Agora meu estimado leitor você entenderá porque a Presidente Dilma, não concluiú a dissertação de mestrado em economia da UNICAMP. Quando sai do básico ela é ruim. Agora acha difícil baixar os juros. E quando era mais fácil, quando não tinhamos nem marilhinha, Por que não fez?.
Agora é jogar a água quente com o bebé dentro.
Será uma política monetarista que teremos pela frente, aumento de juros, um freio na economia. Receita tradicional. Essa festa de gastança que Lula promoveu só uns meses atras, a chefe da Casa Civil, hoje presidente do Brasil, assinou embaixo. Agora começaremos a pagar a conta.
Veja a Matéria do Valor Econômico aqui abaixo.
Apesar de diversos economistas recomendarem que a resposta do governo a
eventual agravamento das condições internacionais deve ser a redução da
taxa de juros, a presidente Dilma Rousseff tem visão comedida sobre o
assunto.
Para ela, não se trata de escolher como reação mais esforço
fiscal ou menos juros. "Não é uma coisa ou outra. São ambas", disse a
presidente a um assessor, semana passada. "Ninguém mais do que eu quer
baixar a taxa de juros, mas não é assim tão fácil. Não é uma questão de
vontade", completou, segundo relato desse interlocutor.
Dilma convocou a reunião do Conselho Político na quarta-feira para
deixar uma mensagem cristalina: o governo está muito atento à evolução
da crise externa para saber seu tamanho e duração, e o diferencial que o
Brasil tem hoje é a solidez fiscal.
"O governo está conduzindo os gastos públicos com mão-de-ferro a
ponto de criar uma greve branca no Congresso. Não se vota mais nada lá
até que o governo anuncie um cronograma de liberação dos restos a pagar
de 2010", contou um funcionário do Planalto. O clima no Congresso é
beligerante e os parlamentares ameaçam não aprovar sequer a prorrogação
da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que vence no fim do ano,
acrescentou a fonte.
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), deu o tom da
insatisfação, após reunião com Dilma: "Não é uma rebelião, é uma
contrariedade. O governo agora só quer falar de crise mundial, não quer
administrar o país. Nossos prefeitos não vivem em Nova York ".
As recomendações da presidente, porém, arrancaram um compromisso do
ministro da Fazenda, Guido Mantega: "Prometo a cada mês uma surpresa no
fiscal. Cada vez um resultado melhor, como já tivemos no mês passado,
melhor do que todos esperavam", disse em entrevista terça-feira, após
reunião de coordenação com a presidente.
"Temos que confirmar nosso diferencial. O diferencial do Brasil,
hoje, é ter uma condição fiscal bem arrumada", reforçou o presidente do
BC, Alexandre Tombini, na quarta-feira. Tombini sabe que o Copom só
poderá reduzir a Selic se Mantega cumprir sua missão.
Armínio Fraga, ex-presidente do BC e sócio da Gávea Investimentos,
aplaudiu essas declarações. Ele avalia que o maior problema na reação do
governo em 2008 não foi ter adiado por um mês o corte dos juros, mas
sim ter operado um desequilíbrio no mix da política econômica.
"Expandiram demais o crédito e os estímulos fiscais, limitando o espaço
para a queda mais permanente da taxa de juros", disse.
"O ideal, agora, seria fazer o que o governo sinalizou: não expandir o
fiscal. Além disso cabe sempre prudência no crédito, especialmente dos
bancos públicos, que atuam com objetivos não meramente econômicos",
afirmou Armínio. Cumprir a meta de superávit primário para este ano, de
2,9% do PIB, para ele, é suficiente. E, simultaneamente, cuidar dos
temas de longo prazo (aumento dos investimentos, educação) "para
realmente diferenciar o Brasil da maioria!"
Um ministro, perguntado sobre a razão pela qual hoje a presidente
Dilma é mais "fiscalista" do que quando era chefe da Casa Civil,
respondeu: "Antes era não era presidente da República. Era gerente do
PAC e, como tal, queria gastar".