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sexta-feira, 20 de abril de 2012

G-20 vai ampliar base de empréstimos do FMI em US$ 430 bilhões

SÃO PAULO -  O G-20 – grupo que reúne as maiores economias do mundo – divulgou nesta sexta-feira um comunicado no qual o grupo se compromete a ampliar a base de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) em mais de US$ 430 bilhões, para aumentar o poder de fogo do Fundo e evitar um contágio da crise na Europa.

Os novos recursos prometidos pelo G-20 vão ampliar a capacidade de empréstimo do Fundo para US$ 700 bilhões, segundo o comunicado.

“Existem firmes compromissos para aumentar os recursos disponíveis ao FMI em mais de US$ 430 bilhões, além do aumento da quota sob a reforma de 2010”, diz o documento divulgado ao fim do encontro dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G-20.

Segundo a nota, os recursos do FMI não serão destinados a uma região específica e estarão disponíveis a todos os países-membros do órgão multilateral.

Brasil, Rússia, Índia e China - que compõem os Brics - vão contribuir com novos recursos ao FMI, mas o grupo ainda não está preparado para colocar um número sobre essa contribuição, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“A posição unânime dos Brics é dar suporte... aumentar os fundos do FMI, mas não vamos divulgar os montantes que iremos contribui”, disse Mantega aos repórteres ao final do encontro dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais do G-20, em Washington.
“Nós condicionamos esta ajuda [aos membros do FMI] à conclusão da reforma das quotas, para que nós, mercados emergentes, possamos ter mais representação. Isso está no comunicado”, disse Mantega.

Os Brics vão continuar a negociar com o FMI e o grupo espera alcançar uma decisão no próximo encontro do G-20 no México, nos dias 18 e 19 de junho.

O ministro brasileiro disse que a Europa tem feito o suficiente para construir sua muralha de proteção - fundos de resgate para evitar o contágio da crise da dívida -, mas que a zona do euro precisa agora estimular o crescimento econômico.
(Suzi Katzumata | Valor, com Dow Jones Newswires)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Novos países surgem como os principais "Players" no mundo científico


 A ciência dos países em desenvolvimento é destaque no relatório produzido pela Royal Society, a academia de ciências do Reino Unido, e divulgado na segunda-feira (28).

De acordo com o documento, Brasil, China, Índia e Coreia do Sul estão "emergindo como atores principais no mundo científico para rivalizar com as superpotências tradicionais" - Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão.

Na China, o investimento em pesquisa e desenvolvimento tem crescido a uma média de 20% ao ano desde 1999, chegando aos US$ 100 bilhões (ou 1,44% do PIB) em 2007. E o país pretende investir ainda mais, alcançando um investimento no setor de 2,5% do PIB até 2020.

"O crescimento da China é sem dúvida o mais impressionante, mas Brasil, Índia e Coreia do Sul estão rapidamente no mesmo caminho e (com base na simples extrapolação de tendências existentes) poderão ultrapassar a produção [científica] da França e do Japão no início da próxima década", disse o relatório.

"O Brasil, na linha de sua aspiração de se tornar uma 'economia do conhecimento natural', com base em seus recursos naturais e ambientais, está trabalhando para aumentar o investimento em pesquisa de 1,4% do PIB, em 2007, para 2,5%, em 2022", apontou o relatório - segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o País aplicou 1,1% do PIB em ciência em 2007.

O documento também identifica outros países que estão se destacando no cenário internacional, ainda que não tenham uma sólida base no setor, como Cingapura, Irã, Tunísia e Turquia.

"O mundo científico está mudando e novos atores estão surgindo rapidamente. Além da emergência da China, notamos evoluções no Sudeste Asiático, no Oriente Médio e no norte da África, entre outros. O aumento da pesquisa e da colaboração científica, que pode nos ajudar a encontrar soluções para os desafios globais, é muito bem-vindo", disse Sir Chris Llewellyn Smith, que presidiu o grupo consultor do estudo.

"Os dados do relatório da Royal Society são interessantes e registram o progresso que o Brasil vem tendo nos últimos 20 anos no aumento de sua produção científica. Alguma cautela deve ser adotada, entretanto, pois, após 2008, com a crise econômica mundial, pode ter havido mudanças nas tendências extrapoladas. Além disso, o relatório parece ter se baseado muito em fontes secundárias em vez de usar as fontes primárias de dados, que seriam mais confiáveis", disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

Artigos publicados - Uma grande variedade de dados foi analisada para o levantamento, incluindo tendências no número de publicações científicas produzidas por todos os países.

Os dados de publicações e citações foram produzidos e analisados em colaboração da Royal Society com a Elsevier, utilizando a base Scopus e resumos da literatura científica global analisada por pares.

Os dados indicam mudanças na autoria dos artigos científicos entre os períodos de 1993-2003 e 2004-2008. Embora os Estados Unidos ainda continuem na liderança, sua parcela na produção científica mundial caiu de 26% para 21% entre os períodos. A China, por sua vez, passou de sexto para o segundo lugar, pulando de 4,4% para 10,2% do total. O Reino Unido continua em terceiro, mas com queda de 7,1% para 6,5%.



Leia o relatório completo no sitio da "the Royal Society" Aqui