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quinta-feira, 26 de julho de 2018

UFPA sedia Reunião do Conselho Pleno da Andifes




debate andifes


Um dos principais fóruns da Educação Superior no Brasil ocorre em Belém, nestas quinta e sexta-feira, 26 e 27 de julho de 2018. A Universidade Federal do Pará (UFPA) será a anfitriã da 172ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que congregará reitores, vice-reitores e gestores de 65 universidades e centros federais de todo o Brasil, além de convidados que discutirão temáticas e políticas voltadas para o fortalecimento do Ensino, da Pesquisa e da Extensão. A reunião será realizada no Hotel Princesa Louçã.


Na pauta da reunião estão questões que impactam diretamente o desenvolvimento de políticas continuadas para o Ensino Superior, tal como estabelecer proposições para a garantia de investimentos públicos em Ciência, Tecnologia e Inovação. Um dos pontos que serão discutidos, por exemplo, será um estudo sobre indicadores para as Universidade Federais, desenvolvido pelo Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração (Forplad).


Como convidado, participará o Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior(Capes), Abílio Baeta Neves, que esteve em Belém, em junho deste ano, para lançar dois editais inéditos para o fomento da pós-graduação na Amazônia (Leia mais aqui). Estarão presentes também o Secretário Federal de Controle Interno, Antônio Carlos Bezerra Leonel, do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União, e Kleber de Melo Morais, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), rede que integra os 50 Hospitais Universitários Federais hoje existentes.


Na ocasião da Reunião do Conselho, os dirigentes também receberão dois pré-candidatos à Presidência da República. A proposta é apresentar o documento “Educação para a Democracia e o Desenvolvimento”, redigido e recentemente divulgado pela Andifes, e que é direcionado aos presidenciáveis e à sociedade brasileira como um todo.


No documento, a Andifes defende a consolidação das Universidades Federais como patrimônio público, destacando como elas geram impactos diretos e indiretos em diversos contextos sociais. São, portanto, ambiências estratégicas para a construção de um projeto de país soberano, plural e promotor de cidadania e dignidade para seu povo, como preveem os princípios constitucionais.


Diante do presente cenário político nacional e internacional, tem sido demandado cada vez mais que a atuação das Universidades seja articulada e integrada por meio de projetos e iniciativas conjuntas e em rede. A Andifes é um desses espaços que possibilita congregar as instituições para a proposição de ações orientadas, otimizadas e com maior raio de abrangência e inserção social.


Outra proposta que visa congregar esforços das Universidades e que será discutida na reunião, é a formação de uma Rede Universitária de Cinema. O foco é fomentar a criação de salas de cinema em todo o Brasil, dentro das Instituições de Ensino Superior, para o fortalecimento de circuitos alternativos, incentivo a produções cinematográficas pelas Universidades, formação de públicos e aproximação com diferentes setores sociais. Para participar da discussão dessa proposta, estará presente na reunião a diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Débora Ivanov, além de professores e pesquisadores da área.


Ao final da reunião haverá, ainda, o processo de transição da Diretoria Executiva da Andifes, atualmente presidida pelo reitor da UFPA, Emmanuel Zagury Tourinho. Após a apresentação de candidaturas de chapas, será feita a eleição e tomará posse a nova Diretoria da Associação.


Sobre a Andifes - A Andifes foi criada em 1989, reunindo os reitores das Universidades Federais com o objetivo de atuar na avaliação, proposição e desenvolvimento de políticas públicas para o Ensino Superior. Além de uma atuação política junto às agências de fomento e órgãos públicos e privados, a Associação possui iniciativas próprias voltadas para a maior interação e integração entre as instituições, a publicação da produção científica das Universidades e a realização de estudos estratégicos, como a V Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais, coordenada pela Andifes e o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace). A coleta de dados foi feita em todo Brasil no primeiro semestre de 2018, e os resultados deverão ser divulgados em fevereiro de 2019.


Texto: Divulgação Andifes

Arte: Divulgação

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sem Lula eleição de 2018 perde referencial, dizem pesquisadores

Não há herdeiro automático dos votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura presidencial em 2018 pode ser impugnada por motivos judiciais. Dirigentes de institutos de pesquisa ouvidos pelo Valor são cautelosos em traçar cenários para a eleição sem Lula entre os candidatos.

Pedro Ladeira/Folhapress


De maneira geral, a ex-senadora Marina Silva (Rede), terceira colocada na maioria das sondagens leva ligeira vantagem, mas o que tende a crescer, no primeiro momento, é a taxa de indecisos e de eleitores que declaram intenção de votar nulo ou em branco, possível sinal de aumento da desilusão com a política. "Poderá ser a eleição mais enigmática desde a redemocratização", resume Márcia Cavallari, do Ibope Inteligência. 

"Se Lula não for candidato, a gente vai entrar[no período eleitoral sem saber absolutamente nada. Vai descobrindo no curso da campanha", completa. Lula foi condenado por corrupção passiva na semana passada, em sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba. Se a condenação for confirmada pela segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o petista está fora das eleições pela lei da ficha limpa. Não há previsão segura sobre quando sobre quando o TRF4 baterá o martelo. 

A pesquisa eleitoral face a face mais recente é do Datafolha, de 21 a 23 de junho. Lula lidera isolado todas as simulações de primeiro turno com até 30%. É o dobro de Marina ou Jair Bolsonaro (PSC), empatados na segunda colocação. O Datafolha fez simulações sem oferecer a opção Lula no rol de candidatos. Marina sobe sete pontos e alcança 22%. No levantamento com margem de erro de dois pontos, Bolsonaro varia de 15% para 16%. As simulações trazem o nome do exministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (sem partido), que vai de 11% para 12%. Geraldo Alckmin (PSDB) e demais candidatos não saem do lugar ou também variam só um ponto. 

Não há teste comparável com o nome do tucano João Doria. Tido como possível herdeiro dos votos de Lula, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) marca 9% quando aparece na disputa sem ter o petista como rival. Ele alcança 7% na simulação em que disputa contra Lula. Tanto Ciro quanto Marina foram ministros de Lula. A ex-senadora ficou na Esplanada entre 2003 e 2008 e o pedetista entre 2003 e 2006. No PT, a alternativa a Lula que foi testada em pesquisas foi a do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que no Datafolha conseguiu 3%. 

De todas as mudanças, a diferença numericamente mais relevante é a da negação do voto (indecisos mais branco, nulo e nenhum). Um salto de dez pontos: 16% para 26%. "O evento mais importante [com a ausência de Lula] é o vácuo político", diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. Márcia Cavallari faz avaliação parecida: "Sem Lula fica um campo aberto. 

Abre espaço para o surgimento de novas candidaturas". A mera comparação de pesquisas com e sem o nome de Lula tem limitações para análise do que pode ocorrer caso a condenação do petista seja confirmada. Nenhum instituto tem condições de medir qual seria o impacto político da decisão jurídica que, no limite, pode levar o petista para a cadeia. 

O presidente da empresa Ideia Big Data, Maurício Moura, avalia que a ausência de Lula abriria espaço para o que ele chama de candidatura de centro. "Sem Lula, tende a ser uma eleição bem menos polarizada". Figuras como Doria e Bolsonaro perderiam fôlego, já que são mais identificados como antagonistas do petista, opina. Para Paulino, não é desprezível a hipótese de uma confirmação da condenação valorizar o peso político de Lula. "Ele passou pelo mensalão e se reelegeu em 2006. Passou pelo farto noticiário negativo da Lava-Jato e permanece em primeiro, com 30%. Se for condenado [pelo TRF4], pode ser identificado como vítima, o perseguido. Ainda mais porque é visto como opositor de um governo tão impopular.

Por Ricardo Mendonça | De São Paulo
Valor