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sábado, 30 de março de 2013

Escolas investem em cursos de inovação voltados para gestão

A necessidade de ganhos de produtividade em um cenário de concorrência acirrada e de participação crescente dos países emergentes na economia mundial está levando as empresas a enxergar a necessidade de inovar em caráter permanente, integrar e internacionalizar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento - além de adotar mecanismos para controlar e mensurar o processo.

Nesse contexto, as instituições acadêmicas brasileiras têm aumentado a oferta de programas de educação e treinamento voltados para a gestão da inovação.

"Nos últimos anos tem sido grande a demanda nessa área", afirma Ruy Quadros, coordenador do curso de gestão estratégica da inovação, especialização do departamento de política científica e tecnológica da Unicamp. Segundo ele, o objetivo das empresas é fazer mais e melhor em uma área de recursos nem sempre fartos e de resultados incertos.

O programa da Unicamp está em sua sétima turma, sem contar as versões "in company", e tem sido aperfeiçoado para ganhar perfil cada vez mais "mão na massa", como define seu coordenador. "É um curso muito prático, que discute os desafios das empresas na gestão de pesquisa e desenvolvimento (P&D)". Voltado para profissionais com experiência, ele funciona como uma espécie de laboratório, no qual são simuladas, testadas e debatidas questões como custeio à pesquisa, acesso ao financiamento e relacionamento com órgãos de fomento, além da interface com outras áreas, unidades ou empresas. Além de professores especialistas da própria instituição, alguns módulos são ministrados por professores convidados e profissionais de empresas inovadoras.

Na linha oposta, o Coppead, instituto de pós-graduação em administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não tem um curso específico, mas inclui o tema em todos os seus programas de pós-graduação e também na educação executiva. A ideia é tratar inovação como parte integrante e vital da estratégia, diz o professor Roberto Nogueira, responsável pelos cursos. Ele considera essencial a inovação na economia brasileira, "que padece de baixa produtividade, apesar do pleno emprego". Para Nogueira, a inovação precisa se tornar um processo orgânico, caso contrário o núcleo de P&D vai passar a maior parte do tempo tentando vender as novidades para outras áreas da companhia.




Na Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP), a visão predominante é que a inovação é um dos pilares da competitividade e, portanto, precisa abranger todos os aspectos: tecnologia, modelo de negócio, tratamento de recursos humanos, processos, logística, marketing e outros. "Todos os segmentos têm de estar atentos", diz Isak Kruglianskas, coordenador de MBA da FIA.

A instituição abriu este ano a 21ª turma do MBA Conhecimento, Tecnologia e Inovação, cujo objetivo é capacitar empresas a tomar decisões de inovação dentro de uma visão estratégica. Segundo Kruglianskas, trata-se do curso com público mais diversificado da FIA, que já planeja as primeiras aulas on-line para as próximas turmas.

Faz parte do programa um módulo internacional não obrigatório com a Universidade de Bentley, em Boston. Kruglianskas destaca a atualidade do MBA e sua interação com outras instituições de ensino internacionais, com o Massachusets Institute of Technology (MIT) e a Harvard Business School, além de visitas a empresas de excelência em inovação, como 3M e Embraer.

O Insper, por sua vez, interrompeu seu curso de gestão da inovação no ano passado para reformulá-lo. Ele volta em agosto sob o título de inovação e estratégia e será focada em gestão. "Vamos oferecer as ferramentas necessárias para a implementação de áreas de inovação", explica Rodrigo Amantea, coordenador da área de educação executiva do Insper. "O curso será voltado para organizações que queiram formar profissionais e criar práticas inovadoras em suas culturas".

Segundo Amantea, o programa terá um seminário de dois dias com David Palmer, especialista de Harvard. Da escola americana também serão usados uma série de estudos de caso e o recém-lançado simulador Black Bay. Nele, os alunos são submetidos a "dilemas de tomada de decisão" sobre inovação.

Gestão Estratégica da Inovação é o tema do curso da Fundação Dom Cabral, com foco na discussão de novos métodos de criação de valor pela inovação, exploração da área como estratégia empresarial e implementação de cultura de inovação dentro das companhias. A instituição também oferece esse conteúdo no modelo "in company".

Já a FGV In Company trabalha a formulação de nove propostas de cursos customizados. Um dos grandes desafios é usar a inovação de forma permanente, diz Goret Pereira Paulo, diretora do FGV In Company. "É possível aprender com o fracasso, mas isso não é valorizado pela maioria das empresas. A cultura de acertar sempre é o maior inimigo de um processo de inovação", diz. Em sua opinião, o curso personalizado traz "vantagens significativas" para as organizações, uma vez que é desenvolvido para atender a situações específicas.

Empresas e profissionais dispostos a gastar cerca de R$ 25 mil por seis dias de curso podem recorrer à prestigiada IMD Business School. As aulas são na sede, na Suíça, ou nos Estados Unidos. Voltado para a gestão de inovação e estratégia, o programa se propõe a fazer os alunos a vivenciarem situações que levem à inovação, afirma Bill Fischer, professor de gestão da inovação da IMD. Entre outros temas, o curso aborda gestão eficaz, dinâmica das cadeias de valor, aceleração da comercialização de mercados e ideias inovadoras.
Por Eduardo Belo | Para o Valor, de São Paulo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

UFOPA anuncia doutorado em parceria com a Unicamp


O reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Prof. Dr. José Seixas Lourenço, anunciou nesta terça-feira, dia 22, a consolidação de parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp), a qual irá possibilitar a oferta de Doutorado Interinstitucional (Dinter) voltado para a grande área da Educação. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa, concedida na Reitoria da UFOPA, no Campus Tapajós, em Santarém. Participaram da coletiva o coordenador do programa, Prof. Dr. Anselmo Colares; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação Tecnológica, em exercício, Prof. Dr. Ricardo Bezerra, e a diretora do Instituto de Ciências da Educação (ICED), Profa. Solange Ximenes. Com a parceria, será atendido grande anseio da comunidade docente da área das Ciências da Educação da UFOPA por cursos de pós-graduação stricto sensu.
O Dinter, conhecido também como “casadinho”, terá duração de quatro anos; os aprovados no processo de seleção, que deverá ser realizado durante o mês de junho, cursarão as disciplinas em Santarém, na UFOPA, durante o 2° semestre de 2012 e 1° semestre de 2013. Após esta etapa, o pesquisador deverá deslocar-se até a cidade de Campinas, onde terá a vivência dos grupos de pesquisa da Unicamp. Esta fase de preparação do pesquisador terá a duração de um ano e, ao término dela, o pesquisador voltará a Santarém para a conclusão de sua tese de doutorado.
O edital com as diretrizes do processo seletivo do curso será publicado pela Unicamp ainda neste mês. Ao todo serão ofertadas 20 vagas, distribuídas em três linhas de pesquisa: “História e Filosofia em Educação”; “Políticas de Educação e Sistemas Educacionais”; e “Ensino e Práticas Culturais”. Como é exigência deste tipo de parceria que os beneficiados sejam os próprios professores da instituição, inicialmente as 20 vagas deverão ser preenchidas pelo corpo docente da UFOPA. “Estamos discutindo a possibilidade de outros docentes poderem participar do processo de seleção; no entanto, temos um número de 50 professores da UFOPA interessados no curso”, informa o coordenador.
Demanda histórica
A necessidade de formação continuada para os professores formados em experiências de interiorização, em Santarém, é histórica. De acordo com Anselmo Colares, há uma demanda que se prolonga desde a década de 1980, quando foram ofertados os primeiros cursos de licenciatura. “Essas pessoas que se formaram em licenciatura e permaneceram aqui não passaram do nível da especialização. Alguns dos doutores que aqui encontramos buscaram sua formação em outras cidades, e alguns não voltaram. Ou seja, este Dinter em Educação é de grande importância estratégica para a região e para a universidade, pois a partir dele poderemos alcançar a independência, com a criação do nosso programa de pós-graduação em Educação, atendendo esta demanda antiga por pós-graduação stricto sensu”, destaca.
Foi com o intuito de superar estas e outras desigualdades educacionais históricas, vividas pela população do interior da Amazônia, que, da união das unidades da UFPA e da UFRA no Oeste do Pará, surgiu a UFOPA, um marco no que se refere ao ensino superior público na região Amazônica. “Para se ter uma ideia da velocidade com que a UFOPA está se consolidando: estamos caminhando para superar o nível de doutores da UFRA, uma das instituições que nos deram origem. Em apenas dois anos alcançamos a marca de 240 doutores, a UFRA tem 250, e com a realização de mais de 100 concursos para professor adjunto da UFOPA, daremos um salto que superará a instituição que nos deu origem”, salienta o reitor.
Talita Baena – Comunicação/UFOPA
23/5/2012