terça-feira, 10 de junho de 2014

Perfume nativo

A francesa L'Occitane foca seu crescimento no mercado local com a marca L'Occitane au Brésil. O objetivo é chegar a 400 pontos de venda em cinco anos, diz Benjamin Beaufils



Beaufils, da L'Occitane no Brasil: linha deve atingir 300 itens
 fabricados localmente e será vendida no exterior
Há um ano, a francesa L'Occitane lançou no país uma marca que leva o nome do Brasil e cujos cosméticos são criados a partir de plantas da biodiversidade local. Com preços mais acessíveis, a L'Occitane au Brésil passou a ser a principal aposta de crescimento da operação brasileira. O plano é passar dos atuais 33 pontos de venda exclusivos para 400 lojas e quiosques em cinco anos, afirma o presidente da companhia no Brasil, Benjamin Beaufils.

Os produtos da nova marca são os únicos do grupo fabricados no Brasil, por empresas terceirizadas. Os preços são, em média, 30% menores em relação à L'Occitane au Provence, cujos itens são importados.

Para acelerar a expansão da marca inspirada no Brasil, a companhia optou por adotar o sistema de franquias. Das lojas já abertas, 20 são franquias. A L'Occitane en Provence, no país desde 1995, tem apenas 14 de seus 92 pontos operados por franqueados.

A abertura de lojas da marca mais antiga do grupo deve ser mais lenta e, principalmente, com investimento próprio. Em 2013, oito unidades foram inauguradas. "A L'Occitane en Provence nunca será deixada de lado, mas hoje grande parte dos nossos esforços estão na L'Occitane au Brésil", diz Beaufils, há quatro anos na operação local, dois deles como presidente. O grupo também importa, desde 2012, os produtos da marca Le Couvent des Minimes, vendidos em lojas do supermercado Pão de Açúcar.

"O primeiro objetivo é fazer uma marca forte aqui no Brasil, mas também temos a ambição de torná-la uma marca internacional", afirma o executivo, sobre a L'Occitane au Brésil. A marca acaba de dar o primeiro passo rumo ao exterior, por enquanto em uma ação temporária. Os produtos invadiram 1,5 mil lojas da L'Occitane en Provence em 45 países, onde serão vendidos até o fim da Copa do Mundo.

No Brasil, os itens também são encontrados em lojas da Provence, onde ficam expostos em móveis exclusivos. De acordo com Beaufils, a convivência das duas marcas foi saudável. "Gerou muito mais uma curiosidade do que canibalização". Mas a ideia é separar cada vez mais os canais de distribuição para que cada marca siga seu caminho e se diferencie perante os consumidores. Segundo o executivo, o público-alvo da L'Occitane au Brésil também está nas classes A e B, mas é mais jovem.

Conhecedora dos ingredientes da Provença, a L'Occitane busca com a "Brésil" se aprofundar na natureza brasileira. A empresa pesquisa no país plantas que ainda não tenham sido usadas por concorrentes e que tenham propriedades para a indústria cosmética. Descobriu, por exemplo, que a capacidade de retenção de água do mandacaru pode ajudar na hidratação da pele.

O portfólio da L'Occitane au Brésil tem cerca de 60 produtos, como hidratantes, xampus e colônias. A empresa quer ter 100 itens até dezembro e atingir 300 em 2016. O plano é estrear em categorias que a marca ainda não atua e lançar novas linhas. Atualmente são cinco: araucária, bromélia (Mata Atlântica), jenipapo (Cerrado), mandacaru (Caatinga) e vitória-régia (Amazônia). "O país tem a maior biodiversidade do mundo e ainda há muita coisa a ser explorada", afirma Beaufils.

Segundo o executivo, parte dos recursos levantados com a abertura de capital da L'Occitane estão sendo usados no projeto. A L'Occitane foi listada na Bolsa de Hong Kong em 2010, quando captou cerca de US$ 700 milhões.

No ano fiscal terminado em março, a operação brasileira foi a que mais cresceu entre os 90 países onde a L'Occitane atua. A receita líquida avançou 21% em moeda constante no período, e Beaufils espera manter o ritmo de crescimento este ano. As vendas globais aumentaram apenas 1% no período, para € 1 bilhão. O Japão é o maior mercado da companhia, seguido por Estados Unidos e Hong Kong. A França vem em quarto lugar. O Brasil é o oitavo, ainda atrás de China, Rússia e Reino Unido.

O Brasil tem o terceiro maior mercado de cosméticos e produtos de higiene pessoal do mundo e está entre os que mais crescem. A desaceleração da economia e o câmbio desfavorável, no entanto, desafiam as empresas. "Temos que conviver com isso, mas estamos acostumados a lidar com a variação das taxas cambiais", diz Beaufils. Em euros, a receita líquida do grupo aumentou apenas 4% no país no último ano fiscal, para € 46 milhões.
Por Adriana Meyge | De São Paulo

Em rádio e TV, Dilma defende a Copa no Brasil e critica "pessimistas"



BRASÍLIA - Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff fez uma defesa veemente da realização do mundial no Brasil, em pronunciamento de 10 minutos veiculado na noite desta terça-feira, em cadeia nacional de rádio e televisão. Dilma rebateu as críticas de que recursos para saúde e educação teriam sido desviados para a Copa, exaltou o legado em infraestrutura, criticou os pessimistas contrários ao evento e defendeu a liberdade de manifestações.

“Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação. Trata-se de um falso dilema”, disse a presidente. Dilma afirmou que investimentos nos estádios dividiram recursos de bancos públicos federais, governos estaduais e empresas privadas, que somaram R$ 8 bilhões. Em contrapartida, entre 2010 e 2013 – período das obras dos estádios – Estados e municípios investiram cerca de R$ 1,7 trilhão em educação e saúde. “O valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o investido nos estádios”, rebateu.

Dilma acrescentou que as contas da Copa estão sendo analisadas, “minuciosamente”, pelos órgãos de fiscalização, e eventuais irregularidades serão punidas “com o máximo rigor”.

A presidente criticou aqueles que pregaram a não realização do evento. “No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo”. Ela relatou que os estádios ficaram prontos, os aeroportos tiveram sua capacidade dobrada e frisou que “não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela”. Chamou de “ridículas” as previsões de que haveria até mesmo uma epidemia de dengue.

Dilma relatou que garantirá a segurança de todos brasileiros e turistas que queiram assistir aos jogos. E completou que o sistema de comunicação e transmissão das partidas é de “última geração”.

Ela usou a comparação entre o Brasil que sediou a Copa de 1950 e o país dos dias de hoje como mote para mencionar os protestos e exaltar o avanço democrático e a plena liberdade de manifestação. “Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas”, afirmou.

Ela voltou a lembrar a principal bandeira desta Copa: o combate ao racismo e a todas as formas de violência e preconceito. Será a “Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento”. Ela encerrou com uma mensagem à seleção brasileira: “o povo brasileiro ama e confia em sua seleção. Estamos todos juntos para o que der e vier”, concluiu.

(Andrea Jubé | Valor)

domingo, 8 de junho de 2014

Como é que fica? PT/PMDB/DEM ?





Reitores querem mais ICMS para elevar orçamento das universidades paulistas



Diante da atual crise financeira e pressão da comunidade acadêmica por melhores salários e mais transparência, os reitores das três universidades estaduais paulistas decidiram pedir mais recursos para composição orçamentária ao governo do Estado e até à União. Há dez dias, USP, Unesp e Unicamp enfrentam greve parcial de professores, funcionários e alunos, revoltados com a decisão de congelamento dos reajustes salariais deste ano - as três instituições comprometem hoje com folha de pessoal entre 95% e 105% do total de seus orçamentos, que somam cerca de R$ 9 bilhões em 2014.

Valor Econômico

Não gostou

Aliança com Alckmin é 'equívoco', avalia Marina Silva


SÃO PAULO - Em nota divulgada neste sábado, Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos, do PSB, criticou a decisão do partido de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

"Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual", disse ela.

Na véspera, o diretório do PSB paulista aprovou por unanimidade o apoio ao PSDB no Estado.

A ex-senadora afirma esperar que o PSB paulista reverta a decisão. Mas deixa claro que, do contrário, a Rede "seguirá caminho próprio e independente" no Estado.

"Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB."

Caciques

Marina sempre foi contra o apoio a Alckmin sob o argumento de que ele contradiz o discurso nacional da sigla, que prega a "nova política" em detrimento das alianças com " caciques".

Mas, nas últimas semanas, o PSB voltou a pressionar pela aproximação com o governador. O partido defende o nome de Márcio França como o candidato a vice-governador na chapa de Alckmin ou como candidato ao Senado. Gilberto Kassab, do PSD, também é cotado para a vice.

Campos aparece em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

(Folhapress)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Campos e Marina discutem aliança com Alckmin

Eduardo Campos e Marina Silva se reunirão nesta quinta-feira (5) na capital paulista. O presidenciável do PSB e sua companheira de chapa tentarão superar suas divergências em relação aos rumos da campanha em São Paulo. O PSB de Campos insiste em integrar-se à coligação do governador tucano Geraldo Alckmin, que disputa a reeleição. Marina e sua Rede preferem o lançamento de um candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes.

Na expectativa de que o impasse seja dissolvido, o comando do PSB paulista convocou para esta sexta-feira (6) um encontro do diretório estadual. Nele, planeja-se aprovar um indicativo de apoio ao governador tucano. A grossa maioria da legenda trabalha com a expectativa de acomodar na vice de Alckmin o deputado federal Márcio França, que preside o PSB em São Paulo.

Em público, Eduardo Campos insinuou que não cogita intervir no diretório paulista do PSB. Em privado, ele sinalizou aos correligionários que dirá a Marina que se considera de mãos atadas. Havia concordado com a tese da candidatura própria. O PSB indicara Márcio França. Mas a Rede torceu o nariz. Como não planeja uma intervenção, sugerirá que PSB e Rede caminhem separadamente em São Paulo.

Prevalencendo esse encaminhamento, o PSB, que já integra a atual gestão de Alckmin, ficaria à vontade para negociar sua incorporação ao projeto reeleitoral, dessa vez na condição de vice. E a Rede, embora esteja hospedada no PSB, apoiaria outro candidato, possivelmente Gilberto Natalini, do PV.

A hesitação do PSB levou Alckmin a abrir negociação com Gilberto Kassab, do PSD, que também deseja ser seu vice. Mas o governador disse a correligionários que prefere ter como número dois de sua chapa um representante do partido de Eduardo Campos.

Precavido, Alckmin decidiu usar todo o tempo que o calendário da lei eleitoral lhe oferece. Marcou a convenção em que o PSDB formalizará sua recandidatura para 28 de junho, dois dias antes do encerramento do prazo legal. Até lá, espera que o PSB já tenha superado o drama existencial em que mergulhou depois que Marina se associou a Campos.

Josias de Souza

terça-feira, 3 de junho de 2014

insatisfeitos

Pew Research: 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com país




WASHINGTON - A maioria significativa dos brasileiros está descontente com a situação geral do país, refletindo um cenário em que houve forte aumento nos últimos 12 meses dos que consideram que a economia vai mal, segundo pesquisa pelo Pew Research Center, divulgada nesta terça-feira.

Em levantamento realizado entre 10 e 30 de abril, 72% disseram estar insatisfeitos com o estado de coisas no Brasil, bem acima dos 55% registrados há um ano, semanas antes das manifestações de junho de 2013. O percentual dos que afirmam estar satisfeitos recuou de 44% para 26%.

Nesse período de um ano, a parcela dos brasileiros que consideram que a economia vai mal subiu de 41% para 67%. Apenas 32% dos entrevistados considera que a economia está bem, um tombo expressivo em comparação com os 59% observados na pesquisa de 2013.

O aumento de preços é apontado como um “problema muito grande” por 85% dos ouvidos pelo Pew, um respeitado centro de pesquisas dos Estados Unidos. Esse percentual é parecido com os 83% registrados um ano atrás.

Nos 12 meses até abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em alta de 6,3%, próximo do teto da banda de tolerância da meta, de 6,5%. Além disso, 72% dos entrevistados dizem que faltam oportunidades de trabalho, um percentual elevado, mas inferior aos 83% dos que consideram a criminalidade e a saúde como problemas graves.

Para Juliana Horowitz, pesquisadora-sênior do Pew, o levantamento “cristalizou” o cenário de avaliação mais negativa sobre a economia, num momento em que a atividade econômica não cresce no mesmo ritmo que se observava há alguns anos e a inflação está mais alta.

Em 2010, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) ganhou as eleições presidenciais, 62% diziam que a economia ia bem, muito acima dos 36% que tinham uma visão negativa do tema. Naquele ano, 50% afirmavam estar satisfeito com a situação geral do país, enquanto 49% se mostravam insatisfeitos.

Vinte por cento dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país vai melhorar muito nos róximos 12 meses, metade do observado na pesquisa conduzida há um ano. Há ainda 43% que apostam que haverá uma pequena melhora, enquanto 22% acreditam que tudo ficará na mesma. Outros 12% que esperam uma pequena piora, bastante acima dos 5% de 12 meses atrás.

A corrupção dos políticos incomoda muito 78% dos brasileiros, enquanto a distância entre ricos e po bres é uma questão séria para 68%. A má qualidade das escolas é um problema grave para 64% dos ouvidos.

Quando questionados sobre qual problema o governo deve enfrentar primeiro, 39% dizem que a falta de oportunidade de emprego deve ser a prioridade. Já 27% apontam a distância entre ricos e pobres e 25% o aumento de preços.

Para o levantamento do Pew, foram entrevistadas 1.003 pessoas, sempre pessoalmente. A pesquisa tem margem de erro de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

Por Sergio Lamucci | Valor

Deu no Repórter 70

Matéria que tinha sido noticiada no "Blog do Enríquez" e no site da SEICOM foi reproduzida pelo Repórter 70, hoje no Jornal "O Liberal". 

Gentileza que se agradece. 


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Só faltava isso no PT

Dirigentes da sigla tentarão convencer o deputado estadual Luiz Moura, que participou de encontro com integrantes do PCC em março, a deixar o partido; caso contrário, prometem abrir processo de expulsão



Incomodados com a repercussão negativa do envolvimento do deputado estadual Luiz Moura com o PCC, o PT de São Paulo decidiu que ele deverá deixar a sigla.

Segundo a colunista Vera Magalhães, se não tiverem sucesso na empreitada, pretendem abrir um processo para expulsá-lo. "Não vamos aliviar. Ou ele sai espontaneamente do partido ou será saído", decreta um integrante do comando petista.

De acordo com informações da cúpula da polícia, ao menos 13 membros do PCC participaram da reunião com o parlamentar, em março deste ano, na sede da cooperativa Transcooper. O deputado, aliado do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, integra a diretoria da cooperativa.

Nos últimos três anos, durante as gestões de Gilberto Kassab (PSD) e Fernando Haddad (PT), a cooperativa teve um faturamento total, sem considerar eventuais descontos, de R$ 1,8 bilhão na cidade, segundo informação da SPTrans.

domingo, 1 de junho de 2014

Refinaria Abreu e Lima foi aprovada com ‘conta de padeiro’, diz Paulo Roberto Costa a jornal Valor Econômico

SÃO PAULO - A construção da refinaria Abreu e Lima (PE), a obra mais cara da Petrobras, foi decidida com base em uma “conta de padeiro” para a estimativa do custo inicial e sem um projeto definido, afirmou o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, em entrevista publicada neste domingo no jornal “Folha de S. Paulo”.

Costa, que esteve preso por 59 dias sob suspeita de corrupção e de participação em um esquema de lavagem de dinheiro, disse ainda que não houve superfaturamento nas obras da refinaria. Inicialmente, o custo estava estimado em US$ 2,5 bilhões, porém deverá alcançar US$ 18,5 bilhões até 2015, quando a refinaria estiver pronta.

Essa diferença, disse Costa na entrevista, deveu-se a um “erro” da Petrobras, a despeito de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter apontado indícios de superfaturamento.

O ex-diretor negou também que conhecesse as atividades do doleiro Alberto Youssef. Costa contou que o conheceu em 2007 e, anos mais tarde, em 2013, foi procurado por Youssef para a prestação de um serviço de consultoria, por R$ 300 mil, pagos por meio da entrega de um automóvel Land Rover Evoque.

(Valor)

Para Morrer, basta estar vivo

Maurício Torres Apresentador e locutor esportivo


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Secretária da SEICOM, Pará entrevistada na CNN



Nesta sexta-feira (30), a Secretária Maria Amélia Enríquez (Seicom) concedeu entrevista à CNN/Chile, falando sobre a importância do Estado do Pará conhecer com mais detalhes a experiência do Chile sobre a formalização de pequenas empresas da mineração. O estabelecimento de uma parceria entre Chile e Pará para um intercâmbio técnico, visando o desenvolvimento de territórios com mineração também foi pauta do diálogo.

Na viagem, a Secretária foi recebida pelo Vice-Ministro de Minas do Chile, Ignácio Moreno Fernando, que propôs a realização de um Termo de Cooperação Técnica visando parceria para temas de interesse comum.

Leia mais detalhes em breve acompanhando o site e a fan-page da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração - Seicom.
Matéria de Andréa Lia (SEICOM)

Maria Amélia junto com o Vice-Ministro de Minas do Chile, Ignácio Moreno Fernando


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pedro Simon

Cortesia com o chapéu alheio


O tema é sempre atual e ninguém mais desconhece que é cada vez mais urgente e necessária a construção de um novo pacto federativo no país. Uma nova relação entre União, Estados e Municípios fundada na cooperação e na solidariedade entre os entes federados. A realidade é de dificuldades crescentes para os municípios. A crônica escassez de recursos contrasta com a ampliação do repasse de serviços e obrigações por parte da União, sem a correspondente transferência de verbas.

Outro problema é a política do governo federal de desonerar do pagamento de impostos e tributos alguns produtos, com a intenção de facilitar a venda e o consumo. O socorro à indústria automobilística, por exemplo, salva empregos. Mas o custo dessa política para a sociedade é alto, cerca de US$ 1 milhão em média para cada emprego mantido. Boa parte desses recursos é apropriada pelas empresas e enviada às suas matrizes no exterior, classificada como lucro. Uma parcela desse dinheiro deveria retornar às prefeituras. É como diz o ditado popular, a União está simplesmente fazendo cortesia com o chapéu alheio.

Para protestar contra essa situação e sensibilizar a sociedade para demandas que são coletivas e dizem respeito ao cotidiano das pessoas, a Confederação Nacional dos Municípios organizou esta semana a sua 17ª. Marcha à Brasília. A iniciativa tem o objetivo de apresentar reivindicações ao governo e ao Congresso Nacional, a exemplo da compensação por perdas financeiras provocadas pela desoneração do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e o aumento de 2% no Fundo de Participação dos Municípios, entre outros pontos.

Sou testemunha dessas manifestações ao longo desses anos, em Brasília. Houve ocasião em que os prefeitos sequer foram recebidos pelo governo. Dessa vez, a presidenta da República não foi ao encontro, ao contrário do que acontecia nas Marchas anteriores, uma rotina inaugurada por Lula. Mas, ainda há tempo, a Marcha termina hoje. Participar seria um sinal de compreensão diante do problema dos municípios. Afinal, são eles que acabam pagando a conta.

*Pedro Simon é senador pelo PMDB-RS.

'Folha': Dilma diz ao PT que fará a regulação da mídia




De acordo com assessores do PT, a presidente Dilma Rousseff teria cedido ao partido e decidido encampar, caso seja reeleita, a proposta de regulação econômica da mídia. A informação é divulgada na edição desta quarta-feira (28) da Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, durante seu mandato Dilma engavetou a proposta, elaborada pelo governo Lula. A proposta defendia a criação de um Conselho de Comunicação para regular o conteúdo de rádios e TVs, e foi recebida com críticas por representantes do setor, que argumentavam que a medida seria uma espécie de censura.

Agora, assessores de Dilma afirmam, de acordo com a Folha de S. Paulo, que ela vai apoiar um projeto que regulamente e trate dos artigos 220 e 221 da Constituição. Os artigos determinam que os meios de comunicação não podem ser objeto de monopólio ou oligopólio e que a produção e a programação de rádios e TVs devem atender os princípios de produção regional e independente. Trata ainda da definição de como deve ser a publicidade.

De acordo com a Folha de S. Paulo, em recente reunião no Palácio da Alvorada, Dilma teria deixado claro a petistas não ter a intenção de regular conteúdo, mas sinalizou que concordava em tratar da parte econômica: "Não há quem me faça aceitar discutir controle de conteúdo. Já a regulação econômica não só é possível discutir, como desejável", disse.

O jornal informa que na segunda-feira (26), a Executiva do PT decidiu incluir a regulação dos meios de comunicação no programa do partido para a campanha presidencial. "A democratização da sociedade brasileira exige que todas e todos possam exercer plenamente a mais ampla e irrestrita liberdade de expressão, o que passa pela regulação dos meios de comunicação - impedindo práticas monopolistas - sem que isso implique qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdos", afirma.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a inclusão do tema no programa petista foi acertada com Dilma, desde que ficasse bem claro que não haveria nenhuma proposta de controle de conteúdo. O jornal acrescenta ainda que historicamente, o PT e setores da esquerda miram o domínio da Rede Globo que, como líder de audiência, abocanha a maior fatia do mercadopublicitário do setor.

A Folha de S. Paulo acrescenta ainda que a forma de tratar o assunto foi definida durante reunião da cúpula de campanha com a presidente há cerca de um mês, no Alvorada. Neste encontro, líderes petistas teriam comemorado a fala do ex-presidente Lula no encontro nacional do partido, quando ele defendeu a regulação da mídia num tom interpretado como senha para debater também um controle de conteúdo da imprensa.

De acordo com apuração da Folha, defensores do projeto de regulação da imprensa disseram na reunião: "Que bom que o Lula falou explicitamente que tem de regular a mídia." Ainda segundo o jornal, Dilma, sem criticar Lula, fez questão de definir até onde aceitava ir na discussão. Ela teria afirmado que muita gente "confunde regulação com controle de conteúdo, isso não posso aceitar", acrescentando que "temos de qualificar esse discurso" e que o "presidente Lula está discutindo regulação".

A Folha conclui afirmando que na reunião, estava presente o comando da campanha pela reeielção, Dilma, Aloizio Mercadante (ministro da Casa Civil), o presidente do PT, Rui Falcão, e o ex-ministro Franklin Martins.

Padilha, candidato do PT ao Governo de SP já vende ilusões


Padilha: PT deve ser “implacável” ao apurar denúncias contra Moura, também do PT


RIBEIRÃO PRETO (SP) - O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha afirmou nesta quarta-feira que a direção do partido deve ser "implacável" na apuração sobre as supostas irregularidades cometidas pelo deputado estadual Luiz Moura (PT-SP).

Segundo investigações da Polícia Civil, o parlamentar participou em março de uma reunião em que estavam presentes integrantes da facção criminosa PCC, realizada na sede da cooperativa de transportes da qual ele faz parte.

"O PT já tomou a decisão de cobrar esclarecimentos em relação a isso. E eu, particularmente, sou implacável. Defendo que o partido seja implacável contra qualquer filiado que tenha cometido qualquer tipo de irregularidade", disse Padilha em Ribeirão Preto, onde participou de evento que discutiu planejamento municipal.

Durante entrevista à imprensa, ele voltou a dizer que o Estado de São Paulo "se transformou no escritório administrativo” do PCC. "O PCC e as facções criminosas se organizam a partir dali [dos presídios]. Planejam suas ações dali. Os líderes se reúnem e planejam ações dentro do sistema prisional". O petista afirmou também que para combater facções criminosas é necessário "sufocar o fluxo de recursos".

"Para isso é preciso muita parceria. Com a Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, governo federal e com outros Estados. A droga é produzida no Peru, na Bolívia, Colômbia, e para chegar aqui precisa passar por nossas divisas. E devemos proteger nossas fronteiras, havendo uma cooperação".

PT e alianças

Sobre as alianças no Estado, importantes para conseguir mais tempo na propaganda política veiculada nos meios de comunicação, Alexandre Padilha disse que o PT sai na frente de outros partidos.

"O PT é o partido que está construindo a coligação mais ampla até aqui. Que tem apoio de partidos com perfis diferentes, inclusive aqueles que estavam com o atual governador [Geraldo Alckmin, do PSDB] que acreditaram nas promessas do atual governador e viram que nenhuma delas foi cumprida."

O PP, de Paulo Maluf, anuncia apoio ao PT em São Paulo nesta sexta-feira.


Valor Econômico

terça-feira, 27 de maio de 2014

USP deixa posto de melhor universidade da América Latina, diz ranking britânico


Mesmo com a queda da universidade paulista, Brasil conta com 10 instituições de ensino entres as 20 melhores da região


A Universidade de São Paulo (USP), a mais importante do País, já não é mais a melhor universidade da América Latina. De acordo com o ranking britânico do grupo Quacquarelli Symonds (QS), que avalia as melhores instituições da região desde 2011, a melhor colocada neste ano é a Pontifícia Universidada Católica do Chile. Desde a criação do ranking há 3 anos, a USP sempre figurava como a primeira colocada no levantamento. 



Agora, na edição 2014 do ranking, a USP ficou na segunda posição. Publicado nesta terça-feria (27), o levantamento destaca a presença de dez instituições brasileiras entre as 20 melhores da América Latina.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou na 3ª posição, logo à frente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Universidade Estadual Paulista (Unesp) ficou na 9ª posição. Logo abaixo estão, empatadas, as federais de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS). Confira outras o desempenho de outras universidades:

Por iG São Paulo

Brasil bate recorde histórico de homicídios



O Brasil quebrou um triste recorde: teve o maior número de pessoas mortas em um ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) no Mapa da Violência 2014, que compila dados de 2012. Ao todo, foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996.

É o dado mais atualizado de violência pelo Brasil e tem como base o Sistema de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que registra as ocorrências desde 1980.

A taxa de homicídios também alcançou o patamar mais elevado, com 29 casos por 100 mil habitantes. O índice considerado "não epidêmico" pela Organização Mundial da Saúde é de 10 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.

"As ações conjuntas entre Estados e a União para reduzir os homicídios são pontuais. Não existe um enfrentamento nacional, que abranja todas as esferas – municipal, estadual e federal", afirma Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do estudo.

Para ele, a redução na violência no país passa pela realização de reformas na estrutura da segurança pública, "inclusive com mudanças na policia, no código penal e no sistema penitenciário".

A média nacional no número absoluto de homicídios cresceu 7% de 2011 a 2012. Roraima, Ceará e Acre foram as unidades da federação com maior aumento: 71,3%, 36,5% e 22,4%, respectivamente.

Apesar de ter reduzido sua taxa de homicídios por 100 mil habitantes, Alagoas ainda lidera o ranking no país com 64,6 casos por 100 mil habitantes, número semelhante ao registrado durante a Guerra do Iraque, de 2004 a 2007. A média nacional é de 29 casos por 100 mil.

Apenas cinco Estados tiveram queda nas taxas de homicídio: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Santa Catarina e São Paulo possuem as menores taxas de homicídios por 100 mil habitantes: 12,8 e 15,1, respectivamente.



Gil Alessi
Do UOL, em São Paulo

domingo, 25 de maio de 2014

A última entrevista da jornalista Barbara Walters

Barbara Walters posa na festa dos 100
 mais influentes da revista "Time" de 2013, em Nova York

Talvez ela seja a jornalista mais famosa do mundo. 

E com razão. Há mais de cinco décadas vem entrevistando os personagens que fazem história e as celebridades que fazem notícia. Por isso é tão estranho escutá-la dizer que se aposenta do jornalismo.
Mas na verdade um jornalista nunca deixa de sê-lo. "Não vou mais fazer uma entrevista a cada semana", disse-me nos escritórios de "The View", o programa que criou em 1997. "Mas se o papa me der uma entrevista, claro que volto." O mesmo faria se pudesse conversar com a rainha Elizabeth 2ª, e possivelmente também se Monica Lewinsky decidisse falar com ela mais uma vez.

A entrevista televisiva que Barbara Walters fez com Monica Lewinsky em março de 1999, sobre o caso que teve com o presidente Bill Clinton, foi vista por cerca de 50 milhões de pessoas. Nenhuma outra entrevista teve maior audiência na história da televisão dos EUA. "Ainda estou em contato com Monica", confiou-me, e depois, sem temor, me deu sua opinião sobre essa mulher de 40 anos: "É inteligente, e uma boa mulher".

Walters não só cobriu eventos históricos como fez história. Foi a primeira mulher "âncora" de um programa matutino em nível nacional e a primeira a apresentar um noticiário noturno. Assim abriu caminho para outras mulheres, dentro e fora dos EUA.

"Esse é o meu legado", disse durante nossa conversa, "todas essas mulheres jovens nas notícias. Não havia tantas quando eu comecei; eram muito poucas. Então, se eu tenho algum legado são essas mulheres."

Mas aos 84 anos Walters não tem tudo. "Não creio que as mulheres possam ter tudo", disse-me, refutando a teoria do livro "Lean In", de Sheryl Sandberg. "Nem os homens podem ter tudo. É muito difícil equilibrar sua vida profissional com a vida privada, e cada vez mais as mulheres têm que enfrentar isso."

Ela entrevistou todos os presidentes americanos desde Richard Nixon, e líderes mundiais como Vladimir Putin, Saddam Hussein e Fidel Castro, e quase todos os atores do momento. Suas perguntas são curtas e maravilhosamente claras, como facas. Não há dúvida sobre o que ela quer saber. Seu mantra: não há pergunta proibida.

Qual é seu segredo? "Faço muita lição de casa", disse-me, como se tivesse acabado de começar a carreira. "Creio que é muito importante. Algumas vezes eu sei mais sobre a pessoa do que ela mesma." E se vê. Fez chorar a muitos e tremer a mais de um.

Há mil anedotas. Passou dez dias com Fidel Castro, mas "não me aproximo muito de ninguém", contou-me. E até poderia ter sido "a senhora Clint Eastwood", confessou. "Eu gostava muito do ator, e depois da entrevista ele me convidou para jantar. Mas eu lhe disse não, não, não."

Terminei a entrevista com duas perguntas que ela frequentemente faz a seus entrevistados:

1. "Há alguma ideia falsa sobre a senhora?", perguntei. "Creio que a ideia mais equivocada é que sou muito séria e autoritária", respondeu. "Porque esse é o tipo de entrevista que eu fazia. Mas creio que desde "The View" as pessoas sabem que tenho senso de humor e que sou uma pessoa igual às outras."

2. Como quer ser lembrada? "Como uma boa jornalista, uma boa mãe e uma boa pessoa."

Meu tempo com ela terminava, e a honra de fazer perguntas à campeã das perguntas. Era meio-dia, mas ainda tinha um monte de coisas pendentes. Walters não dava sinais de que estava prestes a ir embora.

O que vai fazer no dia seguinte à sua aposentadoria?, consegui lhe perguntar no final. "Dormir. Vou dormir. E no dia seguinte também."

Mas tenho a suspeita de que, quando acordar, Barbara Walters voltará a fazer perguntas. Muitas perguntas.

Jorge RamosEm Nova York (EUA)
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Até tu Ronaldo?









Coberta de razão




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Indústria e saúde pública


Briga contra o campeão

Faltando dez meses para o término da patente do Cialis é grande a movimentação de laboratórios interessados em fabricar um genérico feito à base da tadalafila. Algumas empresas já estão com pedidos de registros prontos para submeter à Anvisa. Eis o tamanho do negócio: o Cialis, lançado pela Eli Lilly no Brasil em 2003, lidera (22%) o mercado de produtos para a disfunção, da ordem de R$ 1,2 bilhão por ano.


Check-up do SUS

Um aumento no preço do cigarro para baixar as doenças decorrentes do tabagismo foi consenso entre os participantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, na terça-feira 10, em Brasília. No “Conass Debate”, plenária que discute o presente e o futuro do SUS, destacou-se que uma alta de 70% no valor do maço diminuirá – de 10% a 26% – as mortes decorrentes do fumo no País. Aliás, pesquisa da OMS que acaba de ser divulgada vai nessa linha: menos consumo de tabaco aumenta os anos de vida das pessoas.


Ricardo Boechat
Com Ronaldo Herdy

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Alguém discorda?


Paulo Coelho se diz decepcionado com Copa e detona Ronaldo: 'imbecil'





Presente na delegação oficial do Brasil no dia da escolha do país como sede do Mundial de 2014 (evento realizado em 2007), o escritor Paulo Coelho disse estar decepcionado com a Copa. Em entrevista ao Le Journal du Dimanche, ele atacou até o ex-jogador Ronaldo.

"Fora de questão (participar do evento)! Eu assistirei aos jogos na TV, mas eu não vou (ao estádio). Eu tenho dois ingressos para jogos, e eu estava na delegação oficial com Lula, Dunga e Romário, quando a Fifa escolheu o Brasil. Estou muito decepcionado com tudo o que aconteceu desde então. Nós poderíamos usar o dinheiro para construir algo diferente de estádios em um país que precisa de tudo: hospitais, escolas, transportes. Ronaldo é um imbecil por dizer que não é o papel da Copa do Mundo para construir esta infraestrutura. Ele deveria fechar a boca", disse o escritor.

"A seleção ganhando ou não, eu tenho certeza que haverá uma explosão social. Haverá pessoas nos estádios e ainda mais pessoas que estarão nas ruas, quando o mundo terá os olhos no Brasil. O contexto é muito tenso. A violência voltou. A Copa do Mundo pode ser uma bênção e um momento de comunhão para nós como foi para a França ou a Alemanha. Mas é um desastre. O país quer mostrar uma face que não é a verdade. Há uma divisão entre o governo e o povo", completou.


Apesar de se recusar a acompanhar o Brasil do estádio, Paulo Coelho disse ser um torcedor fanático por futebol, elegeu o time de Felipão favorito e relembrou o nervosismo que passou no Mundial de 1994.


"Brasil, eu espero (favorito)! Eu gosto muito do Marcelo e do Neymar. Eu sou um espectador apaixonado, eu posso desligar a TV com raiva se as coisas não saem do jeito que eu quero. Em 1994, eu preferi ir à praia do que ver a disputa de pênaltis da final Brasil e Itália. Meu coração não poderia suportar aquilo", afirmou.
Do UOL, em São Paulo

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Para Marina, propaganda do PT sobre medo é um 'desserviço' ao país




BRASÍLIA - Pré-candidata à vice-presidência na chapa PSB-Rede, a ex-senadora Marina Silva classificou as recentes propagandas do PT como um “desserviço” ao país.

Nesta semana, o partido levou às emissoras de televisão vídeos com a mensagem de que é preciso temer uma volta ao passado, com a perda de avanços conquistados nos últimos anos e um possível retrocesso nas investigações de casos de corrupção.

“As pessoas vivem com insatisfação devido aos vários escândalos de corrupção. Acho um desserviço querer trazer algo ainda mais negativo que é o medo”, afirmou Marina nesta sexta-feira (16), durante encontro com representantes da juventude da Rede em Brasília.

Marina comparou o discurso do medo do PT à campanha do PSDB de 2002 feita contra o ex-presidente Lula.

“Quando as pessoas tentaram fazer com que a sociedade tivesse medo do Lula, o PT fez a campanha da esperança vencer o medo.”

Para Marina, as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos não podem ser “fulanizadas”, e sim entendidas como conquistas do povo brasileiro, que devem ser preservadas.

(Folhapress)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

SP: professores em greve rejeitam proposta de Haddad



SÃO PAULO - Acabou na noite desta quinta-feira, 15, o ato de professores da rede municipal de São Paulo, que estão em greve desde o dia 23 de abril. Os manifestantes se reuniram na sede da secretaria da Educação, às 15h, onde ouviram proposta – rejeitada posteriormente – do prefeito Fernando Haddad. Agora, o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) marcou um novo protesto, para as 14h da terça, 20, no vão livre do Masp.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 8 mil pessoas participaram do ato, e marcharam pela avenida 23 de Maio até a sede da prefeitura, no centro da capital. O sindicato também estimou em 8 mil o número de manifestantes.

A principal reivindicação dos professores municipais é a inclusão de 18% no aumento salarial, a partir do ano que vem, anunciado por Haddad para funcionários que recebem o piso da categoria. A reclamação do sindicato é que, hoje, apenas uma pequena parte do quadro de empregados se enquadra nessa categoria.

Na reunião de hoje, a prefeitura ofereceu um aumento, que foi considerado insuficiente pelos professores. O Sinpeem estima que cerca de 60% dos funcionários da educação municipal estão em greve.

Por Rodrigo Pedroso | Valor

Plano Mineral da SEICOM considerado marco histórico


O Liberal - Poder.

O Governador deu o Recado,  ordem na casa


REPÓRTER 70.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Em São Paulo sempre detrás da Presidenta, quem é?


Vai bater duelo com Geraldo Alckmin e seu possível Vice Kassab. 





Hoje começa estilo petista de campanha eleitoral. A conferir!

Esta vez FHC come crianças 

PT copia FHC de 1998 e usa discurso do medo para alavancar Dilma


O PT divulga na noite desta 3ª feira (13.mai.2014) comercial de televisão de 1 minuto no qual explora o discurso do medo para tentar alavancar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. As imagens mostram pessoas empregadas, com acesso a remédios, estudo e lazer, em contraposição com pessoas desempregadas, passando fome e pedindo dinheiro em semáforos, que seriam "fantasmas do passado", o título do comercial petista.


domingo, 11 de maio de 2014

Agenda Positiva para o desenvolvimento do Estado do Pará

Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Secretaria de Indústria Comércio e Mineração e UFPA/UNIVERSITEC - Agenda positiva para o desenvolvimento do Estado do Pará

Depois de Lançar o Plano de Mineração a SEICOM intensifica suas parcerias com diversos órgãos de desenvolvimento do Estado para promover ações de capacitação de melhoramento da qualidade de vida e promover um avanço na gestão dos recursos minerais do Estado, bem como promover a diversificação da exploração dos recursos naturais, intensificando as cadeias produtivas.

Uma última ação tem sido a realização de cursos nos municípios que compõem o Consórcio Tapajós. Integrada pelos municípios de Novo Progresso, Prefeitura de Itaituba, Prefeitura de Jacareacanga, Prefeitura de Trairão,

O começo de tudo. 

Nesse contexto a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), motivada pelo Consórcio Tapajós, iniciou um ciclo de Diálogos para Elaboração da Agenda de Desenvolvimento Territorial para o Tapajós. O objetivo é contribuir com o processo de desenvolvimento dos municípios dessa Região, tendo em vista o intenso dinamismo econômico que os principais eixos produtivos - logístico, minerário, energético e do agronegócio – provocarão naquele território. Esses eixos, além de impactar a região, trazem a possibilidade de promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental, desde que haja um adequado preparo nos municípios, tanto para propor ações que minimizem as externalidades, quando para maximizar as oportunidades e melhor orientar as prioridades de atuação.
Foi assim que se iniciou a realização de cursos em diferentes áreas, que promovam o desenvolvimento da região. Dentre eles a capacitação para captação de recursos, prestação de contas e os cursos de Planejamento Estratégico para gestores e secretários municipais da região de TAPAJÓS.

DIÁLOGO PARA CONSTRUÇÃO DE UMA AGENDA PRÓ-DESENVOLVIMENTO
O sucesso dos cursos de Planejamento Estratégico para gestores e secretários municipais, realizados em parceria do Governo do Estado com Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio da Agência de Inovação Tecnológica da UFPA/UNIVERSITEC, se reflete na ativa participação da SEICOM/UNIVERSITEC, nos diverso cursos realizados em todas as regiões de integração do Estado, Abrangendo municípios do Sul, Sudeste e Oeste do Pará. 

São diversos os cursos que ser realizam, conforme programação do TCM, entretanto o mais recente e de grande importância foi o curso que teve foco no Consórcio Tapajós, realizado em Itaituba, Pará. 

Curso de Planejamento Estratégico Operacional para gestores e secretários de municípios. 

Veja alguns tópicos das disciplinas de Planejamento Estratégico para gestores e secretários municipais. 

Ementa da Disciplina.
  1. Análise das principais tendências internacionais sobre economia, população, educação, meio ambiente e tecnologia.
  2. Análise e Visão Estratégicas da econômica paraense, com ênfase em municípios.
  3. Planejamento estratégico. Histórico, importância, principais conceitos.
  4. Gestão Estratégica – Planejamento estratégico, cenários prospectivos.
  5. Metodologias e etapas do planejamento estratégico, Grumbach, BSC Balance Scorecard, Planejamento Situacional, etc.
6.      Formulação de um plano estratégico. Análise de cenários, modelo SWOT.

O consorcio Tapajós está integrado por municípios que são principalmente de base mineral. Novo
Progresso, Prefeitura de Itaituba, Prefeitura de Jacareacanga, Prefeitura de Trairão

Nessa região o Governo do Estado está focando diversas ações, além de capacitação, está prevista a construção de escolas, um hospital de média complexidade 

Fotos de alunos e professores 
Fotos de alunos e professores nas aulas de planejamento no consórcio Tapajós, Itaituba, Pará. 









quinta-feira, 8 de maio de 2014

Alexandre o Grande

Alexandre Padilha candidato ao Governo de São Paulo em visita a obras? 


A presidente Dilma Rousseff visitou nesta quinta-feira (8) o estádio do Corinthians, na Zona Leste de São Paulo. A arena será palco da abertura da Copa do Mundo.

Dilma andou pelo gramado, cumprimentou operários e usou um capacete dourado que ganhou de presente.



O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que a presidente fez um balanço positivo ao visitar o entorno do estádio. “Ela classificou como um dos maiores legados do Brasil para a Copa.”

Mais cedo, logo após chegar a São Paulo, a presidente recebeu representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no Clube dos Metroviários. Ela recebeu pedidos de mais moradias populares do grupo, que tinha realizado ato na cidade contra o lucro de construtoras que realizaram obras para a Copa.

Haddad
O prefeito elogiou a construtora responsável pela obra, a Odebrecht, e o Corinthians pelo estádio. “A Prefeitura e o estado cumpriram todas as suas obrigações. Não temos dúvida de que vai ser uma grande abertura.”

Haddad disse que a IBM o procurou semana passada e anunciou uma planta da empresa em Itaquera com geração de 3 mil postos de trabalho. Ele também acrescentou que o dono de uma pedreira pretende ingressar com projeto de 50 mil empregos na região.

Ele acrescentou que parte das obras não pôde ser liberada nesta semana por conta do término do acesso ao estacionamento. “Na semana que vem todo o viário será liberado, como nós liberamos os túneis, governador Alckmin e eu. A partir da semana todo o viário do entorno liberado, iluminado, ajardinado, Estamos prontos para 12 de junho, com certeza."

G1

domingo, 4 de maio de 2014

‘Temos bases política e social distintas’, diz Eduardo Campos sobre Aécio Neves

Pré-candidato do PSB à presidência da República participou de seminário sobre educação na manhã deste domingo no Rio


-Candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos tira foto durante reunião dos
jovens do partido Patria Livre, na Ilha do Fundão, no Rio.
 Domingos Peixoto / Agência O Globo-


RIO - O pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), fez questão de apontar as diferenças entre seu projeto político para o país e de seu adversário na corrida eleitoral, o tucano Aécio Neves. Há dois dias, o pré-candidado do PSDB havia dito que os dois estarão juntos em 2015.

— Temos projetos que são distintos, bases política e social distintas. Isso não impede que nós tenhamos a capacidade de ver o que nos une do ponto de vista dos interesses do país. Mas estamos oferecendo caminhos que não são a mesma coisa. Temos compromisso com valor democrático, mas temos diferenças. Tanto que somos de partidos políticos diferentes. A última vez em que estivemos juntos, num mesmo palanque nacionalmente, foi ainda na eleição do colégio eleitoral, após as Diretas Já — disse Campos, após participar de seminário sobre a educação que reuniu a juventude do Partido da Pátria Livre, na manhã deste domingo, no Rio.

Entre as diferenças, o candidato apontou, quando questionado por jornalistas, questões como os direitos do trabalhador e a redução da maioridade penal:

— Assumi um compromisso que não se vai fazer mudança no país tirando direito dos trabalhadores. Hoje, o Ministro Mantega fala nisso e o candidato Aécio também já se posicionou em relação a isso. A questão da maioridade penal é outro exemplo. Eu já deixei muito claro que a questão da segurança é muito mais séria que isso. A maioridade penal é uma cláusula pétrea da constituição. O supremo já se posicionou sobre isso, não tem como mudar. Quem está falando que vai mudar isso, não conhece a decisão da suprema corte do país — disse ele, aproveitando para alfinetar o candidato do PSDB que afirmou recentemente apoiar, em casos especiais, a redução da maioridade penal.

Questionado sobre a possibilidade de uma aliança entre os dois no segundo turno, Campos preferiu não fazer previsões:

— Eu não vou tratar de segundo turno ainda no primeiro turno, até por respeito a nossa pré-candidatura e aos outros. Dizer que fulano pode estar comigo no segundo turno seria uma agressão aos outros candidatos e pode até parecer arrogante da minha parte.

Durante o evento, o candidato aproveitou ainda para criticar o governo que, segundo ele, faz terrorismo eleitoral ao sugerir que o programa Bolsa Família correria o risco de ser extinto caso a presidente Dilma Roussef não seja reeleita. Os escândalos envolvendo a Petrobras e a situação da companhia, alvos de palavras de ordem proferidas pelos cerca de 150 jovens que participavam do seminário realizado na UFRJ, também foram lembrados pelo candidato.

— Acho completamente equivocada a posição de não ter uma regra para o preço dos combustíveis, que leve em consideração o preço internacional e também o custo de produção no nosso país. Estamos diante de uma commodity. Quando o governo toma essa posição, o que isso gera? Tira a Petrobras do trilho em que estava porque precisava de gente comprometida que pudesse fazer a blindagem da interferência política. Quando se desrespeita o planejamento estratégico da companhia e deixa a companhia submetida a interesses politiqueiros, tira dela a possibilidade de saber qual é a receita dela e está condenando a empresa a viver o que ela está vivendo.


KARINE TAVARES

sábado, 3 de maio de 2014

Governador entrega Escola Estadual em Marabá totalmente reformada e equipada






Dilma faz ofensiva contra o 'Volta Lula'

Dilma, na definição de um aliado, parte para garantir
candidatura  e ganhar a disputa: "Ela incorporou a guerrilheira"

Em queda nas pesquisas e acuada pelo coro de "volta, Lula", a presidente Dilma Rousseff deflagrou nesta semana uma ofensiva para mostrar que será a candidata do PT à Presidência, nem que para isso tenha de enfrentar o seu partido, seus aliados e seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos últimos dias, Dilma fez gestos ostensivos para consolidar sua candidatura. Elegeu um terreno estratégico, a Bahia, governada por Jaques Wagner (PT), de quem se tornou amiga próxima, como dique de contenção à avalanche pró-Lula. De lá, mandou recados duros aos aliados, e nas entrelinhas, ao próprio Lula.
Por sua vez, o ex-presidente adiou o projeto de percorrer o país com candidatos do PT para não alimentar as demandas para que se candidate no lugar de Dilma.
"O "volta, Lula" ganhou uma dimensão maior do que se esperava", atesta o senador Jorge Viana (AC), um quadro histórico do PT e amigo de longa data de Lula. Para ele, é preciso buscar com urgência uma solução para o problema. "Lula e Dilma juntos têm de achar a melhor saída para isso", defendeu.

Na primeira declaração pública sobre o coro pró-Lula a rádios da Bahia, Dilma minimizou o movimento. "É um ano eleitoral, é uma situação normal". Questionada sobre o manifesto do PR, que pediu Lula como candidato, ela ressaltou que prefere marchar com o apoio de sua base. Mas seguirá em frente, mesmo sem os aliados. "Não vou me importar com isso", atirou.

Simultaneamente, Wagner fez uma defesa enfática da pré-candidata a uma plateia de 6 mil beneficiários do programa "Minha Casa, Minha Vida", vitrine dilmista.

"Aquilo que era bom nos oito anos do Lula ficou ainda melhor nesses quatro anos da presidente Dilma", exaltou, chamando a presidente de "rainha dos pobres".

Dilma ainda aproveitou as rádios baianas para avisar que "gosta" de ser presidente e, nas reticências, sugeriu que pretende continuar fazendo isso. Detalhou números e ações governistas para justificar o apreço ao cargo. "Um milhão de cisternas é algo que faz eu gostar muito de exercer a Presidência", exemplificou.

Um aliado, que mantém reuniões frequentes com Dilma para analisar cenários e contabilizar votos, avalia que, finalmente, ela "incorporou a guerrilheira". Argumenta que uma mulher que viveu clandestina, foi presa e torturada não vai se entregar sem luta.

Foi essa disposição para a guerra que Dilma deixou transparecer em alguns trechos do pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na última quarta-feira, em que alfinetou adversários e fez uma defesa contundente da Petrobras. "Se hoje encontramos um obstáculo, recomeçamos mais fortes amanhã, porque para mim as dificuldades são fonte de energia e não de desânimo", avisou. E como quem marcha em um front, avisou que vencerá. "Quem está ao lado do povo pode até perder algumas batalhas, mas sabe que no final colherá a vitória", concluiu. Nas conversas reservadas, tem sido veemente, afirmando a aliados que vencerá no primeiro turno, embora as pesquisas não apontem nessa direção.

A escalada do "volta, Lula" atormenta a cúpula petista. O assunto foi debatido na última terça-feira na sede do Instituto Lula em São Paulo. A incerteza sobre a candidatura fragiliza Dilma, que despenca nas pesquisas, afeta o partido, enerva a militância e espanta eleitores e financiadores.

A crise se refletiu nas campanhas estaduais. O comando da campanha dilmista rachou sobre a participação de Lula nas caravanas de pré-candidatos, como Alexandre Padilha em São Paulo, Fernando Pimentel em Minas Gerais e Gleisi Hoffmann no Paraná. Lula começaria a percorrer os Estados ao lado dos petistas, mas adiou os planos. Dilmistas avaliaram que incursões do ex-presidente país afora dariam fôlego ao "volta, Lula" e disseminariam esse sentimento no eleitorado.

Uma primeira ação para sufocar o "volta, Lula" ocorre hoje em São Paulo, quando Lula e Dilma abrem juntos o encontro nacional do PT, que vai discutir estratégias eleitorais e delinear o programa do próximo governo.

Pela enésima vez, Lula vai apresentar Dilma como candidata do PT à sucessão presidencial. Vai tentar convencer uma plateia de 800 delegados e milhares de militantes. Dilma se reuniu com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, que integra o comando de sua campanha, na última segunda-feira, em Brasília, para afinar o discurso que fará para uma militância reticente e apreensiva.

Em outra frente, lideranças petistas multiplicam declarações de apoio a Dilma. "Lula é o nosso maior cabo eleitoral. A quem pede o retorno dele, eu mando votar na Dilma, porque aí ele volta em 2018", diz o líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP).

"Dilma tem o direito à reeleição e vai exercer esse direito com o apoio do PT e de outros partidos", enfatizou o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini.

Quem fatura com o embate interno no PT e a insatisfação dos aliados com Dilma são os seus adversários. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz a interlocutores não cobiçar o apoio formal do PMDB, desde que os dissidentes estejam com ele nos Estados. "O PMDB está com Aécio no Rio", lembra uma liderança peemedebista, que rejeita a reedição da aliança com o PT se a candidata for Dilma. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) computa o apoio informal do PMDB no Rio Grande do Sul, onde tem o senador Pedro Simon como cabo eleitoral.

Por Andrea Jubé e Bruno Peres | De Brasília e Camaçari (BA)

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Pesquisa Sensus mostra eleição presidencial indo para o 2° turno



SÃO PAULO - Pesquisa feita pelo Instituto Sensus em parceria com a revista “Isto É” mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) com 35% das intenções de voto na disputa pela reeleição. O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) possui 23,7% das preferências, enquanto o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aparece com 11%. A margem de erro é de 2,2%.

O levantamento foi realizado com dois mil eleitores de 136 municípios em 24 Estados, entre os dias 22 e 25 de abril.

Juntos, Aécio e Campos possuem 34,7% dos votos, praticamente a mesma votação de Dilma, o que levaria a disputa para segundo turno. Se o segundo turno fosse hoje, Dilma teria 38,6% do votos, contra 31,9% de Aécio. Se a disputa fosse contra Campos, Dilma levaria 39,1% dos votos, frente a 24,8% do ex-governador pernambucano.

A pesquisa Isto É/Sensus mostrou ainda o nível de rejeição dos candidatos: 42% dos eleitores não votariam em Dilma, enquanto Campos é rejeitado por 35,1% e Aécio Neves, por 31,1%. Dilma é a candidata mais conhecida dos eleitores (95,4%), seguida por Marina Silva (80,5%), Aécio (76,2%) e Campos (63,2%).

Em relação à avaliação do governo Dilma, 66,1% dos eleitores o avaliam como regular ou negativo e 49,1% desaprovam o desempenho pessoal da presidente. E metade dos eleitores (50,2%) acredita que o Brasil não está no rumo certo.

Valor Econômico

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Reforço no Bolsa Família é medida “populista” de Dilma, diz FT



SÃO PAULO - A decisão da presidente Dilma Rousseff de aumentar em 10% o pagamento às famílias cadastradas no programa Bolsa Família do governo federal é uma medida “populista” e o “mais agressivo contra-ataque” da presidente até agora contra seus adversários das eleições de outubro, disse o jornal britânico “Financial Times” sobre o pronunciamento de Dilma ontem em rede nacional.
O FT lembra que o percentual de aumento no volume repassado ao programa social do governo supera a inflação, que, pelo IPCA, oscila em torno de 6% em 12 meses. Para o jornal britânico, a medida reforça a política de transferência de recursos às pessoas mais pobres, que tem marcado os 12 anos de governo do PT.

O jornal britânico afirma que o valor atual destinado ao Bolsa Família soma R$ 24 bilhões e cita a opinião de analistas de que os 36 milhões de beneficiários do programa formam um eleitorado “leal” ao PT, especialmente na região Nordeste.

O FT reporta ainda que o “contra-ataque” de Dilma ocorre conforme aumenta a pressão dentro da coalizão de governo para que seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, concorra às eleições deste ano caso a popularidade da presidente continue caindo.

Valor Econômico