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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

FMI critica política fiscal do governo brasileiro


Para Fundo, 'microgerenciamento' afeta credibilidade e causa incerteza


Missão do organismo cita baixo investimento como risco e critica empréstimos via bancos públicos

Relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o Brasil divulgado ontem afirma que o "excessivo microgerenciamento na política fiscal enfraqueceu a credibilidade do modelo fiscal de longo prazo" e reduz a expectativa de crescimento potencial.

O FMI, na crítica, cita especificamente estímulos tributários do governo e manobras com receitas extraordinárias e outros ajustes para mitigar os custos desses estímulos e fechar a conta do superavit fiscal (economia feita pelo país para pagar juros da dívida), de 2,1% do PIB em 2012.

A avaliação, produzida a partir de entrevistas com representantes do governo e do setor privado feitas por uma missão do Fundo que visitou o país em maio, aponta ainda que essas incertezas na política fiscal pesaram nos investimentos no país.

Apesar de reconhecer uma recuperação gradual da desaceleração em 2011 e 2012 por causa do consumo "resiliente" e do aumento "recente" dos investimentos, o texto lista vários riscos para a economia brasileira, além da baixa taxa de investimento.

Pressão inflacionária, correção do mercado imobiliário e gargalos no mercado de trabalho, com produtividade "estagnada", são lembrados.

O Fundo ainda aponta uma "erosão gradual do modelo fiscal". Após elogiar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o texto acusa nos últimos anos uma dependência progressiva de recursos extraordinários para se atingir a meta fiscal, além de grandes transferências de bancos públicos.

ATRASO

O relatório, feito anualmente, ficou pronto em julho, mas o governo brasileiro não permitiu sua divulgação até que ocorressem correções pedidas pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda no cálculo do endividamento do país.

Para o Fundo, a dívida bruta do Brasil equivale a 68,3% do PIB; já no cálculo brasileiro, é de 59,3%.

"Demorou demais", disse, em coletiva, o representante do país no Fundo, Paulo Nogueira Batista Jr.

Por ser um retrato feito em maio, ele ignora as mudanças ocorridas na política da Federal Reserve, o banco central americano, que indicou reduzir o expansionismo monetário até o fim do ano.

O documento do Fundo diz que o crescimento do país foi guiado principalmente pelo consumo. Apesar do expansionismo monetário e fiscal desde 2011, o crescimento tem sido mais fraco e irregular que o previsto após despencar no terceiro trimestre de 2011.

A fase inicial de recuperação teve consumo forte, mas investimento fraco ante a incerteza global e a "confiança empresarial reduzida".

"A economia está operando perto de seu potencial e continua sujeita a limitações no lado da oferta, que seguram o crescimento abaixo de seu potencial de médio prazo e exacerbam as pressões inflacionárias", diz o texto.

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

domingo, 13 de maio de 2012

Reunião para formar governo de coalizão termina sem acordo na Grécia



A reunião entre o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, e os líderes dos três principais partidos do país terminou neste domingo sem uma resposta conclusiva para costurar um acordo que prevê a formação de um governo de coalizão. 

"As negociações continuam", informou Antonis Samaras, líder do partido conservador Nova Democracia, aos jornalistas após a reunião. Ainda participaram do evento Evangelos Venizelos, do Partido Socialista (Pasok), e Alexis Tsipras, do esquerdista Syriza.

Os partidos gregos não chegaram a um denominador comum em relação às medidas de austeridade exigidas no plano de resgate apresentado pela União Europeia e FMI. Caso os partidos não cheguem a um acordo até terça-feira sobre a formação de um executivo, serão convocadas novas eleições para junho.

"As conversações continuam, mas estamos prontos para as eleições", disse Evangelos Venizelos, em discurso imediatamente após o encontro com o presidente da Grécia.

(Valor, com Dow Jones Newswires)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

G-20 vai ampliar base de empréstimos do FMI em US$ 430 bilhões

SÃO PAULO -  O G-20 – grupo que reúne as maiores economias do mundo – divulgou nesta sexta-feira um comunicado no qual o grupo se compromete a ampliar a base de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) em mais de US$ 430 bilhões, para aumentar o poder de fogo do Fundo e evitar um contágio da crise na Europa.

Os novos recursos prometidos pelo G-20 vão ampliar a capacidade de empréstimo do Fundo para US$ 700 bilhões, segundo o comunicado.

“Existem firmes compromissos para aumentar os recursos disponíveis ao FMI em mais de US$ 430 bilhões, além do aumento da quota sob a reforma de 2010”, diz o documento divulgado ao fim do encontro dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G-20.

Segundo a nota, os recursos do FMI não serão destinados a uma região específica e estarão disponíveis a todos os países-membros do órgão multilateral.

Brasil, Rússia, Índia e China - que compõem os Brics - vão contribuir com novos recursos ao FMI, mas o grupo ainda não está preparado para colocar um número sobre essa contribuição, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“A posição unânime dos Brics é dar suporte... aumentar os fundos do FMI, mas não vamos divulgar os montantes que iremos contribui”, disse Mantega aos repórteres ao final do encontro dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais do G-20, em Washington.
“Nós condicionamos esta ajuda [aos membros do FMI] à conclusão da reforma das quotas, para que nós, mercados emergentes, possamos ter mais representação. Isso está no comunicado”, disse Mantega.

Os Brics vão continuar a negociar com o FMI e o grupo espera alcançar uma decisão no próximo encontro do G-20 no México, nos dias 18 e 19 de junho.

O ministro brasileiro disse que a Europa tem feito o suficiente para construir sua muralha de proteção - fundos de resgate para evitar o contágio da crise da dívida -, mas que a zona do euro precisa agora estimular o crescimento econômico.
(Suzi Katzumata | Valor, com Dow Jones Newswires)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Diretora do FMI, Lagarde alerta que economia global está em perigo

Christine Lagarde. Foto de arquivo




A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a economia mundial está em perigo e pediu a união dos europeus diante da crise da dívida que tem ameaçado o sistema financeiro global.
Na Nigéria, na semana passada, a diretora do FMI disse que a previsão do Fundo de 4 por cento de crescimento mundial em 2012 poderia ser revista para baixo, mas não deu nenhum novo número.
"A economia mundial está numa situação perigosa", afirmou ela a um jornal francês, em entrevista publicada neste domingo.
A crise da dívida, que entra em 2012 depois que uma cúpula europeia no início do mês acalmou apenas temporariamente os mercados, "é uma crise de confiança na dívida pública e na solidez do sistema financeiro", declarou Lagarde.
Líderes europeus planejam um novo tratado para aprofundar a integração econômica na zona do euro, mas não é certo que o novo acordo irá conter a crise, que começou em 2009 na Grécia e agora ameaça a França e mesmo a poderosa Alemanha.
"A cúpula de 9 de dezembro não alcançou termos financeiros detalhados o suficiente e foi muito complicada nos princípios fundamentais", afirmou Lagarde.
"Seria bom se os europeus falassem como uma só voz e anunciassem um cronograma simples e detalhado", completou. "Os investidores estão esperando. Grandes princípios não impressionam".
Parte do problema, segundo ela, têm sido as reivindicações protecionistas nos países, tornando "difícil formar uma estratégia internacional contra isso".
De acordo com Lagarde, "os parlamentos reclamam de usar dinheiro público ou garantir o apoio do seu Estado para outros países. O protecionismo está sendo debatido, e o cada um por si está ganhando terreno."
Ela não especificou a que países se referia.
Países emergentes, que tinham sido os motores da economia mundial antes da crise, também estão sendo afetados, disse Lagarde, citando China, Brasil e Rússia.
"Esses países vão sofrer com a instabilidade", afirmou ela na entrevista.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E agora como é fica essa grande M........


Como devolvem a inocência do homem? e de muitos homens inocentes que foram injustamente condenados? quanto vale uma simples declara;áo de uma pessoas  para condenar pessoas? (neste caso camareira).

O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn foi solto, pela Justiça de Nova York, sob condição de que irá voltar à corte e responderá processo criminal. A Justiça não devolveu o passaporte de Strauss-Kahn.

"Eu entendo que as circunstâncias deste caso mudaram substancialmente e concordo que o risco dele não aparecer aqui diminuiu. Eu solto Strauss-Kahn sob liberdade provisória", afirmou o juiz Michael Obus.
Obus também concordou em restituir a fiança de US$ 1 milhão e o depósito de garantia de US$ 5 milhões pagos quando Strauss-Kahn foi para prisão domiciliar, diz a emissora americana MSNBC.

Segundo Benjamin Brafman, um dos advogados de Strauss-Kahn, o ex-diretor geral do FMI "será declarado inocente"

Os últimos elementos relacionados ao caso "reforçam nossa convicção de que será declarado inocente (...). É um grande alívio", disse Brafman após a decisão da Justiça de Nova York.


Strauss-Kahn é acusado de tentativa de estupro contra uma camareira de hotel em maio passado.
O ex-diretor-gerente do FMI foi solto porque os promotores têm dúvidas sobre o testemunho da suposta vítima de Strauss-Kahn e consideram que a camareira mentiu repetidas vezes desde o dia 14 de maio, quando ocorreu o incidente em um quarto de hotel em Nova York.

Segundo o jornal "New York Times" a polícia descobriu supostos vínculos da vítima, uma guineana de 32 anos, com atividade criminosa, incluindo lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.


Várias pessoas fizeram depósitos em dinheiro - que somaram US$ 100 mil - na conta bancária da suposta vítima nos últimos dois anos, e os promotores teriam conversas gravadas da camareira com indivíduos sobre o pagamento pela acusação de agressão sexual, destaca o jornal.

Leia mais no UOL

domingo, 3 de abril de 2011

"admirável mundo novo"

Crise faz economistas rever seu manual

Mercado livre, ausência do Estado e obsessão com inflação perdem força no receituário de política econômica

Olivier Blanchard, do FMI, propõe debate em busca de ideias para "admirável mundo novo" criado pela crise


ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO

O velho manual que orientou a condução da política econômica nas últimas décadas está sendo revisto.

Esqueçam os conceitos de mercados financeiros livres de interferência do Estado; da preocupação exclusiva dos Bancos Centrais com a inflação, e de reprovação ao uso de controles de capitais.

A crise financeira de 2008 provoca o surgimento de um novo pensamento econômico, batizado por Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, de "admirável mundo novo" (título do livro clássico de Aldous Huxley).

O debate também provoca polêmica no Brasil, onde o governo tem sido criticado por supostamente adotar postura mais flexível no controle da inflação e dos gastos públicos a fim de evitar desaceleração econômica brusca.

Em seminário organizado pelo FMI no início de março, houve consenso entre notáveis da economia sobre visões erradas do passado.

Há décadas o pensamento econômico predominante (também chamado de ortodoxo) defendia, por exemplo, o mínimo de interferência do Estado no funcionamento dos mercados.
A crise global de 2008 provou que se tratava de um erro. A bolha de preços no setor imobiliário em vários países desenvolvidos -fruto de especulação e endividamento excessivos- estourou arrastando o mundo para a maior recessão desde o pós-guerra.

"Há consenso agora de que bolhas precisam ser combatidas", disse à Folha o economista americano John Williamson, um dos palestrantes no evento do FMI.
Isso implica papel mais ativo do Estado nas áreas de fiscalização e regulação.

NOVAS METAS
Outro ponto que representa grande mudança em relação ao "velho consenso" se refere à política monetária.

Até então, prevalecia no pensamento econômico ortodoxo a ideia de que a política monetária deveria ter um instrumento (taxa de juros) para perseguir um objetivo (a estabilidade dos preços).

Agora, preservação do crescimento e estabilidade do sistema financeiro foram adicionados à lista de metas.
Já as regras para que bancos não tomem riscos excessivos -chamadas medidas macroprudenciais, no jargão econômico- entraram para o rol de instrumentos importantes de política monetária.

O problema, segundo Williamson, é que há discordância e dúvidas sobre como esses novos instrumentos e mecanismos para regular a atuação dos mercados devem ser implementados.
Essas incertezas também transparecem em documento escrito por Blanchard resumindo as principais conclusões da conferência:

"Nós podemos ter muitos instrumentos de políticas, mas não temos certeza sobre como usá-los".
É nessa zona cinzenta da discussão que entra a situação atual do Brasil.

O Banco Central adotou medidas prudenciais para frear a expansão do crédito e sugere que os efeitos colaterais dessa política ajudarão a reduzir pressões inflacionárias. O mercado é cético e defende forte aperto monetário via mais aumentos de juros.

Em artigo publicado na Folha na semana passada, o economista Antonio Delfim Netto disse que as conclusões do encontro do FMI indicam que o BC está em sintonia com o pensamento econômico emergente.

O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, ressalta, no entanto, que "lá fora não se pensam em medidas prudenciais como instrumento para controle de inflação", mas para evitar, por exemplo, o endividamento excessivo.

A visão é compartilhada por Eduardo Giannetti da Fonseca, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), que afirma que o principal instrumento para conter pressões inflacionárias continua sendo a taxa de juros:

"O uso de medidas prudenciais como alternativa no combate à inflação é território incerto, o que traz riscos".

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BRASIL, ECONOMICS DROPS

DFIN/MRE - INFORMAÇÃO DIÁRIA SOBRE A CRISE FINANCEIRA - 07/04/09

· Barry Eichengreen e Kevin O`Rourke divulgaram ontem breve artigo no qual comparam a evolução da produção industrial mundial, do comércio global e dos mercados acionários com o início do período da Grande Depressão. Os três itens apresentam quedas mais acentuadas na atual crise. No entanto, a resposta dos governos tem sido melhor em termos de políticas monetária e fiscal.

· O "The Times" noticiou hoje que o FMI estaria para divulgar nova estimativa para o valor dos ativos podres em posse de bancos e seguradoras que chegaria a US$ 4 trilhões. Do total, cerca de US$ 3,1 trilhões teriam se originado nos EUA e outros US$ 900 bilhões na Europa e Ásia. A estimativa anterior, no que diz respeito aos EUA, era de US$ 2,2 trilhões. Tais previsões dependem de maneira geral da evolução da economia global e especialmente dos mercados imobiliário e de trabalho.

· No início da crise, as perdas eram essencialmente vinculadas a hipotecas "subprime" e ativos relacionados a elas. Atualmente, com a deterioração do cenário, além de perdas que se espalham no mercado hipotecário, também ativos vinculados a cartões de crédito e empréstimos comerciais se tornam sem valor. Analistas estimam que as perdas já reconhecidas tenham atingido US$ 1,29 trilhões: US$ 800 bilhões nos EUA, US$ 400 bilhões na Europa e o restante na Ásia.

· Os consumidores nos EUA estão diminuindo as compras a crédito. Em fevereiro, o crédito caiu -3,5%, em termos anualizados, com relação a fevereiro de 2008. A inadimplência nos cartões cresceram para 8,82% nesse mês, maior percentual em 20 anos.

· A Irlanda, no segundo orçamento apresentado em seis meses, tenta lidar com a deterioração das contas públicas. O orçamento emergencial contempla mais aumentos nos impostos, com a criação de alíquotas intermediárias no imposto de renda de pessoa física, corte de despesas e revê de -6,75% para -8% a contração da economia em 2009.

· O Banco Mundial prevê que a economia ucraniana deverá encolher cerca de -9% em 2009, em comparação ao índice de -4% da última estimativa. Os setores da economia mais afetados pela crise são a indústria de construção civil e a de metalurgia.

· O BC australiano reduziu a taxa básica de juros para 3%, menor índice em 49 anos.

· A autoridade monetária espanhola estima que a taxa de desemprego no país alcançará 17% em 2009 e cerca de 19,5% em 2010. O BC espanhol prevê, ainda, que o déficit público em 2009 chegará a 8,3% do PIB em 2009 e 8,7% em 2010, bem acima do limite estipulado Pelas autoridades monetárias européias, de 3%.

· Bolsas internacionais (18h45): NY Dow Jones -2,34%; NY Nasdaq: -2,81%; Inglaterra: - 1,58%; Alemanha: -0,63%; França: -0,94%; Argentina: -2,98%; Japão: -0,28%; Hong Kong: -0,46%.

· A Bovespa caía -0,78% às 18h45 e o dólar -0,05 %, cotado a R$ 2,217.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

G-20 - UM MUNDO NOVO COM DINHEIRO VELHO - A NEW WORLD WITH OLD MONEY

Números trilionários do G20 ocultam ação tímida.
Maior parte dos valores anunciados ao final do encontro não é recurso novo.
Quando todos os números são somados, em lugar de US$ 1,1 tri, total de novos compromissos parece ficar abaixo de US$ 100 bilhões.
CHRIS GILESDO
"FINANCIAL TIMES",
EM LONDRES

O premiê britânico, Gordon Brown, declarou que ontem foi "o dia em que o mundo se uniu para combater a recessão, não com palavras, e sim com um plano para a recuperação e a reforma econômica". Ele afirmou que os estímulos fiscais globais, os maiores "que o mundo já viu", chegam a US$ 5 trilhões e que haveria um novo "programa de apoio para restaurar o crédito, o crescimento e os empregos, na economia mundial", de US$ 1,1 trilhão.
Os números apresentados ao final de uma conferência de cúpula internacional precisam sempre ser examinados com atenção, especialmente se quem os estiver apresentando for o primeiro-ministro britânico. A reputação de Brown por inflar números, anunciar mais de uma vez as mesmas medidas e contar duplamente os valores envolvidos é bem conhecida. O número de US$ 5 trilhões para as medidas de estímulo fiscal fica bem distante do valor total de estímulo que os EUA e o Fundo Monetário Internacional (FMI) desejavam.
Não foi oferecido nenhum dinheiro novo, e o Tesouro britânico, embora tentasse atribuir o número ao FMI, na verdade afirmou que ele se referia à elevação cumulativa na captação dos governos do G20 para o período de 2008 a 2010, ante os resultados de 2007.
Leia mais aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0304200909.htm

G-20 - A nova promessa de um mundo novo - The new promise of a new world

Alguns dos principais resultados e críticas que receberam às discussões dos países mais ricos do mundo.

1. Reforma dos sistemas financeiros nacionais e criação de mecanismos de controle dos bancos transnacionais, que regulem o mercado financeiro internacional;
2. Estimulo fiscal, gastos governamentais de cerca 5 trilhões, para incentivar o crescimento econômico;
3. Ampliação das ações do FMI e do Banco Mundial;
4. Injeção de 500 bilhões em esses organismos para ampliar o apoio e financiamento para países emergentes e, principalmente aos mais pobres;
5. A conclusão da Rodada de Doha de comércio que limite as ações protecionistas.

Algumas das críticas aos resultados da reunião questionaram a injeção de novos recursos aos organismos financeiros internacionais, devido a que foram eles os principais responsáveis da crise financeira internacional. Houve propostas que não receberam o apoio dos países participantes da reunião, como a criação de uma moeda alternativa ao dólar.
Em geral, as críticas foram no sentido de os resultados serem inviáveis e sobre as novas formas de administração desses recursos já que se criará um novo órgão chamado de “Comitê de Estabilização Financeira” aos quais poucos países prestaram atenção. Existe a dúvida sobre o papel dessa nova estrutura que pode ser, segundo alguns, uma nova forma de controle do G-7 ou G-8 (os países mais ricos do Planeta).

G. ENRÍQUEZ.

quarta-feira, 4 de março de 2009

FMI: Crise está atingindo países pobres - Crisis is reaching poor countries

O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, alertou que os países mais pobres do mundo estão começando a sentir o impacto da crise econômica global.

Strauss-Kahn descreveu o fenômeno, que teria se iniciado no início deste ano, como uma "terceira onda" da crise.

"Depois de atingir primeiramente as economias avançadas e depois as emergentes, uma terceira onda da crise financeira global está atingindo os países mais pobres e mais vulneráveis", disse ele em um comunicado divulgado na terça-feira. De acordo com o FMI, esses países sentirão o impacto da crise principalmente através de uma retração no comércio e em quedas no investimento estrangeiros e nas remessas de dinheiro enviadas pelos cidadãos que moram e trabalham fora de seus países de origem. O FMI indica que cerca de 20 países pobres estariam especialmente vulneráveis aos efeitos da crise, metade deles na África subsaariana.

Além disso, o FMI alerta que "o número de países vulneráveis pode dobrar se as condições de crescimento global e financiamento continuarem a piorar". Strauss-Kahn afirmou que os países pobres precisarão de cerca de US$ 25 bilhões (R$60 bi) em empréstimos de emergência neste ano e pediu que os países mais ricos não cortem a ajuda em doações. Segundo ele, a continuidade do fluxo de ajuda financeira pode prevenir o que chamou de uma "crise humanitária" nos países mais pobres.