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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Por ordem do Itamaraty, embaixador não acompanhou os senadores em Caracas





Embaixador do Brasil em Caracas, Ruy Pereira se absteve de acompanhar a comitiva de oito senadores que foi hostilizada na Venezuela nesta quinta-feira (18). Após recepcionar os visitantes no aeroporto, o diplomata se despediu. Alegou que tinha outros compromissos. Agiu assim por ordem do Itamaraty.

O governo brasileiro avaliou que a participação direta do embaixador numa comitiva cujo principal objetivo era visitar na prisão o líder oposicionista venezuelano Leopoldo Lópes causaria problemas diplomáticos com o governo pós-chavista de Nicolás Maduro. Algo que Dilma Rousseff não quer que ocorra.

“O embaixador nos virou as costas”, disse ao blog o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), após desembarcar na Base Aérea de Brasília na madrugada desta sexta-feira (19). Vinha de uma missão paradoxal, que teve sucesso porque fracassou.

Destratados por manifestantes leais a Maduro e retidos nos arredores do aeroporto por um bloqueio das vias públicas, os senadores retornaram a Brasília sem cumprir a agenda que haviam programado. A frustração virou êxito porque o governo de Caracas revelou-se capaz de tudo, menos de exibir seus pendores democráticos.

“Entre a cumplicidade com o regime ditatorial de Maduro e a assistência a cidadãos brasileiros em apuros, a nossa diplomacia preferiu o papel de cúmplice”, queixou-se o tucano Cunha Lima. “O que aconteceu ficou acima das piores expectativas”, ecoou o também tucano Aécio Neves (MG). “Uma missão oficial do Senado foi duramente agredida e o governo brasileiro nada fez para nos defender.”

Horas antes do desembarque dos senadores na Base Aérea de Brasília, ainda na noite de quinta-feira (18), um grupo de deputados estivera no Itamaraty para conversar com o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores). Enquanto aguardavam pelo início da audiência, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) acionou o viva-voz do celular para que os colegas ouvissem um relato direto de Caracas.

Do outro lado da linha, o senador Ricardo Ferraço contou o que sucedera. E realçou a ausência de Ruy Pereira, o embaixador brasileiro em Caracas. Assim, armados de informações recebidas do front, os deputados entraram no gabinete do chanceler Mauro Vieira dispostos a crivá-lo de perguntas incômodas.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) indagou: por que o embaixador recebeu a comitiva de senadores no aeroporto e foi embora? O ministro alegou que o diplomata não poderia acompanhar os visitantes numa incursão ao presídio onde se encontra o oposicionista Leopoldo Lópes. Sob pena de provocar um incidente diplomático.

Raul Jungmann foi ao ponto: de quem partiu a ordem? O chanceler informou que o embaixador seguiu orientação do Itamaraty. Jungmann insistiu: então, ministro, o senhor está declarando que o governo brasileiro deu a ordem para que o embaixador se ausentasse? O ministro respondeu afirmativamente.

Pouco depois desse encontro, o Itamaraty soltaria uma nota oficial sobre o fuzuê de Caracas. Em telefonema para Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrara uma manifestação formal de repúdio do Executivo. O texto anota que “o governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país.”

Não há na nota nada que se pareça com uma crítica ao governo de Nicolás Maduro. “São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros'', escreveu o Itamaraty, como se desse crédito à versão segundo a qual os militantes que cercaram a van que transportava os senadores brasileiros brotaram na hora e no local exatos sem nenhuma interferência do governo venezuelano.

Como que farejando a repercussão negativa da ausência do embaixador na hora da encrenca, o Itamaraty enumerou os serviços prestados pela embaixada brasileira em Caracas. “Solicitou e recebeu do governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito'', diz a nota. “Os policiais, embora armados, assemelhavam-se a agentes de trânsito do Brasil”, comparou o tucano Cunha Lima. “Nada fizeram para conter as hostilidades. Se a coisa descambasse, não creio que impediriam o pior.”

“O embaixador do Brasil na Venezuela recebeu a comissão na sua chegada ao aeroporto”, acrescentou o Itamaraty em sua nota. E Cunha Lima: “Sim, recebeu, mas virou as costas e foi embora”.

“Os senadores e demais integrantes da delegação embarcaram em veículo proporcionado pela Embaixada, enquanto o embaixador seguiu em seu próprio automóvel de retorno à embaixada. Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento”. Se o embaixador ficou retido, ninguém soube. Impedidos de prosseguir, os senadores viram-se compelidos a retornar para o aeroporto. O diplomata Ruy Pereira não deu as caras.

O texto do Itamaraty compra como verdadeira uma informação contestada pela venezuelana María Corina Machado, deputada cassada por divergir de Maduro. O bloqueio foi “ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo governo colombiano”, sustentou o documento da chancelaria brasileira.

E María Corina, no Twitter: “Está totalmente trancada a autopista porque ‘estão limpando os túneis’ e por ‘protestos’. Se o regime acreditava que trancando as vias impediria que os senadores constatassem a situação de direitos humanos na Venezuela, conseguiu o contrário. Em menos de três horas, os senadores brasileiros descobriram o que é viver na ditadura hoje na Venezuela.''

“O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os senadores”, acrescentou a nota oficial. “O embaixador ficou nos tapeando pelo telefone”, contestou Cunha Lima. Recebeu orientação do Itamaraty para fazer isso.”

Ainda de acordo com a nota do Itamaraty, o embaixador Ruy Pereira “retornou ao aeroporto e os despediu [sic] na partida de Caracas.'' Na versão de Cunha Lima, o retorno do diplomata serviu apenas para reforçar a pantomima. “Ele dizia que estava muito distante. Quando decidimos partir, apareceu em menos de cinco minutos. Eu me recusei a cumprimentá-lo. O senador Ricardo Ferraço também não o cumprimentou.

“À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o governo brasileiro solicitará ao governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido”, encerrou a nota do Itamaraty. Para os congressistas, quem deve explicações no momento é o governo brasileiro.

O deputado Raul Jungmann formalizará na Câmara pedido de convocação do chanceler Mauro Vieira e do embaixador Ruy Pereira para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara. Cunha Lima requisitará a presença da dupla na Comissão de Relações Exteriores do Senado. De resto, os parlamentares se reunirão nesta sexta-feria, na liderança do PSDB no Senado, para decidir as providências que serão adotadas em reação aos episódios de Caracas. Uma delas é cobrar do governo Dilma que coloque em prática a cláusula democrática prevista no tratado do Mercosul.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Indicadores de Pobreza e extrema pobreza na Venezuela. A conferir...


Se os dados correspondem à realidade, a Venezuela teria superado o Brasil no seu combate à pobreza. 



Outros dados também mostram que o analfabetismo tem diminuído significativamente nesse país bolivariano.



  

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Resultados do vestibular da UFPA será divulgado neste sábado, dia 5

Listão da UFPA será divulgado neste sábado, dia 5




O resultado do Processo Seletivo 2013 (PS 2013) da Universidade Federal do Pará (UFPA) será divulgado neste sábado, dia 5 de janeiro, a partir das 10h. O Centro de Processos Seletivos da Instituição (Ceps) recebeu nesta quarta-feira, 2 de janeiro, os dados do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) - que equivale à Primeira Fase do PS 2013 - e já está processando as informações.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 90 universidades e institutos federais brasileiros utilizam o Exame na seleção de candidatos. Na UFPA, além do Enem, os 76.874 candidatos inscritos no concurso participaram da segunda fase do processo seletivo no dia 9 de dezembro e 68.745 deles continuam na disputa por uma das 8.569 vagas ofertadas em 179 cursos de graduação em Belém e em outras dez cidades do interior do Estado.

A divulgação inicia-se a partir das 8h com a reunião da Comissão Permanente de Processos Seletivos da UFPA (Coperps), a qual é responsável pela realização do concurso. Após homologado, o “listão” será entregue ao reitor em exercício, Edson Ortiz, e em seguida, divulgado para a imprensa durante uma entrevista coletiva realizada no Centro de Eventos Benedito Nunes, no campus básico, no bairro Guamá.

No encontro com os jornalistas, além do reitor, estarão disponíveis para entrevistas também a presidente da Coperps, Marlene Freitas; a diretora do Ceps, Marilucia Oliveira; e o diretor do Centro de registro e Indicadores Acadêmicos (CIAC), Aluizio Barros, além de integrantes da Coperps e da administração superior da Universidade que acompanham a cerimônia.

Entre os temas abordados estão informações sobre a realização do concurso, sobre o preenchimento das vagas e, ainda, orientações aos calouros sobre documentos e procedimentos para habilitação, matrícula e início das aulas na Universidade. A previsão da UFPA é de que a tradicional leitura do resultado pelas rádios se inicie por volta das 10h30 da manhã e cerca de meia hora após o início da transmissão, o listão estará disponível no site do Ceps e no Portal da UFPA.

Números e novidades – Este ano a Universidade Federal do Pará oferta 8.569 vagas em 179 cursos de graduação em diversas áreas do conhecimento. Entre os candidatos que não concorrem pelo sistema de cotas, a maior procura é pelo curso de Medicina. Já entre os cotistas, Educação Física é o curso mais procurado. Entre as novidades do PS 2013, destacam-se a criação da reserva de vagas para estudantes quilombolas e a adoção da cota renda, prevista pela nova legislação brasileira. Além disso, a UFPA criou dois novos cursos de graduação: Engenharia Biomédica e Tecnólogo em Produção Multimídia.

Serviço:

Resultado do PS 2013 da UFPA
Data: 5 de janeiro de 2013
Local: Centro de Eventos Benedito Nunes (CEBN), no Campus Básico da UFPA.
Divulgação: no www.ufpa.br e no www.ceps.ufpa.br

Texto: Glauce Monteiro - Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Karol Khaled




Outras.



CARACAS - O ministro da Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, disse na noite desta quinta-feira, em um pronunciamento nacional transmitido pela TV, que o presidente do país, Hugo Chávez, está sofrendo complicações de uma “infecção pulmonar severa”, três semanas depois da quarta cirurgia contra um câncer, realizada em Cuba.

Nesta quinta, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, retornou a Caracas, após ter passado os últimos dias em Havana. “O presidente Chávez está consciente das circunstâncias, circunstâncias complexas. Está consciente da batalha que enfrenta, com a mesma energia de sempre”, disse o vice-presidente na tarde desta quinta-feira, ao chegar à capital venezuelana.

Mais cedo, o fato de alguns dos mais importantes líderes políticos da Venezuela terem se reunido em Havana desencadeou uma onda de rumores sobre o estado de saúde de Chávez. Ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, considerado o principal rival de Maduro na disputa pela herança política chavista, o vice-presidente culpou a mídia de “ultradireita” ao redor do mundo e o governo dos Estados Unidos por relatos “falsos” e “danosos” sobre as condições de saúde do líder venezuelano.

(Dow Jones Newswires)


Orçamento 2012/2013 do ONS é ampliado para R$ 511 milhões


BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou hoje um novo orçamento para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o período de julho de 2012 a junho de 2013.


O novo orçamento será de R$ 511,219 milhões para o período, conforme resolução publicada nesta sexta-feira no “Diário Oficial da União”.


Do total, R$ 426,443 milhões serão destinados a despesas de custeio, R$ 73,717 milhões ao plano de ação proposto pelo ONS e R$ 11,058 milhões a aquisições e benfeitorias, que estão detalhadas na resolução.


A norma altera o orçamento anterior do ONS para o período, que havia sido aprovado em junho, no valor de R$ 493,877 milhões. O ONS, que havia solicitado R$ 511,2 milhões, apresentou um pedido de reconsideração.


(Maíra Magro | Valor)


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Em coma induzido

Em nome de Chávez, Nicolás Maduro envia mensagem a militares venezuelanos


Caracas, 28 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se recupera de uma nova operação em Cuba pela reaparição de um câncer, enviou nesta sexta-feira uma mensagem de fim de ano à Força Armada Nacional Bolivariana, que foi lida em um ato por seu vice-presidente e chanceler, Nicolás Maduro.

"Elevo minha voz para transmitir-lhes, camaradas da Força Armada Nacional Bolivariana, o renovado e fraterno testemunho de respeito, admiração, gratidão e carinho do povo heróico de Simón Bolívar", declarou Maduro, que assegurou que transmitiu a mensagem em "nome" e sob "ordens e instruções" de Chávez.

"Aqui em Havana, na Cuba revolucionária, me sinto pleno de fé em Cristo redentor, em sua misericórdia infinita, pleno de fé no amor de nosso povo que me cura com suas orações e bênçãos de cada dia, pleno de fé pelo compromisso e pela lealdade que a Força Armada revolucionária me está demonstrando nesta hora tão complexa e difícil", acrescentou a carta.

Maduro, que liderou um ato com as tropas na cidade de Barcelona, comentou ter cumprido "com emoção e amor a tarefa" de transmitir a mensagem de Chávez aos militares, aos quais lembrou que "têm a responsabilidade de garantir a paz e a soberania desta terra sagrada, deste povo sagrado de Bolívar".

Esta é a primeira mensagem de Chávez divulgada durante um ato oficial, depois que no dia 24 de dezembro Maduro disse ao canal estatal "VTV" que tinha conversado por telefone durante 20 minutos com o governante, que, assegurou, estava caminhando, fazendo exercícios e lhe deu "ordens de trabalho".


Nicolás Maduro


UOL.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está em coma induzido, com os sinais vitais muito debilitados, mantidos por aparelhos, no hospital de Havana (Cuba), onde foi internado para a quarta cirurgia de remoção de um tumor na região pélvica. A informação é do diário espanhol "ABC", que complementa afirmando que está programado, para os próximos dias, o desligamento dos equipamentos que vêm mantendo o presidente venezuelano vivo.


Leia mais
Chávez apresenta novas complicações após operação em Havana

Segundo o "ABC", as autoridades venezuelanas já se preparam para o pior. Seu genro e ministro de Ciência e Tecnologia afirma que Chávez chegou ao fim de ano "tranquilo e estável".

Chávez passou por uma cirurgia no dia 11 de dezembro para a retirada de um câncer no intestino. Segundo o jornal, a equipe de médicos russos, assistidos por cubanos, retirou 43 cm de intestino do presidente. No entanto, exames apontaram metástases na bexiga e na medula óssea, o que exigiria um transplante de medula, o que a saúde frágil de Chávez não permitiu.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

PIB da Venezuela cresce 5,6% no primeiro semestre


O Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela cresceu 5,4% no segundo trimestre deste ano em comparação com igual período do ano passado. Esse foi o sétimo trimestre seguido em que a economia do país avançou, segundo os números divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central da Venezuela.

O setor de petróleo expandiu-se 1% no período, enquanto o de construção cresceu 17,6%. Mineração foi o único setor que recuou no segundo trimestre, caindo 4,5%. Nos primeiros seis meses deste ano, o PIB venezuelano aumentou 5,6% ante igual intervalo do ano passado.
O presidente Hugo Chávez elevou fortemente os gastos públicos em programas sociais antes da eleição de 7 de outubro, na qual buscará a reeleição. Um programa que prevê a construção de centenas de milhares de casas para os cidadãos de baixa renda nos próximos vários anos é uma das principais bandeiras de Chávez na corrida eleitoral contra o candidato da oposição, Henrique Capriles.
(Dow Jones)
Valor Econômico.

sábado, 14 de julho de 2012

Agora no Mercosul, Venezuela produz 'carro socialista' e modelos que servem ao Brasil


Daihatsu Terios, que na Venezuela é fabricado e vendido pela Toyota: por ora o jipinho "não está no radar" do Brasil, que, por sua vez, deve exportar mais Corollas ao país de Chávez


A entrada da Venezuela no Mercosul, anunciada no final de junho, foi uma das grandes surpresas geopolíticas de 2012. Brasil, Argentina e Uruguai aproveitaram a suspensão até 2013 do Paraguai, punido pelo impeachment-relâmpago do presidente Fernando Lugo, e admitiram o país de Hugo Chávez na área de livre comércio -- um acordo que inclui facilidades aduaneiras e tributárias e que é crucial para a indústria automotiva local.

O Paraguai era contra a adesão venezuelana.
Brasil e Argentina têm parques industriais e mercados internos complementares no setor de veículos. As quatro grandes montadoras brasileiras (Fiat, General Motors, Volkswagen e Ford) tratam suas fábricas no país vizinho como se fossem daqui, apenas um pouquinho mais distantes. São feitos lá, entre outros, Grand Siena, Classic, SpaceFox e Focus. Toyota e PSA também são empresas fortemente beneficiadas pelo Mercosul.

Agora, cabe a pergunta: como fica o setor automotivo desses países com a adesão da Venezuela ao bloco, caso sejam estendidos a ela os benefícios em vigência atualmente (um processo que pode demorar alguns anos)?

O ambiente politico do país é instável -- já se aventou até a estatização de fábricas de veículos locais -- e o "socialista bolivariano" Chávez, no poder desde 1999 e candidato a nova reeleição este ano, é imprevisível. Mas as regras do Mercosul, inclusive a cláusula democrática usada para punir o Paraguai, podem "enquadrar" a Venezuela e oferecer melhores perspectivas de negócio.

Presidente venezuelano Hugo Chávez em visita à Venirauto em 2010; evento e imagem ainda são destacados no site da montadora
  A indústria automotiva venezuelana, e a relação do país com os carros, é peculiar. A produção local conta atualmente com fábricas de General Motors, Ford, Toyota e Venirauto, esta uma joint venture venezuelana-iraniana. A Chery está chegando ao país.

Caracas, a capital, tem problemas crônicos com o trânsito e é pioneira na implantação do rodízio veicular. A gasolina é quase de graça, devido às vastas reservas de petróleo do país. O mercado interno é descrito como "volátil", e em fases de alta demanda os carros usados ficam mais caros que os novos -- pois a entrega é imediata.

O pico de vendas internas de veículos na "era Chávez" foi em 2007, com 491.899 emplacamentos (entre 2005 e 2006 o crescimento foi de mais de 50%), mas os números vêm piorando desde então e, no ano passado, foram apenas 114.888 vendas, segundo a Cavenez (espécie de Fenabrave local). O país tem cerca de 29 milhões de habitantes.

Assim como no Brasil, a marca GM produzida na Venezuela é a Chevrolet. O elenco de modelos conta com o subcompacto Spark e o compacto Aveo, ambos uma geração atrasados em relação ao resto do mundo (o Aveo hoje é o Sonic). Outro carro feito pela GM na Venezuela é o Optra, sedã médio com motor 1.8 e cara de Astra brasileiro. O Cruze é importado.

Seguindo instruções da assessoria da GM local, UOL Carros enviou e-mail com perguntas sobre o novo status da Venezuela no Mercosul e as consequências disso para a fabricante; até a publicação desta reportagem as respostas não chegaram.

No Brasil, a GM trata a inclusão venezuelana no bloco como um "fato novo". De acordo com sua assessoria, atualmente não existe relação comercial entre as filiais -- nunca importamos, mas já houve exportação de carros Chevrolet do Brasil para a Venezuela. No entanto, o novo status do país vizinho já é tema de "estudos" internos na companhia.


QUE TAL UM JIPINHO?
O destaque da Toyota venezuelana é o jipinho Terios, que já foi vendido no Brasil com o emblema da Daihatsu, marca especialista em kei cars controlada pela gigante japonesa.

Ouvida por UOL Carros, a seção brasileira da Toyota também disse que a mudança no Mercosul é muito recente, mas que um provável efeito dela já pode ser especulado: o aumento da exportação do sedã Corolla para a Venezuela, hoje em dia feita em volumes muito baixos.

E o Terios? A resposta foi que o jipinho "não está no radar" da Toyota do Brasil. A empresa, neste momento, só pensa no Etios, seu próximo lançamento no país. O fato é que, com 4,06 metros e tração 4x4, o mini-SUV venezuelano poderia ser um produto interessante por aqui, praticamente sem concorrentes e abaixo do RAV4 na gama da Toyota. Mas isso quem diz é UOL Carros; a fabricante manteve silêncio.
    Reprodução
    Esse é o Turpial, o "basicão" da Venirauto: nome é emprestado do pássaro-símbolo da Venezuela
Já a Ford fabrica por lá a nova geração do SUV Explorer, alinhado com o que é feito nos Estados Unidos. Também produz o Fiesta Rocam e a Ranger antiga. Questionada, a assessoria da empresa no Brasil não enviou respostas sobre o tema até a publicação desta reportagem.

SOCIALISMO AUTOMOTIVO
Por fim, a Venirauto, invenção de Chávez para incrementar a relação político-comercial com o Irã, surgiu em 2006 com capital estatal dos dois países e controle venezuelano (64% e 36% de participação).

Produz dois sedãs, Turpial e Centauro, com visual do século 20 e plataformas superadas (a do Turpial é do antecessor do Kia Rio). Os preços ficam entre o equivalente a R$ 15 mil e a R$ 22 mil.

De acordo com o site da Venirauto (que tem imagens do presidente venezuelano visitando a linha de montagem), há apenas oito concessionárias autorizadas em todo o país.

A Venirauto se autointitula uma "empresa socialista", donde se conclui que seus carros também são "socialistas" -- uma espécie de Trabant sulamericano. As vendas são consideradas um fracasso e não aparecem no relatório da Cavenez.
 André Deliberato
Claudio Luis de Souza
Do UOL, em São Paulo (SP)

domingo, 8 de julho de 2012

A Venezuela e a ampliação do Mercosul



Artigo de domingo: Venezuela bem vinda ao Mercosul


Publicado em O Liberal (08/07/2012)
Cláudio Puty (*)
Por uma cruel ironia da História, o golpe parlamentar contra Fernando Lugo no Paraguai foi um fator decisivo para superar um impasse que durava sete anos no Mercosul, possibilitando que a Venezuela finalmente ingressasse no bloco. Essa adesão vinha sendo barrada pelo Senado do Paraguai desde 2009; agora, com a suspensão deste país do Mercosul por conta da ruptura institucional, o pedido da Venezuela pôde ser aceito. Por um lado, essa crise eliminou qualquer dúvida sobre o papel da oligarquia que domina o Paraguai há seis décadas na estratégia dos EUA de dividir o bloco por meio de acordos bilaterais de livre comércio com países da região. Por outro, a adesão da Venezuela ao Mercosul é um passo decisivo para a consolidação do projeto sul-americano de integração, por mais que os porta-vozes do fim do mundo da direita nativa torçam o nariz.        

Haverá um considerável incremento da economia regional, com o PIB total do bloco atingindo US$ 3,2 trilhões – 75% da economia sul-americana – e uma população de 272 milhões de pessoas, algo como 70% do total da região. Mais importante do que essa nada desprezível pujança econômico-social, no entanto, é o fato de a adesão da Venezuela representar um turning pointgeopolítico do Mercosul, que a partir de agora deixa de ser uma entidade limitada ao Cone Sul para expandir-se em direção ao norte da América do Sul. E esse deslocamento possibilitará a integração dos Estados amazônicos ao projeto de integração regional, como assinalaram Pedro Barros, Luiz Pinto e Felippe Ramos em artigo na Folha de S. Paulo.            
Os autores lembram que a importância econômica da Venezuela também poderá contribuir para dar mais equilíbrio ao bloco, atenuando o peso de Brasil e Argentina. A Venezuela tem hoje o 24º PIB mundial – o Brasil, o 7º e a Argentina, o 27º – ficando adiante do Chile, Peru, Bolívia e Paraguai. E não é apenas isso: as reservas comprovadas do país vizinho atingem mais de 250 bilhões de barris de petróleo (cerca de 20% das reservas mundiais), superando inclusive a Arábia Saudita, segundo o relatório anual de 2011 da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Além disso, a Venezuela detém a oitava maior reserva de gás do planeta, de acordo com o Informe Estatístico de Energia Mundial 2011, da British Petroleum, sem falar das riquezas minerais como níquel, carvão, zinco, prata, cobre, cromo, chumbo, bauxita, diamantes, ouro e manganês e fosfato.
Em relação ao Mercosul, estima-se que, com a entrada da Venezuela, o comércio intra-bloco aumentará cerca de 20%. Já o Brasil poderá incrementar o comércio com os venezuelanos, em alta desde 2003. No ano passado, tivemos um superávit de US$ 3,2 bilhões, o terceiro maior em 20 anos. A sinergia entre os dois países deverá aumentar bastante; o mercado de fertilizantes, por exemplo, é uma das possibilidades. Apesar de a Venezuela contar com grandes reservas de fosfato, ela ainda exporta pouco para o Brasil, que importa metade do que consome.
Com a Venezuela no Mercosul, ampliam-se as possibilidades de empresas brasileiras usarem o país andino como plataforma logística para exportação para o Caribe e para os Estados Unidos. A instalação de centros de distribuição no Norte também facilitaria o processo de vendas de mercadorias na região. O Pará, por exemplo, poderá aumentar significativamente a exportação de carne de búfalo para a Venezuela.  
Mas há um gargalo no comércio bilateral, que é a integração logística entre os dois países – hoje ela é feita apenas por meio de cabotagem e frete aéreo. No médio e longo prazo, será preciso investir na diversificação de modais. Como assinalou o professor Paulo Vicente dos Santos Alves, da Fundação Dom Cabral, poderíamos construir ferrovias ligando cidades como Belém e Caracas, passando pelas Guianas e pelo Suriname.
Mas, como dissemos anteriormente, a chegada da Venezuela transcende o aspecto meramente econômico e ganha uma dimensão geopolítica fundamental. Abre caminho para a integração ao Mercosul de outros países andinos e amazônicos, tornando o bloco mais abrangente. Com isso, o Mercosul se consolidará e poderá dar um salto qualitativo, avançando da fase de união aduaneira para a de integração econômica. 
(*) Deputado federal (PT-PA)

domingo, 13 de maio de 2012

Chávez termina tratamento de radiação e retorna à Venezuela



CARACAS - O presidente da Venezuela Hugo Chávez desceu as escalas do avião sem assistência para anunciar que o seu tratamento de radiação realizado em Cuba terminou "com sucesso" e que ele está otimista com os resultados. Chávez falou ontem à noite na televisão estatal do aeroporto de Caracas, dizendo que espera retomar gradualmente a "revolução", como ele se refere a sua agenda política.

Chávez chegou em casa depois de passar 11 dias em Cuba para o tratamento de um câncer. Chávez chegou em Caracas por volta das 22 horas e foi recebido no aeroporto pelo vice-presidente, Elias Jaua, além de ministros.

O socialista, que passou por três operações e diversas sessões de quimioterapia e radioterapia desde junho do ano passado, tem insistido que pode continuar como candidato de seu partido nas eleições de outubro.

Chávez tem 43% por cento das preferências dos eleitores ante 26% de seu adversário Henrique Capriles Radonski, de acordo com a pesquisa da Datanalisis realizadas entre 9 e 18 de abril.

Por Bloomberg News

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Energia - Venezuela expropia plataformas amaricanas, é pouco

A Venezuela anunciou que vai estatizar 11 plataformas de petróleo da americana Helmerich & Payne, sob a acusação de que a empresa está boicotando a produção venezuelana de petróleo.

A empresa paralisou no ano passado suas plataformas após o governo não pagar uma dívida referente a serviços já prestados. Ontem o presidente executivo da Helmerich & Payne, Hans Helmerich, disse que não havia sido notificado da intenção do governo. Ele exigiu que o governo salde a dívida, avaliada em US$ 43 milhões.

O governo americano - que mantém uma relação conflituosa com o governo do presidente Hugo Chávez - também reagiu. "Se eles tomarem essa iniciativa, nós falaremos com eles para que compensem os proprietários das plataformas", disse Mark Toner, um dos porta-vozes do Departamento de Estado dos EUA.

Toner disse ainda que a iniciativa de Caracas não contribui para o clima de investimentos na Venezuela. Na quarta-feira à noite, o ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, que acumula o cargo de presidente da estatal de petróleo, PDVSA, disse que a estatização é uma resposta a empresas que se opõem ao governo Chávez e que agem para minar a produção de petróleo. A produção nacional vem caindo nos últimos anos.

"Há um grupo de donos de plataformas que vem se negando a negociar com a PDVSA os pagamentos pelos serviços e que tem preferido manter esses equipamentos encostados há um ano em Anaco, no Estado de Anzoátegui", disse o ministro.

"Esse é o caso específico da Helmerich & Payne. Nós não vamos permitir que eles sabotem nossas operações." Segundo Ramírez, com a estatização o governo pretende ampliar a produção de petróleo no país.

A estatização das plataformas precisa ainda ser aprovada pela Assembleia Nacional - onde Chávez tem maioria. O governo vinha alertando que empresas com equipamentos parados poderiam ser alvo de estatizações. No ano passado, mais de 60 empresas de prestação de serviços do setor do petróleo passaram para o controle do Estado.

domingo, 23 de maio de 2010

Política - Brasil, USA, militarismo, Lula, PT e socialismo - Debate imperdível (brasileiro e venezuelano)

Este é um debate que passou pelo Blog e estou publicando pela importância dos temas alí tratados.

O atores são um venezuelano e um brasileiro. Os dois bons intelectuais, professores e pesquisadores.

O debate vai e vêm, com réplica, treplica e quadréplica e vai longe...

Aqui só selecionei uma parte do debate.

O brasileiro.

Vivemos uma fase histórica em que uma nova força global com potencialidades de superpotência – o Brasil - se levanta – ainda sonolenta e está saindo da UTI do colonialismo.

Em conseqüência disso, a política externa do Brasil deu saltos de qualidade que ainda estão longes de serem digeridos pela própria sociedade. Se observamos os comentários da grande mídia brasileira em relação á política externa do Brasil, a herança colonial é gritante: se percebe que a submissão e do desprezo pela própria força e capacidade de impor suas posições neste cenário global ainda é parte da nossa cultura e percepção da realidade mundial.

O Brasil é na realidade uma grande potencia que emerge neste mundo cada vez mais multipolar cuja economia não foi configurada pela guerra fria...e não foi protagonista da corrida militar. Isto é um fato de maior importância..... porque significa que o Brasil não pode em hipótese alguma fundamentar seu desenvolvimento econômico na industria bélica.

Enquanto isso, EUA, Rússia, França e Inglaterra se tornaram economias de guerra! Não preciso entrar nos detalhes deste fato.. todos sabemos que os astronômicos gastos em guerras e na produção e no comercio de armas são um dos principais motores econômicos destas potencias coloniais e neocoloniais. Assim, é lógico que os EUA gastam 47% do orçamento anual em “defesa” e PRECISA de conflitos e guerras....(já encontraram mais uma possibilidade: a Coréia do Norte) E a França e Inglaterra juntos gastam mais em produção de armas que a China!!!! (ver http://www.globalissues/)

É portanto obvia a posição dos EUA (e seu pitbull Israel) e das potencias neocoloniais em relação ao Iran... eles não querem e não podem tolerar a entrada de um novo jogador global que esta querendo atrapalhar suas posições hegemônicas. E é obvio que o conselho de segurança da ONU não é e nunca será destinado a promover um mundo de paz e de distensão política....

O problema é que o mundo muda.... se torna muito mais multipolar e transparente... a debilidade do império ... a pesar de sua hiper-dimensionada maquina de guerra se encontra em crise... econômica e de credibilidade.... o mega - exercito não consegue mais sustentar sua hegemonia baseada na força MILITAR acompanhada por uma política burra, cega e embasada pela arrogância do ego da superpotência.. Neste cenário surge o Brasil...

A afirmação do Brasil no cenário global é portanto de suma importância para o mundo e o povo brasileiro será obrigado em assumir esta responsabilidade.

Não para querer ser uma nova potencia colonial que tenta impor suas vontades com a força militar... mas uma potencia que se impõe com a inteligência da paz. A sustentabilidade da humanidade e do planeta depende de uma nova ordem mundial baseada em economias de paz e quem neste mundo poderá assumir a liderança neste processo?

È exatamente aqui que o autor do artigo se equivoca completamente: ninguém no Itamaraty ou no governo brasileiro é tão estúpido e ignorante de achar que podemos enfrentar os EUA no plano militar... as armas que o Brasil está comprando são uma encenação de efeito moral e uma chupeta para os generais que andam se achando como os grandes protetores da Amazônia e do Brasil e que precisam urgentemente uma pequena massagem do seus egos depois da dramática derrota moral em 84.

A gigantesca diferença entre a forca militar brasileira e norte-americana e a total falta de experiência militar do Brasil não permitem nem aos generais mais beligerantes dentro das forças armadas de SONHAR com algum conflito militar com os EUA Então qual é a real saída para o Brasil e para garantir um desenvolvimento econômico e social?

È exatamente aquilo que o Brasil melhor sabe fazer: inteligência política! O Brasil precisa costurar alianças globais novas e debilitar os impérios coloniais no plano político.. Assim, Caro amigo estevam (Nome real preservado) .. podes apostar (teu rabo :-) que este rapáz (nome real preservado)no tem a menor idéia do que ele esta falando.... o cenário certamente o MENOS provável é um confronto militar Brasil EUA na Amazônia.....

Se a historia coloca o Brasil nesta posição então é a hora de assumir esta tarefa.. por mais que significa a necessidade de descer finalmente do altíssimo muro em que o Brasil estava tão comodamente amarrado no decorrer de sua historia.

Para terminar uma ultima palavra sobre Lula: Eu conheço o PT desde seu primeiro grito no berço... e nunca tive a menor esperança ou ilusão que o PT fosse capaz de liderar o Brasil para uma nova ordem social e econômica QUE PODERIAMOS CHAMAR DE SOCIALISMO ou de qq outra coisa..

Mas devemos ser justos: o PT a pesar de não ter nenhum projeto Brasil socialista consistente é uma força progressista que tem um certo apelo popular inegável.

E o Lula é simplesmente um homem que devido a sua historia e seu carater era capaz de ser presidente do Brasil num quadro político peculiar: um povo faminto de mudanças e um cenário político dominado pela poderosa oligarquia brasileira arrogante, entreguista e atrasada, que achava ter um jogo fácil com este metalúrgico “ignorante e sem formação escolar” Mas se enganaram:

Lula não perdeu SUAS CONVICÇOES, não pude ser CORROMPIDO PELA ESTRUTURA POLITICA... Isto é algo que o povão entendeu... mas muitos intelectuais pequeno-burgueses.. que achavam que Lula chegou para instalar o socialismo... não entendem... e nem entenderão.... e por isso votarão (sem chances de sucesso) para uma suposta santinha salvadora utópica da Amazônia.






REPLICA VENEZUELANA (em espanhol)

Caramba hermano no escribió, me gritó o levantó mucho la voz. Es así como se interpreta desde los significados simbólicos en la red virtual, cuando se escribe en mayúscula. Eu acho que nao precisaba gritar. Vocé debe estar siempre listo para escuchar y leer las cosas que a su juicio son las más disparatadas. Máis, no debe perder la tranquilidad. Mas bien, divertirse y dar lecciones de interpretación. Como lo ha hecho aquí en la mayoría de sus gritos acompañados de buenas ideas,ja,ja,ja.

Comparto contigo varias ideas,pero con ciertas observaciones.:

1. La emergencia de Brasil como potencia económica,,...pero con una inmensa pobreza, exclusión, rascismo, destrucción amazónica y trabajo esclavo. Si esto último se midiera en el mundo de la derecha económica de adentro y de afuera, Brasil sería un país más del subdesarrollo y críticado por tener una economía autoritaria, no democrática.

2. Es un nuevo actor entre los jugadores del equipo de los 20. No hay duda. Busca diversificar sus alianzas, mercados y sus mecanismos de dependencia.Claro está, que nunca podrá ser, por ahora, uno de la talla de china, Pero se acerca a desplazar a España y a Portugal. Mi pregunta es: Cuánto cuesta para los excluídos y pobres del Brasil, el tener ese puesto entre los 20?. Yo tengo mis cifras y posibles impactos. Ya veremos.

3. Los de la FFAA brasileras. Comparto contigo. Me cuesta creer ese análisis donde ponen en un futuro escenario una colisión militar de Brasil Vs EEUU. Por las razones que aduces de las FFAA Brasileras, tanto en ideologias, doctrinarias equipamiento militar y de experiencias. Ni de vaina que se expondrán de esa manera.

4. Respeto a que las FFAA brasileras no piensen en la posibilidad de entrar en los bordes del mercado armamentístico, para surtir guerras entre paises perífericos, no sé, no estoy muy seguro como tú de eliminar esa probabilidad. Negocio es negocio.

5. El negocio amazónico es un negocio para militares y sus socios. Tú conoces la tirria que le tienen a las ONGs, acusándolas a todas de agentes extranjeros. Nunca me he creido ese nacionalismo de derecha del ejercito brasilero.

Siempre he creído que sus objetivos finales no eran ni son las ONGs sino los movimientos sociales ambientalistas, ecologistas, indígenas, los Sin Tierra, Son todos, según ellos, "víctimas de la propaganda socialista".

Estas palabras las usó un jefe militar a quien conocí prsonalmente en una de esas reuniones de las embajadas. Incluso, medio sonrriente me dijo, que ahora apoyadas por Chávez. Recuerda que esa "alianza" chávez y ONGS, salió cuando el lio de las minas en territorios indígenas en el Estado de Roraima.

6. Militarizar las fronteras amazónicas con Venezuela y Colombia, es el objetivo real de la movilización de los 53 000, hombres para allá y menos una eventual guerra contra la alianza Colombia -EEUU. Estoy de acuerdo contigo. Te comento. El amigo senador Joao Pedro del PT, me dijo que su posición de "desmilitarizar" la actuales fronteras de Brasil escritas en un artículo en la prensa no sé si en Belem (60 kilómetros de ancho de la franja interna son considerados territorios militares) le valió un regaño de Lula, Le dijo, "Cala-se a boca e para com isso".

Están felices porque Colombia y Chávez les dieron el argumento de aumentar su presencia y su doctrina. Y seguro que de allí saldrá más apoyo y negocios con algunos de sus socios madereros y ganaderos que destruyen la amazonia.

7. En lo que no estoy de acuerdo contigo y siempre pienso que contradice tu pensamiento socialista, es esa arrechera política y filosófica que le tienes a Marina Silva, por su defensa no religiosa, sino social, económica y esencialmente ecológica que tiene de la amazonia. Si yo estuviese allá botaria a la primera vuelta por ella y luego en la segunda por Dilma Rousseff, ni modo.

Pero militaría en el partido de Marina.

Un abrazo y cuándo vienes para Venezuela para que vengas a adorar a este personaje de aqui y nos tomemos unos guisquis con Raúl (nome preservado), el Trosko Ja, ja, ja,

Estevam (nome preservado)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Assuntos Estratégicos - Uma visão estratégica que Brasil precisava


O novo ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Samuel Guimarães, visitou, na manhã desta quarta-feira (18), o presidente do Senado, José Sarney, com quem conversou sobre as tarefas que o aguardam no novo cargo. Ele foi empossado há um mês na secretaria deixada, no meio do ano, por Mangabeira Unger.

À saída da audiência, Samuel Guimarães foi questionado pelos jornalistas sobre a decisão a ser tomada pelo Plenário do Senado sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul. Ele defendeu a aprovação do protocolo de adesão desse país ao bloco.

- O ingresso da Venezuela ao Mercosul é extremamente importante para o Brasil. A Venezuela tem extraordinários recursos naturais e não somente petróleo. O governo da Venezuela tem tratado o Brasil de forma extraordinária. Temos um saldo comercial com aquele país que talvez ainda seja o maior saldo comercial do Brasil. A Venezuela sempre foi democrática e ali há plena liberdade de opinião - afirmou Guimarães.

Suellen Rodrigues Meneses
Assessoria para Assuntos Parlamentares
SAE/PR

Leia mais no site da SAE/PR Aqi

sexta-feira, 12 de junho de 2009

SAÚDE - Coca Zero sai do mercado

O "socialismo do século 21" na Venezuela proibiu a produção e a distribuição da mais nova versão da bebida do imperialismo, a Coca-Cola Zero.
A decisão, disse o governo de Hugo Chávez, deve-se ao fato de o refrigerante ter em sua fórmula um componente prejudicial à saúde dos venezuelanos.
Sem identificar exatamente o tal ingrediente, o ministro da Saúde anunciou um procedimento de inspeção que inclui o recolhimento dos refrigerantes desse tipo.
A empresa Coca-Cola Femsa, engarrafadora dos refrigerantes no país, anunciou que acatará a decisão do governo, embora tenha negado a presença de qualquer ingrediente insalubre em seu produto.

Veja aqui na Folha

Pela sua vez a BandNews publicou a seguinte nota, abaixo.

O governo venezuelano proibiu na quinta-feira, dia 11, a venda de Coca Zero no país. Em nota, o ministro da Saúde, Jesús Mantilla, disse que o produto deveria sair de circulação para “preservar a saúde dos venezuelanos”.

Segundo o governo, o refrigerante possui um componente químico em sua fórmula chamado Climato de Sódio, que além de prejudicial ao organismo, seria 50 vezes mais doce do que outros adoçantes. Divis Antunez, diretor do departamento de Vigilância Sanitária do país, completou ainda essa alta concentração pode causar “doenças como câncer e ocasionar até mesmo má formações congênitas”.

Se de mi depender também eliminava esse produto ou só permitia sua venda no mercado com receita médica e de tarja preta!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

DIPLOMACIA AMAZÔNICA (2) UM POUCO DE HISTÓRIA

Textos extraidos do artigo: "Diplomacia Amazônica: o fim do tratado de cooperación amazônica" Idéias integras do autor Alírio Martinez da Universidade Central de Venezuela (UCV)
Tradução GEVE.
Em 2009 se cumprirá 31 anos do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) instrumento criado com o propósito de conciliar pontos de vista dos países com fronteiras amazônicas sobre três objetivos fundamentais: preservação da soberania, estimular a cooperação e promover o desenvolvimento sustentável da imensa região de aproximadamente 7,5 milhões de km2 que constituem quase a metade do território de Latino América. Dos nove países com fronteiras amazônicas, Brasil convoco a sete: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Ficou de fora a Guiana Francesa por ser um departamento ultramarino da república francesa, hoje, por sinal, muito ativa em algumas regiões procurando apoio para se converter no primeiro país europeu com fronteira amazônica. Outro informação importante é que dos oito países assinantes do Tratado, na época, apenas dois tinham governos democráticos, Colômbia e Venezuela.
A iniciativa foi do Brasil, na ditadura Geisel (1974 – 1979), como resposta às reiteradas manifestações de “preocupação” sobre o destino Amazônico, mantidas por países europeus, diplomáticos norte-americanos e instituições internacionais. Nessa época, era comum escutar vozes que propunham as propostas mais fora da lógica como a de alagar grande parte da Amazônia para facilitar a navegação e criar uma via de comunicação entre o Atlântico e o Pacífico; o com visiones estratégicas imperiais como a de transformar a região num imenso ‘Banco Mundial de Matérias Primas’, para quando as transnacionais esgotassem todas as demais reservas; ou a visão poética que assemelhava à Amazônia a uma espécie de pulmão do mundo, quando cientificamente era demonstrável nesse então que a maior parte do oxigênio aí produzido por fotossínteses é consumida pelo mesmo bosque e pela fauna que aí habita.
Continuará.........

domingo, 1 de março de 2009

FALA FHC - a oposição não tem discurso - novidade





Lula frequenta o gramado da política como palmeira solitária. Falta à oposição um discurso capaz de perfurar o escudo de superpopularidade que o reveste.

Em artigo veiculado neste domingo (1º), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como que desnuda o drama dos opositores de Lula.

FHC analisa os movimentos de Lula, reconhece o desnorteio da oposição e insinua que não será fácil erigir o discurso do contraponto. O presidente de honra do PSDB identifica um fenômeno novo: “O descolamento entre a política e a realidade das pessoas”.

Anota o obvio: “As oposições, além de articularem um discurso programático [...], deverão expressá-lo de forma a sensibilizar o eleitorado”.

Acha que, para se contrapor a Lula, já “não basta a crítica convencional e a discussão da política, tal como ela ocorre no Congresso, nos partidos e na mídia”.

Escreve que “é preciso buscar os temas da vida que interessem ao povo”. E expõe um dos dramas da oposição: a indefinição quanto ao candidato de 2010.

Sabe-se que FHC prefere José Serra a Aécio Neves. Mas, por razões obvias, ele evita explicitar sua predileção no artigo.

Limita-se a repisar a debilidade. Diz que “a comunicação emotiva [da plataforma oposicionista] requer ‘fulanizar’ a disputa”.

Por que? “Para atribuir ao candidato virtudes que despertem o entusiasmo e a crença” da platéia.

Na abertura do artigo, FHC ironiza Lula: “Andou na moda falar de decoupling para dizer, em simples português, descolamento entre a economia brasileira e a internacional...”

“...Os efeitos da crise em nossa economia fizeram o termo sair de moda. Foi substituído por expressão mais terna, marolinha”.

Para FHC, “o sistema financeiro central quebrou”. Mas, no Brasil, “o governo prefere passar em marcha batida sobre o que nos azucrina”.

Afirma que Lula “faz o decoupling à moda brasileira: descola a economia da política, precipita o debate eleitoral e, nele, vale o discurso vazio”.

Na sequência, faz uma analogia com a “campanha bolivariana pela reeleição perpétua, uma quase caricatura da política”.

“O significado da democracia se esboroou na ‘consulta popular’. Se o povo quer o bem-amado para sempre, pois que o tenha e, como disse nosso presidente Lula...”

“...Se a prática ainda não é boa para o Brasil é questão de tempo. Quando a cidadania amadurecer encontrará a fórmula de felicidade perpétua”.

FHC conta que assistiu pela TV, “por acasado”, ao último comício de Hugo Chávez. “Confesso, fascinei-me...”

“...Ele chegou, simpático como sempre, um pouco mais gordo que o habitual, vestindo camisa-de-meia vermelha, abraçando a toda gente, sorrindo...”

“...Foi direto ao ponto: ‘Hoje não falarei muito, vamos cantar!’. E entoou uma canção amorosa de melodia fácil, repetindo o refrão ‘amor, amor, amor...’

...Falou familiarmente com a plateia e finalizou: amor é votar sim no domingo! [...] Não pude deixar de reconhecer no estilo algo que nos é habitual: o modelo Chacrinha de animação de auditório. Funciona, e como!”

No dizer de FHC, o “descolamento entre a política e a realidade”, embora irracional, “liga o ator com a plateia e com a sociedade”.

FHC prossegue: “Há algo de encantatório no modo pelo qual a política do gesto sem palavras [...] funciona substituindo o discurso tradicional”.
Da Venezuela, FHC saltou para os EUA. Comparou a cerimônia de posse Barack Obama “como Imperador de todos os americanos [...]” a “uma grande cena romana”.

Mencionou o discurso feito por Obama na primeira visita dele ao Congresso. “O que foi dito sobre a crise econômica e sobre o futuro foi menos importante do que o reafirmar o ‘yes, we can’ [...]”

Acrescentou: “Mesmo que o castelo financeiro esteja desabando, a América vencerá, era a mensagem”.

Em vez do discurso à Chacrinha”, que atribuiu a CHávez, FHC anotou que, no caso de Obama, “o símile é outro:...”

“...A invocação do pastor, a reafirmação da fé, e não a troca simbólica de favores, do bacalhau, da bolsa família ou da canção de amor”.

De resto, FHC manifesta o receio de que o mesmo “possa vir a ocorrer no Brasil”. E reproduz a pergunta que embatuca a oposição: “Que discurso fazer?”

Identificou na entrevista de Jarbas Vasconcelos traços de um discurso “racional”, que expõe o “desmanche das instituições” e o “enlameamento cotidiano da política”.

Resolve? Acha que não. Bate no ouvido e volta. “É como nos computadores quando se envia um e-mail e surge o aviso: a caixa está cheia”.

O que fazer? A resposta de FHC revela mais dúvidas do que certezas: As legendas de oposição “precisam inventar uma maneira de comunicar a indignação e as críticas que toque na alma das pessoas. Este é o enigma da mensagem política”.

Como se vê, nem mesmo o luminar do tucanato, espécie de oráculo da oposição, sabe ao certo o que fazer para erigir um dicurso alternativo ao de Lula.

De concreto, apenas a convicção de que é preciso “fulanizar a disputa”, definindo o nome do adversário de Dilma Rousseff.

Alguém capaz de despertar o “entusiasmo” do bacalhau e a “crença” do pregador. Sem esses ingredientes, constata, “a caixa de entrada das mensagens da sociedade continuará a dar o sinal de estar cheia [...]”.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ACREDITE SE QUIZER - ATÉ O GOVERNO OBAMA APROVOU - Believe me if you want - until the government approved of Obama

Na semana passada, em meio ao turbilhão de acontecimentos que são vividos diariamente em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado aprovou em termos inequívocos o referendo realizado no domingo anterior na Venezuela.

"O referendo ocorreu dentro de um processo totalmente democrático... Foi um processo plenamente consistente com as práticas democráticas", declarou Gordon Duguid.Diante da insistência de alguns jornalistas sobre se a permanência indefinida de Chávez no poder poderia ser considerada de acordo com as práticas democráticas, o porta-voz disse que não tinha opinião a respeito, mas deu a impressão de não opor demasiada objeção.
"Nós, nos EUA, temos limites para os mandatos, mas essa é a nossa prática", declarou.A prioridade urgente de outros assuntos fez que essa declaração, que representa uma virada de 180 graus na política que os EUA mantinham até o momento em relação à Venezuela, fosse ignorada pela mídia americana. Mas não pelas autoridades venezuelanas, que se vangloriaram de seu enorme sucesso diplomático, nem por alguns colunistas conservadores, que a tomaram como exemplo dos desastres que nos dará a política externa de Obama.
Leia reportagem completa: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/02/24/ult581u3064.jhtm