceánica y Atmosférica confirmó que parte de la marea negra del derrame de BP ingresó en una corriente circular del Golfo que podría acarrear el petróleo a los Cayos de la Florida e incluso hacia el norte por la costa atlántica.

Los científicos gubernamentales dicen que en siete días el petróleo podría llegar a las aguas de la costa de Florida. Funcionarios estadounidenses también iniciaron conversaciones con Cuba sobre la planificación de contingencia en caso de que el derrame llegue a las costas de la nación caribeña. El crudo ya alcanzó los frágiles pantanos de la costa de Luisiana.

El miércoles, el gobernador de ese estado, Bobby Jindal, dijo que había solicitado una intensificación de los esfuerzos para defender a la costa del petróleo que está entrando. El gobernador de Luisiana Bobby Jindal dijo: “Tenemos que estar totalmente enfocados en defender esta costa. La costa (la diferencia entre mantener a raya al petróleo o dejar que entre en nuestros pantanos) literalmente podría significar la vida o la muerte para mucha de estas especies”. En una audiencia del Congreso celebrada el miércoles, un profesor de la Purdue University dijo a los legisladores que el derrame podría alcanzar una magnitud de 95.000 barriles (4 millones de galones) diarios, es decir, diecinueve veces más que el cálculo realizado por BP de 5.000 barriles por día.

Leia DEMOCRACIA AGORA Aqui

terça-feira, 27 de abril de 2010

Clipping de imprensa - Abril 27 jornais mais importantes

Clipping eletrônico –PRIMEIRA EDIÇÃO – 27/04/2010


CORREIO BRAZILIENSE (DF) • POLÍTICA • 27/4/2010

Recado aos candidatos

Presidente do BC avisa aos postulantes ao Planalto sobre a necessidade de combater a inflação e de se manter a responsabilidade fiscal e monetária

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mandou um duro recado ontem ao principal pré-candidato de oposição à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB-SP). Sem citá-lo nominalmente, cobrou dos postulantes a ocupar o Palácio do Planalto a partir de janeiro compromisso com o combate à inflação e responsabilidade nas áreas cambial, monetária e fiscal. Meirelles reconheceu que não conversou com os demais pré-candidatos sobre o assunto, mas garantiu que a petista Dilma Rousseff vai manter a política econômica do governo Lula. Dessa forma, ficou claro para os cerca de 300 investidores estrangeiros que o ouviam atentamente num seminário em Nova York, que a mensagem era mesmo para o tucano. “Para continuar a crescer, evidentemente é importante que o próximo governo mantenha rigorosamente a inflação dentro da meta. Se você tentar manipular o câmbio, tentar reduzir artificialmente, a inflação vai subir e você terá uma surpresa inflacionária”, afirmou no encontro empresarial organizado pela Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos.

Ao se posicionar dessa maneira, Meirelles deu uma resposta indireta às primeiras manifestações de José Serra sobre sua eventual política econômica. O tucano prometeu intervir mais fortemente no mercado para evitar uma excessiva valorização do real frente ao dólar, que retira competitividade dos produtos industrializados brasileiros e prejudica as exportações.


Antes dele, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), já havia provocado polêmica ao dizer que, uma vez no poder, Serra mexeria na política econômica, principalmente no câmbio e nas regras para manter as contas públicas sob controle. As declarações de Meirelles vieram no dia em que o BC anunciou o aumento das previsões dos analistas de mercado para a inflação neste ano. Os cerca de 100 consultores ouvidos semanalmente elevaram a projeção de 5,32% para 5,41%. Foi a 14ª alta consecutiva, com a estimativa se distanciando cada vez mais do centro da meta, que é de 4,5%, e se aproximando do teto de 6,5%. De olho no capital eleitoral que a estabilidade da moeda dá à candidata oficial, o BC vai aumentar os juros, atualmente em 8,75% ao ano.


Selic
A convicção generalizada de que os juros vão subir até um ponto percentual já nesta semana se consolidou após Meirelles ter dito, no fim de semana em Washington, que o BC “vai adotar medidas fortes para garantir que a inflação atinja a meta num horizonte relevante”. No relatório divulgado ontem, a estimativa dos analistas sobre a taxa básica (Selic) no fim do ano aumentou de 11,50% para 11,75%. Há quatro semanas, ela era de 11,25%. Como é de costume, o presidente da autoridade monetária evitou especular sobre a decisão a ser tomada amanhã, mas afirmou que “flutuações de curto prazo” nas expectativas do mercado quanto à inflação são normais. Ele ressaltou, entretanto, que os investidores confiam na disposição do governo de manter a alta de preços sob controle.



Meirelles também cobrou responsabilidade do próximo presidente da República na condução da política fiscal, com a manutenção do orçamento equilibrado. “É importante que a trajetória da dívida pública seja continuada.” Hoje, o setor público brasileiro (União, estados, municípios e estatais) deve R$ 1,34 trilhão, o equivalente a 42,1% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas geradas pelo país.


Um novo ministério
O pré-candidato à Presidência do PSDB, José Serra, disse ontem no programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, que, se eleito, vai criar o Ministério da Segurança Pública. Segundo ele, o Ministério da Justiça não é suficiente para combater a violência no país. O tucano disse ainda que é preciso endurecer as leis criminais e pediu a revisão da progressão de pena. “Sou a favor dos direitos humanos, mas bandido tem que ser combatido e enfrentado com dureza”, disse, em entrevista ao apresentador José Luis Datena. Serra prometeu ainda ampliar os programas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como o Bolsa Família. O pré-candidato disse gostar de Dilma Rousseff e encerrou a entrevista cantando Chega de saudade, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. (Ulisses Campbell)



FOLHA DE SÃO PAULO (SP) • BRASIL • 27/4/2010

Serra diz que criará Ministério da Segurança

Em entrevista à TV Bandeirantes, ele diz que pasta teria função de repressão ; é o segundo ministério prometido pelo tucano. Pré-candidato volta a afirmar que vai manter Bolsa Família: Eu não sou trouxa, eu sei governar ; ex-governador faz crítica a Aloiz

BRENO COSTA

DA REPORTAGEM LOCAL

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem que criará o Ministério da Segurança Pública, caso se eleja. A promessa havia sido feita na campanha de 2002, mas é novidade na disputa deste ano.

A proposta, que se junta a outra, feita há dez dias, de criação de um ministério extraordinário para pessoas com deficiência, foi feita durante entrevista dada a José Luiz Datena, no programa "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes.

O tom policial do programa acabou sendo incorporado pelo pré-candidato, a partir de perguntas de Datena. Além da criação do ministério, que teria entre suas funções a "repressão" e o "enfrentamento" do crime a partir de coordenação do governo federal, Serra defendeu a revisão das regras de progressão de regime e defendeu o "engaiolamento" de "bandidos".


"Eu sou a favor dos direitos humanos, de respeitar todo mundo. Lutei por isso e luto. Agora, bandido tem que ser combatido, enfrentado com dureza. Não tem opção. Você não precisa desrespeitar o ser humano, mas você tem que engaiolar", disse o tucano.

Ao comentar sobre violência contra crianças, Serra se referiu ao homem suspeito de matar e estuprar seis adolescentes em Luziânia (GO) como "pedófilo maldito e assassino".

Nas declarações políticas, ele voltou a poupar a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e o presidente Lula. Questionado por Datena se considerava Dilma inexperiente, disse que, ao dizer o que fez, "não está acusando o outro por não ter feito" nem "diminuindo ninguém por não ter [experiência]".

Serra voltou a afirmar que manterá o programa Bolsa Família. "Eu não sou trouxa. Eu sei governar. Se você for para o governo fazer picuinha com quem foi antes, você prejudica a população", afirmou.


As críticas ao PT acabaram sendo direcionadas ao pré-candidato do partido ao governo de SP, Aloizio Mercadante. Após pergunta sobre ataques do petista às enchentes no Estado, disse que "responder ao Mercadante é um atraso de vida".

Na entrevista, Serra ainda fez críticas ao presidente venezuelano Hugo Chávez e à política de apoio do governo brasileiro ao Irã. Ao todo, o pré-candidato falou sobre mais de 25 temas em cerca de uma hora.

A participação de Serra no programa ocorreu uma semana depois da ida de Dilma. Foi no mesmo programa, em março, que Serra admitiu pela primeira vez sua pré-candidatura.



JORNAL DA CÂMARA (DF) • POLÍTICA • 27/4/2010

Rita Camata critica PT e diz que êxito do atual governo deve-se às gestões anteriores

O principal mérito do atual governo foi justamente a opção pela manutenção da política econômica rejeitada por seus correligionários quando da sua instituição Ao criticar o governo do PT, a deputada Rita Camata (PSDB-ES) observou que as conquistas das duas gestões do presidente Lula tiverem início no período antecedente. Ela fez o comentário em plenário, ao discorrer sobre pronunciamento do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves durante encontro nacional do PSDB, PPS e DEM, realizado em 10 de abril. Na ocasião, disse a parlamentar, Aécio Neves teria alertado que “o Brasil não foi descoberto em 2003”, conforme querem fazer crer os integrantes do PT e seus aliados. Segundo Rita Camata, os êxitos alcançados pelo País não tiveram a participação do PT, que se recusou “veementemente” a unir-se, em 1985, à ampla coligação em torno de Tancredo Neves, para retomar o processo de construção da democracia. Também a elaboração de uma Constituição progressista, de acordo com a deputada, não contou com a adesão do Partido dos Trabalhadores.

“A Constituição recebeu publicamente contundentes críticas por parte de alguns representantes do PT, que a assinou quase que forçosamente, porque não tinha como não fazê-lo, pois era exigência legal. Mas, ainda assim, se recusou a participar do ato coletivo da homologação”, afirmou. Rita Camara disse ainda que, em 1992, com o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, mais uma vez o PT negou-se a somar forças com a ampla coligação nacional em torno do nome de Itamar Franco, que o sucedeu.

 “Como bem assinalou o ex-governador de São Paulo, José Serra, em recente artigo na revista Veja, os erros políticos históricos do PT, em sua avaliação da conjuntura, no entanto, acabaram por, contraditoriamente, anos depois, beneficiar o partido e seus aliados quando chegaram ao poder para governar o País”, disse Rita Camata, ressaltando que o PT também se opôs ao Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal. Para a parlamentar, não há como duvidar de que o Plano Real, a estabilidade econômica e o freio à escalada da inflação trazidos por Fernando Henrique que hoje permitem a prefeitos, governadores e ao próprio presidente da República se valerem dessas ferramentas de gestão para alcançar eficiência nas finanças públicas e garantir investimentos. Ela salientou ter sido a partir da estabilidade econômica que se pôde ter capacidade de investimento em programas sociais de largo alcance, como o Bolsa Família, e de trazer ganho real ao salário mínimo. “É justo afirmar, com veemência, que o principal mérito do atual governo foi justamente a opção pela manutenção da política econômica rejeitada por seus correligionários quando da sua instituição e que, hoje, mantém como se não tivesse existido uma conjuntura anterior ao seu governo”, disse.



JORNAL DO BRASIL (RJ) • PRIMEIRO CADERNO • 27/4/2010

Lula quer mais integração com Caribe

Ao discursar na abertura da reunião com a Comunidade do Caribe (Caricom) – que reuniu pela primeira vez ontem em Brasília chefes de Estado e representantes de 14 países caribenhos, além do Brasil como membro observador – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar convencido de que estão dadas as condições para concluir um acordo entre o Mercosul e o grupo. Ele ressaltou a importância de fortalecer a aliança em busca de uma ordem internacional mais justa e afirmou que no G-20 o Brasil busca expressar as demandas da América Latina e do Caribe. Durante o encontro foram assinados 47 acordos internacionais entre o Mercosul e os países que integram a Caricom.– O Brasil não olhava para a Caricom, e a Caricom não olhava para o Brasil, porque o Brasil não era levado a sério na questão política – afirmou Lula. – O que mudou é que nós descobrimos que poderemos ser úteis e solidários para a Caricom e a Caricom pode ser útil para o Brasil.

Temos proposto (no G-20) iniciativas para engajar as instituições multilaterais no financiamento de programas sociais e de infraestrutura nos países em desenvolvimento – disse Lula.


O presidente defendeu ainda a conclusão da Rodada de Doha para acabar com subsídios que prejudicam os países pobres.

– Precisamos reverter distorções no comércio agrícola mundial que mantém milhões na inSegurança Alimentar – disse.


O secretário-geral da Caricom, Roosevelt Skerrit, primeiroministro de Dominica, ressaltou a importância de o Brasil ser o porta-voz dos países caribenhos nos fóruns internacionais e elogiou a cooperação brasileira na luta contra o vírus HIV no Haiti, com o fornecimento de remédios. A contribuição brasileira também foi destacada pelo secretário-geral da Caricom, Edwin Carrington: – O Brasil e os países caribenhos são conhecidos pelo futebol, pelo carnaval e pela música, mas agora buscamos novos caminhos, que não apenas ampliem ainda mais os nossos laços culturais, mas também reforcem a cooperação em áreas essenciais como agricultura e saúde.

Haiti A ajuda ao pequeno país caribenho assolado por um terremoto devastador em janeiro esteve na pauta da reunião e foi tema citado nos discursos de abertura. Lula ressaltou a participação do Brasil no comando da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) e defendeu a ampliação da participação de países emergentes na resolução de conflitos internacionais.

Durante encontro com Lula, o presidente haitiano René Preval pediu ajuda do governo brasileiro e da comunidade internacional para a realização das eleições parlamentares de maio e da disputa presidencial de fevereiro de 2011: – Solicitamos à comunidade internacional e especialmente ao Brasil que apoiem a realização de eleições para que a democracia possa garantir a estabilidade que estamos procurando no Haiti.


Criada em 1973, a comunidade é integrada por Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, pelo Suriname e por Trinidad e Tobago.


O Brasil é membro observador desde 2006.


O presidente Lula anunciou a decisão de tornar o Brasil membro pleno do Banco de Desenvolvimento do Caribe e ressaltou o aumento das transações comerciais entre o Brasil e os países caribenhos que, segundo ele, passaram de US$ US$ 650 milhões em 2002, para US$ 5,2 bilhões em 2008.


JORNAL DO SENADO (IMPRES) (DF) • PLENÁRIO • 27/4/2010

Gilvam elogia feitos de Lula e agradece apoio dado ao Amapá

O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) enalteceu o governo Lula, sustentando que ele manteve o controle da inflação e tomou medidas para o crescimento da economia, a redução do desemprego e a assistência à população mais pobre.Ele lembrou que o Banco Mundial aplaudiu recentemente o Brasil por ter conseguido reduzir sua taxa de pobreza, que caiu de 40% da população para 25,6% entre o início dos anos 1990 e 2006. Já a "pobreza extrema" foi reduzida de 14,5% em 2003 para 9,1% em 2006. Para o Banco Mundial, é extremamente pobre quem sobrevive com menos de US$ 1 por dia.


O senador afirmou que o programa Bolsa Família tem sido fundamental para reduzir a pobreza e vem recebendo elogios em todo o mundo, sendo até copiado em alguns países. Gilvam assinalou que Lula unificou "antigos programas" criados no governo Fernando Henrique Cardoso, como o Bolsa Escola, o auxílio-gás e cartão-alimentação.

Por fim, o parlamentar garantiu que o Amapá nunca teve tanto apoio do governo federal.



O DIA (RJ) • BRASIL • 27/4/2010

Serra propõe ampliar Bolsa Família

São Paulo - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, que pretende “fortalecer e até ampliar” o programa Bolsa Família, caso venha a ser eleito em outubro. “Dentro de certas condições eu estou disposto a ampliar. Você tem que ajudar a garotada a se formar profissionalmente”, disse.

O Bolsa Família é um dos principais programas sociais do governo Lula, com cerca de 11 milhões de famílias atendidas. Serra afirmou que, “para as famílias, o fundamental é renda e trabalho”. O ex-governador de São Paulo disse que seu partido lançou o programa Bolsa Alimentação. “Quando o Lula entrou, fez primeiro o Fome Zero, que não avançou muito, e aí fizeram o Bolsa Família”, afirmou.

Já a ex-ministra e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse ontem, em entrevista à Rádio Brasil Sul, de Londrina, no Paraná, que não é uma “política tradicional”, mas voltou a garantir que tem experiência administrativa suficiente para credenciá-la a disputar o cargo.

“O fato de ter participado nos últimos cinco anos e meio da coordenação de todos os programas do governo e ter ajudado o presidente na coordenação dos ministros acho que me credencia”, afirmou.



O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) • NACIONAL • 27/4/2010

Marina critica expansão do etanol brasileiro

Pré-candidata do PV defende certificação para garantir que combustível seja sustentável e [br]legislação, respeitada

Patrícia Campos Mello, CORRESPONDENTE, WASHINGTON - O Estado de S.Paulo

A senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência, alertou ontem para o perigo da expansão da produção de etanol no Brasil. "Nós não temos de ser a Opep dos biocombustíveis", disse Marina, em entrevista ao fim de viagem de três dias a Washington. "Nós vamos produzir o que é possível, sem risco para Segurança Alimentar e meio ambiente, e transferir tecnologias para outros países, na África e Caribe.".

Marina defende a eliminação da tarifa americana sobre o etanol brasileiro e abordou a questão em reunião ontem com Maria Otero, subsecretária de Estado para Democracia e Assuntos Globais. Mas ela disse que é preciso certificar o etanol brasileiro, para garantir que o combustível seja sustentável e evitar que concorrentes usem o desmatamento como desculpa para prejudicar o produto brasileiro.

"Não sei por que em oito anos de governo não se fez a certificação do etanol", criticou a senadora. Segundo ela, ao certificar o etanol, é estabelecida uma cota de produção que não vai afetar a Segurança Alimentar, usam-se critérios de respeito à legislação trabalhista e legislação ambiental. "Isso vai desconstruir o argumento daqueles que usam a questão ambiental para barrar nosso etanol", disse. "Mas se continuarem as mesmas pessoas (no governo), vão ser mais oito anos perdidos."

Marina jantou no domingo com o diretor do filme Avatar, o canadense James Cameron, durante duas horas. Cameron se ofereceu para fazer campanha eleitoral para Marina. "Eu definitivamente faria campanha para ela", disse o diretor do filme que teve a maior bilheteria já registrada no mundo. "Eu e minha mulher somos grandes fãs de madame Silva, seus projetos são muito alinhados com nossas políticas", disse Cameron.



O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) • ECONOMIA • 27/4/2010

China negocia terras para soja e milho no Brasil

Presidente da maior estatal chinesa do setor agrícola admite interesse em cultivar grãos no País e já investe em 40 países com atividades de produção

Jamil Chade, CORRESPONDENTE, GENEBRA - O Estado de S.Paulo


A China quer garantir seu abastecimento de soja e milho comprando terras diretamente no Brasil. A maior estatal chinesa do setor agrícola negocia a compra de terras no Brasil para produzir soja e milho, em um investimento que promete ser de "centenas de milhões de dólares". A informação é do presidente da China National Agricultural Development Group Corporation, Zheng Qingzhi.

"Estamos em negociações", disse Qingzhi, que controla recursos de mais de US$ 2 bilhões por ano para investir na agricultura em todo o mundo. O presidente da Apex, Alessandro Teixeira, também confirmou o interesse chinês, dizendo que não via problemas diante do volume de investimentos. "São conversas preliminares. Mas eles estão de olho no Centro-Oeste, principalmente Goiás", disse Teixeira.

Com a chegada ao Brasil, a China amplia sua busca por terras para garantir o abastecimento à população. A constatação é de que, para alimentar 9 bilhões de pessoas em 2050 anos, os investimentos em agricultura terão de dobrar no mundo, o que já está fazendo vários países irem em busca de terras.

Mas o fenômeno da compra de terras no exterior vem causando polêmica, e entidades como a ONU começam a debater a criação de um código de princípios que países devem seguir. A preocupação é que a compra de terras crie obstáculos a populações locais e falta de acesso a terras.


No caso da China, a estatal que debate investimentos no Brasil está diretamente ligada ao Conselho de Estado. Com cinco anos, a estatal tem ativos de US$ 2 bilhões e 80 mil funcionários para promover a Segurança Alimentar da China. Dez mil funcionários da empresa já atuam no exterior, em pelo menos três continentes. "No Brasil, nosso interesse é investir em soja e milho", diz Qingzhi. Ele prefere não falar nem onde será o investimento nem o valor, por enquanto.

Global. A estatal está presente em 40 países com atividades de produção. Na Tanzânia, já detém 6 mil hectares, e Qingzhi garante que o governo local quer a expansão do projeto. Os chineses ainda investem no cultivo de frango e produção de ovos na Zâmbia e arroz em Guiné, Benin, Argentina e Peru.

No Senegal, os chineses investiram na pesca e têm a maior empresa estrangeira do país, com 2 mil empregados. "Não estamos apenas explorando, mas também treinando funcionários locais", diz o presidente da estatal, lembrando que também garante a transferência de tecnologia nas cidades de Benin.


Os chineses insistem que não estão apenas desembarcando para ocupar e que estão desenvolvendo projetos de doação de alimentos, construção de escolas e centros de saúde, como na Zâmbia." Respeitamos as leis locais e garantimos benefícios mútuos", diz o chinês. "Nossos investimentos promovem o desenvolvimento do país onde estamos aplicando", afirmou.

A estatal admite que a compra de terras tem uma dimensão política. Mas insiste que esses acordos "estabilizam relações diplomáticas".

Especialistas reunidos ontem na ONU indicaram que, de fato, o avanço de países em busca de terras tem a China como um dos principais atores. O safári produzido por Pequim na África chegou a assustar a FAO. Seu diretor, Jacques Diouf, alertou há poucos meses os governos africanos para o risco de um "neocolonialismo", desta vez pelos chineses. O que ele teme é que a produção seja inteiramente destinadas aos países que adquiriram as terras, sem levar em conta os interesses das populações locais, ou mesmo a adaptabilidade das terras. A China já comprou ou negocia terras no Congo, Zâmbia e Sudão.


PARA ENTENDER

Hoje, limite é de 3,8 mil hectares
A legislação atual permite que estrangeiros comprem terras na Amazônia Legal no limite de até 3.800 hectares, desde que tenham empresa constituída no Brasil.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou em outubro substitutivo do deputado José Genoino (PT-SP), pelo qual estrangeiros que adquirissem área superior a 1.140 hectares antes da aprovação do projeto poderiam manter as propriedades, desde que produtivas.


A matéria foi analisada em caráter definitivo pela Comissão de Constituição e Justiça, que o aprovou por unanimidade. Falta agora a votação do Senado.

O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) • CIDADES • 27/4/2010

Hackers com vocação republicana

Eles já estão criando aplicativos para facilitar o acesso a dados públicos; [br]é a tal transparência virando realidade

CAROLINA STANISCI

Transparência é uma das palavras da moda na gestão pública. É também uma oportunidade de ouro para "hackers do bem", capazes de criar ? dentro do setor público e fora dele ? ferramentas que facilitem o acesso da sociedade a informações sobre despesas e outros atos administrativos. E o melhor disso tudo é que já existem candidatos a "hackers do bem".

Em outubro, alguns deles encontraram-se na primeira edição do Transparência HackDay (foto), na Casa de Cultura Digital, em São Paulo. "Não teve um criador, foram vários. De um lado tinha programadores, de outro, ativistas. Resolvemos juntar tudo", diz o jornalista Pedro Markun, de 24 anos.

Durante dois dias, jovens criaram aplicativos para tirar informações de sites do governo. Bruno Barreto, de 20, inventou um aplicativo que mapeou todas as reclamações feitas por internautas no site da Prefeitura de São Paulo. Descobriu que o campeão de queixas é o repasse do programa Bolsa Família; em segundo lugar, ficou a poda de árvores; e, em terceiro, buracos nas ruas. Barreto postou o aplicativo no site http://sacsp.mamulti.com. "Fui procurado pela Prefeitura, querem alguém para ajudar num tipo de consultoria para criar um site público com essas informações."

"Temos ações focadas nos jovens", afirma Izabela Moreira Correa, gerente da Diretoria de Prevenção à Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), órgão que mantém o Portal da Transparência. Uma delas é a realização de eventos em universidades para explicar como é o combate à corrupção e como acessar as ferramentas do portal. "Eles gostam de saber e fazem muitas perguntas."


VALOR ECONÔMICO (SP) • POLÍTICA • 27/4/2010

Tucano apoia posição do governo na votação do reajuste dos aposentados

Ana Paula Grabois, de São Paulo

O pré-candidato à Presidência da República da oposição, José Serra (PSDB), apoiou a posição do governo federal quanto ao reajuste dos aposentados do INSS, a ser votado hoje na Câmara. "Eu apoiarei a posição do governo, que tem os números na mão", afirmou Serra, durante o programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena na Band TV.

O governo propôs alta de 6,14%, mas há uma acordo entre parlamentares para que o reajuste passe para 7,71%. "Se sou candidato a presidente, vou estar com as coisas na mão no ano que vem, quero que o governo atue com responsabilidade. Eu confio nisso, confio no Guido Mantega [ministro da Fazenda], é um homem responsável, e também que o presidente Lula saberá o que decidir melhor. De mim, só ouvirá elogio", disse o pré-candidato tucano.

Ao longo da entrevista de uma hora e 15 minutos, na qual até cantou trechos da canção "Chega de Saudade", Serra evitou se opor ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. Prometeu manter uma das principais marcas do atual governo, o Bolsa Família, com a inclusão de ações de qualificação profissional que visem ao aumento do emprego. "Não sou trouxa. Sei governar. A Marta criou o bilhete único. Ampliei o programa. É o que farei com o Bolsa Família", disse. Na mesma linha, afirmou que a saúde no país avançou, mas está estagnada. "Falta remédio de graça, metade da população não tem dinheiro para comprar remédio. Saúde é o setor que o Brasil pode muito mais", disse, citando seu slogan de campanha.

Serra também propôs a criação do Ministério da Segurança Pública "para reorganizar todo o trabalho de segurança no Brasil". Segundo o pré-candidato tucano, o governo federal precisa atuar na área sem deixar a tarefa apenas para os Estados. O pré-candidato fez boa avaliação da Polícia Federal, mas considera que seu contingente não tem condição de crescer 20% ao ano.


Ele defendeu ainda a revisão da lei da redução de pena, após assistir reportagem sobre o assassinado de uma mulher, jogada do segundo andar pelo marido. "Bandido tem que ser enfrentado com dureza, tem que engaiolar", disse Serra.

Sobre as declarações elogiosas a ele vindas do deputado do PSB Ciro Gomes, Serra evitou comentar. "Sapo de fora não chia, eu sou o sapo. Não vou dar palpite, mas é claro que eu prefiro que ele fale bem de mim", afirmou. Sobre o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, que criticou as 79 mortes nas enchentes de São Paulo, Serra disse que é "atraso de vida, é perda de tempo" responder ao petista. O tucano disse ser favorável ao projeto da hidrelétrica de Belo Monte, mas defendeu mais conversas com todos os envolvidos. "Não pode ser atropelado, o governo tem que convencer", disse.



ESTADO DE MINAS (MG) • COLUNAS • 27/4/2010

Em Dia Com a Política - PINGAFOGO

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomenda sexo para combater a hipertensão. Daqui a pouco, é capaz de o governo criar o Bolsa-Viagra.

Em programa de TV, Ciro Gomes (PSB-CE) ataca PMDB e PT e diz que Serra é um “perigo” para o país. Tradução simultânea: ligou a metralhadora giratória.

Lula diz que depois de deixar a Presidência da República vai continuar fazendo política;. Alguém tinha dúvida disso?

A ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) diz que não é política tradicional, mas que “tem experiência”. Dá para sentir um tom de ironia no “política tradicional”.

Equipe tucana diz que amplo ajuste fiscal seria a primeira medida a ser tomada por José Serra, caso vença a eleição. Depois vão reclamar dos boatos do fim do Bolsa-Família.

Na véspera das eleições, o governo vive um verdadeiro inferno astral com as propostas polêmicas na Câmara dos Deputados e no Senado.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Jornais - Manchetes e resumos

12 de fevereiro de 2010


O Globo

Manchete: Arruda é preso, perde cargo e DF pode sofrer intervenção

Lula manda PF dar tratamento especial a governador para evitar sua exposição pública
Dois meses e meio após a descoberta do mensalão do DEM, a PF recolheu ontem à sua carceragem, em Brasília, o governador do DF, José Roberto Arruda. Na História do país, foi a primeira prisão de um governador no exercício do cargo, por corrupção. Arruda teve prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça, por 12 votos a 2, após ser acusado de tentar subornar uma testemunha. Seu advogado recorreu ao STF com pedido de habeas corpus. O presidente Lula, segundo um assessor, ficou abatido e lamentou que “o escândalo tenha chegado a esse ponto” - desfecho que, em sua avaliação, não contribui para a “consciência política nacional”. Lula mandou a PF agir com cautela para evitar a exposição de Arruda. Para o Planalto, é ruim o fato de a prisão ter ocorrido perto dos 50 anos de Brasília. Sem Arruda no cargo, o vice, Paulo Octávio, também suspeito de envolvimento no esquema, assumiu, por ora, o governo. O procurador-geral Roberto Gurgel pediu intervenção federal no DF. (págs. 1 e 3 a 10)

Quem vai preso no Rio por crimes de roubo e morte fica numa cela como a da foto, na Polinter, em São Gonçalo - onde os termômetros marcavam ontem 56,7 graus. A cadeia tem 690 presos em situação insalubre. (págs. 1 e 15)

Nós do Morro: assassino fez encenação
Investigações da nova Divisão de Homicídios revelam que o assassino do diretor José Frederico Pinheiro, o Fred, do Nós do Morro, tentou fazer o crime parecer suicídio. (págs. 1 e 14)

Apagão, agora, foi causado por um galho
O apagão que atingiu parte de Norte e Nordeste anteontem foi causado por um galho de árvore que atraiu um raio e provocou um curto-circuito, derrubando a transmissão. (págs. 1 e 23)


UE socorrerá Grécia, mas só com ajuste
Temendo perdas para seus grandes bancos, a União Europeia decidiu socorrer a Grécia. Mas exige que o déficit do país seja reduzido de 12,7% para 4%. O euro caiu 1%. (págs. 1 e 25)

O presidente Ahmadinejad disse que o Irã é “um Estado Nuclear” que pode enriquecer urânio a 80%. O governo sufocou protestos da oposição.
Há 52 anos decorando a sede da ONU, em Nova York,o painel “Guerra e paz”, de Portinari, pode vir ao Rio para ser restaurado, além de ir ao Grand Palais, em Paris.
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Folha de S. Paulo

Manchete: Governador do DF é preso, acusado de tentar suborno

Arruda afirma ser vítima de ‘campanha difamatória’; Procuradoria pede intervenção federal
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), foi preso e afastado de suas funções por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Após a redemocratização do país, é a primeira vez que um governador no exercício do cargo é preso por crimes relacionados à corrupção.


Ao mesmo tempo, a Procuradoria Geral da República requisitou a intervenção da União no Distrito Federal. A prisão foi decorrência das investigações do chamado mensalão do DEM, o antigo partido do governador.

Arruda nega e cita mensalão do PT
Em carta, José Roberto Arruda afirmou ser vítima de uma campanha difamatória que “atinge níveis jamais vistos na vida pública brasileira”, com “denúncias torpemente preparadas”.


Para Arruda, nem na crise do mensalão do PT houve “medidas coercitivas dessa gravidade”. Seu advogado, Nélio Machado, classificou a prisão como “abusiva, ilegal e desnecessária”.

ENTENDA O CASO:
Operação foi deflagrada há mais de dois meses
O começo: Ministério Público Federal e PF deflagram, em novembro, a Operação Caixa de Pandora para apurar suposto caixa dois.

Os vídeos: O ex-secretário Durval Barbosa grava Arruda recebendo R$ 50 mil; dinheiro era para distribuir panetones, diz Arruda.

O mensalão do DEM: Propina serviria para bancar gastos de campanha e comprar votos de aliados na Câmara do DF e para uso pessoal dos envolvidos.

O flagrante: O conselheiro do Metrô do DF Antonio Bento da Silva é preso no dia 4 ao entregar R$ 200 mil para Edson Sombra, testemunha do mensalão.

A acusação: Antonio Bento diz que foi procurado pelo sobrinho e então assessor de Arruda, Rodrigo Arantes, para convencer Sombra a depor em favor do governador.

Ontem: O STJ, onde corre o inquérito da Operação Caixa de Pandora, pede a prisão de Arruda e outras quatro pessoas.

Melchiades Filho: Silêncio impera, e ninguém tenta tirar vantagem

O mensalão devastou o cenário em Brasília, mas curiosamente ninguém tentou tirar proveito. O motivo? Não se sabe até onde o Panetonegate pode crescer nem o que há no arsenal não divulgado por Durval Barbosa, o delator-chefe.
Descaso pela ética destruiu imagem de bom administrador
Arruda jogou fora a imagem de bom administrador por ganância, arrogância e descaso pela ética. Que sirva de exemplo para os políticos em geral e de troféu para uma população exausta com arbitrariedades e desvio do dinheiro público. (págs. 1 e A2)


Ahmadinejad diz que o Irã é Estado nuclear; Brasil critica
No 31º aniversário da Revolução Islâmica, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país é um “Estado nuclear” capaz de enriquecer urânio para fabricar bombas atômicas.



Ahmadinejad afirmou, porém, não estar interessado em ter a bomba. O chanceler Celso Amorim criticou a posição do Irã. Ontem, sites relataram repressão a protestos contra o regime. (págs. 1 e A11)


Advogada obrigada a deixar prédio na Barra Funda (SP) depois de fenda de 4 cm se abrir entre ele e o edifício contíguo; prédios foram interditados, e obra em terreno ao lado é suspeita.

Liminar muda escala, e aulas no Estado de SP podem atrasar
A Justiça decidiu, de forma provisória, alterar a distribuição de aulas dos professores temporários da rede estadual. O governo deu a prioridade da escolha aos melhores de exame adotado para 2010. A Justiça privilegiou tempo de serviço.

Há risco de atraso no início das aulas. O secretário Paulo Renato Souza orientou dirigentes de ensino a manter a escala.

Bill Clinton é hospitalizado e submetido a cirurgia cardíaca
Após sentir dores no peito, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, 63, foi hospitalizado e submetido a uma cirurgia cardíaca em Nova York. Os médicos colocaram dois “stents” (tipo de mola usada para desobstruir as artérias) em uma coronária.

Clinton, que atua como enviado da ONU ao Haiti, já recebera pontes mamárias e de safena em 2004.

Ex-ministro da Justiça Armando Falcão morre aos 90 anos no Rio
Armando Falcão, ministro da Justiça nos governos Juscelino Kubitschek (1956-61) e Ernesto Geisel (1974-79), morreu anteontem no Rio, de pneumonia, aos 90 anos.

Criador da lei que limitava a propaganda eleitoral na TV a exibição de foto e narração do currículo do candidato, Falcão se notabilizou na ditadura pela expressão “nada a declarar”.

Editoriais

Leia “Paranoia amazônica”, sobre economia sustentável; e “Leitura dinâmica”, acerca de biblioteca paulistana.
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Arruda é preso e procurador pede intervenção federal no DF

Em carta à Câmara local, governador pede afastamento do cargo e diz ser vítima de 'armações'
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi preso ontem, sob acusação de tentar obstruir a investigação do esquema de pagamento de propinas conhecido como “mensalão do DEM”, partido ao qual ele era filiado. O vice Paulo Octávio (DEM), também suspeito de integrar o esquema, assumiu o governo. Ao mesmo tempo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal intervenção no governo do DF, com o impedimento de Arruda, de Octávio e do presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR). Se a intervenção for acatada, caberá ao presidente Lula nomear o interventor. Arruda se entregou à Polícia Federal após ter sua prisão decretada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Antes, ele pediu afastamento do cargo, em carta à Câmara Legislativa na qual se disse vítima de “armações”. O afastamento já constava da decisão judicial, que ocorreu quatro meses e meio após a deflagração da operação Caixa de Pandora, da PF. A Corte também determinou a prisão de cinco aliados do governador. Para o autor do despacho que orientou a decisão, ministro Fernando Gonçalves, Arruda e seus aliados poderiam tentar coagir testemunhas se ficassem soltos. Na PF, o governador foi acomodado num espaço com cama, banheiro privativo, sem grades, apelidada de “sala de Estado-Maior”. Segundo a polícia, ele ficaria isolado. (págs. 1 e A4 a A7)


'Teremos de pagar esse pecado', diz senador do DEM
O vice-presidente do DEM, senador Heráclito Fortes (PI), afirmou que seu partido terá de pagar pelo “pecado” do governador José Roberto Arruda. “Não tem outro jeito”, disse. Para ele, porém, o DEM não pode ser visto como omisso, porque “não protege acusados de corrupção”, em referência ao PT. Já o presidente Lula, segundo auxiliares, lamentou as circunstâncias que levaram à decisão de mandar prender Arruda e pediu cautela à Polícia Federal, para não expor a figura do governador. (págs. 1 e A7)


Manifestante contra Arruda acende velas ao lado de foto do governador diante do prédio do STF

Ahmadinejad diz que Irã agora é 'Estado nuclear'
O presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que o Irã se tornou um Estado nuclear, capaz de enriquecer urânio a 80% - perto do ideal para produzir uma bomba atômica. Para o chanceler Celso Amorim, que defende o diálogo com Teerã, se a informação for procedente estará configurada uma violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Ahmadinejad negou a intenção de produzir uma bomba atômica. (págs. 1 e A10 a A12)

Reserva de petróleo em Tupi é maior que a prevista
Testes realizados na área de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, mostram que a estimativa inicial de 5 bilhões a 8 bilhões de barris no reservatório pode ser conservadora. Técnicos afirmam que, por ora, a preocupação não é ampliar a produção, mas conhecer melhor a área. (págs. 1 e B4)

Brasil define regras para retaliação aos EUA
O governo brasileiro editou medida provisória estabelecendo procedimentos que poderão ser adotados na aplicação de retaliação comercial contra os EUA na área de propriedade intelectual. As sanções, de acordo com a MP, poderão ir de bloqueio de remessa de royalties a quebra de patentes. (págs. 1 e B1)



Visto de viagem voltará a ter validade de 10 anos
A validade do visto americano deve ser ampliada de 5 para 10 anos, conforme acordo entre Brasil e EUA. A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a ampliação para visitantes americanos. Quando o plenário confirmar a medida, os EUA farão o mesmo para os brasileiros. (págs. 1. e C5)

Viagem pela Régis vira aventura
O motorista que antecipou a viagem de carnaval pela Régis Bittencourt em direção ao Sul, ontem, enfrentou longo congestionamento. Na terça-feira, as chuvas provocaram queda de barreira no km 552 da pista sentido Curitiba, em Barra do Turvo (SP). Todo o tráfego da estrada ficou restrito a uma pista. A concessionária que administra a rodovia informou que não há previsão de desbloqueio total da estrada.


Número: 40 km foi o congestionamento registrado ontem na Régis.

Notas e informações: A ameaça americana
Ao rejeitar o fim dos subsídios ao algodão, os EUA desprezaram normas da OMC. Ao lançar a ameaça de contrarretaliação ao Brasil, esse país declara preferir a força à lei. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Do palácio à prisão

Por 12 a 2, STJ acolhe pedido e governador José Roberto Arruda se entrega à PF
Em uma decisão histórica, o Superior Tribunal de Justiça acolheu pedido da Procuradoria da República e determinou a prisão do governador de Brasília, José Roberto Arruda, e de outros cinco acusados de corrupção no escândalo revelado pela Operação Caixa de Pandora. Depois de pedir licença do cargo, Arruda se entregou à Polícia Federal, enquanto seus advogados protocolavam pedido de habeas corpus ao STF contra o que ele chamou de “agressão”. Informado da decisão judicial, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teria lamentado, dizendo que o fato “não era bom para o Brasil e para a política”. (pág. 1 e País, págs. A6 e A8)



Editorial
O julgamento da história já foi dado.
Se o Brasil descobriu o pré-sal, o Rio tem uma animada turma que curte cada vez mais o pré-sol. São aqueles que fogem do calor infernal da cidade e fazem atividades físicas quando o dia ainda está amanhecendo. (pág. 1 e Cidade, págs. A12 e A13)

TAM muda sistema e embarques atrasam
Centenas de passageiros que compraram bilhetes da TAM enfrentaram grandes dificuldades para embarcar nos últimos dias. A troca do sistema levou à suspensão do check-in pela internet e nos totens de autoatendimento, além de atrasar a operação nos balcões. O problema, restrito apenas à companhia, é mais grave nos aeroportos do Galeão, no Rio, e de Congonhas, em São Paulo, e pode piorar com o aumento de fluxo decorrente do Carnaval. (pág. 1 e Economia, pág. A17)

Só o governo pode falar na festa do Irã
Pela primeira vez desde 1979, data da revolução dos aiatolás, no Irã, jornalistas estrangeiros não puderam acompanhar as comemorações ou testemunhar protestos da oposição na capital. O governo restringiu o acesso à internet e só autorizou a cobertura do discurso do presidente Mahmoud Ahmadinejad. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 e A3)

O lado mais gelado da Olimpíada
O mundo olímpico se reúne hoje em Vancouver, Canadá, na abertura da 21ª Olimpíada de Inverno. A cerimônia no BC Place Stadium, à meia-noite (de Brasília), terá 5.500 atletas, incluindo os cinco que integram a delegação brasileira - nossa bandeira será carregada pela snowboarder carioca Isabel Clark. (pág. 1 e Esportes, págs. D4 e D5)

Sob o sufoco da sensação térmica
O fenômeno da sensação térmica, que pode transformar 40 graus em um calor de mais de 50, nunca foi tão comentado na cidade. Os dias abafados e sem vento e o suor que teima em não secar, aumentando o desconforto, são velhos conhecidos dos meteorologistas, que também destacam o calor emitido pelo solo. (pág. 1 e Vida, Saúde & Ciência, pág. A24)

Coisas da política
Intervenção no DF e o fim de de um desatino.

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Correio Braziliense

Manchete: Arruda é preso. DF sob ameaça de intervenção

Afastado do cargo, governador fica detido em sala da PF. Supremo analisa pedido do procurador-geral da República
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, está preso em uma sala com apenas um sofá e um banheiro na Superintendência da Polícia Federal. Ele se apresentou às 17h40, após a decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Os ministros acompanharam o voto do relator, Fernando Gonçalves, que acolheu o pedido do Ministério Público Federal e decretou a prisão preventiva e o afastamento de Arruda. Além do governador, cinco pessoas envolvidas na suposta tentativa de suborno de uma testemunha na Operação Pandora tiveram a prisão autorizada. Antes de sair de Águas Claras (foto) em um comboio de seis carros, Arruda redigiu duas cartas de próprio punho. Na primeira, dirigida à Câmara Legislativa, anunciou a licença do cargo. Na segunda (reprodução acima), endereçada aos “amigos do GDF”, disse ser vítima de uma “campanha difamatória”. O procurador-geral da República pediu no STF uma intervenção no Distrito Federal. O presidente do tribunal, Gilmar Mendes, solicitou informações ao governo local a fim de reunir elementos para se pronunciar.


“A organização criminosa instalada no GDF continua valendo-se do poder econômico e político para atrapalhar as investigações e, assim, garantir a impunidade.” (Trecho do voto do ministro-relator Fernando Gonçalves, do STJ, que decidiu pela prisão de Arruda)



A prisão do governador Arruda levou dezenas de pessoas à PF e ao STJ. Com bom humor, elas comemoraram o episódio. Nas ruas, muitos brasilienses se surpreenderam com a decisão.

Em menos de duas horas, 12 ministros votaram a favor da prisão preventiva de Arruda para, segundo o relator, impedir a destruição de provas contra organização criminosa.

Lula vê falência: Presidente lamenta omissão da Câmara local.

Pela legalidade: OAB diz que posição do STJ repõe a ordem e a lei.

Vice assume: Paulo Octávio pede união pelo Distrito Federal. (págs. 1 e 19 a 25)

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Valor Econômico

Manchete: Retorno de compulsórios trará pressão sobre juros
Os bancos esperam uma elevação das taxas de juros no crédito a partir de abril, quando termina a flexibilização dos depósitos compulsórios promovida pelo Banco Central durante a crise. Cerca de R$ 120 bilhões foram liberados para dar liquidez ao sistema financeiro doméstico, travado em meio ao pânico dos mercados internacionais. Boa parte desse dinheiro foi dirigida aos grandes bancos para que adquirissem as carteiras de crédito das pequenas e médias instituições em dificuldades.

A expectativa é que a devolução dos compulsórios seja feita gradativamente, mas mesmo assim “o efeito no custo do crédito será imediato”, disse um executivo de uma instituição de médio porte. Haverá algum impacto na rentabilidade das instituições, já que parte do dinheiro hoje aplicado em operações de crédito terá de voltar em espécie ao BC, sem remuneração. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixou claro em entrevista recente que “não existirá uma volta automática ao nível anterior”. (págs. 1 e C1)


PAC 2 prevê R$ 21 bi para ferrovias
A segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, com planos de investimento até 2020, prevê a expansão da malha ferroviária dos atuais 29 mil para 40 mil quilômetros. Essa projeção inclui projetos não realizados no primeiro PAC.

O orçamento total para ferrovias no PAC 2 não está fechado, mas estima-se o preço médio de US$ 1 milhão por quilômetro, ou quase R$ 21 bilhões. Estão previstas interligações entre os principais ramais do país e destes com os portos - além de Pecém (CE) e Suape (PE), onde chegará a Nova Transnordestina até 2012, haveria também ligações entre a Norte-Sul e o porto de Barcarena (PA) e da Ferrosul até Rio Grande (RS). (págs. 1 e A5)

Aos 91 anos, Nelson Mandela assistiu ontem às comemorações nacionais dos 20 anos de sua libertação da prisão, um dos marcos do fim do regime racista da África do Sul. O primeiro presidente negro do país, mesmo afastado da vida pública, ainda é a figura política mais reverenciada da nação. (págs. 1 e A11)

Pilgrim’s, da JBS, volta a investir
Depois de ter seu controle adquirido pela JBS em setembro e de ter saído da “recuperação judicial” em dezembro, a Pilgrim's Pride faz planos para reabrir unidades fechadas, informou ao Valor o presidente da empresa, Don Jackson. Nos 18 meses anteriores à venda foram fechadas 10 das 37 unidades da companhia localizadas nos EUA e no México. “Ainda não está decidido quais serão reabertas”, disse. Segundo Jackson, já estão sendo feitos alguns “pequenos investimentos” associados ao recente aumento de 2% na produção. A empresa também tem feito mudanças nas plantas para melhorar o

“4mix”, com produtos de margem maior, e ganhar eficiência. “Queremos vender mais produtos com maior valor agregado, como pratos prontos e pré-prontos, e menos itens in natura”. (págs. 1 e B12)

Alta da carne agita a Argentina
Os argentinos convivem há mais de cinco anos com inflação de dois dígitos, mas só agora ela começou a doer na carne. Do bife de chorizo à paleta, o principal alimento da Argentina já subiu cerca de 35% só nas primeiras semanas do ano, de acordo com os cálculos de consultorias privadas.

Para tentar impedir uma onda de protestos - os argentinos são os maiores consumidores de carne do mundo, com 73 quilos anuais por pessoa - o governo avalia medidas como novos “acordos” de preços com o setor privado e a proibição de exportações. Mais uma vez, a presidente Cristina Kirchner culpou os pecuaristas pelos aumentos. As suas declarações reacenderam a ira das entidades rurais, que já vinham demonstrando crescente descontentamento com os problemas na comercialização do trigo. (págs. 1 e A8)


Europa debate subsídio, mas não vai cortá-lo
A agenda da União Europeia deste ano será dominada pela reforma da Política Agrícola Comum e pelo debate sobre como financiar o sistema de subsídios após 2013. São temas extremamente relevantes já que a EU dá € 50 bilhões por ano para o setor agrícola, ou seja, metade do orçamento europeu é para a agricultura.

O resultado do debate definirá o futuro da agricultura europeia pelas próximas décadas. Em Bruxelas, todos afirmam que a reforma é necessária, mas a resistência em cortar os subsídios é cada vez maior. E o Tratado de Lisboa colocou mais um ator em cena: o Parlamento Europeu - antes um simples observador na discussão, agora terá o mesmo poder que os governos nacionais na decisão final. (págs. 1 e B11)

BNDES define novo projeto do laptop escolar
O governo federal definiu as regras que vão orientar a nova fase do programa Um Computador por Aluno, iniciativa que passa a contar com uma linha de financiamento de R$ 650 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com os recursos, operados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, a expectativa é financiar mais de 1 milhão de laptops escolares, que serão entregues a estudantes das redes públicas de ensino de Estados e municípios. (págs. 1 e B3)

Prisão de Arruda agrava crise no DEM
Pela primeira vez em sua história, o Superior Tribunal de Justiça mandou um governador de Estado para a prisão. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), entregou-se ontem à Polícia Federal depois que o STJ, por 12 votos a 2, decidiu pela prisão preventiva. O Ministério Público Federal pediu intervenção no DF, às vésperas das festividades de seus 50 anos. “Se for posto em liberdade e continuar no governo, continuaremos tendo a máquina pública do DF a serviço dessa organização criminosa”, disse o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Um dos empecilhos a esta decisão é que, com qualquer das unidades da Federação sob intervenção, o país não pode realizar eleições. A prisão aprofunda a crise no DEM e afeta o peso do partido na sucessão presidencial. (págs. 1 e A6)

Emprego recua na indústria
O nível de emprego na indústria paulista caiu 2,68% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2009, com o fechamento de 60 mil postos de trabalho. Em relação a dezembro, houve alta de 0,42%.

Consórcio para Belo Monte
A construtora Andrade Gutierrez, a Neoenergia, a Vale e a Votorantim formaram ontem o primeiro consórcio oficial para disputar o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Posteriormente, a Eletrobrás integrará a sociedade. (págs. 1 e A4)

Compasso de espera
Na contramão de outras montadoras que aceleram planos de expansão nos mercados emergentes, a Honda suspende as obras da nova fábrica argentina e descarta o segmento dos populares. (págs. 1 e B1)


Iguatemi mira Villa Daslu
O grupo Iguatemi, da família Jereissati, está perto de assumir a administração da Villa Daslu. Segundo fontes do setor, a loja de artigos de luxo pode deixar o imóvel. (págs. 1 e B4)

Programação própria
Insatisfeitos com a programação da TV americana, o Walmart e a Procter & Gamble se unem para produzir seu próprio filme, segundo eles mais adequado às famílias e a receber os anúncios dos dois gigantes. (págs. 1 e B4)

'Trator' da exportação
A Air Tractor, fabricante de aviões agrícolas do Texas, cresce com a exportação para grandes produtores de grãos, como o Brasil, e se torna modelo de sucesso para o governo de Barack Obama. (págs. 1 e B6)

Syngenta aposta em sementes
Uma das maiores companhias de defensivos agrícolas do mundo, a Syngenta - que obtém 80% de sua receita nesse segmento - quer crescer na área de sementes, que deverá responder por 40% dos negócios em 15 anos. (págs. 1 e Bl2)

Roma e Berlim disputam o BCE
Os presidentes dos bancos centrais da Alemanha e da Itália disputam a vaga de Jean-Claude Trichet no BCE. Ele deixa o cargo em 2011, mas seu sucessor será praticamente decidido na próxima semana. (págs. 1 e Cl8)


Ideias
Claudia Safatle: Pressões de custo começam a surgir, após longo período de estabilidade de preços industriais. (págs. 1 e A2)

Ideias
Márcio Garcia: A posição patrimonial do governo, medida pela dívida líquida, piora significativamente. (págs. 1 e A13)

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Jornal do Commercio

Manchete: Arruda se entrega ao ter prisão decretada

Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi detido por decisão do STJ, acusado de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora. Defesa pediu habeas corpus, que só será julgado hoje pelo Supremo. (pág. 1)