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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

La suma de algunos miedos - PAUL KRUGMAN




La última crisis económica mundial, con todas sus complejidades, tuvo una  causa única y enorme: surgió una burbuja inmensa de vivienda y deuda, tanto en Europa como en Estados Unidos, y cuando ésta se desinfló, la economía mundial le siguió.

La mejor hipótesis es que la próxima recesión también se derivará de una mezcla de problemas, en lugar de tener una sola causa importante. Además,

en el transcurso de unos cuantos meses hemos comenzado a ver cómo podría suceder. No hay ninguna certeza de que una recesión sea inminente, pero algunos de nuestros miedos están comenzando a materializarse.

En este momento, identifico cuatro marcadas amenazas para la economía mundial. China: muchas personas, incluido quien escribe, han venido prediciendo una crisis china desde hace mucho tiempo, pero sigue sin suceder. La economía china tiene un profundo desequilibrio, hay demasiada inversión y muy poco gasto del consumidor, pero el gobierno ha podido alejarse del precipicio una y otra vez impulsando la construcción y ordenando a los bancos que faciliten los créditos al máximo.

Pero, ¿ha llegado finalmente el día del juicio final? Dada la resiliencia pasada de China, es difícil estar seguro. A pesar de ello, los datos recientes sobre la manufactura china parecen  funestos.

Europa: durante varios años tras la recuperación de la crisis del euro, Europa ocultó su debilidad económica subyacente, originada por una población que envejece y la obsesión  de Alemania con los superávits presupuestales. No obstante, su racha de buena suerte  parece estar llegando a su fin, debido a la incertidumbre en torno al Brexit y la crisis en cámara lenta de Italia que debilita la confianza. Como sucede con China, los datos recientes no son halagüeños. Y al igual que China, Europa es un gran actor en la economía mundial, así que sus tropiezos se harán sentir en todos, incluido Estados Unidos, por supuesto.

La guerra comercial: en las últimas décadas las empresas mundiales invirtieron enormes  sumas con base en la creencia de que el proteccionismo de la vieja guardia era una cosa del  pasado. No obstante, Donald Trump no sólo ha impuesto aranceles altos, ha mostrado estar  dispuesto a violar el espíritu, si bien no el texto, de los tratados comerciales existentes. No  hay que ser un doctrinario del libre comercio para creer que esto debe tener un efecto  económico recesivo.

El cierre del gobierno estadounidense: no sólo no se estaba pagando a los trabajadores federales, tampoco a los contratistas, a quienes nunca se les reembolsarán sus pérdidas. Es  muy probable que los cálculos convencionales del costo del cierre sean demasiado bajos,

porque no consideran la afectación que un gobierno que no funciona impondrá en todos los aspectos de la vida.

La buena noticia es que, incluso teniendo en cuenta todas estas negativas en conjunto, no se acercan a reproducir el golpe que la economía mundial recibió con la crisis financiera de  2008. La mala noticia es que no está claro qué puedan hacer o harán los legisladores para responder cuando las cosas salgan mal.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

ACONTECEU HOJE: Confira as principais notícias publicadas nesta 5ª-feira





MERCADO O Ibovespa encerrou em alta de 1,15%, aos 97.677,19 pontos, renovando seu recorde de fechamento pelo segundo dia seguido, com o otimismo diante de declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, prevalecendo no mercado. Investidores seguem confiantes de que o governo fará a reforma da Previdência, o que fez o Ibovespa ter um desempenho melhor do que outros mercados acionário no exterior. Após oscilarem entre perdas e ganhos, os principais índices de ações norte-americanos terminaram o dia mistos em meio aos resultados corporativos e ao temor dos investidores com as negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos. Com isso, o Dow Jones caiu 0,09%, 24.553,24 pontos Composto avançou 0,68%, 7.073,46 pontos e o S&P 500 recuou 0,13%, 2.642,33 pontos. 

O dólar comercial fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 3,7710 para venda, em dia de sessão volátil renovando mínimas e máximas sucessivas em movimento de correção, seguindo o mercado externo, onde o dólar operou em terreno positivo durante todo o pregão e ainda, com a postura de cautela dos investidores à véspera do feriado em São Paulo. Na semana marcada por feriado doméstico e nos Estados Unidos, o dólar subiu 0,34%. As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) encerraram a sessão em alta, em um movimento de ajuste após as quedas recentes e também sob a influência do leilão de títulos públicos, antes do feriado na cidade de São Paulo. Os investidores monitoraram o comportamento do dólar e do exterior, enquanto aguardam novidades sobre as propostas do governo Bolsonaro. Ao final da sessão regular, o DI para janeiro de 2020 ficou com taxa de 6,465%, de 6,445% no ajuste de ontem 7,20%, de 7,18% 8,29% comparação. BRASIL 

GOVERNO: Decreto/Lei de Acesso à Informação diminuirá burocracia - Mourão O decreto assinado hoje pelo presidente em exercício Hamilton Mourão, que altera a Lei de Acesso à Informação (LAI) e permite a classificação de dados do governo como ultrassecretos por servidores comissionados, não atentam contra a liberdade. "O decreto única e exclusivamente diminui a burocracia na hora de desqualificar alguns documentos sigilosos", afirmou Mourão. Documentos classificados como ultrassecretos tornam a informação sigilosa por até 25 anos. 

INFRAESTRUTURA: Governo fará leilão da BR-101/SC até final junho - ministro O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que o edital para concessão da BR-101 em Santa Catarina será lançado nos próximos dias, e que o leilão está previsto para acontecer até o final do primeiro semestre. 

AGRICULTURA: Tabela de frete nunca será justa, diz ministra A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que a tabela de frete rodoviário é um instrumento dispensável no livre mercado e nunca será completamente justa. ELETROBRAS: Após falha em equipamento, Angra 2 é desligada do SIN A Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, desconectou, ontem, a usina nuclear Angra 2 do Sistema Interligado Nacional (SIN), devido a uma falha em um dos transformadores principais do circuito de 500 megawatts (MW) da parte não-nuclear da usina. 

MUNDO EUA: Trump adia discurso do Estado da União após troca de cartas com Pelosi O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vai fazer o discurso do Estados da União no dia 29, como previsto, e que espera realizar o discurso "quando a paralisação parcial do governo acabar". 

RÚSSIA: Governo condena decisão dos EUA sobre Venezuela O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que os acontecimentos na Venezuela "chegaram a um ponto perigoso", que os opositores do presidente Nicolás Maduro escolheram um cenário de "confronto" e que qualquer ação estrangeira no país é "completamente inaceitável". 

DAVOS: Ritmo da desaceleração da China preocupa, diz Lagarde A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a desaceleração da economia da China não preocupa, mas sim seu ritmo, que pode não ser controlado pelas autoridades do país. 

EUA: Senado barra duas propostas para financiar gastos do governo - DJ News Duas propostas rivais para acabar com a paralisação parcial do governo norte-americano fracassaram no Senado, dando continuidade ao impasse sobre a construção de um muro na fronteira sul dos Estados Unidos com o México. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Copyright 2019 - Grupo CMA

segunda-feira, 16 de julho de 2018

MANCHETES: Veja as principais notícias divulgadas até o momento

CMA

São Paulo, 16 de julho de 2018 - Veja as principais notícias divulgadas até o início da tarde: FMI: Projeção de alta do PIB do Brasil em 2018 cai de 2,3% a 1,8% O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,8% este ano, segundo o relatório trimestral de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma forte revisão para baixo ante a expectativa divulgada em abril, que mostrava alta de 2,3%. Para o ano que vem, a projeção ficou inalterada em 2,5%. 

FMI: Projeção de alta do PIB da China fica em 6,6% p/ 2018 e 6,4% p/ 2019 A economia da China deve crescer 6,6% este ano e em 6,4% no ano que vem, segundo relatório trimestral do Fundo Monetário Internacional (FMI) com projeções econômicas mundiais. Os dados não sofreram alteração em relação ao relatório anterior, publicado em abril. 

EUA: Estoques de empresas sobem 0,4% em maio ante abril Os estoques das empresas dos Estados Unidos subiram 0,4% em maio ante abril, para US$ 1,936 trilhão, segundo dados ajustados para efeitos sazonais e divulgados pelo Departamento do Comércio. O dado veio em linha com a previsão dos analistas. Na comparação com maio de 2017, houve aumento de 4,4%. 

FMI: Projeção de alta do PIB mundial fica em 3,9% para 2018 e 2019 O Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 3,9% tanto em 2018 quanto em 2019, após o crescimento de 3,7% registrado em 2017, segundo o relatório trimestral de previsões econômicas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os dados não sofreram alteração na comparação com o relatório anterior, publicado em abril. 

EMBRAER: United Airlines fecha pedido de 25 jatos E175 por US$ 1,1 bilhão A Embraer fechou acordo com a United Airlines para fornecer 25 jatos E175, configurados com 70 assentos, em um contrato avaliado em US$ 1,1 bilhão, com base no preço atual de lista. 

VALE: Produção de minério sobe 5,3% no 2T18 a 96,755 mi t, com novo recorde A produção de minério de ferro da Vale somou 96,755 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano, com alta de 5,3% na comparação com os 91,849 milhões de toneladas verificados um ano antes, e novo recorde. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a produção da commodity subiu 18,1%. 

CHINA: PIB do 2T18 cresce 6,7% ante 2T17 O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,7% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando a meta do governo, que é de manter a expansão perto de 6,5% este ano. Os dados são da agência oficial de estatísticas do país. 

CHINA: Produção industrial cresce 6,0% em junho em base anual A produção industrial da China cresceu 6,0% em junho na comparação com igual período do ano anterior, após a alta de 6,8% registrada em maio, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Copyright 2018 - Grupo CMA

Notícias CMA - FMI: Projeção de alta do PIB do Brasil em 2018 cai de 2,3% a 1,8%



São Paulo, 16 de julho de 2018 - 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,8% este ano, segundo o relatório trimestral de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma forte revisão para baixo ante a expectativa divulgada em abril, que mostrava alta de 2,3%. Para o ano que vem, a projeção ficou inalterada em 2,5%. Em 2017, o crescimento havia sido de 1,0%. 

De acordo com o FMI, a perspectiva moderada reflete perspectivas mais difíceis devido a "efeitos persistentes de greves e incerteza política". Além disso, o real desvalorizou mais de 10% diante de uma recuperação econômica mais fraca do que o esperado e das incertezas políticas. Segundo o FMI, os preços mais altos das commodities continuam a dar suporte aos exportadores de commodities na América Latina. Porém, além das incertezas no Brasil, pesam contra o crescimento da região as condições financeiras mais apertadas e ajustes de política na Argentina e, no México, as tensões comerciais e incertezas prolongadas devido à renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta, em inglês). 

Em coletiva de imprensa, o assessor econômico e diretor do departamento de pesquisa do FMI, Maurice Obstfeld, disse que alguns países da América Latina estão mais expostos que outros às atuais tensões comercias globais. No caso do Brasil, o impacto até agora foi amenizado pelas negociações com o governo dos Estados Unidos para pedir isenção das tarifas do aço e do alumínio. "Provavelmente o país mais exposto, por causa do Nafta, é o México. 

Não sabemos como essas negociações vão acabar", acrescentou. Para ele, se as renegociações derem errado e as cadeias de suprimentos forem quebradas, como no setor automotivo, isso pode ter efeito um mais grave. Ele também elogiou as declarações recentes do novo presidente eleito, Andrés Manuel López Obrador, de manter as políticas econômicas do país. Já as perspectivas para a Venezuela, que enfrenta um colapso dramático na atividade econômica e uma crise humanitária, foram revisadas para baixo, apesar da recuperação dos preços do petróleo, uma vez que a produção da commodity diminuiu drasticamente, diz o relatório do FMI. 

Obstfeld disse, na coletiva, que vê contração econômica de dois dígitos na Venezuela, além de uma hiperinflação. "É difícil definir a extensão do colapso da economia da Venezuela", disse ele, acrescentando que a qualidade dos dados econômicos publicados no país é duvidosa. Cristiana Euclydes / Agência CMA Edição: Pâmela Reis (pamela.reis@cma.com.br) Copyright 2018 - Grupo CMA

quarta-feira, 20 de maio de 2015

'O diabo mora nos detalhes', diz economista sobre acordos com a China

O Estado de S. Paulo


Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, é cética em relação à realização de investimentos na casa de US$ 50 bilhões anunciados pelos chineses no Brasil. Ela não acha que se trata de um episódio "pirotécnico", mas ressalta que uma coisa é a intenção e outra coisa é detalhar como serão feitos os projetos. "O diabo mora nos detalhes. Precisa ver como é que será feito, se isso vai se concretizar mesmo." A seguir, os principais trechos da entrevista.


Como a sra. avalia o anúncio de investimentos chineses no País: tem pirotecnia ou é fato?

Muitas coisas são memorandos de entendimentos, protocolos, acordos de cooperação. Isso significa que você vai detalhar o que é isso. Acho que algumas coisas estejam mais fechadas, mas todos esses US$ 50 e tantos bilhões na realidade ainda vão ter uma outra etapa que é detalhar como será feito esse acordo. Não acho que exista pirotecnia. Acho que há a intenção de fazer. Agora uma coisa é intenção e outra coisa é quando você senta para detalhar como será feito, como será construído. O diabo mora nos detalhes. Tem de olhar para ver se isso vai se concretizar mesmo. Vem para Argentina, para o Brasil, não sei se eles vão fazer todo esse investimento. Não é tão óbvio que vão bancar isso tudo, não. Depende muito das condições. Os chineses são negociadores por excelência. Não é uma coisa que vai cair do dia para noite e acabou, eles vão negociar.

Isso é um risco de não se concretizar?

Não, acho que a China tem interesse em financiar. Algumas coisas eles já fecharam. A China não está fazendo isso só com o Brasil. Fez com a Argentina, depois vão para outros países. Faz parte de uma estratégia mais global deles. De um lado você tem esses países aqui que, com a própria desaceleração da China e a queda no preço das commodities, alguns, em maior ou menor grau, por problemas domésticos estão passando por uma fase de ajuste complexo, que é o caso do Brasil. São países que têm poupança doméstica muito baixa. Argentina e Brasil precisam de investimento. Há interesse da nossa parte por esse investimento. Pelo lado dos chineses, há o interesse nos recursos minerais. A China também está num processo de internacionalização das empresas, por isso quer se expandir para a região. São regiões que têm potencial de crescimento e que estão passando por uma fase ruim. É uma intenção.

Corremos algum risco nessa investida chinesa?

A gente não é a África, que tem uma institucionalidade mais fraca. O Brasil tem uma institucionalidade mais forte. Acho que os diplomatas e as empresas no nosso caso sabem negociar para termos benefício para ambas as partes. Na época em que os chineses estavam comprando terras, o governo brasileiro limitou a compra de terras por estrangeiros, percebendo que isso não era uma boa. São culturas diferentes. Temos de aprender como fazer negócios juntos. Não há motivos para acharmos que possa ser ruim. Agora eu não sei se todos os US$ 53 bilhões serão concretizados. Não tenho muita certeza. No passado os chineses já falaram que iam investir não sei quanto e acabou não acontecendo.

Na Argentina, a indústria de vagões está preocupada com a competitividade dos produtos chineses. A sra. acha que isso pode ser um problema para a nossa indústria?

Se você deixar as empresas de construção chinesas virem construir aqui, as nossas empresas de engenharia não vão ficar muito felizes. Como faz essa repartição? Como é isso? Agora eu acho que o Brasil precisa de investimento e nessa área de infraestrutura é mais difícil vir investimento americano e europeu.

O interesse dos chineses na infraestrutura pode provocar conflito com as empresas de capital americano e europeu?

Não, porque essas empresas em geral não têm mostrado muito interesse. Como as regras de concessão na infraestrutura muitas vezes não estão muito claras aqui, o investidores europeus e americanos são mais reticentes. Já o chinês está mais acostumado a investir em outros países e aparentemente está mais disposto a correr riscos.

terça-feira, 19 de maio de 2015

China, indústria do mundo


O que o contrato de patrocínio com a Parmalat representou para a equipe de futebol do Palmeiras, o que representou para o futebol mundial e, o que isso tem a ver com a nossa prateleira cheia de mercadorias chinesas?
É uma longa história, que começa antes da geração dos nossos pais e vai ter consequências talvez até depois dos nossos filhos.
Não o contrato Parmalat! Esse só durou de 1992 até 2000. Oito anos que mudam a história do clube.

Se é interdisciplinar a proposta de perceber o que impacta nossas vidas, por quê não passar pelo futebol? Paixão nacional, ou talvez mundial, que tem no seu mecanismo muita ciência pra gente explorar dos temas gestão e econ​omia!
Um clube tem corpo político, administrativo e técnico.​ ​​Lida com expectativas do seu público e, tem que apresentar resultado num ambiente muito competitivo.
Mas como nasce um clube e quanto tempo leva para construir sua história?
O principio não é feito de glórias, requer esforços e sacrifícios, aprendizados, treinamento contínuo, aposta nas categorias de base, evolução, maturidade e só daí, conquistas.



Em Agosto de 1914 o "Palestra Itália" (Palastrae - do grego, lugar de treino) foi fundado por imigrantes italianos, no estado de São Paulo.
Seus fundadores, em sua maioria trabalhadores da Indústria Matarazzo, publicaram uma convocação de esportistas num jornal da colônia italiana empolgados com a visita de clubes do futebol italiano ao Brasil. Cinco meses depois, em Janeiro de 1915 entrou pela primeira vez em campo contra o forte time Savoia Votorantim e venceu por 2 a 0, conquistando seu primeiro campeonato: Taça Savóia.

Em 1942, quando o Brasil entra na II Guerra Mundial, uma lei do Governo Vargas obriga a troca do nome. O time passa a chamar-se Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo em seguida, seu próximo jogo definiria o campeão paulista. Já com o novo nome, marca 3 a 1 contra o São Paulo e fatura mais um título.

Resumindo a história, os números devem detalhar melhor as conquistas. Aos 85 anos de trajetória, o Palmeiras saiu do século XX avaliado como o maior campeão brasileiro tendo 37 dos principais títulos nacionais. Com aproximadamente 15 milhões de fiéis torcedores.
Mas o que vem a seguir é uma outra realidade. Completando seu centenário, o Palmeiras amarga alguns rebaixamentos consecutivos e encontra dificuldade para remontar uma equipe com qualidade e desempenho consistentes.

Nem de longe se parece com o clube glorioso do fim do milênio.



Talvez não coincidentemente, o que dividiu esses dois períodos foi o contrato com a Parmalat. Uma arriscada manobra da direção em 1992 para viabilizar uma super equipe com recurso de um patrocinador milionário, delegando e terceirizando o que até então era de competência interna do corpo administrativo do clube. Especializando-se mais em gerir a burocracia do que o seu próprio negócio. Criando dependência financeira e principalmente técnica.


O resultado por algum tempo foi gratificante, prova disso, Parmalat ainda é o patrocinador mais lembrado pelos torcedores palmeirenses, como uma época de muitas conquistas. Será mesmo?
Talvez ainda não perceberam o papel que teve aquele contrato a longo prazo.
O futebol estava indo para outro patamar e para outros valores no mundo todo e por aqui o Palmeiras apoiou essas mudanças alavancado por seu patrocinador. Tanta era a fusão, que não se diferenciava muito empresa e clube, parecia uma só identidade.
Mas por fim, ao término do jogo de interesses, o clube viu sair pela porta o dono do dinheiro, levando consigo o apoio financeiro e desmontando o plantel.


Quão drástico poderia ser o impacto de desmontar um corpo técnico?

Me perdoem os lusitanos mas pra quem já teve Dener, a Portuguesa não está longe de virar o que podemos chamar de 'Juventus da Móoca'. Como hoje também o Palmeiras recebe o apelido de 'Guarani da Capital'.
Essas comparações resumem a decadência de clubes que foram grandes e competitivos mas hoje lutam para se manter na primeira divisão ou até mesmo nos grupos de acesso.Drible não ganha jogo, gol vale por um confronto apenas e cada temporada conta pontos do zero. Não há saldo que garanta vantagem na competição seguinte. Somente uma equipe bem montada, com entrosamento, disciplina e o mais importante​, amor à camisa, podem fazer a diferença.
(A exemplo do mundial conquistado pelo Corinthians em 2012 sem a presença de estrelas. Só pra constar, eu sou santista).
Se por um lado o período vencedor não garante vitórias na atualidade, por outro lado deveria ser fácil desvencilhar-se do fantasma de ter sofrido um desmembramento técnico, retomar a gestão do time e consolidar uma equipe campeã novamente. Afinal a instituição não foi desmontada, ainda tem estádio, tem CT, tem público fiel. Por quê então vive uma crise?
Nesse novo mundo pós Parmalat o custo de montar uma boa equipe é outro, a dificuldade em mantê-la é muito maior. Futebol marketeiro e corporativo. Jogadores de carreira, motivados por riqueza, com passes caros e pouca ou nenhuma fidelidade a um brasão.

A INDÚSTRIA DO MUNDO
Com a quantidade, qualidade e preço dos produtos importados invadindo o mercado global, podemos comparar esse momento da economia consumista à fase do contrato de patrocínio Palmeiras/Parmalat.
Delegamos total gestão do parque de máquinas. Entregamos pronto, conhecimentos que levaram décadas para desenvolvermos, deixamos o nosso público se apaixonar pela conquista fácil e barata.
Mas tente adivinhar como estará nossa equipe no futuro. Aparato industrial obsoleto, carga tributária produtiva inviável, profissionais desqualificados ou sem campo de trabalho.



Essa é uma responsabilidade diária de todos.
Ao importador e ao atacadista fica a pergunta: apesar do lucro atual parecer vantajoso, pra quem esperam vender seus produtos quando faltar emprego?
E ao consumidor, fica o alerta: hoje escrevo este artigo num momento de plena retração da economia brasileira. Já se perguntou qual o seu papel na balança comercial do país? Ou qual o montante que juntos enviamos pra China diariamente?
Quanto tempo pra se recuperar disso?
Quando começaremos?



Do Blog: http://percepcaosocial.blogspot.com.br/


sábado, 27 de setembro de 2014

"Correção dolorosa" no Brasil é quase inevitável, diz editorial do FT


GENEBRA - Para alguns mercados emergentes como Brasil, Turquia e África do Sul, a alta inflação, excesso de empréstimos no exterior e agora desvalorização da moeda significam que uma 'dolorosa correção' é quase inevitável com ou sem elevação dos juros nos Estados Unidos no ano que vem.

É o que diz em editorial o jornal Financial Times, leitura obrigatória da elite economica global, destacando que nem todas as economias emergentes estão prontas para um futuro cenário de menos liquidez externa.

O jornal nota que havia sinais de que uma melhor política macroeconômica tinha preparado vários emergentes para a crise financeira. Com amplas reservas internacionais e reforço da credibilidade da autoridade monetária, vários países foram capazes de atravessar bem a crise.

Infelizmente, diz o editorial, cinco anos mais de financiamento externo barato encorajaram uma farra de empréstimos que elevaram os déficits fiscal e das contas correntes.

Exemplifica que esta semana o Brasil, que se beneficiou bastante da alta de preços de matérias-primas, sinalizou que iria usar US$ 1,5 bilhão de seu fundo soberano para cobrir um 'gap' no orçamento.

O jornal conclui que uma correção dolorosa em países como Brasil, Turquia e África do Sul é quase inevitável. E que pressões inflacionárias deixam pouco espaço para afrouxar a política monetária doméstica e contrabalançar a alta dos juros globalmente.

Considera que, junto com a 'desapontadora gestão macroeconômica', pouquíssimos países aproveitaram a situação até agora para implementar reformas estruturais, e assim atacar o pobre ambiente para negócios, melhorar infraestruturas inadequadas e reestruturar indústrias ineficientes.

Os que pelo menos prometeram isso, como o México, são uma raridade, nota o FT. O editorial observa que 'nem todo exportador de commodities é um Brasil ou uma África do Sul'. E exemplifica que Colômbia e Peru usaram o período de bonança para aumentar a poupança e reduzir a dívida pública.

Para o jornal, os mercados emergentes como um todo enfrentam o mais difícil situação desde o recuo da crise financeira global. Mas vê uma ponta de esperança, no caso de investidores e formulares de políticas no futuro tratarem classes de ativos e grupos econômicos de maneira mais discriminada do que tem feito até agora.

Por Assis Moreira | Valor

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PIB dos EUA ganha força e avança 4,6% no 2º trimestre após revisão




SÃO PAULO - (Atualizada às 10h23) A economia dos Estados Unidos expandiu-se a uma taxa anualizada de 4,6% no segundo trimestre deste ano, conforme dados finais sobre o desempenho econômico no período. É o maior avanço em mais de dois anos.

A leitura preliminar anterior dava conta de um crescimento de 4,2%. Vale notar que, nos três primeiros meses de 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA teve contração de 2,1%, influenciado pelo inverno rigoroso no país.

A aceleração no ritmo de crescimento reflete uma melhoria nos investimentos dos negócios, que tiveram avanço a uma taxa anualizada de 9,7% no segundo trimestre, e nas exportações, que subiram 11,1%. Anteriormente, essas taxas foram estimadas em 8,1% e 10,1%, respectivamente.

O gasto do consumidor, que responde por cerca de dois terços da atividade econômica, cresceu a uma taxa anualizada de 2,5%, sem mudança.

Por Valor, com agências internacionais

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Gripe no Japão


PIB do Japão recua 6,8% no segundo trimestre em base anual

TÓQUIO - A economia do Japão contraiu acentuadamente no segundo trimestre, com famílias e empresas cortando gastos após o imposto do aumento do imposto sobre vendas a partir de 1º de abril.

O Produto Interno Bruto (PIB) real do Japão encolheu 6,8% nos três meses entre abril e junho em base anual, um pouco menor do que a contração de 7,1% prevista por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. O PIB real é calculado descontando a inflação do período analisado.

Economistas esperavam o recuo após a expansão de 6,1% no primeiro trimestre, também em base anual, quando muitas famílias anteciparam as compras de produtos caros, como máquinas de lavar, antes da entrada em vigor da nova alíquota do imposto de vendas, de 8%, ante 5% anteriores. O governo planeja aumentar o imposto novamente, para 10%, em outubro 2015.

A comparação anualizada projeta quanto seria o PIB de um ano se o desempenho de um trimestre fosse mantido.

Na comparação trimestral, o PIB real caiu 1,7% no segundo trimestre em comparação com o trimestre anterior, também um pouco menos do que a queda prevista pelos economistas, de 1,9%.

Já o PIB nominal (sem levar em conta o efeito da inflação no período) recuou 0,1% no segundo trimestre na comparação com o trimestre anterior e 0,4% na comparação anual.

(Dow Jones Newswires)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Bolsa sobe mais de 1% após divulgação de pesquisa eleitoral; dólar volta a cair a R$ 2,21


Ações da Oi apresentam a maior baixa do pregão após precificação
Units do Santander disparam com oferta de compra de papéis do Santander Brasil


SÃO PAULO - O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, sobe mais de 1% influenciado pelo resultado da pesquisa de avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff, divulgada nesta manhã pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A pesquisa mostrou queda na popularidade da presidente e aumento no percentual dos que desaprovam o governo atual. Mesmo assim, ela lidera as intenções de voto, ficando com 37% das intenções frente aos 43,7% do levantamento anterior.

- A pesquisa confirmou a expectativa do mercado, que é o enfraquecimento de Dilma. A novidade deste levantamento foi o crescimento do pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, de 17% para 21,6% e do pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, de 9,9% para 11,8%. Por isso, os investidores reagem positivamente, já que uma troca de governo, com um candidato mais pró-mercado, é bem vista - diz Pedro Galdi, estrategista da SLW corretora.

Após a divulgação da pesquisa, às 10h30m, o Ibovespa ampliou a alta e chegou a se valorizar 2%. Às 13h15m, o índice ganhava 1,41% aos 52.107 pontos e volume negociado de R$ 3,4 bilhões. A alta é puxada por ações de estatais. O mercado avalia que uma troca de governo seria benéfica à gestão dessas empresas. Os papeis preferenciais (sem direito a voto) da Eletrobras avançam 3,35% a R$ 12,65, enquanto as ordinárias (com direito a voto) sobem 3,27% a R$ 7,95.

Os papéis preferenciais da Petrobras se valorizam 2,65% a R$ 17,01, enquanto as ações ordinárias da petrolífera avançam 2,30% a R$ 16,01. As ações ordinárias do Banco do Brasil sobem 2,30% a R$ 24,00.

Entre as demais blue chips, Vale PN tem alta de 0,48% a R$ 26,89 e Bradesco PN tem ganho de 2,61% a R$ 34,16.

Os papéis preferenciais do Itaú Unibanco sobem 0,02% a R$ 36,79 depois de ter avançado mais de 1% pela manhã, após o banco divulgar uma alta de 27,3% no lucro do primeiro trimestre na comparação anual. O lucro líquido do primeiro trimestre somou R$ 4,19 bilhões, resultado próximo da média das projeções, que indicavam lucro de R$ 4,262 bilhões.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Em meio à tensão mundial, Dilma vê economia no rumo


Desaceleração da China agrava queda da Bolsa no Brasil


Ibovespa desce ao menor nível desde julho; dados dos EUA e chineses afetam também mercados desenvolvidos


Saída de recursos eleva dólar a R$ 2,433 e pressiona alta de juros; Dilma diz que país está preparado contra crise

Números frustrantes de atividade na China e nos EUA fizeram as Bolsas cair em todo o mundo ontem, expandindo para os países desenvolvidos a crise financeira que atingia os emergentes em janeiro.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencou 3,13%, maior desvalorização desde julho. O índice atingiu seu menor patamar também em sete meses. Todas as suas 72 ações caíram.

As ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras recuaram 5,8%, para R$ 13,85, o menor valor desde 2005.

Ações também caíram nos EUA, na Europa e no Japão (veja quadro), após a divulgação de que o crescimento do setor de serviços da China desacelerou em janeiro para o menor nível em cinco anos.

Agravou as perdas a divulgação de que a atividade manufatureira dos EUA cresceu em ritmo menor, o que levantou incertezas sobre a retomada da economia do país.

A Bolsa brasileira já caiu 10,41% desde o início do ano, por causa das dúvidas provocadas pelo crescimento mais lento da China e os efeitos da recuperação dos países ricos.

Os dois fenômenos afetam emergentes, como o Brasil. A demanda chinesa menor derruba o preço das commodities e reduz o fluxo de dinheiro para os exportadores.

Apesar do dado negativo de ontem, vários indicadores sinalizam a recuperação da economia dos EUA. A retomada funciona, no curto prazo, como um "aspirador de dólares", atraindo capital antes investido nos emergentes.

Essa migração de recursos para os EUA se acelerou no mês passado, com a decisão do Fed (banco central americano) de cortar as injeções de dólares na economia.

A saída de dinheiro agrava problemas estruturais dos emergentes, elevando ainda mais a incerteza de investir.

DÓLAR EM ALTA

Com investidores tirando dinheiro do Brasil, o dólar à vista (referência no mercado financeiro) subiu 0,74%, para R$ 2,433. Entre 24 moedas emergentes, 17 caíram.

Os fundos negociados em Bolsa dos mercados emergentes registraram resgates de US$ 4,4 bilhões (4,8% de seus ativos) na semana passada. Ao longo do ano passado, sofreram queda de 15,8%.

Embora no longo prazo a retomada americana --a maior do mundo-- seja benéfica para os emergentes, no curto prazo ela provoca perda de divisas e alta de juros (como forma de tentar segurar os recursos investidos).

Nas últimas semanas, a turbulência acentuou a perda de valor do peso argentino e provocou alta de juros na Turquia, na Índia e na África do Sul.

O Brasil já vinha subindo a taxa básica, a Selic, mas uma recente pressão por um ritmo maior na alta dos juros passou a preocupar o governo.

Em reação à crise de confiança dos investidores, a presidente Dilma foi enfática na mensagem de reabertura dos trabalhos do Congresso.

Ela assegurou que o Brasil está preparado para enfrentar a crise e alfinetou os países desenvolvidos afirmando que ninguém pode reconstruir a economia mundial isoladamente. 


DE SÃO PAULO 
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

sábado, 23 de novembro de 2013

Pessimismo sobre Brasil bate recorde, diz pesquisa da Bloomberg

Os investidores nunca foram tão pessimistas em relação às políticas da presidente Dilma Rousseff: apenas 10% dos entrevistados pela Pesquisa Global Bloomberg dizem que o país será capaz de evitar um corte na nota de crédito no próximo a ano. 




Dos consultados, 51% se dizem pessimistas em relação às políticas de Dilma, em comparação com 22% quando ela tomou posse em janeiro de 2011, segundo pesquisa feita com 750 analistas, investidores e operadores que são assinantes da Bloomberg. O segundo maior mercado emergente do mundo oferecerá uma das piores oportunidades ao longo do próximo ano em relação a EUA, Reino Unido, União Europeia, Japão, Índia, Rússia e China, dizem os consultados.

O governo está se esforçando para reativar a economia porque uma inflação acima da meta e a ampliação do déficit orçamentário vão minando a confiança de investidores e consumidores. Dilma finalizará seu primeiro mandato no ano que vem com a menor expansão do PIB em quatro anos desde 1990, segundo o mais recente boletim Focus do Banco Central. Em junho, a Standard & Poor’s colocou a nota de crédito do Brasil em perspectiva negativa, citando o fraco crescimento.

“A confiança nas políticas de Dilma Rousseff diminui por uma série de razões. A principal delas é, talvez, a dramática desaceleração do crescimento do PIB real ao mesmo tempo em que a inflação permanece elevada”, escreveu o pesquisado James Craske, analista global de ações da Victory Capital Management em Nova York, em um e-mail em resposta a questionamentos. “Estamos underweight (abaixo da média do portfólio) sobre o Brasil no momento e provavelmente permaneceremos assim por algum tempo.”

Contas fiscais

Em 8 de novembro, na semana seguinte àquela em que o Brasil registrou seu pior déficit orçamentário desde 2009, a diretora de gestão da S&P, Regina Nunes, disse que um corte de rating do país poderia ocorrer ainda antes se suas contas fiscais piorassem. A S&P e a Moody’s Investors Service dão à dívida soberana do Brasil o segundo menor grau de investimento, BBB e Baa2 respectivamente.

O crescimento econômico desacelerou de 7,5% em 2010 para 2,7% em 2011 e para 0,9% no ano passado. O PIB aumentará 2,5% neste ano e a taxa deve desacelerar para 2,1% em 2014, conforme a estimativa média dos cerca de cem economistas consultados pelo Banco Central no boletim Focus de 14 de novembro.

Deterioração

A maior economia da América Latina está se deteriorando na opinião de 43% dos entrevistados, segundo a pesquisa feita pela Bloomberg em 19 de novembro, frente a apenas 10% que veem a economia melhorando e 27% que enxergam estabilidade.

O país provavelmente ou certamente será rebaixado nos próximos 12 meses, na opinião de 39% dos clientes da Bloomberg que participaram da pesquisa.

Os responsáveis pela política econômica elevaram a taxa Selic em 2,25 pontos porcentuais desde abril até 9,5%, o maior incremento entre as 49 principais economias do mundo acompanhadas pela Bloomberg. Embora a inflação tenha caído durante quatro meses consecutivos, ela continua acima do ponto médio da meta (4,5%) há três anos.

Apenas 22% dos pesquisados disseram que o Banco Central conseguirá levar a inflação para o centro da meta, ou abaixo disso, nos próximos 12 ou 18 meses. A meta será alcançada nos próximos dois ou três anos, de acordo com 37% dos pesquisados.

O levantamento, realizado pela Selzer Co., empresa de pesquisa de opinião pública com sede em Des Moines, Iowa, tem uma margem de erro de mais ou menos 3,6 pontos porcentuais.


Por Raymond Colitt | Bloomberg. No Valor 

sábado, 9 de março de 2013

Brasil vai pegar gripe, nada de pneumonia.....


Indústria chinesa desacelera 

Indústria da China produz menos que o previsto no primeiro bimestre





PEQUIM - A produção industrial da China cresceu 9,9% entre janeiro e fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2012. O resultado representa uma desaceleração ante o crescimento anualizado de 10,3% em dezembro e também ficou abaixo da previsão de 10,5% feita por economistas.

Os números foram divulgados neste sábado pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O órgão somente apresenta nesta época o dado do primeiro bimestre, para evitar as distorções causadas pelo feriado do Ano Novo Lunar, que às vezes cai em janeiro e outras em fevereiro.

A China divulgou outros dados importantes neste sábado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC, ou CPI na sigla em inglês) avançou 3,2% em fevereiro ante o mesmo mês do ano passado, menos que a alta de 2% de janeiro e a maior alta desde abril do ano passado. Os preços, porém, foram impulsionados pelo feriado do Ano Novo Lunar, onde geralmente acontecem reajustes de alimentos e outros produtos.

“O governo chinês está diante de um dilema de lidar com uma desaceleração do crescimento e ainda com uma inflação de novo mais alta”, disse o economista Xianfang Ren, da IHS.

O investimento em ativos fixos subiu 21,2% no país em janeiro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao longo de 2012, a alta nesse indicador foi de 20,6% ante o ano anterior. Alguns analistas argumentam, porém, que Pequim deveria fazer alterações em seu modelo de crescimento através do investimento, a fim de manter a inflação sob controle.

As vendas no varejo chinês tiveram alta de 12,3% em janeiro e fevereiro, também na comparação com igual período de 2012. Em dezembro, a alta anual havia sido de 15,2%. A produção de eletricidade, um dado bastante monitorado na China pelo temor em relação à precisão de outros dados, subiu 3,4% no ano, após registrar crescimento de entre 6% e 8% nos últimos meses do ano na comparação anual.

“Nós acreditamos que Pequim pode reduzir a demanda por investimento e a inflação deve ficar sob controle”, afirmou em nota Lu Ting, economista do Bank of America Merrill Lynch, prevendo uma inflação abaixo de 3% até meados do ano. Até o fim do ano, porém, o IPC pode voltar a subir para até 4%, segundo a previsão.




(Dow Jones Newswires)





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mineração em queda


Rio Tinto termina 2012 no vermelho





SÃO PAULO - Após um ano difícil para a mineração em todo o mundo, a anglo-australiana Rio Tinto divulgou hoje um prejuízo líquido atribuível a seus acionistas controladores de US$ 2,99 bilhões em 2012. No ano anterior, a empresa havia apresentado um lucro de US$ 5,83 bilhões.


No ano passado, a companhia registrou uma queda de 15,8% em sua receita líquida, que atingiu US$ 50,97 bilhões. Os volumes vendidos foram reduzidos em quase todos os segmentos, menos no de diamantes, que garantiu faturamento de US$ 4,04 bilhões nos 12 meses, alta de 11,1%.

O minério de ferro foi o maior responsável pela baixa nas receitas. A comercialização da commodity garantiu à Rio Tinto 17,6% menos recursos do que em 2011, ou seja, uma receita bruta de US$ 24,28 bilhões. A divisão de alumínio faturou US$ 10,1 bilhões, queda de 16,9%, e as receitas com cobre caíram 13,7%, para US$ 6,52 bilhões.

Se o desempenho operacional foi pior em 12 meses, baixas contábeis no exercício trouxeram perdas de US$ 16,41 bilhões. As reduções no valor de ativos foram realizadas principalmente no negócio de alumínio da companhia e na mina de carvão em Moçambique.

Excluindo esses efeitos considerados “não recorrentes” pela anglo-australiana e mais alguns ganhos com vendas de ativos e transações financeiras, o lucro ajustado ficou em US$ 9,3 bilhões. O montante ficou próximo dos US$ 9,83 bilhões estimados pelo mercado e por volta das 6h20 (horário de Brasília), as ações da empresa subiam 1,5% em Londres, para 38,13 libras.

Para 2013, a Rio Tinto pretende aumentar sua produção do minério de ferro em 4,5%, para 265 milhões de toneladas. A alumina é aguardada em volume 17,6% maior, ou 8,2 milhões de toneladas e é previsto um crescimento de 15,2% na extração de alumínio. A anglo-australiana estima alta de 21,2% na produção de cobre, ou 665 mil toneladas, e refinar 9,2% mais, ou 305 mil toneladas.

Outro motor do prejuízo em 2012 foi o aumento do custo operacional da Rio Tinto. Mesmo com uma queda na receita, os gastos da companhia avançaram 4,8%, chegando a US$ 39,51 bilhões. Somados a despesas gerais e administrativas, baixas contábeis e outros itens, levaram a empresa a um prejuízo operacional, antes de juros e impostos, de US$ 1,97 bilhão no período. Em 2011, o resultado operacional da Rio Tinto havia sido positivo em US$ 13,94 bilhões.

(Renato Rostás | Valor)



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

PIB da Venezuela cresce 5,6% no primeiro semestre


O Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela cresceu 5,4% no segundo trimestre deste ano em comparação com igual período do ano passado. Esse foi o sétimo trimestre seguido em que a economia do país avançou, segundo os números divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central da Venezuela.

O setor de petróleo expandiu-se 1% no período, enquanto o de construção cresceu 17,6%. Mineração foi o único setor que recuou no segundo trimestre, caindo 4,5%. Nos primeiros seis meses deste ano, o PIB venezuelano aumentou 5,6% ante igual intervalo do ano passado.
O presidente Hugo Chávez elevou fortemente os gastos públicos em programas sociais antes da eleição de 7 de outubro, na qual buscará a reeleição. Um programa que prevê a construção de centenas de milhares de casas para os cidadãos de baixa renda nos próximos vários anos é uma das principais bandeiras de Chávez na corrida eleitoral contra o candidato da oposição, Henrique Capriles.
(Dow Jones)
Valor Econômico.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Assim não da, economistas culpados, governos inocentados.


Todos já sabíamos que o Delfim Neto iria a construir sua estratégia de saída. Agora se lançou contra o sistema financeiro, contra as idéias dos economistas dos mercados perfeitos e aqui ninguém teve culpa pela marolinha, como se as medidas de política econômica, desenhadas pelo governo Lula, não tivessem sido originadas por políticos e sim só por economistas de turno, no Banco Central ou no Ministério da Fazenda. 

Veja se gosta desta nova versão do Preofessor Delfim Neto. 

  

É o desemprego, tontos!


Por Antonio Delfim Netto

Na preparação e na expansão dos fatos que levaram à crise que estamos vivendo não existem inocentes: os governos falharam miseravelmente, o setor financeiro sem regulação - como o velho escorpião da fábula - cumpriu o seu objetivo matando o setor real da economia e alguns economistas, gloriosamente, "teorizaram matematicamente" a alta qualidade dos malfeitos...

Seria ridículo e pretensioso dizer que os economistas foram causa eficiente da crise. Eles foram apenas coadjuvantes (e algumas vezes beneficiários) do processo. Ajudaram a criar uma "ideologia" que pretendia dar base "científica" ao papel do mercado financeiro desregulado na aceleração do desenvolvimento econômico e do bem-estar do mundo. A mensagem construída a partir da fantástica hipótese dos "mercados perfeitos" tinha com consequência subliminar a ideia do velho presidente Reagan: "Os governos não são a solução, são o problema!" Mas é ridículo, também, isentá-los de qualquer responsabilidade. Produziriam trabalhos científicos na Academia, onde se faria "ciência pela ciência", na qual não é proibido inventar universos que não existem, como uma sociedade com um único produto, com uma função agregada de produção domesticada, com um agente representativo que incorpora todos os consumidores e os produtores, mas onde não há nem o crédito, nem as bolsas de valores. Agora esforçam-se em incorporá-los no famoso modelo designado de DSGE (Dynamic Stochastic General Equilibrium, Equilíbrio Geral Dinâmico Estocástico). Não teriam, entretanto, responsabilidade pelo mau uso dos seus modelos, mesmo porque esses não se referem, necessariamente, a este mundo...

Paradoxalmente, nesse processo no qual parece não haver ator que tenha sido sua causa eficiente, há quem esteja recebendo a conta do malfeito. São os mais de 30 milhões de desempregados que estão nas ruas recusando-se a pagar as "falhas" dos governos - que provavelmente corrigirão nas urnas - e as "falhas" do mercado financeiro, cujos responsáveis esperam ver julgados e condenados pela Justiça. Acreditaram que os governos e os mercados sabiam o que faziam. Continuam sendo ignorados pelos estudos mais recentes de economistas ainda presos ao paradigma que a crise destruiu.

Economistas foram coadjuvantes no processo da crise

Não se estuda o verdadeiro "custo social do imenso desemprego". Insiste-se em continuar a estimar os efeitos sobre o bem-estar (o consumo) produzidos pelas flutuações do PIB, na velha e abusada tradição de Robert Lucas (o brilhante Prêmio Nobel de 1995) para quem as flutuações do emprego são pouco mais do que ataques de vagabundagem que, ciclicamente, atingem a mão de obra. Chega-se à conclusão que sobre esse ser inefável e metafísico - o consumidor representativo - ele é pequeno. Aliás, as estimativas variam fortemente porque todos conhecem - mas ninguém leva a sério - a afirmação do economista C. Otrok ("On measuring the welfare cost of business cycles", "Journal of Monetary Economics", 47, 2001, 61:92) que é "trivial fazer o custo do bem-estar produzido pela variação do PIB do tamanho que cada um quiser, simplesmente escolhendo uma forma conveniente da preferência" [do consumidor]. Repete apenas o grande Vilfredo Pareto, que já no século XIX afirmou: "Me deem as hipóteses adequadas e provarei qualquer coisa"...

A demonstração mais evidente dessa "disfunção teórica" é um recente trabalho de E. B. Yehoue também inspirado em Robert Lucas ("On Price Stability and Welfare", IMF Working Paper 12/189, julho de 2012). Suas conclusões são interessantes: "Usando um agente-representativo conservador num modelo de equilíbrio geral e baseado em parâmetros consistentes com os dados dos EUA, estimamos o custo social associado com diferentes níveis de metas inflacionárias, em particular 2%, 4% e 10%. O trabalho sugere que o custo social adicional de elevar a meta de inflação de 2% para 4% é igual a 0,3% do PIB real. Se a elevação for de 2% para 10%, esse custo se eleva a 1%. Com outros valores para os parâmetros na curva de demanda de moeda chega-se a 7% quando se eleva a inflação de 2% para 4%, e a 30% quando se passa de 2% para 10%" (página 4).

Em poucas palavras, vale "a fortiori", o que disse - repetindo Pareto - o economista C. Otrok citado acima. Quando as hipóteses são arbitrárias, "Deus está morto e tudo é permitido!"

Mas o ponto realmente importante no trabalho de Yehoue é que, salvo algum engano, ele menciona uma única vez nas 35 páginas do artigo, a palavra "desemprego" (página 21) referindo-se ao economista prático Arthur M. Okun (1928-80), que mostrou uma regularidade entre a taxa de crescimento do PIB e a taxa de crescimento do desemprego agora conhecida como "Lei de Okun". Obviamente, Yehoue não a utilizou porque ela introduziria ainda mais "ruído" nas suas conclusões. Aliás, uma coisa me intriga: seria o "custo social" produzido por um eventual aumento da meta de inflação de 2% para 4% nos EUA menor do que o custo do desemprego causado pela sua persistência ao longo dos últimos cinco anos de pelo menos 3% (dos 8% atuais para os 5% "normais")? É sugestivo que nas 58 referências do artigo, nenhuma tenha no título a palavra "desemprego"!

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras
E-mail: contatodelfimnetto@terra.com.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ARGENTINA / BRASIL

Antes de achincalhar a Argentina e sua política econômica, é bom dar uma olhada nas estatísticas do país nesses anos de crescimento chinês. Mesmo tendo permanecido praticamente fora do mercado financeiro internacional, a economia dobrou de tamanho em dez anos - o crescimento acumulado atingiu 102%, considerando-se uma expansão prevista de 3,5% neste ano.

Com isso, o índice de desemprego caiu para 6,6%, um dos mais baixos da América Latina. Puxado pela demanda interna, o nível de investimentos subiu para 25% do PIB, performance nada brilhante, mas muito distante dos míseros 10% dos tempos do "inferno".

Sem pagar dívidas externas e ajudada pelo boom dos preços das commodities, mas também por conta de seus avanços na produção agrícola, o país conseguiu seguidos superávits no balanço de pagamentos que somaram cerca de U$ 30 bilhões em dez anos.

Mas os problemas voltaram e se agravaram com os reflexos da crise europeia e a queda das commodities. Em 2011, pela primeira vez em quase uma década, o balanço de pagamentos apresentou déficit (de US$ 2,2 bilhões), tendência que se mantém em 2012. Sem poder contar com crédito internacional para financiar seus déficits, o país começa a fazer estripulias cambiais e comerciais, sem poupar seu grande parceiro, o Brasil. Na verdade, nunca deixou de fazê-las nesses anos todos, embora como menos assiduidade.

Nesse ponto, porém, convém observar no gráfico abaixo como se inverteram as linhas que mostram os saldos comerciais no relacionamento entre Brasil e Argentina. Desde o início do Mercosul, em 1995, até 2003, o Brasil teve déficits que, acumulados, atingiram quase US$ 10 bilhões. A partir de então, a tendência se inverteu e o Brasil passou contabilizar superávits que já somam US$ 30 bilhões.

A Argentina não é um parceiro qualquer. É especial, porque compra do Brasil quase exclusivamente produtos manufaturados. No ano passado, comprou US$ 20 bilhões, enquanto os Estados Unidos compraram apenas US$ 11 bilhões. Em dez anos, as vendas brasileiras de manufaturados para o mercado argentino somaram impressionantes US$ 111,6 bilhões.

Fica difícil, ao examinar esses números, sustentar a tese de que a Argentina deve ficar quietinha em seu canto, sem pedir mudanças nas estruturas que regulam o comércio com o Brasil. Seria muita arrogância, defeito que os brasileiros normalmente atribuem aos vizinhos do sul.

Até os empresários exportadores brasileiros já se movimentaram para tentar alterar essa situação. A Fiesp, em colaboração com industriais de Buenos Aires, fez recentemente um estudo envolvendo 38 produtos manufaturados que o governo argentino considera estratégicos para suas exportações. E constatou que o Brasil importa US$ 12 bilhões por ano desses produtos, mas apenas US$ 2 bilhões da Argentina. Ou seja, seria possível aumentar as compras brasileiras desses itens sem nenhum ônus para o superávit da balança comercial.

Há inúmeras críticas que podem ser feitas aos governos argentinos nas últimas décadas, ora pelo neoliberalismo exacerbado ora pelo peronismo que loteia o poder público. Nenhuma delas, entretanto, autoriza conclusões que subestimem a parceria do Mercosul.

Pedro Cafardo é editor-executivo do Valor. Sergio Leo, que escreve às segundas-feiras, está em férias.

E-mail: pedro.cafardo@valor.com.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

Grécia deve marcar novas eleições antes de 10 de junho

ATENAS E BRUXELAS - Os líderes dos principais partidos gregos, juntamente com o presidente do país, Karolos Papoulias, devem decidir o quanto antes pela formação deum governo interino que marque novas eleições para antes do dia 10 de junho, previsto anteriormente. A pressa acontece por causa da pressão de membros União Europeia, que ameaçavam expulsar a Grécia da EU, e também devido à queda do índice Stoxx Europe 600 ao nível mais baixo desde dezembro de 2011, nesta terça-feira, puxado pela incerteza política vigente no país. O índice caiu 0,7%, chegando a 245,76 pontos. O euro também teve queda de 0,8%. 

“Sabemos que o povo não deseja novas eleições, mas, sim, um governo de coalizão que mantenha o país na zona do euro”, afirmou Evangelos Venizelos, líder do partido socialista Pasok. No entanto, todas as quatro tentativas para formar esse governo conjunto, envolvendo os partidos mais votados nas eleições de domingo, 6 de maio, falharam, o que obrigou a convocação de novas eleições.

“Uma segunda votação na Grécia significa que o país está em vias de deixar a zona do euro”, disse Fredrik Erizon, diretor do Centro Europeu para Política Econômica Internacional (Ecipe, na sigla em inglês), em Bruxelas.

Pesquisas de opinião apontam vitória do partido de esquerda Syriza, o que compromete a situação da Grécia perante os membros da UE. Seu líder, o jovem parlamentar Alexis Tsipras, afirmou que a legenda é contra as medidas de austeridade, impostas pela união para manter a ajuda financeira à Grécia e o país na zona do euro.

(Bloomberg)

domingo, 13 de maio de 2012

Tigres da Ásia

China, Japão e Coreia do Sul vão negociar acordo de livre comércio

SÃO PAULO - Líderes da China, do Japão e da Coreia do Sul concordaram em iniciar negociações neste ano para um acordo de livre comércio entre as três economias. O premier da China, Wen Jiabao, o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, encontraram-se ontem em Pequim enquanto seus ministros de comércio assinaram um acordo de investimentos descrito como o “primeiro documento legal sobre cooperação trilateral no campo econômico”.

O estabelecimento de um pacto de livre comércio fará deslanchar a vitalidade econômica da região e dará um grande impulso à integração econômica no leste da Ásia, disse Wen ontem, segundo relatos. A China propôs que a província costeira de Shandong seja a sua base para uma zona de cooperação econômica regional, disse Wen, e o Japão e a Coreia do Sul deverão indicar as locações apropriadas para as suas bases.

A cooperação entre as três nações é “muito importante” para assegurar que a região da Ásia-Pacífico seja o centro de crescimento do mundo, disse Noda, também de acordo com relatos. Lee, da Coreia do Sul, referindo-se aos problemas econômicos enfrentados pelos Estados Unidos e pela Europa, acrescentou: “Em tempos de crise, se os países, para sua própria sobrevivência, defendem ideias protecionistas, a recuperação da economia leva muito tempo”.

Um acordo de livre comércio entre os três países englobaria um mercado de mais de 1,5 bilhão de pessoas. Laços econômicos e comerciais mais estreitos também ajudariam a reduzir a desconfiança política na região, um legado da época da invasão da China e da península coreana no início do século XX.

(Bloomberg)

Reunião para formar governo de coalizão termina sem acordo na Grécia



A reunião entre o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, e os líderes dos três principais partidos do país terminou neste domingo sem uma resposta conclusiva para costurar um acordo que prevê a formação de um governo de coalizão. 

"As negociações continuam", informou Antonis Samaras, líder do partido conservador Nova Democracia, aos jornalistas após a reunião. Ainda participaram do evento Evangelos Venizelos, do Partido Socialista (Pasok), e Alexis Tsipras, do esquerdista Syriza.

Os partidos gregos não chegaram a um denominador comum em relação às medidas de austeridade exigidas no plano de resgate apresentado pela União Europeia e FMI. Caso os partidos não cheguem a um acordo até terça-feira sobre a formação de um executivo, serão convocadas novas eleições para junho.

"As conversações continuam, mas estamos prontos para as eleições", disse Evangelos Venizelos, em discurso imediatamente após o encontro com o presidente da Grécia.

(Valor, com Dow Jones Newswires)