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domingo, 14 de abril de 2013

Pará. A maldição dos recursos


Mais recursos para agricultura no Pará, mas a crise só se agrava


O caminho do inferno está cheio de boas intenções. Não adianta falar que a crise da agricultura paraense é só sazonal. A realidade mostra que o drama é alarmante. 

A crise da cadeia produtiva do cacau é mais um exemplo, a farinha é outro, a relação entre a produção do peixe e o mercado é a maior perversidade que existe no pará. 

Ninguém toma conta da agricultura familiar, o dendê está ocupando o mato, onde se plantava farinha, hoje se cultiva dendê. Os pobres vendem suas terras para às grandes empresas que cultivam dendê e a produção da farinha está caindo dramaticamente. 

A cadeia produtiva do açaí  também está em crise, é um produto inexistente na mesa dos paraenses. As explicações são muitas, muita teoria que já não encaixa bem na complexa realidade da agricultura paraense. 

Pará sofre da Teoria da Maldição dos Recursos. Estudo do Banco Mundial publicado no Brasil chama a atenção para um velho fantasma da economia do desenvolvimento: a maldição dos recursos naturais (Sinnott, Nash e de la Torre, 2010).

O problema é falta de  uma política para a agricultura, não é crédito, nem recursos. O que precisa ser feito é saber integrar os verdadeiros atores do setor do agronegócio, em uma concepção moderna, que não privilegie apenas os grandes produtores, que valorize as cadeias produtivas que atendam as demandas das comunidades mais carentes do Estado. 

Tal vez seria necessário que os que estão no comando das políticas públicas do setor, não pensassem apenas no seu próprio interesse particular e mais no interesse público. 

A SITUAÇÃO DO CACAU. O VERDADEIRO EXEMPLO DA CRISE DA MAIORIA DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO PARÁ.


VEJA A INFORMAÇÃO DO GOVERNO SOBRE O TEMA E ACOMPANHE OS DADOS DO COLAPSO DA AGRICULTURA. 

O avanço nas negociações de uma nova política para a lavoura cacaueira no país levou representantes dos dois maiores produtores de cacau brasileiros a uma audiência, em Brasília (Distrito Federal), com Gerardo Fonteles, novo secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os secretários de Agricultura do Pará, Hildegardo Nunes, e da Bahia, Eduardo Salles, fazem parte do grupo executivo que estuda alternativas para solucionar a crise no setor. O grupo também é formado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O objetivo da reunião foi informar à equipe do novo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, as alternativas para solucionar a crise no setor cacaueiro, que já provocou uma queda de 42% no preço da amêndoa seca. “Queremos isonomia e competitividade para os produtores brasileiros, que se sentem desvalorizados em relação aos produtores de fora”, disse Hildegardo Nunes. Hoje, o Brasil importa em torno de 100 mil toneladas de amêndoas, pagando um preço maior que o praticado no mercado interno.

Gerardo Fontelles informou que já tinha conhecimento da pauta do cacau e sobre alguns encaminhamentos já feitos, como os protocolos sanitários para a importação do cacau e o estudo dos impactos na política de comércio exterior e preços mínimos. Reuniões mensais serão realizadas no Mapa para dar andamento à nova política nacional do cacau.

O secretário Hildegardo Nunes também participou de audiência no Ministério da Integração Nacional com o secretário de Desenvolvimento Regional, Sergio de Castro, que virá a Belém no próximo dia 16 (terça-feira) para se reunir com prefeitos do Marajó, na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Sergio Castro garantiu o repasse de R$ 30 milhões neste ano e em 2014, numa parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). O recurso será aplicado no melhoramento das cadeias produtivas da mandioca e do açaí, por meio da capacitação de produtores, gerenciamento e estruturação da produção, com a compra de máquinas e equipamentos para desenvolver o processo produtivo.

Agência Pará Notícias


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Tomates caros, só aqui, no Círculo Polar Ártico já se produzem mais baratos.


Tomates e morangos em plena Groenlândia



No Círculo Ártico, um "chef" está cultivando verduras, legumes e ervas – batata, tomilho, tomate, pimentão – mais condizentes com uma horta suburbana em zona temperada do que com uma terra de aurora boreal, geleiras e bois-almiscarados.

Alguns caçadores inuit (grupo étnico conhecido como esquimó, termo atualmente rejeitado por seus membros) estão encontrando renas mais gordas do que nunca, graças à intensificação da pastagem nessa tundra congelada, e, para algumas, não é mais preciso caminhar horas para encontrar ervas silvestres.

Bem-vindo à mudança climática da Groenlândia, onde os nativos dizem que verões mais longos e mais quentes permitem prever que o país conseguirá cultivar produtos agrícolas impensáveis anos atrás.

"As coisas estão simplesmente crescendo mais rápido", disse Kim Ernst, o "chef" dinamarquês do Restaurante Roklubben, situado à beira de um lago congelado perto de uma antiga base militar americana da Guerra Fria.

"Todo ano experimentamos coisas novas", disse Ernst, que até conseguiu cultivar um punhado de morangos, servidos a alguns surpresos membros de casa real escandinava. "Vim aqui pela primeira vez em 1999, e ninguém teria sonhado em fazer isso. Mas agora os dias de verão parecem mais quentes e mais compridos."

A temperatura era de 20 graus Celsius negativos em março, mas havia sol e o ar estava parado, dando quase uma sensação de primavera. Ernst mostrou sua estufa e um jardim de inverno ao ar livre onde, dentro de alguns meses, as plantas poderão voltar a brotar.

Centenas de quilômetros ao sul, alguns agricultores produzem feno, e as fazendas de criação de ovelhas aumentaram de tamanho. Alguns supermercados da capital, Nuuk, vendem verduras produzidas localmente durante o verão.

A produção agrícola comercial de peso ainda está engatinhando. Mas o que atesta a mudança é o fato de o governo da Groenlândia ter formado uma comissão este ano para estudar como a mudança climática pode ajudar os agricultores a aumentar a produção agrícola e a substituir os onerosos alimentos importados.

A mudança já está em curso. A produção de batata cultivada comercialmente no sul da Groenlândia alcançou mais de 100 toneladas em 2012, o dobro da safra de 2008. A produção de verduras da região deverá duplicar este ano em relação a 2012, segundo o governo.

Alguns políticos esperam que o aquecimento global permita que o país, cujo território equivale a um quarto do dos EUA, reduza sua dependência da antiga metrópole colonial, a Dinamarca, para obter boa parte de seus alimentos, num momento em que os partidos políticos pressionam pela plena independência.

A Groenlândia, que é autogerida, exceto em questões de defesa e segurança, depende de uma subvenção anual da Dinamarca de cerca de US$ 600 milhões, ou metade do orçamento anual da ilha. Mas o derretimento de suas enormes placas de gelo impulsionou a mineração e a exploração de petróleo, além do interesse pela agricultura.

"Prevejo muito desenvolvimento na criação de ovelhas e na agricultura devido ao aquecimento global", disse o premiê Kuupik Kleist, cujo governo é responsável pela formação da comissão. "Essas atividades podem se tornar um complemento importante da nossa economia."

Os nativos adoram contar a primeira vez em que o viking Erik o Vermelho chegou aqui, no século X, e rotulou a ilha coberta de gelo de "Groenlândia" (em inglês "Greenland", "terra verde") a fim de atrair outras pessoas a fixar-se aqui. Há evidências de que o clima era mais quente naquela época, permitindo que os vikings cultivassem produtos agrícolas por cinco séculos, antes de desaparecerem misteriosamente.

A escala dessa nova produção agrícola é minúscula. Há apenas umas poucas dezenas de fazendas de criação de ovelhas no sul da Groenlândia, onde pode se constatar a maior parte do impacto da mudança climática. O número de vacas pode chegar a menos que cem. Mas com os 57 mil habitantes, principalmente inuit, o número de bocas a alimentar também é pequeno.

"É preciso pôr a questão em perspectiva. Éramos do Alto Ártico e agora somos mais subárticos", disse Kenneth Hoegh, agrônomo e ex-alto assessor do governo. "Mas somos árticos, de qualquer maneira."

O simbolismo é enorme, no entanto, e chama a atenção para um clima mundial em mudança que presenciou uma alta de temperatura no Ártico equivalente a quase o dobro da média mundial – cerca de 0,8° Celsius desde a era pré-industrial. "Há atualmente áreas enormes no sul da Groenlândia em que se podem cultivar plantas", disse Josephine Nymand, cientista do Instituto de Recursos Naturais da Groenlândia em Nuuk. "A batata foi a mais beneficiada. O repolho também tem sido muito bem-sucedido."

Sten Erik Langstrup Pedersen, que administra uma fazenda de produtos orgânicos num fiorde próximo a Nuuk, cultivou batata pela primeira vez em 1976. Agora ele consegue plantar as safras com duas semanas de antecedência em maio e colher com três semanas de atraso em outubro, em comparação a mais de uma década atrás. Ele cultiva 23 tipos de verduras e legumes, comparativamente aos 15 de dez anos atrás, entre os quais feijão, ervilha, ervas e morango. Diz ter vendido morangos para restaurantes de primeira linha de Copenhagen. Mas Pedersen está cético quanto ao grau de penetração dessa prática. "Os groenlandeses são impacientes. Se veem uma foca, querem caçá-la imediatamente. Nunca conseguirão esperar que as verduras cresçam."

Mesmo assim, há potencial. Hoegh estima que a Groenlândia poderá atender metade de suas necessidades de alimentos com produtos agrícolas cultivados no país, que teriam boas condições de competir com produtos importados da Dinamarca, mais caros. Mas a mudança global não traz só benefícios. Embora os verões estejam mais quentes, chove menos. Alguns especialistas dizem que a Groenlândia poderá em breve precisar de obras de irrigação – coisa irônica para um país de gelo e lagos. "Tivemos verões secos nos últimos anos", disse Aqqalooraq Frederiksen, alto assessor agrícola do sul da Groenlândia, que disse que uma primavera tardia, no ano passado, prejudicou a safra de batata.

No Círculo Ártico, uma enchente-relâmpago ocorrida no verão passado, arrancou a única ponte que ligava o restaurante de Ernst ao aeroporto. Ao que se suspeita, o desastre foi provocado pela água resultante do degelo das geleiras – atribuído, por alguns locais daqui, ao clima quente. A destruição ocorreu justamente no meio da temporada de turismo, e o restaurante perdeu milhares de dólares.

O incidente foi um deplorável lembrete de que o aquecimento global trará seus problemas. Mesmo assim, para Pedersen e seu fiorde em Nuuk, o futuro parece bom. "Quanto mais quente, melhor. Para mim", disse Pedersen..

Por Redação Publicado em: abril 1, 2013 Categorias: Valor
(Tradução de Rachel Warszawski)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A economia é burra e o Porta voz oficial do Governo endossa

As verdadeiras razões para as filas nos portos

Melhor rir para não chorar. Agora quem tem a culpa da falta de logística no Brasil, são os produtores de soja, os mesmos que o governo apoia distorcendo o modelo econômico brasileiro. Contribuindo com a desindustrialização e, o que é mais dramático a reprimarização da economia. 

Veja artigo do Zé Dirceu, porta voz da Presidenta Dilma.  

Chamo a atenção para uma notícia importante que ajuda a corrigir análises distorcidas sobre a infraestrutura dos portos brasileiros. A Folha de S.Paulo informa que um dos principais motivos do gargalo verificado recentemente nos portos vem do recorde das exportações de soja e milho.


No primeiro trimestre, essas exportações saltaram 48% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 12,1 milhões de toneladas.


O volume só não foi maior porque houve queda no ritmo da colheita de soja, que exportou 29% a menos. Mas as vendas externas de milho cresceram 421%, com 7,3 milhões de toneladas.


O milho já ocupa a quarta posição nas receitas com exportações neste ano. Junto com a soja, rendeu US$ 4,5 bilhões neste ano, 25% mais do que no primeiro trimestre de 2012.


O aumento das vendas de açúcar em bruto e refinado também ajudou a congestionar as estradas e os portos. O volume passou de 3,6 milhões de toneladas para 6 milhões de toneladas.


Isso explica as filas e os problemas nos portos, que, mesmo assim, deram conta dessa explosão de exportação. Ou seja, a explicação das filas não está no colapso da infraestrutura e no apagão , como diz a oposição nos seus diferentes porta-vozes: comentaristas de TV, convidados para programas da GloboNews, jornalistas, editoriais, senadores e deputados do PSDB e por aí vamos...

ZÉ Dirceu. Porta voz oficial do Governo Federal. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Não é bem assim, mas interessante ler


Para onde vamos?


- Nicias Ribeiro
- Engenheiro eletrônico
-nicias@uol.com.br

No inicio do ano passado o Ministro Guido Mantega, da Fazenda, anunciou que a economia brasileira teria, em 2012, um crescimento entre 4% e 4,5%. Passados alguns meses, S. Exa. mudou o discurso e disse que o crescimento da nossa economia ficaria entre 3% e 4%. Em meados de 2.012, novamente mudou o discurso e anunciou que, devido a crise na União Européia, o Brasil teria um crescimento em torno de 2,5%. Em setembro, reduziu o seu prognostico para mais ou menos 2%. Agora, na ultima quinta-feira, o IBGE anunciou que, em 2012, o crescimento da nossa economia foi de apenas 0,9%.

Como o Ministro da Fazenda poderá explicar à nossa “Presidenta” e à Nação esse pífio desempenho da nossa economia, considerando, principalmente, a diminuição dos juros pelo Banco Central e a redução do IPI na compra de veículos, fogões, geladeiras e outros produtos, como formula de estimular, mais ainda, o consumo? Como justificar esse baixo crescimento do PIB (produto interno bruto) e uma inflação de quase 6%, portanto, acima da meta?

Sinceramente espero que o Ministro Mantega não diga que esse “pibinho”, como disse a presidente Dilma, seja em razão da crise europeia, uma vez que será difícil explicar o fato do PIB do México, cuja economia é industrializada e não ser grande exportador de commodities, ter crescido 3,9% com uma inflação de 3,2%. E o Perú, cujo PIB cresceu 6,5% com uma inflação de 2,7%? O Chile que cresceu 5,6% com uma inflação de 1,8%? E a Colômbia, que cresceu 3,4% com uma inflação de 2%? Isto sem falar na Venezuela que teve um crescimento maior que o Brasil, apesar de estar com uma altíssima inflação e até sem governo.

O que houve com o Brasil em 2012? Será que a revista inglesa The Economist estava certa em sugerir a demissão do ministro Mantega? Ou será que a culpa é do conjunto do governo que, em vez de investir maciçamente na produção, optou erroneamente em incentivar, mais uma vez, o aumento do consumo da população?

Não sou economista. Contudo, acredito que a maior lição para o enfrentamento de crises foi dada pelo saudoso presidente Franklin Delano Roosevelt, dos EUA, quando enfrentou a grande depressão econômica de 1929. E o caminho trilhado por aquele estadista, foi investir maciçamente com recursos públicos na produção, obviamente, que em projetos de alta rotatividade e de rápido retorno.

Infelizmente o Brasil seguiu o caminho inverso. Em vez de apressar, por exemplo, a conclusão das obras de pavimentação de rodovias como a Cuiabá - Santarém (BR – 163) e Transamazônica (BR-230) que, aliás, integram o PAC I, estimulou novamente o consumo, como se as necessidades básicas de consumo da população não tivesse sido exauridas em 2008/2009, quando se utilizou dessa estratégia para enfrentar aquela crise de liquidez, que teve origem nos EUA.

Hoje, o Brasil convive com juros relativamente baixos, baixos índices de desemprego, reduziu-se os tributos de determinados bens de consumo e a nossa economia não deslanchou, o que prova o erro de estratégia. Agora a presidente Dilma anuncia, em Paris, a construção de 800 aeroportos, o que por si só é um absurdo e que bem demonstra o desespero do governo. Privatiza-se os aeroportos de Guarulhos, Campinas, Brasília, Galeão, Confins e outros. Edita-se Medida Provisória visando a modernização dos nossos portos, via privatização ou concessão. Anuncia-se novas regras de concessão ou de privatização de rodovias e ferrovias e assim por diante. Enquanto isso, apesar das Eclusas de Tucuruí terem sido inauguradas, ainda, no governo Lula, a hidrovia do Tocantins é subutilizada, porque, até agora, não foi feita a derrocagem do pedral do Lourenço, no município de Itupiranga. Isso tudo, sem falarmos na transposição das águas do rio S. Francisco para irrigar o semi-árido nordestino, cujas obras, aliás, se arrastam desde o ínicio do primeiro governo Lula. E a siderúrgica de Marabá. Vai ou não vai? E as refinarias de petróleo de Pernambuco e do Maranhão, que estão em obras desde o governo Lula e cuja demora obriga a Petrobrás a importar mais e mais óleo diesel, caríssimo, para alimentar as termoelétricas que geram energia elétrica no Brasil? Ai, perguntamos: O que queremos? Para onde vamos?...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Hildegardo Nunes se encontra com ministro em Brasília




O Secretário Estadual de Agricultura, Hildegardo  Nunes, teve audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, nesta terça feira (1), em Brasília. A partir dos entendimentos preliminares que o ministro teve com o governador Simão Jatene, quando lançou em Belém o Plano Safra durante o Frutal e Flor Pará, Hildegardo Nunes vai saber quais as ações que fecharão a parceria entre o MDA e o governo do Estado.

Hildegardo Nunes vai analisar que ações do MDA mais se moldam à política agrícola proposta pelo governo do Estado, no sentido de apoiar o fortalecimento da agricultura familiar no Pará. A atuação da parceria será nas áreas da regulamentação fundiária, infraestrutura e fomento para os agricultores dentro e fora das áreas de assentamento.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Brasil se destacou por iniciativas sustentáveis, diz estudo do Pnud


Brasil, Colômbia e Peru são países da América Latina que se destacam por suas iniciativas para agregar valor econômico aos seus ecossistemas, considerados entre os mais ricos em biodiversidade do mundo, apontou um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O Brasil diminuiu em 70% o desmatamento na Região Amazônica em um período de cinco anos. Já a Colômbia tem 40% de seu território composto por áreas de proteção ambiental, destacou nesta segunda-feira, na capital do Peru, Lima, a conselheira do Pnud, Emma Torres.
Outro ponto positivo, apontou Emma, foi o manejo sustentável da pesca da anchova do Peru, onde cada embarcação tem uma cota de captura do pescado, o principal produto de pesca do país.

“A região precisa crescer, como vem fazendo, mas isso precisa acontecer com práticas mais sustentáveis em suas atividades econômicas”, disse a conselheira durante a apresentação do relatório “América Latina e Caribe: Uma Superpotência da Biodiversidade”.

O documento assinalou que os principais custos de práticas não-sustentáveis são uma menor produtividade, subsídios perversos, perda de receita para o setor público e aumento de gastos futuros para remediar o colapso da biodiversidade.

Entre os benefícios do desenvolvimento sustentável, estão a rentabilidade financeira por maior produtividade e o pagamento de serviços ambientais, além da expansão do emprego, oportunidades em novos mercados verdes e a diminuição de danos causados por desastres ambientais.

A América Latina e o Caribe abrigam seis dos países com maior diversidade do mundo: Brasil, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela, e conta com a área de maior diversidade natural do planeta, a Floresta Amazônica.

O documento destacou ainda as vantagens da agricultura orgânica: a produção de café na Nicarágua elevou a receita dos plantadores em 40%; em Honduras, a produção de milho aumentou 1,9 toneladas ao ano; e no México, a produtividade do milho cresceu 47%.
Durante a apresentação, o ministro de Produção do Peru, Kurt Borneo, afirmou que é preciso buscar o desenvolvimento social e que é preferível ter um ritmo de crescimento mais moderado e com sustentabilidade dos recursos.
(Fonte: Portal iG)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FAO anuncia os 6 candidatos a dirigir o organismo, um brasileiro está na luta


Roma, 1 fev (EFE.- Os nomes dos seis candidatos ao posto de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação das Nações Unidas (FAO) foram anunciados nesta terça-feira, segundo uma nota da organização.

Os 191 países-membros da FAO apresentaram os candidatos para direção-geral dessa agência da ONU, que será eleito em junho de 2011, anunciou nesta terça a organização.

A eleição do novo diretor-geral será feita por voto secreto no início do 37º período de sessões da Conferência da FAO, que será realizada em Roma de 25 de junho a 2 de julho, acrescenta a nota.
Os eleitores são os 191 países-membros da organização e o dia 31 de janeiro foi a data limite para registro das candidaturas.

Os seis candidatos, designados por seus Governos, são: Franz Fischler (Áustria), José Graziano da Silva (Brasil), Indroyono Soesilo (Indonésia), Mohammad Saeid Noori Naeini (República Islâmica do Irã), Abdul Latif Rashid (Iraque), e Miguel Ángel Moratinos Cuyaubé (Espanha).

O próximo diretor-geral da organização da ONU será designado para cumprir o período de 1º de janeiro de 2012 a 31 de julho de 2015.

Pelas regras do organismo, o diretor-geral da FAO poderá ser eleito para cumprir um único mandato adicional de quatro anos.

As regras sobre a duração dos mandatos e a reeleição foram alteradas na 36ª período de sessões da Conferência da FAO, em novembro de 2009, no processo de renovação da agência das Nações Unidas.
O novo chefe da FAO será eleito por maioria de votos. Cada país terá um voto e a votação é secreta. O novo diretor-geral seguirá a Jacques Diouf, do Senegal, que está interino desde 1994.

EFE cps/dm

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mais do Brasil Real - Cerca de 30% dos domicílios brasileiros sofrem com algum grau de restrição alimentar

Aproximadamente 30% dos domicílios brasileiros não têm acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. É o que mostra levantamento suplementar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado nesta sexta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


A pesquisa, relativa a 2009, analisou 58,6 milhões de domicílios particulares no país. Desse total, 17,7 milhões (30,2%) apresentam algum grau de insegurança alimentar, o que representa um total de 65,6 milhões de pessoas. Em 2004, a proporção era de 34,9%.

Entre esses domicílios mencionados acima, 18,7% (ou 11 milhões de lares) apresentam situação de insegurança alimentar leve; 6,5% (3,8 milhões) moderada, e 5% (2,9 milhões) grave. Ao todo, 11,2 milhões de pessoas relataram ter passado fome no período investigado.

Em 2004, as prevalências de domicílios com moradores em situação de insegurança alimentar leve, moderada e grave eram, respectivamente, 18%, 9,9% e 7%. Ou seja, houve redução dos percentuais de restrição moderada e grave.

A pesquisa mostra que a prevalência de insegurança alimentar é maios na área rural do que na urbana. Enquanto 6,2% e 4,6% dos domicílios em área urbana apresentavam níveis moderado e grave, respectivamente, na área rural as proporções foram de 8,6% e 7%.

Situação de segurança alimentar em domicílios particulares segundo as unidadade da Federação (Fonte: IBGE)


Veja o Pará, o nível da sua segurança alimentar está em apenas pouco mais de 50%.