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domingo, 9 de junho de 2013

Em visita da ONU ao Pará, Agência de Inovação Tecnológica da UFPA recebe homenagem


Recepção da comitiva da ONU pela Reitora da UFPA, em Exercicio. 

Secretário da ONU visita UFPA06 de Junho de 2013


O secretário-adjunto da Organização das Nações Unidas (ONU), Thomas Stelzer, visitou a Universidade Federal do Pará (UFPA) nesta terça-feira, 4. O secretário esteve acompanhado de sua comitiva, formada pela doutora Sheila Pimentel, presidente da Fundação Humanitare, organização ligada à ONU, a Embaixadora da Áustria Marianne Feldmann, pelo doutor Osório Coelho, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pelo Prof. José Rincon Ferreira Coordenador do Prêmio Benchimol da Amazônia e outros técnicos do setor privado e do governo federal. 


A delegação da ONU foi recebida pela reitora da UFPA,  em exercício,  professora Marlene Freitas. Na ocasião, foi assinado um Termo de Cooperação Técnico-Científico entre a UFPA e a Fundação Humanitare, o qual possibilitará a execução e o desenvolvimento de projetos de estudos, pesquisa, gestão, treinamento e outros de caráter estratégico, voltados ao uso econômico da biodiversidade da Amazônia..

A reunião para a assinatura do Termo iniciou-se com o pronunciamento do diretor da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), professor Gonzalo Enríquez, que falou sobre a importância da parceria com a Humanitare e dos benefícios para a UFPA e região, destacando a importância da inovação tecnológica como ferramenta estratégica para aumentar a competitividade da economia, “Sem o conhecimento científico produzido na universidade as inovações tecnológicas não acontecem na indústria”, manifestou Enríquez. Em seu discurso, Stelzer destacou a importância da produção científica para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e a contribuição da UFPA, uma vez que as pesquisas nessa área de atuação têm aumentado durante os últimos três anos.

Stelzer argumentou que na atualidade existe necessidade de redefinir o modelo econômico vigente, principalmente na sua relação com o meio ambiente. Ressaltou que a produção de CO2 não pode continuar nos níveis atuais que são de mais de 30 milhões no Planeta, será necessário ser mais eficiente no consumo de energia e ampliar a acessibilidade e eficiência energética. Atualmente mais de 2 bilhões de pessoas não contam com energia elétrica. Stelzer colocou como exemplo de uso eficiente de energia a economia Americana, que tem aumentado sua eficiência no uso da energia em cerca de 60%.

Por sua vez o Diretor de Agência de Inovação destacou a necessidade de que essa diminuição da eficiência energética tenha efeitos positivos nos países emergente, já que atualmente mais de 70% do consumo energético mundial corresponde aos países desenvolvido e quem responde pela produção da energia em essa mesma proporção são, precisamente, os países em desenvolvimento.

Pioneirismo - Para Sheila Pimentel, a iniciativa do Termo de Cooperação simboliza um marco, já que a UFPA é a primeira universidade brasileira a fechar um acordo dessa natureza. Ela falou, ainda, sobre a relevância do financiamento de pesquisas voltadas à biodiversidade.

Logo após a reunião de assinatura do documento, a delegação seguiu para visita a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA- Universitec, onde foram apresentadas as ações da Agência de Inovação, bem como a apresentação de empreendimentos instalados na Incubadora de Empresas.

A reunião para assinatura do convenio foi precedido por um encontro na Federação das Industrias do Pará FIEPA, com a presença de autoridades do Governo do Estado, de ensino e pesquisa e de empresários e instituições locais. Na ocasião a Agência da Inovação Tecnológica recebeu uma placa de homenagem em reconhecimento pelas suas iniciativas em prol da Bacia Amazônica e a inovação tecnológica, destacando-se iniciativas sobre o uso sustentável dos recursos naturais e biodiversidade, como uma proposta concreta de cuidado do meio ambiente e seu papel na transferência de tecnologia. Gonzalo Enríquez recebeu a placa de homenagem, em nome do Reitor da UFPA e da equipe técnica da Agência de Inovação Tecnológica, ressaltando que uma homenagem dessa natureza criava novos desafios para a instituição.



Recebendo o Prêmio de mãos do Secretário da SEICOM,  David Leal. 


Placa da homenagem à Agência de Inovação Tecnológica  da UFPA

quinta-feira, 14 de março de 2013

Brasil 'estaciona' na 85ª posição do ranking de IDH em 2012

BRASÍLIA - A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta quinta-feira o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) referente ao ano de 2012. O indicador considera a expectativa de vida, educação e renda per capta para classificar o grau de desenvolvimento de 187 países.



Em 2011, o desempenho brasileiro foi de 0,728.



O IDH do Brasil está abaixo da média calculada para a América Latina e Caribe, que se situou em 0,741 (0,739 em 2011). Segundo a ONU, essa é a segunda maior média do mundo, perdendo apenas para a região da Europa e Ásia Central, com IDH de 0,771. A média da região latina também é superior à média mundial, de 0,694 (0,692 em 2011).

Segundo o relatório, a região apresenta bom desempenho em todos os indicadores que compõem o IDH. A esperança de vida média ao nascer é de 74,7 anos e a média dos anos de escolaridade esperados está em 13,7 anos. Tais leituras colocam a região à frente de outras no que diz respeito a estes componentes. Já a expectativa de vida é praticamente cinco anos mais elevada do que a média mundial.

A região ocupa também o segundo lugar no quesito média de anos de escolaridade (média de 7,8 anos) e rendimento nacional bruto (RNB) per capita. A média do rendimento per capita está acima da média mundial, que é de US$ 10.184.

Chile em destaque


Ainda na América Latina, o Chile é mais bem colocado no ranking IDH, com 0,819 e a 40ª colocação. Depois aparece a Argentina, com índice de 0,811, na 45ª colocação. Esses dois países estão classificados com o “desenvolvimento humano muito elevado”.

Uruguai tem a 51ª colocação e IDH de 0,792, o que coloca o país no mesmo grupo do Brasil, de “elevado desenvolvimento humano”. A linha de corte é 0,8 de IDH. Também estão no grupo o México (0,775 e 61ª colocação), Venezuela (0,748 e 71ª colocação), Peru (0,741 e 77ª colocação) e a Colômbia (0,719 e 91ª colocação).

Considerando o IDH ajustado à desigualdade interna, a leitura no Brasil cai de 0,73 para 0,531, uma perda de 27,2% decorrente das disparidades na distribuição dos índices avaliados. Para efeito de comparação, as notas de México e Colômbia perdem entre 23,4% e 27,2% em função dessas disparidades.

Sul em alta

O Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) de 2013, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimentos (Pnud) tem o título de “A Ascensão do Sul”. Nele, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) avalia como a redução da pobreza e o crescimento da classe média se apresentam como os futuros o recente progresso da América Latina, Ásia e África.

“A ascensão do Sul tem ocorrido em uma velocidade e escala sem precedentes,” diz o documento. “Nunca, na história, as condições de vida e as perspectivas de futuro de tantos indivíduos mudaram de forma tão considerável e tão rapidamente.”

Como exemplo desse crescimento "espetacular", o documento lembra que a China e a Índia duplicaram o seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita em menos de 20 anos. Isso representa um ritmo duas vezes mais rápido do que o verificado durante a Revolução Industrial na Europa e na América do Norte.

“A Revolução Industrial foi vivida, provavelmente, por uma centena de milhões de pessoas, mas o fenômeno que assistimos hoje é protagonizado por milhões de milhões de pessoas,” diz Khalid Malik, autor principal do Relatório de 2013.

Com a melhoria dos padrões de vida, o percentual global de pessoas em situação de pobreza extrema caiu de 43% em 1990 para 22% em 2008. Como consequência disso, o mundo atingiu a principal meta em matéria de erradicação da pobreza fixada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, que era reduzir para metade a percentagem de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia entre 1990 e 2015.

O documento também chama atenção ao aumento de participação dos países em desenvolvimento no comércio internacional. Eles praticamente duplicaram a fatia de participação, passando de 25% para 47% entre 1980 e 2010.

As trocas comerciais entre esses países do Sul saíram de menos de 30% do comércio mundial, 30 anos atrás, para 25% atualmente, enquanto o comércio entre os desenvolvidos recuou de 46% do total global para 30%. E pelas projeções feitas no RDH, as relações comerciais entre os países do Sul ultrapassarão as existentes entre as nações desenvolvidas. O documento lembra que há correlação entre abertura comercial e progresso humano.


Por Eduardo Campos | Valor

domingo, 6 de janeiro de 2013

Perdas da biodiversidade podem afetar economias



Quando a iniciativa The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB) divulgou há três anos que o mundo perde anualmente entre US$ 2,5 trilhões e US$ 4,5 trilhões com a destruição dos ecossistemas vitais, o setor empresarial despertou para os riscos e começou a se movimentar para evitar impactos irreversíveis nos negócios. Liderado por Pavan Sukhdev, diretor-fundador da empresa indiana GIST (Green Indian States Trust), o estudo, iniciado em 2007, gerou diferentes relatórios que subsidiariam negociações internacionais sobre o tema. No Brasil, dono de 15% da biodiversidade do planeta, invejável estoque hídrico e expressivo potencial no mercado de fixação de carbono, o governo federal decidiu iniciar a tropicalização da metodologia para inserir o assunto nas contas nacionais, trabalho conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em paralelo, foi lançada em outubro no Brasil uma versão do TEEB específica para o mundo dos negócios, de modo que o meio empresarial contabilize riscos e identifique oportunidades a partir da biodiversidade. "A inclusão desses valores nas políticas adotadas pelas empresas pode gerar economia de recursos, desenvolvimento local, geração de emprego e melhoria na qualidade de vida", diz Helena Pavese, gerente de política ambiental da Conservação Internacional (CI-Brasil), organização ambientalista que desenvolve o projeto em cooperação com a ONU.

O objetivo é tornar as ferramentas de medição acessíveis e mudar a cultura corporativa para incluir a biodiversidade no manejo de riscos. Nos próximos 25 anos, diz Pavese, as perdas de biodiversidade podem atingir € 25 bilhões, podendo afetar setores estratégicos.

Só os EUA movimentam entre US$ 75 bilhões e US$ 150 bilhões com a produção de fármacos a partir de recursos naturais. Pavese acredita ser possível reverter o processo quando se mede financeiramente a biodiversidade.

A cidade de Nova York, por exemplo, economizou US$ 6 bilhões em tratamento de água após o recente investimento na recuperação ambiental de seu principal manancial hídrico, nas montanhas de Catskills.

Contabilizar o retorno para as empresas e para a sociedade de cada real investido na proteção dos recursos naturais é uma estratégia que fortalece os argumentos para a urgência da conservação. No Brasil, 78% da hidroeletricidade provem de fontes geradoras nutridas por rios situados em áreas protegidas, como parques ou reservas, que garantem qualidade e boa vazão à água. Os dados constam no relatório "Contribuição das Unidades de Conservação Brasileiras para a Economia Nacional", elaborado pelo United Nations Environment Programme (UNEP).

Para o pesquisador Carlos Eduardo Young, um dos autores do estudo, "o sucesso ou fracasso dos empreendimentos deixam de ser consequência apenas dos resultados financeiros atingidos".

Na competição por mercado, surgem ferramentas de gestão para diferenciar empresas que adotam boas práticas no uso da biodiversidade. É o caso do selo de certificação Life, projeto brasileiro reconhecido pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), em fase piloto de desenvolvimento. (SA)


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Foro das Nações Unidas definirá concretização de ações sobre desenvolvimento sustentável




O Foro de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, formado por ministros de mais de 190 países, vai atuar em busca da consolidação das metas e dos objetivos definidos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho deste ano. O Brasil é um dos presidentes do foro. As reuniões informais ocorrem a partir de janeiro e, em setembro, dias antes da Assembleia Geral das Nações Unidas, haverá a primeira reunião formal do grupo.

“O foro tem caráter universal e servirá para coordenar os esforços internacionais na área de desenvolvimento sustentável e dar coerência às ações das Nações Unidas nessa área, para evitar duplicidades, mandatos equivocados e dar rumo político ao debate”, disse à Agência Brasil o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e coordenador-geral da Rio+20.

Segundo ele, as decisões tomadas pelas autoridades terão poder de determinação para as outras áreas da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nesses órgãos, os Estados vão decidir o que fazer”, acrescentou, lembrando que as reuniões preliminares deverão ser concluídas até maio.

Integrarão o Foro de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ministros das áreas econômica, social e ambiental de mais de 190 países. A agenda global será definido pelo grupo. Os ministros devem analisar relatórios regionais e estabelecer as primeiras recomendações de consumo e produção sustentáveis, que devem balizar políticas nacionais nos próximos dez anos.

Nas reuniões preliminares, um grupo de 30 pessoas coordenará as atividades. O Brasil será representado pelo embaixador André Correa do Lago, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores e negociador-chefe da Rio+20. O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado informou que o Brasil é um dos copresidentes das negociações de criação e institucionalização do foro, que deverá se reunir pelo menos uma vez por ano.

A criação do grupo foi a alternativa dos negociadores internacionais durante a Rio+20 para assegurar que o debate sobre um novo modelo de desenvolvimento tenha a mesma importância que os demais temas tratados nos vários segmentos das Nações Unidas. Os negociadores dizem que serão feitos esforços para que, na primeira sessão de alto nível sobre sustentabilidade, as autoridades consigam avançar também em relação às metas que terão de ser adotadas por todos os países a partir de 2015.

Por: Carolina Gonçalves e Renata Giraldi
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Graça Adjuto

sábado, 14 de julho de 2012

Brasileiro no exterior deve estar consciente que representa o país



SÃO PAULO - Entre os inúmeros resultados positivos que o fortalecimento e o equilíbrio da economia brasileira têm proporcionado, um deles é o maior acesso de uma classe emergente ao universo do turismo. É hoje bastante comum encontrar, tanto nos voos domésticos como internacionais, uma presença constante de brasileiros que estão realizando sua primeira viagem aérea. O mesmo também vem acontecendo nos navios que realizam cruzeiros pela costa brasileira ou até naqueles que se dirigem à Europa e a outros países da América Latina.

Essa ampliação do acesso de mais brasileiros a um universo que poucos anos atrás era quase exclusivo de uma classe mais privilegiada merece reconhecimento. Sabemos que o comportamento de um turista, independentemente da sua nacionalidade, é muito distinto quando está em grupo e quando viaja sozinho (ou com acompanhante). A orientação para toda pessoa que viaja ao exterior envolve dois aspectos distintos, mas ao mesmo tempo complementares.

Primeiro, é importante desenvolver a capacidade de observar, entender e apreciar os novos lugares visitados. Isso envolve diversos sentidos como visão, audição, olfato e degustação — além de um interesse genuíno pela história, cultura e formas de vida do país visitado. Quando fiz minha primeira viagem ao exterior, para trabalhar em um projeto da Unesco, no México, recebi o seguinte conselho: “Nunca compare os ideais da sua cultura com a realidade da cultura alheia.”

Isso é muito comum entre turistas, profissionais que vão trabalhar no exterior ou imigrantes. Distantes do país de origem, temos a tendência a idealizá-lo, lembrando apenas as virtudes e esquecendo os seus problemas. Assim, fazemos comparações que serão injustas com o lugar onde estamos naquele momento.

O segundo aspecto se refere aos efeitos que as condutas do viajante, quando no exterior, provocam nos seus interlocutores. Todas as suas manifestações serão, inevitavelmente, associadas e transferidas para a imagem que ele mesmo constrói do seu país de origem. Por essa razão, cada brasileiro, ao viajar para o exterior, deve ter consciência que ele é um representante do Brasil, o tempo todo.

Isto se aplica aos turistas que saem para Miami, Buenos Aires, Nova York ou Las Vegas, por exemplo, com uma lista de compras e lugares para se divertir, quanto para aqueles que partem para a Europa, Ásia, Oceania ou África na tentativa de conhecer outras culturas. Além, é claro, dos que vão exercer qualquer atividade profissional em qualquer parte do mundo.

Seria importante se algum órgão governamental, associado à iniciativa privada dos operadores, agentes de viagens e companhias aéreas, iniciasse uma campanha de orientação ao viajante destacando sua importância como embaixador do Brasil no exterior. Iniciativas desta natureza podem contribuir para reforçar a imagem e interesse pelo Brasil tanto de turistas como investidores estrangeiros.

Renato Bernhoeft é fundador e presidente do conselho da höft consultoria – transição de gerações. Atua como consultor e palestrante no Brasil e no exterior. É articulista e autor de 16 livros sobre empresas familiares, sociedades empresariais e qualidade de vida. Cursou filosofia na Faculdade Anglicana de Teologia, em São Paulo. Trabalhou por sete anos em projetos de desenvolvimento comunitário da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) no México e no Peru. Coordenou a área de recursos humanos nas empresas Kibon, DOW Química e Villares.

terça-feira, 6 de março de 2012

Missão da ONU visita o Brasil para preparar a conferência Rio+20


Uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) começou hoje (5) visita oficial ao Brasil para discutir detalhes da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorrerá no Rio de Janeiro, em junho. A missão de 20 pessoas é liderada pelo secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang.

Os representantes da ONU reuniram-se com integrantes do Comitê Nacional de Organização (CNO) da Rio+20. O CNO é chefiado pelo ministro Laudemar Aguiar, do Itamaraty. As reuniões de trabalho, fechadas à imprensa, ocorreram no Hotel Golden Tulip, na praia de Copacabana.
Segundo a assessoria do CNO, estão sendo discutidos os detalhes logísticos da organização do evento, que envolvem desde temas como segurança, trânsito, hospedagem, montagem de auditórios, até questões como instalações e serviços para atendimento à imprensa internacional e brasileira.

Amanhã (6), está prevista visita da missão ao Centro de Convenções Riocentro, na zona oeste da capital fluminense, escolhido para sediar a conferência oficial. Sha Zukang deverá encontrar-se também amanhã com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

No dia 7, a missão deverá deslocar-se para Brasília, onde se reunirá no dia seguinte com parlamentares brasileiros do Comitê de Relações Exteriores do Senado. Durante o encontro, serão abordados os preparativos políticos e logísticos para a conferência e os caminhos para o desenvolvimento sustentável.

Na sexta-feira (9), Sha Zukang e os integrantes da missão têm reunião com os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Por: Alana Gandra
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Rivadavia Severo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Canadá abandona oficialmente o Protocolo de Kyoto

 O Canadá se retirou do Protocolo de Kyoto, um acordo a redução das emissões de gases do efeito estufa, declarou nesta segunda-feira (12) o ministro canadense do Meio Ambiente, Peter Kent.

“Estamos invocando o direito legal do Canadá de abandonar formalmente (o Protocolo de) Kyoto”, disse Kent após a conferência da ONU sobre o aquecimento global encerrada no domingo em Durban, África do Sul.

“Kyoto não funciona” e o Canadá corre o risco de pagar multas de vários bilhões de dólares se permanecer neste acordo, disse Kent.

O Protocolo de Kyoto, fechado em 1997, é o único tratado global que fixa reduções de emissões globais de carbono.

Mas as reduções fixadas afetam os países ricos, com exceção dos Estados Unidos, que não é signatário do acordo, e não afeta os grandes emergentes como China ou Índia.

Sob o Protocolo de Kyoto, o Canadá concordou em reduzir até 2012 suas emissões de carbono a 6% menos que os níveis registrados em 1990, mas, em vez disso, suas emissões aumentaram consideravelmente.

A saída do Canadá do protocolo fará com que o país evite pagar multas de até 13,6 bilhões de dólares por não ter cumprido as metas.

Os representantes de cerca de 190 países aprovaram no domingo na conferência da ONU sobre o clima de Durban um mapa do caminho para um acordo global em 2015 destinado a reduzir as emissões de gás de efeito estufa. (Fonte: G1)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Agora a culpada é UNICEF



Tereza Campello contesta dados sobre pobreza de adolescentes do Unicef

Agência Brasil

A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, contestou hoje (2) o resultado do relatório Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre a situação dos adolescentes no Brasil. Segundo ela, a população de adolescentes extremamente pobre no Brasil diminuiu, o contrário dos dados da Unicef. “Temos hoje menos jovens entre 12 anos e 17 anos pobres e extremamente pobres do que tínhamos em 2004”.

O relatório Situação da Adolescência Brasileira 2011, divulgado na última quarta-feira (30) pelo Unicef aponta o crescimento do percentual de adolescentes brasileiros de 12 anos a 17 anos que vivem em famílias de extrema pobreza (até um quarto de salário mínimo per capita). Segundo o documento, entre 2004 e 2009, o percentual passou de 16,3% para 17,6%. No mesmo período, a situação de extrema pobreza da população em geral caiu de 12,4% para 11,9%.

Leia mais no Correio AQUI

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lula ficou 'iradíssimo' com posição do Brasil no ranking do IDH, diz ministro

Estudo divulgado pelas Nações Unidas pôs o País em 84º lugar entre 167 países, com avanço do Brasil em apenas uma posição no índice; ex-presidente critica método usado pela entidade


BRASÍLIA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "iradíssimo" e classificou como "injusta" a avaliação do estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que pôs o País em 84º lugar entre 167 países, com avanço do Brasil em apenas uma posição na classificação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do ano passado para cá. Lula e o governo criticam o método usado desde o ano passado pelo PNUD para o estudo, que mostra que o Brasil subiu apenas quatro posições no ranking e questionou o órgão em relação à metodologia.

A queixa e o desabafo do ex-presidente e do governo foram transmitidos pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, durante um seminário de cooperação entre Brasil e Itália, no anexo do Palácio do Planalto. Para Carvalho, a reclamação contundente do ex-presidente Lula é sinal de que ele continua acompanhando atentamente tudo que está acontecendo no País e "é uma prova de que ele está muito bem de saúde".
Depois de comentar que Lula falou que o governo "precisa reagir" aos números apresentados pelo PNUD, Gilberto Carvalho esclareceu que já havia uma reclamação da metodologia adotada desde os dados apresentados no ano passado. Carvalho queixou-se que "os números das instituições brasileiras (do governo brasileiro) não foram utilizados" para se chegar ao IDH apresentado no estudo. Ele ressalvou que entende que é preciso ter respeito e cautela nesta questão e que "tem uma questão de metodologia do PNUD", e defendeu que "vale a pena uma discussão em torno da metodologia que é usada".

"Nós temos consciência de que nossos indicadores sociais cresceram e seguem crescendo. Mas nós não queremos entrar em uma polêmica sobre isso", disse Carvalho, explicando que o ex-presidente ficou preocupado com a primeira visão que houve. "Estamos colocando ele a par de tudo que houve, de todo o processo. Para nós o importante é que o Brasil continua, em um ritmo mais lento, ou mais rápido, em uma linha de diminuir as suas diferenças sociais".

Questionado se a maior queixa de Lula em relação ao PNUD era o fato de o Brasil ter subido apenas um ponto no ranking de IDH, Carvalho respondeu: "É por todo o esforço que temos feito, e então ele questionou a metodologia". Gilberto Carvalho lembrou que "no ano passado já tinha havido uma contradição grande porque o PNUD havia mudado a metodologia sem nos avisar e aí houve uma queda em não sei quantos pontos". O ministro Carvalho se referia ao estudo de 2010 que dizia que, com desigualdade, o IDH do Brasil caiu 19%, de acordo com a nova metodologia do PNUD.

Para a apresentação deste novo estudo, reconheceu, "houve um comportamento diferenciado" e houve diálogo com o PNUD anteriormente e o governo não quer criar "nenhuma confusão ou briga" com o órgão. Mas ressalvou: "Só temos ainda divergências quanto ao método, mas aí é uma questão técnica e que os nossos técnicos se sentarão com o PNUD para fazer a discussão adequada. Para nós, o importante é que nós continuaremos investindo para que a diminuição das desigualdades prossigam e que sejamos cada vez mais um país menos desigual".

quarta-feira, 27 de maio de 2009

CLIMA - Cúpula empresarial sobre clima pede mais apoio à tecnologia

A Cúpula Empresarial Mundial sobre Mudança Climática terminou nesta terça-feira (26) em Copenhague, com uma declaração genérica para que o próximo acordo global sobre clima inclua objetivos concretos para reduzir as emissões de gases estufa e aumentar os incentivos econômicos para novas tecnologias verdes.

A declaração de Copenhague, definida por 500 líderes empresariais de 47 países, reivindicou que o acordo que será negociado dentro de seis meses na capital dinamarquesa estabeleça um caminho de estabilização, com objetivos de reduções para 2020 e 2050 baseados em dados científicos, mas sem fixar números concretos.

O novo acordo global, que substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2012, deve ser "ambicioso e efetivo" para acabar com a incerteza e criar padrões previsíveis para que as companhias possam investir em um crescimento econômico sustentável.

A ação "urgente" contra as mudanças climáticas e a recuperação da crise financeira são complementares, ressalta o documento, que respalda as conclusões do último relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

A declaração ressalta a necessidade de medir e verificar efetivamente as emissões de gases estufa, o que será a base para sua redução e um elemento confiável para investidores e cidadãos.
Na íntegra aqui

quarta-feira, 1 de abril de 2009

AMAZÔNIA, DESMATAMENTO, Noruega doa U$ 110 milhões para o Fundo Amazônia

No dia 25, o Fundo Amazônia recebeu U$ 110 milhões, doados pelo governo da Noruega, para serem aplicados em ações contra o desmatamento e a degradação ambiental na floresta amazônica. É a primeira doação recebida pelo fundo, que até junho contará com mais U$ 18 milhões, que será investido pelo governo alemão.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor dos recursos, irá receber até junho as cartas-consultas de organizações não-governamentais, do setor privado e de governos estaduais, municipais e federal interessados em ações socioambientais voltadas para a redução de emissão de CO2, que estejam de acordo com o previsto pelo Plano de Prevenção de Combate ao Desmatamento na Amazônia (PPCDAM) e no Plano Amazônia Sustentável (PAS).

As pré-propostas serão analisadas pelo BNDES e, caso sejam aprovadas, serão reenviadas aos interessados para o detalhamento técnico e gerencial. A gestão de áreas protegidas, zoneamento ecológico-econômico, conservação e uso sustentável, monitoramento e manejo florestal, além do pagamento por serviços ambientais são algumas das aplicações previstas pelo fundo. O BNDES deverá lançar, também, um sítio eletrônico do próprio Fundo Amazônia, onde pretende dar transparência aos assuntos relacionados à captação e aplicação dos recursos.

Fundo Amazônia Criado em 2008, o Fundo Amazônia foi proposto pelo governo brasileiro durante a Conferência das Partes, em Bali, na Indonésia, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para debater as condições climáticas do planeta. O programa é destinado a projetos de manejo florestal sustentável, manejo de áreas protegidas e florestas públicas, fiscalização e controle ambiental, atividades econômicas com base no uso sustentável dos recursos naturais, regularização fundiária e projetos de conservação e uso sustentável da biodiversidade. O fundo também financiará pesquisas científicas e tecnológicas e equipará os órgãos de fiscalização, para que possam monitorar com mais eficiência a riqueza amazônica. As doações podem ser feitas por governos, empresas e pessoas físicas, comprometidas com a redução das emissões de carbono provenientes do desmatamento e da degradação da floresta, que é responsável por 20% das emissões de CO2.

Informações sobre as ações do Ministério do Meio Ambiente podem ser consultadas no site www.mma.gov.br.
(Com informações do MMA)

quinta-feira, 26 de março de 2009

DESMATAMENTO - Brasil teve 42% do desmatamento mundial entre 2000 e 2005 Brazil had 42% of global deforestation between 2000 and 2005


O Brasil registrou a maior perda absoluta de floresta no mundo entre 2000 e 2005 - 42% da mata derrubada no planeta nesses anos era brasileira, segundo relatório sobre florestas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado nesta segunda-feira (16). Por ano, segundo a FAO, o país perdeu 3,1 milhão de hectares (31 mil km²) de floresta no período. O total mundial foi de 7,3 milhões (73 mil km²).
O documento ressalta que na América do Sul, nas últimas duas décadas, a democracia se fortaleceu e que um “ambiente institucional pluralista” envolvendo “governo, setor privado e organizações da sociedade civil” emergiu na região. Especialmente na Amazônia, diz o relatório, cresceu a importância de organizações locais, nacionais e internacionais no debate sobre direitos indígenas, certificação florestal e combate ao desmatamento ilegal. http://www.globo.com.br/