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domingo, 31 de julho de 2011

Pará, Economia: caravana incentiva exportação


Como diversificar e aumentar a pauta de exportação no Pará, levando em consideração a diversidade de produtos regionais? Essa e outras questões são objeto do projeto Caravana do Comércio Exterior, realizado em parceria pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), governo estadual, Sebrae/PA, além de diversas entidades empresariais locais.

A finalidade é fomentar, através da informação, a inclusão de novos produtos na pauta de exportação paraense, que se mantém em sua maioria voltada para produtos minerais, madeira, peixes, pimenta-do-reino e poucas frutas regionais, apesar da diversidade de sabores. O primeiro município visitado pela caravana será Santarém, polo de desenvolvimento da região do Baixo-Amazonas e um dos principais produtores do Estado.

O potencial econômico dos municípios paraenses é algo latente, mas que precisa ser estimulado com foco na diversificação da pauta de exportação. Os produtos tradicionais como a madeira, sucos de frutas, peixes, e a pimenta do reino, mesmo apresentando bons resultados no primeiro semestre de 2010, tiveram uma significativa redução na participação da pauta de exportação.
De janeiro a junho de 2007, a madeira, por exemplo, tinha uma participação de 11,16% na pauta. No ano passado, a importância deste produto para as exportações paraenses ficou em 4,41%, e, nos seis primeiros meses de 2011, caiu para 2,48%.

SANTARÉM

No primeiro semestre deste ano, Santarém ficou na 13ª posição entre aqueles que contribuíram para o saldo da balança comercial paraense. Nesse mesmo período, o valor exportado de Santarém ficou em US$ 30.434 milhões e as importações foram de US$ 138 mil. Madeira e soja foram os dois principais produtos que apresentaram os melhores resultados.

SETORES

Em 2010, Santarém exportou US$ 83 milhões, dos quais cerca de 50% foram referentes às vendas de soja e a outra metade do setor madeireiro. Constatou-se que é preciso fortalecer estes dois setores na pauta de exportação. No entanto, também é necessário estimular outras cadeias produtivas no município, para que a economia não fique concentrada e nem vulnerável aos impactos que estas duas atividades possam vir a sofrer.

A expectativa da Fiepa é que a caravana, ao disseminar a promoção da cultura exportadora, estimule a produção nas diversas regiões do Estado, diversificando e fortalecendo a economia paraense.

De uma forma objetiva, a caravana promoverá acesso às informações acerca das políticas, das ações e da estrutura do comércio exterior, além de disseminar o conhecimento dos instrumentos de apoio e estímulo, dos mecanismos de financiamento do intercâmbio comercial brasileiro e da realidade paraense.
(Diário do Pará)

sábado, 3 de outubro de 2009

Descoberta de novos blogs - "En la diversidad está el gusto", decia el filósofo

Ontem, já muito tarde pelas tantas da madrugada, acessei o "Blog do Enriquez" para refletir por que o bafômetro da blitz, “familiar” não conseguiu detectar, nem a quantidade de cervejas ingeridas, nem menos ainda a marca. Claro elas pensaram que eram cervejas, quando na verdade era apenas uma meia dúzia de chopes, daqueles do Bar Brasília.

Lá estava eu com um dos autores de um blog muito interessante, que recomendo: o Blog do Flanar, assim mesmo Flanar. Ele, de entrada se define como diverso e vc confirma essa afinidade com o diverso, mas sempre com novas matérias e comentários inteligentes. Não podia ser de outra forma, Itajaí de albuquerque é quem alimenta o Flanar e nos oferece um momento de distração e um pouco de cultura, que nunca faz mal. Mas, o que significa Flanar? Veja o que outro blog o Blog Flanagem define esse verbo pouco aceito nos dicionários da língua da “Real Academia da língua Portuguesa” (se essa mesmo existe, como existe “La Real Academia de la Lengua Española”).

"Flanar! Aí está um verbo universal sem entrada nos dicionários, que não pertence a nenhuma língua! Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinhadas alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti de casaca aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja...
É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. Do alto de uma janela, como Paul Adam, admira o caleidoscópio da vida no epítome delirante que é a rua; à porta do café, como Poe no homem das multidões, dedica-se ao exercício de adivinhar as profissões, as preocupações e até os crimes dos transeuntes".

JOÃO DO RIO. A Alma encantadora das ruas. Crônicas. organização: Raúl Antelo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. pp. 31-32.

Na cultura chilena existe um princípio ético de reciprocidade entre os que se dedicam a esta absurda tarefa de alimentar um filho, chamado BLOG: "tu me lees, yo te leo".

Acesse o Blog Flanar aqui