segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Marina e o novo partido

Marina Silva: ex-ministra representa uma ameaça à reeleição
de Dilma e não conta com a boa vontade nem de partidos da base nem da
oposição, como o PSDB

Marina terá mais obstáculos que Kassab

A criação de um partido pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é uma tarefa que terá de superar duas frentes de batalha e um desafio. A primeira frente são os obstáculos cartoriais - como a exigência de coleta e validação de quase 500 mil assinaturas de apoio. A segunda é a rejeição política do governo federal e de legendas que não querem ver seus espaços e bancadas reduzidos para uma nova sigla em ascensão. Já o desafio - interno e mais contornável - é convergir os interesses dos três principais grupos que se reúnem em torno da liderança de Marina: os ambientalistas, os evangélicos e os militantes de esquerda, especialmente os de perfil mais radical, ligados ao PSOL.

As duas frentes de batalha estão relacionadas. Marina tende a enfrentar mais dificuldades de juntar as assinaturas do que teve o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao sair do DEM para fundar o PSD, em 2011. O projeto de Kassab foi incentivado pelo PT porque representava um racha na oposição e trazia um naco importante dela para a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff. O PSD, que já nasceu como a quarta bancada da Câmara, com 51 deputados federais, permitiu o maior realinhamento partidário desde a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, em 2003.

Marina, diferentemente de Kassab, representa uma ameaça à reeleição de Dilma em 2014 e não conta com a boa vontade dos petistas. Nem dos partidos que ainda contabilizam a perda de recursos políticos para o PSD.

"A maior dificuldade da Marina não será colher as assinaturas. Mas atrair filiados caso não tenha acesso à fatia maior do tempo de TV e do fundo partidário. Há um movimento forte no Congresso para não se permitir o que aconteceu com o PSD. E esse movimento tem tudo para dar certo", afirma Carlos Siqueira, primeiro-secretário do PSB, partido liderado por outro presidenciável, o governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Siqueira refere-se ao projeto do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). A proposta proíbe que a bancada recém-cooptada por um novo partido na Câmara seja utilizada como critério para o rateio proporcional do tempo de rádio e TV e dos recursos do fundo partidário. É algo já previsto na legislação, mas que recebeu outra interpretação, em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao PSD. O objetivo agora é explicitar a regra, fechando a brecha aberta pelo STF. "Quem tem que legislar é o Congresso Nacional. Com esta lei, fica mais claro. O deputado é eleito com a ajuda do partido. Ele pode até criar outra legenda, mas não vai levar o tempo de rádio, de TV, nem recursos do fundo. Isso dá segurança institucional e jurídica [ao partido pelo qual foi eleito]", defende Edinho Araújo.

O deputado nega que a proposta tenha sido criada com o objetivo de prejudicar a candidatura presidencial de Marina Silva. "Quando propus, não pensei em ser contra ninguém individualmente. A dificuldade será geral", prevê. Caso a lei seja aprovada, o partido de Marina terá direito de participar apenas da distribuição igualitária do tempo de TV (um terço dele dividido entre todos os candidatos) e de 5% do fundo partidário. Os demais 95% e os restantes dois terços do horário eleitoral seriam repartidos proporcionalmente pelos partidos de acordo com o desempenho na última eleição à Câmara dos Deputados. O projeto é apoiado por nove legendas tanto governistas - PT, PMDB, PSB, PP, PR, PDT e PRB - quanto os oposicionistas PSDB e PPS, que reúnem 360 deputados, nada menos que 70% dos votos na Casa.

Com o clima político hostil, a terceira via Marina Silva tende a ter mais problema para obter, em pelo menos nove Estados, as 491.569 assinaturas de apoio - número equivalente a 0,5% dos votos válidos na última disputa à Câmara. A exigência é um muro de contenção erguido no anos 1990 para impedir a proliferação de legendas. Hoje, há 30 partidos. Mas cerca de 70 siglas nasceram - e a maioria foi extinta - entre 1980 até 1995, quando entrou em vigor a nova legislação, mais rígida. Desde então, em 17 anos, apenas cinco agremiações foram criadas da estaca zero: o PRB, ligado à Igreja Universal, e o PSOL, fundado por dissidentes do PT, ambos em 2005; o PSD e o Partido Pátria Livre (PPL), em 2011; e o Partido Ecológico Nacional (PEN), no ano passado.

O PEN, de acordo com seu presidente, o ex-deputado estadual de São Paulo Adilson Barroso, levou seis anos para levantar as assinaturas e obter o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Barroso chegou a oferecer a legenda para abrigar o grupo de Marina Silva, que, no entanto, não aceitou.

Kassab, por sua vez, conseguiu o registro do PSD em menos de sete meses, tempo semelhante ao que terá Marina. Se lançar a sigla em meados de fevereiro, como se cogita, a ex-ministra terá menos de oito meses até o prazo de 5 de outubro para cumprir todas as etapas - já que os candidatos precisam estar filiados a seu partido pelo menos um ano antes do dia da eleição.

O secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, afirma que a missão do grupo de Marina não será fácil e talvez nem factível, pelo pouco tempo à disposição. "É uma tarefa infernal, se você não tem uma estrutura importante, como foi o caso do PRB que tem a Igreja Universal. Quanto a nós, lançamos o partido em abril [de 2011] e começamos a colher as assinaturas em maio. Mas o que já éramos na época? Tínhamos dois governadores, cinco ou seis vice-governadores e mais de 40 deputados. Tínhamos estrutura de ação grande para fazer a coleta de assinaturas", diz o dirigente do PSD, que aponta ainda como dificuldade a criação de comissões provisórias em ao menos 5% dos municípios de cada Estado.

Saulo Queiroz questiona o poder de fogo do grupo da ex-senadora, que não detém o controle de máquinas de governo como era o caso dos aliados de Kassab. "Marina não tem esse apoio. Quem vai acompanhá-la, quem vai operar pelo país todo?", questiona.

A ex-ministra conta com os simpatizantes que a acompanham desde a eleição de 2010, e de sua saída do PV, e formaram o Movimento por uma Nova Política, com atuação nas redes sociais da internet. O movimento é composto por uma gama de políticos de vários partidos, como PT, PDT, PPS, PSOL, ambientalistas e evangélicos.

O deputado federal Alfredo Sirkis (RJ), que preferiu ficar no PV durante a crise que levou Marina a abandonar o partido, em julho de 2011, questiona a associação de segmentos tão diferentes. "É um conjunto de forças extremamente heterogêneo. Vai ser a dificuldade do partido. Numa campanha presidencial, como a de 2010, tudo bem, puderam coexistir. Mas imagine como será o programa do partido. Estou visceralmente ligado à causa verde; e não me vejo discutindo assuntos como aborto ou voltando a teses da extrema-esquerda", afirma Sirkis, que participou da luta armada durante o regime militar.

O deputado diz que Marina está estreitando sua base de apoio, numa inflexão à esquerda, "sobretudo se a Heloisa Helena for a segunda maior personalidade" da legenda. A contundente ex-senadora e candidata à Presidência em 2006, hoje em seu segundo mandato de vereadora em Maceió, já anunciou que sairá do PSOL caso Marina venha a formar o partido.

Sirkis considera que a previsão de que a nova sigla atraia até 15 deputados federais trabalha com um "cenário muito otimista". "Os descontentes nos partidos não são tantos assim. Agora tem muita gente fazendo rerré, jogando charme. Mas na hora do 'vamos ver' desiste", diz.

O deputado afirma que o projeto em tramitação na Câmara sobre tempo de TV e fundo partidário "está em ponto de bala". Se ele passar, diz Sirkis, Marina terá tempo mínimo no horário eleitoral e seu poder de atração cairá muito. "Não vão dar para ela a colher de chá que deram para o Kassab. Antes interessava ao governo, agora não", diz.

O ex-presidente estadual do PV em São Paulo, Maurício Brusadin, que saiu da legenda junto com Marina Silva, concorda que o ambiente político para a ex-senadora será bem menos propício. No entanto, discorda do baixo potencial de adesões. Ele lembra que recentemente 312 dissidentes petistas no Piauí aderiram ao Movimento por uma Nova Política. Na Câmara, em sua opinião, a bancada poderia chegar a 30 deputados federais. "Ela [Marina] não é um azarão. É uma candidata a presidente que teve 20% e pode puxar a votação dos parlamentares que querem se reeleger. O mais difícil já se tem, que é uma potência, uma candidatura sedutora para o parlamentar mediano", diz.

Sobre o perfil heterogêneo do grupo ligado à Marina, Brusadin minimiza. "Não dá para aceitar alguém que nos foi contrário no Código Florestal, mas a tese ampla da sustentabilidade comporta tudo isso. Para se chegar à Presidência tem que se ter mesmo um balaio", afirma.

BNDES aprova crédito de R$ 488 milhões para usina Adecoagro


SÃO PAULO - A usina Adecoagro Vale do Ivinhema obteve o financiamento de R$ 488,6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltados para a implantação de uma nova usina de açúcar e etanol no município de Ivinhema (MS), com capacidade para 4,1 milhões de toneladas de cana por safra.

O projeto também inclui a instalação de uma unidade de cogeração de energia elétrica com capacidade de 120 MW e de linha de transmissão associada. A Adecoagro Vale do Ivinhema integra o Grupo Adecoagro, de controle internacional. Fundado em 2002, o grupo opera no Brasil, na Argentina e no Uruguai e desenvolve atividades no setor agropecuário que incluem o cultivo de cereais, oleaginosas, lácteos, café, algodão e açúcar, produção de etanol, cogeração de energia e pecuária.

Este é o segundo projeto que o Grupo Adecoagro implanta no setor sucroenergético no Brasil. O primeiro é de 2008, quando a empresa iniciou as atividades operacionais da Angélica Agroenergia, localizado no Mato Grosso do Sul, e com capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Em 2014, quando a unidade de Ivinhema começar a operar, o grupo chegará a uma moagem de cerca de 9,3 milhões de toneladas de cana de açúcar.

(Janice Kiss | Valor)

Vendas da linha Galaxy S da Samsung somam 100 milhões de aparelhos



SÃO PAULO - Em mais um sinal do espaço que vem ocupando no mercado mundial de smartphones, a coreana Samsung informou hoje ter atingido a marca de 100 milhões de aparelhos da linha Galaxy S vendidos.

O número inclui as vendas dos modelos Galaxy SIII e dos antecessores Galaxy SII e Galaxy S. Segundo informou a Samsung, o Galaxy S, lançado em junho de 2010, vendeu 10 milhões de unidades nos primeiros sete meses no mercado. Já o Galaxy SII atingiu a marca em cinco meses, enquanto o Galaxy SIII vendeu 20 milhões de unidades em 100 dias.

O anúncio da Samsung acontece no mesmo dia em que notícias de agências internacionais indicam que a Apple teria diminuído a demanda por componentes para o iPhone 5 diante da menor expectativa de demanda.

(Bruna Cortez | Valor)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Onde o sonho e a Ilusão se confundem

Repórter 70

  • VALE
Ferrovia

Tudo indica que a Vale vai optar por uma ferrovia para transportar minério de ferro de Carajás até o futuro porto do Espadarte, em Curuçá. A informação já chegou aos escalões superiores do governo do Estado. A se confirmar, a opção não será surpresa, por conta da novela mexicana que se tornou a Hidrovia do Tocantins, que até hoje não saiu do papel. O efeito colateral dessa medida é que seria doloroso: o fim do sonho de agregar valor econômico à produção de ferro em solo paraense.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Casa das Caldeiras


No coração do brasileiro, luz mais barata e bronca em banco 


A redução da conta de luz em cerca de 20% neste ano entusiasmou os brasileiros na virada do terceiro para o quarto trimestre do ano passado. A novidade, rara inclusive pela dimensão do corte, não passou em branco. Foi registrada na pesquisa de opinião sobre o governo da presidente Dilma Rousseff realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope em setembro do ano passado como um tema de destaque nos noticiários. Teve cartaz semelhante, na pesquisa de junho, o combate do governo Dilma às elevadas taxas de juros cobradas pelos bancos aos tomadores de crédito. O apreço da população por essas notícias faz sentido. Repercutem pra valer no orçamento das famílias. Interferem nas decisões de consumo.

As pesquisas de opinião pública a respeito do governo e da gestão da presidente sugerem elevada correlação entre as medidas tomadas no sentido de fortalecer o consumo e melhorar a distribuição de renda e a positiva e crescente avaliação positiva – tanto do governo quanto de Dilma.

O “prejuízo” na imagem do governo que poderia resultar de um abatimento menor no preço da conta de luz em função da escassez de energia – possibilidade afastada categoricamente ontem pelo governo – não chegou a ser estimado por analistas de mercado. Mas, segundo esses analistas, não deve ser desconsiderado. Até porque, explicam, no caso de revisão de cálculos sobre redução da conta de luz, a inflação tende a ficar mais pesada.

E, como uma coisa puxa a outra, na pior hipótese o Banco Central poderia ser forçado a também tirar a taxa Selic do atual nível recorde de baixa para algo superior, cenário em que todo mundo sairia perdedor: o governo, que prefere o juro o mais nanico possível, mesmo com inflação mais gorducha, e o brasileiro que subiu à classe média e conquistou espaço no mercado de crédito.

VALOR ECONÔMICO

A conferir. Ministro Barbosa, disse que o IPCA deve seguir tendência de queda em 2013

Nelson Barbosa vê inflação convergindo
 para o centro da meta


BRASÍLIA - O ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, disse há pouco que o IPCA deve seguir tendência de queda em 2013, em direção ao centro da meta, de 4,5%. “A inflação mais um ano ficou dentro do intervalo estabelecido pelo governo e a expectativa é de que em 2013 ela continue caindo, se aproximando mais do centro da meta”, afirmou. “Nosso diagnóstico é o mesmo do Banco Central”, disse, lembrando que sobre o assunto “o BC presta esclarecimentos mais detalhados.”

Ontem, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que apesar de a inflação mostrar "resistência" no curto prazo, as perspectivas indicam "retomada da tendência declinante" ao longo deste ano. O presidente do BC lembrou que, pelo nono ano consecutivo, a inflação encerrou o ano dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O IPCA fechou 2012 com alta de 5,84%, ante 6,5% em 2011.

Barbosa, que esteve em uma reunião no Ministério do Planejamento sobre o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), frisou que a redução no custo da energia elétrica também vai contribuir para o controle da inflação neste ano. A queda no índice seria de mais ou menos 0,5 ponto percentual, como já anunciou o governo anteriormente, mas Barbosa não comentou o número exato previsto.

Vai haver, segundo ele, uma baixa nas contas de luz e o “impacto a gente vai começar a ver a partir de março.” A energia corresponde a cerca de 3,3% do cálculo do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Também há impacto indireto, pois “havendo redução de custo [de produção] as empresas podem repassar isso” às mercadorias, afirmou.

Em relação ao IPCA do ano passado, que fechou acima do centro da meta, o ministro interino disse que houve quebra da safra agrícola no hemisfério norte, o que elevou os preços de grãos e derivados.

Barbosa disse ainda que desonerações contribuíram para controlar o aumento dos preços de alguns produtos, mas houve “aumentos pontuais” decorrentes de alta na tributação de cigarros e bebidas. “No balanço geral, a política tributária teve um impacto neutro ou favorável sobre a evolução da inflação”, avaliou o ministro interino.

(Thiago Resende e Lucas Marchesini | Valor)

Queda da indústria no Pará

O Pará precisa agregar valor a sua produção.   

Repórter Diário.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Métrica biológica e os impactos à biodiversidade



Juliana Rehfeld, da Anglo American: A fórmula baliza investimentos e dá segurança à mitigação de danos e ao relacionamento com as comunidades"



Antes de explorar a jazida de níquel do Jacaré, em São Félix do Xingu, no Pará, atualmente em estudo de pré-viabilidade e com estimativa de produção anual de 80 mil toneladas por 49 anos, a mineradora responsável pelo projeto iniciou medições inéditas que vão além do potencial e vida útil da reserva, das análises de mercado e das planilhas financeiras. Também os impactos à biodiversidade e a dependência atual e futura do empreendimento em relação aos estoques naturais foram incorporados à conta. "No cenário da gestão de riscos, busca-se um método capaz de dimensionar os efeitos dessas alterações e, no próximo passo, valorar ativos ambientais", afirma Juliana Rehfeld, gerente de desenvolvimento sustentável da Anglo American, com plano de replicar a experiência nas demais operações no país.

Está em jogo o acesso à matéria-prima e a oportunidades de negócio: "A fórmula baliza investimentos e dá segurança à mitigação de danos e ao relacionamento com comunidades". A iniciativa integra um projeto-piloto internacional que reúne no Brasil oito empresas de grande porte para a calibragem de uma nova ferramenta de gestão - o Corporate Ecosystem Services Review - testada no exterior por mais de 300 corporações nos últimos quatro anos. Em território brasileiro, o foco é a Amazônia. "Problemas no acesso aos serviços vitais dos ecossistemas, como água e fixação de carbono, podem gerar riscos e impactos nos lucros operacionais", adverte Francisco Almendra, coordenador de clima e energia do World Resources Institute (WRI) no Brasil. Ele completa: "No mundo de hoje é estratégia de sobrevivência para os negócios avaliar o impacto e dependência em relação a esses ativos".

A métrica avalia 24 serviços ecossistêmicos. O grupo sul-africano Mondi, uma das maiores companhias globais de papéis e embalagens, com receita anual de € 5,7 bilhões, aplicou a metodologia para reverter o índice de espécies invasoras da fauna e flora levadas a ambientes estranhos ao seu habitat natural junto com o transporte de mercadorias, causando desequilíbrios ecológicos. Foi também aferido o impacto sobre a água doce, medida cujos resultados fortaleceram as relações com comunidades e permitiram a geração de renda com turismo.

No caso da empresa canadense de energia BC Hydro, a medição reduziu conflitos com partes interessadas do entorno dos empreendimentos e contribuiu para diminuir pela metade o tempo de licenciamento ambiental de hidrelétricas - de três a cinco anos para um a três anos.

A inovação principal é a análise sobre quanto o negócio depende dos recursos naturais impactados pelas atividades da própria empresa e seus fornecedores, principalmente nos setores do agronegócio, abastecimento de água, produção florestal, energia, petroquímica, mineração e turismo. De acordo com a Avaliação Ecossistêmica do Milênio, estudo conduzido pelo WRI em parceria com 2,5 mil pesquisadores de todo o mundo, 15 dos 24 serviços ambientais do planeta se degradaram em níveis perigosos nos últimos 50 anos. Além de custos operacionais com implicações na competitividade, como alto valor da água limpa no futuro, o ambiente de escassez implica riscos regulatórios, de reputação e de acesso a mercados e a crédito - mas também abre caminho para novas tecnologias, modelos de negócios e arranjos produtivos.

Para uma indústria de cosméticos, impactos na regulação do clima pelo ambiente natural podem mudar o regime de chuvas e, por tabela, a incidência de insetos, prejudicando a produção de ativos da biodiversidade, como óleos essenciais. "Evoluímos na medição mais aprofundada dessas dependências", afirma Janice Casara, gerente de sustentabilidade da Natura, participante do projeto do WRI no Brasil, no qual as empresas testam a ferramenta com apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). Os resultados finais serão divulgados em meados de 2013.

A Natura emprega a fórmula para monitorar a produção pioneira de óleo de palma em sistemas agroflorestais mantidos por produtores familiares, na Amazônia. "Olhar estrategicamente para o futuro, e não apenas para o quanto foi emitido, gerado ou consumido no passado, é chave para a gestão sustentável mais coerente e de longo prazo", avalia a gerente. O foco unicamente nos impactos, diz ela, revela apenas "a ponta do iceberg" e não a real conexão dos negócios com os ecossistemas, envolvendo "questões culturais e de valor espiritual".

A preocupação chegou ao varejo. "É importante entender em que medida as operações de uma rede de supermercados estão associadas aos serviços ecossistêmicos", diz Camila Valverde, diretora de sustentabilidade do Walmart. O alvo principal será a cadeia de suprimento, em geral responsável por 90% dos impactos até os produtos serem expostos nas prateleiras.

Em Randon, no Pará, uma mina de bauxita hoje em fase de licenciamento para ser explorada a partir de 2016 incorpora dados sobre serviços ecossistêmicos ao planejamento das operações. Está prevista a recuperação de floresta em áreas de pastagens degradadas de onde o mineral será extraído, além da construção de aterro sanitário e estação de tratamento de esgoto na cidade, reduzindo o risco do abastecimento da empresa com água poluída.

"É uma forma de evitar custos operacionais mais altos no futuro", argumenta David Canassa, gerente de sustentabilidade da Votorantim Metais, responsável por investimento de R$ 5,6 bilhões na região. "Em 2010, quando a biodiversidade foi inserida na pauta do planejamento estratégico, estipulamos que em cinco anos teríamos uma metodologia para medi-la", diz o executivo. Não bastava valorar os serviços ecossistêmicos, mas identificar os impactos sobre os recursos que a natureza provia às operações. Após a experiência inicial, o método começou a ser aplicado em outras quatro plantas do grupo.

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Perdas da biodiversidade podem afetar economias



Quando a iniciativa The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB) divulgou há três anos que o mundo perde anualmente entre US$ 2,5 trilhões e US$ 4,5 trilhões com a destruição dos ecossistemas vitais, o setor empresarial despertou para os riscos e começou a se movimentar para evitar impactos irreversíveis nos negócios. Liderado por Pavan Sukhdev, diretor-fundador da empresa indiana GIST (Green Indian States Trust), o estudo, iniciado em 2007, gerou diferentes relatórios que subsidiariam negociações internacionais sobre o tema. No Brasil, dono de 15% da biodiversidade do planeta, invejável estoque hídrico e expressivo potencial no mercado de fixação de carbono, o governo federal decidiu iniciar a tropicalização da metodologia para inserir o assunto nas contas nacionais, trabalho conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em paralelo, foi lançada em outubro no Brasil uma versão do TEEB específica para o mundo dos negócios, de modo que o meio empresarial contabilize riscos e identifique oportunidades a partir da biodiversidade. "A inclusão desses valores nas políticas adotadas pelas empresas pode gerar economia de recursos, desenvolvimento local, geração de emprego e melhoria na qualidade de vida", diz Helena Pavese, gerente de política ambiental da Conservação Internacional (CI-Brasil), organização ambientalista que desenvolve o projeto em cooperação com a ONU.

O objetivo é tornar as ferramentas de medição acessíveis e mudar a cultura corporativa para incluir a biodiversidade no manejo de riscos. Nos próximos 25 anos, diz Pavese, as perdas de biodiversidade podem atingir € 25 bilhões, podendo afetar setores estratégicos.

Só os EUA movimentam entre US$ 75 bilhões e US$ 150 bilhões com a produção de fármacos a partir de recursos naturais. Pavese acredita ser possível reverter o processo quando se mede financeiramente a biodiversidade.

A cidade de Nova York, por exemplo, economizou US$ 6 bilhões em tratamento de água após o recente investimento na recuperação ambiental de seu principal manancial hídrico, nas montanhas de Catskills.

Contabilizar o retorno para as empresas e para a sociedade de cada real investido na proteção dos recursos naturais é uma estratégia que fortalece os argumentos para a urgência da conservação. No Brasil, 78% da hidroeletricidade provem de fontes geradoras nutridas por rios situados em áreas protegidas, como parques ou reservas, que garantem qualidade e boa vazão à água. Os dados constam no relatório "Contribuição das Unidades de Conservação Brasileiras para a Economia Nacional", elaborado pelo United Nations Environment Programme (UNEP).

Para o pesquisador Carlos Eduardo Young, um dos autores do estudo, "o sucesso ou fracasso dos empreendimentos deixam de ser consequência apenas dos resultados financeiros atingidos".

Na competição por mercado, surgem ferramentas de gestão para diferenciar empresas que adotam boas práticas no uso da biodiversidade. É o caso do selo de certificação Life, projeto brasileiro reconhecido pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), em fase piloto de desenvolvimento. (SA)


Governo acelera a criação de estatais que não geram receita

Das dez empresas concebidas desde Lula, só uma já tem perspectiva de operar de forma independente


Empresa que nunca funcionou e incluída em plano de desestatização gastou R$ 110 mil para remunerar conselheiros



Sede da Hemobrás, em Brasília, única das estatais criadas nos governos
petistas que deu os primeiros passos para gerar receita - 
Andre Borges/Folhapress


A prática de criar estatais foi ressuscitada pela administração petista e acelerada pela presidente Dilma Rousseff, mas a maior parte das novas empresas está longe de fazer jus a essa qualificação.

Levantamento feito pela Folha mostra que, em uma década, os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma deram à luz dez estatais, quatro delas nos últimos dois anos -não foram incluídas na conta subsidiárias de empresas preexistentes, como a CaixaPar, o Banco Popular e a recém-lançada Infraero Serviços.

Da lista, apenas uma já deu os primeiros passos rumo à geração de receitas suficientes para financiar seus investimentos e operações: a Hemobrás, fundada em 2004 para fabricar e vender medicamentos derivados do sangue.

As demais ou não saíram do papel ou são mantidas com recursos da arrecadação de tributos como uma repartição pública.

Aprovada por lei no mês passado, a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) já está classificada pelo Ministério do Planejamento entre as estatais dependentes do Tesouro Nacional, ao lado de outras cinco criadas nos governos do PT.

TREM-BALA


A EPL tomou o lugar da Etav, uma breve empresa criada no ano anterior exclusivamente para viabilizar o trem-bala nacional -e que, de um orçamento de R$ 166 milhões, desembolsou apenas R$ 3 milhões com salários e despesas administrativas.

Também necessitam do dinheiro do contribuinte a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), o Ceitec (Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada), a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e a Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa).

A maior delas, a EBC, não é propriamente uma novidade: surgiu em 2007 a partir de uma ampliação da antiga Radiobrás. No ano passado, segundo dados preliminares, ela gerou cerca de R$ 70 milhões em receitas com os serviços de radiodifusão, mas suas despesas ultrapassaram os R$ 400 milhões.

Criado em 2008 para fabricar chips eletrônicos, o Ceitec informou uma receita de R$ 300 mil no ano passado com a venda de seus produtos para a iniciativa privada. A legislação considera microempresas aquelas com receita anual até R$ 360 mil.

Outras duas estatais estabelecidas por lei nos últimos anos ainda não existem na prática: a PPSA, concebida para explorar o petróleo do pré-sal, e a ABGF, apelidada de Segurobras, para garantir obras de infraestrutura.

LEGADO ESPORTIVO


O caso mais inusitado é o da Brasil 2016, ou Empresa Brasileira de Legado Esportivo, criada no final do governo Lula para desenvolver projetos ligados à Olimpíada do Rio de Janeiro. Descartada antes de esboçar qualquer iniciativa, ela foi incluída no Programa Nacional de Desestatização.

Mesmo sem nunca ter entrado em operação, registrou como único gasto em seu balanço R$ 110 mil para remunerar conselheiros.

A Hemobrás, até agora, é a única incluída no orçamento federal de investimentos, que reúne as empresas utilizadoras de recursos próprios, como a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos.

Ela recebeu aportes do Tesouro Nacional para a abertura de uma fábrica em Pernambuco, ainda não concluída. De um orçamento de R$ 264 milhões em 2012, R$ 50 milhões foram investidos até outubro.


GUSTAVO PATUBRENO COSTADE BRASÍLIA

Torturadora moderna

Se existisse uma verdadeira lei de imprensa, essa mulher estaria presa....

Ela é um obstáculo ao Pensamento Único....

"A bagunça da atual administração da política econômica".


Por Miriam Leitão


Pode levar anos para consertar o que a bagunça da atual administração da política econômica do Brasil tem feito. Aos poucos, está sendo dilapidado o patrimônio de solidez fiscal do país. Com truques contábeis, jeitinhos, mudanças de regras, invenções, o ministro Guido Mantega está minando o que o Brasil levou duas décadas para construir: a base da estabilização.

De todos os erros do ministro, esse é o pior. Mantega está tirando a credibilidade dos números das contas públicas. Mesmo quem acompanha o assunto já não sabe mais o valor de cada número que é divulgado.

O governo autorizou o resgate antecipado de R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano. Isso é 81% de um dos fundos do FSB. Além disso, o BNDES pagou R$ 2,3 bilhões e a Caixa R$ 4,7 bilhões, definindo esse dinheiro como dividendo antecipado para o Tesouro.

Está fabricando dinheiro. O Tesouro se endivida, manda o dinheiro para os bancos públicos, depois extrai deles recursos antecipados, alegando serem dividendos de balanços ainda nem fechados. Os recursos são registrados como arrecadação no fechamento das contas do ano. É estelionato fiscal.

Foram tantos truques em que dívida do Tesouro virou receita do governo para fingir o cumprimento de metas fiscais que hoje ninguém sabe dizer qual parte é confiável dos números que o governo divulga. Só com truques, diferimentos, transformismos e abracadabras, o Ministério da Fazenda conseguiu chegar à meta do ano.

A Caixa recebeu dinheiro público recentemente, e agora está antecipando dividendos ao Tesouro. A capitalização foi feita para fortalecer a instituição centenária da fragilidade financeira em que ficou após operações como a compra de 49% de um banco falido, no qual teve depois que despejar mais dinheiro.

As transferências para o BNDES aproximam-se de R$ 300 bi. Nascem como dívida, viram empréstimo subsidiado, e depois dividendo antecipado para o Tesouro. Com manobras circulares assim que se montou o mais nefasto e inflacionário dos mecanismos do passado, a conta movimento.

O Fundo Soberano era para ser um fundo de longo prazo onde fosse feito um esforço extra de poupança para momentos de crise. Em 2012 o país não cresceu, mas não foi ano exatamente de crise.

A mudança da Lei de Responsabilidade Fiscal é um atentado à viga mestra do edifício que os brasileiros construíram para ter uma moeda estável. Se a Fazenda considera que o custo da dívida dos entes federados ficou incompatível com a atual taxa de juros no Brasil, precisa abrir um debate amplo, sério e transparente para se encontrar a saída sem fazer rachaduras na sustentação da estabilidade.

Na época da renegociação, foram oferecidas duas taxas de juros aos devedores: quem fizesse um ajuste prévio pagaria 6%, quem não quisesse fazer pagaria 9%. A prefeitura de São Paulo escolheu não se ajustar e pagar mais. Agora, o governo está oferecendo a todos os juros de 4%.

A conta dos desatinos fiscais da atual equipe econômica chegará, mas quando os autores das artimanhas contábeis não estiverem mais lá para responder. Como sempre, a conta cairá sobre a população. O governo militar inventou artefatos de fabricação de dinheiro que produziram inflação. A democracia consumiu uma década para desarmar essas bombas. Os riscos a que o governo tem exposto o país são enormes.

Era preferível o governo ter simplesmente admitido que em 2012 arrecadou menos do que previa e, por isso, não pôde cumprir a meta. Ao mesmo tempo, se comprometeria a fazer esforço extra em ano de maior crescimento.

O Ceará saiu na frente...

 CADÊ?

Hidrovia


A participação da Vale na siderúrgica de Pecém, no Ceará, deixou empresários do sul do Estado com as
barbas de molho. Afinal, se a condição para instalação da Alpa e Aline, em Marabá, é a retirada das pedras do caminho do Lourenço, para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, o Pará ainda vai ficar a ver navios por muito tempo e o prometido polo metal-mecânico não sairá do papel tão cedo.

Repórter 70, O Liberal.


As diferenças entre as filhas do Presidente Hugo Chávez



CARACAS - Na cabeceira do quarto onde está internado Hugo Chávez, Rosa Vírginia, a filha mais velha do líder venezuelano permanece de vigília desde que o presidente passou por sua quarta cirurgia, no começo de dezembro. Por questões legais, cabe à ela tomar as decisões que afetam o futuro de seu pai. Mais nova, María Gabriela, é vista como a primeira-dama.

Recentemente, pediu que acabassem as mentiras sobre o estado de saúde do Chefe de Estado, diante dos rumores sobre sua suposta morte, em um tweet publicado na internet. As duas, filhas do primeiro casamento do presidente com Nancy Colmenares, viveriam no entanto um conflito em relação à decisão mais difícil de todas: dar a ordem para desligar a máquina que mantém Chávez vivo, de acordo com o jornal espanhol "El Mundo".

Na quinta-feira, o irmão mais velho de Chávez, Adán, esteve na capital cubana. O jornalista venezuelano Nelson Bocaranda confirmou que a visita de Adán teve uma finalidade específica: foi um pedido das filhas do presidente, que teriam visões opostas sobre a decisão. Casada com com o ministro da Tecnologia, Jorge Arreaza, Rosa Virgínia assume o papel de possível herdeira política de Chávez.

Nos comícios finais da campanha de reeleição, Rosa foi figura constante. Além dos eventos eleitorais, acompanhou Chávez também nos compromissos oficiais. Em junho de 2011, foi recebida pela presidente Dilma Rousseff durante a visita do presidente venezuelano ao Brasil. E esteve ao lado de Chávez durante o longo tratamento contra o câncer, em Cuba: numa das poucas fotografias de Chávez em Havana, a filha estava junto.

María Gabriela Chávez é a mais nova. Mais comunicativa, pediu na semana passada, para que acabassem as mentiras sobre o estado de saúde do chefe de Estado. Nesta sexta-feira, também desmentiu que a irmã mais velha tivesse uma conta no Twitter. "Peço respeito à família, e principalmente, respeito ao meu povo. Chega de mentiras. Estamos juntos com papai, vivos, lutando e recuperando a saúde", disse em sua conta.

Chávez tem ainda outra filha, Rosinés, do casamento com a locutora Marisabel Rodríguez, de quem o mandatário se divorciou há sete anos. De acordo com o jornal "ABC", no entanto, a jovem de 15 anos não conseguiu ver o pai, apesar de ter passado o fim de semana em Cuba, tentanto visitá-lo. Na quinta-feira, Marisabel viajou à capital cubana para buscar a filha.

(O Globo)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Resultados do vestibular da UFPA será divulgado neste sábado, dia 5

Listão da UFPA será divulgado neste sábado, dia 5




O resultado do Processo Seletivo 2013 (PS 2013) da Universidade Federal do Pará (UFPA) será divulgado neste sábado, dia 5 de janeiro, a partir das 10h. O Centro de Processos Seletivos da Instituição (Ceps) recebeu nesta quarta-feira, 2 de janeiro, os dados do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) - que equivale à Primeira Fase do PS 2013 - e já está processando as informações.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 90 universidades e institutos federais brasileiros utilizam o Exame na seleção de candidatos. Na UFPA, além do Enem, os 76.874 candidatos inscritos no concurso participaram da segunda fase do processo seletivo no dia 9 de dezembro e 68.745 deles continuam na disputa por uma das 8.569 vagas ofertadas em 179 cursos de graduação em Belém e em outras dez cidades do interior do Estado.

A divulgação inicia-se a partir das 8h com a reunião da Comissão Permanente de Processos Seletivos da UFPA (Coperps), a qual é responsável pela realização do concurso. Após homologado, o “listão” será entregue ao reitor em exercício, Edson Ortiz, e em seguida, divulgado para a imprensa durante uma entrevista coletiva realizada no Centro de Eventos Benedito Nunes, no campus básico, no bairro Guamá.

No encontro com os jornalistas, além do reitor, estarão disponíveis para entrevistas também a presidente da Coperps, Marlene Freitas; a diretora do Ceps, Marilucia Oliveira; e o diretor do Centro de registro e Indicadores Acadêmicos (CIAC), Aluizio Barros, além de integrantes da Coperps e da administração superior da Universidade que acompanham a cerimônia.

Entre os temas abordados estão informações sobre a realização do concurso, sobre o preenchimento das vagas e, ainda, orientações aos calouros sobre documentos e procedimentos para habilitação, matrícula e início das aulas na Universidade. A previsão da UFPA é de que a tradicional leitura do resultado pelas rádios se inicie por volta das 10h30 da manhã e cerca de meia hora após o início da transmissão, o listão estará disponível no site do Ceps e no Portal da UFPA.

Números e novidades – Este ano a Universidade Federal do Pará oferta 8.569 vagas em 179 cursos de graduação em diversas áreas do conhecimento. Entre os candidatos que não concorrem pelo sistema de cotas, a maior procura é pelo curso de Medicina. Já entre os cotistas, Educação Física é o curso mais procurado. Entre as novidades do PS 2013, destacam-se a criação da reserva de vagas para estudantes quilombolas e a adoção da cota renda, prevista pela nova legislação brasileira. Além disso, a UFPA criou dois novos cursos de graduação: Engenharia Biomédica e Tecnólogo em Produção Multimídia.

Serviço:

Resultado do PS 2013 da UFPA
Data: 5 de janeiro de 2013
Local: Centro de Eventos Benedito Nunes (CEBN), no Campus Básico da UFPA.
Divulgação: no www.ufpa.br e no www.ceps.ufpa.br

Texto: Glauce Monteiro - Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Karol Khaled




Outras.



CARACAS - O ministro da Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, disse na noite desta quinta-feira, em um pronunciamento nacional transmitido pela TV, que o presidente do país, Hugo Chávez, está sofrendo complicações de uma “infecção pulmonar severa”, três semanas depois da quarta cirurgia contra um câncer, realizada em Cuba.

Nesta quinta, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, retornou a Caracas, após ter passado os últimos dias em Havana. “O presidente Chávez está consciente das circunstâncias, circunstâncias complexas. Está consciente da batalha que enfrenta, com a mesma energia de sempre”, disse o vice-presidente na tarde desta quinta-feira, ao chegar à capital venezuelana.

Mais cedo, o fato de alguns dos mais importantes líderes políticos da Venezuela terem se reunido em Havana desencadeou uma onda de rumores sobre o estado de saúde de Chávez. Ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, considerado o principal rival de Maduro na disputa pela herança política chavista, o vice-presidente culpou a mídia de “ultradireita” ao redor do mundo e o governo dos Estados Unidos por relatos “falsos” e “danosos” sobre as condições de saúde do líder venezuelano.

(Dow Jones Newswires)


Orçamento 2012/2013 do ONS é ampliado para R$ 511 milhões


BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou hoje um novo orçamento para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o período de julho de 2012 a junho de 2013.


O novo orçamento será de R$ 511,219 milhões para o período, conforme resolução publicada nesta sexta-feira no “Diário Oficial da União”.


Do total, R$ 426,443 milhões serão destinados a despesas de custeio, R$ 73,717 milhões ao plano de ação proposto pelo ONS e R$ 11,058 milhões a aquisições e benfeitorias, que estão detalhadas na resolução.


A norma altera o orçamento anterior do ONS para o período, que havia sido aprovado em junho, no valor de R$ 493,877 milhões. O ONS, que havia solicitado R$ 511,2 milhões, apresentou um pedido de reconsideração.


(Maíra Magro | Valor)


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Em coma induzido

Em nome de Chávez, Nicolás Maduro envia mensagem a militares venezuelanos


Caracas, 28 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se recupera de uma nova operação em Cuba pela reaparição de um câncer, enviou nesta sexta-feira uma mensagem de fim de ano à Força Armada Nacional Bolivariana, que foi lida em um ato por seu vice-presidente e chanceler, Nicolás Maduro.

"Elevo minha voz para transmitir-lhes, camaradas da Força Armada Nacional Bolivariana, o renovado e fraterno testemunho de respeito, admiração, gratidão e carinho do povo heróico de Simón Bolívar", declarou Maduro, que assegurou que transmitiu a mensagem em "nome" e sob "ordens e instruções" de Chávez.

"Aqui em Havana, na Cuba revolucionária, me sinto pleno de fé em Cristo redentor, em sua misericórdia infinita, pleno de fé no amor de nosso povo que me cura com suas orações e bênçãos de cada dia, pleno de fé pelo compromisso e pela lealdade que a Força Armada revolucionária me está demonstrando nesta hora tão complexa e difícil", acrescentou a carta.

Maduro, que liderou um ato com as tropas na cidade de Barcelona, comentou ter cumprido "com emoção e amor a tarefa" de transmitir a mensagem de Chávez aos militares, aos quais lembrou que "têm a responsabilidade de garantir a paz e a soberania desta terra sagrada, deste povo sagrado de Bolívar".

Esta é a primeira mensagem de Chávez divulgada durante um ato oficial, depois que no dia 24 de dezembro Maduro disse ao canal estatal "VTV" que tinha conversado por telefone durante 20 minutos com o governante, que, assegurou, estava caminhando, fazendo exercícios e lhe deu "ordens de trabalho".


Nicolás Maduro


UOL.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está em coma induzido, com os sinais vitais muito debilitados, mantidos por aparelhos, no hospital de Havana (Cuba), onde foi internado para a quarta cirurgia de remoção de um tumor na região pélvica. A informação é do diário espanhol "ABC", que complementa afirmando que está programado, para os próximos dias, o desligamento dos equipamentos que vêm mantendo o presidente venezuelano vivo.


Leia mais
Chávez apresenta novas complicações após operação em Havana

Segundo o "ABC", as autoridades venezuelanas já se preparam para o pior. Seu genro e ministro de Ciência e Tecnologia afirma que Chávez chegou ao fim de ano "tranquilo e estável".

Chávez passou por uma cirurgia no dia 11 de dezembro para a retirada de um câncer no intestino. Segundo o jornal, a equipe de médicos russos, assistidos por cubanos, retirou 43 cm de intestino do presidente. No entanto, exames apontaram metástases na bexiga e na medula óssea, o que exigiria um transplante de medula, o que a saúde frágil de Chávez não permitiu.

Atração de Investimentos

Deu no Reporter 70.

A partir de Janeiro deste ano, na Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM), quem vai cuidar da atração de investimentos da SEICOM será o próprio secretário David Leal, chamou para ele uma área que considera da maior importância, e sem dúvida é. 

 

 

Quem até agora cuidava da área de Atração de Investimentos era a Diretora Fátima Gonçalves. 

 

 

 

A conferir

  • Educação 

    􀂄 Para encerrar a mexida no primeiro escalão da administração do Estado falta apenas a substituição do secretário de Educação, Cláudio Ribeiro. O governador Simão Jatene procura nomes.

    Repórter 70

    O Liberal 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Novo tipo de vegetação brasileira

Floresta Estacional Sempre-Verde é reconhecida como novo tipo de vegetação brasileira

A partir de agora, um novo tipo de vegetação passará a constar oficialmente em mapeamentos florestais do país. A Floresta Estacional Sempre-Verde, que existe apenas no estado de Mato Grosso, já havia sido identificada há alguns anos, mas só agora passou a constar oficialmente no Sistema de Classificação da Vegetação Brasileira. A descrição do novo tipo de vegetação aparece na segunda edição do Manual Técnico da Vegetação Brasileira, lançada na terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O livro, elaborado por engenheiros florestais, agrônomos, biólogos, geógrafos e geólogos, traz metodologias para a realização de estudos, mapeamentos e pesquisas da vegetação no país. Também chamada de Floresta Estacional Perenifólia, a vegetação se caracteriza pela manutenção de uma coloração muito verde, mesmo em períodos de estiagens.

A floresta se estende por toda a região da Bacia Sedimentar dos Parecis e parte das depressões do Guaporé, Paraguai, Araguaia e Planalto do Tapirapuã. Segundo o IBGE, a vegetação ocorre em áreas de clima tropical que tem duas estações bem distintas: uma chuvosa e uma seca (que varia entre quatro e seis meses).

Três subtipos da vegetação foram identificados: as variações aluvial, de terras baixas e de submontanha. Na floresta aluvial, que pode ser encontrada nas calhas dos rios Culuene, Teles Pires, Verde, Arinos, Sangue, Juruena, Juína, Jauru e Guaporé, as árvores têm, em média 25 metros de altura.

A floresta das terras baixas pode ser encontrada nos terrenos sedimentares das depressões dos rios Paraguai, Guaporé e Araguaia, em altitudes em torno de 200 metros. Nesse subtipo de floresta, as árvores têm, em média, de 35 a 40 metros de altura.

Já a floresta de submontanha, que tem árvores medindo acima de 30 metros, ocorre nos terrenos sedimentares do Planalto dos Parecis, especialmente na região do Alto Xingu, em altitudes que variam de 300 a 450 metros.

A Floresta Estacional Sempre-Verde se junta a outros tipos de vegetação que ocorrem no Brasil, como as florestas ombrófilas (típicas da Amazônia e da Mata Atlântica), as savanas e a Caatinga. (Fonte: Vitor Abdala/ Agência Brasil)

Países em desenvolvimento buscam garantir financiamento para ações de sustentabilidade



Na tentativa de garantir o financiamento de ações relativas ao desenvolvimento sustentável, a partir de janeiro negociadores de países em desenvolvimento buscarão alternativas. A ideia é fechar até dezembro um documento no qual estarão definidos os detalhes, o calendário e até a estratégia para assegurar os recursos. A iniciativa foi provocada pela ausência de acordo entre os países desenvolvidos em relação aos financiamentos.

“Há uma ameaça concreta aos esforços internacionais na medida em que se percebe uma retração muito forte dos países ricos quanto ao financiamento de ações na área de desenvolvimento sustentável”, disse à Agência Brasil o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e coordenador-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“O caso do Brasil é emblemático. Tivemos as mais baixas taxas de desmatamento desde que o país começou a medir por satélite”, destacou o embaixador. “Os países em desenvolvimento têm sido responsáveis ao fazer seu dever de casa e, portanto, têm direito de exigir que os países industrializados, que são os responsáveis pelas mudanças do clima, façam sua parte, não só na questão de redução de emissões, mas também no cumprimento de suas obrigações no financiamento das ações nos países em desenvolvimento”, acrescentou Figueiredo.

Em junho, durante a Rio+20, quando ficou clara a resistência dos países desenvolvidos em aportar recursos para promover um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o mundo, houve o acordo entre os países em desenvolvimento para buscar uma alternativa. Na Rio+20, os representantes de economias desenvolvidas justificaram que a crise econômica internacional os impedia de assumir compromissos financeiros, pois o cenário futuro era considerado incerto.

Reação semelhante dos países desenvolvidos foi repetida durante uma série de negociações específicas das Nações Unidas, como a Conferência sobre Mudanças Climáticas, a COP18, que ocorreu em Doha, no Catar. Pela Convenção sobre Mudança do Clima, os países desenvolvidos têm a obrigação de financiar ações de adaptação aos efeitos extremos das mudanças climáticas e de redução das emissões de gases de efeito estufa em países em desenvolvimento.

“Houve grande retração e o resultado de Doha na área financeira ficou muito aquém do necessário”, disse Figueiredo. Segundo ele, os recursos são indispensáveis, principalmente no caso das nações mais pobres, pois são avaliadas como regiões mais vulneráveis aos efeitos dos desastres naturais provocados pelas mudanças de clima no mundo.

“Ações, especialmente nas áreas de adaptação, muitas vezes são caras. São obras de infraestrutura para lidar com enchentes, inundações, furacões e toda a destruição dos fenômenos extremos. São países vulneráveis que necessitam de ajuda o mais rápido possível para fazer face às mudanças do clima”, acrescentou o embaixador.

Segundo Figueiredo, a questão climática é um “caso típico em que vários países em desenvolvimento assumiram a liderança”, ao mencionar os esforços de redução de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com ele, o Brasil chegou às conferências deste ano com resultados históricos sobre a redução de desmatamento que colaboraram para reduzir as emissões de gás nocivas à atmosfera. (Fonte: Agência Brasil)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Foro das Nações Unidas definirá concretização de ações sobre desenvolvimento sustentável




O Foro de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, formado por ministros de mais de 190 países, vai atuar em busca da consolidação das metas e dos objetivos definidos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho deste ano. O Brasil é um dos presidentes do foro. As reuniões informais ocorrem a partir de janeiro e, em setembro, dias antes da Assembleia Geral das Nações Unidas, haverá a primeira reunião formal do grupo.

“O foro tem caráter universal e servirá para coordenar os esforços internacionais na área de desenvolvimento sustentável e dar coerência às ações das Nações Unidas nessa área, para evitar duplicidades, mandatos equivocados e dar rumo político ao debate”, disse à Agência Brasil o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e coordenador-geral da Rio+20.

Segundo ele, as decisões tomadas pelas autoridades terão poder de determinação para as outras áreas da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nesses órgãos, os Estados vão decidir o que fazer”, acrescentou, lembrando que as reuniões preliminares deverão ser concluídas até maio.

Integrarão o Foro de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ministros das áreas econômica, social e ambiental de mais de 190 países. A agenda global será definido pelo grupo. Os ministros devem analisar relatórios regionais e estabelecer as primeiras recomendações de consumo e produção sustentáveis, que devem balizar políticas nacionais nos próximos dez anos.

Nas reuniões preliminares, um grupo de 30 pessoas coordenará as atividades. O Brasil será representado pelo embaixador André Correa do Lago, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores e negociador-chefe da Rio+20. O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado informou que o Brasil é um dos copresidentes das negociações de criação e institucionalização do foro, que deverá se reunir pelo menos uma vez por ano.

A criação do grupo foi a alternativa dos negociadores internacionais durante a Rio+20 para assegurar que o debate sobre um novo modelo de desenvolvimento tenha a mesma importância que os demais temas tratados nos vários segmentos das Nações Unidas. Os negociadores dizem que serão feitos esforços para que, na primeira sessão de alto nível sobre sustentabilidade, as autoridades consigam avançar também em relação às metas que terão de ser adotadas por todos os países a partir de 2015.

Por: Carolina Gonçalves e Renata Giraldi
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Graça Adjuto

Em sátira de Natal, ‘FT’ chama Dilma de ‘rena do nariz vermelho’


A presidente Dilma Rousseff virou a “rena do nariz vermelho”, personagem de histórias tradicionais de Natal, em uma sátira publicada pelo blog “beyondbrics”, do jornal britânico “Financial Times”. 



No “conto”, a publicação faz piada com a economia brasileira e com as previsões do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O texto (veja aqui o original, em inglês) começa com Papai Noel retirando “Russolph, a rena brasileira” da equipe do trenó do Natal deste ano, substituída pelo líder chinês Xi Jinping.

“Seu nariz vermelho é o problema”, afirma o Papai Noel. “Algumas crianças acham que você é socialista. Quem acredita em uma socialista para entregar os presentes?”, diz ele.

Revoltada, “Russolph” diz que não pode ser rebaixada, uma vez que tem o sexto maior chifre do mundo. É quando “David Camerolph” (representando o primeiro-ministro britânico, David Cameron), lembra que ela perdeu a posição. “Sinto muito, mas o nosso é [o maior do mundo]”, diz ele. (Depois de se tornar a sexta maior economia do mundo, o Brasil deve perder a posição, este ano, para o Reino Unido).

“Grandes notícias! No ano que vem seu chifre vai crescer um metro!”, diz então o personagem que satiriza o ministro Mantega, “Guido, o duende vidente”, que diz saber isso porque “colocou o dedo no ar”. “Quer dizer, eu fiz um cálculo completo. Eu peguei previsões de todos os outros duendes e multipliquei por dois”, diz.

“Roussolph” se pergunta então porque não demite o ministro, ao que ele responde “Porque a ‘Economist’ disse para você fazer isso?” – no início de dezembro, a publicação, também britânica, sugeriu que Dilma deveria demitir Mantega, uma vez que o mercado havia perdido a confiança nas previsões do ministro.

Ao fim, a “rena do nariz vermelho” se pergunta onde as coisas deram errado, e acaba salva pelo “Draghi Mágico” (Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu), que promete mandá-la de volta à década de 1970, quando o Brasil era “o futuro”.


g1.globo.com/economia. 

Painel de economistas avalia por que a economia do Brasil não decola


Ruth Costas
Da BBC Brasil em Londres

Até 2011, a imprensa e mercados internacionais pareciam tomados por um grande entusiasmo em relação ao crescimento brasileiro. "O Brasil decola", anunciou em 2009 a revista britânica The Economist, fazendo um diagnóstico que, à época, parecia ser unanimidade.

A recente polêmica aberta em um artigo da mesma Economist chamava a economia brasileira de "criatura moribunda" - e anunciava: "O Brasil despenca" - dá a medida de como o clima mudou em relação ao País em 2012.

Entre as causas centrais da mudança está a desaceleração econômica dos últimos dois anos. De 2004 a 2010 o PIB brasileiro cresceu a uma média de 4,5%, alcançando, em 2010, os 7,5% que encheram os olhos dos mercados e investidores."Este foi o ano em que passamos de uma 'brasilmania' - um grande entusiasmo no exterior em relação ao Brasil - para uma visão mais realista e cética sobre o potencial do País. Agora, na imprensa e entre os mercados e investidores há muita incerteza sobre os rumos que a economia brasileira tomará a partir de 2013", disse à BBC Brasil Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

A expansão mais modesta do ano passado - de 2,7% - foi interpretada por analistas como um ajuste sobre o ano anterior, em que o PIB havia crescido mais que seu "potencial" estimado, de 4%.

O que explica, então, a alta de apenas 1% esperada para 2012? Ou o que freou tão bruscamente o crescimento brasileiro - em um contexto em que, ainda por cima, o desemprego está historicamente baixo?

Em um momento em que o governo brasileiro se esforça para garantir que o país retome o crescimento acelerado - com mudanças no câmbio, pacotes de incentivo fiscal e queda dos juros - economistas estrangeiros e brasileiros de prestígio responderam essa questão para a BBC Brasil e opinaram sobre o que é preciso para a economia voltar a alçar vôo em 2013.

Leia mais.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121217_economia_brasil_ru.shtml

Cancer de próstata. Luz no fim do tunel

 

Técnica ‘Cavalo de Troia’ elimina câncer de próstata em camundongos


Um tratamento experimental que usa uma técnica de “Cavalo de Troia” eliminou totalmente o câncer de próstata em camundongos. O estudo, realizado na Grã-Bretanha, enviou uma espécie de agente invasor disfarçado ao interior de células doentes.

A equipe escondeu uma série de vírus diferentes, capazes de matar células cancerígenas, dentro do sistema imunológico dos roedores para introduzi-los dentro dos tumores.

Uma vez no interior dos nódulos, dezenas de milhares de cepas desses vírus foram liberadas para tentar “matar o câncer”.

Os resultados, publicados no periódico científico “Cancer Research”, mostram que o grupo foi bem-sucedido. Embora analistas tenham classificado a pesquisa como “animadora”, testes em humanos ainda são necessários antes de qualquer posicionamento definitivo.

O nome da técnica faz referência à mítica batalha em que os gregos adentraram o território inimigo da cidade de Troia escondidos no interior de um grande cavalo, o que deu origem à expressão “presente de grego”.

‘Surfando na onda’ – A técnica de “Cavalo de Troia” no tratamento médico não é nova. Cada vez mais, cientistas têm-se valido desse recurso, mas, segundo eles, o principal desafio é a profundidade necessária dentro do tumor para que os vírus sejam eficazes o suficiente.

“O problema é a penetração”, diz Claire Lewis, professora da Universidade de Sheffield. Ela lidera um estudo em que os glóbulos brancos são usados como “Cavalos de Troia” para abrigar os vírus em sua jornada ao interior dos tumores. A professora explica que seu grupo também trabalha com a lógica de uma “onda”.

Após tratamentos com radioterapia e quimioterapia, os tecidos do paciente ficam danificados, e uma grande quantidade de glóbulos brancos é enviada ao local para ajudar a reparar o estrago.

“Estamos surfando nessa onda para introduzir o número maior possível de glóbulos brancos para levar os vírus capazes de explodir os tumores até o ‘coração’ deles”, explica a cientista.

A equipe dela injetou glóbulos brancos contendo vírus nos camundongos dois dias após um ciclo de quimioterapia. Depois de entrarem no tumor, os vírus se replicam e, em apenas 12 horas, os glóbulos brancos explodem e expelem mais de 10 mil vírus cada, infectando e matando as células cancerígenas.

Eliminação dos tumores – Ao final do ciclo de 40 dias do estudo, todos os camundongos que receberam o tratamento ainda estavam vivos e sem sinais dos tumores.

Em comparação, aqueles sob outros esquemas de tratamento viram o câncer se espalhar e depois morreram.
“[O tratamento] elimina completamente o tumor e impede que ele volte a crescer”, diz Claire, acrescentando tratar-se de um conceito “revolucionário”. Mas ela lembra que outros avanços do tipo acabaram sendo completamente inúteis quando testados em humanos. Ela espera agora começar os testes em pacientes no próximo ano.

Radioterapia e quimioterapia – Para Emma Smith, do Cancer Research UK (Instituto de Pesquisas do Câncer do Reino Unido), o estudo mostra que a quimioterapia e a radioterapia, tratamentos tradicionais contra tumores, podem tornar-se mais eficientes com a ténica do “Cavalo de Troia”.

“Equipar o próprio sistema imunológico do corpo para levar um vírus mortal aos tumores é uma tática animadora que muitos cientistas estão pesquisando. Este estudo mostra que tem o potencial de transformar a quimioterapia e a radioterapia em armas mais eficientes contra o câncer”, diz.

Kate Holmes, chefe de pesquisas do Prostate Cancer UK, diz que se os estudos em humanos forem bem-sucedidos a técnica pode vir a ser um “divisor de águas” no tratamento do câncer de próstata.

“Se esse tratamento se tornar um sucesso em humanos, poderia se revelar um progresso substancial em encontrar melhores tratamentos para homens com câncer de próstata, quando ele já tiver se espalhado pelos ossos”, avalia. (Fonte: G1)

Mal de Alzheimer

 

Composto descoberto pela Unesp de Araraquara, SP, pode tratar Alzheimer

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP), montaram um banco de dados com informações sobre compostos químicos extraídos da biodiversidade brasileira. Um deles, que já está patenteado, poderá ser usado no tratamento do mal de Alzheimer.

A descoberta, uma das mais importantes, nasceu da árvore Senna Spectablis, popularmente conhecida como Cássia do Nordeste. Os pesquisadores verificaram que ela tem substâncias que podem ajudar no tratamento da doença de Alzheimer. “Isso porque ela atua no sistema nervoso central e, assim, diminui os sintomas típicos da doença”, destacou a pesquisadora Vanderlan da Silva Bolzani.

O medicamento pode ser uma esperança para tantas famílias como a da aposentada Valderes Pedro Gomido, que descobriu a doença há quatro anos. Desde então, além dos remédios, ela faz atividades em grupo. “A gente vai ao cinema em todo lugar, mas sozinha eu não faço mais”, contou.

São as filhas que se revezam para cuidar da mãe. Elas usam uma lousa para anotar as tarefas e nunca deixam a idosa sozinha. “Agora inverteu um pouco, a gente que tem que ter cuidado com quem ligou, porque que ligou. A gente tem que ver do que ela precisa, ao invés dela cuidar da gente, é a gente que tem que cuidar dela”, disse a terapeuta ocupacional Sylvia Regina Gomide.

Efeitos medicinais – Durante a pesquisa, várias plantas revelaram efeitos medicinais. Uma erva conhecida como guaçatonga, por exemplo, é muito usada pela população para fazer chás para quem tem úlcera de estômago, mas os pesquisadores identificaram substâncias que podem ajudar ainda no desenvolvimento de remédios contra o câncer.

Para chegar até esses novos princípios ativos é preciso colher amostras de uma mesma espécie em épocas e lugares diferentes. “Dependendo das condições do solo e de luz, ela vai produzir essas substâncias de maneira diferente”, explicou o pesquisador da Unesp Ian Castro-Gamboa.

Banco de dados – Durante 15 anos de estudos, os pesquisadores identificaram 640 substâncias de mais de 220 plantas da mata atlântica e do cerrado. Agora, todas essas informações estão disponíveis no site www.nubbe.iq.unesp.br para quem quiser acessar de qualquer lugar do mundo.

No site, é possível estudar as substâncias identificadas pelos pesquisadores, quais aplicações elas podem ter e de que plantas foram extraídas. “Essas informações já estavam disponíveis nas revistas cientificas, mas era muito importante criar um banco de dados para agilizar e facilitar o acesso de outros pesquisadores”, finalizou a pesquisadora Marília Valli. (Fonte: G1)

Fim do mundo já começou, mas agonia será lenta, alertam cientistas

Guerra nuclear, pandemia viral, mudança climática: a suposta profecia maia do fim do mundo não será cumprida, mas o apocalipse já começou e a agonia será lenta, alertam os cientistas.


“A ideia de que o mundo acabará subitamente, por uma causa qualquer, é absurda”, declarou o cientista da Nasa e especialista em vida no espaço David Morrison.

“A Terra existe há mais de 4 bilhões de anos, e passarão ainda muitos outros antes de o Sol tornar nosso planeta inabitável”, afirmou o cientista, que criticou as “ridículas” versões que preveem o fim do mundo para 21 de dezembro de 2012, injustamente atribuído ao calendário maia.

Daqui a quase 5 bilhões de anos, o Sol se transformará em um “gigante vermelho”, mas o calor crescente terá, muito antes, provocado a evaporação dos oceanos e o desaparecimento da atmosfera terrestre. O astro se resfriará depois, até a extinção.

“Até lá, não existe nenhuma ameaça astronômica ou geológica conhecida que poderia destruir a Terra”, disse Morrison.

Mas será que a ameaça poderia vir do céu, como demonstram algumas produções de Hollywood que descrevem gigantescos asteroides em choque com a Terra? Uma catástrofe similar, que implica um astro de 10 km a 15 km de diâmetro, caiu sobre a atual península mexicana de Yucatán, causando provavelmente a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos.

Os astrônomos da Nasa afirmam que não é provável que aconteça uma catástrofe similar em um futuro previsível.

“Estabelecemos que não há asteroides tão grandes perto do nosso planeta como o que terminou com os dinossauros”, declarou o cientista, acalmando os temores de alguns sobre um fim do mundo em breve.

Além disso, se um asteroide provocou a extinção dos dinossauros e de muitas espécies, não conseguiu erradicar toda a vida na Terra. A espécie humana teria a oportunidade de sobreviver, destacou Morrison.

Risco de pandemias – Sobreviver a uma pandemia mundial de um vírus mutante, como a gripe aviária H5N1, poderia ser mais complicado, mas “não provocaria o fim da humanidade”, explica Jean-Claude Manuguerra, especialista em virologia do Instituto Pasteur de Paris.

“A diversidade de sistemas imunológicos é tão importante que há pelo menos 1% da população que resiste naturalmente a uma infecção”, afirmou o especialista da revista francesa “Sciences & Vie”, que consagrou um número especial ao fim do mundo.

Apesar da tese de uma guerra nuclear ter perdido força desde o fim da Guerra Fria, ela não desapareceu completamente.

O número de vítimas dependeria de sua magnitude, mas inclusive um conflito regional – como entre Paquistão e Índia – bastaria para causar um “inverno nuclear” com efeitos em todo o planeta, como uma queda das temperaturas que impossibilitaria a agricultura, por exemplo.

Mas os cientistas demonstram inquietação com a mudança climática a alertam que o aquecimento do planeta é o que mais se parece com o temido fim do mundo.

E desta vez não são simples temores e hipóteses. Secas, tempestades e outras catástrofes naturais se tornariam mais frequentes e intensas com o aumento das temperaturas mundiais, que poderiam registrar alta de 2° C, 4° C e até 5,4° C até 2100.

Isso equivaleria a um suicídio coletivo da espécie humana, advertem os cientistas, que intensificam os pedidos para conter o devastador aquecimento do planeta. (Fonte: G1)

Mais seis estados aderem ao Cadastro Ambiental Rural



Seis estados aderiram nesta quinta-feira (20) ao acordo com o governo federal para implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Com a assinatura pelos governos do Amapá, de Alagoas, da Paraíba, de Roraima, do Maranhão e do Tocantins, são 18 estados integrados à medida, que se tornou obrigatória desde a aprovação do novo Código Florestal.

A expectativa do governo é que, até janeiro do ano que vem, os estados de Goiás, da Bahia e o Distrito Federal consigam ajustar detalhes jurídicos para aderir ao programa. Mudanças recentes no documento elaborado pelo governo passaram a exigir, por exemplo, a informação sobre todas as autorizações de supressão de vegetação estadual. Nem todas as unidades da federação conseguiram adequar suas legislações locais com as novas regras.

No caso de outros seis estados, como Mato Grosso do Sul e o Pará, que têm seus próprios cadastros, os governos terão apenas que fazer ajustes para integrar os dados com o banco de informações nacional.

“O que fizemos foi mais um passo em torno da implementação do CAR. Temos o desafio de cadastrar quase 5,4 milhões de propriedades rurais no Brasil em dois anos, no máximo”, disse a ministra Izabella Teixeira, depois da assinatura dos convênios, ao lembrar as exigências e prazos estipulados pela legislação florestal. “A estratégia é a mesma que levou à construção do Código Florestal, chamando todos os parceiros que estão envolvidos diretamente”.

Com a adesão, os estados passarão a receber os cursos de capacitação de técnicos para montar o cadastro, além dos dados e das imagens que foram contratadas pelo Ministério do Meio Ambiente. No caso dos proprietários, a ministra disse que, além de ser uma obrigação legal, o CAR é o primeiro passo para a regularização ambiental e condição para acessar créditos de políticas públicas.

“Ao fazer o cadastro, o produtor vai contar com o órgão ambiental para a regularização. Se ele tem que recuperar área de proteção permanente ou reserva legal, ele vai assinar um acordo de cooperação que vai ser monitorado até ele recuperar, por exemplo”, disse Izabella Teixeira.

Na assinatura desta quinta-feira, o governo estendeu as parcerias às várias instituições representativas do setor. A intenção é aproveitar o cadastro que as entidades mantêm para acrescentar ao CAR. No caso da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), existem 2,3 mil sindicados rurais associados e 1,7 milhões de produtores.

O cadastro ambiental rural também terá informações dos mais de 10 milhões de associados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e dos 4 mil sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

A expectativa, segundo Izabella Teixeira, é que até 2014 todo o cadastramento esteja concluído. “A lei estabelece a obrigação de ter área de proteção permanente e de reserva legal. Precisamos ter isso mais do que mapeado, implantado, porque é possível produzir com sustentabilidade, sem agredir o meio ambiente, com os rios protegidos, os topos de morros protegidos”, disse. (Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil)

Uso da capacidade da indústria desmotiva investimentos, diz FGV



SÃO PAULO - O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu apenas 0,1 ponto percentual na passagem de novembro para dezembro, para 84,1%, feito o ajuste sazonal, mas mostra evolução um pouco mais significativa entre o terceiro e o quarto trimestres, período em que, na média, avançou de 83,9% para 84,1%.

Para Aloisio Campelo, superintendente adjunto de ciclos econômicos de FGV, a variação corrobora a análise de recuperação moderada e gradual no setor industrial, mas, com o atual nível de uso da capacidade produtiva, ainda não há grande necessidade de investimentos.

Com a maior estabilidade da economia brasileira observada desde 2003, disse Campelo, as empresas têm conseguido operar com um uso maior de sua capacidade instalada, e, por isso, o Nuci atual, mesmo acima da média histórica dos últimos cinco anos, de 83,6%, ainda é insuficiente para estimular aumentos expressivos da capacidade produtiva. “Claro que há segmentos um pouco acima dessa média, e outros um pouco abaixo, mas essa média teria que se aproximar mais de 84,5% para haver expansão um pouco mais forte do investimento”, disse.

Segundo Campelo, esse patamar de uso da capacidade produtiva deve ser alcançado ao longo de 2013, ano para o qual é esperada recuperação da atividade industrial, já que no último ano e meio a indústria investiu muito pouco e, nesse cenário, qualquer evolução positiva da produção leva à ocupação maior do Nuci.

“Ao longo do primeiro trimestre é factível que a capacidade instalada volte a apresentar tendência de alta, mas ela vai subir de acordo com as expectativas”. Caso as perspectivas sejam de crescimento forte da economia, afirmou Campelo, indústrias que dependem de investimentos com maior tempo de maturação vão voltar a investir, mesmo com alguma folga em sua capacidade produtiva.

(Arícia Martins/Valor)



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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo


O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas.

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo. É vedete nas lanchonetes de cidades litorâneas do Brasil, em quiosques de Los Angeles e Nova Iorque (EUA) e até em Paris (França). Açaí, típico da região Amazônica, fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea, família Palmae) é muito utilizado pelos habitantes no preparo de sucos, vinhos, doces, licores e sorvetes. O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas.

Na região amazônica, o suco feito com a polpa é conhecido como “vinho de açaí”. Consumido geralmente com farinha de tapioca, faz parte da alimentação local. Hoje, o estado que lidera a produção é o Pará, com quase 90% do mercado, mas o açaí é apreciado em toda a região amazônica e recentemente tem sido também consumido pelos estados do Sul e Sudeste do Brasil, principalmente por academias e atletas.


Açaizeiro

 Despolpamento do fruto
Pelo despolpamento do fruto, obtem-se o tradicional "vinho do açaí", bebida de grande aceitação e bastante difundida entre as camadas populares, considerado um dos alimentos básicos da região. O caroço (endocarpo e amêndoa), após decomposição é largamente empregado como matéria orgânica, sendo considerado ótimo adubo para o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais.

Utilização da Estirpe do Açaí
Quando adulto e bem seco, a estirpe é bastante utilizado como esteio para construções rústicas, ripas para cercados, currais, paredes e caibros para coberturas de barracas, lenha para aquecimento de fornos de olarias. Experiências realizadas pelo Idesp-Pará, demonstraram a sua importância como matéria-prima para produção de papel e produtos de isolamento elétrico.

A Copa
As folhas do açaí servem para cobertura de barracas provisórias e fechamento de paredes, especialmente as de uso transitório como as utilizadas pelos roceiros e caçadores. Quando verdes e recém-batidas, servem como ração, sendo bastante apreciada pelos animais. As folhas do açaizeiro, após trituração, também fornecem matéria-prima para fabricação de papel. Na base da copa, constituída pela reunião das bainhas e o ponto terminal do estipe, encontra-se um palmito de ótima qualidade e muito procurado pelas indústrias alimentícias.

As bainhas da folhas, por sua vez, após separação para extração do palmito e os resíduos deste, são utilizadas como excelente ração para bovinos e suínos, bem como - após decomposição - excelente adubo orgânico para hortaliças e fruteiras.

A Planta
É palmeira de belo porte, apresentando-se bastante alta, quando em concorrência na floresta, porém de porte médio se cultivada isoladamente ou sem influência de árvores de grande porte. Presta-se com ótimos resultados para ornamentação de jardins e parques. Pelas características de cultura permanente, pode ser recomendada para proteção do solo, por apresentar uma deposição constante de folhas, aliado ao sistema radicular abundante que possui.

Importância Comercial
O açaí é de importância incalculável para a região amazônica em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, tornando-se impossível, nas condições atuais de produção e mercado, a obtenção de dados exatos sobre sua comercialização. A falta de controle nas vendas, bem como a inexistência de uma produção racionalizada, uma vez que a matéria-prima consumida apoia-se pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta, também impedem a constituição de números exatos.

Variedades
O açaizeiro apresenta duas variedades bastante conhecidas pelo homem interiorano, cuja diferenciação é feita apenas pela coloração que os frutos apresentam quando maduros, as quais podem ser assim caracterizadas:

Açaí Roxo:
É a variedade regional predominante conhecida com açaí preto, pois seus frutos apresentam, quando maduros, uma polpa escura, da qual se obtém um suco de coloração arroxeada "cor de vinho", originando assim, a denominação popular de "vinho de açaí".

Açaí Branco
É assim denominado por produzir frutos cuja polpa, quando madura, se apresenta de coloração verde-escuro brilhante, fornecendo um suco (vinho) de cor creme claro.

Além de ser aproveitado de todas estas formas, o palmito do açai, que é muito apreciado e considerado como um prato fino, é comercializado em grande escala e chega a ser exportado.

Bom para a Saúde
O mais recente resultado da pesquisa traz nova boa notícia aos consumidores do açaí. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no fruto são absorvidos pelo organismo humano. O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, esta última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle.

Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos. "O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?", disse Susanne Talcott, principal autora do estudo, do qual também participaram cientistas das universidades do Tennessee e da Flórida.

Segundo ela, trabalhos futuros poderão ajudar a determinar se o consumo do açaí pode resultar em benefícios para a saúde com relação à prevenção de doenças. O grupo do qual faz parte tem estudado a ação do açaí contra células cancerosas. “Nossa preocupação é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. E ele definitivamente tem atributos notáveis, mas não pode ser considerado uma solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada”, disse Susanne.

O artigo Pharmacokinetics of anthocyanins and antioxidant effects after the consumption of anthocyanin-rich açai juice and pulp (Euterpe oleracea Mart.) in human healthy volunteers, de Susanne Talcott e outros, pode ser lido por assinantes do Journal of Agricultural and Food Chemistry em http://pubs.acs.org/journals/jafca

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

prioridade ZERO.


„ Zenaldo Coutinho, tão logo assuma, contratará com a UFPA a realização de cursos de capacitação e atualização em gestão pública para os funcionários da prefeitura.


O Liberal. 

Só tem uma vaga, e têm mais candidatos...

Ô FOGO

Tucanos

O começo de 2013 promete pegar fogo no ninho tucano paraense e a principal faísca é a disputa pela presidência do partido. Além de Nilson Pinto, que sairá da secretaria especial de Promoção Social para assumir o seu mandato na Câmara, o deputado Wandenkolk Gonçalves já comunicou ao governador Jatene que está em plena campanha nos diretórios municipais pelo comando do PSDB no Estado. Até a data das eleições, em abril, Pinto estará à frente do partido, uma vez que é o vice da legenda e Zenaldo Coutinho, o atual presidente, se afastará do cargo para assumir a prefeitura de Belém.

O Liberal.com 

Padroeiro dos paraenses


Ô ANUÁRIO

Mineração


Em recente viagem ao Rio de Janeiro, o presidente do Simineral, José Fernando Gomes, visitou o empresário Eliezer Batista. Na pauta do encontro, discussões sobre os rumos da atividade mineral no Pará e no Brasil e a importância da educação para o desenvolvimento econômico do País.

Eliezer Batista parabenizou o Simineral pela iniciativa do lançamento do Anuário Mineral do Pará, publicação inédita que traça uma radiografia completa da mineração no Estado.

O Liberal.com


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

FHC. A única discussão no Congresso foi a divisão de royalties que ainda nem existem



RIO E SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou o governo Dilma Rousseff durante almoço com empresários no Rio de Janeiro nesta quarta-feira. O tucano afirmou que falta transparência e debate com a sociedade nas decisões do governo.

“A única discussão no Congresso foi a divisão de royalties que ainda nem existem. Os temas deixaram de ser públicos, estamos vivendo de novo como nos anos 1970, o governo decide e publica sem debate na sociedade”, declarou.

“A sociedade está um tanto anestesiada, não está reagindo às medidas sendo tomadas, ainda quando boas”, declarou. “Outra vez nós sentimos que o Brasil precisa de uma sacodida forte. Não pode continuar no marasmo”, disse FHC após lembrar os feitos de seu governo na estabilização da economia com o Plano Real.

“O que não nos faltava naquele momento era audácia e o sentimento de que o que vale mesmo é o que fica para o país, muitas vezes temos que arriscar até mesmo nosso capital político”, completou. FHC disse, no entanto, que Dilma tem boa vontade. “A presidente tem boa vontade, dizendo que vamos fazer 800 aeroportos, mas eu quero três. Há vontade de grandeza, mas o resultado não é positivo”, disse.

(Luciana Bruno | Valor)

Para o Ipea, crescimento econômico depende do aumento do investimento



RIO - A retomada mais robusta e sustentada do crescimento econômico no curto prazo depende da recuperação do setor de bens industriais e, mais especificamente, do setor de bens de capital, por meio de aumento dos investimentos. A afirmação está na carta de conjuntura de dezembro, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo a carta de conjuntura, a recuperação de investimentos é necessária para impulsionar a demanda agregada e, no contexto atual, dividir com a atividade de consumo o papel de dinamizar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, a carta afirma que o crescimento dos investimentos pode estimular o setor industrial e reduzir níveis de ociosidade existentes, além de gerar maior capacidade de crescimento econômico no futuro.

O Ipea destacou que em 2012 a atividade econômica tem tido um desempenho aquém do desejado. A produção industrial acumula queda de 2,8% no período janeiro a setembro, o que impacta negativamente o PIB, que acumulou alta de 0,7% nos três primeiros trimestres do ano. “A variação positiva do PIB tem sido garantida pelo setor de serviços, com crescimento acumulado de 1,5% no ano”, destacou Fernando Ribeiro, coordenador do Grupo de Análises e Previsões (Gap-Ipea).

Segundo Ribeiro, o governo respondeu às preocupações com o nível de atividade econômica por meio de mudanças no mix de política macroeconômica em associação com medidas de caráter microeconômico. “Na área monetária procura-se uma combinação de juros mais baixos, câmbio mais desvalorizado e manutenção da inflação dentro dos limites do sistema de metas, optando-se por um processo mais gradual de convergência da inflação para o centro da meta”, disse a carta de conjuntura.

Já na política fiscal o Ipea observou que o governo busca elevar os investimentos públicos sem abrir mão dos gastos sociais, dando prioridade ao controle das despesas com pessoal e encargos, que se reduzem como proporção do PIB. As medidas do governo também contemplam desonerações fiscais, bem como a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que incide sobre os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Mesmo com os estímulos a atividade continua tímida. “Tendo em vista as medidas expansionistas de política econômica e a ociosidade do setor industrial, e tomando-se como referência a experiência pregressa, seria razoável esperar que a economia brasileira já estivesse em um novo ciclo de crescimento”, disse a carta de conjuntura. No entanto, o Ipea afirmou que as razões para a recuperação estar ocorrendo em ritmo mais lento do que o esperado ainda não são claras.

A carta diz ainda que o quadro econômico brasileiro atual mostra uma economia em que o consumo cresce de forma consistente – com base em ganhos reais de salário, aumento de emprego e crédito e crescentes transferências do governo —, mas que encontra dificuldades para expandir os investimentos de maneira mais firme, além de enfrentar restrições externas para expandir suas exportações. “O reflexo deste quadro no lado da oferta é um desempenho relativamente desanimador da produção de bens de capital e de tradeables [comercializáveis] em geral – em suma, de bens industriais – e um desempenho mais favorável do setor de serviços”, diz a carta.

Para FHC, Congresso não exerce papel de fiscalizar ações do governo



RIO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou a atuação do Parlamento brasileiro. Segundo o tucano, o Congresso Nacional age à sombra das decisões do Executivo e não exerce seu dever de fiscalizar as ações do governo.

“Acho que, infelizmente, o Congresso abdicou de ser um poder para ser áurea, para apoiar medidas [do governo]”, afirmou a jornalistas no Rio. “O problema é que o Congresso deixou um vazio, não está exercendo o poder que ele tem de fiscalização. Não tenho porque me solidarizar com o erro, mesmo no meu partido”.

FHC criticou ainda a postura dos parlamentares na votação dos vetos da presidente Dilma à redistribuição dos royalties do petróleo. De acordo com ele, a decisão de votar em um só dia mais de três mil vetos apenas para poder redistribuir os royalties não é correta. “Ninguém vai acreditar que tenha sido uma decisão pensada, quando o objetivo é outro”.

O ex-presidente se disse contra a redistribuição dos recursos do petróleo que quebram contratos já assinados pelos Estados produtores. FHC elogiou a decisão do governo de tentar limitar a aplicação dos recursos com educação. Segundo ele, se cair o veto da Presidência à aplicação dos royalties em educação, “não vai ter limitação, será tudo transformado em gastos correntes”.

O tucano também negou que haja uma crise entre o Congresso e o Supremo tribunal Federal deflagrada pela cassação dos mandados de parlamentares condenados pela Corte no processo do Mensalão. “É buscar tempestade em copo d’água”, afirmou.

De acordo com ele, o Congresso deve acatar a decisão do Supremo de cassar os mandados, mas há uma questão de interpretação sobre os procedimentos. “Uma vez que o Supremo toma a decisão de suspender os direitos políticos não há como a pessoa exercê-lo, mas eu entendo que o Supremo informa ao Senado ou à Câmara que tomam a decisão formal”, disse.

(Guilherme Serodio | Valor)

A esquerda política desapareceu, afirma sociólogo espanhol

Da indignação à esperança 


Esse é o caminho descrito pelo sociólogo Manuel Castells (nascido em Hellín, Albacete, em 1942) nos movimentos de protesto que sacudiram os países árabes e o Ocidente, com especial presença na Espanha. Um movimento que se organiza nas redes de computadores e se concretiza nos espaços urbanos ocupados: da Porta do Sol ou da Praça Tahrir até Wall Street. Castells, catedrático na Universidade do Sul da Califórnia, vê aí o germe da mudança para formas de democracia mais participativas. É o que explica em sua última obra, "Redes de Indignação e Esperança" (ed. Aliança).

El País: Faça um balanço do movimento dos indignados.
Manuel Castells: Ele vai por países. Na Islândia se nacionalizaram os bancos, se expulsaram os dois partidos que a governavam desde 1927, criou-se um novo governo com a democracia participativa, elaborou-se uma nova Constituição discutida pela Internet, com milhares de cidadãos intervindo. Foi uma revolução, pacífica, mas uma revolução. Em alguns países árabes se acabaram as ditaduras. Pode-se pensar se o islamismo agrada mais ou menos, mas é outra coisa. Ditaduras inalteradas durante décadas se acabaram em semanas. Na Tunísia, no Egito. Em outros casos, os governantes avisados transformaram as revoltas em guerra civil. Nos EUA a distinção entre ricos e pobres era alheia à cultura americana, e agora é um assunto vivo e teve um efeito eleitoral de segundo grau na campanha, a favor de Obama.

El País: E na Espanha?
Castells: A Espanha é o país da Europa onde o sistema político mostrou menos sensibilidade diante dos protestos, e com os dois grandes partidos de acordo em ignorá-los. O caso mais drástico é o das hipotecas. Os suicídios dispararam o alarme social, mas há mais de um ano e meio que vem se colocando sem resposta. A opinião pública registrou as críticas do 15-M. As pesquisas indicam 70% de apoio, mas também registram que quase não se acredita que haja capacidade de mudança. Mudou a consciência das pessoas, mas o sistema político se mantém impermeável. E isso pode degenerar em confrontos e violência.

El País: Uma violência que o movimento rejeita totalmente.
Castells: Com uma sociedade mobilizada, indignada, sem resposta institucional verossímil, é difícil evitar a violência. Espero que não ocorra, e muita gente do 15-M também espera.

El País: O senhor indica que parte da desconfiança em relação aos partidos se deve a que são vistos como subordinados ao capitalismo financeiro. Mas anota que não há uma rejeição do capitalismo.
Castells: Dentro do movimento há uma tendência que é anticapitalista, mas nem todo o movimento o é. O que se rejeita é o sistema financeiro como funciona hoje. Sua indignidade e imoralidade. Também a subordinação das instituições e dos partidos. O movimento parte do mal-estar econômico e social, mas é sobretudo um movimento político que exige a democracia real. Fez várias propostas razoáveis de democratização do sistema eleitoral, porque a sociedade mudou, mas o sistema político não muda. Gerou mais debate e criou mais consciência política que os partidos nos últimos 20 anos. Isso logo se traduzirá em votos. O problema é que nenhuma das propostas políticas reflete hoje essa nova sensibilidade.

El País: De modo que, quando houver eleições, vencerão as formações que defendem o contrário.
Castells: É que a esquerda desapareceu. Hoje, em termos políticos, estamos em um período constituinte. Não desaparecem os partidos conservadores, mas a esquerda está em crise, apesar de haver um espaço de centro-esquerda que não é preenchido porque a lei eleitoral funciona como um mecanismo de bloqueio. Os partidos espanhóis se sentem acossados, creem que se se abrirem desaparecerão. E têm razão, sobretudo a esquerda. E isso é dramático.

El País: O movimento se comunica através das redes, como antes os operários se reuniam na fábrica.
Castells: Todos os movimentos sociais nascem da comunicação. O indivíduo isolado com seu tédio não tem força. Pode suicidar-se. Os suicídios são o que precede as revoluções islâmicas. As pessoas passam da humilhação à autodestruição. A sorte é que existe um espaço de comunicação, a Internet, no qual vivem muitos jovens. As pessoas se organizam onde vivem. Os operários se comunicaram nas fábricas, os jovens de hoje o fazem na Internet, mas é vital que logo ocupem o espaço público. Ao ocupar um espaço público, as pessoas percebem que ele existe e que podem impor seu direito à cidade, acima das regras de trânsito. O que produz as mudanças históricas é a combinação de um espaço de comunicação, um espaço de reunião, um espaço de incidência política. São velhas liberdades (de reunião, de expressão) traduzidas para a era digital. Os movimentos nascem na rede e se organizam no espaço urbano. E como a ocupação do espaço urbano não pode se eternizar (às vezes a polícia se encarrega disso), se replicam na rede, mas não desaparecem.

El País: Uma comunicação que o poder combate com a coação e a manipulação.
Castells: A dominação perfeita é a que não se sente. Pode ser por adesão aos valores dominantes ou por resignação, e aí os processos de persuasão são fundamentais. Quando falham, se recorre à coerção, mas os melhores sistemas de controle são os que não precisam do uso da polícia.

El País: O senhor ressalta o papel das emoções, do medo que paralisa ou da esperança que estimula.
Castells: A primeira emoção que aparece é a indignação. O medo instiga as pessoas. O medo de perder o pouco que lhes resta. O medo e a resignação paralisam as pessoas. Isso explode quando não se aguenta mais. Nesse momento se supera o medo. A esperança chega quando você supera o medo e encontra nas redes, na rua, muita gente que está igual a você. Essa é a passagem do medo para a esperança. Não se produzem efeitos em curto prazo, mas mesmo assim as pessoas se sentem melhor protestando do que ficando em casa.

Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves